O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ter gostado da conversa que teve na manhã desta segunda-feira (6), por telefone, com o presidente Luís Inácio Lula da Silva. “Nossos países se darão muito bem juntos”, postou ele em sua rede social.
“Esta manhã, tive uma ótima conversa telefônica com o presidente Lula, do Brasil. Discutimos muitos assuntos, mas o foco principal [abrange] a economia e o comércio entre nossos dois países. Teremos novas discussões e nos encontraremos em um futuro não muito distante, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Gostei da conversa — nossos países se darão muito bem juntos!”, afirmou Trump.
“Em tom amistoso, os dois líderes conversaram por 30 minutos, quando relembraram a boa química que tiveram em Nova York por ocasião da Assembleia Geral da ONU [Organização das Nações Unidas]. Os dois presidentes reiteraram a impressão positiva daquele encontro”, informou o Palácio do Planalto.
A ligação telefônica ocorreu por iniciativa de Trump. Os dois presidentes chegaram a trocar números de telefones para estabelecer uma via direta de comunicação.
Na conversa, Lula disse que o contato representa uma “oportunidade para a restauração das relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente”.
Sobretaxa
Ele recordou que o Brasil é um dos três países do G20 com quem os Estados Unidos mantêm superávit na balança de bens e serviços. Na sequência, solicitou a retirada da sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos nacionais, além das medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras.
“O presidente Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para dar sequência às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad”, informou o Palácio do Planalto.
Os dois presidentes concordaram em se encontrar pessoalmente em breve. Lula sugeriu que a reunião seja durante a Cúpula da Asean, na Malásia. Ele reiterou convite a Trump para participar da COP30, em Belém, em novembro, e se dispôs também a viajar aos Estados Unidos.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que o mercado de trabalho no Brasil é “o mais exuberante” das últimas três décadas. Disse também que, pelas expectativas do mercado, não se vê a inflação atingindo a meta pelo menos até 2028.
A afirmação foi feita nesta segunda-feira (6) durante palestra proferida no Instituto Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo.
“A série histórica dá a entender que talvez estejamos em pleno emprego. Temos dados bastante fortes do que vem acontecendo [em relação a isso]. A massa salarial e o rendimento médio real têm uma alta bastante acentuada nesse sentido. Então acho que é difícil dizer que a gente não tem, provavelmente, o mercado de trabalho mais exuberante que a gente viu nas últimas três décadas”, disse o presidente do BC.
Galípolo disse, ainda, que para o país continuar crescendo sem ter uma pressão inflacionária, é muito importante que esse crescimento se dê por aumento de produtividade. “Mas por uma produtividade que permita a gente ter uma sustentabilidade, [de forma a termos] uma duração mais longa nesse crescimento”, complementou.
Ele reiterou que a elevação dos juros se deve às pressões inflacionárias. “A gente sabe que 15% é uma taxa de juros elevada, mas percebam a situação que a gente tinha em abril: 57% dos itens que compõem o IPCA estavam superiores ao dobro da meta de inflação”, disse.
“A gente não vê a inflação na meta em nenhum dos horizontes, nem até 2028, pelas expectativas do Focus. É óbvio que o BC tem suas próprias projeções. E a gente incorpora todas essas projeções. Dentro das expectativas do Focus e dentro das nossas projeções, esse é um indicativo de bastante incômodo”, complementou.
Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a prisão ocorreu na região de Cotia, na Grande São Paulo. Este é o quinto suspeito preso por envolvimento no caso.
O ex-delegado Ruy Ferraz Fontes foi assassinado no dia 15 de setembro na cidade de Praia Grande, no litoral paulista, em um bairro próximo à prefeitura e ao fórum do município. Imagens de câmeras de segurança mostraram o carro dele em fuga, em alta velocidade, até capotar entre dois ônibus ao tentar entrar em uma avenida.
As imagens mostram que o carro que o perseguia chega pouco depois, bate em um dos ônibus e dele saltam três homens com fuzis. Dois se deslocam até o carro de Ruy e disparam. Na fuga, voltaram pela mesma avenida usada na perseguição.
Ferraz foi delegado por mais de 40 anos, tendo passado pela Divisão de Homicídios do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), além de ter sido titular da 1ª Delegacia de Polícia da Divisão de Investigações Sobre Entorpecentes do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da 5ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Furtos e Roubos a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e comandado outras delegacias e divisões na capital.
Também foi diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (DECAP) e esteve à frente da Delegacia Geral de Polícia do Estado de São Paulo. Ferraz foi responsável pela prisão de lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) nos anos 2000, quando atuava na repressão a roubo de bancos, e também como delegado-geral, função que exerceu até 2022. Depois de se aposentar, ele assumiu a Secretaria de Administração de Praia Grande (janeiro de 2023), permanecendo na gestão iniciada em 2025 com o prefeito Alberto Mourão.
Nesta segunda-feira (6), o plenário da Câmara Legislativa se transformou em palco de celebração: uma sessão solene homenageou os 25 anos da pedagogia Waldorf em Brasília — uma abordagem educacional que vê a criança como um ser em constante florescimento, cultivando saberes com arte, afeto e liberdade. Inspirada na Antroposofia de Rudolf Steiner, a Waldorf propõe uma educação integral, contemplando o desenvolvimento físico, emocional, intelectual e espiritual do ser humano.
A homenagem foi proposta pelo presidente da Comissão de Educação e Cultura (CEC), deputado Gabriel Magno (PT). O parlamentar ressaltou o impacto positivo da pedagogia na educação do DF, destacando que a filosofia – hoje presente em escolas públicas e privadas – estimula diversas virtudes em seus alunos.
“Eles nos mostram que a escola também é lugar da diversidade, da democracia e da participação. A pedagogia Waldorf é muito engajada nesse processo”, ressaltou o distrital.
Para Karla Neves, representante do Seminário Waldorf de Brasília, a filosofia de ensino surge como resposta à necessidade de se formar uma sociedade mais saudável em múltiplos aspectos. Ela classifica a implementação da metodologia na capital federal como um “impulso de amor que chegou ao cerrado” e destaca que tiveram que enfrentar muitas barreiras no início por conta do desconhecimento e do preconceito de parte da população e do poder público.
“Para conseguir chegar aonde chegamos, contamos com a ajuda de muitas mãos amorosas e muitos corações calorosos. Muitas mãos que queriam um caminho escolar permeado de vida e de significado, de interesse e anseio por aprender”, avalia.
A deputada federal por Brasília Erika Kokay (PT) ressaltou que a pedagogia Waldorf lida com todas as dimensões e todas as inteligências que o ser humano carrega. “Ela trabalha com um respeito muito profundo às singularidades, porque somos seres únicos e, ao mesmo tempo, nos ensina que somos iguais em dignidade e em direitos”, destacou a parlamentar.
Uma pedagogia que inspira
Representando a Escola Waldorf Moara, Sandra Maria falou sobre a importância de uma pedagogia livre, que amplia e diversifica o olhar para a educação do ser humano. A educadora frisou ainda que as instituições não têm fins lucrativos.
Sandra Maria de Moura, da escola Waldorf Moara. Foto: Ângelo Pignaton / Agência CLDF
“A gente busca um ambiente propício e inspirador no qual os indivíduos possam contemplar o mundo agindo, sentindo e pensando com bondade, beleza e verdade”, afirmou.
Um dos protagonistas da pedagogia no DF é o movimento Txai, uma iniciativa educacional formada por um grupo de professoras da rede pública que implementou os princípios da pedagogia Waldorf nas escolas públicas, especialmente na educação infantil.
A coordenadora-geral do Movimento Txai, Luana Angélica, contou que o grupo foi criado para a realização de um sonho: levar os benefícios da filosofia Waldorf para as crianças e famílias em vulnerabilidade social.
“Para sermos seres humanos plenos, teremos que acabar com o abismo social que existe no Brasil e enxergarmos a metade da população que ainda não têm uma educação digna. Isso é ser Txai”, declarou.
Já a representante da Confederação Nacional de Trabalhadores em Educação (CNTE), Rosilene Lima, enxerga na pedagogia Waldorf uma importante ferramenta para que a sociedade aprenda a ser mais tolerante.
“No mundo atual, em que temos que lidar com as intolerâncias, mais que nunca a gente precisa de uma educação que enxergue cada um dos alunos, mas que trabalhe para que esse aluno respeite e conviva com o todo. Somos seres individuais com particularidades, mas não podemos transformar individualismo em egoísmo”, destacou.
Máira Sokolowski: Waldof exige mais que conhecimento técnico. Foto: Ângelo Pignaton / Agência CLDF
A fundadora da Escola Waldorf Rural Pequizeiro, Máira Sokolowski, pontuou que a filosofia chegou ao DF para “formar seres humanos livres, conscientes e socialmente responsáveis”. Para ela, o coletivo de professores que se dedica diariamente a promover uma educação mais lúdica, inclusiva e afetuosa nas escolas Waldorf merecem o reconhecimento pelos 25 anos da pedagogia na capital.
“A Waldof é uma educação que exige mais que conhecimento técnico, também presença, escuta, coragem, arte e amor. E são os professores que, no dia a dia, tornam esses princípios realidade em nossas salas de aula”, elogiou.
Ian Tostes, aluno da Escola Moara, revelou que criou no ambiente escolar alguns dos vínculos mais fortes que tem na vida. Segundo ele, isso se deu em razão do espírito de humanidade e respeito que é incentivado.
“A escola Waldorf, por conta das experiências únicas, moldou grande parte do ser humano que sou hoje. A Moara me ensinou que o futuro é importante, pois não podemos pensar somente no agora. Mas ensinou também que a vida é vivida em partes. Por isso não devo deixar de rir e me divertir agora porque estou ocupado demais pensando na função que vou exercer depois da faculdade”, declarou emocionado.
A cerimônia foi coroada com apresentações artísticas do corpo docente das escolas e dos alunos. A solenidade completa pode ser assistida na íntegra pelo YouTube da CLDF.
Apresentação artística de alunos da pedagogia Waldorf. Foto: Ângelo Pignaton / Agência CLDF
Histórico
A Waldorf é uma abordagem educacional criada em 1919 pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner, fundamentada na Antroposofia — uma ciência espiritual que busca compreender o ser humano em sua totalidade. Na prática, essa pedagogia propõe uma educação integral, que respeita os ritmos de desenvolvimento físico, emocional, intelectual e espiritual da criança. Em vez de focar apenas em conteúdos acadêmicos, a Waldorf valoriza a arte, o brincar, a natureza e a vivência como caminhos para o aprendizado, formando indivíduos mais conscientes, criativos e empáticos.
No Distrito Federal, o movimento Waldorf começou a ganhar forma em 1991, por meio de grupos de estudo formados por educadores e famílias interessados em uma educação mais humanizada. Esse esforço culminou na fundação da primeira escola Waldorf de Brasília em 2000, marcando o início de uma trajetória que hoje se estende por instituições privadas, comunitárias e até projetos dentro da rede pública. Um exemplo é o Movimento Txai, que desde 2018 atua na Escola Classe Beija-Flor, promovendo formações, palestras e práticas pedagógicas inspiradas na Waldorf, com foco na educação infantil.
Ao longo desses 25 anos, a pedagogia Waldorf no DF tem se consolidado como uma alternativa que desafia os modelos tradicionais e propõe uma escola onde o conhecimento é cultivado com afeto, beleza e propósito.
Lançamento do Protocolo e Linha de Cuidado do Goiás Todo Rosa marca abertura da Campanha Outubro Rosa (Foto: SES-GO)
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) deu início à programação do mês dedicado à conscientização e controle do câncer de mama, conhecido como Outubro Rosa, em solenidade realizada nesta segunda-feira (6/10), em Goiânia, com apresentação do Protocolo e Linha de Cuidado do Goiás Todo Rosa.
O novo protocolo tem como objetivo organizar e qualificar a rede de atenção oncológica, garantindo diagnóstico precoce, tratamento ágil e redução da mortalidade entre mulheres goianas.
A ação soma-se ao fortalecimento do programa após a assinatura de termo de cooperação com o Instituto Natura, realizada em setembro, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira. A parceria garante apoio técnico e estratégico para ampliar o alcance do Goiás Todo Rosa em todas as regiões do estado.
“Estamos contentes em lançarmos, no Outubro Rosa, essa linha de cuidado que é exatamente para oferecer o cuidado integral a todas as mulheres, com a prevenção do câncer de mama. Temos capacitado mais de mil profissionais em todo o estado, ou seja, já colorimos todas as regiões, trabalhando com um painel genético, onde fazemos a investigação para saber se alguma mulher herdou o câncer de mama, a tempo de prevenir”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Rasível Santos.
“A importância disso é o grau de antecipação, esse avanço de fazer o diagnóstico por meio de um rastreamento genético e, havendo a probabilidade de desenvolver o câncer, permitir medidas para que ele não ocorra. A mulher vai ter acesso à cirurgia que chamamos redutora de risco, que é a mesma feita pela atriz Angelina Jolie, além de outras medidas possíveis por meio do aconselhamento genético realizado nesse processo”, reforçou a líder de Saúde das Mulheres do Instituto Natura, Mariana Lourencinho.
Goiás Todo Rosa
Criado em 2023, a partir de convênio entre a SES e a Universidade Federal de Goiás (UFG), o Goiás Todo Rosa foi o primeiro programa estadual a disponibilizar no Sistema Único de Saúde (SUS) o painel genético para câncer de mama e ovário hereditário.
Até agosto de 2025, foram realizados 571 exames genéticos, com 81 casos positivos identificados, permitindo estratégias personalizadas de prevenção e tratamento.
De acordo com a reitora da UFG, Angelita Pereira, o convênio com a SES permitiu ofertar à população uma pesquisa com resultados e, agora, oferecer pelo SUS essa possibilidade de prevenção.
“Mais de quinhentas mulheres fizeram o exame e 33% tiveram positividade, podendo seguir com tratamento preventivo”, destacou.
Outubro Rosa
O Outubro Rosa já é conhecido como o mês de prevenção ao câncer de mama, que é a principal causa de morte entre mulheres no Brasil e representa um desafio também em Goiás. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), entre 2023 e 2025 o estado contabilizou 3.397 casos da doença, sendo 1.594 em 2023, 1.270 em 2024 e 533 em 2025, este último ainda com números preliminares. No mesmo período, 1.717 mulheres perderam a vida em decorrência do câncer de mama.
Estudos da Sociedade Brasileira de Mastologia mostram que o diagnóstico precoce pode reduzir a mortalidade em até 45%, reforçando a importância do rastreamento. Goiás dispõe de 123 aparelhos de mamografia pelo SUS e segue a recomendação do Ministério da Saúde para realização do exame a cada dois anos em mulheres de 40 a 74 anos. Em 2023, foram realizados 113.855 exames; em 2024, 107.697; e, em 2025, até agosto, 61.608.
Durante todo o mês de outubro, a SES reforça o alerta sobre a importância da prevenção, com a realização do exame de mamografia, e segue com uma programação que atinge todas as unidades estaduais de saúde.
De 13 a 17 de outubro será realizada a Semana da Mobilização, com ações de orientação sobre prevenção e diagnóstico precoce. No dia 15, o chamado “Dia R”, servidores e comunidade são convidados a usar roupas rosas em apoio à campanha.
Durante essa semana, todas as policlínicas estaduais estarão com as portas abertas para realização dos exames de mamografia. As unidades estarão preparadas para atender tanto os exames já agendados quanto os realizados por demanda espontânea. Já no dia 23, às 8h30, será realizado um encontro sobre a importância do rastreamento do câncer de mama na Atenção Primária à Saúde, no Hotel K, em Goiânia.
Durante todo o mês, prédios públicos em Goiás estarão iluminados de rosa para reforçar a mensagem da prevenção. A SES reforça a necessidade de prevenção, com a realização de exames para diagnóstico em tempo oportuno, rastreamento de casos suspeitos e tratamento do câncer de mama, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde.
Representantes do Ministério da Previdência alertaram, nesta segunda-feira (6), que o avanço da chamada pejotização, que é a contratação de trabalhadores como Pessoa Jurídica (PJ), ou seja, como uma empresa, levaria ao fim do modelo de previdência social como conhecemos no Brasil.
“A pejotização é muito mais do que uma reforma da Previdência. É o fim do modelo de Previdência Social do Brasil”, afirmou o secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo da Cunha, em audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF).
Convocada pelo ministro Gilmar Mendes, o relator da ação que suspendeu todos os processos sobre suposta fraude contratual de trabalhadores via PJ, a audiência pública recebe 78 pessoas, entre representantes do governo, da sociedade civil, do setor empresarial, de sindicatos, entre outros.
“[A pejotização] vai jogar quem está na CLT para fora dela. O que restará à sociedade e ao Estado são dois caminhos. Ou o Estado ampliará enormemente suas despesas com previdência nos próximos anos e décadas, ou, o que é bem mais provável que aconteça, novas propostas de reforma da Previdência trarão cortes gigantescos nessa proteção social”, disse.
Adroaldo alertou que 73% da Previdência é financiada pela folha de pagamento dos empregados contratados via CLT e que a substituição de 10% desses trabalhadores para um regime de PJ traria uma perda anual de aproximadamente R$ 47 bilhões.
A chamada pejotização vem substituindo os contratos de trabalho via carteira de trabalho [CLT], levando a uma redução das obrigações trabalhistas por parte das empresas, que não precisam pagar a previdência e o FGTS, por exemplo, causando perdas bilionárias ao INSS. A prática costuma ser interpretada pela Justiça do Trabalho como fraude.
O diretor do Departamento de Regime Geral da Previdência Social do INSS, Eduardo da Silva Pereira, citou o envelhecimento da população como um fator que agrava o financiamento da Previdência. Para ele, o aumento da pejotização agravará a situação.
“Nós já temos uma acentuada necessidade de financiamento e isso só agravaria o processo. O processo de pejotização desfaz o pacto social construído em torno da Previdência, em que nós temos um financiamento tripartite, empregadores, trabalhadores e governo financiando a Previdência. O processo de pejotização tira o empregador desse processo. Quem vai financiar é só o governo e o empregado”, pontuou.
Nova arquitetura
Especialistas ouvidos na audiência pública do STF nesta segunda-feira, afirmaram que para evitar a perda de arrecadação da Previdência Social, seria preciso elaborar um novo modelo de financiamento.
O economista Felipe Salto, ex-secretário da Fazenda do governo de São Paulo, entende que a pejotização é um caminho sem volta e que não deve se alterar.
“As novas relações do mercado de trabalho, a incorporação de novas tecnologias, a modernização, elas são irreversíveis. Nós não vamos mais conseguir voltar atrás e imaginar um mundo ideal em que todos estejam simplesmente contratados pela CLT”, disse.
Para Salto, será preciso pensar em novas formas de arrecadação para sustentar as políticas públicas, sobretudo a Previdência Social.
“[Uma sugestão é] a introdução de uma progressividade na tributação das pessoas jurídicas, sobretudo as chamadas uniprofissionais. Uma consolidação dos regimes que hoje nós temos, do MEI, do Simples, das uniprofissionais e da CLT, em benefício do financiamento do Estado”, ponderou o especialista.
Agehab entrega, nesta segunda-feira (06/10), 100 cartões do Aluguel Social, em Maurilândia, e beneficia outras 247 famílias de Itapuranga com escrituras de Regularização Fundiária (Fotos: Octacílio Queiroz/Agehab)
A Agência Goiana de Habitação (Agehab) e a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra) entregam benefícios habitacionais, nesta segunda-feira (06/10), em Maurilândia e Itapuranga. No município de Maurilândia, 100 cartões do Aluguel Social serão entregues à população. O evento terá início às 14 horas, na Quadra Poliesportiva Sandra Faria.
Na sequência, 247 famílias de Itapuranga serão beneficiadas com escrituras de Regularização Fundiária. A cerimônia começará às 18h30, na Escola Século XXI.
De acordo com a coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, o papel do Estado é apoiar as pessoas que mais precisam com políticas públicas eficientes.
“As despesas com o aluguel consomem grande parte da renda das famílias. Com essa ajuda, elas podem abrir espaço para realizar outros sonhos”, declara Gracinha.
Benefícios habitacionais
O presidente da Agehab, Alexandre Baldy, explica que o benefício de R$ 350, repassado durante 18 meses, é destinado às famílias em vulnerabilidade social, exclusivamente para pagamento do aluguel.
“Esse programa é uma vertente importante da política habitacional instituída em Goiás porque reduz o impacto desse gasto no orçamento doméstico. Sendo um recurso destinado exclusivamente para esse fim, o valor é repassado diretamente do locatário para o locador, via aplicativo bancário”, observa Baldy.
Desde seu início, em 2021, o Programa de Aluguel Social já beneficiou mais de 78 mil famílias, distribuídas em mais de 163 municípios até agora. Segundo o secretário da Infraestrutura, Adib Elias, o objetivo é proporcionar aos beneficiários, que se enquadram no perfil exigido, o tempo necessário para reestruturação financeira.
“São milhares de famílias que ainda estão na fila de espera por um programa de casa própria que atenda suas necessidades, e seguem sufocadas pelo peso do aluguel enquanto isso”, declara Adib.
Pela segunda semana consecutiva, o mercado financeiro revê para baixo as expectativas que tem com relação à inflação em 2025, passando dos 4,81 projetados há uma semana para 4,80%, segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central.
Há quatro semanas, o mercado trabalhava com uma projeção de 4,85% no ano, para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, a inflação oficial do país). Para os anos subsequentes, projeta inflação de 4,28% em 2026; e de 3,90% em 2027.
A estimativa para 2025 ainda está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.
A prévia da inflação mostra que os preços dos alimentos caíram pelo quarto mês seguido. Em setembro, o recuo foi 0,35% e impacto de -0,08 p.p. Em agosto, a queda foi 0,53%.
Selic
Para alcançar a meta de inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Selic), definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Este é o mesmo percentual projetado pelo Focus há 15 semanas consecutivas.
As incertezas do cenário econômico externo e indicadores que mostram a moderação no crescimento interno estão entre os fatores que levaram à manutenção da Selic, na última reunião
De acordo com a última ata divulgada, a taxa de juros atual deverá ser mantida “por período bastante prolongado” para garantir que a meta da inflação seja alcançada.
Para os anos de 2026 e 2027, o mercado projeta redução dessa taxa para 12,25% e 10,50%, respectivamente.
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB
Já com relação à economia, o mercado financeiro mantém, há quatro semanas a mesma projeção para 2025, de um Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todas as riquezas produzidas no país) em 2,16%.
Para os anos subsequentes, as projeções também se mantiveram estáveis, mas por três semanas consecutivas, em 1,80% para 2026; e em 1,90% em 2027.
Dólar
Com relação ao câmbio, o Boletim Focus trabalha com a expectativa de queda na cotação do dólar. O mercado financeiro projeta que a moeda norte-americana fechará 2025 cotada a R$ 5,45.
Na edição anterior do boletim, publicada há uma semana, a expectativa era de que o dólar fecharia o ano a R$ 5,48; e há quatro semanas a projeção estava em R$ 5,55. Para 2026, o mercado trabalha com uma cotação do dólar a R$ 5,53; e para 2024, a R$ 5,56.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrega, nesta segunda-feira (6), em Imperatriz (MA), 2.837 unidades do Minha Casa, Minha Vida. O Residencial Canto da Serra teve mais de R$ 358,6 milhões em investimentos do governo federal.
Mais de 11 mil pessoas serão beneficiadas. Entre os contemplados, estão 1.619 famílias que integram o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), enquadradas na Faixa 1 do programa de habitação, que receberão as moradias totalmente subsidiadas.
Em 2023, com a retomada do Minha Casa, Minha Vida pelo governo Lula, o Ministério das Cidades isentou os beneficiários desses programas sociais de pagarem as parcelas do financiamento, ou seja, recebem a casa própria de graça. A isenção é permanente: mesmo se deixarem o Bolsa Família ou o BPC, eles continuam livre das prestações.
Os recursos para isso vêm do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS).
A Faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida é voltada para o público de baixa renda e com maiores percentuais de subsídio. A renda familiar bruta para enquadramento é de R$ 2.850 para os imóveis urbanos.
Na Faixa 2 são atendidas famílias com renda entre R$ 2.850,01 a R$ 4,7 mil e na Faixa 3 as de renda entre R$ 4,7 mil a R$ 8,6 mil. O programa oferece ainda crédito habitacional para famílias com renda até R$ 12 mil, por meio do Minha Casa, Minha Vida Classe Média.