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Pé-de-Meia: nascidos em maio e junho recebem 7ª parcela

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O Ministério da Educação (MEC) paga nesta quarta-feira (1°) a sétima parcela do programa Pé-de-Meia de 2025 aos nascidos nos meses de maio e junho.

Os beneficiados são os estudantes do ensino médio matriculados na rede pública regular e na modalidade educação de jovens e adultos (EJA), inscritos no Cadastro Nacional de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Nesta nova etapa, a Caixa Econômica Federal – responsável pela gestão dos recursos repassados pelo MEC – informa que, ao todo, cerca de 3,5 milhões de estudantes de escolas públicas receberão o benefício de R$ 200 até a próxima segunda-feira (6).

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), para ter direito ao benefício, os estudantes devem ter presença mínima de 80% nas aulas.

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Pagamento escalonado

Os pagamentos do incentivo-frequência do Pé-de-Meia ocorrem até a próxima segunda-feira (6), conforme o mês de nascimento dos alunos que estão matriculados em uma das três séries do ensino médio na rede pública de ensino.

Confira o calendário:

  •     Nascidos em janeiro e fevereiro recebem em 29 de setembro;
  •     Nascidos em março e abril, em 30 de setembro;
  •     Nascidos em maio e junho, em 1° de outubro;
  •     Nascidos em julho e agosto, em 2 de outubro;
  •     Nascidos em setembro e outubro recebem 3 de outubro;
  •     Nascidos em novembro e dezembro, em 6 de outubro.

Confira aqui as dicas de como usar as parcelas do benefício.

Depósitos

A sétima parcela da chamada Poupança do ensino médio de 2025 está sendo depositada em uma conta poupança da Caixa Econômica, aberta automaticamente em nome dos estudantes. O valor pode ser movimentado ou sacado imediatamente, se o participante desejar. Basta acessar o aplicativo Caixa Tem, se o aluno tiver 18 anos ou mais. As informações relativas aos pagamentos também podem ser consultadas no mesmo aplicativo.

No caso de menor de idade, será necessário que o responsável legal autorize a movimentação da conta. O consentimento poderá ser feito no próprio aplicativo ou em uma agência da Caixa.

O participante poderá consultar no aplicativo Jornada do Estudante, do MEC, o status de pagamentos (rejeitados ou aprovados), as informações escolares e regras do programa.

Incentivos

A poupança do ensino médio tem quatro tipos de incentivo financeiro-educacional:

  • Incentivo-matrícula: por matrícula registrada no início do ano letivo, valor pago uma vez por ano, no valor de R$ 200;
  • Incentivo-frequência: por frequência mínima escolar de 80% do total de horas letivas. Para o ensino regular, são nove parcelas durante o ano de R$ 200.
  • Incentivo-conclusão: por conclusão e com aprovação em cada um dos três anos letivos do ensino médio e participação em avaliações educacionais, no valor total de R$ 3 mil.
  • O saque depende da obtenção de certificado de conclusão do ensino médio;
  • Incentivo-Enem: paga após a participação nos dois dias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no ano que o estudante conclui o 3º ano do ensino médio. Os R$ 200 são pagos em parcela única.

Dessa forma, a soma do incentivo financeiro-educacional pode alcançar R$ 9,2 mil por aluno, no fim do ensino médio.

Pé-de-Meia

Lançado em janeiro de 2024, o programa do governo federal é voltado a estudantes de baixa renda do ensino médio da rede pública.  A iniciativa funciona como uma poupança para promover a permanência e a conclusão escolar nessa etapa de ensino.

Saiba aqui quais são os requisitos para ser inserido no programa.

O MEC esclarece que não há necessidade de inscrição no programa. Todo aluno que se encaixa nos critérios do Pé-de-Meia é incluído automaticamente. 

Fonte: Agência Brasil

Senado aprova projeto que pode destinar R$ 870 milhões para saneamento básico em áreas rurais

PL de Mecias de Jesus reserva parte do Fundo de Amparo ao Trabalhador para levar água potável e esgotamento sanitário ao campo

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou, nessa terça-feira (30), o Projeto de Lei nº 1087/2024, de autoria do líder do Republicanos no Senado, Mecias de Jesus (RR), que reserva uma parte do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para projetos de saneamento básico em áreas rurais.

O FAT é um fundo federal formado principalmente com recursos das contribuições do PIS/Pasep, arrecadados mensalmente sobre a folha de pagamento das empresas. Ele financia o seguro-desemprego, o abono salarial e repassa verbas ao BNDES para linhas de crédito e investimentos em desenvolvimento econômico.

Pela proposta de Mecias, ao menos 3% dos recursos do FAT repassados ao BNDES deverão ser obrigatoriamente aplicados em saneamento rural. Isso corresponde a cerca de 0,84% de toda a arrecadação do PIS/Pasep. Considerando valores de 2024, seriam aproximadamente R$ 870 milhões por ano voltados especificamente para levar água potável e esgotamento sanitário a comunidades do campo.

Segundo o senador, a medida tem forte impacto social.

“Milhões de famílias rurais ainda vivem sem água tratada ou rede de esgoto. Destinar parte do FAT para essa finalidade é investir em saúde, dignidade e produtividade no campo. É um passo concreto para corrigir desigualdades históricas entre o urbano e o rural”, afirmou Mecias.

O parecer aprovado, relatado pelo senador Sérgio Petecão (PSD-AC), reforça que os recursos, embora não resolvam sozinhos a demanda, servirão como fonte estável e permanente de financiamento, somando-se a outros programas federais e estaduais. O texto também prevê mecanismos de eficiência, evitando que o dinheiro fique parado sem execução.

A proposta segue agora para análise da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), onde terá decisão terminativa.

CLDF concede Título de Cidadão Honorário de Brasília ao médico Baelom Alves

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Nesta quarta-feira (1), às 19h, a Câmara Legislativa do Distrito Federal outorga o Título de Cidadão Honorário de Brasília ao médico Baelon Alves. A homenagem, proposta pelo deputado Hermeto (MDB), reconhece a dedicação do profissional à saúde pública do DF.

Nascido em Goianésia, município de Goiás, Baelon Pereira Alves é graduado em medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e com residência médica em cirurgia geral no Hospital de Base. Sua trajetória profissional é marcada pelo trabalho que realizou no Hospital Regional de Ceilândia, atendendo a comunidade local.
 

Deputado Hermeto (Foto: Carolina Curi/Agência CLDF)

Segundo Hermeto, a honraria enaltece o compromisso do médico com a saúde da população do DF. “A dedicação e envolvimento com a comunidade médica do DF evidenciam o papel fundamental de Baelon Alves no fortalecimento do sistema de saúde local. Essas contribuições justificam plenamente a concessão do título de Cidadão Honorário de Brasília”, frisa o parlamentar.

A cerimônia desta terça-feira deve reunir colegas de profissão, autoridades da saúde, familiares e amigos de Baelon Alves. O evento pode ser acompanhado pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 09 da Vivo, e pelo canal da CLDF no YouTube.
 

 

Fonte: Agência CLDF

Morte de ex-Pantera Negra reacende debate sobre racismo nos EUA

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A ativista negra Assata Shakur, ex-militante do movimento dos Panteras Negras, dos Estados Unidos, viveu por quatro décadas exilada em Cuba após ser condenada à prisão perpétua pelo homicídio de um policial em Nova Jersey, ocorrido em 1973. Na semana passada, sua morte foi anunciada aos 78 anos de idade, em Havana, pelo Ministério de Relações Exteriores de Cuba, devido a problemas de saúde e idade avançada.  

A história de Joanne Deborah Chesimard, conhecida como Assata Shakur, se confunde com a história dos EUA. Ao longo da vida da ex-Pantera Negra, travou-se uma disputa pela sua memória e legado. Para muitos, ela foi uma referência na luta antirracista nos Estados Unidos.

Porém, para o FBI, o serviço de inteligência norte-americano, ela foi uma perigosa “terrorista”, tendo sido a primeira mulher a ser incluída, em 2013, na lista de terroristas mais perigosos do mundo, com uma recompensa de US$ 2 milhões por informações que levassem a sua captura.  

Após o anúncio de sua morte, o Sindicato de Professores de Chicago homenageou a ativista negra em uma rede social. 

“Lutadora revolucionária, escritora feroz, uma reverenciada anciã da libertação negra e uma líder da liberdade cujo espírito continua vivo em nossa luta. Assata se recusou a ser silenciada”, afirmou o sindicato.

Lideranças conservadoras do Conselho Municipal de Chicago, no entanto, criticaram o sindicato por homenagear a ex-Pantera Negra. O governador de Nova Jersey, Phil Murphy, anunciou que se opõe “vigorosamente” a qualquer repatriação dos restos mortais de Shankur.

“Ao contrário do seu assassino, o soldado Foerster nunca teve a oportunidade de viver os seus dias em paz. Estamos empenhados em honrar a sua memória e sacrifício”, disse o governador em uma rede social.

Por anos, a extradição de Assata foi uma das exigências dos Estados Unidos nas negociações com o governo de Cuba para alívio do embargo que asfixia a economia da ilha há 60 anos. Porém, Havana nunca aceitou extraditar a militante negra.

Madrinha do famoso rapper estadunidense Tupac Shakur, assassinado em 1996, Assata também integrou o Exército da Libertação Negra, grupo revolucionário que entrou na mira da repressão do FBI nas décadas de 1960 e 1970.

“Ninguém na história jamais conquistou sua liberdade apelando para o senso moral de seus opressores”, é uma das suas famosas frases.

Para a coordenadora da Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), Cleusa Silva, a história de vida de Shakur é uma referência para militantes de todas as Américas.

“Ela lutava contra o racismo patriarcal e contra a sociedade de classe, interligando gênero, raça e classe. Foi uma mulher que revolucionou sua época, à frente do seu tempo e que merece ser reconhecida nos EUA. Não como uma terrorista, mas com uma pessoa que lutou dentro daquele país e pagou um preço muito alto por isso”, afirmou à Agência Brasil.

Assassinato

Em 2 de maio de 1973, Shakur e dois companheiros de militância, Zayd Shakur e Sundiata Acoli, foram alvos de uma abordagem policial que resultou na morte do agente do Estado Werner Foerster. Também perdeu a vida no episódio o colega de Assata, Zayd Shakur.

Em 1977, ela foi considerada culpada pelo homicídio, apesar do fato de Acoli já ter sido identificado e condenado como o autor dos disparos. Além disso, provas médicas indicaram que Assata havia sido baleada no braço e no ombro, ferimentos que paralisaram seus movimentos e a impediriam de disparar uma arma.

Em 1979, ela conseguiu fugir da cadeia, onde disse ter sido torturada, com a ajuda de companheiros de militância, e viveu em esconderijos até se exilar em Cuba em 1984, onde viveu até a morte.

Repressão

Os defensores da ativista argumentam que a condenação foi injusta e teria sido motivada pelo contexto histórico de perseguição, prisões e assassinatos de lideranças do movimento negro dos Estados Unidos pelas forças de repressão do Estado.  

O advogado de Assata, Lennox S. Hinds, fundador da Conferência Nacional de Advogados Negros, argumenta que o FBI montou um programa de contra inteligência para vigilância sistemática de ativistas pelos direitos civis, a exemplos de Martin Luther King e Malcolm X, ambos assassinados em atentados durante a década de 1960.

“Uma campanha de inteligência cuidadosamente orquestrada foi conduzida pelo FBI em cooperação com agências policiais estaduais e locais, com o objetivo de criminalizar, difamar, assediar e intimidar Assata”, afirma o advogado no prefácio da autobiografia da ativista.  

Lennox S. Hinds lembrou das campanhas da mídia condenando Assata por uma série de crimes que ela depois viria a ser absolvida, como assalto a bancos e assassinatos, até que foi condenada pelo homicídio de Foerster em Nova Jersey.

“Foi o racismo no Condado de Middlesex, alimentado pela publicidade tendenciosa e inflamatória da imprensa local antes e durante o julgamento, fomentado pela ilegalidade documentada do governo, que possibilitou ao júri branco condenar Assata com base no depoimento não corroborado, contraditório e, em geral, inacreditável do policial Harper, a única outra testemunha dos eventos”, acrescentou.

A escritora e ativista norte-americana Angela Davis ressalta que militantes negros eram considerados inimigos do Estado e Assata foi demonizada de forma “inimaginável”.

“A reconstrução da imagem de Assata como inimiga é [hoje] ainda mais prejudicial, omitindo o contexto político original e representando-a como uma criminosa comum – uma assaltante de banco e assassina. Essa remoção de sua imagem do passado para propósitos muito contemporâneos serve para justificar a consolidação de um vasto complexo industrial prisional”, escreveu Angela em prefácio da autobiografia de Shakur.

A coordenadora da AMNB, Cleusa Silva, lembra que conheceu Assata Shakur, em Cuba, em 1997, em um encontro internacional de mulheres trabalhadoras, em Havana.

“Ela contou do sofrimento para conseguir fugir dos Estados Unidos, contou sobre a perseguição até conseguir chegar a Cuba, onde ela contou que foi muito bem recebida. A grande dor dela foi não poder voltar para sua comunidade, estar perto dos seus”, disse.

Luta pela memória

A disputa pela memória da luta antirracista nos Estados Unidos ganha importância no contexto do segundo governo de Donald Trump. O atual presidente tem buscado censurar museus públicos que, na visão dele, mostrem “o quão ruim era a escravidão” e nada sobre “o sucesso” dos EUA.

A Casa Branca exigiu um “ajuste” no conteúdo das exposições para que elas estejam alinhadas com o “enquadramento histórico” e os “ideais americanos” defendidos pelo governo atual.

Outra frente na disputa pela memória nos EUA foi aberta nas Forças Armadas, com a decisão de trocar o nome do Forte Liberdade (Fort Liberty) e resgatar o nome anterior, Forte Bragg (Fort Bragg), uma homenagem ao general confederado Braxton Bragg.

Os confederados formaram a coalizão que lutou na guerra civil americana em defesa da escravidão. Com o assassinato de George Floyd, em 2020, o governo de Joe Biden decidiu alterar o nome de nove bases militares que homenageavam confederados, considerados racistas pelo movimento negro dos EUA. Agora, um confederado volta a dar nome à maior base militar do país.

Fonte: Agência Brasil

Botão de contestação do Pix está disponível aos usuários

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O botão de contestação de transações do Pix já está disponível aos usuários, a partir desta quarta-feira (1º), com a finalidade de facilitar a devolução de valores para as vítimas de fraude, golpe e coerção.

Formalmente chamado de autoatendimento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), o botão pode ser acionado pelo aplicativo da instituição financeira com a qual o usuário tenha relacionamento.

Assim, o MED, criado em 2021, passa a ser feito de forma 100% digital, sem a necessidade de interação com a central de atendimento pessoal da instituição.

As mudanças nas regras do Pix foram publicadas em agosto pelo Banco Central.

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Contestação

De acordo com a autarquia, ao contestar a transação, a informação é instantaneamente repassada para o banco do golpista, que deverá bloquear os recursos em sua conta, caso existam, inclusive valores parciais.

Depois do bloqueio, ambos os bancos têm até sete dias para analisar a contestação. Caso concordem que se trata realmente de um golpe, a devolução é efetuada diretamente para a conta da vítima. O prazo para essa devolução é de até onze dias após a contestação.

O BC explicou que o autoatendimento do MED dará mais agilidade e velocidade ao processo de contestação de transações fraudulentas, “o que aumenta a chance de ainda haver recursos na conta do fraudador para viabilizar a devolução para a vítima”.

O MED, bem como seu botão de contestação, não se aplica a casos de desacordos comerciais, arrependimento e erros no envio do Pix (como erro de digitação de chave) ou que envolvam terceiros de boa-fé, por exemplo. O BC ressalta que ele é específico para fraude, golpe e coerção.

Caminhos do dinheiro

Outra mudança no MED é que será possível fazer a devolução do dinheiro a partir de outras contas, e não apenas daquela utilizada na fraude. Esse recurso estará disponível a partir de 23 de novembro, de forma facultativa, e se torna obrigatória em fevereiro do ano que vem.

Até então, a devolução dos recursos poderia ser feita apenas a partir da conta originalmente utilizada na fraude. O problema é que os fraudadores, em geral, retiram rapidamente os recursos da conta que recebeu o dinheiro e transferem para outras. Dessa forma, quando o cliente faz a reclamação e pede a devolução, o mais comum é que a conta já esteja esvaziada. 

Com os aprimoramentos, o MED vai identificar possíveis caminhos dos recursos. Essas informações serão compartilhadas com os participantes envolvidos nas transações e permitirão a devolução de recursos após a contestação.

O BC espera que isso aumente a identificação de contas usadas para fraudes e a devolução de recursos, desincentivando fraudes. Segundo o banco, o compartilhamento dessas informações impedirá ainda o uso dessas contas para novas fraudes. 

Fonte: Agência Brasil

Senado analisa projeto que regulamenta comitê gestor de novo imposto

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O Senado começou a analisar nesta terça-feira (30) o projeto de lei complementar (PLP) 108/2024, que regula pontos da reforma tributária, especialmente a regulamentação do Comitê Gestor que vai administrar o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), permitindo a implementação de um período-teste já em 2026, conforme previsto em lei. A previsão é que o texto seja votado ainda hoje.

Entre outros pontos, o comitê deverá coordenar a fiscalização e a cobrança dos créditos tributários por estados, municípios e o Distrito Federal. A proposta também estabelece regras de cooperação entre as administrações tributárias dos entes subnacionais na fiscalização do cumprimento das obrigações relativas ao novo imposto.

A Emenda Constitucional 132, de 2023, que estabeleceu a Reforma Tributária, criou dois novos tributos: o IBS, que vai substituir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), principal imposto dos estados, e o Imposto Sobre Serviços (ISS) dos municípios; e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), da União

Além de tratar do comitê gestor do IBS, o projeto também fixa normas gerais para o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), para o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e para a Contribuição para o Custeio, a Expansão e a Melhoria do Serviço de Iluminação Pública e de Sistemas de Monitoramento para Segurança e Preservação de Logradouros Públicos (Cosimp)

Com 203 artigos, o projeto é dispostos em três Livros: Livro I – Da Administração e da Gestão do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS); Livro II – Do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD); e Livro III – Disposições Finais.

Ao iniciar a apresentação do relatório, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) chamou atenção para o expressivo número de emendas apresentadas ao projeto. Braga disse que, apenas na CCJ, o projeto recebeu mais de 200 emendas. Tendo recebido ainda mais de uma centena de emendas diretamente no plenário do Senado.

“Primeiro alguns acham que aqui estamos tratando de uma matéria que ainda não tratamos, quando na verdade esta matéria já foi tratada na Emenda Constitucional 132, votada em dois turnos na Câmara e Senado”, iniciou. “Lamentavelmente, alguns insistem em querer estabelecer nesta lei uma revisão de algo que nós tratamos numa lei constitucional e que, portanto, precisará de mudança constitucional, para que possamos alcançar novos mandamentos constitucionais, o que é possível com outra emenda constitucional que tramite independentemente”, destacou.

O senador apontou ainda que acolheu boa parte das emendas, mas que o espaço para negociação “se exauriu”.

“Efetivamente chegamos a exaustão sobre a matéria. Agora, o que não deu entendimento que se resolva pelo voto. Os argumentos já foram todos discutidos, e exauridos”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

Cadastro reserva do CPNU1 será chamado muito em breve, diz ministra

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A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, disse nesta quarta-feira (1º) que o governo federal deve começar a chamar em breve candidatos aprovados no cadastro reserva da primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU).

“Vamos começar a chamar esse cadastro reserva em breve. Muito breve. Tenho uma expectativa de que seja nos próximos dias ou na próxima semana, no máximo”, detalhou, ao participar de entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministra, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Esther lembrou que o CPNU1 tem vigência de um ano, podendo ser prorrogado por mais um ano.

“Quem está no cadastro reserva, a gente sabe que tem uma ansiedade aí, lembramos que vale até o meio do ano que vem, alguns até um pouco mais. E a gente tem a possibilidade de renovar por mais um ano esse cadastro reserva”.

Vagas distintas

Já na segunda edição do CPNU, que acontece no próximo domingo (5), haverá a formação de um novo cadastro reserva. “São novas vagas que vão ter um novo cadastro reserva e que também vão ter essa vigência de um ano, podendo chegar a mais um ano”, explicou a ministra.

“O pessoal pode ficar tranquilo. Não tem sobreposição de vagas. Não vai ter alguém do 2 sendo chamado na frente do 1 porque não são vagas concorrentes”, disse. “A gente não pode abrir um concurso tendo um em aberto. Então, eu não posso fazer um concurso pra mesma vaga se aquele ainda está aberto.”

“O CPNU2 não tem vagas iguais às do CPNU1. Isso é muito importante para as pessoas ficarem tranquilas quanto a isso. A gente não vai ter essa sobreposição de concursos. Isso não pode. É até ilegal isso. Não está acontecendo”, concluiu.

 

Fonte: Agência Brasil

STF publica edital com notificação de Eduardo Bolsonaro sobre denúncia

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O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou nesta terça-feira (30) o edital de notificação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sobre a denúncia apresentada contra ele pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O documento foi emitido no Diário de Justiça Eletrônico (DJe).

Com a publicação da citação, o parlamentar terá o prazo de 15 dias para manifestar ciência da denúncia. Se o deputado não se pronunciar, poderá ser julgado à revelia pelo Supremo.

Ontem, o ministro Alexandre de Moraes, relator da denúncia, determinou que o parlamentar seja notificado por edital. Nos processos penais, a intimação pessoal dos acusados é obrigatória.

Eduardo Bolsonaro está no Estados Unidos e é acusado de fomentar as sanções comerciais do governo do presidente Donald Trump contra as exportações brasileiras, a aplicação da Lei Magnitsky e a suspensão de vistos dos ministros da Corte e integrantes do governo federal.

Na decisão, Moraes disse que Eduardo já confessou pelas redes sociais sua atuação junto aos Estados Unidos e que o deputado está naquele país para evitar a responsabilização no Brasil. 

“Além de declarar, expressamente, que se encontra em território estrangeiro para se furtar à aplicação da lei penal, também é inequívoca a ciência, por parte do denunciado Eduardo Nantes Bolsonaro, acerca das condutas que lhe são imputadas na denúncia oferecida nestes autos”, afirmou Moraes.

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Denúncia

Na semana passada, Eduardo e o blogueiro Paulo Figueiredo foram denunciados ao Supremo pelo crime de coação no curso do processo. Ambos foram investigados no inquérito que apurou a participação deles na promoção do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil e de sanções contra integrantes do governo federal e do Supremo. 

Na denúncia apresentada ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, disse que Eduardo e Figueiredo ajudaram a promover “graves sanções”  contra o Brasil para demover o Supremo a não condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro pela trama golpista.

Fonte: Agência Brasil

Dia da Criança: Procon identifica variação de até 266% em preços de presentes

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Procon verifica variação de até 266% em preços de presentes para Dia das Crianças
Dia das Crianças movimenta comércio: Procon realiza pesquisa de preços para auxiliar consumidor na escolha do presente (Fotos: Procon Goiás)

Agradar a criançada e, ao mesmo tempo, economizar dinheiro é uma tarefa delicada para os pais neste Dia das Crianças, comemorado em 12 de outubro. Por isso, o Procon Goiás realizou uma pesquisa de preços com 65 produtos mais procurados nesta época, como bonecas, bicicletas e brinquedos pedagógicos. O levantamento ocorreu em 25 estabelecimentos de Goiânia, dos dias 15 a 24 de setembro.

A maior variação encontrada foi de pouco mais de 266% no brinquedo educativo Tretis do Tucano, da marca Babeli. Indicado para crianças a partir de quatro anos, o item foi encontrado de R$ 54,90 a R$ 201,39.

Pais que planejam investir em jogos de raciocínio também devem pesquisar: o Jogo War Clássico, por exemplo, tem sido comercializado entre R$ 109 e R$ 298, diferença de 173%.

Outro item pesquisado foi a bicicleta Aro 12, vendida de R$ 189 a R$ 499,99, com variação de 164,54%. Os preços dos bonecos também chamaram atenção, como o Homem-Aranha Hasbro, da marca Olympus, com variação de 164%, encontrado de R$ 59,99 a R$ 139,90.

O Jogo dos Opostos de 20 peças, da marca Nig, apresentou diferença de 157,96%, e o tradicional Jogo Imagem e Ação, apresentou diferença de preços de 148,35%. Confira a pesquisa aqui: goias.gov.br/procon.

Orientações

Para evitar gastos excessivos nesta época do ano, o Procon Goiás reforça a importância de pesquisar preços, já que em datas comemorativas há divergência significativa nesses valores.

Ao adquirir um brinquedo, o consumidor deve:

  • Verificar a embalagem e o manual de instruções.
  • Lembrar-se de que todo brinquedo deve apresentar o selo de segurança fornecido pelo Instituto de Qualidade do Brinquedo (IQB), juntamente com o selo do Inmetro.
  • Depois de escolher o brinquedo, o consumidor deve pedir ao vendedor para abrir a embalagem, para certificar-se de que o produto não está danificado.
  • Solicitar o teste do produto, reduzindo, assim, a possibilidade de frustrar a criança com um brinquedo que não funciona e evitando dores de cabeça para o comprador.

Saiba mais

Procon suspende temporariamente atividade de ótica em Goiânia

Superintendência de Proteção aos Direitos do Consumidor (Procon) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Educação deve ser direito e não herança de classe, diz especialista

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A redução das disparidades na aprendizagem de crianças e jovens nas escolas brasileiras passa pela superação de um quadro estrutural no país caracterizado pela “naturalização das desigualdades”, avalia o diretor de Políticas Públicas da Fundação Santillana, André Lázaro.

Para o especialista, é preciso entender os processos que geram resultados muito ruins no que diz respeito à aprendizagem nas escolas.

“Isso tem a ver com um problema brasileiro que é a naturalização das desigualdades. Joaquim Nabuco já dizia lá no século 19 que um país que viveu 300 anos com escravidão vai custar muito admitir a igualdade de todos. Estamos na fase em que a igualdade de todos perante a lei ainda está sendo afirmada como um valor”, diz.

“Lamentavelmente, a educação é ainda hoje uma herança de classe, mas ela tem que ser um direito de todos”, defende.

Considerando a parcela dos 20% mais pobres, apenas 2,4% dos jovens do 3º ano do ensino médio tiveram aprendizagem adequada em matemática e em língua portuguesa, no ano de 2023, enquanto o índice chegou a 16,3% entre os 20% mais ricos. Os dados são do Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025, elaborado pela organização Todos Pela Educação, Fundação Santillana e Editora Moderna, divulgado na semana passada.

“Se você examinar [o recorte da pesquisa] que distingue urbano e rural, e os mais ricos e mais pobres, as diferenças são muito grandes, chegam a 20 pontos percentuais em alguns lugares [do país]”, aponta Lázaro, que foi professor na educação básica.


Brasília (DF), 30/09/2025 –  André Lázaro.
Foto: André Lázaro/Arquivo pessoal
Brasília (DF), 30/09/2025 –  André Lázaro.
Foto: André Lázaro/Arquivo pessoal

Lázaro cita a questão racial e a condição em áreas rurais como pontos de atenção para a promoção da equidade na educação. “A população negra continua vivendo na educação desvantagens inaceitáveis para uma visão republicana. E não podemos ignorar que há 5 milhões de matrículas no campo, são 12% das matrículas nacionais.”

“Entre 2014 e 2024, portanto, o decênio do Plano Nacional de Educação, 16 mil escolas municipais dos anos iniciais foram fechadas no campo. E isso não tem a ver apenas com a dimensão da mudança demográfica, isso é uma pressão para expulsar as famílias do campo”, critica.

Para o especialista, o país precisa dar atenção às matrículas da educação no campo porque esse também é um direito da população rural.

“Quando o seu filho começa a entrar na juventude, quer dar o melhor para ele, não tem escola [no campo]. Eles têm que ir para a cidade e vender a terra por qualquer preço. A concentração fundiária cresce, e a agricultura familiar perde.”

Entre as ferramentas para combater a educação como uma herança de classe, ele cita o exemplo das políticas afirmativas implementadas no ensino superior.

“As cotas criaram condições favoráveis para que parte da população jovem negra, estudante de escola pública e pobre pudesse entrar na universidade pública. Isso melhorou muito o debate público, porque hoje você tem intelectuais de grande porte que foram beneficiários de cotas e são vozes importantes no debate nacional.”

Públicas x privadas

O anuário mostra que apenas 4,5% dos jovens do 3º ano do ensino médio de escolas públicas tiveram aprendizagem adequada em matemática e em língua portuguesa, enquanto nas escolas particulares o índice chega a 28%.

Lázaro aponta, no entanto, que o problema de aprendizagem dos chamados saberes clássicos não está só na rede pública, mas em toda a rede de ensino nacional, incluindo as escolas privadas. “No final do ensino médio, mesmo as escolas privadas, mesmo os 20% mais ricos, têm aprendizagens insuficientes, proporcionalmente falando.”

“Esse é um problema nacional. Mesmo as escolas privadas têm resultados escolares ruins, quer confrontando com o Pisa [Programa Internacional de Avaliação de Estudantes], quer a partir dos parâmetros que o Todos pela Educação propõe de aprendizagem adequada”, acrescenta.

Conquistas

O professor ressalta que historicamente houve conquistas da sociedade no sentido de garantir o direito à educação, como as taxas de inclusão elevadas. De cada 100 crianças, 95 ingressam na pré-escola, tanto na rede pública quanto na privada.

“Os 47 milhões de matrículas de educação básica brasileira nos mostram que temos, na escola, uma nação que é mais populosa do que a Argentina, uma coisa incrível. Se você somar os docentes, que são 2,3 milhões, é uma população escolar brasileira maior do que a da Espanha”, menciona.

“Nós temos um potencial extraordinário. Essa população recebe livros didáticos de qualidade, tem transporte escolar, tem merenda escolar”, ressalta. O anuário mostrou que, em 2024, o percentual de matrícula para os anos finais do ensino fundamental alcançou o patamar próximo à universalização: foram 97,6% dos jovens de 11 a 14 anos nessa etapa de ensino, 11,3 pontos percentuais acima do índice verificado em 2014.

Nos anos iniciais do fundamental, o índice de matriculados entre as crianças de 6 a 10 anos ficou em 93,3%, sendo o menor da série histórica. Os jovens de 15 a 17 anos matriculados no ensino médio correspondiam a 82,8%, em 2024 – aumento de quase 10 pontos percentuais desde 2014, quando a taxa era de 72,9%.

Carências

O professor avalia, no entanto, que é preciso questionar o que ainda falta educação brasileira, como financiamento, reconhecimento da diversidade e valorização da carreira docente. “São questões muito articuladas que acabam gerando resultados precários e frustrando os nossos jovens diante do seu direito a uma educação capaz de ser o fator de transformação de que o país precisa.”

Lázaro ressalta que o Brasil passa por um processo de desprofissionalização da carreira docente, o que também tem impactos negativos no sistema de educação. “O anuário mostra que 49% dos docentes das redes estaduais têm contratos temporários. Imagine você trabalhar numa equipe em que se troca metade das pessoas a cada ano. Qual é o espírito de corpo que você terá? Como se constrói uma unidade [dentro] da escola?”

Para o especialista, a política educacional do país deve reconhecer também o valor da diversidade entre as regiões e torná-la um ativo para a vida escolar. “O Brasil está num dilema educacional que eu não acho pequeno, que é: em nome da igualdade, nós estamos gerando uma padronização. A igualdade deveria ser capaz de reconhecer a diversidade, [em vez de] entender que igualdade é que todos façam a mesma coisa ao mesmo tempo, que é um pouco o que a BNCC [Base Nacional Comum Curricular] acabou impondo.”

Fonte: Agência Brasil