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Tradicional desfile cívico-militar é realizado no Rio de Janeiro

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No Rio de Janeiro, o tradicional desfile cívico-militar do Dia da Independência percorreu um trecho da Avenida Presidente Vargas, em frente ao Palácio Duque de Caxias, sede do Comando Militar do Leste. Apesar do tempo chuvoso, milhares de pessoas assistiram ao desfile, empunhando bandeirinhas do Brasil.  

A cerimônia começou com a revista da tropa por comandantes das três forças militares, seguido pela chegada do fogo simbólico da pátria. A tocha foi levada pelo atleta do pentatlo Douglas Castro, acompanhado de outros esportistas militares e usada para acender uma pira em frente ao palácio.


Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em seguida, a banda do primeiro batalhão de guarda do Exército executou o Hino da Independência e a Salva de Gala. 

O cortejo foi puxado por batedores dos Fuzileiros Navais, da Polícia do Exército e da Polícia da Aeronáutica, em motocicletas. Uma unidade de cavalaria exibiu todas as bandeiras que o Brasil já teve ao longo de sua história.

Mais de 6 mil militares e agentes de forças de segurança federais, estaduais e municipais participaram do desfile. Também estavam representadas organizações sociais, como a Cruz Vermelha e os Escoteiros, entidades beneficentes e escolas. 
 


Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Um dos destaques foram os conjuntos exclusivo de mulheres que atuam em diversos grupamentos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Também desfilaram militares que integram as Forças de Paz das Nações Unidas. 

Mais de 180 viaturas também foram empregadas no desfile, incluindo tanques blindados só Exército, embarcações da Marinha do tipo anfíbio, que podem transitar na terra e na água e caminhões de resgate do Corpo de Bombeiros. 
 


Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

Veja como foi o desfile na reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Fonte: Agência Brasil

Brasileiro Feminino: Corinthians vai às semifinais e enfrenta o Bahia

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O Corinthians, pela décima vez seguida, está nas semifinais da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol. Nesta segunda-feira (7), as Brabas venceram novamente o Cruzeiro, agora por 3 a 1, no Canindé, em São Paulo, no jogo de volta do confronto pelas quartas de final.

Dono de sete títulos, sendo os últimos seis consecutivos, o Timão terá como adversário o Bahia, que surpreendeu o Palmeiras na última sexta-feira (4), ao levar a melhor nos pênaltis, por 5 a 4, após o empate por 1 a 1 durante o tempo normal na Arena Barueri – a TV Brasil transmitiu o duelo ao vivo.

Os dias e horários das partidas de ida e volta ainda serão marcadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Há uma semana, na Arena Independência, em Belo Horizonte, o Corinthians tinha ganhado o primeiro jogo do confronto por 1 a 0. Com isso, as alvinegras foram a campo com a vantagem de poderem empatar e, mesmo assim, levarem a vaga. Já as Cabulosas teriam de ganhar por dois gols ou mais para avançarem no tempo normal. Caso o triunfo fosse por um gol de diferença, a decisão seria nos pênaltis.

Ao contrário do jogo de ida, pouco movimentado, a partida desta segunda iniciou a mil por hora. Aos cinco minutos, o Cruzeiro saiu na frente. Após cobrança de falta de Byanca Brasil pela direita, a zagueira Erika afastou mal e a também atacante Marília, de cabeça, mandou para as redes. Foi o 11º gol da artilheira do Brasileirão.

O Corinthians pressionou atrás do empate. Aos 12, a meia Gabi Zanotti levantou na área pela direita, a atacante Jhonson cabeceou e a goleira Cláudia, destaque das Cabulosas no duelo anterior, salvou com a ponta dos dedos. Na sequência, a lateral Tamires bateu escanteio e Jhonson, mais uma vez, ganhou pelo alto e escorou, desta vez acertando o pé da trave esquerda.

A insistência alvinegra deu resultado aos 19 minutos. Autora do gol da vitória no Independência, Vic Albuquerque interceptou o passe da zagueira Vitória Calhau na intermediária e acionou a também atacante Belén Aquino. A uruguaia, dentro da área, rolou para Jhonson concluir, agora sem chances para Cláudia.

A virada veio oito minutos depois. Em contra-ataque pela direita, Gabi Zanotti tocou na área, buscando Jhonson. A atacante deixou a bola passar entre as pernas, pegando a defesa de surpresa, e Tamires, de primeira, apareceu pela esquerda para finalizar no ângulo, colocando as Brabas na frente.

Em desvantagem ainda maior na soma dos resultados, o Cruzeiro foi com tudo para o ataque na etapa final. Aos nove minutos, Marília foi acionada na área pela direita e arriscou de primeira. A bola encobriu a goleira Nicole e acertou a trave direita.

O Corinthians, porém, foi letal quando teve a chance. Aos 15, Aquino bateu escanteio pela esquerda, Erika e Vic Albuquerque desviaram na área e a zagueira Thaís Ferreira, livre, concluiu para as redes. A defensora foi justamente autora do gol que deu o título brasileiro do ano passado às Brabas, na decisão exatamente contra as mineiras.

Além da missão cada vez mais difícil de buscar a virada, o Cruzeiro não aproveitava as oportunidades que tinha. Aos 32 minutos, Byanca Brasil foi lançada na área pela esquerda e tocou por cima de Nicole, na saída da goleira. A bola sobrou com Marília para concluir no gol vazio, mas a atacante pegou mal e mandou por cima do travessão.

Tranquilo com a vantagem no placar agregado, o Corinthians administrou os minutos finais e comemorou a classificação às semifinais, mantendo o sonho do oitavo título nacional vivo.

Fonte: Agência Brasil

Pelo menos 5 pessoas morrem em acidente com avião de carga em Miami

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Pelo menos cinco pessoas morreram quando um avião de carga da Amazon Prime Air ultrapassou a pista e sofreu um acidente ao pousar no Aeroporto Internacional de Miami nesse domingo (6).

O voo 7598 da Prime Air saiu da pista diagonal do aeroporto e colidiu com vários veículos no solo, informaram as autoridades durante uma coletiva de imprensa na tarde de domingo.

Cinco pessoas também ficaram feridas no acidente, incluindo três que se encontram em estado crítico, disse o chefe do Corpo de Bombeiros de Miami-Dade, Ray Jadallah. Pelo menos duas pessoas ficaram presas em veículos atingidos pelo avião, e o piloto e o copiloto ficaram presos dentro da aeronave devido ao impacto, disse Jadallah.

As autoridades se recusaram a identificar as vítimas.

Mais de 60 unidades de resgate e cerca de 200 profissionais atenderam ao incidente, informou o Corpo de Bombeiros de Miami-Dade em um comunicado. No final da tarde, as equipes de emergência ainda estavam lidando com um vazamento de combustível da aeronave, disse Jadallah.

Embora o aeroporto tenha suspendido todos os voos imediatamente após a queda, os trabalhos foram retomados na noite de domingo.

A aeronave, que partiu de San Juan, em Porto Rico, era um cargueiro Boeing 767-300 com 32 anos de idade, que havia operado como avião de passageiros para várias companhias aéreas de 1994 a 2015, de acordo com o serviço de rastreamento de voos Flightradar24.

A companhia aérea de carga 21 Air operava a aeronave para a Amazon, informou um porta-voz da Amazon em comunicado.

“Estamos profundamente abalados com o acidente envolvendo uma de nossas aeronaves em Miami hoje”, afirmou a 21 Air em seu site. “Nossas mais sinceras condolências às famílias e aos entes queridos daqueles que perderam a vida.”

O Flightradar24 informou que a aeronave voava a 112 nós (cerca de 207 km/h) quando saiu da pista utilizável.

O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB na sigla em inglês), que investiga acidentes da aviação civil nos EUA, informou que enviou uma equipe liderada pela presidente Jennifer Homendy para investigar o acidente e que realizará sua primeira coletiva de imprensa em Miami na segunda-feira.

A Amazon ainda está coletando detalhes sobre o que aconteceu, disse a porta-voz da empresa, Kelly Nantel. “Estamos trabalhando em estreita colaboração com as autoridades locais e os responsáveis para entender exatamente o que aconteceu”, afirmou Nantel em comunicado. “No momento, nossa prioridade absoluta é a segurança, o bem-estar e o atendimento a todos os envolvidos.”

A Boeing e a 21 Air afirmaram que apoiarão as investigações do governo sobre o acidente.

O incidente de domingo não é a primeira vez que uma aeronave da Amazon Prime Air se envolve em um acidente fatal. Em fevereiro de 2019, o voo 3591 da Atlas Air, um cargueiro Boeing 767-300 operando em nome da Amazon Prime Air de Miami para Houston, entrou em descida rápida e caiu na Baía de Trinity, no Texas. Todas as três pessoas a bordo morreram.

Miami, um importante centro de comércio com a América Latina, é o terceiro aeroporto de carga mais movimentado dos Estados Unidos, atrás apenas de Anchorage, no Alasca, e Louisville, no Kentucky, de acordo com o Conselho Internacional de Aeroportos.

O volume de cargas transportadas totalizou quase 3,5 milhões de toneladas métricas no ano passado, e o tráfego de passageiros atingiu 55,3 milhões, tornando-o o oitavo aeroporto mais movimentado do país, segundo dados divulgados pelo aeroporto em junho.

Em novembro, um avião de carga da UPS caiu logo após a decolagem no Kentucky, matando 15 pessoas, incluindo três tripulantes e 12 pessoas em terra.

Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

*É proibida a reprodução deste material.


Fonte: Agência Brasil

Confira a agenda dos presidenciáveis neste fim de semana (5 e 6)

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A agenda dos presidenciáveis neste fim de semana inclui lançamentos de campanha, caminhadas, panfletagens e eventos políticos. Também estão previstas entrevistas, visitas, atos com aliados, encontros com representantes do setor produtivo e participação em eventos de campanha e manifestações políticas.

Flávio Bolsonaro (PL) 
Visita o ex-assessor Filipe Martins na cadeia Pública de Ponta Grossa (PR), no sábado. 

Hertz Dias (PSTU)
No sábado, participa de panfletagem na Estação da Lapa, em Salvador (BA), e de conversa de apresentação do programa do PSTU no Empório Bourbon Beer. 

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 
Participa de ato Lula, Alckmin e Haddad em São José do Rio Preto (SP), na manhã de sábado. 

Renan Santos (Missão)
No sábado à noite, participa de evento de campanha no Teatro Brasil Tropical, em Fortaleza (CE). No domingo, participa de evento de campanha no Salão Atlantis, em São Luís (MA).  

Samara Martins (UP)
Em Santo André (SP), participa da Marcha do Heroísmo Revolucionário, em homenagem aos militantes assassinados e desaparecidos pela ditadura militar, no sábado. 

Romeu Zema
9h – Participa de entrevista presencial e gravada para a Record. Em seguida, vai para Uberlândia, onde participa da exposição agropecuária Camaru 2026, às 19h50.

Ronaldo Caiado (PSD)
Visita à 49ª edição da Expointer, em Esteio (RS). Durante o evento, visita o  Pavilhão da Agricultura Familiar e a área de máquinas agrícolas e se reúne com a Ocergs e a Farsul. 

Rui Costa Pimenta (PCO) 
Em Belo Horizonte (MG), participa de almoço e lançamento de candidaturas. 

Augusto Cury (Avante)
No sábado, participa de lançamento de campanha em Araçatuba (SP) e faz caminhada pelo camelódromo e calçadão da cidade. No domingo, participa de adesivaço em Natal (RN).

Clariana Barão (DC)
Concede entrevista para o Jornal News SBT, no sábado

Edmilson Costa (PCB)
Cumpre agenda da secretaria-geral do PCB em Lisboa. 

O candidato Wilson Grassi (Democrata) não tem agenda pública de campanha neste fim de semana. 

A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

*Colaborou Paula Laboissière. Texto atualizado às 12h57.

Fonte: Agência Brasil

Grito dos Excluídos tem atos em defesa por moradia e contra violência

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Movimentos sociais realizaram nesta segunda-feira (7) a 32ª edição do Grito dos Excluídos. Houve marchas e atos em mais de 50 cidades, em todas as regiões do país, segundo os organizadores.

Faixas, bandeiras e gritos de guerra ajudaram a expor o lema da edição, “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”

Os manifestantes reivindicaram moradia digna; reforma agrária; educação pública de qualidade; defesa do Sistema Único de Saúde (SUS); enfrentamento do feminicídio e de todas as formas de violência contra as mulheres e o combate ao racismo e à LGBTfobia, além do fim da escala de trabalho 6×1.

São Paulo

Na capital paulista, os manifestantes percorreram as ruas do centro e terminou com uma missa na Catedral da Sé, dedicada à população em situação de rua. Antes da caminhada, foi realizado um café da manhã comunitário.

Para a ativista Miriam Hermogenes, da Central dos Movimentos Populares, uma das organizadoras do ato, defende que a liberdade será plena quando não houver mais pessoas em situação de rua no país.


São Paulo (SP), 07/09/2026. - Pessoas participam do ato 32ª Edição do Grito dos Excluídos. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP), 07/09/2026. - Pessoas participam do ato 32ª Edição do Grito dos Excluídos. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

“A gente faz uso desse dia para dizer: Olha, não temos liberdade ainda, temos que avançar muito para ser um país, uma sociedade em liberdade”, afirmou à Agência Brasil.

O coordenador do cursinho Educafro, Frei David Santos, pediu a defesa da democracia para que não haja interferência econômica nas eleições. “É importante estarmos juntos, hoje, pela Democracia”, disse.

Deuza Cordeiro de Lima foi à manifestação para protestar contra a violência policial. O filho dela, Thiago, foi assassinado em janeiro de 2023, na região central da capital. “Vim como em outros anos denunciar a violência. Meu filho foi morto pela polícia, e seus assassinos estão livres. Ele era inocente, mais um de tantos, e não vou ficar quieta”, disse.

Célia Souza e amigos participaram do ato e defenderam moradia digna para todos.

Eu vim hoje pela luta. Por moradia, que é algo cuja importância é a mais básica, da qual não podemos abrir mão”, disse Célia Souza.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, o ato cruzou a Avenida Presidente Vargas, uma das principais do centro da cidade, e teve início após o Desfile de Sete de Setembro

Um dos diferenciais do ato foi um grupo de ativistas que levou o teatro para a manifestação. No meio da marcha, eles encenavam esquetes com defesa à soberania nacional e à democracia. A ação foi conduzida pela Escola de Teatro Popular, que se identifica como um movimento de teatro político e educação popular.

Um dos coordenadores do grupo é o pesquisador teatral e dramaturgo Julian Boal, filho de Augusto Boal (1931-2009), fundador do Teatro do Oprimido, metodologia teatral criada com a ideia central de transformar o espectador em participante ativo, capaz de discutir e ensaiar formas de enfrentar situações de opressão na vida real.


Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Integrantes de movimentos sociais participam do Grito dos Excluídos, manifestação no Dia da Independência, no centro da cidade.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Integrantes de movimentos sociais participam do Grito dos Excluídos, manifestação no Dia da Independência, no centro da cidade.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Julian Boal explicou que a presença no Grito dos Excluídos foi uma forma de levar mais pessoas à manifestação. Ele contou que a encenação retratou que a participação democrática não se encerra com as eleições.

“O que a nossa cena tentou fazer é recolocar a questão de qual é o peso das instituições. Tentar discutir que dentro das instituições a gente pode fazer muita coisa, mas que o nosso todo é muito maior do que aquelas eleições podem colocar”, completou.

Um dos gritos mais exaltados foi a defesa da moradia. O coordenador do Movimento Quilombos Urbanos Luta por Moradia Digna, Ricardo Pitta, acredita que somente por meio de mobilização popular, os segmentos “mais vulneráveis e invisibilizados” da sociedade vão conseguir reverter as injustiças que sofrem.

À Agência Brasil, ele lamentou o fato de as demandas ficarem “subordinadas ao calendário eleitoral”.

“Todo ano os moradores estão sofrendo, ameaçados de despejo, muitos deles, inclusive, em imóveis públicos que, em vez de estarem cumprindo sua função social, como prevê a Constituição, estão sendo ameaçados de serem leiloados para atender aos interesses da especulação imobiliária”, criticou o coordenador do movimento que mantém quatro ocupações na cidade.

O percurso dos manifestantes foi acompanhado de críticas ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Outro tem foi a defesa do fim da escala 6×1, aprovada pela Câmara dos Deputados e que ainda precisa ser votada no Senado, o que deve ocorrer após as eleições. Outra ala do protesto reuniu fotos de vítimas da Ditadura Militar (1964-1985) e cobrava vigilância democrática para que o Brasil não vivencie mais períodos de autoritarismo. Um globo cenográfico de cerca de três metros de altura retratou a preocupação com o meio ambiente.


Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Integrantes de movimentos sociais participam do Grito dos Excluídos, manifestação no Dia da Independência, no centro da cidade.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Integrantes de movimentos sociais participam do Grito dos Excluídos, manifestação no Dia da Independência, no centro da cidade.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

No meio do ato, um grupo de cerca de 15 pessoas se aproximou de participantes do Grito dos Excluídos e tentou hostilizá-los com gritos. Policiais militares que acompanhavam o trajeto intervieram, e o grupo se afastou, sem registro de confusão. 

Brasília

Integrantes do Núcleo de Ecologia Integral de Brasília também aproveitaram o ato para manifestar a preocupação com a crise ecológica e suas dimensões políticas, destacando que o tema é uma questão de justiça social, responsabilidade política e compromisso com a vida.

“O planeta está sendo destruído e se não mudarmos a política ecológica, a forma como estamos tratando nossa casa comum, usando os recursos naturais da forma como estamos gastando, logo não teremos mais onde habitar”, disse à Agência Brasil a economista aposentada Maria do Carmo de Jesus Botafogo.


Brasília (DF), 07/09/2026 - Pessoas participam do ato O Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 07/09/2026 - Pessoas participam do ato O Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Durante o ato, o núcleo apresentou uma carta de compromisso com a ecologia integral que pretende integrar a candidatos do campo progressista que disputam cargos no Executivo e no Legislativo nas eleições deste ano.

Fruto de um seminário que reuniu vários membros do grupo, o documento está estruturado em quatro eixos temáticos: políticas agrícolas e fundiária; políticas urbana e resíduos no DF e Entorno; Justiça Climática e Proteção às Vítimas e propostas sobre uma das mais importantes nascentes da região, a da Estação Ecológica de Águas Emendadas, que alimenta duas importantes bacias hidrográficas: a do Tocantins-Araguaia e do Paraná.

“Passadas as eleições, entregaremos uma cópia a todos os eleitos, independentemente do campo ideológico, pois eles terão as mesmas obrigações com o meio ambiente”, acrescentou a engenheira florestal Ana Clara Botafogo, filha de Maria do Carmo.

Para a professora universitária Altaci Kokama, ao longo de suas 32 edições, o Grito dos Excluídos se consolidou como um momento durante o qual os que estão à margem da sociedade “têm voz e vez para apresentar suas demandas, suas reivindicações”.


Brasília (DF), 07/09/2026 - Altaci Kokama, professora universitaria, participa do ato O Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 07/09/2026 - Altaci Kokama, professora universitaria, participa do ato O Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

“Os excluídos são aqueles que não têm casas, moradia, trabalho, alimento, os que estão buscando justiça”, destacou, reconhecendo o desafio de mobilização.

“Quem tem mais dinheiro para financiar suas ações consegue mobilizar mais pessoas. Para trazer os excluídos, por exemplo, muitas vezes é preciso ajudar com transporte, comida, e nós não temos toda a estrutura necessária. Muitos têm vontade de participar, mas não têm condições”, acrescentou, ressaltando o trabalho constante de debates junto às comunidades.

* Reportagem de Alex Rodrigues (Brasília), Bruno de Freitas Moura (Rio de Janeiro) e Guilherme Jeronymo (São Paulo)

Fonte: Agência Brasil

Fachin aguarda explicações de ministros para decidir sobre crise

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O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), aguarda as explicações dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, também do Supremo, para decidir se leva a crise dos dois para julgamento no plenário, em sessão aberta ou fechada.

A crise ganhou, na última semana, gravidade sem precedentes na história recente do STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigações.

No desdobramento mais recente, Mendonça liberou para julgamento em plenário o relatório da Polícia Federal (PF) que indica relação de proximidade entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master e suspeito de praticar fraudes financeiras bilionárias e corromper autoridades públicas.

Antes de decidir, porém, Fachin deve aguardar até a próxima sexta-feira (11), quando vence o prazo de cinco dias que deu para que Moraes e Mendonça se manifestem.

Como alternativa, é possível que o presidente do Supremo convoque uma reunião reservada em seu gabinete para que todos os ministros decidam como conduzir a crise interna.

Essa foi a solução dada quando veio à tona uma suposta ligação entre Vorcaro e o ministro Dias Toffoli, em fevereiro deste ano. Na ocasião, a relatoria do caso Master foi transferida de Toffoli para Mendonça.

A diferença da crise atual é que Fachin decidiu concentrar em um processo próprio, de sua relatoria, os documentos e pedidos referentes ao caso. Embora improvável, é possível que o presidente do Supremo decida monocraticamente (de forma individual) sobre o arquivamento ou a abertura de investigação contra os colegas.

No processo consta, por exemplo, um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para que o relatório da PF liberado por Mendonça seja anulado, sob o argumento de que somente o plenário do Supremo poderia ter autorizado o avanço das investigações contra um de seus ministros.

O próprio Gonet, entretanto, é citado no mesmo relatório da PF por possíveis ligações com Vorcaro.

Outro pedido feito a Fachin, desta vez por Alexandre de Moraes, é para que o próprio Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

Para embasar seu pedido, Moraes apresentou um relatório de inteligência da PF segundo o qual Mendonça poderia direcionar as investigações do caso Master, de modo a atingir desafetos políticos. O documento, contudo, não é assinado e traz na capa a advertência de se tratar de conjecturas “sem valor probatório”.

O Regimento Interno do Supremo prevê que somente o plenário tem a competência para processar e julgar membros da própria Corte, mas não traz detalhes sobre os procedimentos a serem adotados. 

Saiba mais sobre a crise no STF no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Fonte: Agência Brasil

Vasco e Atlético-PI decidem vaga para final do Brasileirão Feminino A2

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A TV Brasil transmite, nesta segunda-feira (7), a partir das 21h15, a partida de volta da semifinal do Brasileirão Feminino Série A2 entre Vasco e Atlético-PI, direto do Estádio Luso Brasileiro, no Rio de Janeiro. A equipe campeã garante vaga na final da competição.

As Meninas da Colina chegam com ampla vantagem após vencerem o jogo de ida por 4 a 1, na última sexta-feira (28), no Estádio Lindolfo Monteiro, em Teresina.

Já o Atlético Piauiense tem pela frente uma missão desafiadora fora de casa: para se classificar diretamente no tempo normal, precisará vencer por quatro ou mais gols de diferença.

Caso a equipe piauiense vença por três gols de vantagem, a vaga na final será disputada nos pênaltis.

Com as vagas na elite do Brasileirão Feminino Série A1 de 2027 já asseguradas ao chegarem à semifinal, agora as equipes miram o título nacional da Série A2. Do outro lado da chave, Minas Brasília e Itabirito duelam pela segunda vaga na grande final.

A transmissão integra a estratégia da TV Brasil de ampliar a visibilidade das competições femininas. Além da Série A2, a emissora exibe jogos das Séries A1 e A3 do Brasileirão Feminino, a grande final da competição sub-17 e as partidas da Liga de Basquete Feminino (LBF).

A equipe de profissionais que comanda as transmissões do Brasileirão Feminino conta com o narrador Thiago Julianelli e um time de mulheres formado pelas comentaristas Brenda Balbi e Rachel Motta e as repórteres Marília Arrigoni e Verônica Dalcanal.

As competições ganham ainda mais visibilidade por meio da parceria com os canais que formam a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), que podem retransmitir a programação da TV Brasil em seus estados.

TV Brasil Petrobras para Elas

Aproveite o clima de decisão e ajude a escolher a vencedora da categoria Craque da Torcida do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas.

A premiação criada pela TV Brasil e pela Petrobras vai reconhecer ainda atletas, treinadores e treinadoras, dirigentes, departamentos de futebol feminino e clubes que se destacarem ao longo da temporada de 2026.

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Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar. 

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play., ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV.


Fonte: Agência Brasil

Equipes de resgate do Nepal buscam 900 trabalhadores de hidrelétricas

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Equipes de resgate nepalesas procuram, nesta segunda-feira (7), mais de 100 trabalhadores de usinas hidrelétricas que podem estar presos em túneis, dias após quatro resgates milagrosos dos escombros das enchentes que devastaram cidades e vilarejos na fronteira do Himalaia com a China.

Os resgates dos últimos dias trouxeram esperança, quando o Nepal completa o 13º dia após o desastre — tradicionalmente o último dia de luto nos ritos hindus — pelas centenas de mortos nas enchentes.

Cerca de 121 das 900 pessoas desaparecidas nos projetos hidrelétricos poderiam estar presas nesses túneis, informaram equipes de resgate do Exército. Outras podem ter trabalhado em outros locais nas usinas, mas não dentro da vasta rede de túneis.

Entre as pessoas que as equipes tentam localizar nesta segunda-feira estão quatro de seis pessoas desaparecidas no projeto hidrelétrico de Chilime, no distrito de Rasuwa, foi duramente atingido, e que ainda poderiam estar vivas, disse à Reuters Shri Ram Neupane, um parlamentar envolvido nos esforços de resgate.

As autoridades obtiveram equipamentos especializados e identificaram as técnicas necessárias para a operação em Chilime, disse Neupane. As equipes de resgate acreditam que possa haver sobreviventes presos dentro dos túneis, pois muitos deles têm bolsas de ar, além de espaços e salas onde as pessoas poderiam se abrigar, afirmaram na semana passada.

Nos últimos dias, equipes de busca no Nepal resgataram quatro pessoas, incluindo um cidadão chinês que foi retirado de um túnel no sábado (5). Os outros foram dois trabalhadores da usina hidrelétrica resgatados de outro túnel na sexta-feira (4) e uma mulher nepalesa retirada de sua casa soterrada no sábado.

Órgãos governamentais no país de maioria hindu e nas representações diplomáticas no exterior hastearão a bandeira nacional a meio-mastro para marcar o 13º dia após a morte, informou o Ministério do Interior em comunicado. A data é comemorada o último dia de luto pelos fiéis, que o comemoram com rituais e oferendas de alimentos.

O desastre ocorreu em 26 de agosto, quando uma enorme massa de lama e rochas, após o desabamento de parte de uma geleira, desabou em um rio ao longo da fronteira entre o Nepal e a região do Tibete, na China. As enchentes arrasaram cidades e vilarejos e soterraram estradas e rodovias sob lama e detritos.

Pelo menos 1.380 pessoas morreram no deslizamento de terra e mais de 5.500 estão desaparecidas no Nepal e no Tibete.

O Nepal solicitou à comunidade internacional suprimentos urgentes, incluindo drones de alta capacidade, pontes Bailey, kits de teste de DNA, trajes de resgate em túneis e itens para prevenção de epidemias, informou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.

China compartilhará informações

Autoridades chinesas informaram no domingo (6) que equipes de resgate haviam recuperado mais 12 corpos, enquanto continuavam as buscas por centenas de pessoas ainda desaparecidas no Tibete. Muitos dos desaparecidos são indianos ou pessoas de origem indiana que estavam na região para visitar o Lago Mansarovar e o Monte Kailash, no Tibete, locais sagrados de peregrinação hindu.

“A parte chinesa continuará a fazer todos os esforços para conduzir operações de busca e resgate e lidar com as questões pós-desastre”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, em entrevista.

A China tem enfrentado pressão de algumas famílias de turistas estrangeiros no Tibete, que afirmam ter enfrentado dificuldades para obter informações sobre seus parentes desaparecidos.

Mao disse que Pequim divulgará prontamente “informações atualizadas sobre a situação do desastre e as atividades de resgate”. No domingo, a China convidou, pela primeira vez, jornalistas de oito veículos de mídia estrangeiros, incluindo a Reuters, para visitar as principais áreas afetadas.

Com as equipes de busca ainda procurando por sobreviventes, o governo do Nepal não planejou nenhum evento de maior porte para o último dia de luto.

“Não há programas governamentais organizados, pois as operações de resgate e busca ainda estão em andamento nas áreas atingidas pelas enchentes”, disse Phanindra Paudel, do Centro Nacional de Operações de Emergência (NEOC), à Reuters.

O presidente Ram Chandra Paudel, chefe de Estado cerimonial, visitou hoje as áreas atingidas pelas enchentes para avaliar os danos causados pelo desastre, informou seu assessor.

Agentes de segurança da prisão distrital de Nuwakot, um dos dois distritos mais afetados, salvaram 923 presos ao transferi-los para um prédio em local mais elevado antes que as águas da enchente invadissem o prédio onde estavam, localizado em terreno baixo, no dia 26 de agosto, disse o primeiro-ministro Balendra Shah em postagem nas redes sociais.

As autoridades também capturaram 50 presos que haviam quebrado o muro e os portões da prisão quando a enchente começou e haviam fugido apenas 100 metros, disse Shah.

* (Reportagem adicional de Ju-min Park)

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Fonte: Agência Brasil

Eleições 2026: candidaturas de autistas aumentam mais de cinco vezes

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As candidaturas de pessoas que se declaram autistas cresceu mais de cinco vezes entre as eleições gerais de 2022 e as de 2026, saltando de 13 para 70 os pedidos de registro.

Trinta e nove desses candidatos concorrem a uma vaga como deputado estadual. Outros 22 almejam ser eleitos deputado federal. Há também cinco candidatos à Câmara Legislativa do Distrito Federal; três a vice-governador e um primeiro suplente.

Os números são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e vão na contramão das candidaturas gerais, que diminuíram de 29.262, em 2022, para 20.829, este ano – dado que ainda pode variar, conforme o TSE atualiza sua base de dados.

Segundo o Ministério da Saúde, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do desenvolvimento do cérebro que pode afetar a comunicação, as interações sociais e os comportamentos, manifestando-se de formas diferentes em cada pessoa, de quadros leves até casos que exigem maior apoio.

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), da Associação Americana de Psiquiatria (APA), classifica o TEA em diferentes níveis de suporte, conforme o grau de autonomia de cada pessoa. Em geral, uma pessoa com autismo de nível 1 de suporte que recebe ajuda adequada tem plenas condições de trabalhar, estudar, praticar atividades culturais e físicas, desenvolvendo uma vida independente e exercendo plenamente sua cidadania.

Deficiências

No total, 524 candidatos declararam à Justiça Eleitoral que têm algum tipo de deficiência física (208); visual (112); auditiva (59) entre outras (145), incluindo o autismo.

Em 4 de outubro, data do primeiro turno, eles disputarão a preferência de cerca de 158,74 milhões de eleitores, dos quais aproximadamente 1,97 milhão têm algum tipo de deficiência – um crescimento de 42% em relação aos 1,38 milhão registrados em 2022.

Mãe de duas filhas autistas e há 30 anos militando a favor da promoção e garantia dos direitos das pessoas com deficiência, a presidenta da Associação Vozes Atípicas (AVA) e terapeuta Simone Alli Chair, considera que o aumento do número de candidaturas é reflexo da crescente visibilidade social que o segmento vem conquistando ano a ano.

“Graças aos avanços da ciência, hoje são diagnosticados casos que, até há pouco tempo, não eram considerados. Isso não significa que o número de autistas, por exemplo, é maior, mas sim que, antes, os casos eram subnotificados. De qualquer forma, estas pessoas estão chamando cada vez mais atenção”, ponderou Simone

Consequentemente, acrescenta a ativista, o número de candidaturas também vem aumentando gradualmente para todos os cargos. “Como o tema parece estar em alta, há cada vez mais candidatos e políticos tentando se aproximar do segmento”, acrescentou Simone. Porém, ela alerta que nem sempre este aparente interesse vem acompanhado de compromisso real com a causa.

“Muitos candidatos não estão interessados em realmente nos ajudar, mas sim em arregimentar eleitores. Quando chega a hora de pedirmos apoio a projetos que beneficiem nossa comunidade, querem condicioná-la à propaganda, nos deixam em segundo plano ou ignoram nossas reais necessidades e sugestões”, disse a presidenta da AVA.

Para Simone, muitos candidatos pecam pela superficialidade ao priorizar, em suas propostas, a quantidade em detrimento da qualidade. Distorção que, segundo a terapeuta, muitos mantém após serem eleitos.

“Em geral, os políticos querem apresentar números, quantidade. Só que nós precisamos e queremos qualidade. Se uma criança autista precisa de uma psicóloga, não é qualquer psicóloga. É uma profissional com formação específica para atender esta criança”, frisou Simone.

“Não adianta prometer, por exemplo, que vai construir CAPS [Centros de Atenção Psicossocial] ou ampliar o número de atendimentos sem levar em conta a especificidade dos casos e a necessidade de profissionais qualificados. Ou, quando eleito, dizer que ajudou a que fossem feitos não sei quantos atendimentos – o que é importante, mas precisa ser contextualizado – sem atentar para o tempo de espera; a qualidade do atendimento; se o tratamento foi continuado ou se há equipes multidisciplinares”, acrescentou.

Simone ressalta a necessidade de os eleitores analisarem com rigor o histórico e a viabilidade técnica das propostas apresentadas nas urnas.

Segmentação

Para o cientista político e sócio-fundador do Instituto Vox Populi João Francisco Meira o crescimento das candidaturas voltadas à neurodiversidade e aos direitos das pessoas com deficiência atende a uma lógica de segmentação e diferenciação, especialmente nas eleições proporcionais, ou seja, o sistema pelo qual são eleitos vereadores e deputados federais, estaduais e distritais.

“Há, hoje, três grandes categorias ideológicas dentro do eleitorado: do centro para a esquerda; do centro para a direita e, entre estas duas, os nichos dentro dos quais os candidatos proporcionais buscam se diferenciar em meio a centenas, milhares de outros candidatos que oferecem mais ou menos um mesmo cardápio”, explicou Meira.

Para ele, a segmentação pode ajudar um candidato proporcional a atrair eleitores para além das divisões partidárias tradicionais.

“Alguém que não comungue com suas ideias em geral pode prestar atenção em uma determinada proposta segmentada. Ou seja, há aí um pouco de economia da atenção, de segmentação de mercado e um aspecto importante de diferenciação da narrativa”, comentou Meira.

Ele sustenta que é comum que, a cada eleição, novos temas ganhem visibilidade e passem a atrair maior interesse de candidatos e eleitores, impactando as estratégias de campanha.

“Na medida em que alguns problemas vão sendo resolvidos ou equacionados, novas preocupações – demograficamente menos densas [em contraposição a temas de apelo universal e massivo, como segurança pública e saúde] – passam a receber um olhar diferenciado e entram na agenda política”, concluiu Meira.

Fonte: Agência Brasil

Ambulantes "desfilam" no 7 de Setembro em busca de sustento

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Equilibrar 30 quilos de balões e algodões-doces coloridos sobre o ombro esquerdo, em uma caminhada apressada, foi o “desfile” do Palhaço Bolinha, o autônomo Renato Siqueira, de 53 anos, às margens da área do desfile de 7 de Setembro deste ano, em Brasília (DF).


Brasília (DF), 07/09/2026 - Renato Siqueira, vende balões durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Brasília (DF), 07/09/2026 - Renato Siqueira, vende balões durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Além do colorido dos produtos, a maquiagem no rosto escorre com o suor da correria desta segunda. “A gente não pode parar. Mas vai fazendo graça”.

Há oito meses ele trabalha em frente a escolas. Mas hoje precisou acordar às 4h30 e andar em busca dos clientes.

O Palhaço Bolinha mora em Água Quente (DF), uma região administrativa periférica a 45 quilômetros de Brasília, nasceu em Anápolis (GO) e há 20 anos mudou-se para a capital para trabalhar.

Estudou apenas até o 8° ano. A eventos como o 7 de Setembro, ele vem com a esperança de melhorar os rendimentos. Ele consegue carregar os algodões-doces (vendidos a R$ 10) por mais de uma hora no ônibus, mas não os balões (que custam R$ 20).

Os produtos que fazem brilhar os olhos das crianças são entregues pelo fabricante quando ele está na rua.

Desfile da Independência, Dia das Crianças e Ano Novo estão entre as datas com mais vendas. Mesmo com o peso nas costas, ele prefere a atual atividade. No trabalho anterior, ganhava um salário mínimo para vender plano funerário. Resolveu, então, viver fazendo graça, ainda que a maquiagem escorra.


Brasília (DF), 07/09/2026 - Gustavo Ferreira, vende churros durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Brasília (DF), 07/09/2026 - Gustavo Ferreira, vende churros durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Outro ambulante que também usou os braços e o ombro foi Gustavo Ferreira, de 30 anos, que equilibrava churros de doce de leite e chocolate (a R$ 10) com cuidado para que o recheio não escorresse. 

No dia a dia, ele trabalha como cobrador de ônibus. “Acordei às 4h e a gente está na luta”. Mesmo que o dia a dia não seja assim tão doce.

A água de coco vendida por Samuel Santos estava, segundo ele, doce e gelada. Madrugar não chega a ser uma novidade para ele, que vive em Planaltina (a 40 quilômetros de distância) e trabalha na escala como porteiro de um prédio.

“Estou experimentando essas vendas de água de coco aqui na Esplanada dos Ministérios. Estou estreando, na verdade. Se der certo, eu vou continuar”.


Brasília (DF), 07/09/2026 - Samuel dos Santos, vende água e coco durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Brasília (DF), 07/09/2026 - Samuel dos Santos, vende água e coco durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Prioridades

Aliás a palavra “continuar” faz parte dessa rotina. Ele foi direto do trabalho na portaria para o comércio informal na Esplanada dos Ministérios. Não há muito tempo para se divertir. A prioridade é levar sustento para os dois filhos em casa.

Sob o sol de Brasília, o paraibano Reinivaldo Garcia, de Brejo da Cruz, de 54 anos, vendia bonés e chapéus ao público, a R$ 20.

“Só pude estudar até a 3ª série do primário. Não consegui estudar mais porque precisava trabalhar. Eu digo aos meus dois filhos que eles precisam estudar sempre para não ficar nesse sol como eu Tem que ser independente, né?”
 


Brasília (DF), 07/09/2026 - Renivaldo Garcia, vende bonés durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Brasília (DF), 07/09/2026 - Renivaldo Garcia, vende bonés durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

 

 

Fonte: Agência Brasil