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Juros altos travam crédito para 80% das indústrias, revela pesquisa

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De cada dez empresas industriais, oito enfrentaram dificuldades para obter crédito. Elas apontam os juros elevados como o principal obstáculo ao financiamento no país. O dado faz parte de pesquisa divulgada nesta segunda-feira (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com apoio da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE).

Segundo a Sondagem Especial: Condições de Acesso ao Crédito em 2025, 80% dos empresários que tiveram problemas para acessar crédito de curto ou médio prazo (até 5 anos) citaram os juros altos como o maior entrave. Em seguida aparecem a exigência de garantias reais, como imóveis ou máquinas (32%), e a falta de linhas de crédito adequadas às necessidades das empresas (17%).

O cenário se repete no crédito de longo prazo, acima de 5 anos. Nesse caso, 71% dos industriais atribuíram as dificuldades aos juros elevados, enquanto 31% mencionaram a exigência de garantias e 17% a ausência de linhas compatíveis com seus projetos de investimento.

“A atual política monetária é bastante restritiva e encarece o crédito. Com a Selic em 15% ao ano e juros reais em torno de 10%, o financiamento fica mais caro e desestimula investimentos em expansão e inovação”, explica Maria Virgínia Colusso, analista de Políticas e Indústria da CNI.

Selic alta reduziu a busca por crédito

  • 54% das empresas não buscaram crédito de longo prazo nos seis meses anteriores à pesquisa
  • 49% não procuraram crédito de curto ou médio prazo no mesmo período 
  • apenas 26% contrataram ou renovaram crédito de curto prazo
  • no crédito de longo prazo, o percentual caiu para 17%

Dificuldade maior no crédito de longo prazo

  • Quase um terço das empresas que tentaram crédito de longo prazo não teve sucesso
  • Cerca de 20% das que buscaram crédito de curto ou médio prazo também não conseguiram

Crédito de curto ou médio prazo

  • Médias: 26% não obtiveram crédito
  • Pequenas: 21%
  • Grandes: 16%

Crédito de longo prazo

  • Médias empresas: 43% não obtiveram crédito
  • Pequenas empresas: 37%
  • Grandes empresas: 27%

Condições de crédito pioraram

  • 35% das empresas avaliaram que as condições de crédito de curto ou médio prazo pioraram
  • 33% fizeram a mesma avaliação para o crédito de longo prazo
  • Para 47%, as condições permaneceram semelhantes
  • Apenas 14% relataram melhora no curto ou médio prazo
  • No longo prazo, o índice cai para 12%

Baixa adesão ao risco sacado

  • Apenas 13% das indústrias contrataram operações de risco sacado nos últimos 12 meses
  • Outros 5% pretendiam contratar
  • 54% não contrataram nem pretendiam contratar
  • 29% não souberam ou preferiram não responder

O risco sacado é uma modalidade de antecipação de recebíveis em que o fornecedor recebe o pagamento antecipado de uma instituição financeira, enquanto o comprador assume o compromisso de quitar o valor na data acordada.

A Sondagem Especial ouviu 1.789 empresas industriais de 1º a 12 de agosto do ano passado. Desse total, 713 são de pequeno porte, 637 de médio porte e 439 de grande porte.

Fonte: Agência Brasil

Famílias de Divinópolis são beneficiadas com Aluguel Social nesta segunda-feira

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Famílias de Divinópolis são beneficiadas com Aluguel Social nesta segunda-feira - homem negro de aproximadamente 70 anos segurando cartão do Aluguel Social
Aluguel Social chega a 50 famílias de Divinópolis (Fotos: Edgard Soares e Octacílio Queiroz)

O Governo de Goiás, por meio do Goiás Social e da Agência Goiana de Habitação (Agehab), entrega, nesta segunda-feira (19/01), 50 cartões do Aluguel Social em Divinópolis de Goiás. Serão 50 famílias beneficiadas.

De acordo com a coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, o papel do Estado é apoiar as pessoas que mais precisam com políticas públicas eficientes.

“As despesas com o aluguel consomem grande parte da renda das famílias. Com essa ajuda, elas podem abrir espaço para realizar outros sonhos”, declara Gracinha.

O presidente da Agehab, Alexandre Baldy, frisa que o benefício de R$ 350, pago por 18 meses, é destinado às famílias em vulnerabilidade social, e deve ser utilizado exclusivamente para a despesa com o aluguel.

“O Aluguel Social é uma política habitacional de grande importância porque reduz o impacto desse gasto no orçamento doméstico. O valor deve ser repassado diretamente do locatário para o locador, via aplicativo bancário”, observa Baldy.

Desde 2021, quando teve início o Programa, já foram entregues mais de 84 mil cartões, distribuídos em 219 municípios em atendimento até agora.

Serviço

Assunto: Entrega de 50 cartões do Aluguel Social em Divinópolis 
Data: Segunda-feira (19/01)
Horário: 9h
Local: Rua Dr. João Pinheiro, 178, Divinópolis de Goiás (GO)

Saiba mais

Governo investe mais de R$ 75 milhões em habitação social no Nordeste goiano

Apê a Custo Zero abre inscrições em Aparecida de Goiânia

Agência Goiana de Habitação (Agehab) e Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Na Venezuela, sanções dos EUA contribuíram para colapso econômico

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Alvo recentemente de ações militares dos Estados Unidos com objetivo de promover mudanças de poder a partir da retirada de Nicolás Maduro da presidência, a Venezuela também sofre há anos os efeitos de sanções econômicas impostas pelo governo norte-americano, chamadas de Medidas Coercitivas Unilaterais.  

Estudos apontam que cercos econômicos prolongados têm sido cada vez mais utilizados como arma de política externa para pressionar ou derrubar determinados governos. O roteiro se repete em outros países, como o Irã.  

Para entender como essas sanções fragilizam as economias e o tecido social desses países, a Agência Brasil conversou com especialistas e analisou estudos científicos e relatórios das Nações Unidas (ONU) sobre o tema. 

A economista e socióloga Juliane Furno, professora adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), destaca que o objetivo das sanções é “asfixiar experiências políticas que fogem ao controle dos países imperialistas” , buscando gerar uma onda de descontentamento social que possa refletir em uma mudança de regime. 

Dona das maiores reservas de petróleo do planeta, a Venezuela é alvo de medidas econômicas dos Estados Unidos sob o argumento de proteção dos direitos humanos, defesa de democracia e combate ao narcotráfico. 

O embargo econômico 

O bloqueio financeiro e comercial contra a Venezuela obstruiu o financiamento da indústria petroleira; impôs restrições para o refinanciamento da dívida do país; dificultou as transações monetárias no mercado mundial; e congelou os ativos venezuelanos no exterior – ou os transferiram para o controle da oposição. 

O bloqueio de ativos da Venezuela também foi adotado por Portugal e Reino Unido. O Banco Central da Inglaterra confiscou 31 toneladas em ouro da Venezuela avaliados em US$ 1,2 bilhões. 

Washington colocou sob suspeita todas as transações vinculadas à Venezuela, o que levou ao bloqueio de canais financeiros com instituições de outras nações. 

Proibiu-se, ainda, o pagamento dos dividendos ao governo venezuelano provenientes da empresa Citgo, principal filial da estatal petroleira PdVSA no exterior. A Citgo foi liquidada pela justiça dos EUA, no final de 2025, para servir de ativo para os credores internacionais da Venezuela. A medida foi classificada por Caracas como “roubo”. 

A crise econômica da Venezuela 


Refugiados, Venezuelanos, Crise
REUTERS/Ricardo Moraes
Refugiados, Venezuelanos, Crise
REUTERS/Ricardo Moraes

Refugiados venezuelanos – Reuters/Ricardo Moraes/ Direitos Reservados

Na Venezuela, a recessão de 2013 a 2022 consumiu cerca de 75% do PIB, impulsionando a imigração de mais de 7,5 milhões de pessoas, o que representa cerca de 20% da população do país. 

Especialistas divergem em relação à responsabilidade dos governos chavistas e das sanções dos EUA para a crise do país sul-americano. 

Enquanto a recessão no país começou no segundo semestre de 2014, na esteira da crise dos preços do petróleo, as primeiras sanções abrangentes contra a Venezuela foram adotadas em agosto de 2017. Era o primeiro governo de Donald Trump, que restringiu o acesso da Venezuela ao mercado financeiro norte-americano. 

Novas sanções foram aplicadas aos comércios de ouro, minérios, petróleo e diesel, entre 2018 a 2020. Além disso, o governo norte-americano aplicou sanções para empresas de outros países que negociavam com a Venezuela, medida chamada de sanções secundárias. 

O economista venezuelano Francisco Rodríguez, professor da Universidade de Denver e crítico dos governos chavistas, reconhece o peso da gestão interna para a recessão do país antes de 2017. No entanto, pondera que o embargo econômico teve papel signficativo para o aprofundamento da crise. 

“Dizer que os venezuelanos estão fugindo unicamente por causa do regime de Maduro não passa de uma mera retórica que ignora a questão fundamental: o impacto das sanções nas condições de vida”, diz o especialista. 

As pesquisas do professor apresentam evidências que mostram “decisivamente que as sanções têm sido um dos principais fatores que contribuíram para o colapso econômico da Venezuela”, que levaram ao declínio dos padrões de vida observado desde 2012. 

Para Rodríguez, as sanções influenciaram os padrões migratórios ao interromperem as receitas do petróleo, que na Venezuela são usadas para financiar as importações de outros setores. 

“A reimposição de sanções de pressão máxima levaria a uma emigração estimada em 1 milhão de venezuelanos adicionais nos próximos cinco anos, em comparação com um cenário base sem sanções econômicas”, calculou o economista no final de 2024, diante da expectativa de endurecimento de sanções com o início do segundo governo Trump. 

O colapso da indústria petroleira 


Petróleo na Venezuela
FILE PHOTO: Crude oil drips from a valve at an oil well operated by Venezuela's state oil company PDVSA, in the oil rich Orinoco belt, near Morichal at the state of Monagas April 16, 2015. Picture taken on April 16, 2015. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins/File Photo
Petróleo na Venezuela
FILE PHOTO: Crude oil drips from a valve at an oil well operated by Venezuela's state oil company PDVSA, in the oil rich Orinoco belt, near Morichal at the state of Monagas April 16, 2015. Picture taken on April 16, 2015. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins/File Photo

Petróleo na Venezuela  – Reuters/Carlos Garcia Rawlins/Proibida reprodução

A economista Juliane Furno acredita que a crise venezuelana pode ser explicada por dois fatores principais: a queda do preço do barril de petróleo e as sanções internacionais. 

“A Venezuela é um país rentista petroleiro. Mais de 95% das receitas de exportação vêm do petróleo. Em 2014 o barril do petróleo amargou uma redução de quase 70%. Isso explica a queda do PIB e o início do desabastecimento”, afirmou. 

Furno acrescenta que as sanções agravaram o quadro: tanto as diretas, que dificultaram as importações, quanto as indiretas, que desestimularam outros país e empresas a fazerem negócio com a Venezuela. 

De uma retração do setor petrolífero de 11,5% experimentada em 2017, o índice aumentou para 30,1% em 2018 – primeiro ano após a imposição do bloqueio financeiro. A diferença implicou na perda de US$ 8,4 bilhões em divisas necessárias para a manutenção das importações do país, aponta pesquisa do economista Jeffrey Sachs. 

Inflação 

Publicada pelo Centro de Pesquisas Econômicas e Políticas (Cepr), sediado em Washington, o estudo considera que a perda bilionária de divisas e receitas em decorrência do bloqueio foi “muito provavelmente” o principal fator que empurrou a economia de sua inflação alta, quando as sanções de agosto de 2017 foram implementadas, para a hiperinflação que se seguiu.  

A hiperinflação na Venezuela se consolidou, oficialmente, em dezembro de 2017. 

A economista Juliane Furno acrescenta que a situação piorou ainda mais a partir de 2019, com o bloqueio das reservas em ouro e com a proibição da Venezuela acessar o principal mercado consumidor do seu petróleo, os Estados Unidos. 

O secretário de Segurança Nacional norte-americano, Jonh Bolton, calculou que a proibição do comércio do petróleo da Venezuela resultaria na perda de mais de US$ 11 bilhões em receitas de exportação em 2020. 

A professora da Uerj ressalta que a prova do peso das sanções é que a economia venezuelana começou a se recuperar a partir de 2022, no governo de Joe Biden, quando foram relaxadas algumas medidas.   

Segundo dados da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), ligada à ONU, a Venezuela apresentou um crescimento de 8,5% do PIB em 2024 e de 6,5% em 2025.

Estados Unidos 


Manifestante segura cartaz com a imagem da líder da oposição venezuelana María Corina Machado durante manifestação em Santiago
03/01/2026 REUTERS/Pablo Sanhueza
Manifestante segura cartaz com a imagem da líder da oposição venezuelana María Corina Machado durante manifestação em Santiago
03/01/2026 REUTERS/Pablo Sanhueza

Manifestante segura cartaz com a imagem da líder da oposição venezuelana María Corina Machado – REUTERS/Pablo Sanhueza/Proibida reprodução

As sanções econômicas contra a Venezuela são adotadas sob o argumento de pressionar Caracas para inibir violações de direitos humanos, levar a democracia para o país ou mesmo combater o narcotráfico internacional. 

A lei que viabilizou o atual bloqueio foi aprovada em dezembro de 2014, ainda sob o governo do democrata Barack Obama, cerca de um mês após o início de uma onda de protestos contra Nicolás Maduro conhecidos como “A Saída”, que pregavam a destituição do presidente. 

Em março de 2015, Obama edita a Ordem Executiva 1.692 que declara “emergência nacional” nos Estados Unidos sob a justificativa de que a Venezuela representa uma ameaça “incomum e extraordinária” para a segurança, autorizando o presidente a impor sanções econômicas contra o país sul-americano. 

 

Fonte: Agência Brasil

Morre Raul Jungmann, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração

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O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) informou neste domingo (18) o falecimento de Raul Jungmann, diretor-presidente da entidade. A morte ocorreu em Brasília, após um longo tratamento contra o câncer de pâncreas.

Atendendo a um desejo do próprio Jungmann, o velório será realizado em cerimônia reservada a familiares e amigos próximos.

Pernambucano, Raul Jungmann participou por mais de cinco décadas da vida pública brasileira. Ao longo de sua trajetória, exerceu mandatos como vereador e deputado federal.

Também liderou quatro ministérios nos governos Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer: Política Fundiária, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública.

Em 2022, assumiu a presidência do IBRAM, onde buscou uma agenda de transformação do setor mineral, com foco na defesa de uma mineração mais comprometido com a sustentabilidade.

Em nota, a presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Ana Sanches, afirmou que Raul Jungmann foi um “homem público de estatura singular, defensor da democracia e comprometido com o interesse público”.

Segundo ela, Jungmann conduziu o instituto em um período decisivo, fortalecendo a entidade e beneficiando o setor mineral, em um ciclo marcado pelo diálogo, pela visão estratégica e pela integridade.


Fonte: Agência Brasil

Brasil no Mundo traz debate neste domingo sobre Venezuela, Irã e EUA

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A TV Brasil leva ao ar uma edição inédita do programa Brasil no Mundo neste domingo (18), às 19h30. No estúdio no Rio de Janeiro, os jornalistas Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat recebem o professor e diretor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Eduardo Serra.

O programa vai tratar dos principais conflitos em andamento no mundo: a ação dos Estados Unidos na Venezuela e a crescente tensão do país com o Irã.

O professor Eduardo Serra é formado em Engenharia Industrial pela UFRJ com especialização em Planejamento Econômico pela Warsaw School of Economics (SGPiS), de Varsóvia. Fez mestrado em Engenharia de Produção pela UFRJ e doutorado em Engenharia Oceânica também pela UFRJ. Atualmente é professor associado no Curso de Relações Internacionais do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da UFRJ.

Sobre a produção

O programa Brasil no Mundo se dedica a destrinchar os grandes acontecimentos globais com a profundidade que cada tema exige. Conduzido pelos jornalistas especialistas Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat, apresenta análises consistentes e, a cada edição, recebe um convidado que contribui para ampliar a compreensão do cenário internacional e de seus reflexos na sociedade.

Com exibição semanal na TV Brasil sempre aos domingos, às 19h30, o programa tem duração de uma hora.

O conteúdo também poderá ser visto no app TV Brasil Play e no YouTube da emissora.

Fonte: Agência Brasil

Marcus D'Almeida é bronze em etapa do mundial de tiro com arco indoor

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O brasileiro Marcus D’Almeida conquistou a medalha de bronze na primeira Etapa 1000 da Copa do Mundo de Tiro com Arco Indoor, realizada em Nîmes (França). D’almeida derrotou o francês Alexandre Desemery por 7 a 3 neste domingo (18).

Ele acabou sendo eliminado do caminho do ouro na semifinal pelo espanhol Andrés Mediel Temiño, por 6 a 4.

Durante a campanha neste torneio, concluída com a primeira conquista dele no ano, o atleta bateu o recorde brasileiro.

Os 596 pontos deram ao brasileiro também a posição de cabeça de chave número 1.

Fonte: Agência Brasil

Groenlândia agradece resposta de países europeus às tarifas de Trump

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A Groenlândia agradeceu às nações europeias neste domingo (18) por manterem seu apoio à ilha do Ártico, apesar de serem alvo de tarifas punitivas do presidente dos EUA, Donald Trump, que quer anexar o território governado pela Dinamarca.

França, Alemanha, Reino Unido e outros países europeus enviaram esta semana pequenos grupos de militares para a Groenlândia a pedido da Dinamarca, o que levou Trump a ameaçar com tarifas comerciais sobre oito aliados europeus até que os EUA tenham permissão para comprar a ilha.

No sábado, os líderes europeus alertaram sobre uma “perigosa espiral descendente” em relação à ameaça tarifária de Trump, prometendo manter seu apoio à Groenlândia e à soberania da Dinamarca. Os embaixadores dos 27 países da União Europeia se reuniram neste domingo para discutir sua resposta à ameaça tarifária.

“Vivemos em tempos extraordinários que exigem não apenas decência, mas também muita coragem”, disse a ministra do gabinete da Groenlândia, Naaja Nathanielsen, responsável pelos negócios, energia e minerais da ilha, em um comunicado.

Trump diz que a Groenlândia é vital para a segurança dos EUA por causa de sua localização estratégica e de seus depósitos minerais, e não descartou o uso da força para tomá-la, aumentando o alarme na Europa com a perspectiva de um confronto direto entre os países da Otan.

* É proibida a reprodução deste conteúdo.

 


mapa da groenlândia 2
mapa da groenlândia 2

Fonte: Agência Brasil

Saiba como gastar menos com o uso do ar-condicionado

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O ar-condicionado pode representar até 40% do consumo residencial nos meses mais quentes, a depender do modelo, da potência e do tempo de uso, segundo estimativas do setor elétrico. Mas, com algumas escolhas simples, ele pode ser um aliado do consumidor na conta de luz, e não um vilão.

O especialista em pesquisa e desenvolvimento (P&D) da Gree, maior fabricante de aparelhos de ar-condicionado do mundo, com sede em Zhuhai, China, Romenig Magalhães, compartilhou, em entrevista à Agência Brasil, algumas dicas para economizar. 

Escolha da tecnologia

Aparelhos com tecnologia avançada, do tipo inverter, que oferecem maior controle sobre o consumo, podem se traduzir em menos desperdício de energia. Segundo Magalhães, essa tecnologia pode provocar redução de até 40% no consumo residencial em dias mais quentes.

Os eletrodomésticos com tecnologia inverter operam com maior eficiência, já que contam com dispositivos que otimizam o funcionamento, evitando picos de energia provocados pelo efeito de desligar e ligar o motor de tempos em tempos, o que favorece a economia de energia e prolonga a vida útil do aparelho.

Na prática, o custo de manter o equipamento ligado depende da potência do produto em BTUs, que é a sigla para eficiência energética e tempo de uso. Um equipamento residencial de 9 mil a 12 mil BTUs pode consumir entre 15 quilowatts-hora (kWh) e 45 kWh por mês, em uso moderado. 

Os modelos mais antigos, não dotados da tecnologia inverter, podem ultrapassar esse patamar com facilidade, especialmente em períodos de bandeira vemelha, o que se reflete de forma direta no orçamento das famílias. 

Selo do Inmetro

Outro requisito importante é o selo de eficiência energética do Instituto Nacional de Metrologia, Quialidade e Tecnologia (Inmetro), que atesta que a classificação A, que tem menor consumo e, consequentemente, menor impacto no bolso do consumidor. 

Cuidados com o aparelho

Segundo Magalhães, devem também ser levados em conta o ambiente onde está instalado o ar-condicionado e a forma de utilização.

Por exemplo, manter portas e janelas fechadas durante o uso e proteger o local contra o sol e o calor, por meio de cortinas e persianas são pontos positivos. 

A manutenção deve também estar em dia, salientou Magalhães, tendo em vista que filtros limpos e revisões periódicas evitam perda de eficiência. 

Escolha da temperatura

De acordo com Magalhães, uma temperatura entre 23 e 25 graus no controle remoto é adequada para o ser humano e pode ajudar na economia.

“Dá equilíbrio para que a pessoa sinta um ambiente mais confortável e também faz bem à saúde. Vai ser uma temperatura de conforto térmico para o ambiente”. 

Por outro lado, quanto mais baixa for a temperatura, maior vai ser o consumo de energia.

“A temperatura na faixa de 16 graus a 20 graus vai consumir muita energia e acaba causando um desconforto térmico, o ar fica muito seco no ambiente, há baixa umidade do ar”.

Outra dica dada pelo especialista em P&D é utilizar a função “Sono” do ar-condicionado, que estabelece uma temperatura mais equilibrada durante a noite.

“A temperatura vai aumentando de maneira gradual e, ao despertar, o nível de consumo do aparelho vai estar bem mais baixo, sem impacto na conta de energia”.

Fonte: Agência Brasil

Lucas Pinheiro é prata em Copa do Mundo de Esqui Alpino, na Suíça

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O esquiador brasileiro Lucas Pinheiro Braathen ficou em segundo lugar no slalom na etapa da Copa do Mundo de Esqui Alpino neste domingo (18), disputada em Wengen, na Suíça. Com o resultado foi o melhor já obtido por um brasileiro na competição e seu quarto pódio na temporada.

O brasileiro fechou a prova com o tempo de 1min46s46 na somatória das duas descidas. Na primeira, Lucas registrou 53s39; na segunda, Lucas foi ainda melhor: 53s07.

No total, o esquiador ficou apenas 0,47 segundo atrás do campeão Atle Lie McGrath, da Noruega, que levou o ouro, com 1min45s99. Outro norueguês, Henrik Kristoffersen, foi bronze, com 1min46s80.

Às vésperas dos Jogos Olímpicos de Inverno nas cidades italianas de Milão e Cortina d’Ampezzo, o brasileiro já soma três pódios. Além da medalha de hoje, ele foi ouro na prova de slalom na Finlândia; e prata em Alta Badia, na Itália, no slalom gigante.

Fonte: Agência Brasil

Lula critica ações dos EUA na Venezuela e defende multilateralismo

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Em artigo publicado neste domingo (18) no jornal The New York Times, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os bombardeios dos Estados Unidos em território venezuelano e a “captura” do presidente do país, ocorridos no início de janeiro, representam “mais um capítulo lamentável da contínua erosão do direito internacional e da ordem multilateral estabelecida após a Segunda Guerra Mundial”.

No texto, Lula critica o que classifica como ataques recorrentes de grandes potências à autoridade da Organização das Nações Unidas (ONU) e de seu Conselho de Segurança. Segundo o presidente, “quando o uso da força para resolver disputas deixa de ser exceção e passa a ser regra, a paz, a segurança e a estabilidade globais ficam ameaçadas”.

Lula afirma ainda que a aplicação seletiva das normas internacionais compromete o sistema global.

“Se as normas são seguidas apenas de forma seletiva, instala-se a anomia, que enfraquece não apenas os Estados individualmente, mas o sistema internacional como um todo”, escreveu.

Para o presidente, “sem regras coletivamente acordadas, é impossível construir sociedades livres, inclusivas e democráticas”.

Democracia

No artigo, Lula reconhece que chefes de Estado ou de governo, “de qualquer país”, podem ser responsabilizados por ações que atentem contra a democracia e os direitos fundamentais.

No entanto, ressalta que “não é legítimo que outro Estado se arrogue o direito de fazer justiça”. Segundo ele, “ações unilaterais ameaçam a estabilidade em todo o mundo, desorganizam o comércio e os investimentos, aumentam o fluxo de refugiados e enfraquecem a capacidade dos Estados de enfrentar o crime organizado e outros desafios transnacionais”.

O presidente afirma ser “particularmente preocupante” que essas práticas estejam sendo aplicadas à América Latina e ao Caribe.

Segundo Lula, elas levam “violência e instabilidade a uma parte do mundo que busca a paz por meio da igualdade soberana das nações, da rejeição ao uso da força e da defesa da autodeterminação dos povos”.

Ele destaca que, “em mais de 200 anos de história independente, esta é a primeira vez que a América do Sul sofre um ataque militar direto dos Estados Unidos”.

Ao tratar da região, Lula afirma que a América Latina e o Caribe, com mais de 660 milhões de habitantes, “têm seus próprios interesses e sonhos a defender”. Em um mundo multipolar, “nenhum país deveria ter suas relações externas questionadas por buscar a universalidade”.

“Não seremos subservientes a empreendimentos hegemônicos” e defende que “construir uma região próspera, pacífica e plural é a única doutrina que nos serve”.

Agenda regional

Lula também defende, no artigo, a construção de uma agenda regional positiva, capaz de superar diferenças ideológicas.

“Queremos atrair investimentos em infraestrutura física e digital, promover empregos de qualidade, gerar renda e ampliar o comércio dentro da região e com países de fora dela”, afirma. Segundo o presidente, “a cooperação é fundamental para mobilizar os recursos de que tanto precisamos para combater a fome, a pobreza, o tráfico de drogas e as mudanças climáticas”.

Sobre a Venezuela, Lula afirma que “o futuro do país, assim como o de qualquer outro, deve permanecer nas mãos de seu povo”.

“Apenas um processo político inclusivo, liderado por venezuelanos, levará a um futuro democrático e sustentável”.

Cooperação

No texto, Lula diz ainda que o Brasil continuará trabalhando com o governo e o povo venezuelanos para “proteger os mais de 1.300 quilômetros de fronteira compartilhada” e aprofundar a cooperação bilateral.

Ao tratar da relação com os Estados Unidos, o presidente afirma que Brasil e EUA são “as duas democracias mais populosas do continente americano”. Segundo Lula, “unir esforços em torno de planos concretos de investimento, comércio e combate ao crime organizado é o caminho a seguir”.

“Somente juntos podemos superar os desafios que afligem um hemisfério que pertence a todos nós.”

Fonte: Agência Brasil