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Primeiro integrante solto da Flotilha Global Sumud denuncia violência

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Primeiro integrante da delegação brasileira na Flotilha Global Sumud – de ajuda humanitária à Faixa de Gaza – a ser deportado, Nicolas Calabrese relatou violência durante a captura por militares israelenses.

A mais afetada foi a ativista ambiental Greta Thunberg. “Fomos humilhados, sofremos golpes e violência física, principalmente a companheira Greta”, sustenta Nicolas.

De cidadania dupla – argentina e italiana – Nicolas vive no Brasil há mais de dez anos, mora no Rio de Janeiro onde trabalha como professor de Educação Física, educador popular e coordenador da Rede Emancipa de cursos populares.

Ele foi deportado junto com outros ativistas italianos para a Turquia no dia 4 de outubro e, depois, se deslocou da Turquia para a Itália, de onde partiu para Portugal. A previsão é que retorne ao Brasil ainda nesta segunda-feira (6), com chegada ao Aeroporto Galeão, prevista para 19h.

Calabrese integrou os primeiros grupos de deportados pelas autoridades israelenses. Inicialmente, cerca de 170 integrantes foram enviados para a Turquia e outros países.

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Deportações

Uma nota publicada pelo Ministério das Relações Internacionais de Israel informa que outros 171 integrantes do que chama de frota Hamas-Sumud, inclusive Greta Thunberg, foram deportados hoje (6) de Israel para a Grécia e a Eslováquia.

De acordo com o informativo – que inclui fotos dos ativistas vestidos com roupas brancas e agasalhos cinza – não há cidadãos brasileiros no grupo.

“Os deportados são cidadãos da Grécia, Itália, França, Irlanda, Suécia, Polônia, Alemanha, Bulgária, Lituânia, Áustria, Luxemburgo, Finlândia, Dinamarca, Eslováquia, Suíça, Noruega, Reino Unido, Sérvia e Estados Unidos”, assegura o comunicado.

A seguir, ele nega os atos violentos e reforça que todos os direitos legais dos participantes foram e continuarão a ser plenamente respeitados.

“O único incidente violento foi causado por um provocador do Hamas-Sumud que mordeu uma funcionária médica da prisão de Ketsiyot, [no deserto de Negev, instalação localizada entre Gaza e o Egito]”, comunica informe do movimento.

Greve de fome e sede

O Centro Jurídico para os Direitos das Minorias Árabes em Israel (Adalah, justiça em árabe) informou que foi comunicado pelo Serviço Prisional de Israel (IPS) da nova deportação, mas não foram fornecidos detalhes como nomes e nacionalidades.

Não há informações detalhadas sobre os outros 13 integrantes da delegação brasileira que permanecem no sistema prisional israelense.

São eles Thiago Ávila, Bruno Gilga, Lisiane Proença, Magno Costa, a vereadora Mariana Conti, Ariadne Telles, Mansur Peixoto, Gabriele Tolotti, Mohamad El Kadri, Lucas Gusmão, a deputada federal Luizianne Lins, João Aguiar e Miguel Castro.

Os organizadores da Global Sumud Flotilla estão tentando reunir informações para averiguar quem são os participantes deportados e as datas de seus voos, mas, até o momento, não se obteve nenhuma informação de brasileiros deportados pela Embaixada do Brasil em Israel”, informa o Movimento Global à Gaza.

Acrescenta que Thiago Ávila, João Aguiar, Bruno Gilga e Ariadne Telles permanecem em greve de fome em protesto pela fome imposta aos cidadãos da Faixa de Gaza.

Thiago Ávila também comunicou em audiência, no domingo (5), o início de uma greve de sede até que sejam entregues medicações vitais a alguns dos integrantes da Flotilha Global Sumud privados de tratamentos médicos para pressão alta e doenças cardíacas.

Fonte: Agência Brasil

Exportações para os Estados Unidos caem 20,3% após tarifaço

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No segundo mês do tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump, as exportações do Brasil para os Estados Unidos recuaram 20,3%, em setembro, na comparação com igual período do ano passado, divulgou nesta segunda-feira (6) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No entanto, o crescimento das vendas para outros mercados garantiu recorde nas vendas externas brasileiras.

No mês passado, o país vendeu US$ 2,58 bilhões ao mercado estadunidense, contra US$ 3,23 bilhões no mesmo período de 2024. As importações dos Estados Unidos, em contrapartida, subiram 14,3%, de US$ 3,8 bilhões para US$ 4,35 na mesma comparação.

O aumento das importações, combinado com o recuo nas exportações, fez o saldo da balança comercial do Brasil com os Estados Unidos ficar negativo em US$ 1,77 bilhão no mês passado, o nono déficit comercial seguido com o país e o maior registrado neste ano.

No acumulado de 2025, o Brasil exportou US$ 29,213 bilhões para os Estados Unidos, queda de apenas 0,6% em relação aos nove primeiros meses do ano passado. As importações somaram US$ 34,315 bilhões, alta de 11,8%, fazendo o déficit comercial subir para US$ 5,102 bilhões em 2025.

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No mesmo período do ano passado, o Brasil acumulava déficit de US$ 1,317 bilhão com os Estados Unidos. O déficit comercial é desfavorável para o Brasil, mas favorável para os Estados Unidos. Antes de o governo de Donald Trump impor a tarifa de 50% sobre vários produtos brasileiros, o Brasil registrava déficit com o mercado estadunidense.

Novos mercados

A queda nas exportações para os Estados Unidos não se refletiu no resultado total da balança comercial. Isso porque as exportações para outros parceiros cresceram, com destaque para a Ásia. As exportações para Singapura subiram 133,1% US$ 500 milhões em relação a setembro do ano passado.

Para a Índia, aumentaram 124,1% (US$ 400 milhões). Outros destaques foram Bangladesh (+80,6% ou US$ 100 milhões); Filipinas (+60,4% ou US$ 100 milhões); e China (+14,9% ou US$ 1,1 bilhão).

Para a América do Sul, as vendas brasileiras cresceram 29,3%, impulsionadas pela Argentina, país para o qual as exportações aumentaram 24,9% de setembro do ano passado a setembro deste ano. No mesmo período, as vendas para a União Europeia aumentaram 2%.

No mês passado, o Brasil exportou US$ 30,54 bilhões, valor recorde para o mês, com crescimento de 7,2% em relação a setembro de 2024. O superávit da balança comercial, no entanto, encolheu 41,1%, ficando em US$ 2,99 bilhões, por causa da compra de uma plataforma de petróleo de US$ 2,4 bilhões de Singapura.

Fonte: Agência Brasil

Haddad acredita em negociação para Congresso aprovar MP do IOF

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta terça-feira (7), que acredita em um acordo para aprovação da medida provisória (MP) relacionada à elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que prevê medidas para aumento da arrecadação e de corte de gastos obrigatórios. Se o texto não for votado até nesta quarta-feira (8), perderá a validade.

“Nós temos espaço para negociar”, disse Haddad em entrevista ao programa Bom dia, Ministro, do Canal Gov. “Ninguém é ingênuo a ponto de imaginar que a lei encaminhada ao Congresso Nacional vai ser aprovada sem emendas”, ressaltou.

“Até aqui, eu estou confiante que nós vamos chegar numa equação que atende as prioridades do governo, do ponto de vista de deixar um orçamento adequado para o ano que vem. Ah, pode ter surpresa? Eu já fui surpreendido em outras ocasiões e nós tivemos condição de superar os desafios que foram colocados buscando alternativas. Às vezes você se surpreende, mas eu não sei se vai ser o caso agora. Eu penso que a conversa está bem encaminhada”, afirmou.

No fim de maio, o governo anunciou um bloqueio e um contingenciamento de cerca de R$ 30 bilhões para atingir a meta definida pela lei do arcabouço fiscal. Além disso, foi editado decreto sobre o IOF, para operações de crédito, de seguros e de câmbio, que previa arrecadar mais R$ 20 bilhões neste ano.

>>Entenda como fica o IOF após derrubada de decreto

A medida sofreu críticas do mercado financeiro e do Congresso Nacional, de que o pacote fiscal não promoveria corte de gastos, o que levou o governo a negociar uma MP alternativa ao decreto do IOF.  Sem ela, o Executivo teria que contingenciar mais gastos federais, o que impactaria ainda mais o funcionamento da máquina pública, atingindo também as emendas parlamentares dos deputados e senadores.

O texto alternativo foi publicado e 11 de junho e precisa ser votado em 120 dias. Entretanto, ainda há resistência no Congresso com setores contrários às taxações previstas.

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A MP enviada pelo governo prevê, entre outros:

  • Endurecimento de critérios para pedir compensações tributárias, que são pedidos de descontos de tributos pagos a mais na cadeia produtiva;
  • Elevação de 15% para 20% do Imposto de Renda retido na fonte sobre Juros sobre Capital Próprio (JCP), que são um tipo de remuneração que empresa paga aos acionistas;
  • Elevação de 12% para 18% de imposto sobre o faturamento das bets (empresas de apostas eletrônicas);
  • Elevação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) sobre fintechs de 9% para 15%; e
  • Fim de isenção de Imposto de Renda para títulos privados incentivados (LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures incentivadas).

Sobre as resistências ao texto, o ministro Fernando Haddad, lembrou que é difícil cortar privilégio tributário no Brasil. “É difícil, porque as pessoas vêm para cá [para a imprensa] e começam a insistir que vai acabar o mundo. E os privilégios, para serem cortados, exigem muita tenacidade, muita determinação, sobretudo por parte da área econômica”, disse.

“O que a gente está fazendo é mostrando que tem privilégios tributários que não fazem mais sentido. E quando um privilégio tributário não faz sentido, ele tem que ser cortado. Porque está fazendo falta para alguém que está precisando mais do que aquele empresário”, afirmou.

Isenção do IR

Durante a entrevista, Haddad também comemorou a aprovação da isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas com renda mensal de até R$ 5 mil e desconto para quem ganha até R$ 7.350 mensais. A votação na Câmara dos Deputados, no último dia 1º teve 493 votos favoráveis e nenhum contrário.

“Ficou muito difícil achar uma brecha para criticar”, disse o ministro, elogiando o texto, que, segundo ele, foi elaborado por quase 1 ano pela equipe do Ministério da Fazenda. “Ela [a reforma] começou a ser elogiada aos quatro cantos, por pessoas que tem posições ideológicas muito diferentes, e que viram nessa ideia uma virtude de que ela começava a colocar o dedo num problema grave do Brasil, que é o problema da desigualdade. Então, aquele placar, para de ser bem honesto, nem me surpreendeu”, disse.

“A ideia de que todo mundo que tem um rendimento expressivo pague o imposto de renda mínimo e que essa arrecadação seja utilizada para isentar, desonerar, quem ganha até R$ 5 mil e diminuir o imposto de quem ganha até R$ 7.300, essa ideia realmente, ela foi muito inovadora”, acrescentou.

A expectativa do ministro é que o texto também seja aprovado ainda em outubro no Senado para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregue “sua principal promessa de campanha”.

Sobre a possibilidade de aumentar a faixa de isenção para quem ganha até R$ 10 mil, que está sendo debatida no Congresso, Haddad explicou que, para isso, a legislação fiscal determina que seja indicada uma nova fonte de recursos.

“O deputado Arthur Lira, [relator do projeto] lá na Câmara, declarou prejudicadas as emendas que não indicavam a fonte de ampliação do benefício. Então, o relator no Senado, se quiser seguir a lei, vai ter que afastar as emendas que queiram dar um benefício maior sem indicar fonte”, explicou.

“Agora, se a emenda indicar a fonte, vamos supor que, ao invés de um imposto mínimo de 10%, ele queira fixar um imposto mínimo de 15%, ele vai ter espaço para ampliar a faixa de isenção. Mas tem que ser uma proposta coerente, porque o Brasil também está um pouco cansado de populismo”, acrescentou o ministro.

Fonte: Agência Brasil

Governo cria comitê de enfrentamento da crise do metanol

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O governo federal instituirá um comitê, em parceria com a sociedade civil, para enfrentar os problemas das bebidas contaminadas por metanol. A ideia é planejar tanto ações repressivas, contra aqueles que atuaram na adulteração das bebidas, quanto protetivas para o setor de bebidas que, segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, é de grande importância para a economia brasileira.

O anúncio dessas medidas foi feito pelo ministro, após reunir-se com outras autoridades e com representantes do setor de bebidas, no ministério.

“Tivemos uma discussão bastante frutífera, e chegamos à conclusão de que seria importante montar um comitê de enfrentamento da crise do metanol”, disse Lewandowski.

Segundo ele, este será um comitê informal para troca de informações sobre boas práticas e anúncios das providências tomadas, tanto pelo setor público quanto pelo privado, visando a uma solução rápida para problema.

“Em um país continental como nosso, com 210 milhões de habitantes e de realidades tão distintas do ponto de vista regional, o governo precisa conjugar-se com a iniciativa privada e a sociedade civil para darmos contas dos problemas que enfrentamos”, argumentou.

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Crise

Na avaliação do ministro, o problema das bebidas contaminadas pode ser entendido também como uma “crise econômica”, uma vez que se trata de um setor reconhecido por sua importância para a economia brasileira.

“É um setor que gera empregos, paga impostos e é responsável pelo desenvolvimento. Por isso, nossa preocupação é separar com bastante clareza aqueles que trabalham dentro da lei, atuando para fazer com que a economia brasileira avance, sem prejuízo de uma ação repressiva”, disse o ministro.

“Temos também uma ação repressiva, importante tanto do ponto de vista administrativo, como advertências ou sanções pecuniárias, chegando ao extremo do fechamento dos estabelecimentos”, complementou.

Separar joio do trigo

Por isso, acrescentou Lewandowski, há grande preocupação em não paralisar este que, segundo ele, é um setor importante da economia nacional.

“Precisamos separar o joio do trigo. Vamos atacar aqueles comerciantes que estão adulterando as bebidas de forma intencional. E vamos preservar aqueles comerciantes que estão atuando dentro da legalidade, e também os setores da indústria que estão cumprindo com seus deveres.”

A reunião contou com a participação de dirigentes da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), da Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do Fórum Nacional contra a Pirataria e Ilegalidade (FNCP) e da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF).

Fiscalização

Segundo o secretário nacional do Consumidor, Paulo Pereira, dezenas de estabelecimentos já foram notificados e estão sob análise.

Essas notificações impõem aos estabelecimentos a apresentação de todas as informações sobre aquisição de bebidas e sobre as bebidas que aqueles possíveis pacientes vítimas de intoxicação possam ter ingerido, dados do comprador e também do sistema de fornecimento de bebidas.

“Até a data de hoje, tínhamos 15 estabelecimentos identificados e notificados. Hoje, temos mais uma leva de identificações. Por volta de mais 15 estabelecimentos, além de cerca de 25 distribuidoras, associações e entidades do setor que também foram notificados para prestar informação”, disse o secretário.

Inteligência

Pereira acrescentou que vários estabelecimentos foram fechados pelas fiscalizações locais. “O trabalho agora é de inteligência”, acrescentou.

Segundo ele, com a chegada dessas informações´, será possível entender padrões e identificar fornecedores que possam estar mais sujeitos a serem potenciais criminosos fornecedores de bebidas adulteradas.

“Ninguém melhor que os distribuidores e as associações de bebidas para nos ajudar a identificar as tipologias desses fornecedores. [Para sabermos] quais são os fornecedores legalizados e quais são os Ilegais”, complementou.

Pereira disse manter contato com diversos centros de pesquisas do país, na busca por soluções, o que inclui a validação de testes rápidos. “A ideia é ver como a sociedade pode ser organizar para criar mecanismos para garantir a qualidade da bebida”, disse.

Organizações criminosas

Perguntado sobre o possível envolvimento de organizações criminosas no caso, Lewandowski disse que todas hipóteses estão sendo investigadas, mas que, como está tudo ainda no início, seria temerário avançar em qualquer conclusão.

Essas suspeitas ganharam força após alguns caminhões de combustíveis serem encontrados depois de terem sido abandonados em algumas localidades.

Segundo o ministro, as linhas de investigação podem variar até mesmo em função da origem do metanol – se ela é vegetal ou fóssil.

Emergência médica

A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada no organismo em produtos tóxicos (como formaldeído e ácido fórmico), que podem levar à morte.

Os principais sintomas da intoxicação são: visão turva ou perda de visão (podendo chegar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese).

Em caso de identificação dos sintomas, buscar imediatamente os serviços de emergência médica e contatar pelo menos uma das instituições a seguir:

  • Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001;
  • CIATox da sua cidade para orientação especializada (veja lista aqui);
  • Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – de qualquer lugar do país;

É importante identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida, recomendando que procurem imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado. A demora no atendimento e na identificação da intoxicação aumenta a probabilidade do desfecho mais grave, com o óbito do paciente.

 


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Fonte: Agência Brasil

Contratação como PJ corrói pacto social no Brasil, diz Messias

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O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) Jorge Messias alertou, nesta segunda-feira (6), que a chamada “pejotização”, que é a contratação de trabalhadores como Pessoa Jurídica (PJ), ou seja, como uma empresa, vem corroendo o pacto social firmado na Constituição de 1988.

Para o ministro, a discussão no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a legalidade da contratação do trabalhador via PJs aborda princípio civilizatório e a prática ameaça a dignidade da pessoa humana, a valorização do trabalho e a justiça social, ferindo o equilíbrio entre capital e trabalho. 

“[A pejotização] corrói por dentro, silenciosamente, as estruturas que sustentam a proteção social, fragilizando os alicerces sobres os quais se ergueu o pacto constitucional do trabalho digno e da seguridade social previstos na Constituição Federal de 1988”, afirmou Jorge Messias em audiência pública no STF.

A chamada “pejotização” vem substituindo os contratos de trabalho via Carteira de Trabalho [Consolidação das Leis do Trabalho – CLT], levando a uma redução das obrigações trabalhistas por parte das empresas, que não precisam pagar a previdência e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), por exemplo, causando perdas bilionárias ao INSS. A prática costuma ser interpretada pela Justiça do Trabalho como fraude.

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Convocada pelo ministro Gilmar Mendes, que é o relator da ação que suspendeu todos os processos sobre suposta fraude contratual de trabalhadores via PJs, a audiência pública de hoje escuta 78 pessoas, entre representantes do governo, da sociedade civil, do setor empresarial, de sindicatos, entre outros.


Brasília (DF), 02.08.2024 - Ministro Gilmar Mendes durante primeira reunião da comissão especial de conciliação para tratar das ações que envolvem o marco temporal para demarcação de terras indígenas. Foto: Gustavo Moreno/STF
Brasília (DF), 02.08.2024 - Ministro Gilmar Mendes durante primeira reunião da comissão especial de conciliação para tratar das ações que envolvem o marco temporal para demarcação de terras indígenas. Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro do STF ponderou que a Constituição será o norte para equilibrar o incentivo ao empreendedorismo com a dignidade da pessoa humana diante das mudanças no mercado de trabalho.

“É no diálogo que devemos buscar soluções equilibradas entre a proteção social e a liberdade econômica, sempre com o objetivo maior de assegurar a dignidade humana. O Supremo Tribunal Federal, ao longo dos anos, tem sido provocado a se debruçar sobre essas questões complexas, buscando interpretar a Constituição diante dessas novas realidades”, ponderou Gilmar Mendes.

Informalidade disfarçada

O ministro da AGU Jorge Messias ponderou que contratação entre pessoas jurídicas é legítimo em diversos casos, como na consultoria independente que presta serviços especializados de forma autônoma e para múltiplos contratantes, “sem subordinação jurídica”.

Ou quando há a prestação de serviços típica de cadeias produtivas complexas, em que há “efetiva independência técnica e econômica entre as partes”. Porém, para o advogado-geral da União, é preciso diferenciar as contratações via PJs legítimas daqueles que escondem uma precarização das relações de trabalho.

“A pejotização não é o empreendedorismo autêntico, nascido da autonomia e da livre iniciativa. Não é a liberdade de contratar entre iguais. Não é a modernização produtiva que gera eficiência e inovação”, disse o AGU.

O ministro Jorge Messias acrescentou que, o que parece, à primeira vista, um arranjo moderno de contratação, “é, na prática, um processo que fragiliza o sistema de proteção social e empurra o trabalhador vulnerável para a informalidade disfarçada de formalidade”.

O AGU ponderou que, entre 2002 e 2024, 56% dos trabalhadores demitidos que se “pejotizaram” estão na faixa salarial de até R$ 2 mil e outros 36,9% recebiam até RS 6 mil, sendo essa mudança, na maioria das vezes, uma imposição do mercado e não uma “escolha” do trabalhador.

“Isso evidencia que já não estamos falando de uma opção de elites profissionais, mas de uma imposição silenciosa sobre a base da pirâmide social”, completou Messias.

O vice-subprocurador-Geral da República, Luiz Augusto Santos Lima, ponderou que um jovem médico que sai da faculdade tendo que criar uma empresa para ser contratado via PJ.

“Eles são obrigados a se submeter a jornadas de trabalho que não se sustentam dentro da legislação de hoje. Há subordinação, não eventualidade e um regime de trabalho rigoroso, recebendo mediante pagamentos com a falsa ideia de que estão ganhando muito bem. Ganhou 3 meses, depois ficou meses e meses sem receber”, disse.

Patrões


Carteira de trabalho digital.
Carteira de trabalho digital.

Representando a Confederação Nacional dos Transportes (CNT), entidade patronal ligado ao setor dos transportes, falou o Flávio Unes que defendeu que “não estamos diante da mesma massa de trabalhadores da década de 1940” e que nem todos sonham em ser CLT.

“Dentro da massa de trabalhadores, há uma parcela que tem condições de assumir riscos. E saber disso, evidentemente, passa por avaliar se esse trabalhador seria hipossuficiente [com poucos recursos financeiros], porque aí eles não teriam condições de transacionar, de buscar uma flexibilidade de escolha que a CLT talvez não dê conta de todas as formas de trabalho”.

Unes disse que os motoristas autônomos de caminhão recebem mais que os empregados diretos e tem seu próprio caminhão e defendeu que a relação entre PJs deve ser regulada pela Justiça Comum, e não pela Trabalhista.

O representante da CNT acrescentou que caso seja reconhecido como lícita a pejotização, não haveria uma transferência aleatória de todos os trabalhadores para a PJ, até porque o empregador não iria querer essa mudança total.

“O empregador não está querendo contratar por pejotização só não, está querendo contratar muitas vezes pela CLT, porque muitas vezes, na indústria, por exemplo, [exigem-se] turnos rigorosos, controle e hierarquia clássica”, ponderou Flávio.

Fonte: Agência Brasil

Luisa Stefani vence estreia nas duplas do WTA 1000 de Wuhan, na China

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Única brasileira no WTA 1000 de Wuhan (China), a tenista Luisa Stefani venceu a estreia nas duplas femininas nesta terça-feira (7), ao lado da húngara Timea Babos. Cabeças de chave 7, elas avançaram às oitavas de final após derrotarem a dupla da polonesa Magda Linette com a dinamarquesa Clara Tauson por 2 sets a 0 (6/3 e 7/5).  Stefani e Babos voltam à quadra a partir das 2h20 (horário de Brasília) desta quarta (8), contra a dupla da polonesa Magda Linette com a dinamarquesa Clara Tauson.

“Bom jogo hoje no geral. Tivemos alguns games parelhos e, apesar de um final mais tenso, conseguimos impor nosso jogo na maior parte do tempo e finalizar em dois sets. Condição muito quente e úmida por aqui, de certa forma desconfortável, mas igual para todas. Sigo focando bastante na hidratação e cuidados para fazer uma segunda rodada ainda melhor”, analisou Stefani após a vitória.

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Oitava melhor dupla do ano, Stefani e Babos também buscam garantir uma das oito vagas do Finals, em Riad (Arábia Saudita), entre 1º e 8 de novembro. Elas podem subir uma posição se vencerem mais duas partidas no torneio. Neste caso, a atual dupla sétima colocada –  Asia Muhammad e Demi Schuurs, que perderam na estreia em Wuhan – desceria para o oito lugar. 

Nesta temporada, Stefani e Babos faturaram três títulos:  dois WTAs 500 – Linz (Áustria) e  Estrasburgo (França) – e o WTA 250 SP Open.

Fonte: Agência Brasil

Com serviços gratuitos, Semana de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa começa nesta terça (7)

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A Semana de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa começou nesta terça-feira (7), com um público animado que cantou e dançou com música ao vivo. Eles também aproveitaram serviços gratuitos como cortes de cabelo e outros serviços de beleza; emissão de carteira de identidade; atendimentos de saúde, com consultas básicas, vacinação e testes rápidos; orientação jurídica e sobre programas habitacionais; emissão do cartão sênior para transporte público; exercícios físicos; oficinas gastronômicas, entre outras atividades.

O evento segue na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) até quinta-feira (9), das 9h às 17h. A Semana é uma iniciativa da Procuradoria Especial de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da CLDF. “Nós queremos fazer com que a capital federal do Brasil seja a capital do respeito às pessoas idosas. O idoso é um ser humano que merece respeito, e esse respeito passa pelo reconhecimento dos direitos que essa população tem”, disse o procurador especial do Idoso, deputado Chico Vigilante (PT), durante a abertura da Semana.

 

Foto: Rinaldo Morelli/ Agência CLDF

O presidente da Câmara Legislativa, deputado Wellington Luiz (MDB), também prestigiou o evento. “Envelhecer é uma dádiva de Deus, porque só envelhece quem está vivo, principalmente envelhecer com respeito, pois é o que a gente precisa ter com os nossos idosos”, afirmou.

O envelhecimento saudável foi destacado pela coordenadora de atenção secundária e integração de serviços da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Juliana Soares. “Precisamos parar de tratar doença e começar a promover saúde”, defendeu. Ela anunciou que em breve será lançada uma política distrital que reconhece a necessidade de o DF ter ambulatórios especializados na saúde do idoso, com equipes multiprofissionais.

 

Foto: Rinaldo Morelli/ Agência CLDF

A Semana é realizada em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC); o Serviço Social do Comércio (SESC); a Defensoria Pública (DPDF); a Polícia Civil (PCDF); o BRB Mobilidade; a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (CODHAB); a Secretaria de Saúde (SES-DF); a Subsecretaria de Políticas para Pessoa Idosa da Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus-DF); a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (CAESB) e do Centro Universitário de Brasília (UNICEUB).

Clique aqui para mais informações sobre a programação. 

Fonte: Agência CLDF

Solenidade presta homenagem aos 30 anos do Senar – DF

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O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Distrito Federal (Senar – DF) completa 30 anos neste mês. Para celebrar a data, a Câmara Legislativa realizou, nesta terça-feira (7), uma sessão solene que homenageou a atuação da entidade em prol do desenvolvimento agrícola da capital.

A solenidade é uma iniciativa do segundo-secretário da CLDF, deputado Roosevelt (PL), que destacou a importância do investimento em capacitação e aprimoramento técnico oferecidos pela instituição ao homem do campo.

“Nosso desafio é promover a sustentabilidade sem abrir mão do desenvolvimento agrícola. O Senar – DF é responsável por conciliar isso por meio da melhor técnica. Com a aplicação dela, temos uma melhor produção, em um menor espaço de cultivo, com menor custo e com menor interferência no meio ambiente”, argumentou.

O parlamentar comentou sobre a necessidade de um frequente esforço do poder público no sentido de promover políticas que incentivem a atividade agrícola, permitindo as melhores condições ao produtor e evitando o êxodo rural. Para Roosevelt, é imprescindível que o trabalhador do campo tenha meios para se manter em sua atividade, pois, sem fomento, é comum que essas pessoas migrem para a cidade, expondo-se a situações de precariedade.

“Se a gente não fizer um trabalho de convencimento e demonstrar ao produtor que ele pode viver e criar seus filhos na área rural, ele migra para a área urbana e vem para o subemprego. Isso gera uma cadeia muito ruim na sociedade. O trabalho de vocês é muito importante”, afirmou, dirigindo-se aos técnicos do Senar – DF.

O secretário-executivo da Secretaria de Agricultura do DF, Pedro Paulo Barbosa Gama, destacou que a instituição tem exercido, nesses 30 anos, uma atividade crucial para o fortalecimento da economia agrícola em todo o DF.

“O Senar representa um papel fundamental na educação, capacitação e assistência técnica para o fortalecimento da nossa agricultura, pecuária e, sobretudo, das nossas famílias que vivem e trabalham no campo. Eles [Senar – DF] transformam vidas por meio do conhecimento”, pontuou Pedro Paulo.

 

Técnicos do Senar receberam homenagem durante sessão solene. Foto: Rinaldo Morelli / Agência CLDF

Eduardo Pickler Schulter, presidente do Senar – DF, trouxe alguns números para dimensionar a abrangência da atuação dos técnicos: anualmente, são mais de 12 mil produtores rurais capacitados e mais de 700 propriedades visitadas. “Ainda temos muito a crescer, a evoluir e a entregar ao produtor rural”, declarou.

Na avaliação do presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Remy Gorga Neto, a produção rural no DF tem se fortalecido e ganhado reconhecimento graças ao trabalho conjunto de cooperativas, organizações agrícolas, como a Senar – DF, e da iniciativa pública.

“O DF deixou de ser conhecido apenas como a capital da política. Hoje temos reconhecimento por nossa agricultura, como, por exemplo, a produção de uva e vinhos premiados mundialmente”, destacou.

A solenidade foi marcada pela entrega de moções de louvor aos técnicos da Senar-DF em reconhecimento pelo trabalho junto ao homem do campo. A cerimônia pode ser assistida na íntegra pelo YouTube da CLDF.

Senar-DF

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Distrito Federal (Senar – DF) é uma instituição vinculada à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e integrante do Sistema S. Foi criada para promover a educação profissional, assistência técnica e gerencial voltadas ao público rural. Capacita trabalhadores e produtores rurais em diversas áreas do agronegócio, com objetivo de promover o desenvolvimento sustentável e a inovação no campo. 

A atuação do SENAR/DF tem sido estratégica para o fortalecimento da economia rural do Distrito Federal. A instituição oferece formação profissional em mais de 300 ocupações, abrangendo setores como agricultura, pecuária, silvicultura, aquicultura e agroindústria.

O serviço atua ainda no estímulo à pesquisa, difusão de metodologias inovadoras e estabelecimento de parcerias com instituições públicas e privadas.

Fonte: Agência CLDF

Brasileiros da Flotilha Global Sumud são libertados na Jordânia

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O Ministério das Relações Exteriores (MRE) confirmou na manhã desta terça-feira (7), em Brasília, que os 13 brasileiros (foto) que integravam a Flotilha Global Sumud, entre eles a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), foram conduzidos até a fronteira com a Jordânia e estão livres das autoridades israelenses. A liberação ocorre exatamente no dia em que completam dois anos do início da escalada de violência na guerra em Gaza.

“Diplomatas das embaixadas em Tel Aviv e em Amã receberam os ativistas que estão, nesse momento, sendo transportados para a capital jordaniana em veículo providenciado pela embaixada brasileira naquele país”, informou – por meio de nota – o Itamaraty.

Além da deputada, integram o grupo Thiago Ávila, Bruno Gilga, Lisiane Proença, Magno Costa, a vereadora Mariana Conti, Ariadne Telles, Mansur Peixoto, Gabriele Tolotti, Mohamad El Kadri, Lucas Gusmão, João Aguiar e Miguel Castro.

Segundo o Movimento Global à Gaza, a informação da liberação dos ativistas foi repassada ao Centro Jurídico para os Direitos das Minorias Árabes em Israel (Adalah, justiça em árabe), ainda na noite de segunda-feira (6), quando foi avisado que todos os remanescentes da flotilha deixariam a prisão de Kesdiot, no deserto de Negev, instalação localizada entre Gaza e o Egito.

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Sem comunicação

De acordo com o informe, os ativistas foram transportados pela Ponte Allenby/Rei Hussein pelas autoridades israelenses até a fronteira, sem direito a comunicação ou interação da diplomacia internacional. A assistência só pode ser dada após a chegada no país vizinho.

A delegação brasileira da Flotilha Global Sumud foi capturada pelas autoridades israelenses desde o início do mês de outubro, quando tentava romper o cerco a Gaza transportando ajuda humanitária em 50 embarcações.

A interceptação em águas internacionais foi considerada ilegal e arbitraria pelo MRE, que chegou a notificar formalmente o governo de Israel por meio da Embaixada do Brasil em Tel Aviv e da Embaixada de Israel em Brasília.

Fonte: Agência Brasil

Tarifaço prejudicou mais que beneficiou população dos EUA, diz Haddad

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse, nesta terça-feira (7), que o Brasil vai oferecer os melhores argumentos econômicos para os Estados Unidos, nas negociações para reverter o tarifaço aos produtos brasileiros exportados para aquele país. O principal deles, segundo Haddad, é que a medida está encarecendo a vida do povo estadunidense.

“O papel do Ministério da Fazenda e do Ministério do Desenvolvimento [Indústria, Comércio e Serviços – MDIC] é justamente oferecer os melhores argumentos econômicos para mostrar, inclusive, que o povo dos Estados Unidos está sofrendo com o tarifaço. Eles estão com o café da manhã mais caro, eles estão pagando o café mais caro, eles estão pagando a carne mais cara, eles vão deixar de ter acesso a produtos brasileiros de alta qualidade no campo, também, da indústria”, disse Haddad, ao participar do programa Bom Dia Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação.

Entre os produtos tarifados pelos Estados Unidos estão café, frutas e carnes.

“Eles estão notando, de dois meses para cá, que as medidas mais prejudicaram do que favoreceram os Estados Unidos”, reforçou o ministro, ao relembrar que os Estados Unidos têm superávit comercial em relação ao Brasil e muitas oportunidades de investimento, sobretudo voltado para transformação ecológica, terras raras, minerais críticos, energia limpa, eólica e solar.

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Videoconferência

Nesta segunda-feira (6), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, telefonou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em conversa de meia hora, por videoconferência, Lula solicitou a retirada da sobretaxa de 40% imposta pelo governo norte-americano a produtos brasileiros e das medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras.

Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para dar sequência às negociações. Os dois presidentes trocaram seus números de telefone para estabelecer uma via direta de comunicação e, também, devem se encontrar pessoalmente em breve.

Segundo Haddad, muito interlocutores propuseram que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotasse outra forma de proceder na negociação, mas, para o ministro, a diplomacia brasileira, “que é das melhores do mundo”, vai prevalecer.

“Eu creio que a estratégia que foi decidida pelo presidente Lula vai render os melhores frutos para o Brasil, independentemente de quem seja designado para negociar em nome do governo dos Estados Unidos. E penso que a diplomacia brasileira, com os argumentos que tem, vai saber superar esse momento que foi um equívoco muito grande. Muito mais com base em desinformação do que propriamente com base na realidade dos fatos”, disse o ministro.

Para Haddad, a ação de grupos de extrema direita brasileiros está desinformando o governo americano do que acontece no país.

“Está cada vez mais claro para o governo dos Estados Unidos, como está claro para o mundo inteiro, que não está acontecendo nada no Brasil que não siga absolutamente as regras democráticas do Estado de Direito.”

Tarifaço

O tarifaço imposto ao Brasil faz parte da nova política da Casa Branca, inaugurada pelo presidente Donald Trump, de elevar as tarifas contra parceiros comerciais na tentativa de reverter a relativa perda de competitividade da economia dos Estados Unidos para a China nas últimas décadas.

No dia 2 de abril, Trump impôs barreiras alfandegárias a países de acordo com o tamanho do déficit que os Estados Unidos têm com cada nação. Como os EUA têm superávit com o Brasil, na ocasião, foi imposta a taxa mais baixa, de 10%.

Porém, em 6 de agosto, entrou em vigor uma tarifa adicional de 40% contra o Brasil em retaliação a decisões que, segundo Trump, prejudicariam as big techs estadunidenses e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado após perder as eleições de 2022.

Matéria ampliada às 10h30
 

Fonte: Agência Brasil