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Inter aplica 3 a 0 no Santos fora de casa pelo Brasileirão Feminino

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O Internacional superou o Santos fora de casa por 3 a 0 nesta sexta-feira (1º) pela nona rodada Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol. O placar foi todo construído na primeira etapa. Aos cinco minutos, a atacante argentina Soles Jaimes abriu o marcador de cabeça; aos 29 Marlene ampliou com um chute certeiro de dentro da área; e por fim, Valéria Cantuário balançou a rede nos acréscimos, selando a vitória das visitantes.

O triunfo alçou as Gurias Colocadas, provisoriamente, ao quarto lugar (17 pontos) na tabela da primeira fase. Com o mesmo número de pontos, Bahia (5º) pode ultrapassar o Inter caso vença em casa o vice-líder Palmeiras neste sábado (2). A partida com início às 16h (horário de Brasília)  terá transmissão ao vivo na TV Brasil. 

O jogo marcou a estreia do novo técnico Marcelo Frigerio no comando das Sereias da Vila, que completaram seis rodadas sem vencer – o último triunfo ocorreu em 14 de março – 3 a 0 sobre o Mixto. Após a derrota de hoje, a caiu uma posição, ficando em 12º lugar, com 11 pontos. No Brasileirão feminino, apenas as oito equipes mais em colocadas avançam à próxima fase (jogos de ida e volta).

Outros dois jogos movimentaram a tarde desta sexta (1º). Em Caxias do Sul (RS), o Juventude ficou no 0 a 0 contra Cruzeiro. Jogando em Sete Lagoas (MG), o Atlético Mineiro saiu na frente contra o Fluminense, com gol da lateral-direita Nine no fim do primeiro tempo. No entanto, o Tricolor arrancou o empate com um belo chute cruzado da atacante Kaline nos acréscimos da etapa final. Final 1 a 1.



Fonte: Agência Brasil

Governo Trump diz que cessar-fogo suspendeu prazo de 60 dias da guerra

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O prazo de 60 dias para promover uma guerra sem autorização do Congresso dos Estados Unidos (EUA) termina nesta sexta-feira (1) e o governo de Donald Trump alega que o conflito com o Irã está suspenso, uma vez que foi negociado um cessar-fogo no dia 7 de abril.

A explicação é do secretário de Defesa do país, Pete Hegseth, em audiência no Comitê de Serviços Armados do Senado, onde o representante da Casa Branca compareceu nesta quinta-feira (30).

“Estamos em um cessar-fogo neste momento, o que, segundo nosso entendimento, significa que o prazo de 60 dias fica suspenso ou interrompido durante um cessar-fogo”, disse Hegseth.

O prazo de 60 dias que termina hoje pode ser prorrogado por mais 30 dias, caso o presidente certifique o Legislativo por escrito que há uma “necessidade militar inevitável em relação à segurança das Forças Armadas dos EUA”, segundo a Resolução dos Poderes de Guerra dos EUA, de 1973.

O senador democrata Tim Kaine, da Virgínia, questionou o argumento da Casa Branca, dizendo que o prazo termina nesta sexta-feira.  

“Penso que o prazo de 60 dias termina na sexta, e isso vai representar uma questão jurídica muito importante para o governo”, respondeu o senador da oposição.

Os parlamentares democratas, e alguns republicanos, têm cobrado que o governo peça a prorrogação da guerra e justifique esse pedido.

Pelo menos seis tentativas de barrar o conflito foram rejeitadas no Congresso pela maioria republicana, que segue dando cobertura para guerra de Trump no Oriente Médio.

O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson (republicano da Louisiana), afirmou na quinta-feira que os EUA “não estão em guerra” com o Irã.

“Não creio que tenhamos um bombardeio militar ativo, disparos ou algo do gênero. No momento, estamos tentando negociar a paz”, disse Johnson à emissora NBC News.

Judicialização

O professor de história da Universidade de Brown, dos EUA, James N. Green, disse à Agência Brasil que vários juristas questionam essa interpretação do governo e que a questão deve ser judicializada até chegar à Suprema Corte, de maioria conservadora.

“Pode ser que a Suprema Corte decida a favor do Trump, mas isso, mais uma vez, fortalece o sentimento antiguerra, que é a bandeira dos democratas, e reforça suas possibilidades de vitórias maciças nas eleições de novembro”, disse o especialista.

Os EUA vão às urnas em novembro para eleger uma nova Câmara e parte do Senado, o que pode tirar a pequena maioria que Trump mantém hoje nas duas casas.

O professor Green acrescentou que, apesar dos republicanos seguirem dando apoio à Trump, cresce a insatisfação dentro do partido do presidente devido à impopularidade da guerra e ao aumento do preço dos combustíveis, motivado pelo fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã.

“A senadora republicana Susan Collins mudou de opinião e votou agora a favor dessa restrição dos poderes presidenciais porque ela tem medo de perder as eleições em Maine, para o Senado, em novembro”, destacou o historiador, que também preside o Washington Brazil Office (WBO).

Na sessão do Senado desta quinta-feira – que rejeitou mais uma tentativa de bloquear os poderes de guerra de Trump –, Collins juntou-se ao senador republicano Rand Paulo, do Kentucky, divergindo da liderança do partido de Trump. A resolução, porém, foi rejeitada por 50 votos contra 47.

Na audiência com o secretário de defesa, Pete Hegseth, a senadora Collins afirmou que não há evidências de que os EUA estão sob ameaça do Irã ou que estão mais seguros por causa da guerra.

“Não tínhamos nenhuma prova de que o Irã pretendesse atacar este país iminentemente, de qualquer forma. Portanto, discordo da sua avaliação de que estamos sob ameaça”, disse a senadora republicana.

Opinião pública

Pesquisas de opinião dos EUA estimam que mais de 60% da população é contra a guerra no Irã. O professor James N. Green explicou que as pessoas estão “apavoradas” com o preço dos combustíveis.

“A sociedade americana, infelizmente, depende do carro, e muitas pessoas, inclusive trabalhadores, trabalham longe do seu emprego e precisam de carro para chegar e estão gastando uma fortuna para encher um tanque de gasolina nesse momento”, apontou.

A média do preço do galão nos EUA estava em US$ 4,39 nesta sexta-feira, segundo o portal especializado AAA Fuel Prices. O valor representa aumento de 34% em relação ao mesmo período do ano passado, com o galão chegando a cusar US$ 6,06 na Califórnia.  

“Os preços da gasolina atingiram seu nível mais alto em quatro anos, visto pela última vez no final de julho de 2022”, diz a publicação estadunidense.

 

Fonte: Agência Brasil

Trabalho de cuidado: “Mulheres têm escala 7×0”, diz pesquisadora

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Boa parte dos trabalhadores brasileiros está descansando neste feriado de 1° de maio, que marca o Dia do Trabalhador. 

Existe uma categoria, no entanto, que não consegue parar nem nos feriados, nem nos fins de semana e, muitas vezes, nem quando adoece. São as pessoas que cuidam de crianças, idosos e do ambiente doméstico, garantindo a sobrevivência e o bem estar dos membros de suas famílias. 

Essa função tem gênero bem definido: mulheres dedicam quase dez horas a mais por semana aos cuidados de outras pessoas e da casa, segundo dados oficiais do IBGE.

Para a professora de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Cibele Henriques, trata-se de uma desigualdade com raízes históricas, construída ao redor de um discurso simbólico que se sustenta até hoje. 

“Não existe um laboratório para gerar humanos, então não tem como substituir o trabalho de reprodução feito pelas mulheres. Ele é o útero motor do capitalismo, porque gera capital humano. Pra garantir que ele seja feito, se cria, com a ajuda da Igreja a ideia desse amor materno mítico e dessa obrigação”, explica. 

Ela complementa, fazendo uma referência à frase famosa da filósofa feminista Silvia Federici – O que eles chamam de amor, nós chamamos de trabalho não pago.

“Mas esse amor, na verdade, é trabalho não pago, que traz sobrecarga psíquica, física e social e retira da mulher a possibilidade de ter saúde mental e social.”

Cuidado

Cibele estuda o tema do Cuidado há muitos anos e vivencia essa sobrecarga na prática como mãe de duas filhas.

Ela é co-fundadora do Observatório do Cuidado, que estimula a produção acadêmica sobre o tema, e do Fórum de Mães Atípicas do Rio de Janeiro, uma ponte para fora da universidade, para conectar mães e incidir politicamente.

A acadêmica defende essa abordagem econômica porque, por mais que as tarefas de cuidado sejam permeadas por amor e afeto, esses sentimentos acabam justificando a exploração da mão de obra feminina, na execução de um trabalho fundamental para a sociedade. 

“Se tempo é dinheiro, o dinheiro das mulheres é expropriado delas. Porque o tempo das mulheres é usado para cuidar dos outros. As mulheres são grandes doadoras de tempo e de trabalho não pago para os homens.” 

Segundo Cibele, isso ocorre, tanto nos casos das mulheres que trabalham exclusivamente com o cuidado de suas famílias quanto daquelas que exercem dupla função, com uma ocupação remunerada fora de casa, além das tarefas de cuidado. 

“Hoje, por exemplo, é Dia do Trabalhador, mas quem vai poder realmente descansar nesse feriado? Porque a mulher que trabalha fora, em um dia de folga, ela pensa assim: ‘Ah, vai dar sol, então eu vou lavar roupa, vou arrumar a casa, vou adiantar as compras.’ O tempo da mulher nunca é usado só para ela”. 

E complementa: “A discussão sobre a escala 6×1 é muito importante, e a gente precisa avançar nesse debate. Mas na verdade as mulheres vivem uma escala 7×0. Especialmente as negras e periféricas. Porque as mulheres de classe média alta têm formas de transferir esse trabalho. Mas para as mulheres negras periféricas, ele é posto como obrigação.”
 


Rio de Janeiro, 30/04/2026 – A professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Cibele Henriques posa para foto no centro do Rio Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro, 30/04/2026 – A professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Cibele Henriques posa para foto no centro do Rio Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Obrigação construída

Cibele explica que essa obrigação associada ao cuidado é construída desde a infância.

“Você vai dar o que para o menino brincar? Carrinho. Pra menina você vai dar panelinha, bonequinha. Você já dissocia a esfera pública da privada e tudo que é doméstico fica a cargo da mulher.”

Isso se soma a diversos discursos sociais que “desoneram” os homens do cuidado e sobrecarregam as mulheres, complementa.

Como exemplo, ela cita uma realidade comum de muitas famílias após o divórcio, quando a mulher assume integralmente o cuidado dos filhos, e a obrigação do pai se resume ao pagamento da pensão alimentícia.

“Não que fosse muito diferente antes, porque muitas mulheres são mães solo mesmo dentro de um casamento”, ressalva. 

Para a pesquisadora, os movimentos recentes que tentam reforçar esse papel tradicional da mulher como cuidadora exclusiva são uma resposta à insurgência das mulheres que não querem mais ocupar esse lugar. Mas novamente, a raiz do problema é econômica, defende Cibele. 

“A questão real é que não tem trabalho para todo mundo e as mulheres têm cada vez mais escolarização e competência. A gente tem um sistema capitalista consolidado, mas que tem suas crises, se reconfigura. Uma esposa tradicional é justamente uma dessas reorganizações, de reposição do lugar da mulher. É uma regressão com esse apelo mítico, mas são categorias econômicas, não categorias morais.” 

Violência de gênero

Ela reforça que além de impor uma sobrecarga e relegar à mulher um trabalho não remunerado, a responsabilidade pelo cuidado também fortalece a violência de gênero, já que muitas mulheres permanecem em relações violentas justamente porque não têm renda própria e precisam cuidar dos filhos ou outros familiares. 

Para Cibele Henriques, além de depender de uma quebra dos papéis tradicionais, a solução também passa por um envolvimento maior do Estado.

A pesquisadora também alerta para uma situação insustentável que o Brasil deve viver nos próximos anos, já que a população está envelhecendo, e os idosos precisarão de cuidados ao mesmo tempo em que o país ainda terá muitas crianças. 

“O sistema de proteção social hoje atua principalmente para evitar ou reparar violências e violação de direitos, e o ônus do cuidado em situações normais fica com a mulher. Mas se a gente tiver uma política de cuidados estruturando a rede de suporte, seria o contrário, aí você desoneraria essa mulher”, acrescenta.

Fonte: Agência Brasil

Lula determina apoio federal para cidades atingidas por chuvas em PE

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou nesta sexta-feira (1º) apoio do governo federal à região metropolitana de Recife, após a cidade sofrer com fortes chuvas. Desde ontem (30), segundo a Defesa Civil estadual, foram registrados mais de 100 milímetros de chuva na região. 

Pelo menos quatro pessoas estão desaparecidas após o deslizamento de uma barreira em Olinda.

Em uma rede social, Lula disse que conversou por telefone com o ex-prefeito de Recife, João Campos, e com o senador pernambucano Humberto Costa (PT-PE) sobre as chuvas, que atingem também outras regiões do estado.

“Determinei imediatamente o pronto apoio federal às autoridades locais. O ministro da Integração Regional, Waldez Góes, acionou a Defesa Civil Nacional para prestar todo suporte às cidades atingidas, Inclusive com o reconhecimento da situação de emergência e o deslocamento de técnicos para a área”, disse o presidente. 

Lula determinou ainda que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mobilize a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) para prestar atendimento às vítimas.

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, também se manifestou. Ele disse que Góes conversou com a governadora do estado, Raquel Lyra, sobre as medidas de apoio do governo.

Entre as providências a serem adotadas está a decretação de estado de calamidade pública para o estado e os municípios atingidos. 

Guimarães disse ainda que o governo fará o reconhecimento sumário da situação e adotará, “com rapidez, as medidas necessárias para minimizar os impactos e reduzir o sofrimento das populações atingidas”.

“O diálogo com as diferentes esferas de governo reforça a importância da atuação conjunta neste momento crítico. A união de esforços é fundamental para enfrentar a tragédia, salvar vidas e evitar maiores perdas, em um gesto de solidariedade com o povo pernambucano diante de uma situação tão difícil”, disse.

Alerta

A Defesa Civil emitiu um alerta de fortes chuvas para hoje e sábado na região metropolitana de Recife e zona da Mata Norte.

Chuvas moderadas devem atingir as zonas do Agreste e Mata Sul.

Fonte: Agência Brasil

Brasil tem menor número de homicídios e latrocínios em dez anos

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O Brasil registrou, no primeiro trimestre de 2026, o menor número de homicídios dolosos e latrocínios (roubos seguidos de morte) dos últimos dez anos para o período de janeiro a março.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com base no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública.

De acordo com o levantamento, a redução dos crimes letais consolida uma tendência de queda ao longo da última década e indica avanço na atuação das forças de segurança.

Principais números do levantamento:

  • Homicídios dolosos: 7.289 casos em 2026, ante 12.719 em 2016 (queda de 42,7%);
  • Latrocínios: 160 registros em 2026, contra 591 em 2016 (redução de 72,9%).

A série histórica indica que o resultado atual é o melhor da década para o primeiro trimestre.

Para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, os números refletem mudanças na estratégia de enfrentamento à criminalidade, com maior integração entre forças de segurança, uso intensivo de inteligência e atuação coordenada em todo o país.

O levantamento também comparou a evolução dos homicídios nos últimos quatro anos, com as seguintes quedas:

  • Homicídios (2022–2026): recuo de 9.714 para 7.289 (-25%);
  • Latrocínios (2022–2026): queda de 308 para 160 (-48,1%).

Além da queda nos crimes letais, o relatório aponta aumento na atuação das forças de segurança:

  • Mandados de prisão cumpridos: 72.965 em 2026, ante 53.212 em 2022 (alta de 37,1%)

Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, o aumento de investimentos também contribuiu para os resultados.

O Fundo Nacional de Segurança Pública passou de R$ 970,7 milhões no biênio 2021–2022 para R$ 1,76 bilhão em 2023–2024, alta de 80,9%, com aplicação em tecnologia, equipamentos, perícia e formação policial.

De acordo com Ministério da Justiça e Segurança Pública, a estratégia atual prioriza a integração entre União e estados, o uso de dados para orientar operações e o combate às estruturas financeiras do crime organizado.

Fonte: Agência Brasil

Entidades denunciam golpe eleitoral nos EUA que pode beneficiar Trump

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Entidades do movimento negro e dos direitos civis dos Estados Unidos (EUA) denunciam um golpe contra a democracia do país após a decisão da Suprema Corte, de maioria conservadora, que derrubou o mapa eleitoral para o Congresso do estado de Louisiana.

O presidente da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP) dos EUA, Derrick Johnson, disse que a democracia do país “clama por socorro”.


Brasília (DF), 01/05/2026 - O presidente da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP) dos EUA, Derrick Johnson. 
Frame Reuters/Proibida reprodução
Brasília (DF), 01/05/2026 - O presidente da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP) dos EUA, Derrick Johnson. 
Frame Reuters/Proibida reprodução

“A decisão de hoje é um golpe devastador para o que resta da Lei dos Direitos de Voto e uma licença para políticos corruptos que querem manipular o sistema silenciando comunidades inteiras. A Suprema Corte traiu os eleitores negros, traiu a América e traiu nossa democracia”, afirmou o presidente de uma das mais importantes organizações negras dos EUA.

Por seis votos contra três, a decisão do Supremo modifica efeitos da Lei dos Direitos de Voto ao considerar que o mapeamento dos distritos eleitorais de Louisiana se baseou excessivamente em critérios raciais. Com isso, dois distritos de maioria negra devem ser modificados, o que deve alterar a composição partidária do estado no parlamento.

Após a decisão, o governador de Louisiana, Jeff Landry, cancelou, na quinta-feira (30), as primárias dos partidos previstas para 16 de maio com objetivo de alterar os mapas eleitorais antes da votação.

Analistas avaliam que a mudança pode favorecer os republicanos e o presidente Donald Trump em um momento que o chefe da Casa Branca vem perdendo popularidade devido as consequências políticas e econômicas da guerra contra o Irã.

Isso porque a mudança abre espaço para estados alterarem os mapas eleitorais de distritos de maioria negra e latina, que historicamente votam mais nos democratas, sob a justificativa que foram desenhados baseados em questões raciais.


Al Sharpton speaks during the National Action Network (NAN) National Convention in New York City, U.S., April 11, 2026. REUTERS/Eduardo Munoz      TPX IMAGES OF THE DAY
Al Sharpton speaks during the National Action Network (NAN) National Convention in New York City, U.S., April 11, 2026. REUTERS/Eduardo Munoz      TPX IMAGES OF THE DAY

O presidente da National Action Network, uma das principais organizações de direitos civis do país, o Reverendo Al Sharpton, afirmou que a decisão da Suprema Corte dos EUA “desmantelou” o trabalho de Martin Luther King, que lutou contra leis segregacionistas que limitavam o direito ao voto dos negros estadunidenses.

A decisão de hoje é uma bala no coração do movimento pelos direitos de voto.  O Dr. King não marchou pela Ponte Edmund Pettus para que seis juízes em Washington pudessem desfazer silenciosamente o que foi conquistado com sangue. Esta corte vem minando a Lei dos Direitos de Voto há mais de uma década, e hoje a facada foi ainda mais profunda”, afirmou Sharpton em comunicado.  

Trump celebra

O presidente dos EUA, Donald Trump, celebrou abertamente a decisão da Suprema Corte. “Esse é o tipo de decisão que eu gosto”, disse à jornalistas na Casa Branca.

Em uma rede social, Trump agradeceu ao governador da Louisiana, Jeff Landry, por ter levado o caso à Suprema Corte e “por agir com tanta rapidez para corrigir a inconstitucionalidade dos mapas eleitorais da Louisiana”

No mesmo dia, Trump encorajou governador do estado de Tennessee a mudar os distritos eleitorais para beneficiar os republicanos

“Isso deve nos dar uma cadeira a mais e ajudar a salvar nosso país dos democratas da esquerda radical e de suas políticas destrutivas”, afirmou na mesma rede social.

Democratas reagem

Por outro lado, as lideranças democratas prometem reagir para evitar a perda de representação, o que pode aprofundar a manipulação eleitoral nos EUA, conhecida como gerrymandering, com possível impacto para eleições legislativas de meio do mandato marcadas para novembro deste ano.

A prática, que consiste na alteração dos limites dos distritos eleitorais, vem se intensificando desde que o Texas alterou seus distritos para favorecer os republicanos. 

O estado da California, controlado pelos democratas, e o Missouri, de maioria republicana, seguiram o exemplo do Texas. Antes da decisão da Corte dos EUA, foi a vez da Flórida alterar os limites dos distritos para favorecer os republicanos.

“Em um estado onde a vice-presidente Kamala Harris [candidata presencial democrata] obteve 43% dos votos há dois anos, o Partido Republicano pode controlar 86% das cadeiras da Câmara”, escreveu o New York Times após a mudança nos distritos da Flórida nesta semana.

A Flórida é o oito estado a alterar os mapas eleitorais para eleição parlamentar de 2026. As alterações no Texas, Missouri, Carolina do Noite, Ohio e Flórida devem beneficiar os republicanos, enquanto mudanças na Califórnia, Utah e Virgínia devem favorecer os democratas.

A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), outra importante organização que luta por direitos civis nos EUA, chamou a decisão do Supremo de “vergonhosa” e disse que a Lei dos Direitos de Voto é a “espinha dorsal da nossa democracia multirracial”.


Brasília (DF), 01/05/2026 - Alanah Odoms, diretora do ACLU de Louisiana.
Foto: ACLU Louisiania/Divulgação
Brasília (DF), 01/05/2026 - Alanah Odoms, diretora do ACLU de Louisiana.
Foto: ACLU Louisiania/Divulgação

“Os eleitores devem decidir quem os representa no governo — e não o contrário. Mas políticos contrários ao direito ao voto em todo o país interpretarão essa decisão como um sinal verde para implementar novas restrições e tentativas de suprimir nossos direitos de voto”, disse Alanah Odoms, diretora do ACLU de Louisiana.

Entenda o gerrymandering

Diferentemente do Brasil, onde a eleição para a Câmara dos Deputados é pelo modelo proporcional, nos Estados Unidos, o modelo de votação é o chamado distrital. Para se eleger, o candidato tem que receber a maioria dos votos em determinado distrito, não podendo, por exemplo, receber votos de outros distritos no mesmo estado.

Como em cada distrito há uma eleição majoritária entre candidatos específicos, a minoria de eleitores de um distrito não elege representantes nem tem seus votos considerados em outros distritos.

As propostas de manipulação eleitoral por meio da alteração das fronteiras dos distritos buscam, então, desenhar áreas em que a maioria seja favorável a determinada visão política.

Ao traçar, por exemplo, a linha de divisão do distrito em uma área de maioria negra e urbana, o redesenho pode dividir essa população em dois distritos diferentes, onde a população negra passa a ser minoria diante de populações brancas e rurais que foram incluídas na mesma área, mesmo estando distantes.

Fonte: Agência Brasil

Escola adota escala de trabalho 4×3 e aumenta faturamento em 35%

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Enquanto a sociedade brasileira e o Congresso Nacional discutem o fim da escala de seis dias de trabalho para um dia de folga (6×1) na legislação do país, uma escola de baristas e gestão de cafeterias da capital paulista mudou sua escala para quatro dias de trabalho e três de descanso (4×3) e viu seu faturamento crescer 35% em um ano.

A Coffe Lab, empresa fundada em 2004, que conta atualmente com duas unidades e mais de 30 funcionários, apostou na produtividade em vez de pesar no número de horas trabalhadas pelos funcionários. 

De acordo com a empresária e fundadora da Coffe Lab, a torrefadora Isabela Raposeiras, a experiência de redução de jornada, iniciada em 2025 na escola, demonstra que o descanso dos funcionários resulta em maior concentração no trabalho e em aumento da produtividade e faturamento. 

“A produtividade aumentou barbaramente. Porque, no ano passado, em 2025, a gente trabalhou com o mesmo cardápio e preço durante o ano inteiro. A gente ficou 17 dias fechados em função de uma obra e não aumentou o número de lugares. Continuamos com as duas lojas e o mesmo número de lugares. E o nosso faturamento em 2025 subiu 35% em um ano em que o setor de alimentação caiu 22%”, disse.

A escola trabalhava em sistema 5×2 e 44 horas de trabalho semanais. Em julho do ano passado, em acordo com os funcionários, adotou a escala 4×3 e 40 horas semanais de trabalho. São três folgas semanais, sendo duas em dias consecutivos.

“A galera [os funcionários da empresa] está mais descansada. Nesse ramo de comércio, de alimentação, principalmente hotelaria, a concentração, a atenção, é muito importante para a gente vender mais. Então, a galera descansada, feliz com vida para além do trabalho, rende muito mais, atende melhor”, destacou.

Rotatividade de funcionários

Além do aumento da produtividade, a empresária viu diminuir a rotatividade dos funcionários e reduziu os custos trabalhistas. 

“A gente está com turnover [taxa de rotatividade] ridículo de 8% só. Você não gasta mais com rescisão – que é uma coisa caríssima – por mais que o funcionário peça demissão, a rescisão e os encargos rescisórios são altos”, disse. 

Segundo ela, com trabalhadores mais cansados, a desmotivação é maior, as demissões aumentam e a contratação de empregados temporários cresce também.

“Aqui a gente não tem que contratar frila [do inglês freelancer, trabalhador pontual, sem vínculo empregatício]. No Coffee Lab, a gente não contrata frila quase nunca, porque as pessoas não faltam mais, não tem mais atestado. Isso diminui muito o custo e aumenta a capacidade de venda, porque todo mundo que trabalha lá conhece bem a empresa, não tem ninguém muito novo”.

Descanso e lazer

Tábata Lima de Oliveira, de 35 anos, funcionária da Coffee Lab, conta que antes de entrar na empresa, trabalhava na escala 6×1, e que utilizava a única folga semanal principalmente para descansar. 

“Praticamente, eu dormia o meu dia [de folga] inteiro. Não conseguia sair, raramente saía, raramente tinha disposição para estudar. Tempo com a família? Muito pouco, inclusive, hoje em dia me considero uma pessoa super distante da minha família por isso. O tempo que eu tinha era só para descansar, dormir e fazer os afazeres de casa”, destacou.

De acordo com ela, os maiores problemas causados pela escala 6×1 eram principalmente de ordem da saúde mental.

“Eu já tive [síndrome de] Burnout em um trabalho anterior. Além de tudo, eu não dormia, tinha que ir trabalhar e tomava muita medicação, sentia muito sono durante o trabalho, e tinha muitas crises de pânico”.

Já na escala 4×3, a funcionária viu possibilidade de se cuidar, de ter lazer, e até viajar: “É menos tempo no transporte, menos dias no transporte público. Mais tempo de descanso, de cuidar de mim mesma, cuidar da minha cabeça, de ter lazer e de cuidar da minha própria casa”.

“Agora consigo me dedicar à minha saúde, aos meus estudos, aos amigos próximos e até fazer viagens quando a gente tem as três folguinhas seguidas”, acrescentou.

 

Fonte: Agência Brasil

Bolsonaro é internado para cirurgia no ombro em Brasília

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O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na manhã desta sexta-feira (1º) no hospital DF Star, em Brasília, para passar por uma cirurgia no ombro. O procedimento, para tratar uma lesão no manguito rotador direito, deve durar três horas.

Há uma semana, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer favorável ao pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para deixar a prisão domiciliar e fazer uma cirurgia no ombro.

A autorização foi concedida pelo ministro do STF Alexandre de Moraes – responsável pela execução penal do ex-presidente. 

Na manhã desta sexta-feira, a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, publicou em sua rede social, que, de acordo com o médico ortopedista que acompanha o ex-presidente, serão cerca de duas horas de preparação para o procedimento – quando será colocado um cateter de medicação – mais três horas para realização da cirurgia.

Prisão domiciliar

Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, de 24 de março, Bolsonaro está em prisão domiciliar humanitária, após deixar o mesmo hospital privado da capital federal, onde esteve internado para tratar um quadro de pneumonia bacteriana.

O ex-presidente foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2025, a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal da trama golpista.

Antes da decisão que autorizou a prisão domiciliar, Bolsonaro cumpria pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. O local é conhecido como Papudinha.

Fonte: Agência Brasil

Número de roubos e furtos de veículos em SP cai 37,3% no 1º trimestre

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Os roubos de veículos no estado de São Paulo tiveram queda de 37,3% no primeiro trimestre do ano, na comparação com o mesmo período de 2025. De janeiro a março foram 4.355 casos.

Quando analisados só os furtos, a queda foi de 11,3%, na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, totalizando 19.998 registros. Os dados são da Secretaria Estadual de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP-SP).

Segundo o delegado da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Divecar), do Deic, Paul Verduraz, os resultados são consequência de trabalho planejado e integrado entre Polícia Civil e Polícia Militar, além de outros órgãos municipais e estaduais, com ações voltadas para o combate da receptação de veículos e desmanches clandestinos.

“Em 2025, conseguimos avançar com operações conjuntas e, neste ano, intensificamos ainda mais essa atuação por meio das nossas unidades especializadas. Nosso foco é atingir toda a cadeia criminosa, especialmente o mercado ilegal de peças, que é o principal indutor desses crimes”, afirmou.

De acordo com a SSP-SP, o Programa Muralha Paulista também contribuiu com a queda. Com a tecnologia aplicada ao programa, que conta com câmeras e sensores de órgãos públicos e privados a bancos de dados, foi possível identificar de veículos furtados ou roubados e pessoas procuradas pela Justiça, por meio da leitura de placas e reconhecimento facial.

A partir da leitura automática de placas, o sistema identifica veículos com registro de furto ou roubo e gera alertas em tempo real. Com isso, equipes de policiamento tem a possibilidade de atuar rapidamente, contribuindo para a prisão de suspeitos e a recuperação dos veículos.

O coronel da Polícia Militar, Carlos Lucena, explicou que os alertas emitidos pelo programa permitem identificar veículos roubados ou furtados e garantir uma resposta rápida das equipes, o que possibilita a prisão dos infratores e a recuperação dos veículos.

“As quedas são resultado de um trabalho sistêmico integrado, com uso de tecnologia, como câmeras, drones de alta resolução e o programa Muralha Paulista, aliado à gestão operacional do policiamento”, ressaltou.

Fonte: Agência Brasil

Melhor visitante, Inter enfrenta Santos pelo Brasileirão Feminino

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O feriado do Dia do Trabalhador será de bola rolando na Vila Belmiro pelo Campeonato Brasileiro Feminino de futebol. Nesta sexta-feira (1º), a partir das 16h (horário de Brasília), o Santos recebe o Internacional pela nona rodada da competição. A partida será transmitida ao vivo pela TV Brasil.

Três pontos separam as equipes na classificação do Brasileirão. As Gurias Coloradas aparecem na sétima posição, com 14 pontos. As Sereias da Vila ocupam o 11º lugar, com 11 pontos.

O duelo em Santos (SP) marca a estreia de Marcelo Frigério no comando do Alvinegro Praiano. Treinador com passagens por Grêmio, Palmeiras e seleção paraguaia, entre outros, ele substitui Caio Couto, campeão do Brasileirão A2 (segunda divisão) do ano passado pelo clube paulista, mas que não resistiu ao início de temporada irregular.

As santistas não vencem há cinco partidas. Na última rodada, dirigido de forma interina pelo auxiliar Bruno Barbosa, o time não saiu do zero com o Palmeiras no Allianz Parque, em São Paulo. Foi o quarto empate seguido das Sereias da Vila.

O Inter, em contrapartida, acumula dois triunfos consecutivos, que o colocaram na zona de classificação às quartas de final, entre os oito primeiros. Na última rodada, as Gurias Coloradas fizeram 1 a 0 no Juventude, no Sesc Campestre, em Porto Alegre, alcançando a primeira vitória como mandante no Brasileirão.

Fora de casa, o time gaúcho tem a melhor campanha geral da competição. Em quatro jogos longe do Rio Grande do Sul, são três vitórias e um empate. Curiosamente, todos os triunfos foram contra equipes mineiras: América-MG, Atlético-MG e Cruzeiro.

Para o compromisso deste sábado, o Santos não terá à disposição a volante Suzane Pires, suspensa pelo terceiro cartão amarelo. Ela deve dar lugar a Vivian, um dos nove reforços anunciados pelo clube para 2026. O setor de meio-campo alvinegro já estava desfalcado de outras duas peças importantes: as meias Rafa Andrade e Thaisinha, ambas no departamento médico.

A provável escalação santista terá: Taty Amaro; Evellyn Marques, Ana Alice, Isa Cardoso e Larissa Vasconcelos; Nath Pitbull, Vivian e Yoreli Rincón; Mariana Larroquete, Evelin e Carol Baiana.

No Inter, a lista de ausências é extensa. A maior parte dos desfalques é de atletas com lesões de joelho. Casos da zagueira Bruna Benites, da lateral Eskerdinha, da volante Jordana e da meia Júlia Bianchi. O técnico Maurício Salgado deve repetir a formação que bateu o Juventude.

As coloradas devem atuar com: Gabi Barbieri; Paulinha, Débora, Sorriso e Soll; Paty Llanos, Lelê e Myka; Valéria Cantuário, Darlene e Sole Jaimes.

Os dois times não se enfrentavam desde 2024, quando duelaram pela última rodada da primeira fase do Brasileirão. No Sesc Campestre, o Inter goleou o Santos, então já rebaixado ao Brasileirão A2 de 2025, por 6 a 2, e se classificou às quartas de final.

A meia Letícia Monteiro (dois), a volante Zóio e as atacantes Priscila e Tamara marcaram para o time gaúcho. Curiosamente, nenhuma delas segue na equipe. As paulistas descontaram com as atacantes Paola (hoje no próprio Colorado) e Carol Baiana (que permanece no Peixe).



Fonte: Agência Brasil