Início Site Página 671

Dembélé e Bonmatí conquistam Bolas de Ouro de melhores do mundo

0

O atacante francês Ousmane Dembélé, do PSG (França), conquistou nesta segunda-feira (22) a Bola de Ouro de melhor jogador do mundo, o prestigioso prêmio concedido pela revista France Football. Entre os brasileiros o melhor colocado foi Raphinha, do Barcelona (Espanha), que ficou na 5ª posição. Já Vinicius Júnior, do Real Madrid (Espanha), ficou na 16ª colocação.

Além de Dembelé, completam o Top 3 da premiação o atacante espanhol Yamal, do Barcelona, e o meio-campista português Vitinha, do PSG.

Bonmatí vence entre mulheres

Já o prêmio de melhor jogadora do mundo ficou com a espanhola Aitana Bonmatí, do Barcelona (Espanha). A segunda colocada foi outra atleta da Espanha, Mariona Caldentey, do Arsenal (Inglaterra). E a terceira colocada é a inglesa Alessia Russo, do Arsenal. A brasileira melhor ranqueada na isputa foi a Rainha Marta, do Orlando Pride (Estados Unidos) que aparece na 12ª colocação.



Fonte: Agência Brasil

"Tanto Israel quanto a Palestina têm o direito de existir", diz Lula

0

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu nesta segunda-feira (22) a implementação da solução de dois Estados para a pacificação do Oriente Médio: o Estado da Palestina e o Estado de Israel.

Lula participou, nos Estados Unidos, da segunda sessão da Conferência Internacional de Alto Nível para a Resolução Pacífica da Questão Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados.

“O que está acontecendo em Gaza não é só o extermínio do povo palestino, mas uma tentativa de aniquilamento de seu sonho de nação. Tanto Israel quanto a Palestina têm o direito de existir”, disse o presidente Lula na conferência.

A reunião, convocada por França e Arábia Saudita, ocorreu em Nova York, e antecede a 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).

Segundo o governo brasileiro, a paz, segurança e a estabilidade no Oriente Médio passa pela implementação de um Estado da Palestina, independente e viável, coexistindo lado a lado como Estado de Israel, dentro das fronteiras de 1967, incluindo a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, com Jerusalém Oriental como capital.

Em discurso, Lula frisou ainda que a questão da Palestina surgiu há 78 anos, quando a Assembleia Geral da ONU adotou o Plano de Partilha, originando a perspectiva de dois Estados. No entanto, apenas um se materializou, o de Israel.

“O conflito entre Israel e Palestina é símbolo maior dos obstáculos enfrentados pelo multilateralismo. Ele mostra como a tirania do veto sabota a própria razão de ser da ONU, de evitar que atrocidades como as que motivaram sua fundação se repitam”, afirmou.

O presidente brasileiro afirmou que o país apoia a criação de um órgão inspirado no Comitê Especial contra o Apartheid, que teve papel fundamental no fim do regime de segregação racial na África do Sul. “Assegurar o direito de autodeterminação da Palestina é um ato de justiça e um passo essencial para restituir a força do multilateralismo e recobrar nosso sentido coletivo de humanidade”, disse.

Lula destacou ainda que o Brasil condenou enfaticamente os atos cometidos pelo Hamas. O presidente brasileiro ressalvou, porém, que o direito de defesa não autoriza a matança indiscriminada de civis.

“Nada justifica tirar a vida ou mutilar mais de 50 mil crianças, destruir 90% dos lares palestinos e usar a fome como arma de guerra, nem alvejar pessoas famintas em busca de ajuda”, disse.

Fonte: Agência Brasil

Latam anuncia compra de 24 aviões da Embraer

0

O grupo Latam anunciou a compra de 24 aeronaves da Embraer. O acordo prevê ainda mais 50 unidades (opções de compra). As primeiras aeronaves devem ser entregues no segundo semestre de 2026

O acordo tem valor de US$ 2,1 bilhões. O modelo E195-E2 irá reforçar as operações regionais da companhia aérea. O modelo tem autonomia de voo em escala continental, ligando cidades como São Paulo e Lima, por exemplo.

“A decisão do grupo LATAM é baseada na excelente eficiência do Embraer E195-E2 e sua versatilidade, que nos permitirão seguir em nossa trajetória de crescimento com rentabilidade, ampliando essa conectividade por meio da abertura de novos destinos, oferecendo ainda mais opções aos nossos passageiros, aproximando comunidades e impulsionando também o desenvolvimento econômico e social”, afirmou Roberto Alvo, CEO do LATAM Airlines Group, por meio de nota.

Em sua frota, o grupo já conta com aeronaves da Boeing e da Airbus. A Embraer, líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos, já atende a Azul.

O anúncio foi comemorado pelo governo federal. Em uma postagem nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a compra das aeronaves consolida a Embraer “como uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo e fortalece nossa indústria e nosso setor aéreo. Mais emprego, renda e desenvolvimento para o Brasil”. 

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que os investimentos irão gerar mais de 2 mil empregos diretos, “além da ampliação de nossa conectividade no país e na América do Sul, fortalecendo sobretudo a aviação regional do Brasil. Isso dialoga com o crescimento da aviação, com o fortalecimento do turismo de negócios e de lazer, que geram emprego e renda no Brasil”, disse, em nota.

Os produtos da Embraer estavam incluídos no tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre o Brasil. No entanto, a fabricante livrou-se da taxação no final de julho, quando o governo Trump anunciou uma lista de cerca de 700 produtos considerados exceções, na qual constavam aeronaves, motores, peças e componentes de aviação.

Ações 

O acordo refletiu nas ações das empresas na Bolsa da Valores.

As ações da Embraer fecharam na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), com alta de 4,63%, e na bolsa de Nova York, com alta de 4,02%.

A Latam teve alta de 0,95% na Bolsa de Nova York.

Fonte: Agência Brasil

Relator da CPMI pede prisão preventiva de sócio do "Careca do INSS"

0

O relator da Comissão Parlamentar Mista da Inquérito (CPMI) do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), pediu a prisão do empresário Rubens Oliveira Costa, apontado como sócio de Antônio Carlos Antunes, o chamado “Careca do INSS”.

Oliveira Costa foi convocado para depor como testemunha no colegiado nesta segunda-feira (22). Gaspar solicitou a prisão preventiva de Oliveira Costa por risco de fuga e a prática de novos crimes e também a prisão em flagrante de crime de ocultação documental.

O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse que o pedido de prisão em flagrante deve ser votado até o final da reunião do colegiado. O senador observou, entretanto, que poderá reavaliar o pedido se a testemunha “decidir colaborar, contando a verdade”.

Para o relator, Oliveira Costa mentiu durante o depoimento e também ocultou provas do colegiado. O empresário é ligado a diversas empresas investigadas no esquema que desviava dinheiro de aposentados e pensionistas. 

Entre as empresas, nas quais Oliveira Costa atuou como diretor financeiro ou representante legal estão Vênus Consultoria, a Curitiba Consultoria, Prospect Consultoria e a ACCA Consultoria Empresarial, todas ligadas ao “Careca do INSS” e que entre os sócios constam o ex-diretor do INSS Alexandre Guimarães e também Thaisa Jonasson, esposa do ex-procurador-geral do INSS Virgílio de Oliveira Filho.

O relator da CPMI disse que, em 2023, a Prospect movimentou mais de R$ 33 milhões, e acima de R$ 70 milhões em 2024, em uma de suas contas. Em outra conta, as movimentações somaram mais de R$ 46 milhões, em 2023; e R$ 40 milhões, em 2024. A ACCA consultoria movimentou R$ 10 milhões em 2023, e 30 milhões, em 2024.

“Esta CPMI não vai ser lugar para impunidade. Se ele é laranja, pouco me importa. Mas derrubando uma laranja podre, a gente termina alcançando o bicho que está apodrecendo as laranjas”, disse o relator.

Em outras empresas ligadas ao esquema e que Oliveira Costa também atuou, como ACDS Call Center e Brasília Consultoria Empresarial, as movimentações foram de R$ 4 milhões (2023) e R$ 33 milhões (2024). Na Brasília Consultoria, foram R$ 33 milhões e R$ 48 milhões, respectivamente em 2023 e 2024. Já a CDS Calcenter, também sob sua representação, teria operado mais de R$ 4 milhões. 

“Este cidadão participou efetivamente de crimes gravíssimos contra aposentados e pensionistas, continua na impunidade, praticando crimes, se encontrando com outros investigados e isso só seria suficiente para estes depoimentos serem acobertados”, continuou. 

Gaspar afirmou que o esquema passava pelo repasse de pagamentos de documentos fiscais às empresas envolvidas no esquema, a partir das ordens do “Careca do INSS”.

Na CPMI, Oliveira Costa disse que entre suas atribuições estava a emissão das notas fiscais fraudulentas, de serviços não prestados.

Preventiva

O pedido de prisão preventiva deve ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para avaliação do ministro André Mendonça, uma vez que o ministro Luiz Fux concedeu um habeas corpus a Oliveira Costa, de não ser obrigado a responder perguntas que possam incriminá-lo.

O habeas corpus também impede eventual ordem de prisão caso o depoente opte pelo silêncio durante o depoimento. 

Antes de começar a oitiva, Oliveira Costa leu um documento afirmando que deixou o cargo de diretor financeiro das empresas de Antunes, entre elas a Vênus Consultoria, no início de 2024, antes de ter conhecimento da existência de inquéritos criminais envolvendo o seu nome.

Ele disse ainda que não ordenou ou participou do pagamento de propina e que tenha sido sócio de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, em qualquer empresa. 

“Jamais fui sócio de qualquer negócio ao lado de Antônio Camilo. Atuei apenas em quatro de suas empresas no papel de administrador financeiro e nada mais além disso”, relatou.

“Desconheço os motivos pelos quais relatórios, investigações ou inquéritos me apontam como sócios de algumas das empresas investigadas. Talvez, isso se deva ao fato de eu ter figurado como administrador financeiro nos estatutos sociais. Repito, jamais fui sócio de qualquer empresa com o senhor Antônio”, concluiu.

O depoimento prossegue com as perguntas dos integrantes da CPMI.

Fonte: Agência Brasil

Vendavais, quedas de árvores e desabamentos deixam 8 feridos em SP

0

A Defesa Civil informou que as fortes chuvas que atingiram o estado de São Paulo neste domingo (21) e segunda-feira (22) deixaram oito pessoas feridas e 12 desalojadas. Não houve registro de óbitos ou desaparecidos até o momento. Segundo o órgão, as principais ocorrências foram vendavais, destelhamentos, quedas de árvores, desabamentos e colapso de estruturas.

Os municípios mais afetados, segundo a Defesa Civil, foram Rancharia, Ourinhos, Santa Fé do Sul, Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Marabá Paulista, Dracena, Peruíbe, Marília, João Ramalho, Sagres, Santos, Praia Grande, Jundiaí, São Paulo, São José dos Campos, Porto Feliz, Itu, Bastos, Barra do Turvo, Piracicaba, Jahu, Caieiras, Nova Odessa e Osasco.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, até as 16h10 de hoje, foram registradas no estado 642 chamadas para quedas de árvores; 26, para desabamentos; e 20, para enchentes.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Vendavais

Segundo a Defesa Civil, nesta segunda-feira, foram registradas rajadas de vento que ultrapassaram os 99 km/h em diferentes regiões do território paulista.

De acordo com dados oficiais das estações meteorológicas, o maior valor foi aferido em Bragança Paulista, com 99,4 km/h, seguido de São Paulo (Campo de Marte), que alcançou 98,2 km/h, e Piracicaba, com 95 km/h. Também foram registradas intensas rajadas em Avaré (90 km/h), São Paulo (Congonhas) e Bauru (87 km/h), além de Marília (86,4 km/h) e Rancharia (85,7 km/h).

Segundo balanço da Enel São Paulo, na Região Metropolitana da capital, 544 mil clientes (ou 6,8% do total) estavam sem luz às 17h34. O município com maior número de lares sem energia era a capital paulista, com 388.478 clientes afetados. O município de Cajamar está com 23.336 clientes (ou 49,8%) sem energia. 

Fonte: Agência Brasil

Moraes libera para julgamento ação contra Núcleo 4 da trama golpista

0

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para o julgamento a ação penal contra o Núcleo 4 da trama golpista ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No despacho proferido nesta segunda-feira (22), Moraes pediu ao ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma da Corte, o agendamento das datas do julgamento.

Os réus deste núcleo são acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de organizar ações de desinformação para propagar notícias falsas sobre o processo eleitoral e ataques virtuais a instituições e autoridades, em 2022.

Fazem parte deste núcleo os seguintes investigados:

  • Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército);
  • Ângelo Martins Denicoli (major da reserva do Exército);
  • Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente do Exército);
  • Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel do Exército);
  • Reginaldo Vieira de Abreu (coronel do Exército);
  • Marcelo Araújo Bormevet (policial federal);
  • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal).

Outros núcleos

Até o momento, somente os integrantes do Núcleo 1, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus, foram condenados.

Além do Núcleo 4, serão julgados ainda neste ano os núcleos 2 e 3.

Fonte: Agência Brasil

 MEC publica edital para oferta de vagas remanescentes do FIES

0

Instituições de ensino superior privadas que tiverem interesse em participar do processo de oferta de vagas remanescentes do FIES, Fundo de Financiamento Estudantil, para o segundo semestre deste ano, devem preencher informações sobre os cursos no período de 1º de outubro até 8 de outubro.  

O procedimento deve ser realizado por meio do Sistema Informatizado do FIES, no site fiesgestao.mec.gov.br.

O edital foi publicado pelo Ministério da Educação no Diário Oficial da União nesta segunda-feira.

O período para retificação do termo de participação será de 9 a 14 de outubro.

Para para participar do edital, as instituições precisam ter termo de adesão ao FIES e ao Fundo Garantidor do FIES válidos. Além disso, os cursos ofertados devem possuir avaliação positiva no Sinaes, Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior.

O Ministério da Educação deve publicar outro edital referente a ocupação das vagas a partir de 14 de outubro.

*Com supervisão de Fabiana Sampaio


Fonte: Agência Brasil

Bia Haddad anuncia final antecipada da temporada 2025

0

A brasileira Beatriz Haddad Maia afirmou, nesta segunda-feira (22), que encerrou a temporada de 2025 de forma antecipada. A decisão da paulista foi anunciada alguns dias depois da eliminação no WTA 500 de Seul (Coreia do Sul), o que a fez cair do 25º para o 40º lugar do ranking de simples da Associação de Tênis Feminina (WTA, na sigla em inglês), sua pior colocação desde junho de 2022.

“Oi pessoal, estou fazendo este post para dividir com vocês que estou encerrando a minha temporada de 2025 um pouquinho antes do programado para poder descansar por um maior período o corpo e a mente. Obrigada a todos os meus patrocinadores que caminham lado a lado comigo nesta jornada maravilhosa e repleta de aprendizados que é o esporte de alto rendimento. Obrigada à minha família que sempre foi e será a minha maior base e fortaleza”, declarou a brasileira em uma postagem nas redes sociais.

Em 2025, Bia somou 16 vitórias e 26 derrotas nas disputas de simples. A paulista esteve duas vezes no top-10 do mundo, em junho de 2023 e em outubro de 2024. Nesta última ocasião, o título do WTA de Seul e a classificação às quartas de final do US Open – um dos quatro principais torneios do circuito, os Grand Slams – renderam pontos importantes, que ela não conseguiu defender em 2025.



Fonte: Agência Brasil

Audiência denuncia superfaturamento no aplicativo do cartão PDAF

0
Atualizado em 23/09/2025, às 12h50

Em audiência pública na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), deputados e profissionais da educação denunciaram superfaturamento no aplicativo do cartão do Programa de Descentralização Administrativa Financeira (PDAF). A ferramenta é utilizada por gestores de escolas públicas para acompanhamento de gastos e contratação de bens e serviços com recursos do PDAF. “É lamentável. O valor de muitas coisas é o triplo”, criticou a deputada Paula Belmonte (Cidadania), autora da audiência, realizada na segunda-feira (22/09) no plenário. A parlamentar ressaltou que se trata de dinheiro público. “Isso é dinheiro de todos nós. Não podemos aceitar o superfaturamento desse aplicativo”, afirmou. 

Belmonte também destacou a complexidade da ferramenta. “Esses dias a gente não conseguiu fazer uma simulação [de contratação] com um diretor. Fica um dia inteiro tendo que informar item por item. Nós estamos falando de um corpo gestor que é para trazer educação, não para ser expert no que vai pedir”, analisou a segunda vice-presidente da CLDF. 

A audiência pública discutiu “os desafios e caminhos do corpo gestor das escolas públicas do Distrito Federal”. Além da questão do aplicativo do PDAF, outros assuntos debatidos foram as dificuldades com o recebimento de reclamações infundadas na ouvidoria; a necessidade de educação continuada e remuneração adequada para os profissionais de educação; de monitoramento por câmeras dentro de salas de aula (atualização da Lei 4.058/2007, que veda a instalação de câmeras em salas); de suporte para atendimento a alunos com deficiência; problemas na infraestrutura das escolas, entre outros.

Ação no Ministério Público

O deputado Gabriel Magno (PT) anunciou que está entrando com uma ação no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra o aplicativo do cartão PDAF. Além disso, ele pretende fazer uma representação no Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). “Nós estamos entrando essa semana com uma representação no Tribunal de Contas e uma ação no Ministério Público do Distrito Federal para acabar imediatamente com o aplicativo do cartão PDAF”, afirmou o deputado, que é presidente da Comissão de Educação e Cultura.
 

Deputado Gabriel Magno (Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF)

Gabriel Magno considera “insustentável” a contratação de serviços com o aplicativo. “As escolas estão pagando mais caro. Uma pintura de escola que você fazia por R$ 17 mil, hoje não custa menos de R$ 39 mil. Um banheiro que você reformava com R$ 20 mil — com um diretor que às vezes virava mestre de obras e também pechinchava — hoje não custa menos de R$ 60 mil”, exemplificou.

Magno informou que irá enviar uma cópia da ação no MPDFT para o Conselho de Educação do DF sobre as denúncias relacionadas ao aplicativo. “Eu acho importante o Conselho se debruçar sobre esse tema para garantir um princípio fundamental da Administração Pública: o da economicidade. O aplicativo do cartão PDAF viola profundamente esse princípio”, avaliou o deputado.

Ele também criticou o congelamento de recursos do PDAF, citando que o valor de 2025 é o mesmo para 2026 (R$ 150 milhões). O PDAF tem que ser atualizado todos os anos, no mínimo, pelo INPC [Índice Nacional de Preços ao Consumidor]. E ele está congelado há mais de 10 anos”, disse o parlamentar.

A diretora Belmaria Teles falou sobre os entraves para utilização dos recursos do PDAF. “As nossas necessidades são urgentes. Ainda assim, nós precisamos pedir autorização à regional de ensino, que muitas vezes demora para dar um retorno. A sensação que eu tenho é de falta de autonomia e falta de credibilidade para com os gestores que são eleitos pela comunidade. Nós enquanto gestores não podemos ser desrespeitados dessa forma, sem nenhum tipo de autonomia”, enfatizou. 

 

A diretora Belmaria Teles relatou falta de autonomia (Foto: Andressa Anholete/CLDF)

 

A lei de criação do programa (Lei 6.023/2017) define que o PDAF é um mecanismo de descentralização financeira, de caráter complementar e suplementar, destinado a prover recursos às unidades escolares e regionais de ensino da rede pública, com vistas a promover sua autonomia para o desenvolvimento de iniciativas destinadas a contribuir com a melhoria da qualidade de ensino e o fortalecimento da gestão democrática na rede pública do Distrito Federal. 

Os deputados apontaram a necessidade de mais recursos para educação, que está dependente de emendas parlamentares. “A emenda, que deveria ser um extra, virou subsistência”, avaliou Magno. E Belmonte enfatizou que “vê os diretores sofrendo com a falta de infraestrutura”. A deputada lamentou que há escolas perdendo laboratórios para virarem salas de aulas para acomodarem mais alunos, quando deveriam estar sendo construídas mais escolas.

Gratificação para gestores

Um dos temas discutidos na audiência foi a necessidade de implementar a gratificação de 25% aos gestores de escolas. O percentual foi concedido em 2023 para cargos comissionados do GDF, os gestores escolares ficaram de fora do benefício. “Não adianta jogar dinheiro na educação se não tiver uma eficácia na gestão. Se você quer pessoas qualificadas para fazer gestão escolar, você tem que remunerar bem”, defendeu o presidente do Conselho de Educação do DF, Álvaro Domingues Júnior.
 

Álvaro Domingues Júnior, presidente do Conselho de Educação do DF (Foto: Andressa Anholete/CLDF)

Ele ressaltou o alto nível de responsabilidade que os gestores assumem. “Um diretor hoje é alvo o tempo todo do crivo da lei. Se ele tiver um deslize, voluntário ou involuntário, por omissão ou não, ele pode pagar caro”, avaliou. Domingues Júnior também falou sobre o excesso de funções. “Os gestores acumulam funções pedagógicas, administrativas, financeiras, jurídicas e de mediação comunitária”, apontou.

A ausência de representantes da Secretaria de Educação do DF na audiência foi criticada pelos parlamentares. “O que nós precisamos é tratar a escola pública com muito respeito. Os professores terem respeito, os diretores terem respeito, os nossos alunos terem respeito. Nós estamos com uma audiência pública na Casa do povo e infelizmente não temos representante da Secretaria de Educação. Isso não traduz respeito”, opinou Paula Belmonte.

A audiência completa pode ser assistida no YouTube da TV Câmara Distrital (acesse aqui).

Acesse aqui a cobertura fotográfica da audiência.

Fonte: Agência CLDF

Deputado vai recorrer ao Ministério Público para acabar com aplicativo do cartão PDAF

0

Atualizado em 22/09/2025, às 20h02

Em audiência pública nesta segunda-feira (22/09), o deputado distrital Gabriel Magno (PT) anunciou que está entrando com uma ação no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra o aplicativo do cartão PDAF. Ele também pretende fazer uma representação no Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). O aplicativo é utilizado por gestores de escolas públicas para acompanhamento de gastos e contratação de bens e serviços com recursos do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF).

“Nós estamos entrando essa semana com uma representação no Tribunal de Contas e uma ação no Ministério Público do Distrito Federal para acabar imediatamente com o aplicativo do cartão PDAF”, afirmou o deputado, que é presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Legislativa do DF (CLDF). Gabriel Magno considera “insustentável” a contratação de serviços com o aplicativo. “As escolas estão pagando mais caro. Uma pintura de escola que você fazia por R$ 17 mil, hoje não custa menos de R$ 39 mil. Um banheiro que você reformava com R$ 20 mil — com um diretor que às vezes virava mestre de obras e também pechinchava — hoje não custa menos de R$ 60 mil”, exemplificou.

A deputada Paula Belmonte (Cidadania) endossou as críticas: “É lamentável. O valor de muitas coisas é o triplo”. A parlamentar ressaltou que se trata de dinheiro público. “Isso é dinheiro de todos nós. Não podemos aceitar o superfaturamento desse aplicativo”, disse a deputada. Ela também destacou a complexidade da ferramenta. “Esses dias a gente não conseguiu fazer uma simulação [de contratação] com um diretor. Fica um dia inteiro tendo que informar item por item. Nós estamos falando de um corpo gestor que é para trazer educação, não para ser expert no que vai pedir”, analisou a segunda vice-presidente da CLDF. 

 

Paula Belmonte (Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF)

Belmonte foi autora da audiência pública que discutiu “os desafios e caminhos do corpo gestor das escolas públicas do Distrito Federal”, no plenário da Câmara Legislativa. O evento completo pode ser assistido no YouTube da TV Câmara Distrital (acesse aqui).

Magno informou que irá enviar uma cópia da ação no MPDFT para o Conselho de Educação do DF sobre as denúncias relacionadas ao aplicativo. “Eu acho importante o Conselho se debruçar sobre esse tema para garantir um princípio fundamental da Administração Pública: o da economicidade. O aplicativo do cartão PDAF viola profundamente esse princípio”, avaliou o deputado.

Ele também criticou o congelamento de recursos do PDAF, citando que o valor de 2025 é o mesmo para 2026 (R$ 150 milhões). O parlamentar apresentou o projeto de lei complementar (PLC) 73/2025, para que o PDAF seja atualizado anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Magno ponderou, no entanto, que o PLC pode ter vício de iniciativa (proposta precisaria ser apresentada pelo Poder Executivo em vez do Legislativo). “Mas apresentamos o projeto de lei para provocar o debate. O PDAF tem que ser atualizado todos os anos, no mínimo, pelo INPC. E ele está congelado há mais de 10 anos”, disse o parlamentar.
 

(Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF)

 

Tanto Magno quanto Belmonte apontaram a necessidade de mais recursos para educação, que está dependente de emendas parlamentares. “A emenda, que deveria ser um extra, virou subsistência”, avaliou Magno. Belmonte enfatizou que “vê os diretores sofrendo com a falta de infraestrutura”. A deputada lamentou que há escolas perdendo laboratórios para virarem salas de aulas para caber mais alunos, quando deveriam estar sendo construídas mais escolas.

Os parlamentares criticaram a ausência de representantes da Secretaria de Educação do DF na audiência. “O que nós precisamos é tratar a escola pública com muito respeito. Os professores terem respeito, os diretores terem respeito, os nossos alunos terem respeito. Nós estamos com uma audiência pública na Casa do povo e infelizmente não temos representante da Secretaria de Educação. Isso não traduz respeito”, opinou Paula Belmonte.

Gratificação para gestores

Um dos temas discutidos na audiência foi a necessidade de implementar a gratificação de 25% aos gestores de escolas. O percentual foi concedido em 2023 para cargos comissionados do GDF, os gestores escolares ficaram de fora do benefício. “Não adianta jogar dinheiro na educação se não tiver uma eficácia na gestão. Se você quer pessoas qualificadas para fazer gestão escolar, você tem que remunerar bem”, defendeu o presidente do Conselho de Educação do DF, Álvaro Domingues Júnior.
 

Álvaro Domingues Júnior, presidente do Conselho de Educação do DF (Foto: Andressa Anholete/CLDF)

Ele ressaltou o alto nível de responsabilidade que os gestores assumem. “Um diretor hoje é alvo o tempo todo do crivo da lei. Se ele tiver um deslize, voluntário ou involuntário, por omissão ou não, ele pode pagar caro”, avaliou. Domingues Júnior também falou sobre o excesso de funções. “Os gestores acumulam funções pedagógicas, administrativas, financeiras, jurídicas e de mediação comunitária”, apontou.

Outros temas debatidos foram as dificuldades com o recebimento de denúncias infundadas na ouvidoria; a necessidade de educação continuada para os profissionais de educação; de monitoramento por câmeras dentro de salas de aula (atualização da Lei 4.058/2007, que veda a instalação de câmeras em salas); de suporte para atendimento a alunos com deficiência; problemas na infraestrutura das escolas, entre outros.

Sobre o PDAF

A lei de criação do programa (Lei 6.023/2017) define que o PDAF é um mecanismo de descentralização financeira, de caráter complementar e suplementar, destinado a prover recursos às unidades escolares e regionais de ensino da rede pública, com vistas a promover sua autonomia para o desenvolvimento de iniciativas destinadas a contribuir com a melhoria da qualidade de ensino e o fortalecimento da gestão democrática na rede pública do Distrito Federal. 
 

A diretora Belmaria Teles relatou falta de autonomia (Foto: Andressa Anholete/CLDF)

A diretora Belmaria Teles, do CEF 03 da Asa Sul, falou sobre os entraves para utilização dos recursos. “As nossas necessidades são urgentes. Ainda assim, nós precisamos pedir autorização à regional de ensino, que muitas vezes demora para dar um retorno. A sensação que eu tenho é de falta de autonomia e falta de credibilidade para com os gestores que são eleitos pela comunidade. Nós enquanto gestores não podemos ser desrespeitados dessa forma, sem nenhum tipo de autonomia”, enfatizou. 

Acesse aqui a cobertura fotográfica da audiência.

Fonte: Agência CLDF