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PL oficializa Eduardo Bolsonaro como líder da Minoria na Câmara

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O PL oficializou, nesta terça-feira (16), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como o novo líder da Minoria na Câmara dos Deputados. O bloco faz oposição à base de apoio ao governo. A deputada Caroline de Toni (PL-SC), que era titular deste posto, renunciou em favor do filho do ex-presidente, assumindo como primeira vice-líder. Na prática, ela continuará representando a bancada nas votações em plenário diante da ausência de Eduardo.

A manobra tem o objetivo de evitar que Eduardo Bolsonaro, que chegou a se licenciar do mandato entre março e julho deste ano, para morar nos Estados Unidos, onde vive desde então, seja cassado por faltas em sessões deliberativas. Ele não registra presença em votações da Casa há mais de dois meses e poderia perder o mandato de forma automática a partir do ano que vem.

Eduardo Bolsonaro é o principal responsável pela articulação de sanções do governo de Donald Trump contra o Brasil, em vigor desde agosto. A iniciativa busca reverter o resultado do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e outros três delitos.

Segundo o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), a decisão foi adotada com base em uma permissão em vigor desde 2015, a partir de decisão da Mesa Diretora da Câmara, que isenta integrantes da direção e líderes partidários de justificar ausência e registro de presença em painel eletrônico de votações.

“Desde 5 março de 2015, esse ato da Mesa está valendo. E valendo deste ato da Mesa que a deputada Carol de Toni faz este singelo ato [normativo] ao nosso guerreiro, deputado Eduardo Bolsonaro, que é sabido de todos, está exilado nos Estados Unidos para lutar contra injustiças contra sua família”, afirmou Cavalcante em coletiva de imprensa ao lado de outros líderes da legenda, no Salão Verde da Câmara. A nomeação de Eduardo, segundo ele, já foi encaminhada ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A exceção de faltas para líderes partidários mencionada por Sóstenes Cavalcante consta em resolução assinada pelo então presidente da Câmara dos Deputados em 2015, Eduardo Cunha (MDB-RJ).

“Estamos protegendo sim o Eduardo Bolsonaro naquilo que estiver a nosso alcance, porque ele está exercendo o seu mandato, só está à distância por uma vontade que não é dele”, admitiu a deputada Carol de Toni, após renunciar ao posto em favor do correligionário.

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Reação

Do lado governista, a reação contra a manobra em favor de Eduardo Bolsonaro já está sendo preparada. De acordo com o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), a “medida é um absurdo” e deve ensejar ações no Plenário da Câmara, na própria Mesa Diretora e até no Judiciário.

Na semana passada, o líder da bancada petista já havia feito uma representação criminal no STF em que pede a prisão preventiva do deputado Eduardo Bolsonaro, além do bloqueio imediato de salários e verbas parlamentares pagos irregularmente ao parlamentar que se encontra há meses ausente do país. O fundamento é justamente o lobby de Eduardo em favor das sanções norte-americanas sobre exportações brasileiras para fazer pressão contra o julgamento do pai. 

Fonte: Agência Brasil

Corpo de ex-delegado-geral executado em Praia Grande é velado na Alesp

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O corpo do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, executado por criminosos na Praia Grande, no litoral paulista, é velado desde as 11h10 desta terça-feira (16) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), na capital.

O corpo deixou o Instituto Médico-Legal (IML) por volta das 7h30 e foi levado para a Alesp, onde será velado até as 15h. Acompanham a cerimônia amigos, familiares, políticos e autoridades do estado de São Paulo, incluindo o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, deputados estaduais e federais, além do prefeito da capital, Ricardo Nunes.

Fontes, que atualmente era secretário de Administração da prefeitura de Praia Grande, foi morto por volta das 18h desta segunda-feira (15), em bairro próximo da prefeitura e do fórum do município.

Imagens de câmeras de segurança mostraram seu carro em fuga, em alta velocidade, até capotar entre dois ônibus ao tentar entrar em uma avenida. O carro que o perseguia chega pouco depois e dele saem três homens com fuzis. As imagens mostram dois deles indo até o carro de Fontes e disparando vários tiros. Em seguida, eles entram no carro e fogem pela mesma avenida onde perseguiram Fontes.

Segundo a prefeitura de Praia Grande, outros dois homens ficaram feridos na ocorrência. Eles foram atendidos pelas equipes do Samu e encaminhados para a UPA Quietude, de onde foram transferidos para o Hospital Municipal Irmã Dulce, sem risco de morte.

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O prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão, se pronunciou em um vídeo, dizendo estar muito triste pela morte do secretário de administração. Mourão elogiou sua atuação como delegado-geral e disse que Fontes trabalhou intensamente para que a polícia tivesse meios, condições e tecnologia disponível para, cada vez mais, fazer uma boa prestação de serviço à sociedade.

“Infelizmente, acabou sendo assassinado por pessoas que a gente desconhece a motivação. Mas é fundamental que se apure esses fatos. A polícia já está colocando todo efetivo à disposição e o governador [Tarcísio de Freitas] ligou e disse que colocou toda a força tarefa para apurar com intensidade essa situação. Nos cabe nesse momento ficarmos solidários à sua família, que neste momento está sofrendo muito com a morte”, afirmou.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou por meio de nota que determinou uma força-tarefa integrada pelas polícias Civil e Militar, para identificar e localizar os envolvidos no homicídio de Fontes.

“Equipes estão em diligências contínuas na região com apoio de batalhões da Polícia Militar – incluindo o Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) de Santos e equipes da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota)”.

Ainda segundo a SSP-SP, o caso foi registrado junto à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Praia Grande e será investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio de demais departamentos. “Dois veículos foram apreendidos na ocorrência e imagens de câmeras de segurança são analisadas. Foram requisitados exames ao Instituto de Criminalística (IC), que estão em elaboração”, disse a secretaria.


São Paulo (SP), 16/09/2025 - Corpo do ex-delegado Ruy Ferraz é velado no Hall Monumental do Palácio 9 de Julho , Assembleia Legislativa de São Paulo. 
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 16/09/2025 - Corpo do ex-delegado Ruy Ferraz é velado no Hall Monumental do Palácio 9 de Julho , Assembleia Legislativa de São Paulo. 
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Velório do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo Ruy Ferraz Fontes, por Paulo Pinto/Agência Brasil

Também por meio de nota, a Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo afirmou se solidarizar com os familiares, amigos e companheiros de trabalho de Fontes, a quem se referiu como um policial que ‘teve uma trajetória notabilizada pelo combate ao crime organizado, em suas diversas modalidades”.

Para a Ouvidoria, o episódio pede célere investigação e punição imediata dos culpados, para que se evitem mais mortes, bem como o uso excessivo da força policial, como registrado em operações naquela região do estado, como as denominadas Escudo e Verão.

“A Polícia Civil de nosso estado possui instrumentos de inteligência e comprovada experiência em diligências semelhantes, para dar uma resposta pronta e evitar operações açodadas que inflacionem e dilatem o desrespeito aos direitos fundamentais das pessoas e terminem por ampliar o quadro de vítimas inocentes em nossa recente e triste história naquele território”, ressalta a nota.

Na noite de segunda-feira (15), o Ministério Público confirmou que atuará na investigação do caso.

“O procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, em conversa com o secretário de Estado da Segurança, Guilherme Derrite, informou que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) vai apoiar a investigação da Polícia Civil no caso da execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, que ocorreu nesta segunda-feira, na Praia Grande”, afirmou o órgão por meio de nota.

Histórico

Fontes foi delegado por mais de 40 anos, tendo passado pela Divisão de Homicídios do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), além de ter sido delegado de Polícia Titular da 1ª Delegacia de Polícia da Divisão de Investigações Sobre Entorpecentes do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), delegado de Polícia Titular da 5ª Delegacia de Polícia de Investigações Sobre Furtos e Roubos a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e comandado outras delegacias e divisões na capital.

Também foi diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (DECAP) e esteve à frente da Delegacia Geral de Polícia do Estado de São Paulo.

Fontes foi responsável pela prisão de lideranças do PCC nos anos 2000, quando atuava na repressão a roubo de bancos, e enquanto delegado-geral, função que exerceu até 2022. Depois de se aposentar, ele assumiu a Secretaria de Administração de Praia Grande (janeiro de 2023), permanecendo na gestão que se iniciou em 2025, com o prefeito Alberto Mourão.

Fonte: Agência Brasil

Bolsonaro teve pré-síncope, vômitos e queda de pressão, diz defesa

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A defesa de Jair Bolsonaro enviou nesta terça-feira (16) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um relatório médico sobre a saúde do ex-presidente.

De acordo com o cardiologista Leandro Echenique, Bolsonaro apresentou episódio de mal-estar, pré-síncope e vômitos com queda da pressão arterial.

Mais cedo, o ex-presidente deixou a prisão domiciliar e foi levado ao Hospital DF Star, em Brasília, pelos policiais penais que fazem o monitoramento de sua residência. 

Ao deixar sua casa para realizar o atendimento de emergência, Bolsonaro não descumpriu a decisão de Alexandre de Moraes que determinou a prisão domiciliar.

Bolsonaro pode ir ao hospital em caso de emergência, mas deve enviar ao STF um atestado médico no prazo de 24 horas após o atendimento.

No último domingo (16), Bolsonaro passou por um procedimento na pele e por exames que constataram quadro de anemia, segundo o boletim médico divulgado pelo hospital.

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Prisão 

Desde o dia 4 de agosto, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por determinação do ministro

A medida cautelar foi definida no inquérito no qual o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, e o próprio Bolsonaro são investigados por atuarem junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo, entre elas, o cancelamento de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky. 

Na semana passada, por 4 votos a 1, a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro e mais sete réus na ação penal da trama golpista pelos crimes de crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. 

 

Fonte: Agência Brasil

PDOT: produtores rurais alertam para riscos de urbanização desordenada

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou uma audiência pública, na noite de segunda-feira (15), para discutir o projeto de lei complementar 78/2025, que revisa o Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT). O encontro, presidido pelo deputado Gabriel Magno (PT), reuniu produtores, chacareiros, especialistas ambientais e representantes de secretarias do Governo do Distrito Federal para debater o futuro das áreas rurais do DF.

O PLC 78/2025 foi encaminhado à CLDF pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) no início de agosto. A proposta já foi lida em plenário e está em tramitação na Casa. O texto foi distribuído aos deputados para análise técnica e política de 348 artigos que propõem reorganizar o território em macrozonas urbanas, rurais e de proteção ambiental. A votação final está prevista para acontecer em dezembro de 2025.

Na audiência pública, produtores e chacareiros manifestaram preocupação com o PLC 78/2025, que, segundo eles, favorece que áreas rurais sejam transformadas em espaços urbanos, comprometendo o desenvolvimento agrário e a conservação ambiental no DF. Outra questão citada pelos presentes é a indefinição das áreas de preservação na atual versão do texto, que não estabelece informações precisas sobre limites, critérios e usos permitidos nas zonas protegidas.

 

 

O deputado Gabriel Magno também criticou a ausência de diretrizes específicas no PDOT para a regularização fundiária rural, desconsiderando especificidades de cada território, e para a promoção de alternativas sustentáveis para integração das áreas urbanas e rurais. “É importante determinar comandos específicos mais nítidos sobre como se constrói o processo de resiliência de preservação e proteção, definindo parâmetros, por exemplo, de arborização”, afirmou o parlamentar.

Supressão de propriedades

Vilmar Angelo, representando o movimento Preserva Serrinha, condenou a supressão de propriedades rurais imposta pelo PLC 78/2025, que retira de produtores e chacareiros a possibilidade de adquirir e regularizar suas terras. Segundo ele, dessa forma, o plano beneficia o mercado imobiliário ao liberar terrenos amplos, que deveriam ser destinados à produção agrícola ou à preservação ambiental, para desenvolvimento de projetos urbanísticos. “A cidade cresceu de forma desordenada, para cima dessas propriedades rurais, e a solução [que eles veem] para isso é suprimir a possibilidade dos chacareiros e produtores terem suas propriedades regularizadas, titularizadas”, enfatizou.

A deputada Paula Belmonte (Cidadania) ressaltou a necessidade de aprovar emendas ao PLC 78/2025, que garantam a participação popular, amplie a atuação dos órgãos de proteção ambiental e estabeleça mecanismos de transparência e controle. De acordo com a parlamentar, o formato atual da proposta compromete o envolvimento social nas decisões que moldam a política territorial. “Não podemos perder a participação popular. O projeto tira a participação das pessoas, [impedindo a possibilidade] de votação nesse parlamento”, salientou.

A presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito do Rio Melchior também destacou os impactos ambientais negativos do PDOT, especialmente relacionados aos recursos hídricos do Distrito Federal. A parlamentar citou como exemplo os rios Melchior e Ponte Alta, considerados “sacrifícios ambientais” — áreas que sofrem degradação intensa e contínua devido interesses econômicos, urbanos ou industriais, prejudicando a saúde e qualidade das populações próximas ao local afetado.
 

 

Segundo a deputada, as falhas presentes no planejamento territorial podem resultar em destruição ambiental e exclusão social em várias regiões administrativas do DF, repetindo o cenário observado nas áreas onde estão localizados os rios Melchior e Ponte Alta. “Quando falamos de um rio tido como sacrifício ambiental, estamos falando daquela comunidade que mora em volta e que também está sendo condenada”, frisou Paula Belmonte.

O encontro contou com a participação de Antônio Queiroz Barreto, subsecretário de Políticas Econômicas Agropecuárias; Lúcia Mendes, integrante do Fórum de Defesa das Águas, do Clima e Meio Ambiente; e Sidrack de Oliveira, representante da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap). Também participaram Marcos Luiz Santarosa, representante da Associação dos Produtores do Núcleo Rural Lago Oeste (Asproeste), e Juliana Coelho, subsecretária de Políticas e Planejamento Urbano.
 

 

A audiência pública foi transmitida pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 09 da Vivo, pode ser reassitida no canal da CLDF no YouTube.
 

*Com informações do gabinete do deputado Gabriel Magno (PT)

Fonte: Agência CLDF

Israel lança grande ataque terrestre e diz que "Gaza está em chamas"

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Israel lançou o estágio principal de sua esperada ofensiva terrestre na Cidade de Gaza, nesta terça-feira (16), declarando que “Gaza está em chamas”. Os palestinos da região descreveram o bombardeio como o mais intenso que sofreram em dois anos de guerra.

Um oficial das Forças de Defesa de Israel (IDF) disse que as tropas terrestres estão se aprofundando na cidade, em direção ao centro, e que o número de soldados aumentará nos próximos dias para enfrentar até 3 mil combatentes do Hamas que a IDF acredita ainda estarem na cidade.

“Gaza está em chamas”, postou o ministro da Defesa, Israel Katz, no X. “A IDF ataca com mão de ferro a infraestrutura terrorista, e os soldados estão lutando bravamente a fim de criar as condições para a libertação dos reféns e a derrota do Hamas.”

Palestinos fogem

Autoridades de saúde de Gaza informaram que pelo menos 40 pessoas morreram, a maioria delas na Cidade de Gaza, nas primeiras horas da ofensiva, quando ataques aéreos varreram a cidade e incursões de tanques foram relatadas por moradores em várias áreas.

Israel renovou seus apelos para que os civis deixem a cidade, e longas colunas de palestinos se dirigem para o sul e o oeste em carroças de burro, riquixás veículo de tração humana com duas rodas), veículos pesados ou a pé.

“Eles estão destruindo torres residenciais, os pilares da cidade, mesquitas, escolas e estradas”, disse à Reuters Abu Tamer, um homem de 70 anos que estava fazendo a árdua jornada para o sul com sua família, em uma mensagem de texto.

“Eles estão apagando nossas memórias.”

Marco Rubio oferece apoio

Horas antes da escalada, o secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, ofereceu apoio à decisão do governo israelense de abandonar as negociações de cessar-fogo e usar a força para esmagar o Hamas.

Embora os EUA desejem ver um fim diplomático para a guerra, “temos que estar preparados para a possibilidade de que isso não aconteça”, disse Rubio em entrevista coletiva em Jerusalém, ao lado do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, nessa segunda-feira (15).

Ele endossou a exigência israelense de que o Hamas se desarme, se dissolva e liberte todos os reféns restantes de uma só vez como a única maneira de acabar com a guerra.

O Hamas afirma que libertaria todos os reféns como parte de um cessar-fogo permanente que levaria à retirada das forças israelenses de Gaza, mas prometeu não se desarmar até que um Estado palestino seja estabelecido, objetivo que Israel está determinado a impedir.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Fonte: Agência Brasil

Ipea: queda na inflação foi mais sentida pela população mais pobre

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No mês de agosto, a queda na inflação foi mais sentida pelas famílias mais pobres. Enquanto o índice oficial ficou negativo em 0,11%, o custo de vida para famílias que ganham até R$ 3,3 mil teve recuo superior a 0,20%. Já na outra ponta, lares com renda mensal acima de R$ 22 mil, a inflação ficou positiva em 0,10%.

A constatação está no boletim mensal Inflação por Faixa de Renda do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão vinculado ao Ministério do Planejamento e Orçamento.

O estudo compara a inflação oficial, apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com o custo de vida de diversas faixas de renda.

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Das seis faixas de renda familiar mensal, as três mais baixas tiveram percepção mais acentuada da deflação (queda média dos preços):

  • renda muito baixa: -0,29%
  • renda baixa: -0,21%
  • renda média-baixa: -0,19%
  • renda média: -0,07%
  • IPCA: -0,11%
  • renda média-alta: 0%
  • renda alta: 0,10%

O levantamento divide as famílias pelas seguintes faixas de renda mensal:

  • muito baixa: menos que R$ 2.202,02
  • baixa: entre R$ 2.202,02 e R$ 3.303,03
  • média-baixa: entre R$ 3.303,03 e R$ 5.505,06
  • média: entre R$ 5.505,06 e R$ 11.010,11
  • média-alta: entre R$ 11.010,11 e R$ 22.020,22
  • alta: acima de R$ 22.020,22

Já o IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos de um a 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.518.

Alimentos e conta de luz

De acordo com a autora da pesquisa, Maria Andreia Parente Lameiras, as famílias mais pobres tiveram alívio maior no bolso em agosto por causa do perfil de consumo, com maior peso para itens como alimentação e habitação.

“Além da intensificação da trajetória de deflação dos alimentos no domicílio, a queda das tarifas de energia elétrica, beneficiada pela incorporação do Bônus de Itaipu, anulando a pressão vinda da adoção da bandeira vermelha patamar 2, explicam esta queda mais forte da inflação nos segmentos de renda mais baixa, dado o peso desses itens no orçamento dessas famílias”, explica.

O chamado Bônus de Itaipu é o desconto na conta de luz que beneficiou 80,8 milhões de consumidores. Conforme adiantou a Agência Brasil, a bonificação compensou a bandeira tarifária vermelha 2, que adiciona R$ 7,87 na conta e luz a cada 100 Kwh consumidos.

O estudo do Ipea aponta que, no caso dos alimentos no domicílio, destacam-se em agosto as quedas dos cereais (-2,5%), tubérculos (-8,1%), café (-2,2%) e proteínas animais: carnes (-0,43%), aves e ovos (-0,8%) e leite (-1%).

Já para a faixas de renda mais altas, indica Lameiras, a deflação dos alimentos e da energia “foi parcialmente compensada pela elevação de preços em serviços, notadamente alimentação fora do domicílio e recreação”.

Acumulado

No acumulado de 12 meses, a percepção de inflação é o inverso da registrada em agosto, com as famílias mais pobres com peso maior no bolso.

  • renda muito baixa: 5,23%
  • renda baixa: 5,33%
  • renda média-baixa: 5,19%
  • renda média: 5,08%
  • renda média-alta: 5,07%
  • renda alta: 5%

O IPCA acumulado de 12 meses chega a 5,13%, acima da meta do governo, de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos, ou seja, indo no máximo a 4,5%.

“Nos últimos doze meses, as principais pressões inflacionárias vieram dos grupos alimentos e bebidas, habitação, transportes e saúde e cuidados pessoais”, aponta o estudo.

Fonte: Agência Brasil

Câmara aprova texto que dificulta denúncia criminal contra parlamentar

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que dificulta as denúncias criminais contra deputados e senadores foi aprovada na noite desta terça-feira (16) pelo plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília.

O texto-base, que dependia de 308 votos para avançar, foi aprovado por 353 parlamentares, em votação de primeiro turno. Outros 134 deputados votaram contra o projeto, e houve uma abstenção.

Um segundo turno de votação ainda precisará confirmar a aprovação da matéria, o que pode ocorrer ainda nesta noite. Enquanto isso, os deputados analisam destaques à PEC, que podem ou não alterar pontos específicos do texto.  

A PEC determina que qualquer abertura de ação penal contra parlamentar depende de autorização prévia, em votação secreta, da maioria absoluta do Senado ou da Câmara. Além disso, a proposta concede foro no Supremo Tribunal Federal (STF) para presidentes de partidos com assentos no Parlamento.

A chamada de PEC da Blindagem (PEC 3 de 2021), ou PEC das Prerrogativas, foi articulada pela maioria dos líderes da Câmara com o apoio da oposição liderada pelo Partido Liberal (PL).

A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) orientou voto contrário, mas bancadas governistas, como lideranças de Governo e da Maioria, liberaram os votos.

Caso a PEC avance passe pela Câmara e seja aprovada posteriormente no Senado, processos judiciais, seja por desvio de emendas parlamentares ou outros crimes, só poderão ser julgados no STF com autorização dos parlamentares.  

O texto aprovado em primeiro turno é um substitutivo relatado pelo deputado Claudio Cajado (PP-BA), que deu parecer favorável ao projeto.

A proposta permite que deputados e senadores barrem a prisão de colegas, em votação secreta. Defensores da medida dizem que a proposta é uma reação ao que chamam de abuso de poder do Supremo Tribunal Federal (STF) e que as medidas restabelecem prerrogativas originais previstas na Constituição de 1988, mas que foram mudadas posteriormente. 

Já contrários à proposta alegam que a medida blindaria deputados da possibilidade de serem processados e investigados por crimes de qualquer natureza, incluindo delitos comuns, como corrupção e atos de violência, por exemplo.

Em conversa com jornalistas, o deputado Cajado justificou que o texto não é uma autorização para “maus feitos”, mas apenas uma “proteção” para os deputados exercerem sua função sem medo de “perseguição política”.

“Isso aqui não é uma licença para abusos do exercício do mandato, é um escudo protetivo da defesa do parlamentar, da soberania do voto e, acima de tudo, do respeito à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal”, disse.

O texto apresentado pelo relator afirma que: “Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável, nem processados criminalmente, sem prévia licença de sua Casa”.

Em outro dispositivo, a PEC define que a decisão deve ser decidida “por votação secreta da maioria absoluta de seus membros, em até noventa dias a contar do recebimento da ordem emanada pelo STF”. Maioria absoluta significa a metade dos parlamentares da Casa mais um.

No caso de prisão por crime inafiançável, é necessário manifestação, em 24 horas, da Câmara ou do Senado, por votação secreta. A Casa poderá suspender a prisão com maioria simples que, diferentemente da maioria absoluta, requer a maioria dos parlamentares presentes na sessão e não do total.

Sobre o voto secreto, o relator Claudio Cajado sustentou que a modalidade “nunca deu problema”.

“Qual o problema do voto secreto? [É] para que todos tenham a sua consciência voltada para o pleno exercício da atividade parlamentar”, afirmou.

O relator justificou ainda a inclusão dos presidentes de partidos entre aqueles com direito ao foro por prerrogativa de função, só podendo ser processado pelo STF.

“Eles são ativistas na política. Eles complementam a atividade política. Então, qualquer processo sobre eles não tem que ter autorização, para ficar claro. Mas o foro fica sendo também igual aos dos deputados”, disse Cajado.

PEC blindagem

A PEC da Blindagem começou a ganhar força na Câmara dos Deputados após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro e o motim da oposição que impediu os trabalhados legislativos por uma semana.

Os aliados do ex-presidente criticam as ações do STF contra deputados e senadores acusados de colaborar ou participar do movimento golpista que questionou, sem provas, as eleições presidenciais de 2022.

Segundo o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), o objetivo é retomar o texto da Constituição de 1988 que condiciona a abertura de ação penal contra deputado ou senador a uma autorização prévia da Casa legislativa do parlamentar.

“Investigar pode. Para processar que será necessário autorização das Casas em até 90 dias”, explicou Sóstenes à Agência Brasil.

Durante a deliberação da matéria, no plenário da Câmara, a matéria foi criticada por integrantes da base do governo. 

“Quando você estende esse procedimento [blindagem] para os presidentes de partidos, você estende desconsiderando que cargo não é função de Estado. Então, há uma ampliação artificial do próprio foro. Os próprios parlamentares têm que votar se eles devem ou não responder pelos seus crimes e isso é um absurdo”, criticou a deputada Érika Kokay (PT-DF).

“Eu, sinceramente, não vejo como interesse do povo brasileiro em uma PEC que protege parlamentares, deputados e senadores. A pauta nossa tem que ser a vida do povo. Estamos preocupados com a Medida Provisória que beneficia 60 milhões de brasileiros [com isenção na conta luz]. Por isso, encaminhamos voto não”, declarou o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ).

Constituição

Até 2001, a Constituição estabelecia que os parlamentares não poderiam ser processados criminalmente sem prévia licença de sua Casa.

Naquele ano, uma Emenda Constitucional, a 35/2001 retirou essa parte da Constituição, e os deputados passaram a ser processados sem autorização prévia do plenário da Câmara ou do Senado.

Atualmente, a Câmara ou Senado pode suspender o andamento de alguma ação, depois que ela já tenha sido aceita pelo Judiciário, desde que o crime tenha ocorrido após a diplomação e tenha relação com as funções do parlamentar.

Fonte: Agência Brasil

Concurso 2.915: Mega-Sena acumula e prêmio vai para R$ 33 milhões

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Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 2915 da Mega-Sena, sorteadas nesta terça-feira (16). 

As dezenas foram 10 – 11 – 15 – 38 – 52 – 60.  

Com isso, o prêmio acumulou e está estimado em R$ 33 milhões no próximo concurso, que será realizado na quinta-feira (18).

Trinta e três apostas acertaram a quina e vão receber prêmio de R$ 50.164,01.

Já o prêmio para cada jogo com quatro dezenas certas é de R$ 1.030,47 e será pago a 2.648 apostas.


Fonte: Agência Brasil

Bolsonaro passará a noite em hospital de Brasília após mal-estar

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O ex-presidente Jair Bolsonaro vai passar a noite no Hospital DF Star, em Brasília, após receber atendimento de emergência nesta terça-feira (16). 

Mais cedo, o ex-presidente, que está em prisão domiciliar, apresentou mal-estar, pré-síncope, vômitos e queda da pressão arterial e foi levado ao hospital pela equipe de policiais penais que faz a vigilância de sua casa. 

De acordo com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que esteve no hospital, Bolsonaro passou por exames e vai seguir a noite no hospital.

“Ele está bastante desidratado, por isso já foi uma bolsa de soro, não sei se vai entrar mais uma. Ele vai fazer os exames de rotina e, se Deus quiser, vai voltar para casa”, afirmou.

Prisão 

Desde o dia 4 de agosto, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A medida cautelar foi definida no inquérito no qual o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, e o próprio Bolsonaro são investigados por atuarem junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo, entre elas, o cancelamento de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky. 

Na semana passada, por 4 votos a 1, a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro e mais sete réus na ação penal da trama golpista pelos crimes de crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Fonte: Agência Brasil

Fluminense sai em desvantagem diante do Lanús na Copa Sul-Americana

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O Fluminense foi derrotado por 1 a 0 pelo Lanús (Argentina), na noite desta terça-feira (16) no estádio La Fortaleza, em Buenos Aires, na partida de ida das quartas de final da Copa Sul Americana.

Após este resultado, o Tricolor das Laranjeiras é obrigado a vencer na partida de volta, que será disputada a partir das 21h30 (horário de Brasília) da próxima terça-feira (23) no estádio do Maracanã, para continuar vivo na competição. Para avançar ao final do tempo regulamentar, o time do técnico Renato Gaúcho terá que triunfar por dois ou mais gols de diferença. Em caso de vitória pela diferença mínima, a vaga será definida na disputa das penalidades máximas.

Nesta terça, o Fluminense fez uma partida de controle na maior parte do tempo. Criou boas oportunidades, mas, já aos 44 minutos da etapa final, o Lanús conseguiu puxar um rápido contra-ataque que encontrou a defesa tricolor desarrumada. Com isso, Marcelino Moreno conseguiu receber a bola com liberdade na área para finalizar e superar o goleiro Fábio.



Fonte: Agência Brasil