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Brasil cria política para ampliar produção de minerais críticos

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (16) a lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A lei prevê investimentos de até R$ 7 bilhões por meio de incentivos a projetos de processamento e transformação dos minerais. 

O objetivo é estimular a pesquisa, extração e transformação de minerais críticos e estratégicos.

“A mineração exige investimentos intensivos e ciclos produtivos que frequentemente chegam a 40 anos. Por isso, previsibilidade e estabilidade, especialmente a fiscal, são premissas indispensáveis para atrair investimento de longo prazo”, explicou Pablo Cesário, do Instituto Brasileiro de Mineração.

A lei sancionada hoje cria um Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam) com aporte de R$ 2 bilhões da União para garantir empreendimentos e atividades vinculados à produção de minerais críticos e estratégicos. O montante do fundo pode chegar a R$ 5 bilhões. O fundo somente poderá apoiar projetos considerados prioritários no âmbito da política.

O Ministro minas e energia, Alexandre Silveira, afirmou que a nova lei será importante para o Brasil conhecer melhor os recursos que tem. “O Brasil vai conhecer em profundidade seus recursos e preservar a capacidade de decisão sobre suas cadeias produtivas”, disse.

Ele explicou que o Serviço Geológico do Brasil terá um aumento de verba, de R$ 8 milhões para R$ 300 milhões, para investir em pesquisa para conhecimento do solo.

Soberania

Após a assinatura da lei, Lula defendeu o investimento na formação de novos profissionais para um mercado que promete se expandir. Lula convidou as universidades e institutos federais a participar da formação de novos cursos “para não ficarmos devendo a ninguém no mundo em preparação”.

O presidente destacou a importância em ter um mercado de mineração desenvolvido, com industrialização e tecnologia de refino e produção no Brasil. Em seguida, afirmou que existem “traidores da pátria” que quiseram vender, “a preço de banana, como fizeram com o minério de ferro”, minerais críticos em estado bruto para os Estados Unidos.

“Não permitiremos que a história se repita. Que os inimigos do Brasil entendam de uma vez por todas. Nossa soberania não está à venda. A riqueza do Brasil tem um único dono, o povo brasileiro”.

Lula também assinou o decreto que cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos. Caberá ao conselho a coordenação, planejamento e acompanhamento da política nacional. O conselho deverá propor políticas e ações públicas destinadas ao desenvolvimento das cadeias produtivas e minerais críticos e estratégicos.

Minerais Críticos

Os minerais críticos e terras raras são insumos indispensáveis para as indústrias de tecnologia, automobilística, defesa e para a concretização da transição energética.

Os minerais críticos são aqueles cujo suprimento pode envolver diferentes riscos de abastecimento: concentração geográfica da produção, dependência externa, instabilidade geopolítica, limitações tecnológicas, interrupção no fornecimento e dificuldade de substituição.

Terras raras são um grupo específico de minerais críticos. São 17 elementos químicos dispersos na natureza, o que dificulta a extração. Elas são essenciais para turbinas eólicas, smartphones, carros elétricos e sistemas de defesa.

Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Porém, apenas cerca de 25% do território nacional foi mapeado, o que indica um enorme potencial ainda desconhecido.

A definição de quais minerais são estratégicos ou críticos depende de cada país. A lista também pode mudar conforme o tempo, de acordo com avanços tecnológicos, descobertas geológicas, mudanças geopolíticas e evolução da demanda. As terras raras, por sua vez, também podem ser consideradas minerais críticos ou estratégicos, dependendo do contexto.

Fonte: Agência Brasil

TSE vai enviar alertas no e-Título com orientações para eleições

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A duas semanas do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começou a enviar, nesta quinta-feira (17), notificações oficiais aos eleitores pelo aplicativo e-Título.

Os alertas trazem orientações sobre serviços eleitorais, consulta ao local de votação e combate à desinformação. O envio continuará durante todo o período eleitoral, inclusive entre o primeiro e o segundo turnos.

“Queremos incentivar eleitoras e eleitores a manterem o e-Título atualizado e facilitar o acesso a informações importantes para o exercício do voto, como a consulta ao local de votação. É um canal direto de comunicação da Justiça Eleitoral com a cidadania”, destaca a assessora-chefe de Gestão da Identificação do TSE, Marília Loyola.

O TSE recomenda que os eleitores consultem antecipadamente o local de votação. A informação está disponível na opção “Onde Votar”, que indica a zona e a seção eleitoral.

Serviços

Além de apresentar a via digital do título eleitoral, o e-Título reúne diferentes serviços da Justiça Eleitoral. Entre eles estão:

Consulta ao local de votação: permite verificar zona e seção eleitoral.

Acompanhamento do Título Net: mostra o andamento de requerimentos feitos pelo sistema.

Certidão de filiação partidária: permite emitir documentos sobre filiação atual e histórico de vínculos.

Justificativa de ausência: possibilita justificar a ausência no dia da eleição, por geolocalização, ou posteriormente, com documentos comprobatórios.

Pagamento de multas eleitorais: débitos podem ser quitados por Pix ou cartão de crédito, por meio do PagTesouro.

Validação de documentos: permite conferir a autenticidade de certidões da Justiça Eleitoral por meio de QR Code.

Boletim na Mão: a ferramenta passou a integrar o e-Título e permite consultar e compartilhar Boletins de Urna.

Descadastramento de mesário voluntário: permite solicitar pelo celular o cancelamento da inscrição para trabalhar nas eleições.

O aplicativo também oferece recursos de segurança, como a geração de código temporário para autenticação em sistemas parceiros da Justiça Eleitoral, mediante reconhecimento facial.

Identificação

O e-Título substitui o título eleitoral em papel. Para eleitores com biometria cadastrada e fotografia disponível no aplicativo, o documento digital também pode ser utilizado como identificação no momento da votação.

Como baixar

O e-Título é gratuito e está disponível nas lojas oficiais de aplicativos para celulares Android e iOS. Também é possível baixar no site do TSE.

O Tribunal recomenda instalar ou atualizar o aplicativo com antecedência, fazer o primeiro acesso e conferir os dados antes do dia da votação.

 


Fonte: Agência Brasil

Apreensão de armas aumenta 10,3% no Rio em 2026

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Nos oito primeiros meses de 2026 foram apreendidas 4.308 armas pelos agentes de segurança do Rio de Janeiro. Na comparação com 2025, o indicador registrou aumento de 10,3% no acumulado do ano. 

Apenas no mês de agosto, foram 537 apreensões, alta de 19,1% em relação a 2025. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (16) pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do estado. 

Também foram registradas 595 apreensão de fuzis, consideradas armas de guerra, nos oito primeiros meses de 2026 e 93 em agosto. Na comparação com 2025, o indicador registrou aumento de 15,3% no acumulado do ano e de 55% em relação a agosto de 2025.

O número de roubos de aparelho celular, roubos em coletivo e roubos a transeunte chegou a 32.260 nos oito primeiros meses de 2026 e 3.758 em agosto. Na comparação com 2025, o indicador registrou redução de 19,8% no acumulado do ano e de 14,6% em relação a agosto de 2025.

Segundo os dados do ISP, a letalidade violenta (homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte, feminicídio, morte por intervenção de agente do Estado e roubo seguido de morte) fez 2.398 vítimas nos oito primeiros meses de 2026 e 305 no mês de agosto deste ano. Na comparação com 2025, o indicador registrou redução de 4,4% no acumulado do ano e aumento de 3% em relação a agosto de 2025.

As mortes por intervenção de agente do Estado em agosto tiveram um aumento de 50% em relação ao mesmo mês de 2025. Nos oito primeiros meses de 2026, foram registradas 461 mortes e, em agosto, 66. 

Foram registrados 16.310 roubos de veículos nos oito primeiros meses de 2026 e 1.484 em agosto. Na comparação com 2025, o indicador registrou aumento de 6,3% no acumulado do ano e redução de 17,9% em relação a agosto de 2025.

 

Fonte: Agência Brasil

Lula pode se encontrar com prefeito de Nova York nos EUA

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O Ministério das Relações Exteriores (MRE) divulgou nesta quarta-feira (16) os detalhes da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA), na semana que vem.

Uma das expectativas é sobre o possível encontro de Lula com o prefeito da cidade, Zohran Mamdani, que tomou posse no início deste ano.

O prefeito novaiorquino é descendente de imigrantes e se tornou o primeiro muçulmano a ocupar o cargo. Ele se considera socialista e é favorável a temas como a causa Palestina, a ampliação da moradia acessível, o congelamento de aluguéis, a gratuidade do transporte público e a criação de políticas voltadas à redução do custo de vida, numa das cidades mais caras do planeta.

O Palácio Itamaraty informou haver um pedido de encontro bilateral da parte do prefeito, bem como uma lista de outros pedidos, mas a reunião ainda não está oficialmente confirmada do lado brasileiro.

Discurso

Lula e sua comitiva desembarcam em Nova York no próximo domingo (20). No dia seguinte, o presidente brasileiro terá sua agenda dedicada a encontros bilaterais com autoridades e chefes de Estado.

Na terça-feira (22), Lula se encontra com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e em seguida comparece ao plenário da ONU onde fará o pronunciamento de abertura da Assembleia Geral, que tradicionalmente cabe ao presidente brasileiro. O tema deste ano é “Restaurando a confiança, administrando transformações: uma ONU que produza resultados para todos”.

O conteúdo do discurso de Lula ainda está sendo elaborado, mas o presidente deverá reforçar posições históricas do Brasil em defesa da reforma da ONU, defesa do multilateralismo, promoção da paz e da cooperação bilateral, além do combate à pobreza e à fome.

“Nossa expectativa é que ele [discurso] contenha, em função do momento em que vivemos, uma defesa forte do multilateralismo como linha básica da política externa brasileira, nesse momento em que os conflitos se multiplicam a nível internacional”, destacou o embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey, secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do MRE.

Segundo o diplomata, Lula vai defender negociações de paz em torno das guerras em curso, um direito internacional humanitário e a não interferência em assuntos internos de outros países.

A previsão é que o presidente retorne ao Brasil ainda na terça-feira, logo após o pronunciamento.

O Itamaraty não informou sobre a expectativa de um encontro entre Lula e Trump, que não tem confirmação de nenhuma das partes.

O presidente dos Estados Unidos é o segundo a falar, logo após Lula, e ambos eventualmente poderiam se cruzar nos bastidores do plenário. No ano passado, os dois líderes tiverem um breve contato, quando Lula deixava o palco após seu discurso e Trump se preparava para falar. Na ocasião, o encontro causou boa impressão nos dois presidentes e Trump posteriormente falou em “química excelente” entre eles. Foi o primeiro de três encontros entre os dois líderes desde então.

O MRE confirmou que a comitiva brasileira será composta pelo chanceler Mauro Vieira e os ministros Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos), Eloy Terena (Povos Indígenas) e Rachel Barros de Oliveira (Igualdade Racial).

Ainda em Nova York, Mauro Viera deverá presidir uma reunião da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa lançada pelo Brasil durante a presidência brasileira do G20, em 2024, para articular governos, organismos internacionais, instituições financeiras e organizações da sociedade civil em torno do enfrentamento da miséria e da fome em larga escala.

Atualmente, a Aliança reúne mais de 215 membros, incluindo mais de 100 países.

Fonte: Agência Brasil

Entidades industriais e trabalhistas consideram tímida queda da Selic

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A redução de 0,25% ponto percentual na taxa básica de juros da economia, a Selic, foi considerada insuficiente pelas representações da indústria e dos trabalhadores, que consideram a decisão como “tímida” e que “não alivia a situação financeira das empresas e famílias”.

A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (16) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que reduziu de 14% para 13,75% ao ano a Selic.

Após a divulgação do corte, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) disse, em nota, que há um excesso de prudência do Copom diante do comportamento de queda na inflação corrente nos últimos meses.

“Há trajetória consistente de desaceleração, alcançando 4,22% no acumulado em 12 meses até agosto, e melhora das expectativas de mercado, indicando convergência gradual em direção à meta de 3% ao ano no horizonte relevante para a política monetária”, diz a CNI em nota.

O presidente da confederação, Ricardo Alban, considera importante o BC manter a trajetória de queda nos juros. Com a decisão de hoje, está é a quinta redução consecutiva na Selic.

“É essencial que o Banco Central dê continuidade ao ciclo de redução da Selic. Manter a taxa básica em patamar tão restritivo por período prolongado significa impor à economia um custo maior do que o necessário para assegurar a estabilidade de preços. Há espaço para avançar no ciclo de cortes sem comprometer a convergência da inflação para a meta”, afirmou.

 

Ainda de acordo com a CNI, mesmo após o corte, a política monetária segue austera. Com a Selic em 13,75% ao ano, o juro real está em torno de 9%, cerca de quatro pontos percentuais acima da taxa real neutra estimada pelo Banco Central, de 5% ao ano. .

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) disse que a queda é um passo importante, mas insuficiente em face do nível muito elevado dos juros no país.

“A Selic influencia diretamente o custo de empréstimos e financiamentos e, mesmo quando a redução chega ao consumidor com defasagem, abre espaço para uma trajetória de crédito mais barato”, destaca Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo e diretora executiva da CUT.

Para Neiva Ribeiro, a desaceleração dos preços e da economia cria condições para que o Banco Central avance no corte dos juros.

“O debate precisa ir além dos indicadores do mercado financeiro. Juros menores significam condições mais favoráveis para o crédito, investimentos, geração de empregos e redução do custo financeiro que pesa sobre famílias, empresas e o orçamento público”, afirmou.

Avaliação similar é feita pela central de trabalhadores Força Sindical, que considera o corte de 0,25 ponto percentual muito tímido e um verdadeiro “balde de água fria” para a economia no quarto trimestre (outubro, novembro e dezembro).

“Perdemos uma excelente oportunidade de promover uma redução drástica da taxa de juros, dar uma injeção de ânimo no setor produtivo e alavancar ainda mais a economia”, disse a central.

Para a Força Sindical, o Banco Central tem praticado uma política que concentra renda nas mãos de banqueiros e especuladores, “mantendo a taxa de juros em patamares proibitivos para o setor produtivo e para a geração de empregos.”

“Essa política de juros altos também diminui a capacidade de consumo das famílias, enfraquece a confiança dos empresários e desestimula os investimentos, comprometendo o crescimento econômico e a distribuição de renda”, conclui a Força.

Indústria da Construção

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) considerou positiva a redução da taxa Selic, mas destacou que é necessário que o movimento tenha continuidade. A entidade alerta, no entanto, que a Selic permanece em patamar elevado, impondo desafios ao setor produtivo e limitando uma retomada mais consistente do crédito e dos investimentos.

Para o presidente da CBIC, Eduardo Almeida, o atual patamar da Selic, um dos mais elevados do mundo, evidencia o tamanho do desafio enfrentado pelos empresários brasileiros, em especial o setor da construção que depende de crédito e possui um ciclo produtivo longo.

“Estamos com juros de dois dígitos desde o início de 2022, o que representa um grande desafio para o empresário, especialmente em um setor como a construção, que trabalha com projetos de longo prazo e depende de crédito e previsibilidade. Precisamos avançar na construção de um ambiente macroeconômico estável, que permita a continuidade desse movimento de redução dos juros de forma sustentável e estimule novos investimentos”, afirmou Almeida.

Fonte: Agência Brasil

Veja como foi a quarta-feira (16) dos presidenciáveis

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A agenda dos presidenciáveis nesta quarta-feira (16) incluiu entrevistas em podcasts, rádio e televisão, além de caravana, panfletagem e atos de campanha. 

>> Veja como foi o dia dos candidatos a presidente

Rui Costa Pimenta (PCO)
O candidato não teve agenda pública de campanha.

Samara Martins (UP)
A candidata Samara Martins participou de comício no calçadão de Canoas (RS) e de panfletagem no Hospital de Clínicas em Porto Alegre.

Ela ainda fez comício no Centro Histórico e Cidade Baixa da capital gaúcha.

Wilson Grassi (Democrata) 
O candidato Wilson Grassi concedeu entrevista ao podcast Lima TV, em São Bernardo do Campo (SP).

Augusto Cury (Avante)
O candidato Augusto Cury participou do Flow Podcast, em São Paulo.

Clariana Barão (DC)
A candidata Clariana Barão não teve agenda de campanha.

Edmilson Costa (PCB)
Nesta quarta-feira (16), o candidato Edmilson Costa (PCB) participou de uma caravana na cidade de Franca (SP), ao lado de outros candidatos do partido.

Flávio Bolsonaro (PL)
O candidato Flávio Bolsonaro participou de motocarreata em Juazeiro do Norte (CE). Ele disse que, em um eventual mandato, dará continuidade à transposição do Rio São Francisco.

Flávio Bolsonaro disse ainda que pretende incrementar a infraestrutura logística da região para favorecer o escoamento da produção agrícola. “Quero destravar todos esses projetos e conclusões de projetos, em especial de ferrovias, porque isso vai garantir o barateamento do escoamento da nossa produção, de commodities”, disse.

Ele viajou para Recife, onde participou de comício.

Hertz Dias (PSTU)
O candidato Hertz Dias fez panfletagem na sede da Companhia de Saneamento do Maranhão (Caema), em São Luís.

Ele defendeu a estatização dos setores estratégicos da economia, como saneamento, energia, transporte e petróleo, e criticou os processos de privatização.

“Água e saneamento são direitos fundamentais. Não podem estar nas mãos de grupos privados que enxergam esses serviços apenas como fonte de lucro”, disse.

Leonardo Avalanche (PRTB) 
O candidato Leonardo Avalanche não divulgou compromissos de campanha. 

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Em Ceilândia, a maior região administrativa do Distrito Federal, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva participou de ato de campanha e disse que, se reeleito, irá priorizar o ensino universitário e pretende chegar a abertura de 1 mil institutos federais.

Outra proposta de Lula é inaugurar as universidades indígena e dos esportes.

Ele ainda defendeu investimento em aprendizagem sobre aplicação da inteligência artificial, para que o Brasil não dependa de tecnologias estrangeiras.

“Vamos preparar os mais jovens para trabalhar com a inteligência artificial”, afirmou.

Renan Santos (Missão)
O candidato Renan Santos participou de carreata em Londrina, Maringá e Cascavel, no Paraná.

Durante a passagem por Londrina, o candidato defendeu o afastamento de ministros do Supremo Tribunal Federal que tenham envolvimento no caso Master.

Romeu Zema (Novo)
O candidato Romeu Zema concedeu entrevista ao Jornal da Record. 

Ronaldo Caiado  (PSD)
Em São Paulo, o candidato Ronaldo Caiado concedeu entrevista à imprensa e criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal de adiar discussão sobre possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

Ele ainda concedeu entrevista ao Flow Podcast.

A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

* Colaboraram Douglas Correa (Rio de Janeiro), Luciano Nascimento (São Luís), Luiz Claudio Ferreira (Brasília) e redação de São Paulo.

Fonte: Agência Brasil

PRF estabelece regras para evitar bloqueios nas eleições de 2026

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Uma portaria conjunta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece regras para a atuação dos órgãos de segurança pública durante as Eleições Gerais de 2026.

O texto prevê restrições a abordagens e ações de policiamento e fiscalização que possam criar obstáculos ao trânsito de eleitores. O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro e o segundo, em 25 de outubro.

De acordo com o normativo, a abordagem de veículos fica restrita a “situações que representem risco concreto e iminente à vida ou à integridade física das pessoas”.

Eventuais bloqueios em rodovias federais deverão ser comunicados previamente ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) competente, com justificativa para a medida e indicação de rotas alternativas. A comunicação prévia será dispensada em casos de flagrante delito ou infração às normas de segurança do trânsito. 

Código Eleitoral

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a norma complementa o artigo 236 do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965), que estabelece restrições à prisão ou detenção de eleitores e candidatos em períodos próximos ao pleito.

Eleitores não podem ser presos ou detidos nos cinco dias que antecedem as eleições até 48 horas depois do encerramento da votação. Para candidatos, a proteção começa 15 dias antes do pleito.

A legislação prevê exceções à regra, como os casos de flagrante delito e de sentença criminal condenatória por crime inafiançável.

Além do patrulhamento usual, a PRF prestará suporte logístico à Justiça Eleitoral, mediante solicitação, no transporte de materiais e urnas eletrônicas e na segurança de instalações.

Bloqueios em 2022

No segundo turno das eleições de 2022, a PRF realizou operações em rodovias, principalmente no Nordeste, para fiscalizar ônibus que transportavam eleitores. As ações ocorreram mesmo após determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a corporação não dificultasse o transporte de eleitores.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), as operações foram direcionadas a regiões onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva havia obtido mais votos no primeiro turno.

Em dezembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o então diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, a 24 anos e seis meses de prisão, no processo sobre a trama golpista. Segundo a acusação, Vasques tentou interferir no processo eleitoral ao dificultar o deslocamento de eleitores de Lula no segundo turno. A defesa negou a acusação.

Fonte: Agência Brasil

Moraes vota para igualar tempo de licenças-maternidade e adotante

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quarta-feira (16) a favor da equiparação entre os prazos de licença-maternidade e licença-adotante para mulheres. 

O voto do ministro, que é relator do caso, foi proferido durante o julgamento no qual a Corte analisa uma ação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para igualar o tempo dos benefícios.

Pelo entendimento, mães genitoras ou adotantes têm direito às licenças remuneradas de 120 dias, que podem ser prorrogadas por mais 60 dias, independentemente do tipo de vínculo trabalhista.

O prazo deve ser contado a partir do parto ou obtenção da guarda. Nos casos de internação da mãe, o prazo vale a partir da alta da mãe ou do bebê, o que ocorrer por último.

No entendimento de Moraes, as licenças têm objetivo de criar vínculo afetivo entre mães e filhos e não podem possuir prazos diferenciados.

“Se a Constituição encerrou de vez qualquer diferenciação de filhos adotivos e naturais, todos são filhos. Se todos são filhos, a mãe é mãe de todos, a licença-maternidade deve ser idêntica para todos”, afirmou.

Os ministros Flávio Dino, Dias Toffoli e Cármen Lúcia acompanharam o relator. Em seguida, o julgamento foi suspenso e será retomado na próxima semana.

Entenda

A ação julgada pela Corte foi protocolada pela PGR em outubro de 2023 e pretende estender o tempo das licenças-maternidade e adotante previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), regra da iniciativa privada, para as servidoras públicas, que são regidas pela Lei 8.112/1990, conhecida como Estatuto dos Servidores Públicos, e a Lei Complementar 75/1993, o Estatuto do Ministério Público.

Pela CLT, as mães biológicas e adotantes têm direito a 120 dias de licença, prazo que pode ser prorrogado por mais 60 dias em empresas que participam do Programa Empresa Cidadã.  As servidoras gestantes também podem tirar 120 dias, mas as adotantes só têm direito a 90 dias. A licença para mulher adotante cai para 30 dias no Ministério Público.

Para PGR, o tratamento desigual em relação ao regime de contratação da mulher é inconstitucional.


Fonte: Agência Brasil

Número de professores jovens cai 31% em dez anos, aponta pesquisa

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O número de professores do ensino médio com até 24 anos caiu 31,1% entre 2015 e 2025, enquanto o contingente de docentes com 60 anos ou mais aumentou 104,5% no período. Os dados fazem parte da segunda edição da pesquisa “Apagão dos Professores: o desafio da renovação dos professores no Brasil”, do Instituto Semesp, que aponta dificuldade crescente para a renovação do quadro docente da rede pública.

Segundo o instituto, o envelhecimento do quadro docente, com aumento da proporção de professores em idade mais próxima da aposentadoria, e a intensa contratação de docentes temporários e terceirizados são fatores que podem dificultar a renovação da rede pública. A entidade estima que, em 2040, deverá haver um professor de até 24 anos para cada seis docentes com 60 anos ou mais.

Os dados foram divulgados na manhã desta quarta-feira (16), no 28º Fórum Nacional do Ensino Superior Particular Brasileiro (FNESP), em São Paulo. Além de representantes do Semesp, participam do evento autoridades do Ministério da Educação (MEC), da Unesco e de outros países, como África do Sul, China, Colômbia e México. 

Na comparação entre 2015 e 2025, a entidade constatou que o número de professores com até 24 anos encolheu de 17,3 mil para 11,9 mil. Já o contingente de profissionais com idade a partir de 60 anos mais que dobrou, passando de 18,2 mil para 37,3 mil.

Outra conclusão foi de que as contratações temporárias passaram de 146 mil para 205 mil, um crescimento equivalente a 40,4%. Os docentes com esse tipo de vínculo representavam 32,2% do quadro público e passaram a corresponder a 43,4%.

Por outro lado, o quantitativo de professores concursados, efetivos ou estáveis caiu de cerca de 305 mil para 255 mil. Em 2015, eles representavam 67,2% do quadro e, em 2025, passaram a corresponder a pouco mais da metade (54,1%).

Para projetar a capacidade de renovação do quadro docente diante das aposentadorias, o instituto criou um indicador próprio, chamado Taxa de Renovação Docente. Quanto menor o índice, maior a dificuldade de reposição dos profissionais.

Em 2015, havia praticamente um professor com até 24 anos para cada professor com 60 anos ou mais. passou a ser de aproximadamente um professor de até 24 anos para cada três com 60 anos ou mais, com a taxa caindo de 0,95 para 0,32. As menores taxas de renovação foram registradas em Geografia (0,216), História (0,234), Língua Portuguesa (0,240), Sociologia (0,263), Filosofia (0,274) e Artes (0,278).

 


Fonte: Agência Brasil

Documentários compõem programação desta quinta-feira (17) da Mostra Brasília

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Com linguagem documental, três produções cinematográficas do Distrito Federal entram na disputa pelo 28º Troféu Câmara Legislativa. Nesta quinta-feira (17), os títulos Vinte Vinte Quatro, Isso Aqui é Várzea! (curtas-metragens) e o longa Nem Todos Sabem serão apresentados na Mostra Brasília – parte da programação do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro destinada a exibir os títulos que disputam a premiação da CLDF para filmes brasilienses.

A Mostra Brasília tem início às 18h, no Cine Brasília – sede do festival. Às 19h45, os filmes passam no Complexo Cultural de Planaltina e na Universidade Católica de Brasília – Bloco G, em Taguatinga. No dia seguinte, os títulos são reprisados, a partir das 15h, na sala 2 do Cine Cultura Liberty Mall. Em todos os locais, a entrada é gratuita e a plateia pode votar no melhor longa e melhor curta-metragem.

Os filmes são debatidos no auditório do Cine Brasília, a partir das 21h15 do dia da exibição, com o objetivo de estabelecer um espaço de reflexão e diálogo entre os realizadores, críticos e o público. Os mediadores dos debates são o jornalista Ulisses de Freitas e a cineasta Erika Bauer, que se revezam.

Filmes de hoje

No curta Vinte Vinte Quatro, de Davi Pieri, jovens em encarceramento assumem o controle do dispositivo cinematográfico para “coautorar” sua narrativa, fundindo documentário e ficção, através de lampejos de rebeldia, tédio e ternura, transmutando o confinamento num campo de batalha colaborativo.

O segundo curta da noite é Isso Aqui é Várzea!, dirigido por Flávio Costa, que assim descreve o seu filme: “Antes de o sol nascer e a poeira subir, nos campos de várzea do pinheiral, começa um ritual. Danone caminha marcando a terra prometida – pequena área, meio de campo, as redes na trave. Domingo é dia, e o futebol é sagrado no Paranoá”.

Nem Todos Sabem, longa-metragem de Edileuza Penha de Souza, reconstitui a vida e o legado de João Tomé (1920-1971), compositor, poeta, professor e um dos fundadores da Escola de Música de Brasília. Músico negro e cego, cuja história se entrelaça aos primeiros anos de Brasília, deixou mais de 500 composições. O filme é embasado em depoimentos de familiares, amigos e companheiros de caminhada, somados a um vasto e raro acervo.

Mostra Brasília – 28º Troféu Câmara Legislativa 

Quinta-feira (17/9)

 

Angelo Pignaton/Rafael Ramagem

 

Vinte Vinte Quatro, de Davi Pieri

Híbrido, 18min, 2025

Classificação indicativa: 14 anos

Sobre o diretor

Davi Pieri é diretor, produtor, ator e pesquisador. Foi membro da Cia YinsPiração e integrante do Nesp-UnB, onde desenvolveu práticas de Teatro do Oprimido com jovens em unidades socioeducativas do Distrito Federal. Sua pesquisa sobre etnoficção e o “cinematógrafo do oprimido” culminou em Vinte Vinte Quatro, seu filme de estreia, onde propõe uma práxis cinematográfica colaborativa com jovens em privação de liberdade. Fundou também o Estúdio de Atuação, em Brasília.

 

 

Divulgação

Isso Aqui é Várzea!, de Flávio Costa

Documentário, 20min, 2025

Classificação indicativa: livre

Sobre o diretor

Flávio Costa é diretor e produtor. Foi diretor de produção de quatro longas e cinco séries, entre elas a primeira temporada de Shaking The Bar (Canal Sony), além de ter sido produtor executivo de outras duas séries e um longa. Foi diretor e produtor do programa Segue o Baile (Canal E! e Universal+). No cinema, dirigiu três curtas, entre eles o documentário Isso Aqui é Várzea!. Em 2026, dirigiu seu primeiro longa-metragem, Esquema155.

 

 

Divulgação

Nem Todos Sabem, de Edileuza Penha de Souza

Documentário, 83min, 2026

Classificação indicativa: 10 anos

Sobre a diretora

Edileuza Penha de Souza é professora, cineasta e pesquisadora. Pós-doutora em Comunicação e doutora em Educação pela UnB, estudou cinema na EICTV, em Cuba. Entre imagens, memórias e territórios de afeto, constrói uma trajetória dedicada ao Cinema Negro no Feminino e às narrativas de resistência. Dirigiu Vozes e Vãos (2025), vencedor do Troféu Câmara Legislativa de Melhor Direção; Vão das Almas (2023), que recebeu mais de 60 prêmios; e Filhas de Lavadeiras (2019), ganhador do É Tudo Verdade, do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e da mostra Les Nuits en Or.

Fonte: Agência CLDF