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Professor brasileiro perde 21% do tempo de aula para manter disciplina

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No Brasil, os professores perdem, em média, 21% do tempo de aula para manter a ordem em sala. Ou seja, a cada cinco horas de aula, uma hora é perdida para conseguir a atenção dos estudantes. O dado é da Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis) 2024, divulgada nesta segunda-feira (6), pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O estudo, feito a partir de entrevistas com professores e diretores principalmente dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano), compara a educação em 53 países.

Enquanto no Brasil, os professores perdem 21% do tempo de aula com questões relacionadas à disciplina, nos países-membros da OCDE a média é menor, 15%. O estudo mostra que houve um aumento de 2 pontos percentuais entre 2018 e 2024, tanto no Brasil quanto entre os países da organização. 

Ainda de acordo com a pesquisa, quase a metade dos professores brasileiros (44%) relatam que são bastante interrompidos pelos alunos. O patamar é mais do que o dobro registrado pela média da OCDE, que é de 18%. 

Em relação ao estresse sofrido no dia a dia, o relato dos professores brasileiros é semelhante ao dos docentes dos países da OCDE: 21% dizem que o trabalho é muito estressante, enquanto a média da OCDE é 19%. O índice aumentou em 7 pontos percentuais em relação à 2018 no Brasil.

Quanto aos impactos na saúde mental e física, o Brasil supera a média dos demais países pesquisados. Entre os professores brasileiros, 16% dizem que a docência impacta negativamente na saúde mental, enquanto entre os países da OCDE, a média é 10%. Já a saúde física é muito impactada pela profissão de acordo com 12% dos professores brasileiros, enquanto a média da OCDE é 8%.

Valorização

O estudo destaca que a valorização dos professores é importante para manter os bons profissionais na carreira. No Brasil, no entanto, apenas 14% acreditam que os professores são valorizados na sociedade. Esse percentual aumentou 3 pontos percentuais em relação a 2018, mas segue inferior à média da OCDE, de 22%.

O mesmo percentual (14%) acredita que os professores são valorizados nas políticas públicas do país, um aumento de 8 pontos percentuais em relação ao último estudo. A média da OCDE é 16%. 

Apesar do cenário, a maior parte dos professores brasileiros, 87%, afirma que, no geral, está satisfeito com o trabalho – mesmo patamar registrado em 2018. O índice é próximo da média da OCDE, de 89%. Além disso, para mais da metade, 58%, ser professor foi a primeira escolha de carreira – porcentagem similar à OCDE e a mesma de 2018.

Esta é a 4ª edição da Talis, que foi realizada no Brasil entre os meses de junho e julho de 2024. Os estudos sobre a realidade brasileira foram conduzidos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com a colaboração das secretarias de educação das 27 Unidades Federativas. 

Fonte: Agência Brasil

São Paulo é derrotado e se complica na Libertadores Feminina

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O São Paulo ficou em situação complicada no Grupo C da Copa Libertadores Feminina após ser derrotado pelo placar de 1 a 0 pelo Colo-Colo (Chile), na noite desta segunda-feira (6) no Estádio Nuevo Francisco Urbano, em Morón (Argentina).

Após o revés, as Soberanas ocupam a vice-liderança da chave com três pontos. A liderança do Grupo é ocupada justamente pelas chilenas, que estão com 100% de aproveitamento na competição. E a vitória do Colo-Colo foi garantida com um gol da meio-campista Valencia, artilheira da atual edição da Libertadores com três gols marcados.

Agora, o São Paulo terá que buscar a classificação diante do Olimpia (Paraguai), a partir das 20h (horário de Brasília) da próxima quinta-feira (9).

Ferroviária nas quartas

Quem já garantiu a presença nas quartas de final da competição é a Ferroviária. Na noite do último domingo (5), as Guerreiras Grenás superaram o Alianza Lima (Peru) no Estádio Florencio Sola, em Buenos Aires, pelo placar de 2 a 1. Após um primeiro tempo sem gols, Júlia Beatriz abriu o placar para o time de Araraquara, Molina empatou para as peruanas e Mylena Carioca deu números finais ao marcador.



Fonte: Agência Brasil

Lula diz que Israel viola leis ao interceptar flotilha com brasileiros

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (6) que Israel violou as leis internacionais ao interceptar os integrantes da Flotilha Global Sumud com cidadãos brasileiros, fora de seu mar territorial.

“E segue cometendo violações ao mantê-los detidos em seu país”, disse Lula, nas redes sociais

A flotilha humanitária levava alimentos, água potável e suprimentos médicos ao povo palestino em Gaza. No dia 2 de outubro, parte do grupo foi interceptada por forças navais israelenses

O presidente disse que determinou que o Ministério das Relações Exteriores preste auxílio para garantir a integridade dos brasileiros.

“Desde a primeira hora, dei o comando ao nosso Ministério das Relações Exteriores para que preste todo o auxílio para garantir a integridade dos nossos compatriotas e use todas as ferramentas diplomáticas e legais, junto ao Estado de Israel, para que essa situação absurda se encerre o quanto antes e possibilite aos integrantes brasileiros da flotilha regressarem a nosso país em plena segurança”, escreveu o presidente. 

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Condições degradantes

Em nota divulgada hoje, a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), que integrava a flotilha humanitária, informou que os participantes detidos ilegalmente denunciaram condições degradantes, uso de violência psicológica e falta de tratamento médico adequado. 

“Alguns, inclusive Luizianne, só receberam medicamentos após pressão diplomática. Também relataram que audiências judiciais foram realizadas sem representação legal”, diz a nota divulgada pela parlamentar. 

Fonte: Agência Brasil

Tarifaço: conversa entre Lula e Trump é "avanço concreto", avalia CNI

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A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) avaliou como “avanço concreto” a conversa entre o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o dos Estados Unidos, Donald Trump, que ocorreu nesta segunda-feira (6), por videoconferência.  

Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, o encontro virtual reforça “o respeito mútuo e a relação entre os dois países”.

“Para a indústria, é muito relevante esse avanço das tratativas. Desde o início, nós defendemos o diálogo, pautado pelo respeito e pela significância desta parceria bicentenária. Vamos acompanhar e contribuir com o que for possível.”

De acordo com a confederação, Lula pediu a Trump a revogação da tarifa adicional sobre os produtos brasileiros. Segundo a CNI, caso a demanda seja aceita pelos Estados Unidos, seria aberto espaço para isentar US$ 7,8 bilhões em exportações brasileiras aos EUA.

“O que está em jogo não é um ganho extra para o Brasil, mas a recuperação de espaço comercial. A possibilidade de integrar o anexo [Potential Tariff Adjustments for Aligned Partners] significa devolver previsibilidade e competitividade às nossas exportações, corrigindo distorções que afetam diretamente a indústria e o emprego no país”, afirmou Alban.

O anexo Potential Tariff Adjustments for Aligned Partners (potencial ajuste tarifário para parceiros aliados, em tradução livre) foi apresentado pela Ordem Executiva dos EUA nº 14.346, em 05 de setembro, e prevê possíveis isenções tarifárias para 1.908 produtos, condicionadas a compromissos em matéria de comércio e segurança. 

De acordo com a análise da CNI, o anexo abrange 18,4% do que foi exportado pelo Brasil ao mercado estadunidense em 2024.

Esse percentual se somaria aos 26,2% já isentos de tarifas adicionais. Café, cacau, frutas e produtos metálicos estão entre os itens que podem ser beneficiados.

Fonte: Agência Brasil

CPMI do INSS: empresário responde a relator, mas se cala para comissão

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Depois de responder a perguntas feitas pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), o empresário Fernando dos Santos Andrade Cavalcanti informou que vai permanecer em silêncio durante o restante do seu depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, nesta segunda-feira (6).

“O Fernando vai permanecer, a partir de agora, em silêncio. Não vai dizer sim ou não”, disse o advogado de Cavalcanti, Thiago Machado.

Ex-sócio do advogado Nelson Willians, um dos investigados no esquema de desconto de mensalidades de associações de aposentados e pensionistas, o empresário foi um dos alvos da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF) e da Contralodoria-Geral da União (CGU), que investiga o esquema de descontos fraudulentos em aposentadorias e pensões do INSS.

Um habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux deu a Cavalcanti o direito de não ser obrigado a responder a perguntas que possam incriminá-lo.

Ao iniciar o seu depoimento, por volta das 16h30, o empresário negou as acusações de que integrava o esquema de desvios de mensalidades de aposentados. Ele disse não ser laranja e nem beneficiário do esquema. Ele disse ainda desconhecer as atividades ilícitas de Nelson Willians e de Maurício Camisotti.

Willians é dono de um dos mais caros escritórios de advocacia do país e que se tornou conhecido por ostentar em suas redes sociais uma vida de luxo.

Ele atuava com Maurício Camisotti e Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontados como os principais operadores do esquema de corrupção.

“O que tenho conhecimento da relação entre os dois são esses empréstimos que são pagos até hoje, contratos. Nunca fui laranja, atuador ou beneficiário de qualquer esquema. Minha atuação sempre foi de gestor e os pagamentos recebido sempre foram compatíveis com todas as funções que eu desempenhava e com a minha vida”, afirmou.

Patrimônio

Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu mais de 20 veículos de luxo pertencentes a Cavalcanti. Entre os veículos estão uma Ferrari, avaliada em cerca de R$ 4,5 milhões, uma réplica de um carro de fórmula 1 e diversas motos.

Os veículos foram apreendidos em um shopping de Brasília e foram encaminhados para lá, um dia antes da Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23 de abril do ano passado.

“Contra Fernando Cavalcanti não pesa qualquer investigação de envolvimento de fraude com o INSS. Não houve ocultação, nem má-fé. Os veículos mencionados são de propriedade da minha empresa, adquiridos de forma lícita, alguns ainda em financiamento, como a tão falada Ferrari, que só termino de pagar, salvo melhor juízo em 2027. Aqui em Brasília é comum que carros sejam guardados em estabelecimentos comerciais”, disse.

Além dos automóveis, diversos relógios de luxo também foram apreendidos na casa do empresário e vinhos de uma adega, avaliados em mais de R$ 7 milhões.

O relator da CPMI, perguntou sobre a evolução patrimonial de Cavalcanti, que antes de integrar o escritório de Nelson Willians, em 2017, trabalhava na Assembleia Legislativa de São Paulo, como assessor de um parlamentar, ganhando pouco mais de R$ 5 mil.

“Em 2017 eu tava vindo da Assembleia Legislativa e tinha um patrimônio que não chegava nem em R$ 100 mil. Em 2025, eu não sei falar excelência. Meu patrimônio está no imposto de renda declarado, mas é uma informação que eu não quero falar aqui”, respondeu.

“Já vimos movimentações do senhor com Nelson Willians de milhões de reais e do senhor com o Camisotti também de milhões de reais. Vou trazer par a CPMI esse exemplo de sucesso que é o senhor”, rebateu Gaspar.

O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG) disse que o depoimento mostra que a defesa de Cavalcanti, está usando o espaço da CPMI para montar a estratégia de defesa

“É impossível que uma pessoa que sai de São Paulo, debaixo de suspeita de negociação de emendas parlamentares, ganhando R$ 5 mil por mês, vir para Brasília e amealhar, um patrimônio só em carros, de R$ 200 milhões; de uma adega de R$ 7 milhões e toda uma vida de luxo. Está muito bem demonstrado pela quebra de sigilo, pela movimentação financeira que nós temos, de que ele é apenas uma parte de todo esse esquema”, afirmou o presidente da CPMI.

“A PF investiga ele como suposto laranja. Os dados estão mostrando que ele não tem lastro naquilo que está colocando como patrimônio próprio, mesmo que seja colocando no imposto de renda dificilmente ele consegue explicar a origem de tanto dinheiro, de tantos bens valiosos que a PF apreendeu”, continuou.

Máfia

Viana disse que Cavalcanti integra o que classificou como máfia, com contatos com políticos, servidores públicos e outras autoridades.

“É uma quadrilha que tomou de assalto a receita, que corrompeu servidores e que perpassou governos e que tinha bons relacionamentos com a política, liberdade de acesso aqui ao Senado, na Câmara dos Deputados e fazia doações a campanhas políticas. É um modus operandi já muito conhecido e que, a meu ver demonstra, que eles não esperavam, em momento algum, serem apanhados, eles tinham tanta tranquilidade que eles permaneceriam ocultos e esse patrimônio serviria para que eles continuassem tendo uma vida de bilionários”, opinou.

O senador disse ainda que aguarda a resposta do ministro do STF, André Mendonça, retornar o pedido da CPMI para ouvir o depoimento de Camisotti. Um habeas corpus do ministro deu a Camisoti o direito de não ser obrigado a depor no colegiado.

“O Camisotti é fundamental nessa investigação para entender como todas essas peças se encaixam nesse esquema de roubo da previdência brasileira. Pedimos uma reconsideração no habeas corpus que ele concedeu de que o senhor Camisotti poderia comparecer se ele desejasse. Estamos aguardando uma resposta do ministro que estava viajando na semana passada. Espero que nesta semana nós possamos [ter a resposta], se for necessário farei uma nova visita ao STF”, disse.

Uma das associações investigadas na operação da PF e CGU por descontos indevidos em aposentadorias e pensões pagas pelo INSS, é a Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (AMBEC)

Segundo a investigação, a associação é supostamente controlada por “laranjas” ligados a Mauricio Camisotti. Em 2021, as contribuições dos associados foram de R$ 135. Em 2022, o montante saltou para R$ 14,9 milhões em 2022 e indo para R$ 91 milhões, em 2023.  

Fonte: Agência Brasil

Exposição em São Paulo aborda política sobre drogas na América Latina

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A Ocupação Matilha Cultural, na capital paulista, recebe a mostra Reformar – políticas de drogas, Restaurar – direitos e Recuperar – natureza, que tem por objetivo instigar o público a reconhecer a relação entre pautas ambientais e aquelas relacionadas aos narcóticos, à segurança pública, ao racismo e à arte.

Concebida no âmbito do projeto Intersecção, a instalação fica aberta ao público até 22 de novembro e tem curadoria da VIST Projects, com parceria da Matilha Cultural.

O Intersecção é articulado pela Iniciativa Negra e a Coalizão Internacional pela Reforma da Política de Drogas e Justiça Ambiental e consiste na promoção de conversas sobre problemas que afetam toda a população, mas atingem especialmente os grupos minorizados, como mulheres, LGBTQIA+, negros, indígenas e pessoas com deficiência.

A programação conta com uma exposição fotográfica sobre a Cracolândia, região da capital paulista que ficou conhecida por conta da quantidade de usuários de drogas, e sessões de cinema no Cine Matilha, com a exibição de filmes relacionados aos temas da mostra.

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As fotos são do mexicano Yael Martinéz e do brasileiro Rafael Vilela, ganhador do POY-Latam 2025, importante premiação de fotografia documental.

Além disso, o público poderá participar de rodas de conversa com especialistas e estudiosos, oficinas e debates.

Ao apresentar arquétipos dos locais onde se produz e se consome a cocaína na América Latina, os coletivos propõem que os visitantes saiam do centro cultural com mais esclarecimento sobre o que está em cena, atualmente.

Um dos ganchos é a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorre em novembro, em Belém. Para garantir representatividade diante de tamanha complexidade,  a curadoria chegou a dez arquétipos.

São dez relatos de personagens de diferentes contextos e lugares ao longo das regiões que integram a cadeia de valor da coca e da cocaína na América Latina: uma planta de coca; uma coletora de coca afroboliviana; uma defensora de terras indígenas; o Rio Amazonas; uma pessoa que trabalha em um laboratório de cocaína; uma ribeirinha; a onça-pintada; um vendedor de drogas; um usuário de cocaína e uma fiscal da autoridade portuária.

Na segurança pública, um dos principais desafios da atualidade são as facções, que enriqueceram com o tráfico de drogas ilícitas. A América do Sul atrai narcotraficantes, por ser a região que abastece a produção mundial da droga. 

“É como se as facções brotassem do nada. A gente sabe que elas se capitalizaram muito em cima das drogas proibidas”, afirma a militante Rebeca Lerer, que é coordenadora do Intersecção e representante latino-americana em uma coalizão que propõe a reforma das políticas sobre drogas – International Coalition on Drug Policy Reform and Environmental Justice.

Para Lerer, algumas pontas dessas temáticas ainda ficam soltas, o que impede o país de avançar.

“Acho que tem muito trabalho acadêmico que diagnostica os sintomas, os efeitos, as consequências: o encarceramento, a violência policial, a corrupção de agentes públicos, mas não foca nas causas. E uma das causas é a política de proibição, que, nitidamente, só tem como principal resultado esse mercado transnacional armado e extremamente poderoso, cada dia mais”, diz. 

“Nosso trabalho é tentar mudar o eixo para essa discussão, sair desse debate de ‘se usar droga é bom ou ruim’, ‘se é certo ou errado’, porque para isso cada um pode ter sua opinião, mas isso não muda o fato de que essa política não está funcionando. Nem para proteger as pessoas, nem para proteger as instituições, os territórios, nem para impedir que esse dinheiro sirva para fortalecer essas organizações criminosas.”

Programação

Inaugurada em 23 de setembro, a mostra também terá apresentações de diversos artistas como o rapper Dexter, o grupo Pagode na Lata; Linn da Quebrada, Família Tamarineira, DJ KL Jay, Ti.ram.ba.ço e a banda Aláfia.

A jornalista Cecília Olliveira vai lançar seu livro Como nasce um Miliciano, no dia 1º de novembro, às 19h.

Para conferir a programação completa e retirar os ingressos gratuitos para as atividades, clique aqui

Para as atividades realizadas no espaço do Cine Matilha, a retirada de ingressos será por ordem de chegada.

Serviço

Mostra Reformar – políticas de drogas, Restaurar – direitos e Recuperar – natureza
Até 22 de novembro das 14h às 20h, de terça a domingo
Visitas monitoradas: das 14h às 20h, de terça a sábado
Matilha Cultural | Rua Rêgo Freitas, 542 – República 
Ingressos: via Sympla
Entrada gratuita
Menores de 18 anos devem estar acompanhados de um responsável.
Acessibilidade para pessoas com locomoção restrita.


Fonte: Agência Brasil

Ex-governadores Cabral e Pezão são condenados em mais de R$ 4 bilhões

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A Justiça do Rio condenou os ex-governadores Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, além do ex-secretário Hudson Braga, por atos de improbidade administrativa que resultaram em enriquecimento ilícito e prejuízo ao erário. Os réus ainda podem apresentar recurso contra a decisão. 

A 15ª Vara de Fazenda Pública da Capital julgou parcialmente procedentes os pedidos e reconheceu a prática de corrupção envolvendo esquemas de concessão ilegal de benefícios fiscais em troca de doações eleitorais não contabilizadas, os chamados caixas 2 e 3. 

Cabral foi condenado ao pagamento de mais de R$ 2,5 bilhões a título de perda de valores acrescidos ao patrimônio, reparação de dano e multa; Pezão, a mais de R$ 1,4 bilhão; e Hudson Braga, a mais de R$ 35 milhões, além da suspensão dos direitos políticos. 

A ação civil pública, ajuizada em 2018 pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) , demonstrou, com base em documentos, depoimentos e colaborações premiadas, a existência de esquemas complexos de favorecimento empresarial e de financiamento ilícito da campanha eleitoral de 2014, com desvio de finalidade da política de fomento estadual e abuso de poder político. 

Condenações 

Pelo recebimento de propina dissimulada em doações eleitorais e pela priorização de interesses do grupo J&F, Pezão foi condenado ao pagamento de R$ 15 milhões. Cabral foi condenado ao pagamento de R$ 30 milhões. Hudson Braga, na qualidade de operador financeiro do esquema, foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 5 milhões.

Em relação à prática de improbidade administrativa pela concessão de financiamento irregular ao Grupo Petrópolis, via Funds, tendo recebido como contrapartida, doações não contabilizadas operacionalizadas ilicitamente pela empresa Odebrecht (caixa 3), Pezão foi condenado a ressarcir os cofres públicos e ao pagamento de multa de R$ 1,3 bilhão.

No esquema de concessão de benefícios irregulares à Federação de Transportes do Rio (Fetranspor), Cabral foi condenado a pagar mais de R$ 2,5 bilhões a título de reparação dos danos causados em razão da renúncia fiscal e de multas. Pezão foi condenado ao pagamento de R$ 1,2 milhão. 

Já no caso do recebimento de propina por meio de doações irregulares da Odebrecht, tanto Cabral quanto Pezão foram condenados ao pagamento de multa no valor de R$ 15,6 milhões cada.

Os ex-governadores também foram condenados ao pagamento de indenização por danos morais coletivos: Cabral, no valor de R$ 25 milhões, e Pezão, de R$ 10 milhões. Além disso, Cabral teve seus direitos políticos suspensos por 10 anos, Pezão por 9 anos e Hudson Braga por 8 anos, conforme a decisão judicial.

A Agência Brasil tenta contato com a defesa dos réus.


Fonte: Agência Brasil

Professores no Brasil usam mais IA que média dos países da OCDE

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No Brasil, 56% dos professores das escolas do país afirmam usar ferramentas de inteligência artificial (IA), seja para preparar aulas, seja para buscar formas mais eficientes de ensinar os conteúdos nas salas de aula.

A porcentagem é superior à média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é 36%.

Os dados são da Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis) 2024, divulgada nesta segunda-feira (6), pela OCDE.

A pesquisa, feita a partir de entrevistas com professores e diretores principalmente dos anos finais do ensino fundamental – do 6º ao 9º ano –, compara a educação em 53 países.

De acordo com o estudo, os professores brasileiros disseram que usam a IA para gerar planos de aula ou atividades (77%), ajustar automaticamente a dificuldade dos materiais de aula de acordo com as necessidades de aprendizagem dos alunos (64%) e aprender e resumir um tópico de forma eficiente (63%).

O uso menos frequente da IA, apontado pelos docentes, ​​é para revisar dados sobre a participação ou desempenho dos alunos (42%), gerar texto para feedback dos alunos ou comunicações com pais/responsáveis ​​(39%) e avaliar ou corrigir o trabalho dos alunos (36%).

De acordo com a Talis, os impactos do uso da IA na educação ainda são incertos.

“O uso da IA ​​na educação tem sido um tema de pesquisa há mais de 40 anos. No entanto, o lançamento do ChatGPT da OpenAI no final de 2022 acelerou o uso cotidiano da IA ​​em muitos setores da sociedade. Embora a IA esteja desempenhando um papel cada vez maior na vida das pessoas, sua influência a curto e longo prazo na educação permanece incerta. Como a IA deve ser usada na educação também é uma questão pertinente”, diz a pesquisa.

O uso também varia entre os países pesquisados. Enquanto cerca de 75% dos professores em Singapura e nos Emirados Árabes Unidos relatam que o fazem, o uso dessas ferramentas cai para menos de 20% entre os professores da França e do Japão. O Brasil aparece em 10º lugar entre os países pesquisados nesse quesito.

Formação

A pesquisa mostra também que os professores brasileiros dizem precisar de formação para o uso de tecnologia, sobretudo para o uso de IA.

As áreas em que os professores relatam precisar de aprendizagem profissional são: ensino de alunos com necessidades educacionais especiais (48%), habilidades para o uso de inteligência artificial para ensino e aprendizagem (39%) e ensino em ambientes multiculturais ou multilíngues (37%).

Entre os professores que relatam não ter usado IA no ensino nos 12 meses anteriores à pesquisa, 64% responderam que não o fizeram porque não têm o conhecimento e as habilidades para ensinar usando IA.

Essa porcentagem é menor que a da OCDE, 75%. A maioria (60%) também disse não usar porque as escolas onde lecionam não têm infraestrutura para uso da tecnologia. Essa porcentagem é maior que a da média da OCDE: 37%.

Tecnologia

De acordo com a Talis, muitos sistemas educacionais foram forçados a adotar o ensino online ou híbrido durante a pandemia de covid, e alguns sistemas mantiveram esses métodos.

No Brasil, 17% dos professores trabalham em escolas onde pelo menos uma aula foi ministrada de forma híbrida ou online no último mês. A média da OCDE é 16%.

O uso de tecnologias nas salas de aula com os alunos também é tema de discussão na pesquisa.

“As atitudes em relação às ferramentas digitais e o uso delas para a aprendizagem dos alunos variam consideravelmente entre os sistemas educacionais”, diz o estudo.

Em geral, segundo a Talis, os professores concordam ou concordam fortemente que o uso de ferramentas digitais desenvolve o interesse dos alunos pela aprendizagem (85% em média).

No entanto, as opiniões são mais divididas quanto à possibilidade de as ferramentas digitais melhorarem o desempenho acadêmico.

Segundo a pesquisa, menos de 50% dos professores na Áustria, Comunidade Francesa da Bélgica, Finlândia, França e Suécia concordam que as ferramentas digitais ajudam na aprendizagem dos estudantes.

Na outra ponta, no entanto, mais de 95% dos professores concordam na Albânia, Arábia Saudita e Vietnã.

Esta é a 4ª edição da Talis. A pesquisa foi realizada no Brasil entre os meses de junho e julho de 2024.

Os estudos foram conduzidos, no país, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com a colaboração das secretarias de Educação das 27 Unidades Federativas. 

Fonte: Agência Brasil

Amistosos: Ancelotti comanda 1º treino da seleção na Coreia do Sul

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O técnico italiano Carlo Ancelotti comandou nesta segunda-feira (6) em Goyang (Coreia do Sul) o primeiro treino da seleção brasileira, antes dos amistosos da próxima sexta (10) contra a Coreia do Sul, e contra o Japão quatro dias depois. A atividade ocorreu sob chuva fina, com os 10 primeiros jogadores a se apresentarem à delegação na noite do domingo (5): Bento, Matheus Cunha, Rodrygo, Vinicius Jr., Fabrício Bruno, Luiz Henrique, Carlos Augusto, Casemiro, Militão e Douglas Santos.

Ao longo desta segunda (6), outros seis convocados se juntaram à equipe – Richarlison, Lucas Paquetá, Gabriel Martinelli, Hugo Souza e Gabriel Magalhaes – e devem participar do treino de terça (7), quando está prevista a chegada de outros nove jogadores. Convocado de última hora, o lateral-direito Paulo Henrique (Vasco) se apresentará na quarta (8). Ele substituirá Wesley (Roma), desconvocado após lesão em duelo do Campeonato Italiano.

Outra novidade na lista de Ancelotti é o goleiro John, ex-Botafogo e atualmente no Nottingham Forest. Ele entrará no lugar de Ederson (Fenerbahçe), também cortado da amarelinha após se machucar durante treino do time turco.

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Com a desconvocação de Ederson, o goleiro Bento (Al-Nassr), de 26 anos, tornou-se o mais experiente dos três arqueiros à disposição de Ancelotti. Nos últimos dois anos, Bento foi convocado 24 vezes, contra sete de Hugo Souza (Corinthians) e apenas uma de John – os dois últimos ainda não estrearam em campo com o escrete canarinho.


Bento, seleção brasileira, goleiro - 2025
Bento, seleção brasileira, goleiro - 2025

Jogador do Al-Nassr (Arábia Saudita), Bento esteve presente em todas as convocações da seleção brasileira, desde junho, quando Ancelotti assumiu o cargo – Rafael Ribeiro/CBF/Direitos Reservados

Nascido em Curitiba, Bento figurou em todas as convocações de Ancelotti, que assumiu o comando a amarelinha em junho.

“É importante para mim, estou feliz de poder mostrar o meu trabalho na seleção, acho que está sendo bem feito. Vou aproveitar ao máximo os treinamentos aqui e dar o meu melhor para seguir sendo convocado. Tenho o sonho de jogar uma Copa do Mundo e estar aqui é a realização de um sonho”, disse o curitibano em entrevista nesta segunda (6) antes do treino.

Amistosos

Brasil x Coreia do Sul – 10 de outubro – 8h (horário de Brasília)

Brasil x Japão – 14 de outubro – 7h30



Fonte: Agência Brasil

Everton Ribeiro passa por cirurgia de tireoide devido a um câncer

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Um dia após se destacar em campo na vitória do Bahia sobre o Flamengo em Salvador, o meio-campista Everton Ribeiro revelou que passou por cirurgia nesta segunda-feira (6) para tratar de um câncer de tireoide diagnosticado há quase um mês. Ex-jogador do Flamengo, o atleta de 36 anos, camisa 10 do Esquadrão de Aço, usou as redes sociais para falar do assunto com os fãs.

“Hoje fiz a cirurgia e tudo correu bem, graças a Deus. Sigo em recuperação, com fé e com o apoio da minha família e de vocês. Obrigado por cada oração e carinho. Ter vocês ao meu lado faz toda a diferença. Tenho certeza de que vamos vencer mais essa batalha juntos”, afirmou o jogador e capitão do time baiano.

A tireoide é uma glândula que tem o formato parecido com o de uma borboleta, localizada na parte superior e frontal do pescoço, abraçando a traqueia. Ela produz os hormônios T3 e T4 (triodotironina e tiroxina, respectivamente), que agem no corpo, desde a formação fetal até a velhice.

Na noite de domingo (5), véspera da cirurgia, Everton brilhou na criação de jogadas do Bahia, que derrotou o Rubro-Negro carioca por 1 a 0, na Arena Fonte Nova, em Salvador. O triunfo pôs fim a uma sequência de 12 derrotas seguidas do Esquadrão de Aço para o time carioca.

O procedimento cirúrgico de Everton coincide com o início da Data Fifa – intervalo para realização de amistosos de seleções, quando há interrupção do calendário do Campeonato Brasileiro. O próximo jogo do Bahia pelo Brasileirão será contra o arquirrival Vitória em 16 de outubro.

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Everton Ribeiro foi contratado pelo Bahia no início do ano passado, após sete temporadas no Flamengo, onde conquistou 11 títulos. Ele também passou por Corinthians, São Caetano, Coritiba, Cruzeiro e Al-Ahli (Emirados Árabes).



Fonte: Agência Brasil