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Sorteio no Pacaembu define sedes e grupos da terceira Copinha Feminina

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A Federação Paulista de Futebol (FPF) sorteou nesta terça-feira (7), no estádio do Pacaembu, em São Paulo, os grupos da terceira edição da Copinha Feminina. A competição sub-20 será disputada entre os dias 3 e 20 de dezembro, com a final no próprio Pacaembu.

São cinco grupos, com quatro times. O melhor de cada um deles, além dos três melhores segundos colocados, avançam às quartas de final. As datas e horários dos jogos serão anunciados posteriormente pela FPF.

As chaves terão quatro estádios da capital paulista como sede: Nicolau Alayon, Canindé, Arena Ibrachina e Centro Esportivo, Recreativo e Educativo do Trabalhador (Ceret). Os grupos foram batizados com nomes de árvores da Mata Atlântica e ficaram da seguinte forma:

Grupo A – Pau Brasil (Ceret): Corinthians, Criciúma, Aliança-GO e Flamengo.

Grupo B – Jequitibá Rosa (Nicolau Alayon): Ferroviária, Minas Brasília, Internacional e Centro Olímpico.

Grupo C – Ipê Amarelo (Canindé): São Paulo, Remo, América-MG e Red Bull Bragantino.

Grupo D – Araucária (Ceret): Palmeiras, UDA, Grêmio e Botafogo.

Grupo E – Embaúba (Ibrachina): Santos, Sport, Vila Nova e Fluminense.

O atual campeão é o Fluminense. Na final do ano passado, as Tricolores venceram o Internacional nos pênaltis por 5 a 4, após empate sem gols no tempo normal. Foi o primeiro jogo de competição oficial realizado no Pacaembu desde a reforma do estádio, iniciada em junho de 2021 e que levou quase quatro anos para ser concluída.

Quatro dos participantes deste ano disputam a Copinha Feminina pela primeira vez: Criciúma, União Desportiva Alagoana (UDA), Aliança-GO e Remo. Este último marca a estreia da região Norte no torneio, que passa a contemplar todos os cantos do país.

A primeira edição da Copinha Feminina foi realizada em 2023, com o título também ficando no Rio de Janeiro, em uma final 100% carioca. O Flamengo levantou a taça ao bater o Botafogo por 2 a 0, no Canindé.

Fonte: Agência Brasil

João Fonseca confirma participação no Rio Open de 2026

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Sensação do tênis mundial, o tenista carioca João Fonseca, de 19 anos, é o segundo nome confirmado na 12ª edição do Rio Open, torneio ATP 500, o maior do continente sul-americano. Atual número 43 do mundo, o brasileiro de 19 anos se junta ao italiano Lorenzo Muzetti (10º no ranking e bronze olímpico em Paris),  primeiro a garantir presença no torneio. Mais jovem no top 100 do ranking da Associação de Tenistas Profissionais (ATP), Fonseca competirá no saibro carioca pela quarta vez na carreira. O Rio Open ocorrerá de 14 a 22 de fevereiro no Jockey Club Brasileiro, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro.

“O Rio Open é um torneio muito especial para mim, que representa diferentes experiências na minha vida. Já fui como torcida, como sparring, foi onde joguei meu primeiro ATP… Criei muita vivência vendo grandes jogadores e tênis do alto nível de perto, e foi o lugar que me inspirou a querer jogar tênis. Estou animado para disputar mais uma edição em casa, diante da minha família, amigos e toda a torcida brasileira,” disse o carioca. 

A relação de Fonseca com o Rio Open teve início ainda na infância, quando foi com a família assistir os jogos da edição inaugural, em 2014, que contou com a presença do multicampeão espanhol Rafael Nadal. Daí em diante, o carioca não perdeu nenhuma edição. Em 2022, Fonseca se tornou sparring oficial do Rio Open, e chegou a treinar com o espanhol Carlos Alcaraz e com o italiano Matteo Berretini. No ano seguinte, o tenista carioca foi convidado a disputar a chave principal do Rio Open, estreando em casa em seu primeiro torneio profissional.  Na edição de 2024, Fonseca venceu sua primeira partida na chave principal de um torneio ATP – na ocasião, ele avançou até às quartas de final. Já nesta temporada, em sua terceira participação, o carioca chegou ao Rio Open logo após conquistar o primeiro título profissional no ATP 250 de Buenos Aires. Fonseca se despediu precocemente do torneio, ao perder a estreia.



Fonte: Agência Brasil

Guerra na Faixa de Gaza completa dois anos com mais de 67 mil mortos

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Neste dia 7 de outubro, a guerra na Faixa de Gaza completa dois anos com mais de 67 mil palestinos mortos e 170 mil feridos, de acordo com as autoridades de saúde em Gaza.

Do lado israelense, são 1.665 mortos,1,2 mil apenas nas primeiras horas do ataque do Hamas a Israel, que marca a data. Cerca de 250 pessoas foram sequestradas na ação, segundo a agência de notícias Reuters.

Quarenta e oito reféns permanecem em Gaza, dos quais acredita-se que 20 estejam vivos.

O atentado de 7 de outubro foi considerado o mais sangrento da história de 75 anos do estado de Israel.

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A desproporção da resposta de Israel, que foi além de áreas militares, destruindo casas, hospitais e escolas, gerou revolta internacional. O termo genocídio começou a ser utilizado para se referir à situação em Gaza. Acusações são negadas por Israel

A guerra entre Israel e o Hamas devastou a Faixa de Gaza. As vítimas são civis e até mesmo crianças. O cerco de Israel impede que qualquer ajuda chegue à região. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), 1.857 palestinos foram mortos enquanto buscavam comida na Fundação Humanitária de Gaza, um esquema militarizado de distribuição de ajuda apoiado pelos Estados Unidos e Israel, que começou a operar em 27 de maio de 2025.


Palestinos se reúnem em local de ataque a casa em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza
22/04/2025 Reuters/Hatem Khaled/Proibida reprodução
Palestinos se reúnem em local de ataque a casa em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza
22/04/2025 Reuters/Hatem Khaled/Proibida reprodução

 

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) uma a cada três pessoas em Gaza passa dias sem comer e há mais de 320 mil crianças pequenas que estão em risco de sofrer desnutrição aguda. Israel age para que a ajuda internacional não chegue à região, como foi o caso da apreensão da Flotilha Global Sumud, que contava inclusive com a presença de ativistas brasileiros. A flotilha tentava romper o cerco a Gaza transportando ajuda humanitária em 50 embarcações.

Não houve trégua nem mesmo neste dia 7. Tanques, barcos e jatos israelenses bombardearam partes da Faixa de Gaza nesta terça-feira. 

Negociações

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump apresentou um plano de trégua para interromper o conflito. O plano prevê a libertação dos reféns israelenses em Gaza, a libertação de prisioneiros palestinos por Israel e o desarmamento do Hamas, que não poderá participar da governança de Gaza. Um grupo formado por lideranças estrangeiras comandaria um governo de transição.

Esta semana, as delegações de Israel e do Hamas iniciam as negociações indiretas com o objetivo de libertar os reféns e por fim à guerra. Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Egito, as negociações terão como foco a primeira fase do plano de Trump, que é a libertação dos 48 reféns restantes detidos pelo Hamas em troca de prisioneiros palestinos detidos em Israel.

O Brasil também vem defendendo um acordo na direção da paz e o presidente Lula cobra da ONU uma posição mais firme na defesa da criação do Estado palestino. 

Conflito antigo

A tensão entre Israel e Palestina, que se estende há mais de 70 anos, envolve geopolítica, terras e religião, tendo em vista que a região é sagrada para o judaísmo e para o islamismo, assim como também é para o cristianismo. As raízes do conflito remontam à década de 1940, no pós-guerra, quando o fluxo migratório de judeus alterou a composição demográfica na região, gerando atritos entre a nova população e os árabes-palestinos.

Com o fim do mandato britânico sobre a Palestina, coube à ONU buscar uma solução. Em 1947, foi proposta a criação de dois estados, mas os árabes rejeitaram o acordo, alegando que ficariam com as terras com menos recursos naturais. Ainda assim, os judeus celebraram a criação do Estado de Israel em 1948. De lá para cá, em meio a violentos conflitos, Israel foi ampliando suas fronteiras. Por sua vez, os palestinos que vivem na região estão divididos em dois territórios que não têm, entre si, conexão por terra: a Faixa de Gaza e a Cisjordânia. 

A Palestina reivindica soberania sobre os territórios da Cisjordânia e da Faixa de Gaza e também considera Jerusalém como sua capital. Seu centro administrativo está na cidade de Ramallah, na Cisjordânia. Sua independência foi declarada em 15 de novembro de 1988 pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Entretanto, a maioria das áreas reivindicadas pelos palestinos está ocupada por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Em 1993, foi firmado o Acordo de Oslo, por meio do qual Israel e a OLP pactuaram a criação da Autoridade Nacional Palestina (ANP), um governo autônomo provisório que administraria territórios palestinos enquanto as negociações se desenrolassem para resolver questões importantes pendentes sobre o conflito.

O Hamas, nome que significa, em árabe, Movimento de Resistência Islâmica, é um movimento palestino constituído de uma entidade filantrópica, um braço político e um braço armado. Criado em 1987, ele é considerado hoje como organização terrorista por vários países, como Estados Unidos, União Europeia, Japão, Israel e Canadá. A ONU e alguns países membros, como o Brasil, não usam a mesma denominação. 

Já são mais de 140 os países que apoiam a criação do Estado Palestino, inclusive potências europeias. Mas os Estados Unidos barram a proposta na ONU. 

Fonte: Agência Brasil

Haddad anuncia acordo para votar MP que substitui aumento do IOF

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O governo, o Senado e a Câmara dos Deputados chegaram a um acordo para votação da Medida Provisória (MP) que substitui o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), disse nesta terça-feira (7) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo ele, todas as partes fizeram concessões, que devem resultar em perda de cerca de R$ 3 bilhões na arrecadação prevista para 2026.

A negociação foi selada em reunião no gabinete do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com a presença do líder do Governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-PE). De acordo com Haddad, as divergências que travavam o avanço do texto foram superadas após os ajustes feitos pelo Executivo e pelos parlamentares.

“Depois dos esclarecimentos feitos, parece que o calendário agora vai seguir o seu caminho, evidentemente com o aval do governo, que está dando apoio ao deputado Zarattini”, declarou Haddad ao sair da reunião no Senado.

A Câmara dos Deputados havia costurado um acordo para votar o relatório, mas as negociações emperraram no Senado, em meio à resistência de setores econômicos que seriam afetados pelas novas regras.

Reforço na regulamentação

Entre as principais concessões, o governo decidiu manter a isenção sobre as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), recuando da proposta inicial de tributação. Haddad explicou que a mudança atendeu a um apelo do setor produtivo, que argumentou que a cobrança poderia ter impacto negativo em um cenário de juros elevados.

Segundo Haddad, o governo precisará apertar a regulação para estancar a perda de arrecadação. O governo, explicou o ministro, deve reforçar os critérios para que os recursos investidos em LCI e LCA sejam aplicados nas operações de crédito ligadas ao agronegócio e ao mercado imobiliário.

Bets

Outro ponto negociado foi a tributação das casas de apostas eletrônicas. O governo desistiu de elevar o imposto sobre as bets, mas incluiu uma compensação. As empresas que operavam no país antes da regulamentação do setor deverão pagar 30% da receita obtida nesse período.

Inicialmente, o Ministério da Fazenda previa arrecadar R$ 20 bilhões com a MP. Com as modificações, o valor foi reduzido para R$ 17 bilhões, o que representa uma queda de R$ 3 bilhões na estimativa de receita.

A presença de Haddad no Senado nesta terça-feira reforça a pressa do governo em aprovar o texto. A MP precisa ser votada pelo Congresso até esta quarta-feira (8) para não perder validade.

 

Fonte: Agência Brasil

MP que compensa revogação de decreto do IOF vai à Câmara

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A comissão mista que analisa a Medida Provisória 1303/25 com as novas regras de tributação de investimentos para compensar a revogação de decreto que previa aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), aprovou por 13 votos favoráveis e 12 contrários o parecer do relator Carlos Zarattini (PT-SP). Editada em junho, a MP precisa ser votada na Câmara e no Senado até esta quarta-feira (8) para não perder sua eficácia. 

Com a aprovação no colegiado, a MP deve entrar na pauta do Plenário da Câmara dos Deputados ainda nesta terça-feira (7).

O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), alertou que, se o texto não for aprovado, haverá uma perda de arrecadação de R$ 35 bilhões. De acordo com o líder, há um movimento de partidos de oposição para prejudicar o governo e “cavar uma crise no país com um forte impacto fiscal”.

Entre outros pontos, o texto prevê a tributação de fundos de investimento, como letras de crédito e fundos imobiliários, e regras específicas para a tributação de ativos virtuais, operações em bolsa, empréstimos de ativos e investidores estrangeiros.

Zarattini acatou pedido da bancada do agro e retirou a tributação das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Letras de Crédito Imobiliário e Letras de Crédito de Desenvolvimento (LCD). 

Um acordo com o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), deixou no mesmo patamar de 18% a tributação de títulos de aplicações financeiras e de juros de capital próprio.

A medida provisória também ampliou a tributação sobre as apostas em bets. Outro ponto é a criação do programa Litígio Zero Bets, voltado para a declaração voluntária de recursos, ativos virtuais, bens ou direitos decorrentes da exploração de apostas de quota fixa mantidos no Brasil ou no exterior e não declarados ou declarados com omissão ou incorreção em relação a dados essenciais.

O prazo para a adesão ao programa é de 90 dias, a partir da data de entrada em vigor da lei. A adesão deve ser feita mediante declaração voluntária da situação patrimonial em 31 de dezembro de 2024 e pagamento de imposto e multa. O texto define ainda que somente poderão ingressar no programa as empresas autorizadas pelo Ministério da Fazenda.

A MP incluiu na previsão da Lei de Diretrizes e Bases da Educação os recursos para o programa Pé-de-Meia.

Fonte: Agência Brasil

Três pessoas são presas pela PM em ato pró-Palestina no DF

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Policiais militares do Distrito Federal e manifestantes entraram em confronto durante um ato pró-Palestina em frente à embaixada dos Estados Unidos, em Brasília, nesta terça-feira (7). Três homens foram presos. 

O ato tinha como objetivo lembrar os dois anos dos conflitos no Oriente Médio entre o Hamas e Israel, e em protesto contra o genocídio em Gaza, segundo os manifestantes. O manifesto foi convocado pelo Comitê de Solidariedade à Palestina no DF. 

Em vídeo divulgado nas redes sociais, manifestantes argumentaram que o protesto era pacífico até a ação de abordagem dos policiais, que teriam ainda lançado gás contra os presentes.

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Versão da PM

Segundo a versão da polícia, o confronto ocorreu porque um homem com o rosto coberto foi visto em meio aos manifestantes manuseando uma pochete. A PMDF pondera que foi informada de que esse manifestante estava com uma faca na pochete.

“A equipe policial solicitou que o suspeito descobrisse o rosto e que mostrasse o que tinha na pochete. Ele se negou e insuflou os manifestantes contra os policiais, e o grupo tentou impedir a revista do cidadão”, argumentou a PM em nota à imprensa.

Ainda segundo a versão da PM, um policial recebeu um chute de um segundo manifestante e foi seguro por outro que teria tentado evitar a prisão. “Houve uma negociação para liberar a linha de contenção dos manifestantes para a revista. Em seguida, um dos manifestantes avançou sobre os policiais, e a briga começou generalizada, com agressões aos policiais”, argumentou a corporação.

A PM acrescentou que encontrou posteriormente a pochete vazia. Os três homens foram encaminhados para a 5ª Delegacia de Polícia. Representantes dos manifestantes presos e da organização do ato ainda não foram localizados pela reportagem. 

A Embaixada dos Estados Unidos não se manifestou sobre o protesto.

Fonte: Agência Brasil

Justiça libera curso de medicina para assentados e quilombolas em PE

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A Justiça Federal acatou o argumento da Advocacia-Geral da União (AGU) e liberou o edital para abertura de uma turma extra do curso de medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A turma especial, que selecionará 80 alunos, é destinada aos beneficiários do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), no Campus de Caruaru (PE).

Uma ação popular questionava a validade da Resolução do Conselho Universitário da UFPE e a legalidade do edital. Os autores alegavam que a UFPE teria extrapolado sua autonomia ao “inovar na ordem jurídica” e que o método de seleção geraria tratamento discriminatório e depreciativo. O juízo de 1º grau chegou a acatar os pedidos, concedendo a liminar e suspendendo a seleção.

Além da AGU, o Ministério Público Federal (MPF) havia solicitado à Justiça Federal a reconsideração da decisão liminar que suspendeu a abertura da turma extra do curso. 

A AGU então recorreu argumentando que a iniciativa é fruto de uma parceria entre UFPE e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) – que é a executora do Pronera – e tem como objetivo formar médicos com vocação para a atuação no campo.

O órgão apontou ainda ser urgente a reversão da decisão, uma vez que o cronograma do certame já está em fase avançada, com previsão de homologação das inscrições previstas para 8 de outubro de 2025 e a aplicação das provas agendada para 12 de outubro de 2025.

“O edital e a resolução são, portanto, materializações de uma parceria lastreada em lei e de uma ação afirmativa educacional voltada a grupo historicamente marginalizado (população do campo beneficiária da reforma agrária)”, argumentou o órgão.

Pelas regras do edital, estão aptos a participar da seleção:

  • Assentados da reforma agrária e integrantes de famílias beneficiárias do Crédito Fundiário;
  • Educandos egressos de cursos de especialização promovidos pelo Incra; 
  • Educadores que exerçam atividades voltadas às famílias beneficiárias; 
  • Acampados cadastrados pelo instituto e 
  • Quilombolas.

A AGU argumentou ainda que, ao formar médicos com vínculo com o campo e destinados à atuação em regiões carentes, a iniciativa concretiza simultaneamente o direito à educação de qualidade e também do direito à saúde, “garantindo o acesso a serviços básicos para populações historicamente negligenciadas”.

Pronera

Instituído há 27 anos, o Pronera é uma política pública de inclusão educacional do Brasil e apoia projetos de ensino voltados ao desenvolvimento das áreas de reforma agrária em diferentes níveis, desde a alfabetização e escolarização nos ensinos fundamental e médio até formação profissional integrada, graduação e pós-graduação para integrantes da reforma agrária.

Até hoje, foram ministrados 545 cursos para mais de 192 mil estudantes em todos os estados brasileiros. Entre os cursos oferecidos estão: direito, psicologia, jornalismo, engenharia agronômica, medicina veterinária e várias licenciaturas.


Fonte: Agência Brasil

MEC anuncia 5 mil vagas em cursos de inovação no próximo Enem

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O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou nesta terça-feira (7), em Brasília, a oferta de cinco mil novas vagas no próximo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em cursos e universidades e de instituto federais focados nas áreas de STEM, sigla em inglês para ciência (science), tecnologia (technology), engenharia (engineering) e matemática (mathematics).

A meta é que o Brasil se alinhe à modernidade. “O mundo inteiro discute o novo mundo do trabalho, as novas tecnologias, a inteligência artificial. As universidades estão oferecendo, agora, um novo programa de STEM, com novos cursos nas áreas de biotecnologia, engenharia, robótica e inteligência artificial. Então, vamos ofertar no novo Enem novos cursos nas nossas universidades, conectados com esse novo mundo da tecnologia, da inovação e da ciência”, disse o ministro.

A declaração foi dada durante a abertura da primeira edição do Festival Internacional sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Indústria – Curicaca, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha (Arena BRB).

O ministro da Educação também anunciou o lançamento de um edital para fortalecer a aceleração dos núcleos de inovação tecnológica nas universidades, com recursos públicos para capacitação e para conectar ciência, empresas e a sociedade.

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Ensino técnico

O Festival Curica é realizado juntamente com a 5ª edição da Semana Nacional da Educação Profissional e Tecnológica, em Brasília. Por isso, o ministro Camilo Santana celebrou a regulamentação da lei da nova Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica (PNEPT) e mencionou a aprovação do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que permitirá trocar as dívidas dos estados com a União pela abertura de novas matrículas no ensino técnico.

“A meta é criar três milhões de novas matrículas de ensino técnico profissionalizante no país para essa juventude brasileira para chegarmos ao nível de países desenvolvidos, no mundo inteiro”, explicou.

Sem especificar valores, o ministro também citou investimentos na ampliação e consolidação dos institutos federais, incluindo a construção de 104 novos institutos e 270 novos restaurantes estudantis.

Universidades e fundações

O ministro da Educação também informou que será criado um grupo de trabalho para rever as relações das universidades com suas fundações de apoio que dão suporte a projetos de ensino, pesquisa e extensão das instituições públicas de ensino superior, por meio, por exemplo, da captação de recursos externos.

“As fundações são responsáveis por gerar a pesquisa e a inovação, portanto, também tem que estar adaptada a essa modernidade que nós vivemos no mundo.”

O ministro encerrou sua fala ressaltando que 90% das pesquisas no Brasil são realizadas por instituições públicas, principalmente universidades e institutos federais.

“Defender um país soberano é defender a educação, a ciência e a tecnologia. Viva a educação!” disse Camilo Santana.

Fonte: Agência Brasil

Brasil conhece adversários no Pré-Mundial Feminino de basquete

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A seleção brasileira feminina de basquete já sabe quais serão seus adversários nas Eliminatórias da Copa do Mundo 2026. Um sorteio realizado pela Federação Internacional (Fiba), nesta terça-feira (7), distribuiu 24 seleções por quatro torneios classificatórios. O Brasil está no Torneio A, junto com Mali, Sudão do Sul, República Tcheca, Bélgica e China (anfitriã). A disputa ocorrerá na cidade chinesa de Wuhan, entre 11 e 17 de março do ano que vem. Os outros três torneios serão em San Juan (Porto Rico), Istambul (Turquia) e Lyon-Villeurbanne (França).

O Brasil busca encerrar jejum de oito anos fora de Copas do Mundo, por não ter se classificado para as edições de 2018 e 2022. O único título mundial feminino foi conquistado há mais de três décadas pela icônica seleção brasileira, liderada por Paula, Hortência e Janeth, em 1994.

Com exceção de Bélgica, campeã da Eurobasket e já classificada para o Mundial, as demais equipes do Torneio A competirão por três vagas. Em julho deste ano, a amarelinha quase carimbou o passaporte rumo à Copa do Mundo ao avançar à final da AmeriCup, mas deu adeus ao título, que garantiria a classificação direta, ao perder a decisão para os Estados Unidos.

Além de Bélgica, outros quatro países já asseguraram presença na Copa do Mundo: Alemanha (por ser o país-sede do Mundial), Austrália (campeã da Ásia e Oceania), Estados Unidos e Nigéria (campeã do continente africano). Embora classificadas, as cinco nações competirão as Eliminatórias. Os três países mais bem colocados nos torneios A, B e C irão avançarão direto ao Mundial.  Já no Torneio D, único com duas seleções já classificadas (Alemanha e Nigéria), a disputa será por apenas duas vagas.

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A Copa do Mundo de basquete feminino reunirá 16 seleções no período de 4 a 14 de setembro do ano que vem, em Berlim (Alemanha). 

Eliminatórias da Copa do Mundo de basquete feminino

Torneio A – Wuhan (China)

BRASIL
Mali
Sudão do Sul
Bélgica*
República Tcheca
China

Torneio B – San Juan (Porto Rico)

Nova Zelândia
Porto Rico
Estados Unidos*
Senegal
Itália
Espanha

Torneio C – Istambul (Turquia)

Hungria
Turquia
Argentina
Austrália*
Canadá
Japão

Torneio D – Lyon-Villeurbanne (França)

Colômbia
Filipinas
Alemanha*
Coreia do Sul
França
Nigéria*

* seleções já classificadas para a Copa do Mundo de 2026



Fonte: Agência Brasil

Ricardo Vale propõe impedir descontos de aposentados e pensionistas relativos a 2020

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O vice-presidente da CLDF, deputado Ricardo Vale, na sessão ordinária desta terça-feira (7)

O deputado distrital Ricardo Vale (PT) propôs nesta terça-feira (7) o Projeto de Lei Complementar (PLC) 85/2025, que visa eximir os cerca de 60 mil aposentados e pensionistas do DF de descontos nos proventos relativos aos meses de novembro e dezembro de 2020. Em julho daquele ano, foi publicada a lei complementar 970/2020, que alterou as alíquotas de contribuição previdenciária.

O parlamentar subiu à tribuna na sessão ordinária de hoje para explicar que o projeto adia o aumento da contribuição, de 1° de novembro de 2020 para 1° de janeiro de 2021. “Com isso eles [aposentados e pensionistas] não precisarão pagar os atrasados de novembro e dezembro de 2020”, enfatizou.

O texto prevê que são isentos de contribuição os que recebem até um salário mínimo. Quem ganha de um salário até o teto dos benefícios pagos pelo Regime de Previdência contribui com 11%. Já para quem ultrapassa o teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) incide a alíquota fixa de 14%. A norma distrital foi aprovada na esteira da última reforma da previdência, promulgada via emenda constitucional nº 103/2019.

Embora devessem ser cobradas a partir de 1º de novembro de 2020, naquele ano as novas alíquotas só foram aplicadas para quem estava na ativa. Aposentados e pensionistas começaram a ser descontados somente a partir de 1º de janeiro de 2021.

“A situação é tão estranha que o IPREV, ao analisar a questão, ainda queria cobrar juros de mora por um erro que ele mesmo causou. Inclusive, o IPREV já está notificando os aposentados e pensionistas de sua intenção, e isso tem causado indignação, pois não é justo eles terem de pagar por um erro do Governo, depois de quase cinco anos”, critica Vale na fundamentação do projeto.

O deputado calcula que cada aposentado e pensionista vai pagar, em média, R$ 2.287,00. No total, o Governo do Distrito Federal arrecadará cerca de R$ 140 milhões com os débitos. O Iprev faculta o parcelamento do valor em até cinco parcelas mensais para aqueles que solicitarem pelo e-mail parcelamento.lc970@iprev.df.gov.br ou presencialmente no atendimento do Instituto.

Vice-presidente da Câmara Legislativa, Ricardo Vale clamou por urgência para que o projeto seja apreciado o quanto antes na CLDF. Caso seja aprovado, o PLC seguirá para sanção ou veto do governador e passa a surtir efeitos a partir da data em que for publicado.

Fonte: Agência CLDF