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Acidentes de trânsito caem, mas reabilitação onera o SUS

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Dados preliminares contabilizam que neste ano já ocorreram no Brasil 453 mil acidentes de trânsito. Segundo o Registro Nacional de Sinistros e Estatísticas de Trânsito (Renaest), entre janeiro e maio deste ano, 7,4 mil dessas ocorrências foram fatais.

O número representa uma queda de 3,67% em relação ao mesmo período de 2024, mas especialistas alertam que, além das mortes, milhares de vítimas enfrentam sequelas que exigem longos processos de reabilitação.

Segundo Flávio Adura, diretor Científico da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), o impacto dos acidentes de trânsito sobre a saúde pública é expressivo. 

“Em 2024, foram registradas 227.656 internações hospitalares no SUS devido a sinistros terrestres, o que significa que, a cada 2 minutos, uma vítima de trânsito necessita de atendimento de emergência. Ao longo dos últimos 10 anos, o SUS contabilizou 1,8 milhão de internações por sinistros de trânsito, com despesas hospitalares diretas que somam R$ 3,8 bilhões”, disse.

De acordo com Adura, jovens do sexo masculino, principalmente motociclistas, concentram mais de 60% dos atendimentos, seguidos por pedestres (16%), ciclistas e ocupantes de automóveis (7% cada). As lesões cervicais e múltiplos traumatismos, segundo o especialista, são mais comuns em motoristas. Em pedestres e ciclistas, predominam fraturas e lesões de coluna. Já para os motociclistas, o quadro mais recorrente é o de politraumatismos.

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Nesse cenário, tratamentos de reabilitação são necessários para reduzir as sequelas e garantir a qualidade de vida das vítimas. 

“Muitas vezes, essas situações deixam sequelas importantes, desde limitações de movimento até, em casos mais graves, amputações. Com a atuação do fisioterapeuta, é possível acelerar a recuperação, favorecer a independência e apoiar o retorno às atividades diárias e profissionais”, complementa Bruno Oliveira, coordenador geral de fisioterapia da faculdade Estácio no Rio de Janeiro.

Semana

Terminou nesta quinta-feira a Semana Nacional de Conscientização do Trânsito, iniciada no dia 18, com o tema Desacelere. Seu bem maior é a vida. 

A iniciativa tem como objetivo conscientizar pedestres, ciclistas e motoristas sobre ações de prevenção e redução de riscos.

* Estagiária sob supervisão de Gilberto Costa

Fonte: Agência Brasil

STF adia conclusão de julgamento sobre sigilo de buscas na internet

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O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou nesta quinta-feira (25) a conclusão do julgamento que pode validar a quebra de sigilo para identificação de usuários que realizaram buscas por palavras-chave em sites da internet. A decisão da Corte poderá autorizar a medida em investigações criminais. 

Até o momento, o placar do julgamento está em 5 votos a 2 para permitir a quebra de sigilo de um grupo indeterminado de usuários, mas com regras que devem ser estabelecidas pela Corte. 

Contudo, um pedido de vista do ministro Dias Toffoli interrompeu o julgamento. Não há data para a retomada do julgamento. 

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Entenda 

A questão é debatida a partir de um recurso apresentado pelo Google contra uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que obrigou a plataforma a entregar à Justiça informações de usuários que fizeram buscas sobre vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, nos dias próximos ao assassinato de ambos, ocorrido em 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro. 

A decisão do STJ manteve uma liminar da Justiça do Rio que determinava a entrega dos IPs de usuários que pesquisam no Google as palavras “Marielle Franco”, “vereadora Marielle”, “agenda vereadora Marielle”, “Casa das Pretas”, “Rua dos Inválidos, 122” ou “Rua dos Inválidos” entre os dias 10 e 14 de março de 2018. 

No entendimento da big tech, a decisão foi ilegal por determinar a quebra de sigilo de forma genérica, sem indicar previamente o nome dos suspeitos, procedimento corriqueiro em investigações criminais e baseado na Constituição, que estabelece como regra a inviolabilidade dos dados e comunicações pessoais. 

Votos 

Até o momento, os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Gilmar Mendes e Edson Fachin votaram para permitir a quebra de sigilo de um grupo indeterminado de usuários, mas com algumas regras, como decisão judicial prévia, descarte de dados coletados de pessoas que não são investigadas e validade somente para crimes hediondos. 

O ministro André Mendonça divergiu e disse que a medida pode criar um “Estado policialesco”. 

O segundo voto contra a quebra de sigilo indeterminada foi proferido pela ministra Rosa Weber. Em setembro de 2023, antes de se aposentar, a ministra se manifestou contra a medida. 

Caso Marielle

Em maio deste ano, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação dos acusados de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Na manifestação, a procuradoria defendeu a condenação do conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, irmão de Domingos, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, o major da Policia Militar Ronald Alves de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos. Todos estão presos preventivamente. 

O pedido de condenação faz parte das alegações finais do caso, última etapa antes do julgamento do processo. A data do julgamento ainda não foi marcada.

 

Fonte: Agência Brasil

COB Expo inicia com homenagens a multicampeões olímpicos e mundiais

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A cidade de São Paulo recebe, desde a última quarta-feira (24), a terceira edição da COB Expo, considerada a maior feira de esportes olímpicos da América Latina. A conferência, organizada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), é realizada até o próximo domingo (28) e tem expectativa de receber mais de 72 mil pessoas no Pro Magno Centro de Eventos, no bairro Casa Verde, zona leste da capital paulista.

A exposição reúne estandes das confederações, simuladores e arenas para experimentação de modalidades, como surfe, tênis de mesa e lacrosse (uma das novidades da Olimpíada de Los Angeles, nos Estados Unidos, em 2028). A programação tem cursos, clínicas e plenárias com personalidades do esporte brasileiro e mundial. Na quarta, destaque ao ex-velocista norte-americano Carl Lewis, dono de nove medalhas de ouro e uma de prata em quatro edições dos Jogos e eleito o Atleta do Século XX pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

Na ocasião, Lewis recebeu uma homenagem de Maurren Maggi, primeira campeã olímpica brasileira em esportes individuais (graças ao ouro no salto em distância nos Jogos de Pequim, na China, em 2008). Ela entregou ao ex-atleta uma bola com assinatura de outros medalhistas do país, como o ex-ginasta Arthur Zanetti, o ex-judoca Rafael Silva e a ex-ponteira de vôlei Erika Coimbra.

“Ele [Lewis] é uma inspiração para todos os atletas, não só do atletismo, mas do esporte em geral. A carreira dele mostra que dedicação e excelência podem transformar gerações”, disse Maureen.

Nesta quinta-feira (25) foi a vez do cubano Mijaín López, pentacampeão olímpico da luta greco-romana, participar de uma interação com Baby. Os dois conversaram com jovens do Centro Olímpico e do Rede Olímpica, programas de formação e alto rendimento da capital paulista.

“É muito especial estar de volta ao Brasil, onde conquistei meu terceiro campeonato olímpico, na Rio 2016. E ainda estar dividindo esse momento com tantos jovens, orientá-los e conhecê-los”, destacou López, em depoimento ao site do COB.

“É muito importante ter essa troca com os jovens atletas, conversar sobre o desempenho de um multicampeão olímpico e transmitir um pouco dos valores olímpicos para essa garotada que está só começando”, completou Baby, também à página do Comitê.

Outras atrações desta quinta foram as presenças dos campeões do mundo Caio Bonfim, da marcha atlética, e Yago Dora, do surfe. Na quarta à noite, Caio foi aplaudido de pé durante a cerimônia de abertura do evento, assim como Rebeca Lima, medalhista de ouro no Mundial de Boxe de Liverpool, no Reino Unido.

“O futuro do esporte brasileiro passa pela COB Expo, pelas parcerias duradouras e pelos valores compartilhados por tantos e tantas que fazem o Movimento Olímpico do Brasil acontecer. A COB Expo é um pilar fundamental para a construção de uma Nação Esportiva, em que queremos levar o esporte para além da medalha”, resumiu o presidente do COB, Marco La Porta, em discurso na cerimônia.

Fonte: Agência Brasil

Marina Dias conquista bicampeonato no Mundial de escalada paralímpica

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A brasileira Marina Dias conquistou, nesta quinta-feira (25), o bicampeonato da classe RP3 (atletas com limitações de alcance, força e potência) do Mundial de escalada paralímpica, que foi disputado em Seul (Coreia do Sul).

Na grande decisão, a paulista defendeu seu título ao alcançar a agarra 45, o suficiente para garantir o ouro. A americana Nat Vorel ficou com a prata (agarra 41), enquanto a japonesa Momoko Yoshida completou o pódio com o bronze, alcançando 38+ (quando o atleta ultrapassa a agarra 38 e inicia o movimento para a próxima).

“Esse bicampeonato era o meu objetivo desde o ano passado. Desde o título de 2023, não venci mais competições internacionais, mas me dediquei muito para chegar até aqui. Esse resultado é consequência do trabalho feito junto com minha equipe técnica, a quem agradeço muito”, declarou Marina.

Com o ouro da atleta paulista, o Brasil encerrou a competição com duas medalhas. A outra conquista foi a prata do paranaense Eduardo Schaus na classe AU2.



Fonte: Agência Brasil

Jornalistas em Gaza relatam condições extremas e ameaça constante

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Dos cerca de 1,6 mil jornalistas profissionais registrados na Faixa de Gaza, 252 foram mortos em ataques israelenses desde o início da ofensiva no enclave palestino, há cerca de dois anos. Os números foram atualizados nesta quinta-feira (25) pelo Sindicato dos Jornalistas da Palestina, em uma reunião online organizada pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), em parceria com a Embaixada da Palestina no Brasil. Trata-se do maior massacre de profissionais de imprensa em qualquer conflito armado da história mundial, segundo o sindicato.  

Em um dos ataques mais graves, no fim de agosto, militares de Israel bombardearam o Hospital Nasser, em Gaza, deixando 15 mortos, incluindo quatro jornalistas, um deles da agência Reuters. Semanas antes, uma explosão causada por um drone israelense matou cinco jornalistas da TV Al Jazeera, um deles era o conhecido repórter Anas Al-Sharif.

“A ocupação destruiu todas as instituições de imprensa presentes na Faixa de Gaza, sendo que tínhamos mais de 120 veículos de mídia, todos atuantes. Os 252 jornalistas assassinados são um número superior ao de jornalistas assassinados durante as duas Guerras Mundiais. O sindicato notificou a prisão de mais de 200 jornalistas e o ferimento de cerca de 400 profissionais”, aponta Naser Abu Baker, presidente do sindicato. 

 


Brasília (DF), 25/09/2025 - Reunião com jornalistas em Gaza. Naser Abu Baker, presidente do Sindicato dos Jornalistas da Palestina, diz que 252 profissionais foram mortos por forças israelenses em Gaza. Foto: Zoom/Reprodução
Brasília (DF), 25/09/2025 - Reunião com jornalistas em Gaza. Naser Abu Baker, presidente do Sindicato dos Jornalistas da Palestina, diz que 252 profissionais foram mortos por forças israelenses em Gaza. Foto: Zoom/Reprodução

A conversa com os repórteres brasileiros, a convite da Fenaj e com participação da Agência Brasil, aconteceu com grupos de jornalistas palestinos instalados em tendas em dois centros improvisados, um em Khan Yunis, no sul de Gaza, e outro na Cidade de Gaza, ao norte, que já foi praticamente toda destruída pelos bombardeios das Forças de Defesa de Israel (FDI).  

“Eu falo com vocês com o que sobrou da Cidade de Gaza, depois da agressão das forças de ocupação, que destruíram cerca de 95% da cidade. Nosso centro de mídia fica a cerca de 500 metros dos tanques israelenses, e aviões ficam voando de forma incessante para que a gente não possa ser ouvido por vocês”, relata Samir Khalifa.

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O Sindicato dos Jornalistas da Palestina aponta ainda que 647 imóveis residenciais de profissionais de imprensa foram destruídos pela invasão das forças militares de Israel.

“Todos os jornalistas em Gaza foram expulsos de suas casas e atualmente vivem em tendas, juntamente com suas famílias, também deslocadas”, denuncia Tahseen Al-Atsall, vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas da Palestina. 

 


A demonstrator holds a poster featuring Reuters journalist Hussam al-Masri, Mohammed Salama, who worked for Qatar-based broadcaster Al Jazeera, Moaz Abu Taha, a freelance journalist who worked with several news organizations and occasionally contributed to Reuters, Mariam Abu Dagga, who freelanced for the Associated Press and other outlets, and Ahmed Abu Aziz, who were all killed in Israeli strikes on Nasser hospital in the southern Gaza Strip, during a protest in solidarity with journalists in Gaza, in Sidon, Lebanon, August 27, 2025. REUTERS/Aziz Taher
A demonstrator holds a poster featuring Reuters journalist Hussam al-Masri, Mohammed Salama, who worked for Qatar-based broadcaster Al Jazeera, Moaz Abu Taha, a freelance journalist who worked with several news organizations and occasionally contributed to Reuters, Mariam Abu Dagga, who freelanced for the Associated Press and other outlets, and Ahmed Abu Aziz, who were all killed in Israeli strikes on Nasser hospital in the southern Gaza Strip, during a protest in solidarity with journalists in Gaza, in Sidon, Lebanon, August 27, 2025. REUTERS/Aziz Taher

A Agência Brasil pediu posicionamento à Embaixada de Israel sobre a violência contra jornalistas palestinos e aguarda retorno para acréscimo nesta reportagem. 

A Faixa de Gaza é um território palestino que tem sido alvo de intensos bombardeios e ataques por terra do Exército de Israel desde um atentado do grupo islâmico Hamas a vilas israelenses, em outubro de 2023, que deixou cerca de 1,2 mil mortos e fez 220 reféns. O Hamas, que governa Gaza, sustenta que o ataque foi uma resposta ao cerco de mais de 17 anos imposto ao enclave e também à ocupação dos territórios palestinos por Israel.

Os ataques israelenses contra a Faixa de Gaza, desde então, já fizeram mais de 60 mil vítimas, além de destruírem hospitais, escolas e todo tipo de infraestrutura que presta serviços à população. Um bloqueio às fronteiras do território também dificulta a entrada de alimentos e medicamentos, agravando a crise humanitária. Segundo Israel, o objetivo é resgatar os reféns que ainda estão com o Hamas e eliminar o grupo completamente.

O conflito foi um dos principais temas da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, realizada nesta semana em Nova York, nos Estados Unidos. Antes e durante o evento, países tradicionalmente aliados de Israel e dos Estados Unidos anunciaram o reconhecimento oficial ao Estado palestino, entre eles o Reino Unido, a França, o Canadá e a Austrália. O Brasil já reconhece a Palestina como um país que tem direito à soberania desde 1967 e apoia a coexistência pacífica de dois Estados: um para os palestinos e outro para os israelenses.

Apesar da pressão internacional, o governo de Israel subiu o tom e afirmou que não haverá Estado Palestino.

Entrada proibida

O Sindicato dos Jornalistas da Palestina afirma que, desde o início da ocupação israelense, em outubro de 2023, cerca de 3,4 mil jornalistas foram proibidos de entrar no enclave, sendo 820 deles jornalistas dos Estados Unidos, o principal aliado de Israel.  

“Isso só prova qual era a intenção do Estado de ocupação desde o início da guerra, que é proibir que os jornalistas fizessem a cobertura desses crimes de lesa-humanidade. Isso viola a Resolução 2222 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que prevê a proteção de jornalistas em área de conflito e que trata de forma clara o direito de acesso de jornalistas nessas áreas, assim como prevê a punição para quem alveja ou tenha como alvo jornalistas em zona de conflito”, acrescenta Al-Atsall. Ele e outros colegas dividiam uma tenda em Khan Yunis, no sul de Gaza, enquanto forneciam relatos aos jornalistas brasileiros.

A repórter Ghaida Mohammad, da TV Palestina, relatou a situação precária vivida pelos jornalistas em Gaza, incluindo mulheres, privadas do acesso a equipamentos básicos de segurança.

“A maioria das jornalistas mulheres são mães. Eu tenho filho, que nasceu durante a cobertura desta guerra. Como mães, não temos sequer a proteção de fazermos o nosso trabalho no campo. Também estamos com necessidade de produtos essenciais, como leite em pó, produto para higiene infantil, entre outros”, observou.

 


Brasília (DF), 25/09/2025 - Reunião com jornalistas em Gaza. Repórter Ghaida Mohammad, da TV Palestina, denuncia condições precárias de profissionais e da população em Gaza. Foto: Zoom/Reprodução
Brasília (DF), 25/09/2025 - Reunião com jornalistas em Gaza. Repórter Ghaida Mohammad, da TV Palestina, denuncia condições precárias de profissionais e da população em Gaza. Foto: Zoom/Reprodução

“O povo palestino é dono de uma causa justa, os jornalistas palestinos fazem parte dessa sociedade, mantém a cobertura dos fatos e da verdade do que vem acontecendo em Gaza. Pedimos a todas as instituições de imprensa que peçam cessar-fogo imediato dessa guerra de limpeza étnica”, apelou Ola Kassab.

Correspondente do canal ART na Cidade de Gaza, Mustafa al Bayed chegou a relatar intenso bombardeio enquanto conversava com os colegas brasileiros.

“Estamos falando com vocês nesse momento sob intenso bombardeio. Pode ser a última vez. Apesar de tudo isso, estamos aqui resistentes, nos mantendo em nossas posições, de levar até a vocês a voz da criança palestina, do cidadão palestino, o que eles enfrentam em campo e o que nós estamos enfrentando para que o mundo saiba exatamente o que está acontecendo”, afirmou.

Situação na Cisjordânia

Fora da Faixa de Gaza, a violência também se estende contra jornalistas palestinos, de acordo com o sindicato da categoria. Foram notificados mais de 2 mil agressões contra profissionais e instituições de imprensa a Cisjordânia e em Jerusalém.

“A ocupação mantém mais de 1 mil barreiras militares na Cisjordância, que fazem com que não haja ligação possível entre as várias áreas da Cisjordânia. A cada cinco quilômetros, temos uma barreira militar de Israel na Cisjordânia, com porteiras de ferro que impedem o livre trânsito a entrada nas cidades. Há cerca de três dias, Netanyahu tomou a decisão de fechar as fronteiras entre Jordânia e Cisjordânia, que era o único ponto de fuga da população da Cisjordânia para o mundo exterior, ou seja, transformou 4 milhões de habitantes da Cisjordânia e de Jerusalém em prisioneiros numa grande prisão cercada”, afirma Naser Abu Baker, presidente do Sindicato de Jornalistas da Palestina.

Solidariedade internacional

A presidenta da Fenaj, Samira de Castro, afirmou que a situação dos jornalistas na Palestina, bem como da população civil em geral, é uma questão humanitária gravíssima e que as entidades de defesa da imprensa devem articular uma ação global.

“Sugerimos à Federação Internacional dos Jornalistas, a FIJ, uma paralisação no mundo inteiro em solidariedade aos colegas em Gaza e na Palestina. E também queremos fortalecer a captação para o fundo de segurança da FIJ destinado aos colegas palestinos”, destacou.

O embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, avaliou a reunião entre jornalistas brasileiros e palestinos como um momento histórico e defendeu a livre circulação de informações sobre o que se passa em Gaza por parte das vítimas da guerra.

Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena não tem ganhador no concurso 2.919; prêmio vai a R$ 80 mi

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O concurso 2.919 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (25), não teve acertador das seis dezenas. Com isso, o prêmio acumulou para R$ 80 milhões. O próximo sorteio está marcado para sábado (27).

As seis dezenas sorteadas foram: 03 – 26 – 28 – 37 – 42 – 53

A quina teve 66 bilhetes premiados. Cada um receberá R$ 34.524,56. Os 4.131 acertadores da quadra terão o prêmio de R$ R$ 909,21 cada.

Para o próximo concurso da Mega-Sena, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) pelo aplicativo Loterias Caixa e no portal Loterias Caixa.

O jogo também pode ser feito nas casas lotéricas de todo o país. A aposta simples, com seis números marcados, custa R$ 6.


Fonte: Agência Brasil

Câmara demora e Comissão do Senado aprova isenção do IR até R$ 5 mil

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Com a demora da Câmara para pautar o projeto do governo federal que isenta do Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5 mil, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (24), um projeto de lei (PL) alternativo que também isenta do IR os trabalhadores que recebem até R$ 5 mil.

A proposta foi aprovada na CAE por unanimidade, com 21 votos favoráveis. Como tramitou em caráter terminativo, o texto pode seguir direto para a Câmara dos Deputados, sem passar pelo plenário do Senado, a não ser que seja apresentado algum recurso.

O PL 1.952 de 2019 foi relatado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), adversário político em Alagoas do relator do projeto do IR na Câmara, o deputado federal Arthur Lira (PP-AL).

O projeto relatado por Renan prevê ainda uma cobrança de IR menor para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350, faixa idêntica à proposta por Lira na Câmara. A medida também prevê compensação fiscal com aumento do tributo para quem recebe acima de R$ 600 mil por ano.

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Brasília (DF), 24/09/2025 Senador , Renan Calheiros, durante coletiva após aprovação do projeto de lei (PL 1.952/2019) que isenta do Imposto de Renda quem recebe até R$ 5 mil mensais.  Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Brasília (DF), 24/09/2025 Senador , Renan Calheiros, durante coletiva após aprovação do projeto de lei (PL 1.952/2019) que isenta do Imposto de Renda quem recebe até R$ 5 mil mensais.  Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Calheiros afirmou que a votação do projeto na CAE buscou destravar a tramitação da isenção do IR na Câmara, que estaria sendo usada, segundo o senador alagoano, como moeda de troca para aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem e da anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado que culminou no 8 de janeiro.

O senador destacou que a matéria “é de grande relevância para a correção de injustiças tributárias com as pessoas de menor renda”.

Em reunião de líderes nessa terça-feira (23), ficou definido que o projeto do governo de isenção do IR será votado no plenário da Câmara no próximo dia 1º de outubro.

Para o senador Eduardo Braga (MDB-AM), foi a decisão da CAE de votar a matéria que forçou a Câmara a pautar o tema para a próxima semana.

“Se não fosse a iniciativa da Comissão de Assuntos Econômicos, nós talvez não estivéssemos vendo finalmente a realização de um direito do povo brasileiro e do trabalhador brasileiro ser conquistado”, disse Braga.

O governo vem pedindo a votação da isenção do IR no plenário da Câmara desde o retorno do recesso parlamentar, no início de agosto.

Renan x Lira

O senador Renan Calheiros criticou o relator da isenção do IR na Câmara, Arthur Lira. Para Renan, Lira tenta impedir a elevação das alíquotas cobradas das bets – empresas de apostas on-line – de 8% para 12%, além de tentar limitar a tributação de remessas de lucros e dividendos para o exterior.

“Retira da tributação as pessoas que percebem maiores salários e maiores dividendos, o que arranca a justiça tributária do projeto do presidente; e outras inovações mais, que o relator [Lira] diz que vai resolver com o plenário da Câmara dos Deputados, porque ele tem uma posição contrária, evidentemente contrária.”

No projeto da Câmara, o governo federal propôs que a cobrança de alíquota extra sobre os mais ricos compense o alívio de imposto sobre os mais pobres.

As alíquotas adicionais progressivas afetarão quem ganha mais de R$ 600 mil por ano, atingindo o patamar máximo de 10% para quem ganha mais de R$ 1,2 milhão anuais, sugestões que, até o momento, foram mantidas pelo relator Arthur Lira.


Brasília (DF), 16/07/2025  - A comissão especial da Câmara dos Deputados criada para analisar o projeto que altera a legislação do Imposto de Renda (PL 1087/25), durante reunião que votou o parecer do relator, deputado Arthur Lira (PP-AL).  Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Brasília (DF), 16/07/2025  - A comissão especial da Câmara dos Deputados criada para analisar o projeto que altera a legislação do Imposto de Renda (PL 1087/25), durante reunião que votou o parecer do relator, deputado Arthur Lira (PP-AL).  Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Segundo o deputado Arthur Lira, parecer sobre projeto que isenta de IR quem ganha até R$ 5 mil é resultado de acordo entre líderes – Foto: Lula Marques/Arquivo/Agência Brasil

Segundo Lira, seu relatório é fruto de acordo entre os líderes. “O texto não é de um relator, mas fruto de convergência baseada no diálogo e trabalho, para garantir mais justiça tributária. Um passo essencial para o Brasil”, disse o deputado em uma rede social.

Renan Calheiros ainda alertou que líderes da Câmara estariam tentando adiar a isenção para janeiro de 2027, “com o argumento de que, se valesse em janeiro de 2026, isso teria, sem dúvida nenhuma, uma conotação política eleitoral e influiria no resultado das eleições, como se a isenção de quem ganha até R$ 5 mil por mês pudesse esperar dois anos para entrar em vigor”.

O senador alagoano acrescentou que o projeto inova, em relação ao do governo, por criar um programa de regularização tributária para contribuintes com dívidas com o IR que tenham renda de até R$ 7.350.

Fonte: Agência Brasil

Festival Revelando SP começa com cultura produzida fora das capitais

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Com mais de 200 participantes de 114 municípios paulistas e tendo como mote a cultura produzida fora do eixo das capitais, começou hoje (25) mais uma etapa do festival Revelando SP. O evento segue até domingo (28).

A programação conta com artistas e grupos que representam a cultura tradicional, como Trio Parada Dura, Adriana Farias, Barra da Saia, Almir Sater e Siba com a Orquestra de Frevo do Capibaribe, entre outros.

“Para construir um futuro precisamos entender um pouquinho daquilo que é mais tradicional. (…) A importância do Revelando é que a pessoa que mora na capital de São Paulo poderá conhecer a vida daqueles que estão em outras regiões do nosso estado e das suas histórias, para que essas tradições sejam transmitidas em cada geração e que a gente consiga fortalecer a nossa cultura tradicional”, explica Marcelo Assis, secretário-executivo da Cultura de São Paulo.

No artesanato, 105 estandes apresentam criações de diversas cidades. Alguns estandes expõem artigos religiosos, outros representam grupos, como o artesanato indígena dos Pankararu, de Guarulhos.

Arte e estética

Simone Pankararu, por exemplo, vai exibir acessórios que sua família cria por muitas gerações. Para além da estética, a arte de Simone serve simbolicamente para a proteção.

“Tem o olho de pombo, o olho de cabra e o capiá, que muitos conhecem como Lágrimas de Nossa Senhora. Todas essas sementes são usadas para proteção. A gente também trabalha com o grafismo, que remete coisas da natureza, como o jabuti, que representa na nossa cultura, força, resistência e luta,” assegura Simone.

Outros destaques da programação são: a culinária, com 71 estandes de comida caipira, doces e bebidas alcoólicas; manifestações culturais; oficinas promovidas pelo Museu de Arte Sacra de São Paulo; e as experiências imersivas do espaço Experimenta!

O Festival Revelando SP é realizado na Avenida Nadir Dias Figueiredo, no bairro Vila Guilherme, zona norte de São Paulo. A entrada é gratuita.

A promoção é da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativa do Estado de São Paulo.

*Estagiário sob supervisão de Eduardo Luiz Correia

Fonte: Agência Brasil

Barroso diz que STF cumpriu dever de preservar o Estado de direito

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, disse nesta quinta-feira (25) que a Corte cumpriu seu dever de manter o Estado de direito no país. 

A declaração foi feita durante a última sessão do ministro à frente do STF. Na próxima semana, Barroso completará mandato de dois anos e será sucedido pelo ministro Edson Fachin no comando da Corte

“Apesar do custo pessoal de seus ministros e o desgaste de decidir as questões mais divisíveis da sociedade brasileira, O STF cumpriu bem o seu papel de preservar o Estado de direito e de promover dos direitos fundamentais”, afirmou. 

Sobre o protagonismo do Supremo, Barroso disse que, devido ao “mundo polarizado”, o Congresso não consegue votar as questões necessárias para o país, e a tarefa fica para a Corte. 

“Há complexidades nesse modelo que reserva para o STF esse papel, porém, cabe enfatizar que esse é o arranjo institucional que nos proporcionou 37 anos de democracia e estabilidade institucional. Nesse período não houve desaparecidos [políticos], ninguém foi torturado, aposentado compulsoriamente e todos os meios de comunicação se manifestam livremente”, completou. 

Na próxima segunda-feira (29), os ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes tomarão posse nos cargos de presidente e vice-presidente, respectivamente. Fachin sucederá a Barroso, que completará mandato de dois anos no cargo. 

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Perfil

Indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff, Edson Fachin tomou posse no Supremo em junho de 2015. O ministro nasceu em Rondinha (RS), mas fez carreira jurídica no Paraná, onde se formou em direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

No STF, foi relator das investigações da Operação Lava Jato, do processo sobre o marco temporal para demarcações de terras indígenas e do caso que ficou conhecido como ADPF das Favelas, ação na qual foram adotadas diversas medidas para diminuir a letalidade policial durante operações contra o tráfico de drogas no Rio de Janeiro. 

Relator das ações penais da trama golpista, Alexandre de Moraes é formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). O ministro foi empossado no cargo em março de 2017. Ele foi indicado pelo ex-presidente Michel Temer para suceder o ministro Teori Zavascki, falecido em um acidente de avião naquele ano.

Antes de chegar ao STF, Moraes também ocupou diversos cargos no governo de São Paulo, onde foi secretário de Segurança Pública e de Transportes. Ele também foi ministro da Justiça no governo Temer.

 

Fonte: Agência Brasil

Rossi brilha nos pênaltis e garante classificação do Flamengo

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Mesmo com uma atuação pouco inspirada, que culminou com uma derrota de 1 a 0 para o Estudiantes (Argentina) no tempo regulamentar, o Flamengo contou com o brilho do goleiro Rossi para triunfar pelo placar de 4 a 2 na cobrança de pênaltis, na noite desta quinta-feira (25) no estádio Jorge Luis Hirschi, em Buenos Aires, e garantir a classificação para as semifinais da Copa Libertadores da América.

Agora o Rubro-Negro encontra o Racing (Argentina) nas semifinais da competição.

Com a bola rolando o Flamengo não conseguiu colocar em prática a proposta de jogo de controle das ações por meio do toque de bola. Desta forma, permitiu que o time argentino, que precisava da vitória no tempo regulamentar para continuar vivo na competição, apostasse nos lançamentos para o centroavante Carrillo, que ganhava a maior parte das disputas pelo alto contra a defesa rubro-negra.

Além disso, a equipe do técnico Filipe Luís executava uma marcação frouxa no meio de campo, o que dava espaços para a aproximação dos jogadores adversários.

E a pouca aplicação do Flamengo acabou sendo punida aos 46 minutos do primeiro tempo, quando Nuñez cruzou na área e a bola sobrou para Benedetti, que acertou uma bomba de primeira que morreu no fundo do gol defendido por Rossi.

Na etapa final o time da Gávea ofereceu ainda mais espaços para o Estudiantes, e quase foi desclassificado aos 27 minutos, quando o goleiro Muslera lançou Carrillo, que escorou de cabeça para Benedetti, que ficou livre para avançar e bater por cobertura para vencer o goleiro Rossi. Mas o lance foi invalidado pelo juiz, que, com auxílio do VAR (árbitro de vídeo), confirmou a posição irregular do lateral do time argentino.

Como o placar perdurou até o apito final, a vaga teve que ser definida nas penalidades máximas. E nas cobranças de pênaltis o goleiro Rossi foi decisivo, defendendo os chutes de Ascacíbar e de Benedetti para garantir a vitória por 4 a 2.

Queda do São Paulo

Quem se despediu da competição continental foi o São Paulo. Mesmo contanto com o apoio de um Morumbis lotado, a equipe comandada pelo técnico argentino Hernán Crespo foi derrotada pelo placar de 1 a 0 pela LDU (Equador).

Precisando de gols após ser derrotado por 2 a 0 na partida de ida das quartas de final, o São Paulo se lançou ao ataque desde os primeiros movimentos da partida. Mas esbarrou nas boas defesas do goleiro adversário. E aos 40 minutos do primeiro tempo a situação se complicou de vez, quando a LDU encaixou rápido contra-ataque que culminou em finalização de Medina para o fundo do gol defendido por Rafael.

Na etapa final o Tricolor continuou tentando na base da vontade, mas se desorganizou e não conseguiu vencer o goleiro Gonzalo Valle. Desta forma a LDU será o adversário do Palmeiras nas semifinais.



Fonte: Agência Brasil