Início Site Página 647

Abertas inscrições para Residência Médica e Multiprofissional 2026

0
Abertas inscrições para Residência Médica e Multiprofissional 2026
Inscrições para seleção de médicos e profissionais de saúde vão desta quarta-feira (1º/10) até o próximo dia 23, exclusivamente pelo site do Instituto Verbena da UFG (Fotos: SES-GO)

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) abriu as inscrições para os Programas de Residência Médica e de Residência Multiprofissional e Uniprofissional em Saúde, com início previsto para 2026.

Coordenado pela Superintendência da Escola de Saúde de Goiás, em parceria com o Instituto Verbena, da Universidade Federal de Goiás (UFG), os processos seletivos oferecem oportunidades de formação em diversas áreas da saúde.

As inscrições podem ser feitas a partir desta quarta-feira (1º/10) até o dia 23 de outubro, exclusivamente no site do Instituto Verbena.

Nas modalidades multiprofissional e uniprofissional, regida pelo edital nº 32/2025, são ofertadas 90 vagas, distribuídas entre hospitais estaduais de referência, como:

  • Hospitais de Urgências de Goiás (Hugo);
  • Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol);
  • Hospitais Estaduais Dr. Alberto Rassi (HGG);
  • de Doenças Tropicais Anuar Auad (HDT);
  • da Mulher (Hemu);
  • da Criança e do Adolescente (Hecad);
  • do Centro-Norte Goiano (HCN);
  • Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer).

As áreas contempladas incluem:

  • urgência e emergência;
  • endocrinologia;
  • infectologia;
  • saúde funcional e reabilitação;
  • saúde da criança e do adolescente;
  • enfermagem obstétrica;
  • cirurgia em traumatologia bucomaxilofacial.

Podem se inscrever profissionais graduados em:

  • Biomedicina;
  • Enfermagem;
  • Farmácia;
  • Fisioterapia;
  • Fonoaudiologia;
  • Nutrição;
  • Odontologia;
  • Psicologia;
  • Serviço social;
  • Terapia ocupacional.

Os programas têm duração de dois a três anos, em regime de dedicação exclusiva, com carga horária de 60 horas semanais.

Residência médica

Já o edital nº 31/2025 trata dos programas de residência médica e oferece vagas em diversas especialidades de acesso direto, como anestesiologia, cirurgia geral, clínica médica, dermatologia, ginecologia e obstetrícia, infectologia, medicina de emergência, medicina intensiva, neurologia, ortopedia, pediatria, psiquiatria e radiologia, entre outras.

Também há oportunidades para especialidades com pré-requisito, a exemplo de cardiologia, endocrinologia, gastroenterologia, nefrologia, reumatologia, cirurgia plástica, cirurgia vascular, urologia, neonatologia e medicina paliativa.

A duração dos programas varia de dois a cinco anos, dependendo da área escolhida.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site do Instituto Verbena, dentro dos prazos estabelecidos em cada edital.

O processo seletivo será composto por prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, e por análise curricular, de caráter classificatório.

Mais informações, incluindo o cronograma completo, a distribuição das vagas por hospital e os detalhes das etapas, estão disponíveis no site do Instituto Verbena e no portal da SES-GO.

Saiba mais

Lançados editais para Residência Médica e Multiprofissional do HGG

Secretaria de Estado da Saúde (SES) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

HGG passa a oferecer serviço de geriatria

0
HGG passa a oferecer serviço de geriatria
Atualmente, 37,47% dos pacientes atendidos no ambulatório do HGG têm 60 ou mais (Fotos: SES-GO)

O Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG) passa a contar, a partir desta quarta-feira (1º/10), com o Serviço de Geriatria, destinado ao cuidado integral dos pacientes com 60 anos ou mais.

A especialidade médica se junta a outras 27 oferecidas pela unidade de saúde, e contará com cinco profissionais com ampla experiência na área. Hoje, 37,47% dos pacientes atendidos no ambulatório e 33,10% dos internados no HGG são idosos.

O novo serviço vai impactar de forma positiva esse público, por meio de consultoria geriátrica durante internações, avaliações pré e pós-operatórias e atendimentos especializados.

Também haverá atuação voltada a síndromes geriátricas associadas a cognição, humor, quedas e demências. Além da assistência direta, o HGG estruturou um núcleo de pesquisa em envelhecimento e uma formação de residência médica em geriatria.

Já no ano de 2026, a unidade passará a ofertar três vagas para essa especialidade, movimento que reforça o compromisso de unir assistência de qualidade e excelência acadêmica. O Serviço de Geriatria do HGG será chefiado pela médica Ana Terra. Ela afirma que a implantação visa fortalecer a atenção à melhor idade.

“Queremos que o HGG seja reconhecido como um centro de referência nacional em geriatria, oferecendo cuidado inovador, científico e humanizado ao idoso. É um legado que vai impactar gerações”, disse.

Entre os benefícios esperados com a nova estrutura, estão a redução de reinternações, diminuição de custos assistenciais, prevenção a complicações, além da melhoria de indicadores de qualidade e da experiência do paciente.

O hospital já conta com o Núcleo de Apoio ao Paciente Paliativo (Napp), que é formado, na maioria, por médicos geriatras.

Todo o atendimento continua sendo feito a partir da regulação da Secretaria da Saúde (SES).

“A implantação deste serviço responde a um desafio crescente: até 2030, 20% da população de Goiânia será composta por idosos. Entre eles, 75% convivem com múltiplas doenças crônicas e 65% necessitam do acompanhamento de mais de três especialistas”, reforçou a geriatra.

Saiba mais

Sorvete alivia calor e previne doenças no HGG

Lançados editais para Residência Médica e Multiprofissional do HGG

HGG celebra Dia Mundial da Segurança do Paciente com experiência interativa

Secretaria de Estado da Saúde (SES) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Ipea acompanha BC e reduz projeção de inflação para 4,8% em 2025

0

A valorização do real frente o dólar e as quedas sucessivas nos preços dos alimentos fizeram o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisar para baixo a projeção de inflação para 2025. A estimativa passou de 5,2% para 4,8%.

A previsão se refere à chamada inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em agosto, o IPCA marcou deflação (queda de preços) de 0,11%, e uma alta acumulada (inflação) de 5,13% em 12 meses.

A meta de inflação perseguida pelo Banco Central é de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos ─ ou seja, de 4,5%, no máximo.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Fatores

De acordo com as pesquisadoras do Ipea Maria Andréia Parente Lameiras e Tarsylla da Silva de Godoy Oliveira, autoras da Carta de Conjuntura, “o ambiente inflacionário brasileiro apresenta sinais de maior moderação, embora siga desafiador”.

O IBGE mostrou que os preços dos alimentos caíram em agosto, pelo terceiro mês seguido. Dessa forma, o Ipea revisou a expectativa desse grupo para o fim do ano, passando de uma inflação de 6,7% para uma de 4,4%.

Um dos motivos para o recuo nos preços verificados nos últimos meses é a expansão da oferta, com previsão de safra recorde.

As pesquisadoras ressaltam, no entanto, que uma explicação mais importante é que a apreciação do câmbio – desvalorização do dólar ante o real ─ reduziu pressões sobre alimentos, bens industriais e combustíveis. No último trimestre, citam as autoras, o real se valorizou cerca de 5%.

Por causa do mercado de trabalho aquecido, o Ipea não reduziu a projeção de inflação em relação aos preços dos serviços, mantida em 6,2%. “Mesmo diante de uma leve desaceleração da atividade econômica na margem, o mercado de trabalho segue bem apertado”, afirmam as autoras.

O IBGE divulgou nesta terça-feira (30) que a taxa de desocupação no trimestre encerrado em agosto ficou em 5,6%, a mais baixa da série histórica, iniciada em 2012.

Convergência

O Ipea é um órgão vinculado ao Ministério do Planejamento e Orçamento e atua na elaboração de análises para formulação de políticas públicas. A revisão da projeção do IPCA acompanha a avaliação do Banco Central (BC), que anunciou na última quinta-feira (25) revisão de 4,9% para 4,8%.

As projeções do Ipea e do BC se aproximam à do mercado financeiro, que espera inflação de 4,81%, conforme o Boletim Focus, pesquisa do BC com instituições financeiras, divulgada na segunda-feira (29).

Juro alto

As pesquisadoras apontam que o processo de redução da inflação no Brasil avança, “mas ainda de maneira bem gradual e com custo elevado em termos de política monetária”.

A política monetária é o uso que o Banco Central faz da taxa básica de juros, a Selic, que está em 15% ao ano desde junho de 2025. É o patamar mais elevado desde julho de 2006 (15,25%).

>>  Ata do Copom indica Selic a 15% “por período bastante prolongado”

Uma face do juro alto é o efeito contracionista, que combate a inflação. A elevação da taxa faz com que empréstimos fiquem mais caros – seja para pessoa física ou empresas ─ e desestimula investimentos, uma vez que pode valer mais a pena manter o dinheiro investido, rendendo em juro alto, do que arriscar em atividades produtivas. Esse conjunto de efeitos freia a economia.

Rendas menores

O Ipea reduziu também a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 4,9% para 4,5%. Também apurado pelo IBGE, o INPC mede o custo de vida das famílias com renda de um a cinco salários mínimos. Uma das diferenças para o IPCA é que o INPC atribui mais peso a gastos como alimentação.

Utilizado para corrigir salários de algumas categorias e também na fórmula de reajuste anual do salário mínimo, o INPC de agosto acumula 5,05%.

Fonte: Agência Brasil

Câmara aprova urgência para oito projetos sobre segurança pública

0

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (30) o regime de urgência para oito propostas sobre segurança pública. Com a aprovação da urgência, os projetos podem ser votados diretamente no plenário, sem ter que passar pelas comissões da Casa.

Mais cedo, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), se manifestou em uma rede social afirmando que daria prioridade para o tema da segurança pública.

“Hoje vou levar ao plenário oito requerimentos de urgência que tratam exclusivamente da segurança pública – todos são consenso entre os 27 secretários de Segurança do país. Segurança é uma das maiores preocupações dos brasileiros e uma prioridade do Parlamento – e prioridade se faz ouvindo, dialogando e agindo”, escreveu.

A expectativa é que as propostas sejam votadas nas próximas sessões do plenário. A urgência foi aprovada para os seguintes projetos de lei (PLs):

  • PL 4176/25, do deputado Coronel Ulysses (União-AC), que eleva as penas nos casos de homicídio e lesão corporal contra agentes do Estado;
  • PL 4331/25, do deputado Yury do Paredão (MDB-CE), que aumenta a destinação da arrecadação com jogos de apostas de quota fixa (bets) para o financiamento da segurança pública;
  • PL 4503/25, da deputada Delegada Ione (Avante-MG), que cria o crime de obstrução de Justiça no Código Penal;
  • PL 4332/25, do deputado Yury do Paredão, que repassa aos estados os bens e recursos confiscados do tráfico de drogas a partir de atuação de seus órgãos policiais;
  • PL 4500/25, do deputado Alberto Fraga (PL-DF), que aumenta a repressão aos crimes praticados por organizações criminosas;
  • PL 4333/25 do deputado Yury do Paredão, que estende a até 60 dias a prisão cautelar de flagrante em crimes com pena superior a quatro anos;
  • PL 4498/25, do deputado Delegado Fabio Costa (PP-AL), que estabelece mecanismos de atuação colaborativa entre os órgãos de fiscalização e controle e os órgãos de persecução penal;
  • PL 4499/25, do deputado Coronel Assis (União-MT), que tipifica o crime de domínio de cidades, quando há ordem de bloqueio de ruas ou prédios de segurança pública com uso de armas.

Fonte: Agência Brasil

Aeroporto Santos Dumont fecha para limpeza da pista após vazamento

0

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou nesta terça-feira (30) que o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, está fechado para pousos e decolagens, após vazamento de óleo na pista durante a noite. 

Em nota à imprensa, a empresa informou que houve vazamento de um veículo durante manutenção preventiva, realizada no período noturno, quando não há voos no aeroporto.

Não há previsão de horário para volta do funcionamento.

“A retomada dos voos está condicionada à completa remoção do produto [óleo], já que a pista precisa atender aos mais altos padrões de segurança. Após a conclusão, serão realizadas vistoria e medição do coeficiente de atrito do pavimento para liberação da pista”, descreve o comunicado.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Até as 15h de hoje, aproximadamente 68 voos de chegada e 69 voos de partida foram cancelados. Além disso, 14 voos foram desviados para o Aeroporto do Galeão, também na capital fluminense.

Fonte: Agência Brasil

STM empossa segunda ministra em 217 anos de história

0

A advogada Verônica Abdalla Sterman tomou posse nesta terça-feira (30) no cargo da ministra do Superior Tribunal Militar (STM). Nomeada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Verônica é a segunda mulher a chegar ao tribunal ao longo de 217 anos de funcionamento do tribunal.

Durante discurso de posse, a nova ministra defendeu a presença feminina na Justiça. Para Verônica, a igualdade nos tribunais deve ser uma meta para o futuro.

“Sou apenas a segunda mulher a compor esse tribunal desde sua fundação. É uma conquista a ser celebrada, mas também é um convite à reflexão. Que esse marco não seja apenas um símbolo isolado, mas um passo para que nosso Judiciário não precise mais de datas para lembrar que mulheres estão presentes em igualdade”, afirmou.

A presidente do STM, ministra Maria Elizabeth Rocha, primeira mulher a ser nomeada para o tribunal, afirmou que a presença feminina nos espaços de poder humaniza as instituições.

“Cada passo dado em favor da diversidade é um passo dado em direção a uma Justiça que se reconhece no outro e que se compromete com o ideal de universalidade inata ao direito. Justiça não se coaduna com exclusão”, disse a presidente.

O STM é composto por 15 ministros, sendo cinco civis e dez militares, cujas cadeiras estão distribuídas entre quatro vagas destinadas ao Exército, três à Marinha e três à Aeronáutica.

 

 


Fonte: Agência Brasil

Dívida Pública Federal alcança R$ 8,14 trilhões em agosto

0

A Dívida Pública Federal (DPF) atingiu R$ 8,14 trilhões em agosto, informou nesta terça-feira (30) o Tesouro Nacional. A alta foi de 2,59% em relação a julho, quando a dívida ficou em R$ 7,939 trilhões

Mesmo com a alta, a DPF continua abaixo do previsto. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado no início de fevereiro, o estoque da DPF deve encerrar o ano entre R$ 8,1 trilhões e R$ 8,5 trilhões. 

As emissões da Dívida Pública Federal em agosto corresponderam a R$ 175,69 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 39,05 bilhões, resultando em emissão líquida de R$ 136,64 bilhões – sendo R$ 136,94 bilhões referentes à emissão líquida da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) e R$ 300 milhões ao resgate líquido da Dívida Pública Federal externa (DPFe).

As emissões de títulos da DPMFi alcançaram R$ 175,56 bilhões, dos quais R$ 89,23 bilhões em títulos com remuneração prefixada; R$ 59,46 bilhões em títulos atrelados à taxa flutuante e R$ 26,82 bilhões em títulos indexados a índice de preços.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Desse total, foram emitidos R$ 164,49 bilhões nos leilões tradicionais, R$ 6,39 bilhões relativos às vendas de títulos do Programa Tesouro Direto e R$ 4,69 bilhões relativos às emissões diretas.

No mês de agosto, as emissões da DPFe totalizaram R$ 131,59 milhões, referentes aos desembolsos da dívida contratual. Os pagamentos dos fluxos de amortização e de juros da DPFe no período totalizaram R$ 435,93 milhões.

Em relação às emissões do Tesouro Direto, em agosto elas atingiram R$ 6,38 bilhões, enquanto os resgates corresponderam a R$ 3,454 bilhões. Com isso, a emissão líquida foi de R$ 2,93 bilhões. O título mais demandado pelos investidores foi o Tesouro Selic, que respondeu por 53,13% do montante vendido. O estoque do Tesouro Direto alcançou R$ 190,2 bilhões, o que representa um aumento de 2,40% em relação ao mês anterior. O título com maior representação no estoque é o Tesouro Selic, que corresponde a 36,50% do total.

PAF

Em relação ao PAF, o Tesouro informou uma atualização, passando para uma variação no intervalo de R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões.

Segundo o coordenador-geral substituto de Controle e Pagamento da Dívida Pública, Daniel Mario Alves de Paula, a alteração acontece em um cenário de mudança de percepção dos agentes, refletindo um movimento positivo e um ambiente mais saudável de emissão.

“Essa alteração reflete um ambiente muito mais saudável de emissão no ano, o que permitiu ao tesouro conseguir recompor de forma saudável o colchão de liquidez”, explicou.

Segundo Alves de Paula, a alteração no PAF para este ano, não significa necessariamente que o Tesouro está querendo chegar ao ponto máximo da banda. 

“A gente colocou uma banda confortável para que não fure nem para cima nem para baixo”, disse.

Fonte: Agência Brasil

Conferência: delegadas pedem sistema único de políticas para mulheres

0

As participantes da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (5ª CNPM), em Brasília, propuseram, nesta terça-feira (30), a criação do Sistema Nacional Federativo para as Mulheres com o objetivo de fortalecer a formulação e execução de políticas públicas de direitos das mulheres em todo o país, de forma articulada entre a União, estados, Distrito Federal e municípios.

Para o financiamento continuo e estável das ações de promoção dos direitos, de eliminação da discriminação da mulher e de enfrentamento à violência em todo o país, várias delegadas da 5ª CNPM pleiteiam a instituição de um fundo nacional para as mulheres.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, considera importante o pleito da criação de uma espécie de sistema único de políticas para as mulheres.

“Um sistema [assim] independe do mandato. Ele é constitucional, permanente, contínuo, assim como o Sistema Único de Saúde [SUS], o Sistema Único de Assistência Social [SUAS], o Sistema Único de Segurança Pública [SUSP], o Sistema Nacional de Cultura  [SNC]”, ressaltou.

No entanto, a ministra destaca que é preciso aguardar as deliberações da 5ª conferência e se aprovado pela maioria das delegadas, o Ministério das Mulheres dará continuidade ao debate. “A partir da deliberação destas propostas, esse é um debate que nós vamos dar continuidade. O importante é que as mulheres estão convencidas.”

Fundo nacional 

A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) reforça a demanda. “Se nós articularmos o sistema nacional federativo, nós vamos ter política pública no plano local e a articulação de política no plano federativo com estados, municípios e a própria União.”

Sobre a criação de um fundo nacional para as mulheres como parte de uma política nacional,  Maria do Rosário entende que o financiamento federativo das políticas públicas de direitos das mulheres será responsabilidade de todos. “Tem que estar na lei: todas as prefeituras, todos os governos estaduais, assim como o governo federal, independentemente de quem governe, têm a responsabilidade de ter um órgão específico e a secretaria de apoio às mulheres. E aí, nós vamos ter uma política que não é setorial, porque é preciso dar poder igual, como a ministra Márcia tem, para estar ao lado dos demais ministros, definindo as políticas de governo”, explicou a parlamentar gaúcha.   

A ministra Marcia Lopes disse que a criação do fundo é mais complexa do que uma política setorial. “Os [atuais] fundos vão continuar funcionando nas suas políticas e nós teremos que pensar se o fundo para as mulheres será para garantir a gestão, a organização dos setores de gestão da política, como é no Ministério das Mulheres, nos estados e nos municípios”.

Relação interfederativa

As lideranças políticas participaram do painel da 5ª CNPM com o tema O desafio de implementação de políticas públicas para as mulheres na relação interfederativa para debater a coordenação entre os diferentes níveis de governo na execução de ações voltadas ao público feminino.

A ministra Marcia Lopes explicou que em um pacto federativo a estrutura do governo do Brasil, seja no nível federal, estadual e municipal, deve estar entrosadas, integradas e articuladas.

“Não adianta nós termos leis maravilhosas, se não tivermos essa capacidade de entender a lógica do que é uma política intersetorial, de como nós vamos dialogar com os estados e municípios e como nós vamos qualificar as nossas atribuições.”

A ministra defende que deve haver um diálogo em todas as esferas. o Executivo, o Legislativo, o controle social. “Os movimentos sociais são fundamentais.”

O debate também contou com a participação da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, que relembrou o pioneirismo do estado que governa na luta pelos direitos das mulheres.


Brasília (DF) 30/09/2025 A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, participa de plenária da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (CNPM) de Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Brasília (DF) 30/09/2025 A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, participa de plenária da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (CNPM) de Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Fátima apontou diálogo federativo entre União, estados e municípios para garantir a efetividade das ações voltadas às mulheres. “É estreitando este diálogo que poderemos avançar na implantação de políticas concretas e transformadoras.”

Perante as delegadas da conferência, a ex-prefeita de Conde (PB), Márcia Lucena, estimulou a participação social dos debates sobre as políticas voltadas às mulheres “Nossa participação como mulheres é a agulha e a linha que vão costurar esse tecido do processo interfederativo.”

Representando o nível municipal, a prefeita de Juiz de Fora (MG), Margarida Salomão, defendeu que pensar em políticas públicas que assegurem os direitos das mulheres e ampliem suas possibilidades é algo fundamental e inadiável. A prefeita convidou as mulheres a se candidatem a cargos eletivos em 2026 para que ocupem espaços de poder e de decisão. “Nós havemos de marchar até que todas sejamos livres.”

Conselhos e secretarias

Márcia Lopes relatou que, em julho, esteve no Rio Grande do Sul para articular, juntamente com representantes de movimentos sociais, a criação da Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres e adiantou que percorrerá outros estados e municípios para sensibilizar gestores locais sobre a necessidade de implantação destes órgãos específicos.

A ministra ainda sugeriu estratégias da sociedade para elevar a quantidade de conselhos municipais de políticas para as mulheres. O baixo número impede o alcance e o controle social amplos dos direitos das mulheres.

“É a mobilização das mulheres, é a nossa organização, é o convencimento diário pela atuação dos conselhos, usando as mídias, as rádios comunitárias, pedindo audiência pública nas câmaras municipais, nas assembleias legislativas, é votando, no ano que vem, em mulheres e homens que defendem as políticas para as mulheres e votando em leis de cotas. Tem governadoras, prefeitas, que já fazem isso, que dizem que 50% do secretariado local é das mulheres. Só assim, as mulheres terão espaço político.”

Fonte: Agência Brasil

Santos Dumont é liberado e vai operar até mais tarde nesta terça

0

A pista do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, foi liberada às 17h25 desta terça-feira (30), segundo informou a Empresa Brasileira Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que opera o terminal. Dezenas de voos voram cancelados desde o início da manhã de hoje devido ao fechamento da pista, causado por um vazamento de óleo.

A Infraero informou que, excepcionalmente nesta terça, estenderá o horário de funcionamento do aeroporto, para auxiliar na regularização dos voos. O horário regular de funcionamento do Santos Dumont é das 6h às 23h. 

>> Anac orienta passageiros que perderam voos no Santos Dumont

Segundo balanço da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), divulgado após a reabertura da pista, 161 voos foram impactados pela suspensão das operações.

“Cerca de 16 mil passahgeiros tiveram o voo alternado ou cancelado e receberam assistência das empresas nos esforços de mitigação dos impactos causados pela inviabilidade de infraestrutura da pista principal do aeroporto”, diz a associação.

Óleo hidráulico

Os pousos e decolagens no aeroporto estavam suspensos desde o início da manhã, por causa de um vazamento de óleo hidráulico na pista de pouso, que ocorreu por volta de 3h desta madrugada.

A origem do óleo foi o motor de um caminhão desemborrachador, que era utilizado em um serviço de manutenção preventiva da pista ─ um procedimento rotineiro na aviação civil, segundo a Infraero. O caminhão não fazia transporte de combustível, e o óleo derramado é do motor do próprio equipamento.

Em nota, a Infraero esclarece que “imediatamente após a ocorrência, foi realizada a retirada do veículo e iniciada a limpeza com produto específico, um desengraxante biodegradável, em conjunto com a água dos carros de combate a incêndio, que possuem jatos de alta pressão”.

Segundo a empresa, todos os recursos disponíveis foram utilizados para a liberação da pista no menor prazo possível, atendendo aos critérios normativos. A Infraero informou ainda que a composição do pavimento das pistas de pouso e decolagem requer uma limpeza minuciosa, necessária para garantir os níveis de atrito das aeronaves com o solo.

“A retomada dos voos foi condicionada à completa remoção do produto, já que a pista precisa atender aos mais altos padrões de segurança. Foi emitido Notam (aviso aos aeronavegantes) para que as companhias áreas pudessem realizar as tratativas com os passageiros, como assistências e orientações gerais”, explicou a Infraero. O aviso aos aeronavegantes já foi suspenso.

*Matéria atualizada às 19h15 para acréscimo de balanço da Abear.

Fonte: Agência Brasil

DPU denuncia ilegalidade da "gratificação faroeste"

0

A Defensoria Pública da União (DPU) denunciou a ilegalidade do projeto de lei (PL) que restabelece, no Rio de Janeiro, a chamada “gratificação faroeste”. Segundo a DPU, o PL estimula confrontos com mortes no estado, vai contra a Constituição Federal e viola decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

A gratificação foi acrescentada ao PL 6.027/25, de autoria do próprio Poder Executivo, por meio de emenda proposta pelos deputados Alan Lopes (PL), Marcelo Dino (União) e Alexandre Knoploch (PL). Trata-se de uma premiação de 10% a 150% dos vencimentos de policiais que tenham se destacado por apreender armas de grande calibre ou de uso restrito, em operações policiais e por “neutralização de criminosos”, como diz o texto aprovado.

O PL foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) no último dia 23 e deverá seguir para a sanção ou veto parcial ou total do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

Apelidada de “gratificação faroeste”, a medida não é novidade, vigorou no Rio de Janeiro entre 1995 e 1998. Ela foi suspensa pela própria Alerj por conta de denúncias de extermínio.

A DPU enviou, nesta segunda-feira (29), um ofício ao governador afirmando que o PL é ilegal. O documento foi divulgado nesta terça (30).

Segundo a DPU, além de ser inconstitucional, o projeto ainda sofre de vício de iniciativa, já que propostas que instituam gratificações para agentes de segurança devem ter iniciativa da respectiva chefia do Poder Executivo.

Segundo a Defensoria, o próprio termo “neutralização”, usado no PL é impreciso e por si só viola a dignidade da pessoa humana.

“Pessoas não são ‘neutralizadas’, mas sim são mortas ou feridas, havendo exclusão, ou não (constatada após investigação policial e eventualmente de processos judiciais), da ilicitude em razão da necessidade de preservação da vida ou da segurança de pessoas inocentes”, diz o documento, escrito pelo defensor regional de direitos humanos do Rio de Janeiro, Thales Arcoverde Treiger.

Pedido de veto  

A denúncia feita pela DPU soma-se a do Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro, que também considerou o PL inconstitucional com argumentos semelhantes. No dia seguinte à aprovação da lei pela Alerj, o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão Julio Araujo, enviou um ofício ao Governo do Estado do Rio de Janeiro no qual elenca argumentos para que o texto seja vetado.

Segundo o documento, ao estimular esse tipo de atuação, “há um evidente favorecimento do incremento da letalidade policial”, ferindo o direito fundamental à segurança pública, previsto na Constituição de 1988. A medida também vai contra a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 635 (ADPF 635), do Supremo Tribunal Federal (STF), conhecida como “ADPF das Favelas”. A ADPF estabelece o contrário da gratificação, a adoção de protocolos para a reduzir as mortes em operações policiais.

Além disso, o MPF afirma também que a gratificação não poderia ter sido proposta por deputado estadual, pois, de acordo com a Constituição, as leis que dispõem sobre a criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de remuneração são de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo.

Até a publicação da reportagem, o MPF diz que não recebeu nenhum retorno do governo do Rio de Janeiro.

Questionamento na Justiça

Para a professora de Direito Penal da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenadora de políticas de drogas do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM), Luciana Boiteux, caso o PL seja sancionado, ela pode ser questionada junto a Justiça.

“Essa lei pode ser questionada via representação de inconstitucionalidade no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e pode também ser objeto de ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal”.

Segundo ela, o Rio de Janeiro não possui de fato uma política de segurança pública que seja efetiva e reduza a violência.

“A resposta é sempre a lógica do fortalecimento da polícia, do armamento, das intervenções em favelas, do aumento do número de policiais. Obviamente, esse tipo de política não dá o resultado da redução da violência”, diz. “É uma lógica inconstitucional que vai produzir resultados negativos e que reafirma a cultura da violência, do extermínio, do genocídio, e que, portanto, não pode ser sustentada por uma lei”, acrescenta.

Ela concorda que deve haver uma valorização dos servidores, mas que isso não pode ser às custas do incentivo a mortes. “É claro que os policiais, os agentes de segurança pública, têm que ter uma remuneração melhor, mas isso tem que ser pensado dentro de uma lógica da administração pública, que envolve também investimento em outros setores, por exemplo, na educação”, defende.

Plataforma política

Para o professor José Claudio Sousa Alves, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), a gratificação proposta no PL, não é apenas uma volta ao passado, mas também uma sinalização política de uma plataforma que tem sido defendida pela direita e extrema direita no Brasil, do uso da violência extrema como medida de segurança pública. Essa plataforma tem garantido vitórias eleitorais.

“Eles perceberam isso como um grande cenário político e eleitoral, apoiado em uma plataforma imbatível, que é essa da violência, com o discurso do ‘bandido bom é bandido morto’, de que tem que aumentar a repressão, tem que matar, tem que operar de uma forma cada vez mais violenta”, afirma Alves. “Hoje essa gratificação se insere num projeto muito mais amplo aonde a estrutura estatal de segurança pública passa a ser um grande escoador de recursos, mas não só de recursos financeiros, mas de projetos políticos eleitorais”, acrescenta.

Na prática, no entanto, Alves ressalta que o agravamento da violência não tem se mostrado eficaz no combate ao crime organizado e tem impactado diretamente a população, que sofre com suspensão de serviços, estresse rotineiro e até mesmo sendo ferida e morta em confrontos. 

“O discurso oficial de que é necessário fazer esse confronto, que para retirar barreiras nas favelas você tem que ir lá e confrontar, fazer guerra. As operações geram mortes, geram efeitos sobre a vida da população, serviços públicos interrompidos, sofrimento generalizado para população, morte de pessoas que estão naquele local sofrendo com essas operações”, diz.

Posicionamento do governo

A “gratificação faroeste” foi acrescentada no PL proposto pelo governo. O projeto prevê a reestruturação do quadro permanente da Secretaria de Estado de Polícia Civil. A principal mudança prevista no PL é a redução de 11 cargos para sete. O PL também regulamenta os benefícios pagos aos agentes, como décimo terceiro salário, auxílio-transporte, auxílio-invalidez e adicional de atividade perigosa. 

O texto, quando encaminhado ao governador Cláudio Castro, deve ser sancionado ou vetado em até 15 dias úteis. Em caso de veto, o PL volta à Alerj, que dará a palavra final. O plenário da assembleia pode derrubar o veto, deste que tenha maioria dos votos. Nesse caso, a lei é, então, promulgada pelo presidente da Assembleia Legislativa.

Procurado para se posicionar em relação ao PL, o Governo do Estado disse que ainda não recebeu da Alerj o texto final e reforçou que “assim que for recebido, começará a contar o prazo de 15 dias úteis para que o governador sancione ou vete.”

 


Fonte: Agência Brasil