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Primeiro ídolo do tênis de mesa brasileiro, Biriba morre aos 80 anos

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Primeiro grande nome da história do tênis de mesa brasileiro, Ubiraci Rodrigues da Costa, o Biriba, morreu na última quinta-feira (25), aos 80 anos. O velório do ídolo ocorre no Cemitério da Quarta Parada, na zona leste de São Paulo, até as 14h desta sexta-feira (26). A morte foi informada pela Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) e pelo Palmeiras, clube do qual era associado e que representou quando atleta. A causa da morte não foi revelada.

Biriba nasceu em 26 de junho de 1945, na capital paulista. Aos 11 anos, competindo entre os adultos, foi campeão sul-americano de tênis de mesa. Dois anos depois, espantou o planeta ao vencer os japoneses Tanaka Toshiaki e Ogimura Ichiro, ambos campeões mundiais, em amistosos no Ginásio do Ibirapuera, na capital paulista.

Graças aos feitos, o então jovem de 13 anos dividiu a capa do jornal A Gazeta Esportiva, de 18 de novembro de 1958, com Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, estrela do primeiro título mundial da seleção masculina de futebol, e Maria Esther Bueno, que, à época, ganhara o primeiro de seus 19 títulos de Grand Slams (nome dado aos quatro principais torneios do circuito de tênis). A manchete os qualificou como “o triângulo de ouro dos esportes brasileiros”.


São Paulo (SP), 29/02/2020 - Primeiro ídolo do tênis de mesa brasileiro Ubiraci Rodrigues da Costa, Biriba, falece aos 80 anos. Biriba com presidente Delfino Facchina, em 1958. Foto: Palmeiras/Divulgação
São Paulo (SP), 29/02/2020 - Primeiro ídolo do tênis de mesa brasileiro Ubiraci Rodrigues da Costa, Biriba, falece aos 80 anos. Biriba com presidente Delfino Facchina, em 1958. Foto: Palmeiras/Divulgação

Em 1961, aos 15 anos, Biriba chegou nas oitavas de final do Mundial, disputado em Pequim, na China, eliminando Rong Guotan, mesatenista da casa e então atual campeão. Pelo feito histórico, recebeu um telegrama do então presidente Jânio Quadros. Aquela foi, por muitos anos, a melhor campanha de um brasileiro na competição, igualada pelo também paulista Claudio Kano apenas em 1987, em Nova Déli, na Índia. O recorde caiu somente em 2021, quando o carioca Hugo Calderano atingiu as quartas de final em Houston, nos Estados Unidos.

Aos 21, porém, Biriba deixou o esporte de alto rendimento por falta de apoio. Formou-se em economia, foi funcionário da Secretaria da Fazenda onde trabalhou por 50 anos.

“As técnicas mudaram mundialmente, a gente não tinha intercâmbio. Até para disputar um campeonato, tinha que pedir apoio para arrumar passagem. Você vai viver de glória? De troféu? Você vai tomar um cafezinho, tem que pagar, não é? Era super amador, não ganhávamos nada, nada”, contou Biriba, em entrevista ao programa Stadium, da TV Brasil, em janeiro de 2020.

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Mesmo longe das competições, o ex-mesatenista seguiu reconhecido, inclusive fora do Brasil. Uma das homenagens foi feita pela Butterfly, maior empresa japonesa no segmento da modalidade, que criou uma raquete de nome “Biriba”, que o ídolo conheceu em 1996, ao visitar uma loja de Tóquio, no Japão.

“Tênis de mesa não significa somente vitórias, título e fama. Para mim, o mais importante foram as amizades, a sociabilização das crianças. Eu era tímido e me desenvolvi socialmente. Ter espírito competitivo, saber ganhar e perder, nos prepara para a vida”, disse Biriba, em depoimento feito ao site da CBTM em abril, quando foram celebrados 64 do histórico triunfo sobre o campeão mundial na China.

 

Fonte: Agência Brasil

Médica de renome, Hermelinda Pedrosa recebe título de Cidadã Honorária de Brasília

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Quando o assunto é tratamento e prevenção do diabetes, o nome de Hermelinda Cordeiro Pedrosa extrapola os limites do Distrito Federal e do Brasil, alcançando destaque internacional. Em reconhecimento a sua atuação no DF, a médica endocrinologista recebe, nesta sexta-feira (25), a principal honraria concedida pela Câmara Legislativa: o título de Cidadã Honorária de Brasília. A sessão solene acontece no plenário da Casa a partir das 19h. 

A homenagem foi proposta pelo deputado Fábio Felix (PSOL), que enfatiza a “atuação exemplar” de Hermelinda Pedrosa nas áreas de assistência médica, pesquisa científica, ensino e formulação de políticas públicas para a prevenção, rastreamento e tratamento do diabetes e de suas complicações. “Ela tornou-se uma das principais vozes em defesa do tratamento digno e acessível para pessoas com diabetes no Brasil”, resume o parlamentar. 

Antes da proposta de Félix, em 2011, a então distrital Celina Leão havia protocolado um projeto de decreto legislativo concedendo o mesmo título à médica. No entanto, a proposição acabou sendo arquivada em 2019, por decurso de prazo.  

Natural de Campina Grande (PB), Hermelinda Pedrosa graduou-se em medicina na Universidade Federal da Paraíba (1981) e iniciou sua especialização no Distrito Federal com Residência em Clínica Médica e estágio em Endocrinologia no Hospital de Base de Brasília (1982-1986). Posteriormente, foi bolsista do CNPq para realizar Fellowship na Radcliffe Infirmary, ligada à Universidade de Oxford, na Inglaterra (1988–1990).   

A homenageada atuou como preceptora do Programa de Residência da Secretaria de Saúde na área de Clínica Médica e de Endocrinologia, tendo tido participação ativa na implantação da Residência em Endocrinologia do Hospital Universitário de Brasília (HUB) e do Hospital Regional de Taguatinga (HRT). 
 

Foto: Sociedade Brasileira de Diabetes

Em sua trajetória de capacitação a profissionais de saúde, Hermelinda Pedrosa coordenou o Programa de Educação e Controle de Diabetes da Secretaria, atuando na implantação de ações que se tornaram modelo para o Ministério da Saúde, como o projeto “Salvando o Pé Diabético”, além de ambulatório de infusão contínua de insulina (bomba de insulina), dispensação de calçados e palmilhas e seminários de atualização para os profissionais da área e usuários do sistema. 

Foi presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes entre 2018 e 2019 e, atualmente, é vice-presidente nacional da SBD. Além disso, a homenageada ocupa a vice-presidência da International Diabetes Federation (IDF) e da D-Foot International. 

Entre os diversos títulos e honrarias recebidos por Pedrosa, estão a Diabetic Foot Medal of Honour, pelo trabalho de educação e capacitação iniciado no Brasil e que se tornou exemplo global. 

Fonte: Agência CLDF

CLDF comemora Setembro Verde, mês de conscientização sobre doação de órgãos e tecidos

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Nesta segunda-feira (29), às 19h, a Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza sessão solene em celebração ao Setembro Verde, mês de conscientização sobre doação de órgãos e tecidos, e ao Dia Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos. A iniciativa do deputado Eduardo Pedrosa (União) prestigia transplantados e profissionais do Instituto Brasileiro de Transplantados (IBTx), do Instituto de Cardiologia e Transplantes (ICTDF) e do Hospital Universitário de Brasília.

O Setembro Verde é uma campanha inicialmente voltada para a inclusão social da Pessoa com Deficiência (PcD). A escolha do mês está associada ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro, data instituída em 1982 e oficializada em 2005. A cor verde, que coincide com o Dia da Árvore, simboliza a esperança de um país mais acessível e mobilizado em garantir os direitos e a plena cidadania das pessoas com deficiência.

Além da inclusão, o Setembro Verde engloba o Dia Nacional da Doação de Órgãos, instituído pela Lei federal 11.584/2007 e celebrado anualmente em 27 de setembro. Embora as campanhas não estejam vinculadas formalmente, ambas adotam a cor verde como um símbolo de esperança.
 

Deputado Eduardo Pedrosa (Foto: Carolina Curi/Agência CLDF)

Segundo Pedrosa, celebrar a campanha é fundamental para estimular o ato de solidariedade que salva vidas e impacta a saúde pública. “O Setembro Verde é um convite ao diálogo. Para ser doador não é necessário deixar nada por escrito, somente comunicar o desejo à família. É a autorização familiar que torna possível esse gesto de amor, capaz de salvar vidas todos os dias no país”, enfatiza o parlamentar.

O evento desta segunda-feira (29) pode ser acompanhado pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 09 da Vivo, e pelo canal da CLDF no YouTube.

Fonte: Agência CLDF

Setor de alimentação fora do lar mostra recuperação

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Em agosto deste ano, o setor de alimentação fora do lar registrou o menor índice de empresas operando no prejuízo desde o início da pandemia de Covid-19 no Brasil.

Segundo levantamento da Associação Brasileira de Bares e Levantamentos (Abrasel), entidade que representa e promove o setor de alimentação fora do lar, apenas 16% dos estabelecimentos fecharam o mês no vermelho, enquanto 43% tiveram lucro e 40% mantiveram estabilidade. Os números reforçam um cenário de recuperação que não aparecia há anos.

Para o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, os dados refletem uma virada importante. “A redução dos prejuízos é um sinal de que os bares e restaurantes estão conseguindo se adaptar melhor às condições econômicas. O setor viveu um período muito duro e agora dá sinais claros de recuperação, o que representa um alívio para os empresários e para a economia”, avalia.

Equilíbrio

O faturamento mensal também apresentou desempenho positivo. Em agosto, 39% das empresas viram suas receitas crescerem em relação a julho, superando os 34% que registraram queda. Para 27%, o resultado se manteve estável.

Para a Abrasel, mesmo com a inflação acumulada de 5,13% nos últimos 12 meses, 36% dos empresários conseguiram reajustar seus preços para acompanhar o índice – cinco pontos percentuais acima do observado no mesmo período de 2024. Outros 20% aplicaram aumentos abaixo da inflação, 6% conseguiram repassar valores maiores e 38% não realizaram nenhum reajuste nos cardápios.

Inadimplência em queda

Outro dado que confirma a tendência de melhora é a redução dos atrasos nos pagamentos. Hoje, 64% das empresas não possuem débitos pendentes, um avanço importante em relação aos últimos anos. Entre os que ainda enfrentam dificuldades, os principais atrasos estão relacionados a impostos federais (71%), estaduais (48%) e empréstimos bancários (35%).

Segundo Solmucci, a soma de fatores como maior controle financeiro e a queda no índice de desemprego fortalecem o processo de recuperação. “A redução do desemprego tem sido determinante para a retomada do setor, pois amplia a renda disponível das famílias e favorece o consumo fora do lar. Esse cenário traz mais segurança aos empresários e sustenta a expectativa de crescimento contínuo nos próximos meses”, finalizou.

Fonte: Agência Brasil

Semana de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa ofertará serviços gratuitos de saúde, cidadania e bem-estar

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizará a Semana de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa nos dias 7, 8 e 9 de outubro. O evento, que acontece na área externa e interna da CLDF, oferecerá uma programação extensa e gratuita voltada para o público acima de 60 anos, com serviços de saúde, beleza, emissão de documentos, orientação jurídica e habitacional, além de atividades culturais e educativas. Para participar, basta fazer a inscrição gratuita.

A iniciativa visa promover a valorização da pessoa idosa por meio de três eixos temáticos: “Saúde e Qualidade de Vida”, “Cidadania” e “Cultura e Bem Estar”. O objetivo é facilitar o acesso a políticas públicas, difundir conhecimento sobre direitos e fortalecer a conexão entre a população idosa e o Poder Legislativo local. A abertura oficial está marcada para as 9h do dia 7 de outubro, terça-feira, no Auditório da CLDF.

 

O deputado Chico Vigilante durante a 1° edição da Semana de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (Foto: Eurico Eduardo/CLDF)

“Queremos oferecer acolhimento e serviços que façam a diferença no dia a dia da nossa população idosa. É uma oportunidade para a CLDF se aproximar ainda mais desse público tão importante, recebendo suas demandas e prestando um atendimento direto”, destacou o procurador especial da Pessoa Idosa na CLDF e deputado distrital, Chico Vigilante (PT).

Ao longo dos três dias, os participantes terão acesso a serviços como corte de cabelo e tranças (Senac), auriculoterapia e quick massage, aferição de pressão arterial, consultas básicas e testagens para HIV, sífilis e hepatite (Sesc). 

Também estarão disponíveis a emissão e recarga do Cartão Mobilidade Sênior (BRB), confecção e atualização da Carteira de Identidade (Polícia Civil), orientação jurídica (Defensoria Pública), vacinação e exames de rotina (Secretaria de Saúde) e cadastramento em programas habitacionais (Codhab), bem como Oficinas gastronômicas e uma exposição de artesanato local completam a programação.
A solenidade de encerramento está programada para o dia 9 de outubro, quinta-feira, às 14h, no Auditório, com a apresentação do Observatório da Pessoa Idosa.
 

Foto: Eurico Eduardo/CLDF

 

SERVIÇO

– Semana de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da CLDF
– Realização: Procuradoria Especial de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (Pro 60+) da Câmara Legislativa do DF 
– Quando: 7, 8 e 9 de outubro de 2025 (terça a quinta-feira)
– Onde: Câmara Legislativa do DF – Praça Municipal, Quadra 2, Lote 5 – Zona Cívico-Administrativa, Brasília/DF.
Locais específicos: Praça do Povo (área externa) e Praça do Servidor (área interna). Sessões solenes no Auditório.
 

PROGRAMAÇÃO:

•    Terça (07/10):
o    9h: Abertura oficial no Auditório.
o    A partir das 10h: Serviços e atividades nas praças.
o    14h: Saudação do Procurador no Auditório.
o    A partir das 14h30: Serviços e atividades nas praças.

•    Quarta (08/10) e Quinta (09/10):
o    9h e 14h: Saudação do Procurador e apresentação cultural no Auditório.
o    A partir das 10h e 14h30: Serviços e atividades nas praças.
o    Quinta (09/10) às 14h: Encerramento com apresentação do Observatório da Pessoa Idosa.

Serviços Disponíveis: Corte de cabelo, tranças, massagem, aferição de pressão, testes de saúde, vacinação, emissão de RG e Cartão Sênior, orientação jurídica e habitacional, oficinas culinárias, exposição de artesanato.

* Com informações da assessoria de imprensa do deputado Chico Vigilante

Fonte: Agência CLDF

PM apreendeu 500 fuzis este ano em ações contra o crime organizado

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O Rio de Janeiro apreendeu 500 fuzis pela Polícia Militar, desde o início do ano de 2025. O número foi registrado, após operações realizadas pelos batalhões de Irajá, Ilha do Governador e Bangu, nas zonas norte e oeste da capital fluminense. Esse dado evidencia um cenário que vem sendo combatido intensamente pelas forças de segurança estaduais.

“Precisamos reforçar a necessidade de uma atuação mais firme por parte do governo federal para impedir a entrada de armas no território fluminense. Encerramos 2024 com a apreensão de 732 fuzis e, este ano, já recolhemos 500. É uma situação preocupante, não podemos deixar que essas armas de guerra continuem circulando pelo nosso estado”, esclareceu o governador Cláudio Castro.

Durante as ações, a Secretaria de Estado de Polícia Militar retirou de circulação seis armamentos – de uso restrito das forças de segurança, que estavam em poder de narcotraficantes ligados às principais facções criminosas do Rio.

Uma análise da Subsecretaria de Inteligência da corporação (SSI) aponta uma mudança no perfil das armas utilizadas pelos criminosos. Em 2025, o setor tem observado que grande parte dos fuzis apreendidos pelos policiais militares foi montada em fábricas clandestinas, ligadas ao crime organizado. Até o ano passado, mais de 90% dos fuzis apreendidos pela SEPM eram fabricados em outros países.

As maiores apreensões ocorrem em áreas do estado onde há disputa territorial entre facções criminosas rivais, como as regiões dos Complexos do Chapadão e da Pedreira, além do Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho.

De acordo com o secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo Nogueira, “cada fuzil retirado de circulação representa vidas salvas e comunidades mais seguras. Nosso compromisso é seguir atuando de forma integrada e estratégica para enfraquecer o poder bélico das facções criminosas e levar tranquilidade à população fluminense”.

Os resultados foram alcançados com o investimento em equipamentos com tecnologia, informações do setor de inteligência, ações previamente planejadas e também devido à colaboração imprescindível da população, por meio do serviço de atendimento 190 ou do Disque-Denúncia (21) 2253-1177.

 

Fonte: Agência Brasil

Moraes libera redes sociais da deputada Carla Zambelli

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (25) determinar o desbloqueio das redes sociais da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A parlamentar está presa na Itália, onde aguarda o fim do processo de extradição solicitado pelo Brasil. 

Ao determinar o desbloqueio, Moraes entendeu que a medida não é mais necessária porque o processo criminal contra a parlamentar já foi encerrado. 

Moraes também fixou multa diária de R$ 20 mil em caso de reiteração na publicação de postagens com desinformação, discurso de ódio e contra a democracia. 

A liberação vale para as redes sociais da Meta, Telegram, X, Linkedin, Tik Tok, Getter e YouTube. 

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Em julho deste ano, Zambelli foi presa em Roma, capital da Itália, onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro. 

De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.

Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição da deputada para o Brasil. O pedido de extradição de Carla Zambelli foi oficializado no dia 11 de junho pelo STF.  Em seguida, o pedido foi enviado pelo Itamaraty ao governo italiano. 

Na Câmara, Zambelli é alvo de um processo de cassação do mandato. Ontem, ela prestou depoimento, por videoconferência, à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e negou participação na violação do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

Fonte: Agência Brasil

Cora reúne acolhimento humanizado e tecnologia de ponta na luta contra o câncer infantojuvenil

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Cora reúne acolhimento humanizado e tecnologia de ponta no tratamento do câncer infantojuvenil
Cora oferece estrutura moderna, com tecnologia de ponta e já é um modelo de acolhimento humanizado. Na imagem acima, o médico patologista Pedro Henrique Assis e a esposa Morgana Morais acompanham o filho Olavo Carvalho Morais, de 5 anos, que trata de um linfoma linfoblástico na unidade (Fotos: Secom-GO)

O Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora), inaugurado nesta quinta-feira (25/09) pelo governador Ronaldo Caiado, oferece estrutura moderna, com tecnologia de ponta e já é um modelo de acolhimento humanizado que tem transformado a rotina de pacientes e famílias na primeira unidade pública do Estado dedicada exclusivamente ao tratamento de câncer em crianças e adolescentes com atendimento 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O Cora conta com leitos de internação e Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), centro cirúrgico moderno, unidade de transplante de medula óssea e suítes projetadas para garantir acolhimento aos pacientes e seus familiares.

A estrutura foi pensada para unir ciência de ponta e cuidado humano, com ambientes lúdicos e coloridos, brinquedotecas, áreas de convivência e luz natural, preservando a infância mesmo em meio ao tratamento. O acesso ao Cora é regulado pelo sistema da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

A equipe multiprofissional foi especialmente treinada para se comunicar com crianças e adolescentes em uma linguagem acessível e afetuosa.

Cora reúne acolhimento humanizado e tecnologia de ponta no tratamento do câncer infantojuvenilCora reúne acolhimento humanizado e tecnologia de ponta no tratamento do câncer infantojuvenil
Estrutura foi pensada para unir ciência de ponta e cuidado humano, com ambientes lúdicos e coloridos, brinquedotecas, áreas de convivência e luz natural (Fotos: Secom-GO)

“Esse acolhimento diferenciado, que prioriza o atendimento humanizado e empático, em que as necessidades emocionais de pacientes e o conforto às famílias são levados em conta, fortalece a saúde e amplia as chances de cura de quem está passando pelo tratamento oncológico”, explica o secretário de Estado da Saúde, Rasível dos Reis Santos Júnior.

“Aqui é excelente. Os profissionais são carinhosos e atenciosos. Isso faz diferença no tratamento. É muito bom ter um hospital só para crianças, onde elas se sentem mais à vontade e até brincam”, relata Maria Cristina Guimarães, avó que acompanha a neta Alice Guimarães Santana, de 7 anos, que trata de leucemia. 

“Foi uma benção esse hospital ter sido inaugurado logo porque senão a gente teria que ir para São Paulo ou Brasília”, frisou Maria Cristina, que mora em Itapirapuã, a cerca de 200 quilômetros de Goiânia.

Responsável pela gestão do Cora e presidente da Fundação Pio XII, Henrique Prata, reafirma a qualidade do atendimento da unidade e o quanto isso tem peso no acompanhamento terapêutico.

“O governador Ronaldo Caiado garantiu que o Cora tenha nível de excelência. Temos aqui o que há de melhor no mundo para propiciar acolhimento e humanização. É o melhor remédio e completa o tratamento”, explicou. 

Cora reúne acolhimento humanizado e tecnologia de ponta no tratamento do câncer infantojuvenilCora reúne acolhimento humanizado e tecnologia de ponta no tratamento do câncer infantojuvenil
Aparelho de ressonância magnética nuclear 1,5T, de última geração, é acoplado ao Centro Cirúrgico e possibilita realização do exame no ato da cirurgia, garantindo maior precisão em diagnósticos de tumores malignos (Fotos: Secom-GO)

Tecnologia

Aliado ao atendimento humano, o Cora conta com equipamentos modernos que facilitam o diagnóstico e a terapia. O aparelho de ressonância magnética nuclear 1,5T, de última geração, é acoplado ao Centro Cirúrgico e possibilita a realização do exame no ato da cirurgia, garantindo maior precisão em neurocirurgia. O serviço combina alta resolução com inteligência artificial (IA), com investigações precoces e precisas do câncer.

Outro diferencial é a reabilitação com robótica, que auxilia na reabilitação neurológica e motora. Os robôs oferecem suporte físico para as pernas, permitindo que os pacientes retornem às suas atividades normais. Esteiras sensorizadas com realidade virtual integram o equipamento C-Mil, que torna a reabilitação mais lúdica para os pacientes pediátricos. Além disso, o Cora conta com simuladores clínicos para capacitação da equipe da unidade.

O setor de Transplante de Medula Óssea (TMO) é outro ponto de inovação do Cora. Dispõe de camas hospitalares vinculadas a colchões terapêuticos de alta tecnologia. Além disso, a ala possui um avançado sistema de filtragem, que garante uma camada extra de segurança e pureza ao ar respirado pelos pacientes transplantados, impedindo a entrada de bactérias e contaminações durante o período de recuperação dos pacientes.

Cora reúne acolhimento humanizado e tecnologia de ponta no tratamento do câncer infantojuvenilCora reúne acolhimento humanizado e tecnologia de ponta no tratamento do câncer infantojuvenil
“Os profissionais são carinhosos e atenciosos. Isso faz diferença no tratamento”, afirma Maria Cristina Guimarães, avó que acompanha a neta Alice Guimarães Santana, de 7 anos, em tratamento na unidade (Fotos: Secom-GO)

Esperança

O médico patologista Pedro Henrique Assis junto com a esposa Morgana Morais acompanham o filho Olavo Carvalho Morais, de 5 anos, que trata de um linfoma linfoblástico, considerado agressivo e raro. Ele destaca que vieram para unidade via regulação.

“Isso aqui é uma esperança para todo mundo porque antigamente a gente teria que ir para longe e hoje nós conseguimos ter esse tratamento no Estado”, salientou o pai.

“Todo mundo, desde os médicos até os auxiliares, tem um carinho especial com as crianças. Esse aconchego faz diferença para enfrentar a doença”, afirmou a mãe.

Em terapia contra o linfoma de Hodgkin, o pequeno Igor Gabriel Cardoso, de 11 anos, está acompanhado da avó Francisca Celestina de Melo. Eles vieram de Estrela do Norte, cerca de 400 quilômetros de Goiânia, e durante o tratamento no Cora estão hospedados na casa de apoio do hospital.

“O atendimento é muito bom. Estou feliz por ter essas pessoas cuidando dele”, reforçou.

Histórias como a de Cecília Pereira dos Santos, de 3 anos, também mostram a relevância do Cora. Sua mãe, Fabiana Bispo dos Santos, lembra que a filha foi uma das primeiras pacientes internadas na unidade.

“Fomos muito bem recebidos. O atendimento foi incrível desde o dia em que chegamos. Graças a Deus, tenho muito que agradecer, está dando tudo certo”, sublinhou ela acompanhada do marido Inácio Pereira da Costa.

Cora reúne acolhimento humanizado e tecnologia de ponta no tratamento do câncer infantojuvenilCora reúne acolhimento humanizado e tecnologia de ponta no tratamento do câncer infantojuvenil
Equipamentos de última geração, como ressonância magnética, robôs e equipamento C-Mil, torna reabilitação de pacientes pediátricos mais lúdica e contribuem para sucesso do tratamento (Fotos: Secom-GO)

Cora – atendimentos nos três primeiros meses

  • 225 cirurgias
  • 146 internações em enfermaria
  • 35 internações em UTI
  • 104 sessões de quimioterapia
  • 102 ressonâncias
  • 182 tomografias
  • 2.081 procedimentos realizados
  • 526 consultas médicas
  • 275 profissionais capacitados pelo Hospital do Amor de Barretos (SP)
  • Funcionamento: 24h/dia

Saiba mais

Novas doações ampliam humanização e acolhimento no Cora

Caiado entrega o Cora, maior obra de sua gestão

Secretaria de Comunicação (Secom) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Galeão deve chegar a 30 milhões de passageiros em 3 anos, diz ministro

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O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Antonio Carlos Jobim, o Galeão, deve passar dos atuais 18 milhões de passageiros para 30 milhões em três anos. A previsão é do ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A previsão foi nesta quinta-feira (25), durante cerimônia de assinatura do termo de repactuação do contrato de concessão do aeroporto, em uma das salas VIPs do terminal. Na prática, o ajuste é uma forma de permitir equilíbrio econômico da operação concedida à iniciativa privada.

“Saímos de pouco menos de 5 milhões de passageiros, em 2023, para mais de 18 milhões neste ano, e a projeção é alcançar 30 milhões nos próximos três anos. Essa reestruturação fortalece o turismo, a logística e a geração de emprego e renda, reafirmando o papel do Galeão como um ativo estratégico para o Brasil”, declarou Costa Filho.

O aeroporto é controlado pela RIOgaleão, concessionária formada pelo grupo Changi Airports International, de Cingapura, e pelo Vinci Compass, do Brasil, que detêm, juntos, 51% da operação.

Os demais 49% pertencem à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), estatal vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos.  

A concessão foi iniciada em 2014, com um lance de R$ 19 bilhões, valor quase quatro vezes maior que o definido no edital. Na época, havia expectativa de chegar a 37,7 milhões de passageiros em 2024.

Desistência

Em 2022, quando o terminal sofria efeitos da pandemia de covid-19, que diminuiu consideravelmente o número de passageiros, o grupo controlador manifestou formalmente ao governo a intenção de devolver a operação.

No ano seguinte, a Changi procurou o governo para renegociar o contrato. A negociação terminou em 2024, e os termos definitivos da repactuação foram avalizados  em junho pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), órgão regulador do setor, participou da elaboração.

O documento teve também o aval de todos os envolvidos e de órgãos de controle, como o Ministério Público Federal (MPF) e a Advocacia-Geral da União (AGU).   

O aumento do número de passageiros do Galeão fez parte das negociações e era um dos fatores defendidos pela concessionária.

“Hoje, a gente está celebrando, não meramente um acordo, mas a retomada de um planejamento estratégico para fortalecer esse grande ativo da aviação da América do Sul, porque o Galeão vai se transformar no grande hub [ponto de conexão] da aviação internacional da América do Sul”, declarou o ministro.

Mudanças

Entre as mudanças previstas no contrato, está a forma de pagamento pela concessão. A outorga a ser paga anualmente pela concessionária, em vez de ser fixa, será 20% do faturamento bruto do aeroporto. Antes, estava fixada em cerca de R$ 1 bilhão.

Quando a concessão original foi iniciada, em 2014, o prazo de exploração do aeroporto pela iniciativa privada foi de 25 anos, indo até 2039. A data está mantida, mas o ministro Costa Filho sinalizou que a pasta estuda uma extensão. Houve também ajuste dos critérios para evitar a obrigação de construção da terceira pista, considerando a atual demanda aeroportuária.

A repactuação prevê ainda uma venda assistida. O processo é como um novo leilão, no qual outras empresas podem se candidatar. No entanto, ele é feito de forma direta, ou seja, sem ter que reestatizar o aeroporto para concedê-lo novamente.

A venda assistida do Galeão está marcada para março de 2026 e está estipulado um lance mínimo de R$ 932 milhões para obter o direito de explorar o aeroporto. Além disso, está acertado que a Infraero venderá a toda a participação (49% do aeroporto) para o grupo vencedor.

De acordo com o ministro Costa Filho, o valor das ações da Infraero deve corresponder a cerca de 40% a 50% do lance mínimo.

A Anac abriu uma consulta pública para coletar sugestões para a elaboração do edital da venda assistida. Contribuições da sociedade podem ser feitas até o dia 5 de novembro.

“Não faltam interessados, porque o Galeão passou, a partir de agora, a ser um ativo valorizado. É uma estrutura que está pronta, depois desse reequilíbrio que foi feito, para buscar agentes econômicos que queiram investir nesse ativo. Tudo indica que a própria Vinci e a Changi querem continuar e, naturalmente, vão ter o seu direito democrático de poder participar”, avaliou.

No último dia 27, a Riogaleão informou que a gestor de investimentos Vinci Compass comprou 70% das ações que pertenciam à Changi.

 


Rio de Janeiro (RJ), 02/10/2023 - Painel de voos do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Galeão, após migração de rotas operadas no Aeroporto Santos Dumont. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 02/10/2023 - Painel de voos do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Galeão, após migração de rotas operadas no Aeroporto Santos Dumont. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Consenso

O secretário-executivo do ministério, Tomé Franca, considera que o acordo reforça a segurança jurídica para investidores. “É uma sinalização clara de que o Brasil é um lugar seguro para investir, gerar empregos e impulsionar o desenvolvimento econômico e social”.

De acordo com o diretor da Anac Rui Chagas Mesquita, a repactuação encontrou uma saída “para a grave crise que essa concessão enfrentou ao longo dos últimos anos” e buscou “uma solução mais vantajosa ao interesse público”.

O presidente da concessionária Riogaleão, Alexandre Monteiro, considera que a repactuação reflete a necessidade da adequação do contrato aos parâmetros mais modernos de concessão no Brasil.

“Reconhecimento de que a continuidade da gestão da concessionária à frente do aeroporto traz resultados positivos aos usuários finais deste fantástico equipamento de infraestrutura do Rio de Janeiro e do Brasil, os passageiros e os importadores e exportadores de carga”, disse.

Galeão X Santos Dumont

A retomada do protagonismo do Galeão aconteceu em um momento em que o governo federal foi provocado pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, para limitar o número de voos no aeroporto Santos Dumont, no Centro da cidade.

A preocupação de Paes era que a maior movimentação no Santos Dumont, mais próximo de áreas turísticas cariocas, causasse esvaziamento do Galeão. À época, uma decisão do então ministro dos Portos e Aeroportos, Márcio França, limitou o número de voos.

Com a repactuação no Galeão, há uma liberação gradual do número máximo de passageiros no Santos Dumont. Atualmente, o teto é de 6,5 milhões de passageiros anuais.

Segundo o ministro Costa Filho, o crescimento da economia permitirá o crescimento do número de viajantes nos dois aeroportos, sem canibalização.

“A partir de março, a gente tem a possibilidade de ir ampliando gradativamente, mas a gente só vai fazer essa discussão no próximo ano, porque a gente tem um plano de investimento que está sendo feito no Santos Dumont”.

O prefeito Eduardo Paes destacou a vontade política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a retomada de passageiros no Galeão. “Deu tapa na mesa”, brincou Paes, em referência à decisão do presidente, que passou por cima de interesses que evitavam a migração de passageiros entre os aeroportos.

“O presidente Lula é o grande responsável por esse momento aqui, foi ele quem, mais uma vez, demonstrou o seu carinho com o Rio de Janeiro”.

Futuro da Infraero

Dos 180 aeroportos que operam voos regulares no Brasil, 59 são operados por empresas privadas, em regime de concessão federal, representando cerca de 90% da movimentação de passageiros domésticos.

Dos principais terminais, o Santos Dumont é o único que não é concedido, sendo controlado pela Infraero.

“Não está ainda no radar do governo fazer uma concessão do Santos Dumont, mas eu acho que no futuro pode acontecer esse debate dentro do próprio governo”, disse.

Antes de chegar ao Galeão, Costa Filho esteve no aeroporto Santos Dumont, onde realizou uma visita técnica para avaliar as condições operacionais das obras que estão sendo realizadas. Segundo ele, são R$ 450 milhões em investimentos, dos quais R$ 300 milhões já em andamento, que vão do banheiro à ampliação da pista.

Sobre o futuro da estatal, o ministro afirmou que a tendência é que a empresa se concentre em aeroportos regionais.

“A gente já encomendou estudos para discutir cada vez mais o papel institucional da Infraero”, disse. “Eu acho que a Infraero pode se transformar em um grande operador de aeroportos regionais no Brasil”.

Fonte: Agência Brasil

PEC da Blindagem abre portas do Congresso ao crime, diz relator

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O relator da PEC da Blindagem, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), sustentou nesta quarta-feira (24) que a proposta não foi apresentada para defender o exercício do mandato parlamentar, como dizem seus defensores, mas para proteger os parlamentares de processos criminais.

“[A PEC] é na verdade um golpe fatal na sua legitimidade [do Congresso], posto que configura portas abertas para a transformação do Legislativo em abrigo seguro para criminosos de todos os tipos. Essa é uma PEC que definitivamente abre as portas do Congresso Nacional para o crime organizado”, disse o senador sergipano ao ler seu parecer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Vieira pediu a rejeição completa da Proposta de Emenda à Constituição 3, de 2021, que exige autorização prévia da Câmara ou do Senado, por meio de voto secreto, para processar criminalmente deputados e senadores.

Nenhum senador se manifestou favoravelmente à PEC, que deve ser votada ainda nesta quarta-feira no colegiado. 

Na Câmara, a PEC foi aprovada com ampla maioria, com 353 votos no primeiro turno.  

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Para o relator Alessandro Vieira, a proteção dos mandatos parlamentares não é compatível com a criação de obstáculos para a investigação de crimes, “a exemplo de homicídio, corrupção passiva, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro”.

O relator destacou os protestos no domingo (21) contra a PEC e afirmou que “não se sustenta em fatos” a tese de que a atividade parlamentar está sendo cerceada no Brasil. 

A tese é defendida pela oposição e pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que disse que há deputados processados por “crime de opinião”.  

“Aqui, nesta fileira, seguramente todos já proferiram discursos duríssimos com relação a decisões de ministros [do STF], a condutas de ministros, e nenhum dos que está aqui sentado responde a processo por isso. Nenhum! Nem aqui, nem na outra Casa”, afirmou o senador Alessandro Vieira.

O senador citou alguns “casos raros” de processos por discursos proferidos, como o do deputado governista André Janones (Avante-MG), que responde por queixa-crime apresentada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro por tê-lo chamado de “assassino, miliciano, ladrão de joias e bandido fujão”, entre outras ofensas.

Alessandro Vieira ainda citou os casos dos deputados da oposição Gilvan da Federal (PL-ES) e Gustavo Gayer (PL-GO), que respondem a queixas-crime apresentadas pela deputada federal Gleisi Hoffman (PT-RS), atual ministra da Secretária de Relações Institucionais (SRI).  

Esses deputados disseram que Gleisi “deve ser uma prostituta do caramba” e “Lula ofereceu Gleisi Hoffman como um cafetão oferece sua funcionária em uma negociação entre gangues”.

O relator da PEC da Blindagem ponderou que, nos casos de Janones, Gilvan e Gayer “parece absolutamente impossível atrelar tais agressões ao legítimo exercício do mandato parlamentar”. 

Vieira ressaltou que, mesmo nesses casos, a proteção a opiniões, palavras e votos de parlamentares está garantida.

“É possível à sustação do processo, conforme diz o §3º do art. 53 da Constituição Federal, o que reforça a completa inutilidade prática da emenda apresentada”, completou.

O relator da PEC também ponderou que, mesmo a imunidade de opinião, palavras e votos de parlamentares, prevista na Constituição, não é absoluta, e citou decisão do Supremo sobre o tema.

“Não [há] aplicabilidade da imunidade material a pronunciamentos difamantes, injuriosos ou caluniosos sem vínculo com a atividade parlamentar”, afirmou.

Vieira ainda defendeu a Emenda à Constituição 35, aprovada em 2001, que acabou com a exigência de autorização prévia para processar parlamentares

“Em 13 anos de vigência do texto constitucional, até o advento da Emenda Constitucional nº 35, de 2001, apenas um, entre quase 300 pedidos de investigação, foi aprovado pela Câmara dos Deputados, contra o deputado Jabes Rabelo, acusado de receptação de veículo roubado”, lembrou. 

Voto em separado

O senador Jorge Seif (PL-SC) retirou o voto em separado que havia apresentado para manter a PEC da Blindagem com algumas alterações. Ele mudou de posição após a leitura do voto do relator.

Jorge Seif justificou que a PEC foi uma demanda do Parlamento por queixas de “pressões” vindas do Supremo Tribunal Federal por falas e votos, mas criticou a possibilidade de voto secreto e a extensão do foro privilegiado para presidentes de partidos com assentos no Congresso.

“Preciso também reconhecer que a população, e não falo de esquerda, falo direita, esquerda e centro, têm entrado em contato conosco, e nós precisamos estar sensíveis às vozes das ruas. Se tem uma parte boa nessa PEC, que foi proposta pelos nobres colegas da Câmara Federal, infelizmente, foi recheada com componentes que envenenam a massa”, disse.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE), que sustenta a tese da oposição de “perseguição política” movida pelo Supremo, avaliou que a Câmara “errou na mão” na reação aos processos abertos contra deputados e senadores.

“Não tem o menor cabimento, em pleno século 21, no Brasil, a gente ter voto secreto para admissibilidade de processo contra parlamentares. Isso não faz o menor sentido”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil