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Helicóptero da Band sofre pane e faz pouso de emergência em Guarulhos

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Um helicóptero da Band sofreu uma pane nesta segunda-feira (29) próximo da Rodovia Presidente Dutra, e o piloto da aeronave precisou fazer um pouso de emergência no estacionamento de uma transportadora, localizada na Avenida Educador Paulo Freire, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, havia dois ocupantes na aeronave, que sofreram ferimentos na coluna e na cabeça.

Procurada pela Agência Brasil, a Band informou que a aeronave sofreu a pane enquanto o piloto e um cinegrafista sobrevoavam a região do Parque Novo Mundo, entre as rodovias Presidente Dutra e Fernão Dias, na zona norte de São Paulo.

“Por volta das 17h30, o piloto, que estava acompanhado do cinegrafista, identificou a perda da potência do motor e realizou um pouso forçado em local seguro, no estacionamento de uma transportadora. O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente e deslocou uma unidade de resgate e outras duas viaturas para o local. Os dois ocupantes passam bem e seguem em observação recebendo cuidados médicos”, informou a empresa de comunicação.

Por meio de um comunicado à imprensa, a Band confirmou que a aeronave está com a manutenção e certificações em dia.

Fonte: Agência Brasil

Governo Central registra déficit de R$ 20,2 bilhões em novembro

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As contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) apresentaram déficit primário de R$ 20,2 bilhões em novembro de 2025. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Tesouro Nacional.

No mesmo mês de 2024, o resultado, em termos nominais, foi também deficitário, mas em menor volume (R$ 4,5 bilhões).

De acordo com o Tesouro, o resultado obtido em novembro do ano corrente ficou “acima da mediana das expectativas” da pesquisa Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda, que indicava déficit de R$ 12,7 bilhões.

“O resultado conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central foi superavitário em R$ 1,1 bilhão, enquanto a Previdência Social (RGPS) apresentou um déficit de R$ 21,3 bilhões. Comparado a novembro de 2024, o resultado primário decorreu da combinação de um decréscimo real de 4,8% da receita líquida (-R$ 8,4 bilhões) e de um crescimento de 4,0% das despesas totais (+R$ 7,1 bilhões)”, informou o Tesouro.

Essa redução real da receita líquida em novembro de 2025 foi obtida em boa parte, segundo o Tesouro, devido à queda de 52,5% das receitas não administradas (-R$ 16,7 bilhões), “em razão da queda nos recebimentos de Dividendos e Participações (-R$ 6,9 bilhões), Concessões e Permissões (-R$ 4,7 bilhões) e Demais (-R$ 5,7 bilhões)”.

Contribuíram para o aumento real das despesas primárias:

  • Despesas discricionárias do Poder Executivo (+ R$ 3,9 bilhões, sendo R$ 3,2 bilhões apenas na área de saúde);
  • Pagamentos de benefícios previdenciários (+ R$ 3 bilhões, decorrente do aumento do número de beneficiários e pelos reajustes reais do salário mínimo).

Contribuíram para mitigar o crescimento das despesas primárias:

  • Rubricas obrigatórias com controle de fluxo (- R$ 2,2 bilhões, dos quais R$ 2 bilhões relativos ao Programa Bolsa Família);
  • Créditos Extraordinários (- R$ 1,6 bilhão), em razão da ausência, em 2025, de pagamentos associados às ações de enfrentamento à calamidade no Rio Grande do Sul realizadas em novembro de 2024.

O desempenho no caso da arrecadação previdenciária líquida foi sustentado pela evolução favorável do mercado de trabalho e pelo aumento dos recolhimentos do Simples Nacional previdenciário.

“O aumento real nas despesas primárias observado no mês de novembro de 2025 concentrou-se nas despesas Discricionárias do Poder Executivo (+R$ 3,9 bilhões), majoritariamente em ações da função Saúde (+R$ 3,2 bilhões), e nos pagamentos de Benefícios Previdenciários (+R$ 3,0 bilhões), explicado pelo aumento do número de beneficiários e pelos reajustes reais do salário mínimo”, detalhou o Tesouro.

O déficit primário do Governo Central no acumulado do ano (até o mês de novembro) ficou em R$ 83,8 bilhões. No mesmo período de 2024, o déficit, em termos nominais, somou R$ 67 bilhões.

Este resultado decorre de um superávit de R$ 244,5 bilhões do Tesouro Nacional e do Banco Central e do déficit de R$ 328,3 bilhões na Previdência Social (RGPS). “Em termos reais, a receita líquida cresceu 2,9% (+R$ 60,2 bilhões), enquanto a despesa avançou 3,4% (+R$ 71,9 bilhões)”, explicou o Tesouro.

Já a expansão real da receita líquida acumulada até novembro se deve aos aumentos reais de 4,5% das receitas administradas pela Receita (+ R$ 72,8 bilhões) e de 5,4% da arrecadação líquida para o RGPS (+ R$ 31,7 bilhões).

Com relação às receitas administradas, destacaram-se:

  • Imposto sobre a Renda (+ R$ 37,3 bilhões);
  • Imposto sobre operações financeiras (+ R$ 13,4 bilhões);
  • Imposto de Importação (+ R$ 9,4 bilhões);
  • Outras receitas administradas (+ R$ 12,9 bilhões).

As receitas não administradas acumularam decréscimo real de 6,9% (-R$ 21,6 bilhões). O resultado se deve a fatores como:

  • Redução em dividendos e participações (- R$ 12,3 bilhões);
  • Queda de R$ 11,6 bilhões nas demais receitas;
  • Redução em concessões;
  • Permissões (- R$ 3,7 bilhões);
  • Crescimento das receitas de exploração de recursos naturais (+ R$ 6,9 bilhões).

Fonte: Agência Brasil

Brasileiros e portuguesa entram para o Hall da Fama da São Silvestre

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Os atletas Rosa Mota, de Portugal, e Marilson dos Santos e Carmem de Oliveira, do Brasil, que fizeram história na corrida de rua, eternizaram hoje (29) as marcas de seus pés no Hall da Fama da corrida internacional de São Silvestre. A cerimônia ocorreu na Expo São Silvestre, que ocorre no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

As placas, com as impressões dos pés dos três atletas, agora se juntam à do queniano Paul Tergat. Maior vencedor da prova entre os homens, com cinco vitórias conquistadas, Tergat inaugurou o Hall da Fama da São Silvestre em agosto deste ano, quando a mais tradicional corrida de rua do país completa a sua centésima edição.

 


São Paulo (SP), 29/12/2025 - Corredora Rosa Mota durante cerimônia de homenagem de 100 anos de história da corrida internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 29/12/2025 - Corredora Rosa Mota durante cerimônia de homenagem de 100 anos de história da corrida internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

São Paulo (SP), 29/12/2025 – Rosa Mota durante cerimônia de homenagem de 100 anos de história da corrida: “Fiquei apaixonada pela corrida e participei durante seis anos consecutivos”. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil – Paulo Pinto/Agência Brasil

Uma das atletas homenageadas, a portuguesa Rosa Mota, a maior vencedora da corrida, com seis títulos seguidos, entre 1981 e 1986, falou de sua sua emoção de ser eternizada, com as marcas de seus, na história da São Silvestre. 

“Fico muito orgulhosa por fazer parte desta história. Espero que muitos de vocês também façam. O primeiro ano que vim à São Silvestre, gostei tanto, tanto, fui tão acarinhada. Todas as São Silvestres que participei foram à noite. Era uma festa muito grande na rua. Fiquei apaixonada pela corrida e participei durante seis anos consecutivos”, disse Rosa, durante o evento.

A atleta Carmen de Oliveira, primeira brasileira a vencer a prova desde que ela se abriu para a participação de estrangeiros, também deixou sua marca em uma das placas do Hall da Fama. “Estou aqui curtindo esses mimos que você pode ter de uma prova desse nível. [Hoje são] mais de 55 mil pessoas correndo. Estou aqui revendo amigos, sonhando com uma performance cada vez melhor. Então, para mim, hoje isso aqui é um prêmio”, falou.

 


São Paulo (SP), 29/12/2025 - Corredora Carmem de Oliveira  durante cerimônia de homenagem de 100 anos de história da corrida internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 29/12/2025 - Corredora Carmem de Oliveira  durante cerimônia de homenagem de 100 anos de história da corrida internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

São Paulo (SP), 29/12/2025 – Corredora Carmem de Oliveira, primeira brasileira a vencer a prova desde que ela se abriu para a participação de estrangeiros, também deixou sua marca em uma das placas . Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil – Paulo Pinto/Agência Brasil

O outro homenageado foi Marilson dos Santos, o brasileiro que mais venceu a São Silvestre desde que ela se tornou internacional. Foram três vitórias, conquistadas em 2003, 2005 e 2010.

“É a maior prova que a gente tem no país, a mais popular, a prova que todo mundo assiste, a prova que todo mundo ouve falar. Todo mundo que diz que está correndo e que está começando quer correr [a São Silvestre]. Então é muito gratificante ter feito parte da história da São Silvestre”, disse.

A 100ª edição da São Silvestre acontece na manhã da próxima quarta-feira (31). Neste ano, mais de 55 mil pessoas se inscreveram para participar da corrida, alcançando um novo recorde para a prova.

Fonte: Agência Brasil

Acidentes em rodovias federais matam 111 pessoas no feriadão de Natal

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou nesta segunda-feira (29) um balanço parcial dos acidentes ocorridos nas rodovias federais ao longo da última semana, quando foi realizada a Operação Natal 2025, entre os últimos dias 23 e 28, em estradas de todo o país. Durante o período, foram registrados 1.196 sinistros, com 111 mortes e 1.347 pessoas feridas.

Os números mostram uma queda em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 1,5 mil acidentes, com 199 óbitos e 1,8 mil feridos.

A PRF também aplicou mais de 21,3 mil multas por diversas infrações, especialmente conduzir veículo com pendências de documentação (5,8 mil), transitar em velocidade superior à da via (4,5 mil), não usar cinto de segurança (4,3 mil), fazer ultrapassagem irregular (4,1 mil), dirigir sem habilitação (2,4 mil), entre outros.

Os policiais rodoviários registraram ainda 1.180 infrações por alcoolemia, 1.031 constatações e 149 recusas ao teste do etilômetro.

Fonte: Agência Brasil

Receita nega taxação de transações financeiras a partir de R$ 5 mil

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O Ministério da Fazenda, por meio da Receita Federal, desmentiu nesta segunda-feira (29), em Brasília, informações que circulam nas redes sociais e que afirmam que transações financeiras a partir de R$ 5 mil seriam taxadas.

“As fake news que estão circulando inventaram, desta vez, uma multa de 150% para quem não pagar o falso tributo”, destacou a Receita Federal em comunicado.

A nota lembra que a Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações financeiras. “Isso não existe e nunca irá existir nos termos da Constituição atual”, reforçou a Receita.

Falso

Ela destacou, ainda, que não existe nenhuma tributação de 27,5% sobre transações. “É completamente falso”, frisou.

“Também é mentira que exista qualquer multa de 150% por falta de declaração”, completou a Receita.

Por fim, o comunicado destaca que não existe tributação por movimentação financeira. “A Receita Federal esclarece que disseminar mentiras, fake news e pânico financeiro interessa apenas a criminosos”, finaliza a nota.

Fonte: Agência Brasil

Lula veta PL sobre realocação de trabalhadores da Eletrobras

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, vetou integralmente o Projeto de Lei (PL) nº 1.791/2019, que previa o aproveitamento de empregados de empresas públicas do setor elétrico privatizadas pelo Programa Nacional de Desestatização (PND). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União hoje, segunda-feira (29), nos despachos presidenciais divulgados pelo governo federal.

O veto consta no Despacho nº 1.910, de 26 de dezembro de 2025, encaminhado ao Congresso Nacional. No texto, o presidente informa ao Senado Federal que decidiu barrar a proposta “por inconstitucionalidade e por contrariedade ao interesse público”, nos termos do artigo 66 da Constituição.

De acordo com a justificativa publicada no DOU, a decisão foi tomada após consultas aos ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e à Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo o governo, embora reconheça a intenção do legislador, o projeto criaria aumento de despesa com pessoal sem a devida estimativa de impacto orçamentário e financeiro.

“Em que pese a boa intenção do legislador, a proposição legislativa incorre em vício de inconstitucionalidade e contraria o interesse público ao estabelecer aumento de despesa com pessoal sem apresentação da estimativa de impacto orçamentário e financeiro”, diz o despacho presidencial.

O texto também aponta que o projeto não apresentava adequação à Lei Orçamentária Anual de 2025 nem compatibilidade com o Plano Plurianual 2024–2027, em descumprimento à Lei de Responsabilidade Fiscal e à Lei de Diretrizes Orçamentárias. Além disso, o governo argumenta que a medida poderia afetar os limites de despesa primária do Poder Executivo federal e a meta de resultado primário.

Outro ponto destacado pelo presidente é a incompatibilidade constitucional relacionada às carreiras. Segundo a justificativa, ao permitir o aproveitamento de empregados públicos em outras empresas públicas ou sociedades de economia mista, em cargos que não integram a carreira de origem, o projeto violaria dispositivos da Constituição e o entendimento consolidado do Supremo Tribunal Federal.

O PL nº 1.791/2019 havia sido aprovado pelo Congresso no início de dezembro e tratava do aproveitamento de empregados de empresas do setor elétrico responsáveis pela produção, transmissão, distribuição e comercialização de energia. A proposta ganhou força no contexto do processo de privatização da Eletrobras, concluído em 2022.

Pelo texto aprovado, trabalhadores dessas empresas poderiam ser realocados em outras estatais ou sociedades de economia mista, com atribuições e salários compatíveis, caso não optassem por permanecer nos quadros das companhias privatizadas.

Com o veto integral, o projeto retorna agora ao Congresso Nacional, que poderá manter ou derrubar a decisão presidencial em sessão conjunta de deputados e senadores.

Fonte: Agência Brasil

Caminhos da Reportagem celebra centenário da Corrida de São Silvestre

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Uma das provas mais icônicas do Brasil chega à centésima edição este ano: a São Silvestre. Criada em 1925 pelo empresário e jornalista Cásper Líbero, a prova atravessou um século de história e se consolidou como um dos eventos esportivos mais prestigiados do Brasil e da América Latina. Para marcar o centenário, o premiado programa Caminhos da Reportagem apresenta episódio especial 100 vezes São Silvestre, que vai ao ar excepcionalmente às 22h30 desta segunda-feira (29), na TV Brasil.

A corrida coroou atletas memoráveis e se firmou como símbolo de celebração e pertencimento nas ruas da capital paulista, atraindo, a cada edição, milhares de corredores profissionais e amadores. O programa traz grandes nomes que contam a história do evento e celebram sua importância para a cultura esportiva do país.

Inspirada em corridas de rua que Cásper Líbero conheceu em Paris, a corrida teve na sua primeira edição 48 corredores. O jornalista e diretor-executivo da São Silvestre, Erick Castelhero, conta como a corrida já trazia, desde o início, uma de suas características mais famosas.

“A ideia era sempre linkar ali a última noite do ano com o Réveillon e já chamando para um novo ano. Talvez o Cásper não imaginasse que [a prova] ia chegar ao que ela é hoje.” 

Nas primeiras edições, apenas atletas brasileiros disputavam a prova. O primeiro vencedor foi Alfredo Gomes. Neto de escravizados, ele é também o primeiro atleta brasileiro negro a participar dos Jogos Olímpicos. Em 1945, corredores estrangeiros começaram a participar da competição.

A partir dessa mudança, o Brasil ficou décadas sem vencer a prova. O jejum foi encerrado em 1980, com a histórica vitória de José João da Silva. Atleta do São Paulo Futebol Clube, ele comenta o impacto daquele título, assumindo a liderança nos últimos metros. 

“Ali eu não tinha ideia, para te falar a verdade, do tamanho da vitória. Parou o país, foi uma Copa do Mundo. Essa vitória foi um marco grande.”

Cinco anos depois, o atleta venceria novamente a prova, tornando-se um dos poucos brasileiros a alcançarem tal feito.

O crescimento da São Silvestre e do seu nível competitivo atraiu atletas de várias partes do mundo. A mexicana María del Carmen Díaz, tricampeã da São Silvestre (1989, 1990 e 1992), treinava numa região de vulcões próxima a Toluca, sua cidade natal. Em São Paulo, superou o calor de 30 graus para vencer a primeira São Silvestre disputada no período da tarde. Ela rememora com carinho o apoio do povo nas ruas:

“Eu realmente admiro o público brasileiro porque, como sempre disse, fui mais reconhecida em outro país do que no próprio México.Sinto orgulho porque há corredoras, corredores e crianças que me dizem que, por minha causa, praticam esportes e gostam de corridas.”

Foi apenas a partir da 51ª edição que a São Silvestre passou a ter uma prova feminina. A maior vencedora é a portuguesa Rosa Mota, com seis títulos consecutivos que inspiraram gerações de novas corredoras.

A brasileira Maria Zeferina Baldaia assistiu as vitórias de Rosa na TV, quando criança, e decidiu que também queria ser atleta. No entanto, realizar o sonho de vencer a São Silvestre não foi nada fácil.

“Eu corri durante 15 anos descalça porque eu não tinha tênis, meus pais não tinham condições de comprar e mesmo assim eu continuei correndo. Eu tinha o objetivo de ajudar minha família”, relembra Maria.

Treinando nos canaviais de Sertãozinho, no interior de São Paulo, Maria Zeferina deu os primeiros passos que a levariam à inesquecível vitória da São Silvestre em 2001. O título não mudou apenas a vida de sua família, mas também ajudou a fortalecer a cultura esportiva na sua cidade, que hoje conta com um centro olímpico batizado com seu nome: “E hoje eu poder estar fazendo o que eu ainda faço, que é correr e poder treinar e ver as crianças, jovens e adultos, isso não tem preço”.

Fenômeno popular

Ao longo de um século, a São Silvestre se consolidou também como um fenômeno popular. Milhares de atletas amadores de todo o país se encontram na Avenida Paulista para celebrar a virada do ano, a superação dos próprios limites e a paixão por correr.

Entre eles, estará Ana Garcez, conhecida pela comunidade do atletismo como “Ana Animal”. Irreverente e com muitos resultados de destaque, ela chegou a morar nas ruas, mas hoje tem a chance de passar por essas mesmas vias celebrando a corrida como um propósito na sua vida.

“A corrida me trouxe perseverança, me trouxe alegria. Se não fosse a corrida, hoje eu não estava falando aqui com você”, conclui. 

Para marcar o centenário, a São Silvestre deste ano será a maior edição da história. São esperados cerca de 55 mil participantes, com provas feminina, masculina, para pessoas com deficiência e também a São Silvestrinha, evento que reúne duas mil crianças e adolescentes de várias partes do país, formando uma nova geração de apaixonados por corrida.

Fonte: Agência Brasil

Mega da Virada entra na reta final para apostas físicas e online

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Interessados em participar do sorteio da Mega da Virada têm até as 20h (horário de Brasília) da próxima quarta-feira (31) para realizar suas apostas, de forma física ou online. O prêmio estimado para o sorteio deste fim de ano é de R$ 1 bilhão, o maior da história.

O concurso especial ocorre anualmente na última noite do ano. As apostas podem ser feitas em mais de 13 mil lotéricas de todo o país, pelo portal da Caixa e pelo aplicativo de loterias da Caixa. Clientes do banco também podem utilizar o internet banking.

O sorteio será realizado às 22h, com transmissão pelo perfil das Loterias Caixa no Facebook e pelo canal da Caixa no YouTube. Para fazer uma aposta simples, de seis números, é preciso desembolsar R$ 6.

O prêmio da Mega da Virada não acumula. Se não houver ganhadores na faixa principal, com acerto de seis números, o prêmio será dividido entre os acertadores da segunda faixa, com acerto de cinco números), e assim por diante.

Desde a sua primeira edição, em 2009, a Mega da Virada já premiou 130 apostas que acertaram as seis dezenas.

Alerta

Na última semana, a Caixa alertou para o surgimento de diversos sites falsos que simulam o portal Loterias Online, único site oficial para recebimento de apostas, inclusive apostas da Mega da Virada.

“Além de não registrarem as apostas, os falsários podem furtar os dados pessoais da vítima e ficar com o dinheiro dela”, destacou a Caixa em comunicado.

Fonte: Agência Brasil

Com recorde de atletas, corrida de São Silvestre terá centésima edição

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Em uma viagem a Paris, o jornalista Cásper Líbero ficou maravilhado com uma corrida realizada à noite. Decidido a promover algo semelhante no Brasil, ele idealizou uma prova que deveria ocorrer sempre no último dia do ano. E foi assim que, em uma noite do dia 31 de dezembro de 1925, foi realizada a primeira Corrida de São Silvestre da história. Ela recebeu esse nome em homenagem ao santo do dia.

“A São Silvestre foi uma ideia do jornalista, empresário e advogado Cásper Líbero. Ele estava passeando por Paris em 1924 e assistiu uma prova em que os corredores empunhavam tochas, fazendo um efeito super lindo à noite, com aquela vibração toda. Ele gostou, se entusiasmou e trouxe a ideia para o Brasil, para São Paulo. E já em 1925 ele criou a primeira edição da corrida de São Silvestre. Na época, inclusive, São Silvestre era escrito com Y. Foi aí que nasceu a nossa prova, que hoje está completando a sua centésima edição”, diz Eric Castelheiro, diretor-executivo da Corrida Internacional de São Silvestre, em entrevista à reportagem do programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, emissora da Empresa Brasil de Comunicação – EBC.

Disputada inicialmente na virada do ano, a primeira edição contou com 60 inscritos, mas apenas 48 deles participaram da largada, que ocorreu no Parque Trianon, na Avenida Paulista, às 23h40. Eles percorreram 8,8 mil metros pelas ruas de São Paulo e a corrida acabou sendo vencida por Alfredo Gomes, que completou o percurso em 23m19s.

“O Alfredo Gomes era um atleta negro. Em 1924, um ano antes da primeira edição da São Silvestre, ele já fazia sucesso porque estava representando o Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris. Ele foi o primeiro negro a representar o país”, explica Castelheiro.

Desde então, a São Silvestre se tornou a corrida mais tradicional e conhecida do país e só deixou de ser realizada em 2020, devido à pandemia da covid-19. No ano passado, a prova completou 100 anos de sua história, mas é somente neste ano de 2025 que ela chega à sua centésima edição, alcançando um recorde de participantes com mais de 50 mil corredores inscritos.

Heróis

Em suas primeiras edições, apenas atletas brasileiros participavam da prova. Mas, a partir de 1927 foi permitida a inscrição de estrangeiros que moravam no Brasil, o que vez com que o italiano Heitor Blasi, radicado em São Paulo, vencesse as edições de 1927 e 1929. Blasi foi o único estrangeiro a ganhar a prova na chamada fase nacional da corrida, que durou até 1944.

A partir de 1945, com o fim da Segunda Guerra Mundial, a corrida passou a contar com a participação de atletas estrangeiros, mas inicialmente só para atletas da América do Sul. Foi só dois anos depois que ela passou a ser de fato mundial, dando início a um período de 34 anos sem vitórias de atletas brasileiros, o que só foi superado em 1980, com a vitória do pernambucano José João da Silva. As mulheres só começaram a competir em 1975, prova que foi vencida pela alemã Christa Valensieck.

Lágrimas e gritos

Em entrevista ao programa Caminhos da Reportagem, da EBC, o empresário e ex-atleta José João da Silva recordou daquele dia em que quebrou o tabu. “O povo começava a chorar, a gritar. O Osmar (de Oliveira, meu médico) começou a gritar e a chorar. Era [a quebra] de um tabu. O primeiro brasileiro a vencer”, conta. “Eu fui o abençoado, vamos dizer assim. Cheguei e consegui esse marco. Essa vitória foi um grande marco”, recorda.

Ele, que começou a trabalhar muito cedo, ainda criança, nas roças de Pernambuco, não fazia ideia do que aquela vitória na São Silvestre significaria para a sua vida. “Parou o país. Foi como uma Copa do Mundo. O povo queria invadir e foi contido pela polícia. Eu não sabia o tamanho [dessa vitória]. Depois a gente fica meio [assim], dá até vontade de chorar. É muito impactante. A tua vida muda totalmente”, recorda.

Um brasileiro como José João da Silva e que vence essa prova acaba se tornando uma espécie de herói para a população, destaca o diretor da corrida. “Esses atletas [brasileiros], que estão em um evento tão representativo e que tem tanto alcance e história, acabam virando ídolos”, assegura.

“Um atleta de uma corrida de rua está correndo o tempo todo em todo lugar. Então, ele acaba sendo aquele super-herói humano. Ele parece um super-herói, mas ele também é humano igual a você. Então acho que isso acaba trazendo muita identificação”, garante.

Recorde

Isso foi o que aconteceu com Marilson Gomes dos Santos, o brasileiro que mais venceu a São Silvestre desde que ela se tornou internacional. Foram três vitórias, conquistadas em 2003, 2005 e 2010.

“Os brasileiros torcem muito para [os atletas] brasileiros, independente de qual modalidade for. Na São Silvestre a gente pode sentir isso. Quando você ganha, vemos mais pessoas querendo correr também, querendo participar de prova de rua. Eu vi muitos depoimentos e até hoje escuto pessoas falando que começaram a correr porque me viram correr a São Silvestre, porque me viram ganhar a São Silvestre em 2003”, assegura.

Maria Zeferina Baldaia também sentiu uma grande mudança em sua vida após participar e ganhar a corrida em 2001. Ela, que trabalhou por 20 anos como boia-fria [termo popular usado para ser referir a um trabalhador rural], recorda como começou a correr até se tornar referência no esporte. “Eu trabalhava como boia-fria e, na hora do almoço, desde criança, eu corria. Já saia correndo pelo carreador que são as estradas largas que dividem a cana dos dois lados”, conta.

“Corri durante 15 anos descalça, porque eu não tinha tênis. Meus pais não tinham condições de comprar um e, mesmo assim, eu continuei correndo, apesar dos cacos de vidro e do sol quente. Eu tinha o objetivo de ajudar a minha família, então corri durante 15 anos descalça”, recorda.

Inspiração

Um dia ela estava assistindo a uma corrida da São Silvestre na casa de uma vizinha e surgiu a inspiração para participar do evento. “Eu vi a Rosa Mota ganhar, uma portuguesa, que ganhou a São Silvestre seis vezes. Eu corri para casa e falei para a minha mãe: ‘mãe, uma mulher pequeninha ganhou a corrida lá em São Paulo, a Corrida de São Silvestre. Será que um dia eu também posso ir lá correr?”.

Quinze anos depois de assistir a última vitória de Rosa Mota pela TV, Maria Zeferina conseguiu realizar o seu sonho e se tornou inspiração para muitas outras mulheres.

“Eu me espelhei na Rosa Mota. Depois da minha vitória na São Silvestre eu escuto de muitas pessoas que me procuram – muitas mães, mulheres e meninas – que querem ser igual a Maria Zeferina. Eu costumo dizer que, assim como a Rosa Mota foi meu ídolo e minha inspiração, eu hoje sirvo de inspiração, motivação e espelho para outras pessoas. Isso não tem preço”, assegura.

Esse reconhecimento também ocorreu em sua cidade. O centro olímpico de Sertãozinho, no interior paulista, acabou sendo batizado com o nome da corredora, uma forma de eternizar sua trajetória e inspirar as futuras gerações. “Poder estar fazendo hoje o que eu ainda faço, que é correr, e poder treinar lá no centro olímpico e ver as crianças, jovens e adultos fazendo o que eu ainda faço, isso não tem preço”, explica a atleta.

“Zeferina é uma marca muito forte porque é uma mulher brasileira e uma pessoa extremamente acessível. Isso muda muito a figura do atleta. No caso dela, sendo vencedora, mas, ao mesmo tempo, a pessoa que acolhe e que é muito gentil na conversa, a torna uma pessoa muito acessível. E ela tem também a história de que não nasceu atleta: ela cortou cana, teve uma vida muito dura e virou atleta. Então, ela também é a imagem do possível”, salienta Martha Maria Dallari, atleta e personal trainer. “O atleta de corrida de rua é muito próximo. Ele divide o chão pelo qual eu passei. Eu fiz a prova que a Zeferina fez. Eu fiz a prova que o Marilson fez. Estas são coisas muito fortes, da gente estar muito perto, compartilhando disso [com eles]” enfatiza.

Maiores vencedores

A maior vencedora da São Silvestre é a portuguesa Rosa Mota, com seis vitórias consecutivas alcançadas no início dos anos 1980. Em seguida, está o queniano Paul Tergat: cinco vitórias. Entre os brasileiros, o título fica com Marílson Gomes dos Santos: três vitórias.

Desde 1945, quando a competição se tornou internacional, os brasileiros conquistaram 16 vezes essa prova, sendo 11 conquistas entre os homens e cinco entre as mulheres. No masculino, a última vitória brasileira foi conquistada em 2010, com Marilson Gomes dos Santos. No feminino, a última vitória foi com Lucélia Peres, em 2006.

“Tive a oportunidade de correr muitas provas, em outros países. Mas correr dentro de casa, no último dia do ano, com as pessoas comemorando e muita gente acompanhando pela TV e torcendo, pessoalmente é uma energia contagiante”, opina Marilson, em entrevista à reportagem do programa da TV Brasil. “É uma prova que, sem dúvida nenhuma, qualquer atleta que se preze quer ganhar. E qualquer atleta tem que se preparar muito para chegar bem, tem realmente que visar como se fosse a prova da vida, porque foi a prova da minha vida”, acrescenta. 

Prova democrática

Atualmente, a São Silvestre é aberta para todos os públicos, com largadas especiais para mulheres e homens corredores de elite e também para cadeirantes, demais atletas PCDs e atletas amadores. Além disso, ela conta com uma edição especial, realizada em um outro dia e no Centro Olímpico do Ibirapuera, chamada de São Silvestrinha, onde competem crianças e adolescentes. 

“A gente tem uma organização de largada em ondas. Por exemplo, a prova começa às 7h25 com PCDs e os cadeirantes muito rápidos e que inclusive estão acostumados a disputar campeonatos mundiais e paralímpicos. Às 7h40 larga a elite feminina, [composta] por atletas de ponta de vários países. Às 8h05 larga a elite masculina em dois pelotões, A e B, por nível técnico, com os mais rápidos à frente. Depois, vêm os outros pelotões [e o público, em geral]”, detalha o diretor da corrida.

Isso, diz ele, faz com que a prova seja bastante democrática, contando com a participação de pessoas de diversas partes do país e do mundo.


Corrida de São Silvestre
Corrida de São Silvestre

Corrida de São Silvestre terá este ano 50 mil participantes movimentando avenidas de São Paulo – Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Quebrando marcas

“A gente sempre fala que a São Silvestre é uma das mais democráticas competições esportivas e até do entretenimento porque nem todo mundo vem para competir. Tem gente que vem para fazer realizações pessoais, quebrar sua própria marca e por seu próprio objetivo. Cada um vem com seu plano e todo mundo é bem recebido”, enfatiza Castelheiro. Isso é, inclusive, o que torna a São Silvestre mais especial, destaca Martha Maria Dallari. “O forte da São Silvestre são essas histórias, são essas pessoas que resolvem correr, desafiar, encontrar amigos e celebrar o ano novo”.

Acrescenta que outro aspecto importante é que a corrida de rua faz com que as pessoas voltem a se conectar e se apropriar do espaço público.

 “Quando você corre a São Silvestre, você corre por alguns dos lugares mais bonitos da cidade ou por lugares que são marcos na cidade. Essa é uma forma de se conectar com a história e com os pontos históricos da cidade”, salienta.

O programa Caminhos da Reportagem – 100 Vezes São Silvestre, e que celebra a centésima edição da corrida, vai ao ar nesta segunda-feira (29), excepcionalmente a partir das 22h30, na TV Brasil, emissora da EBC.

Fonte: Agência Brasil

EUA e Ucrânia estão "muito mais próximos" de acordo de paz, diz Trump

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, nesse domingo (28), que ele e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, estão “chegando muito mais perto, talvez muito perto” de um acordo para encerrar a guerra na Ucrânia, embora os dois líderes tenham reconhecido que alguns dos detalhes mais espinhosos ainda não foram resolvidos.

Ambos falaram em uma entrevista, após se reunirem no resort de Trump em Mar-a-Lago, na Flórida. Trump disse que ficará claro “em algumas semanas” se as negociações para o fim da guerra serão bem-sucedidas.

Zelensky afirmou que um acordo sobre garantias de segurança para a Ucrânia foi alcançado. Trump foi um pouco mais cauteloso, dizendo que eles estavam a 95% do caminho para o acordo e que esperava que os países europeus “assumissem uma grande parte” desse esforço com o apoio dos EUA.

Zelensky havia dito anteriormente que espera suavizar uma proposta dos Estados Unidos de retirada completa das forças ucranianas da região de Donbas, no leste da Ucrânia, uma exigência russa que significaria ceder algum território mantido pelos ucranianos.

Futuro

Tanto Trump quanto Zelensky disseram na entrevista que o futuro do Donbas não foi resolvido.

“Não está resolvido, mas está se aproximando muito mais. Essa é uma questão muito difícil”, disse Trump.

Pouco antes de Zelensky e sua delegação chegarem à residência de Trump na Flórida, Trump e o presidente russo Vladimir Putin tiveram uma conversa por telefone descrita como “produtiva” pelo presidente dos EUA e “amigável” pelo assessor de Política Externa do Kremlin, Yuri Ushakov.

Segundo Ushakov, Putin disse a Trump que um cessar-fogo de 60 dias proposto pela União Europeia e pela Ucrânia prolongaria a guerra. O assessor do Kremlin afirmou disse que a Ucrânia precisa tomar uma decisão sobre o Donbas “sem mais demora”.

Acrescentou que o governo russo havia concordado em estabelecer grupos de trabalho para resolver o conflito. Esses grupos se concentrarão em preocupações econômicas e de segurança. 

Fonte: Agência Brasil