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Saiba de que países vem o investimento direto no Brasil; EUA lideram

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País que implementou em agosto o tarifaço de até 50% contra exportações brasileiras, os Estados Unidos são a origem da maior fatia dos investimentos diretos que chegam ao Brasil.

A constatação está no censo de capitais estrangeiros do Banco Central (BC), divulgado nesta sexta-feira (26), em Brasília.

O levantamento aponta que, em 2024, o Brasil atingiu estoque de US$ 1,141 trilhão em investimento estrangeiro direto no país, o que representa 46,6% do Produto Interno Bruto (PIB), conjunto de bens e serviços produzidos no país. O percentual é o maior já registrado.

Ao analisar o investimento estrangeiro, o BC divide esse montante em duas partes:

  • US$ 884,8 bilhões são participação no capital social de quase 19 mil empresas, ou seja, sócios;
  • US$ 256,4 bilhões são operações intercompanhia, isto é, empréstimos entre empresas.

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Países

O censo do BC identifica de quais países vieram os US$ 884,8 bilhões que fazem parte do capital social de empresas aqui no Brasil. A lista é liderada pelos Estados Unidos, com US$ 244,7 bilhões, isto é, 28% do total.

Veja os principais países:

  1. Estados Unidos: US$ 244,7 bi (28% do total)
  2. Países Baixos: US$ 145,5 bi (16%)
  3. Luxemburgo: US$ 79,2 bi (9%)
  4. França: US$ 63,3 bi (7%)
  5. Espanha: US$ 61,0 bi (7%)
  6. Reino Unido: US$ 31,0 bi (4%)
  7. Japão: US$ 27,8 bi (3%)
  8. Alemanha: US$ 21,9 bi (2%)
  9. Canadá: US$ 21,1 bi (2%)
  10. Ilhas Cayman: US$ 20,7 bi (2%)

Paraísos fiscais

O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, explica que essa lista considera o local de origem do “investidor imediato”, isto é, de onde saíram os recursos.

“Na verdade, é o país onde está a empresa que é imediatamente dona da empresa daqui”.

Ele contextualiza que, em alguns casos, a empresa estrangeira tem origem em um outro país, mas mantém sede em um terceiro, por questão tributária.

“São os chamados paraísos fiscais, lugares [para] onde as empresas mandam seus recursos, centralizam sua operação financeira lá, porque pagam menos impostos, e de lá vem para o Brasil”, detalha.

Segundo ele, é por isso que Luxemburgo e Ilhas Cayman, no Mar do Caribe, aparecem na lista.

Ao considerar o país controlador do investimento estrangeiro, o que desconsidera se havia subsidiárias ou paraísos fiscais pelo caminho, a lista do BC apresenta:

  1. Estados Unidos: US$ 232,8 bi (26% do total)
  2. França: US$ 69,3 bi (8%)
  3. Uruguai: US$ 58,4 bi (7%)
  4. Espanha: US$ 50,0 bi (6%)
  5. Países Baixos: US$ 48,6 bi (5%)

Setores

O Banco Central mapeou os setores da economia que mais atraem investimento estrangeiro direto. Os serviços lideram a atração, com 59% do total, à frente da indústria (29%) e da agropecuária e extrativismo mineral (12%)

Ao se analisar dentro desses setores, as atividades campeãs de atração de capital do exterior são:

  1. Serviços financeiros e atividades auxiliares: 22%
  2. Extração de petróleo e gás natural: 8%
  3. Comércio, exceto veículos: 7%
  4. Eletricidade, gás e outras utilidades: 5%
  5. Produtos químicos: 4%
  6. Veículos automotores, reboques e carrocerias: 4%

O censo do BC também aponta para qual atividade cada país direciona o investimento direto. No caso dos Estados Unidos como controlador final, 25% vão para a indústria de transformação (transforma matéria-prima em um produto final ou intermediário, que vai ser novamente modificado por outra indústria) e 22% para atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados.

Fonte: Agência Brasil

Fundo Rio Doce repassa R$ 1,6 bilhão para saúde em Minas e ES

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O governo federal anunciou, nesta sexta-feira (26), R$ 1,6 bilhão em investimentos para a construção de 104 serviços de saúde em 48 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo, conectados ao Novo Acordo do Rio Doce. Os recursos são do Fundo Rio Doce, constituído por repasses das mineradoras responsáveis pela barragem de Fundão, em Mariana (MG), que se rompeu em 5 de novembro de 2015.

O novo acordo, assinado em outubro do ano passado, assegurou R$ 100 bilhões em novos recursos, que devem ser pagos em até 20 anos pelas empresas ao Poder Público, para serem aplicados em diversas ações de reparação à população e ao meio ambiente. A União ficou responsável por aplicar R$ 49,08 bilhões repassados ao fundo gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lembrou as dificuldades em fechar um acordo que atendesse todas as reivindicações da população da região. O primeiro acordo para indenizar as vítimas foi assinado em 2016, mas sabia-se que uma repactuação seria necessária diante da dimensão da tragédia.

De acordo com Lula, a União fez o acordo que era possível. 

“Fazia praticamente 8 anos, quando nós chegamos na Presidência da República, que o povo estava sendo enganado, e o povo tinha perdido um pouco a fé e a esperança de que as coisas fossem acontecer. E também porque tinha gente prometendo coisas que não existiam”, lembrou.

“Mas a gente, quando aprende a negociar e tem responsabilidade, tem hora que tem que decidir, tem hora que você tem que escolher. Ou eu fico com o passarinho que eu estou na mão, ou tento pegar dois e fico sem nenhum. E nós entendíamos que o acordo, se não um acordo extraordinário do ponto de vista do merecimento de vocês [vítimas], era um acordo excepcional, porque foi um acordo feito com muitas brigas e muitas reuniões e muitas contestações”, disse Lula.

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Sob responsabilidade da União, por exemplo, na área da saúde serão investidos quase R$ 12 bilhões. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, R$ 3,6 bilhões serão executados nos próximos anos e R$ 9 bilhões ficarão no fundo para obter rendimentos para serem usados em custeio.

“Na saúde, construir um prédio, um hospital, uma unidade de saúde é muito bom, mas o difícil mesmo é contratar os profissionais, os insumos, os medicamentos, o chamado custeio permanente. E esses R$ 9 bilhões são um cheque permanente para as gerações atuais e gerações futuras, para dizer que não vai faltar recursos para colocar o hospital em funcionamento de forma permanente, para contratar profissionais, é uma garantia para o futuro”, afirmou.

“O senhor [presidente Lula] tirou a Renova do plano e, na saúde, colocou o SUS do nosso país, pactuado com estados e municípios e com o controle social”, lembrou Padilha. 

Com o novo acordo, houve a extinção da Fundação Renova, entidade criada em 2016 para gerir o processo reparatório, mas que era alvo de diversas críticas devido à falta de solução para os problemas. O passivo de processos acumulados no Judiciário brasileiro, entre ações coletivas e individuais, envolvendo a tragédia chegou a 85 mil.

A tragédia humana e ambiental de Mariana ocorreu com o rompimento da barragem de rejeitos de mineração administrada pela Samarco, empresa controlada pelas mineradoras Vale, brasileira, e BHP Billiton, anglo-australiana. O distrito de Bento Rodrigues foi totalmente destruído pela lama. Morreram 19 pessoas, três estão desaparecidas até hoje e 600 pessoas ficaram desabrigadas.

Aproximadamente 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos tóxicos foram despejados no meio ambiente, atingindo 49 municípios em Minas Gerais e no Espírito Santo. A lama percorreu 663 quilômetros pela Bacia do Rio Doce, até atingir o mar do litoral capixaba.


Brasília (DF), 26/09/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de posse do Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Norte Capixaba (CFPS Rio Doce), e anúncios relacionados à área da saúde no âmbito do Novo Acordo do Rio Doce. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 26/09/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de posse do Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Norte Capixaba (CFPS Rio Doce), e anúncios relacionados à área da saúde no âmbito do Novo Acordo do Rio Doce. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Participação social

Durante o evento, a Secretaria-Geral da Presidência também deu posse aos membros do Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Norte Capixaba (CFPS Rio Doce). O colegiado, composto por 36 membros, será responsável por fazer o controle social das obrigações da União provenientes do acordo judicial para reparação relativa ao rompimento da barragem e definir os critérios de alocação dos recursos do Fundo de Participação Social.

Esse fundo tem R$ 5 bilhões assegurados para as demandas das comunidades atingidas, utilizados em ações de economia popular e solidária; segurança alimentar e nutricional; educação popular; tecnologias sociais e ambientais; promoção do esporte e lazer; culturas e mídias locais; e defesa da terra e do território.

Lula destacou a importância do controle das ações a serem desenvolvidas. 

“Agora somos nós, governo, e vocês, moradores da região, que estamos tomando conta dos recursos, e nós precisamos aplicá-lo da melhor forma possível, sem permitir que haja qualquer desvio ou qualquer atraso desse dinheiro”, afirmou.

Até agosto, o governo recebeu, por meio de edital, inscrições de movimentos sociais e organizações da sociedade civil com reconhecida atuação junto às populações atingidas. Foram selecionadas quatro organizações para a condição de membros titulares e quatro para a condição de membros suplentes, divididas igualmente entre entidades de Minas Gerais e Espírito Santo. Elas terão mandato de 2 anos.

As entidades selecionadas foram:

  • Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB-MG)
  • Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
  • Fórum Permanente em Defesa da Bacia do Rio Doce
  • Instituto Terra Associação dos Pescadores de Jacaraípe
  • Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Espírito Santo (FETAES)
  • Mitra Diocesana de Colatina
  • Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB-ES)

Também foram selecionados 25 representantes da sociedade civil, entre titulares e suplentes dos territórios da Bacia do Rio Doce e Litoral Norte Capixaba e membros de comunidades quilombolas e de povos tradicionais. O conselho também será composto por 18 representantes dos ministérios com responsabilidade direta. As reuniões serão presenciais e ocorrerão nos próprios territórios. 

A portaria de instalação com a lista de membros foi publicada nesta quinta-feira (25) no Diário Oficial da União.

O representante do Movimento dos Atingidos por Barragem Heider Boza destacou a responsabilidade do grupo com o plano de recuperação, desenvolvimento e reparação da Bacia do Rio Doce. 

“Nós criticamos de maneira muito forte o processo anterior, que era conduzido pelas empresas, pela Fundação Renova, que não deu certo. E agora, mesmo com os limites que nós temos, todos juntos, a sociedade civil, os atingidos, o governo, o desafio de fazer dá certo”, disse.

“A gente tem que fazer os projetos chegar nas comunidades, chegar de uma maneira que o atingido consiga acessar dentro do que é a sua realidade, fortalecer as organizações sociais, fortalecer a soberania brasileira e se preocupar não só com números, com resultados que a gente vê no papel, mas com a realidade”, acrescentou.

Ações

Do R$ 1,6 bilhão destinado para ações de saúde, R$ 825,7 milhões irão para 38 municípios de Minas Gerais e dez do Espírito Santo, a partir de Plano de Ação em Saúde elaborado pelos próprios gestores locais. Desse valor, R$ 562,6 milhões serão repassados ainda neste ano e R$ 263 milhões, em 2026.

Estão previstas 51 unidades Básica de Saúde (UBS) em 37 municípios; 34 centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em 34 municípios; oito policlínicas em sete municípios; e 11 unidades de Pronto Atendimento (UPA) em 11 municípios.

Outros R$ 745 milhões serão aplicados diretamente pelo Ministério da Saúde na construção de hospitais, unidades de saúde e odontológicas móveis, além da compra de veículos e ambulâncias. Com esses recursos também serão construídas três unidades de referência no atendimento de pessoas expostas a substâncias tóxicas e uma unidade para monitoramento da qualidade da água e resposta a riscos relacionados ao consumo.

Fonte: Agência Brasil

Iniciativa cria cátedra e programa de mídia pública na América Latina

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Foi lançada nesta quinta-feira (25) a Cátedra Latino-Americana de Mídias Públicas, projeto acadêmico voltado à pesquisa e ao fortalecimento da comunicação pública na região. Trata-se de uma iniciativa da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires (UBA) e da Associação de TVs Públicas e Culturais da América Latina (TAL), da qual a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) faz parte.

O evento online também marcou a criação do Diploma em Mídias Públicas na América Latina, programa de formação voltado a profissionais, gestores e estudantes interessados em políticas de comunicação. É a primeira ação prática da cátedra, que funcionará como espaço de reflexão e pesquisa sobre o tema.

A cerimônia de lançamento reuniu representantes de universidades, centros de pesquisa e veículos públicos de diversos países. O diretor-geral da EBC, Bráulio Ribeiro, ressaltou a importância da iniciativa, que recupera uma tradição de debates e integração política na comunicação pública.

“Esta iniciativa é vital não apenas para os veículos públicos em si, mas também para o nosso futuro, com base na democracia e no respeito à ciência. Que nossas sociedades possam, portanto, compartilhar de um futuro em que o bem comum seja a base de uma nova ordem mundial”, acrescentou Ribeiro.

O diretor executivo da TAL, Nicolás Schonfeld, ressaltou que a iniciativa será “um espaço de legitimação acadêmica do trabalho realizado no dia a dia dos meios públicos na América Latina”. Ele destacou o caráter coletivo da construção e a diversidade de instituições participantes.

Diploma em Mídias Públicas

O curso Diploma em Mídias Públicas na América Latina será vinculado à Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires. Jésica Tritten, docente universitária e produtora de televisões públicas responsável por iniciativas importantes na Argentina, apresentou a estrutura do curso e destacou a importância de discutir o tema a partir de uma vivência regional.

“Nos últimos anos, temos construído práticas e debates teóricos e políticos situados [regionalmente]. Dessa perspectiva, é necessário atualizar as discussões e aperfeiçoar as definições sobre os meios públicos latino-americanos”, afirmou.

A formação tem início previsto para março de 2026 e duração até julho do mesmo ano. O curso é voltado para profissionais e gestores de emissoras públicas, estudantes, pesquisadores e demais interessados no tema. As inscrições serão abertas em breve, e mais informações podem ser consultadas neste link.

O gerente de Projetos e Conteúdos Regionais da EBC, Adriano de Angelis, integra o comitê acadêmico. O programa oferece um olhar crítico, latino-americano e contemporâneo sobre o ecossistema das mídias públicas, abordando desafios como soberania cultural, construção da cidadania e democracia, capitalismo de plataformas e inovação na produção audiovisual.

A formação será totalmente virtual e organizada em cinco módulos temáticos. As aulas semanais contam com docentes titulares e convidados de diversos países da América Latina. As aulas serão ministradas em português e espanhol.

De acordo com a ementa, “os diplomados estarão preparados para pesquisar sistemas e modelos comunicacionais públicos, assessorar processos de gestão, planejar e avaliar mídias públicas e realizar diagnósticos comunicacionais em mídias de massa, grupos e instituições culturais”.

Fonte: Agência Brasil

Mendonça vota para manter prisão de suspeitos por fraude no INSS

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (26) para manter as prisões dos empresários Antonio Carlos Camilo Antunes (foto), conhecido como Careca do INSS, e Maurício Camisotti. 

O voto foi proferido no julgamento virtual da Segunda Turma da Corte. O colegiado vai decidir se referenda a decisão individual do ministro que determinou as prisões no dia 12 de setembro

Os acusados são investigados pela Polícia Federal no inquérito que apura os descontos indevidos de mensalidades associativas nos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito na quinta-feira (25), Antunes afirmou que é inocente e entregará documentos à PF que comprovem isso.

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Ao determinar as prisões, Mendonça disse que as medidas são necessárias para garantir o andamento da investigação. 

“As investigações da Operação Sem Desconto apontam, neste momento, para a existência de uma complexa estrutura criminosa, com dezenas de operadores em diferentes níveis, orientada ao contínuo desencaminho de recursos previdenciários destinados a aposentados e pensionistas, com prejuízos a milhares de pessoas”, disse o ministro. 

O julgamento virtual prossegue até a próxima sexta-feira (3). Faltam os votos dos ministros Dias Toffoli, Nunes Marques e Edson Fachin. Gilmar Mendes se declarou impedido para julgar o caso. 

Fonte: Agência Brasil

Mundial de natação paralímpica: Brasil mira top-5 no último dia

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O Campeonato Mundial de Natação Paralímpica, disputado em Singapura, chega ao fim neste sábado (27). O Brasil aparece no sexto lugar do quadro de medalhas, considerando o número de ouros, mas ainda pode encerrar a competição entre os cinco primeiros, como nas últimas duas edições.

A natação brasileira foi ao pódio 36 vezes, menos somente que Ucrânia (44) e Itália (40). São 12 ouros, 15 pratas e nove bronzes. O quadro tem a China como líder, com 16 ouros, seguida por italianos (15), ucranianos (14 e 14 pratas), estadunidenses (14 e seis pratas) e britânicos (13).

A delegação da Rússia, que compete como “Atletas Paralímpicos Neutros”, conquistou 51 medalhas, sendo 18 douradas, mas não consta no quadro – onde estaria na liderança. A federação do país está suspensa pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês) devido à guerra com a Ucrânia.

O último dia do Mundial tem 11 brasileiros em nove provas. As finais iniciam às 6h59 (horário de Brasília) de sábado, com os 400 metros (m) livre da classe S11 (cego total), que podem ter Matheus Rheine, caso avance na eliminatória desta sexta-feira (26), às 22h24 – ele foi bronze nessa prova na Paralimpíada do Rio de Janeiro, em 2016.

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A única atleta já garantida na final é Mayara Petzold, nos 50 m borboleta da classe S6 (deficiências físico-motoras de grau intermediário). Nos Jogos de Paris, na França, em 2024, Mayara ficou com o bronze. Confira, abaixo, os horários das disputas por medalha deste sábado.

6h59 – 400m livre S11 – Matheus Rheine (se avançar)

7h29 – 50m borboleta S6 – Mayara Petzold (final direta)

7h33 – 50m borboleta S6 – Gabriel Melone (se avançar)

7h37 – 50m livre S9 – Mariana Gesteira (se avançar)

7h56 – 100m livre S5 – Alessandra Oliveira (se avançar)

8h01 – 100m livre S5 – Samuel Oliveira (se avançar)

8h07 – 200m livre S4 – Lídia Cruz e Patrícia Pereira (se avançarem)

9h15 – 100m borboleta S14 – Ana Karolina Soares (se avançar)

9h20 – 100m borboleta S14 – Arthur Xavier e Gabriel Bandeira (se avançarem)

A melhor campanha do Brasil em mundiais paralímpicos de natação foi em 2022, na Ilha da Madeira, em Portugal, quando a delegação conquistou 53 medalhas, sendo 19 de ouro, ficando no terceiro lugar do quadro – a China não enviou atletas para aquela edição. Em 2023, com presença dos chineses, o país ficou na quarta posição, alcançando 46 pódios e ficando 16 vezes no topo.

Nesta sexta-feira (26), o país teve aproveitamento quase perfeito, com 11 dos 12 nadadores que disputaram finais conquistando pódios. Foram cinco medalhas: três individuais (dois ouros e uma prata) e duas (ambas de prata) em revezamentos. Destaque para o terceiro ouro de Gabriel Araújo em Singapura, agora nos 50 m costas da classe S2 (deficiências físico-motoras severas); e para Mariana Gesteira, que venceu os 100 m costas da classe S9 (comprometimento motor de grau moderado).

“Em 2020, eu me mudei para Juiz de Fora [MG], cidade do Fábio [Antunes, treinador], onde moro atualmente para ter uma rotina de treino, uma disciplina. Ele montou uma rotina, uma equipe multidisciplinar para isso. Boa parte dela está comigo até hoje. Isso é importante. É um trabalho coletivo e que vem dando certo”, celebrou Gabrielzinho, em depoimento ao site do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

“Já estava com o melhor tempo do mundo esse ano, tinha uma responsabilidade. Foi a prova que eu mais treinei. Tinha uma pressão e eu senti um pouco. Senti uma sensação boa durante a prova. Eu tenho muito essa coisa de percepção e hoje acordei olhando para o dia e sentindo que era o meu dia. E, graças a Deus, foi”, destacou Mariana, também à página do CPB.

Nos 50 m costas da classe S1, que reúne os atletas com deficiências motoras mais severas, José Ronaldo levou a prata. Mesma cor de medalha dos revezamentos 4×100 m medley da classe S14 (deficiência intelectual), que reuniu Arthur Xavier, Ana Karolina Soares, Beatriz Flausino e Gabriel Bandeira; e 4×100 m livre para nadadores cegos e com baixa visão, na qual o Brasil foi representado por Carol Santiago, Lucilene Sousa, Douglas Matera e Matheus Rheine.

Fonte: Agência Brasil

“Não basta ocupar espaços, precisamos transformá-los”, diz Doutora Jane em solenidade sobre liderança feminina

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Para homenagear e dar visibilidade a mulheres que têm transformado a realidade do Distrito Federal, a Câmara Legislativa realizou, nesta sexta-feira (26), solenidade que debateu a representatividade feminina nos espaços de decisão. A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher (CDDM), deputada Doutora Jane (Republicanos), dirigiu a reunião e falou sobre os desafios e sacrifícios enfrentados por mulheres em cargos de comando.

Para a deputada, uma das místicas socialmente difundidas que precisa ser combatida é a de que mulheres rivalizam entre si, em especial quanto precisam atingir espaços de poder. A parlamentar argumenta no sentido contrário: “Há muito tempo, estamos mudando essa cultura. Uma mulher empodera outra, no sentido de se ver representada. Precisamos desse sentimento, o da representatividade”, defendeu.

A secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, classifica a educação como essencial para a mudança de paradigma e para quebrar preconceitos contra mulheres enraizados socialmente. Ela elencou iniciativas públicas de conscientização sobre a defesa dos direitos das mulheres, como o “Maria da Penha vai à escola”, focado em prevenir e coibir a violência contra a mulher; e o “Mulheres Mil”, que busca a promoção da equidade, igualdade entre sexos, combate à violência contra mulher e acesso à educação, como exemplos de sucesso.

“Acredito que a educação é a semente que transforma destinos. Descobri que liderar é também abrir caminhos para que outras mulheres sigam com confiança e coragem. Celebrar a presença feminina em posição de liderança é celebrar vidas que ousaram desafiar limites e derrubar barreiras que ainda persistem”, declarou a secretária.

 

Rinaldo Morelli/ Agência CLDF

Representatividade

Doutora Jane apresentou dados que reforçam a necessidade da busca por uma justa representatividade nos espaços de decisão. Segundo ela, apesar de representarem mais da metade da força de trabalho no Brasil, as mulheres ocupam apenas 32% dos cargos de gestão no país. No serviço público federal, esse número cai para 25% nos postos de alta liderança. No Distrito Federal, embora sejam 67,21% do quadro de servidores, mulheres ocupam 58,2% das funções comissionadas e gratificadas, o que revela que ainda enfrentam barreiras para alcançar posições de comando.

“Embora estejamos presentes em números expressivos, ainda não alcançamos igualdade real nos espaços de decisão. Barreiras históricas e culturais persistem, e precisam ser superadas. Queremos mais oportunidade, visibilidade e reconhecimento. Não basta ocupar espaços, precisamos transformá-los”, defende a distrital.

Outro dado histórico que demonstra a discrepância entre a representatividade feminina e a masculina foi apresentado pela diretora executiva do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Nilce Costa: apenas uma mulher foi nomeada ministra da educação desde a fundação do MEC, em 1930. “Nós precisamos mudar essa história”, defendeu.

 

Rinaldo Morelli/ Agência CLDF

Os papeis domésticos ainda exercidos majoritariamente por mulheres, como o cuidado com os filhos e com a casa, intensificam o desafio na conquista de postos de liderança, uma vez que elas acumulam suas funções sociais com as da família na maioria das vezes. Essa é a avaliação da representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Lenda Tariana Neves. Para ela, é essencial que a mulher tenha um “compromisso com a liderança” para conseguir conciliar com sucesso as funções exigidas pelo trabalho com as necessidades familiares.

“A gente lutou para ter espaço no mercado de trabalho, mas não deixamos de carregar nossos fardos. Quantas de nós não chegamos em casa e ainda vamos cuidar dos nossos filhos e a fazeres da casa? Mulheres com seus filhos em seus braços não são menos profissionais que qualquer outra pessoa”, defendeu.

Coordenadora do 1º Núcleo de Mediação e Conciliação do Tribunal de Justiça do DF e Territórios, a magistrada Cristiane Nascimento classifica como “malabarista social” a mulher que se divide entre as múltiplas exigências em casa e fora dela. “Equilibramos trabalho e casa, decisões públicas e afetos privados, pressões institucionais e cuidados íntimos. Liderança exige integralidade”, afirmou.

A solenidade foi marcada pela entrega de moções de louvor às presentes na cerimônia em reconhecimento pelos esforços em pro dos direitos das mulheres. A cerimônia pode ser assistida na íntegra pelo Youtube da CLDF.

Fonte: Agência CLDF

Delegações deixam cadeiras vazias durante discurso de Netanyahu na ONU

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Delegações de diversos países – dentre elas a brasileira – deixaram, ao mesmo tempo, o plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta sexta-feira (26) no momento em que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, subiu ao parlatório para discursar.

O protesto foi combinado previamente entre as delegações, em crítica aos ataques israelenses contra a Faixa de Gaza, que já duram quase dois anos e já fizeram mais de 60 mil vítimas. 

Ordem na sala

Quando Netanyahu iniciou seu discurso, os delegados foram chamados à ordem: “Ordem na sala, por favor!”, pediu o mestre de cerimônia.

Diante de uma sala praticamente vazia, um momento histórico nas Nações Unidas, Benjamin Netanyahu afirmou que os inimigos de Israel são os inimigos de todo o mundo, inclusive de seu maior parceiro, os Estados Unidos.

“Odeiam a todos nós da mesma forma. Eles querem arrastar o mundo moderno para o fanatismo”.
 

Lula na ONU

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva já classificou esses ataques como genocida em diversas oportunidades, inclusive durante seu discurso na abertura da 80ª Assembleia Geral, na terça-feira (23).

“Os atentados terroristas perpetrados pelo Hamas são indefensáveis sob qualquer ângulo. Mas nada, absolutamente nada, justifica o genocídio em curso em Gaza. Ali, sob toneladas de escombros, estão enterradas dezenas de milhares de mulheres e crianças inocentes. Ali também estão sepultados o direito internacional humanitário e o mito da superioridade ética do Ocidente”, disse Lula na ocasião. 

Contatado pela Agência Brasil, o Ministério das Relações Exteriores informou que não fará “manifestações adicionais” sobre o ocorrido.

Matéria atualizada às 13h41



Fonte: Agência Brasil

País tem déficit de US$ 4,7 bi nas contas externas em agosto; entenda

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No mês de agosto, as contas externas do país apresentaram déficit de US$ 4,7 bilhões. Apesar de ser número no terreno negativo, o resultado é positivo em relação ao déficit de US$ 7,2 bilhões do mesmo mês do ano passado.

Os dados constam no boletim Estatísticas do Setor Externo, divulgado nesta sexta-feira (26) pelo Banco Central (BC), em Brasília.

O levantamento aponta que, no período de 12 meses terminado em agosto, o déficit é de US$ 76,2 bilhões, o que representa 3,51% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país). Em julho, o indicador estava em US$ 78,7 bilhões (3,66% do PIB). Já em agosto de 2024, o saldo negativo atingia US$ 43,6 bilhões (1,95% do PIB).

No acumulado de 2025, o déficit é de US$ 46,8 bilhões, o maior para esse período de oito meses desde 2015 (US$ 51,6 bilhões).

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Entenda os números

As contas externas são um indicador que mede a relação de troca do Brasil com os demais países. O saldo é calculado por meio do resultado de outros indicadores, como:

  • balança comercial (saldo entre exportações e importações)
  • balança de serviços (gastos com transportes, viagens, seguros, aluguel de equipamentos, propriedade intelectual e telecomunicações)
  • renda primária (pagamentos de salários, remessa de juros, lucros e dividendos)
  • renda secundária (transferências entre pessoas)

Conta externa com saldo negativo significa que o país envia mais dinheiro para o exterior do que recebe. Esse movimento a longo prazo pode causar desvalorização da moeda nacional e fazer o governo ter mais necessidade de se endividar em moeda estrangeira.

Balança comercial com tarifaço

Os resultados das balanças comercial e de serviços são os principais fatores que explicam o déficit menor das contas externas brasileiras em agosto ante o mesmo mês do ano passado.

Em agosto de 2025, a balança comercial contribuiu positivamente com saldo de US$ 5,5 bilhões. O valor no campo positivo é resultado de crescimento nas vendas para o exterior (US$ 30,0 bilhões, alta de 3,8%) e diminuição nas importações (US$ 24,5 bilhões, caíram 2,6%). Para efeito de comparação, no mesmo mês de 2024 o saldo da balança comercial tinha sido de US$ 3,7 bilhões.

Agosto foi o primeiro mês com efeito do tarifaço americano imposto às exportações brasileiras, que aplica taxas de até 50% em parte dos produtos enviados.

De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, a alta das exportações mesmo com o tarifaço em agosto pode ser explicada por busca de novos mercados.

“É uma coisa interessante para ficar acompanhando, a gente pode ter novos mercados”, disse, ao citar casos da China e da Argentina.

Outros resultados

Na balança de serviços, houve déficit de US$ 4,2 bilhões em agosto, no entanto, o resultado foi 20,3% menor que o do mesmo mês de 2024.

O déficit em renda primária ficou em US$ 6,3 bilhões em agosto. Diferentemente do comércio e dos serviços, esse resultado representa alta de 6,4% na comparação interanual. Já a conta de renda secundária ficou positiva em US$ 397 milhões.

Alta no déficit acumulado

Ao explicar porque o déficit em conta corrente nos oito primeiros meses do ano saltou de US$ 36,7 bilhões em 2024 para US$ 46,8 bilhões em 2025, Fernando  Rocha apontou para a balança comercial, que continua no positivo, mas em menor patamar.

“A gente pode dizer que praticamente a totalidade dessa piora no déficit interno das transações correntes refletiu a redução do superávit comercial no período, caiu de US$ 48 bilhões para US$ 37,5 bilhões”.

O chefe do Departamento de Estatísticas assinala que esse comportamento da balança comercial é explicado por estabilidade das exportações (+0,3%) e alta de 6,1% das importações.

Investimentos estrangeiro

O Banco Central divulgou também informações sobre os investimentos diretos no país (IDP), isto é, dinheiro estrangeiro que entra no Brasil para compra e ampliação de empresas, por exemplo.

Em agosto, os investimentos apresentaram saldo positivo de US$ 8 bilhões, valor próximo ao registrado em agosto de 2024.

No acumulado de 12 meses, o montante é de US$ 69 bilhões (3,18% do PIB). Em agosto de 2024, esse saldo era de US$ 71,2 bilhões.

Colchão de segurança

As reservas internacionais somaram US$ 350,8 bilhões em agosto, expansão de US$ 5,7 bilhões em relação ao mês anterior. É o maior patamar desde novembro de 2024 (US$ 363 bilhões).

Conforme explica o BC, as reservas internacionais são ativos do Brasil em moeda estrangeira e funcionam como uma espécie de seguro, um colchão de segurança para o país fazer frente às suas obrigações no exterior e a choques de natureza externa, como saída em massa ou interrupção de entrada de dólar no país.

Fonte: Agência Brasil

Delegado Freitas vai relatar processo contra Eduardo Bolsonaro

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O deputado Delegado Marcelo Freitas (União Brasil-MG) será o relator do processo contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Ele foi designado, nesta sexta-feira (26), pelo presidente do órgão, Fabio Schiochet (União Brasil-SC), a partir de lista tríplice sorteada na última terça-feira (23), quando o processo foi instaurado.

Além de Freitas, constavam na lista a deputada Duda Salabert (PDT-MG) e o parlamenta Paulo Lemos (PSOL-AP).

A representação contra Eduardo Bolsonaro, por quebra de decoro parlamentar, foi apresentada pelo PT e pede a perda do mandato do deputado. Segundo o partido, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, tem utilizado sua estadia nos Estados Unidos para se dedicar “de forma reiterada a difamar instituições do Estado brasileiro”.

Na representação, o PT alega que Eduardo Bolsonaro tem atacado com “especial virulência” o STF e seus ministros, a quem tem publicamente chamado de “milicianos togados” e “ditadores”. O texto cita entrevista recente do deputado à CNN Brasil, na qual declarou textualmente que “sem anistia para Jair Bolsonaro, não haverá eleições em 2026”.

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Na avaliação do PT, a conduta constitui grave ameaça à ordem constitucional e à realização do processo eleitoral, “núcleo duro da soberania popular”. “A imunidade parlamentar não é um salvo-conduto para a prática de atos atentatórios à ordem institucional, tampouco um manto protetor para discursos de incitação à ruptura democrática”, afirma o PT na representação.

O colegiado terá o prazo regimental de 90 dias para concluir a avaliação do pedido.

Em março, Eduardo Bolsonaro pediu licença de 120 dias e fixou residência nos Estados Unidos. O prazo expirou em 21 de julho, mas o parlamentar não retornou ao Brasil e já acumula faltas não justificadas nas sessões plenárias. A Constituição prevê cassação dos deputados que faltarem a um terço das sessões ordinárias, salvo licença ou missão autorizada.

Para o PT, isso constitui “evidente descumprimento das normas regimentais”, de forma “deliberada, continuada e dolosa”.

Tramitam no Conselho de Ética outras três representações contra Eduardo Bolsonaro, duas do PT e uma do PSOL. Fabio Schiochet solicitou à Mesa Diretora da Casa para apensar os três pedidos para tramitar em conjunto. A solicitação foi feita no dia 9 de setembro e não há prazo regimental para a resposta da Mesa.

Fonte: Agência Brasil

Repórter da Agência Brasil é finalista do Prêmio Sebrae de Jornalismo

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A jornalista da Agência Brasil Mariana Tokarnia foi uma das finalistas da etapa estadual do 12º Prêmio Sebrae de Jornalismo, na categoria Texto, pelo Mato Grosso. A edição deste ano recebeu 143 trabalhos, o maior número de inscrições já registrado na região Centro-Oeste.

A reportagem Povo Rikbaktsa volta a extrair látex sem patrões e respeitando a mata, publicada na Agência Brasil em abril deste ano, levou Mariana à final da premiação.

“Essa reportagem foi fruto de uma viagem proporcionada pela Petrobras, que nos permitiu conhecer um projeto muito interessante, chamado Biodiverso, desenvolvido junto ao povo Rikbaktsa, no noroeste do Mato Grosso. Além de acompanhar a iniciativa, tivemos a oportunidade de passar um tempo nas aldeias, conversar com as lideranças e compreender os desafios que enfrentam. O mérito maior é deles, que compartilharam suas histórias”, explicou.

Ela também ressaltou o trabalho coletivo envolvido na produção.

“Esse resultado mostra o trabalho da nossa equipe, porque a gente não faz nada sozinho. O Fernando Frazão, responsável pelas fotos, e o Vinícius Lisboa, que fez a edição.  Premiações como essa ajudam a divulgar produções e a chegar aonde não conseguimos chegar. Agora, pode ser que mais pessoas tenham acesso ao que está acontecendo por lá”, completou.

Na categoria Texto, a vencedora foi a jornalista do G1 Mato Grosso Stephane Gomes.

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Sobre o Prêmio

O Prêmio Sebrae de Jornalismo (PSJ) reconhece profissionais que produzem reportagens e conteúdos jornalísticos sobre empreendedorismo e pequenos negócios em diferentes canais de imprensa e plataformas digitais.

São quatro categorias principais: Jornalismo em Texto, Jornalismo em Áudio, Jornalismo em Vídeo e Fotojornalismo. Há ainda a categoria especial Jornalismo Universitário, voltada para conteúdos produzidos por estudantes ou recém-formados em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo. 

Fonte: Agência Brasil