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Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 36 milhões nesta quinta-feira

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As seis dezenas do concurso 3.020 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado e estimado em R$ 36 milhões.

Por se tratar de um concurso com final zero, ele recebe um adicional das arrecadações dos cinco concursos anteriores, conforme regra da modalidade.

As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas lotéricas e pela internet, no portal das Loterias Caixa

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

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O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.


Fonte: Agência Brasil

PF deflagra nova fase da Operação Compliance na manhã desta quinta

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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (18) a 9ª fase da Operação Compliance Zero. O objetivo é apurar a participação de um agente público em um esquema de irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional.

Em nota, a corporação informou que cumpre 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado; e Augusto Ferreira Lima, sócio no Banco Master, estão entre os alvos.

Segundo a PF, também estão sendo cumpridas medidas cautelares como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaporte.

“Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de corrupção passiva, de corrupção ativa e de lavagem de dinheiro”, detalhou a nota.

Em nota, a defesa de Augusto Lima considerou “desnecessárias” as diligências realizadas pela PF na manhã de hoje.

“Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração. De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos”. 

A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com a assessoria do senador e aguarda posicionamento.


Fonte: Agência Brasil

Moradores da Serrinha alertam para problemas infraestruturais durante audiência pública

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promoveu audiência pública, na última segunda-feira (15), para discutir a falta de infraestrutura na região da Serrinha do Paranoá. O debate foi iniciativa da deputada Paula Belmonte (PSDB) e ocorreu na Escola Classe Aspalha, Núcleo Rural do Palha, Lago Norte.

A 2ª vice-presidente da Mesa Diretora iniciou a audiência comemorando a realização do debate na escola e chamou a atenção para o fato de ela ter o abastecimento de água garantido por meio de caminhão-pipa. “Nós estamos falando de água potável, em um lugar que tem 119 nascentes, e ainda utilizamos caminhão-pipa”, disse.

 

Foto: Paula Belmonte / Agência CLDF

A primeira reivindicação veio de Aldo Zagonel, morador do Setor de Mansões do Lago Norte (SMLN). Segundo ele, a região sofre principalmente com a ausência de rede de esgoto em áreas próximas, como no Setor de Galpões, o que preocupa em especial os moradores do trecho 13 do Setor.

A atual infraestrutura da rede pluvial da área é antiga e não atende à urbanização atual, o que gera assoreamentos no Setor de Mansões. Além disso, Zagonel destacou os problemas de mobilidade urbana, segurança no trânsito e ausência de comércio na região. “Precisamos ter uma discussão ampla a respeito do que está acontecendo aqui nos últimos 40 anos e tirar o melhor proveito desse potencial maravilhoso do Setor de Mansões do Lago Norte”, finalizou.

A enfermeira Maria Inês Guedes, gerente da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Lago Norte, descreveu as dificuldades das oito equipes de saúde para cuidar da população de todo o território. Os profissionais precisam usar carro próprio para realizar as visitas domiciliares e atendem sete escolas públicas da região, onde estudam muitas crianças de outras localidades.

Sol Utre, presidente do instituto Oca do Sol, alertou os presentes na audiência sobre as ameaças que o desmatamento e as falhas na regularização fundiária representam para a região da Serrinha. Ela pontuou que a não preservação da Gleba A, área de recarga do aquífero, impedirá a infiltração da água, o que pode resultar na perda de vazão e na morte das nascentes.

Como consequência direta, diversas regiões podem ficar sem água, incluindo o Núcleo Rural do Palha, Jerivá, Sobradinho, Itapoã, Lago Norte e parte da Asa Norte. “A sociedade não é obrigada a saber a função ambiental de um território, mas o Estado é obrigado a saber a função e o serviço ambiental para a comunidade. A importância da água para uma civilização”, frisou Utre.

A distrital Paula Belmonte considerou a audiência pública muito rica e agradeceu aos participantes pelas contribuições para ampliar o conhecimento sobre a Serrinha para os condutores de políticas públicas.

Considerações da mesa

Lideranças comunitárias, representantes de associações e órgãos públicos responderam às reivindicações da comunidade. Na área do transporte, o assessor especial do gabinete da Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob), Carlos Henrique Silva, lamentou a falta de transporte público na Serrinha por conta da condição viária, mas, com as obras finais de asfaltamento, ele espera ter condições futuras para a Semob criar linhas de transporte na região e em áreas adjacentes.

“Por uma condição de segurança, não é possível uma linha em um núcleo rural sem asfalto. Pelo tamanho do ônibus, a locação e o número de pessoas que ele carrega, mas um ônibus menor é viável”, respondeu o assessor para uma das moradoras da Serrinha.

Para Gustavo Dazzmann, subsecretário dos Conselhos Comunitários de Segurança da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, “governar é ouvir o território e isso ajuda a fortalecer o diagnóstico, a definir prioridades e a fazer uma ação mais aderente à realidade daquela localidade.”

O subsecretário apresentou o programa DF 360, que centraliza o atendimento de emergências, otimiza a comunicação com o cidadão e introduz inteligência proativa por meio de alertas automáticos. Ele convidou os moradores a cadastrarem suas câmeras de segurança no programa para ampliar a capacidade de monitoramento e vigilância na região.

Por último, o assessor especial do gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Pedro Marcelo de Souza, esclareceu aos presentes os critérios de regularização fundiária urbana e rural.

“A Serrinha está em moda hoje, mas ela tem que estar na boca da população do Distrito Federal. Aqui foi mostrada a capacidade hídrica para o Distrito Federal. Às vezes vemos aquelas árvores tortas, cheias de rugas, mas são essas águas que seguram os nossos lençóis freáticos”, concluiu a deputada Paula Belmonte para encerrar a audiência.

Fonte: Agência CLDF

Goleiro Vozinha torce por novo contrato: "lugar onde possa ser feliz"

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Um goleiro cabo-verdiano, de 40 anos, sem contrato ativo com um clube, estreando na Copa do Mundo contra uma das favoritas para ganhar o Mundial: a Espanha. Ao fim da partida, foi ele o principal responsável pelo empate de 0 a 0, o que o transformou em uma celebridade mundial e no melhor jogador em campo, segundo a Federação Internacional de Futebol (Fifa).

O feito rendeu a Josimar José Évora Dias, o Vozinha, mais de 12 milhões de seguidores nas redes sociais e um lugar no coração dos brasileiros.

O guarda-redes, como é chamada a posição de goleiro em Cabo Verde, se profissionalizou aos 25 anos, muito depois do que costuma ser o padrão no futebol.

E, se tarde entrou para o nível de alto rendimento, não seria cedo que desistiria de seguir carreira. Vozinha espera que a visibilidade alcançada renda um novo contrato para que seja “feliz” nos seus últimos anos de atuação.

 


Goleiro Vozinha, de Cabo Verde
Goleiro Vozinha, de Cabo Verde

Goleiro Vozinha, de Cabo Verde – Reprodução Instagram @vozinha

Outra esperança do cabo-verdiano da ilha de São Vicente é que os jovens atletas de seu país se beneficiem da fama recente da seleção e conquistem melhores condições para a prática do esporte.

Em entrevista exclusiva ao jornalista André Vieira (que está em Cabo Verde), correspondente da Telesur ─ parceira da TV Brasil ─, Vozinha contou a expectativa dos jogadores da seleção para as próximas partidas, e um pouco da própria história e dos laços com a cultura brasileira.

Confira os principais trechos da entrevista 

André Vieira: Vozinha, aqui em Cabo Verde, estão dizendo que era 1% de chance e 99% de fé. Como está o clima para vocês após esse empate?

Vozinha: Tranquilo. Obviamente, que a malta [galera] ficou muito feliz pelo resultado, pelo esforço e pela exibição que conseguimos. Mas nós sabemos da qualidade do nosso grupo. Sabemos das nossas limitações também, mas sabemos que podemos competir com qualquer seleção.

Tudo pode acontecer em 90 minutos, mas nós estamos aqui para competir, como eu disse, para dignificar o nome de Cabo Verde. Estamos felizes com o resultado, estamos satisfeitos, mas ainda não acabou. Tem um longo caminho pela frente.

 


Entrevista do jogador de futebol e goleiro de Cabo Verde, Vozinha, a Telesur e à TV Brasil. Frame: Telesur/TV Brasil/Reprodução
Entrevista do jogador de futebol e goleiro de Cabo Verde, Vozinha, a Telesur e à TV Brasil. Frame: Telesur/TV Brasil/Reprodução

André Vieira: No Brasil, não se fala de outra pessoa. Você é uma sensação nesse momento. E uma das coisas que têm circulado bastante é o seu aumento gigantesco, fenomenal de seguidores nas redes sociais. Como você está lidando com isso?

Vozinha: Tem sido realmente incrível, não esperava por isso. Não sei como é que vou continuar a ser a mesma pessoa e o mesmo Vozinha de sempre. Mas gostaria de agradecer a todos que aderiram a isso, a todos os seguidores, a todos os brasileiros e a todas as pessoas que fizeram isso acontecer.

André Vieira: E sua mãe? Explica um pouquinho desse processo, como é que está?

Vozinha: Há muitas coisas que estão distorcidas. A minha mãe nunca viajou para fora de Cabo Verde. Ela nem gosta de ir para as outras ilhas. Para tirar ela de São Vicente e ir para outras ilhas, já é com muito esforço. Então, no primeiro momento, a minha mãe não queria vir.

Quando ouviu que eu tinha que pagar a caução de US$ 15 mil [exigência dos Estados Unidos para entrada no país], ela disse que não valia, que preferia que eu desse o dinheiro a ela. E, como ela nunca teve passaporte, ela não ligou para aquilo. Depois, já no final, quando ela viu que o meu pai já tinha ido tratar do visto, ela se sensibilizou e sentiu que era bom estar aqui. E, nesse momento, está tudo a ser tratado.

Há muitas notícias que são falsas, há muita gente que tem tentado ajudar e agradeço por isso, do fundo do coração, mas todas as providências que têm que ser tratadas, estão sendo. Vou tentar ver se convenço a minha mãe a vir, porque eu gostaria que ela estivesse cá também, mas é sempre complicado a minha mãe viajar, e espero que também consiga alguém para viajar com ela, porque ela não fala línguas estrangeiras e nunca viajou.

>> Depois da entrevista, a mãe de Vozinha obteve o visto para viajar para a Copa do Mundo

 


Vozinha, de Cabo Verde, comemora após a partida
15 de junho de 2026 IMAGN IMAGES via Reuters/Brett Davis
Vozinha, de Cabo Verde, comemora após a partida
15 de junho de 2026 IMAGN IMAGES via Reuters/Brett Davis

André Vieira: Eu queria que você falasse como foi seu começo no futebol. E também contasse um pouquinho do motivo do “Vozinha”.

Vozinha: O meu pai jogou futebol por diversão. Na minha casa, todos amam futebol e, desde sempre, tive aquela paixão por futebol, como vocês dizem no Brasil, né, desde o jardim de infância.

Sempre gostei de ir à baliza e também gostava de jogar de central, mas, quando cheguei à idade dos infantis, o treinador disse que tinha que decidir entre a baliza ou ser jogador de campo. E, como eu sempre amei a baliza, comecei por lá. No início, foi tudo muito bom, porque, na idade do sub-12, todo mundo era da mesma altura. Sempre fui um dos melhores guarda-redes da minha ilha.

Depois, já na idade do sub-17, eu era um pouco baixinho. Então, muitas vezes, os treinadores abdicavam de mim, porque era muito baixinho e metiam os guarda-redes [goleiros] maiores e mais altos.

Mas eu sempre cresci entre casa e rua. Eu passava mais tempo na rua a jogar futebol do que em casa. Acho que sempre fui uma pessoa muito focada, muito dedicada, muito disciplinada. Sempre sonhei com o futebol, em ser profissional.

Cresci com os meus avós, daí que vem o meu nome, porque era muito rebelde, andava sempre na rua. Às vezes, levava alguma porrada, no jogo ou fora do jogo, e, às vezes, não conseguia dar, porque as outras pessoas eram maiores ou eram mais fortes. E eu ficava com raiva e falava que ia fazer queixa aos meus avós.

Os meus avós sempre estiveram lá para mim e a minha mãe. E é isso. Sou um miúdo da ilha da São Vicente e cresci na rua. Cresci, sempre tive casa, mas passava mais tempo da minha infância na rua jogando futebol.

Comecei a jogar nos juniores, com 17 anos, e representei os clubes Ribeira Bote, Derby, Mindelense, Batuque. Depois, surgiu a oportunidade de ir a Angola, no Progresso, onde comecei minha trajetória profissional.

Ainda joguei seis meses em Cabo Verde, queria ir para Europa. Joguei uma época no Zimbru [da Moldávia], depois estive no Gil Vicente [Portugal] por uma época, e joguei cinco anos no Chipre, no AEL Limassol ─ a equipe em que eu joguei mais tempo. Depois, tive uma experiência na Eslováquia, e, nos dois últimos anos, joguei no GD Chaves, de Portugal.

O meu contrato terminou em maio e, nesse momento, sou um jogador livre. Estou aqui focado na seleção e no Mundial, pronto para ajudar o meu país.

 


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group H - Spain v Cape Verde - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - June 15, 2026
Cape Verde's Vozinha and Diney Borges in action with Spain's Fabian Ruiz REUTERS/Bernadett Szabo
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group H - Spain v Cape Verde - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - June 15, 2026
Cape Verde's Vozinha and Diney Borges in action with Spain's Fabian Ruiz REUTERS/Bernadett Szabo

André Vieira: O que o futebol mudou na sua vida, na vida da sua família, e qual a importância que tem esse esporte para você?

Vozinha: Eu amo o futebol. O futebol conseguiu me dar condições para ajudar a minha avó, que foi alguém que fez tudo para que eu tivesse uma boa educação e que, no final, teve Alzheimer e é uma pessoa que precisava muito de mim. Consegui ajudá-la, consegui ajudar a minha mãe, consegui construir a casa da minha mãe. Graças a Deus, sempre tive as três refeições por dia, porque os meus avós e os meus pais, mesmo não estando na mesma casa, sempre estiveram presentes na minha vida, mas o futebol deu-me tudo.

Tornou-me no que eu sou: uma pessoa ─ acho que ─ muito humilde, uma pessoa muito respeitadora, amiga de todos, uma pessoa muito disciplinada e trabalhadora. E uma pessoa muito resiliente, porque começar a jogar o futebol profissional com 25 anos, próximo de ter 26, ainda mais para um guarda-redes que não teve formação de base. É muito tarde, mas os anos todos que eu tive no futebol são anos gratificantes. Tive momentos altos e baixos, mesmo na seleção. Eu sempre fiz com amor e eu amo o meu país, eu amo representar a minha seleção.

André Vieira: A gente percebe em Cabo Verde a influência da novela e a influência do próprio futebol. Eu queria saber de você como o Brasil te influenciou, para além de jogador, como pessoa?

Vozinha: Nós, em Cabo Verde, apesar de sermos muito ricos na cultura, na música, sempre ouvimos os artistas brasileiros, ainda mais os das décadas passadas. O meu avô gostava de Roberto Carlos, por exemplo. Ivete Sangalo também ouvimos, por causa das músicas do carnaval, e Cidade Negra, Revelação, Seu Jorge. Então, sempre consumimos um pouco da música brasileira em Cabo Verde.

André Vieira: A gente esteve em uma escola de futebol e muitos dos meninos, não só os goleiros, têm você como ídolo. Quem é o seu ídolo?

Vozinha: Eu já tive muitos ídolos, mas eu gostava muito do Michel Preud’homme, que era guarda-redes do Benfica e da seleção da Bélgica, porque eu era um adepto do Benfica. Gostava muito do Rogério Ceni e do [José Luis] Chilavert, porque, quando era miúdo, gostava de bater pênaltis. O [Gianluigi] Buffon, para mim, é uma referência da baliza mundial, e gostava muito do [Edwin] van der Sar. O Buffon, dentro da baliza, e o van der Sar, por ser versátil e muito bom com os pés.

 


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group H - Spain v Cape Verde - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - June 15, 2026 Cape Verde's Vozinha in action with Spain's Gavi, Cape Verde's Kevin Pina, Spain's Mikel Oyarzabal and Cape Verde's Diney Borges IMAGN IMAGES via Reuters/Jordan Godfree
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group H - Spain v Cape Verde - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - June 15, 2026 Cape Verde's Vozinha in action with Spain's Gavi, Cape Verde's Kevin Pina, Spain's Mikel Oyarzabal and Cape Verde's Diney Borges IMAGN IMAGES via Reuters/Jordan Godfree

André Vieira: Você falando da sua família, da importância do futebol, o que que te emociona, o que toca o seu coração?

Vozinha: No nosso país, o reconhecimento é muito pouco. Somos um país sem muitas referências nacionais. E isso, eu acho, é um grande erro. Graças a Deus e ao esforço de toda a federação e de todos os jogadores, mesmo os anteriores, hoje em dia, a seleção, os Tubarões Azuis, têm um nome e já vemos muitas pessoas com a euforia, com o amor próprio, o orgulho de ser cabo-verdianos. As crianças se espelhando na gente.

E me emociono porque, nesses momentos, gostaria que os avós fossem vivos, porque foram as pessoas, tirando os meus pais, que deram tudo para eu ser o Vozinha que sou hoje.

André Vieira: Em que você acha que Brasil e Cabo Verde se parecem?

Vozinha: É uma cultura muito igual. Somos países de língua portuguesa e também fomos colonizados. Então, acho que a alegria do cabo-verdiano e do brasileiro é similar. O clima, as praias. E vocês gostam muito de se divertir, das festas, nós também, mas, culturalmente, Brasil e Cabo Verde são países muito ricos culturalmente.

André Vieira: Tem algum lugar que você gostaria de chegar depois de ter conquistado tanta coisa, agora participando de uma Copa do Mundo?

Vozinha: Nesse momento, eu quero ajudar Cabo Verde a chegar o mais longe possível no Mundial. Sei que não vai ser fácil, temos que trabalhar muito por isso. Eu acho que, pela carreira que eu fiz, por tudo o que eu fiz como pessoa e como jogador, talvez merecesse jogar em campeonatos de dimensões maiores, mas também sei que, muitas vezes, vão ver a idade.

Nesse momento, eu espero que, sinceramente, depois disso tudo, apareça algum lugar onde eu possa ser feliz, fazer um bom contrato e estar satisfeito. Vamos ver o que o futebol e a vida têm guardado para mim para esses últimos dois, três ou quatro anos da minha carreira.

Eu sou grato por estar aqui na Copa e estar a representar o meu país. Era só um sonho e eu estou na realidade. No futebol, o dia de amanhã, não sabemos, mas o que importa é o dia de hoje. Vamos trabalhar para dignificar Cabo Verde. E, quiçá, eu abro portas para alguns mercados, onde me queiram mesmo com a minha idade e onde possa ser feliz.

 


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group H - Spain v Cape Verde - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - June 15, 2026
Cape Verde's Vozinha in action as he makes a save IMAGN IMAGES via Reuters/Brett Davis
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group H - Spain v Cape Verde - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - June 15, 2026
Cape Verde's Vozinha in action as he makes a save IMAGN IMAGES via Reuters/Brett Davis

André Vieira: Vem aí Uruguai e Arábia Saudita. Qual é a principal dificuldade desses dois grupos, desses dois times que vocês vão enfrentar logo, logo?

Vozinha: Acho que vai ser muito difícil. O Uruguai é uma seleção que tem uma alma, uma garra, que é extraordinária. Uma seleção que já foi campeã mundial, com jogadores top mundiais. Vamos estar a fazer de tudo para contrariar o Uruguai.

Arábia também é uma seleção que já tem mais andanças no Mundial que a gente. Uma seleção que ganhou da Argentina no último Mundial. Mas temos que pensar em nós, entrar no campo como entramos com a Espanha, não vendo caras, não vendo nomes, e fazer o que tiver ao nosso alcance.

André Vieira: E, para finalizar, uma mensagem para o mundo, para o seu povo e para todo mundo que te acompanha.

Vozinha: Agradecer por todo o carinho que tenho recebido, por tudo que têm feito por mim, os apoios todos. Só dizer obrigado. Obrigado mesmo, de coração. Estou de coração cheio. E continuem apoiando Cabo Verde.

Fonte: Agência Brasil

Dia da Advocacia Trabalhista será comemorado na CLDF nesta sexta-feira (19)

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Comemorado em 20 de junho, o Dia da Advocacia Trabalhista será tema de solenidade no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal, nesta sexta feira (19), às 10h, por iniciativa do deputado Ricardo Vale (PT). O parlamentar é autor da Lei 7.509/2024, que estabeleceu a data no Calendário Oficial de Eventos do Distrito Federal.

“A proteção ao trabalho é fator de dignidade da pessoa humana e exige ações de valorização da Advocacia Trabalhista e da Justiça do Trabalho, ameaçadas pela ganância do capitalismo, que a todo instante luta para reduzir os direitos da classe trabalhadora e aniquilar os instrumentos estatais de sua proteção”, avalia o distrital.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

A data escolhida lembra a fundação, no Rio de Janeiro, da Associação Carioca de Advogados Trabalhistas (ACAT), em 20 de junho de 1963, primeira organização da categoria criada no Brasil, que incentivou o surgimento de entidades semelhantes em todo o país.

A Associação de Advogados Trabalhistas do Distrito Federal (AATDF) participará da sessão solene da CLDF, que será transmitida ao vivo pela TV Câmara Distrital.

Fonte: Agência CLDF

Copa 2026: jogos desta quinta-feira abrem 2ª rodada da fase de grupos

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A Copa do Mundo Fifa 2026 abre nesta quinta-feira (18) a segunda rodada da fase de grupos. Ao longo do dia, quatro partidas serão disputadas pelos grupos A e B. A primeira, às 13h, coloca frente a frente República Tcheca e África do Sul, em Atlanta.

Às 16h, a Suíça vai encarar a seleção de Bósnia e Herzegovina em Los Angeles. Na sequência, às 19h, Canadá e Catar se enfrentam em Vancouver.

A última partida do dia será às 22h, entre México e Coreia do Sul, em Guadalajara.

Jogos desta quinta-feira, 18 de junho

13h – República Tcheca x África do Sul (Grupo A)

16h – Suíça x Bósnia e Herzegovina (Grupo B)

19h – Canadá x Catar (Grupo B)

22h – México x Coreia do Sul (Grupo A)
 

⚽ Fique por dentro das partidas e resultados. Veja a tabela de pontos por grupos
 

Grupo A

Com três pontos obtidos após vencerem suas partidas na primeira rodada, México e Coreia do Sul disputam a liderança provisória do Grupo A. Quem vencer hoje, praticamente garante vaga antecipada na próxima fase.

A equipe mexicana tem melhor saldo de gols, já que venceu a África do Sul por 2 a 0 na estreia – ante ao placar de 2 a 1 da partida entre Coreia do Sul e República Tcheca.

Os resultados adversos para a República Tcheca e a África do Sul na primeira rodada dão, portanto, tom de dramaticidade à partida de hoje entre as duas equipes. Quem perder corre grande risco de ficar de fora da segunda fase da competição.

Grupo B

Com dois empates pelo mesmo placar (1 a 1) na estreia, o Grupo B segue totalmente em aberto nesta segunda rodada.

A Suíça enfrenta a Bósnia e Herzegovina em igualdade de condições, após empatar com o Catar, que agora enfrenta o Canadá.

Dessa forma, qualquer vitória pode representar a liderança isolada do grupo. No entanto, não garantirá classificação.

O cenário, portanto, está indefinido, garantindo emoção até a terceira e última rodada da fase de grupos, com todas as equipes dependendo de combinação de resultados e critérios de desempate, como saldo de gols.

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Fonte: Agência Brasil

Regras sobre combustível sustentável de aviação devem sair em breve

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O chamado Decreto do SAF, que vai ditar as regras para o esforço das companhias aéreas reduzirem as emissões de gás carbônico (CO₂), está em “vias de ser publicado”, afirmou nesta quarta-feira (17) a coordenadora-geral de Biodiesel e Outros Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Lorena Mendes de Souza.  

SAF é a sigla em inglês para Sustainable Aviation Fuel (Combustível Sustentável de Aviação), apontado como principal caminho para descarbonização do setor de aviação.  

O decreto tem como objetivo regulamentar a Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/2024), que traça rotas para a transição energética no país, diminuindo a emissão de gases do efeito estufa – como o CO₂ – causadores do aquecimento global e, consequentemente, das mudanças climáticas. 

“Aproveito para avisar, de antemão, que o Decreto do SAF está em vias de ser publicado, está no Ministério da Casa Civil da Presidência da República, aguardando os trâmites finais”, revelou Lorena Souza. 

“Com essa publicação, a gente consegue dar um passo muito importante para essa política pública, para previsibilidade dos investimentos em biorrefino no Brasil”, completou.  

As declarações foram durante o evento Fórum IBP – SAF Brasil 2026, promovido no Rio de Janeiro pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), que representa empresas do setor. Ela participou por videoconferência. 

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Combustível do futuro

A Lei do Combustível do Futuro instituiu o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), um conjunto de políticas que incentiva a pesquisa, produção, comercialização e uso energético do SAF.  

O SAF é uma mistura do querosene da aviação com matérias-primas renováveis, como óleos vegetais, gordura animal ou etanol de cana-de-açúcar ou de milho. Essa mistura permite cortar em até 80% as emissões de gases do efeito estufa associadas ao combustível. 

Uma das metas do programa é que, a partir de 2027, as companhias aéreas reduzam em 1% as emissões de gases do efeito estufa. O grau de diminuição é escalonado, de forma que o setor chegue em 2037 com regressão de 10% das emissões.  

No cenário internacional, a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO, na sigla em inglês) determinou como meta a neutralidade de emissões até 2050, ou seja, sequestrar ou recompensar a quantidade de gases emitidos.  

De acordo com o diretor-executivo de Downstream (fluxo final de um processo) do IBP, Carlos Orlando Enrique da Silva, o SAF é o “produto que aparece com maior relevância para enfrentar essa transição energética”. 

A Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA, na sigla em inglês) estima que 65% das reduções de emissões até 2050 serão alcançadas pelo SAF. Segundo a gerente para Brasil da Iata, Simone Warmbrand, em 2026, a produção do SAF no mundo está em 2,4 milhões de toneladas, 0,8% do uso global de combustíveis na aviação. 

Interessados à espera

O Decreto do SAF é esperado por produtores, pelo setor de aviação e por agências reguladoras federais, como forma de destravar produção e demanda do combustível no país. 

A assessora especializada em SAF Priscilla Vieira, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mostrou expectativa para a publicação do decreto, que traçará qual deve ser a atuação da Anac como reguladora do uso de SAF pelas empresas aéreas.  

 “A Anac trabalha contra o relógio. Tudo depende da assinatura e publicação do decreto. Esperamos que saia essa semana”, afirmou.   

 Ela antecipou que o decreto apresentará pontos como obrigações e direitos de produtores, importadores, agentes misturadores e operadores aéreos. A Anac precisa da publicação para regulamentar o texto. 

Outra agência reguladora que espera pelo Decreto do SAF é a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ligada ao MME. 

“Tem algumas dúvidas que estou esperando o decreto para esclarecer”, disse a superintendente adjunta de Tecnologia e Meio Ambiente da ANP, Maria Auxiliadora de Arruda Nobre.

Ela adiantou que caberá à ANP questões como regulação da qualidade do combustível, garantindo segurança operacional, e metodologia de cálculo das emissões dos voos. 

A superintendente reforçou a visão de que o SAF é o caminho para transição energética nos ares, diferentemente da indústria automotiva, na qual a eletrificação é apontada como promissora.  


Rio de Janeiro (RJ), 17/06/2026 – A assessora na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Priscilla Vieira e a superintendente adjunta em tecnologia e meio ambiente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Auxiliadora Nobre durante o Fórum IBP – SAF Brasil 2026: da Regulação à Operação, no Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 17/06/2026 – A assessora na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Priscilla Vieira e a superintendente adjunta em tecnologia e meio ambiente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Auxiliadora Nobre durante o Fórum IBP – SAF Brasil 2026: da Regulação à Operação, no Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Petrobras 

No Brasil, a Petrobras é a principal produtora e fornecedora do SAF, representando 92% de todo o combustível vendido atualmente. O SAF da companhia é produzido na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, mas há planos para estender a outras unidades. 

O gerente executivo de Gestão Integrada da Transição Energética da Petrobras, William Vella Nozaki, participou do encontro e transmitiu um recado da presidente da companhia, Magda Chambriard.  

“Ela me disse: ‘assim como o conjunto do setor aéreo e energético, estamos ansiosos pela publicação do decreto’”, reproduziu.  

Participaram do encontro empresas do setor agro e energético, como Raízen (etanol), Bugen (agronegócio) e Vibra (distribuidora).   

Nozaki acrescentou que Chambriard garantiu que “qualquer que seja o texto do decreto, estaremos juntos na busca por uma solução que envolva caminhos para rastreabilidade, para certificação e para uma eficiência tanto de preços quanto fiscal, para que essa alternativa de transição energética seja também uma alternativa de segurança energética para o país”. 

Além da Petrobras, uma empresa que busca produção do SAF é a Acelen Renováveis, do grupo privado que já é dono da refinaria de Mataripe (antiga Landulpho Alves), em São Francisco do Conde, na Bahia. 

A Acelen vai desenvolver o SAF a partir da macaúba, uma planta nativa brasileira adaptada ao cerrado. 

Preço 

Uma das preocupações com o combustível sustentável de aviação é o custo, mais alto que o tradicional querosene fóssil de aviação.  

A assessora da Anac Priscilla Vieira acredita que a Lei Combustível do Futuro pode ter o efeito de criar demanda, de forma que o preço final do SAF seja mais acessível. 

“Criou uma demanda para trazer previsibilidade para os produtores de combustível. Os produtores vão investir, vão trazer investimento do mercado financeiro para conseguir começar a produzir”, disse. 

“A oferta entra, a pressão da demanda cai um pouco, então o preço talvez acomode um pouquinho, mais para baixo do que a gente tem hoje, com uma pressão de demanda muito alta”, finalizou. 

Fonte: Agência Brasil

Projeto dispensa licitação para medicamentos produzidos pela Hemobrás

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (17) o projeto de lei que dispensa a exigência de licitação para o fornecimento de medicamentos hemoderivados ao Sistema Único de Saúde (SUS) se a Hemobrás for a única instituição a produzi-los. 

A proposta foi aprovada por 285 votos favoráveis e 106 contrários e será enviada ao Senado.

Criada em 2004, a Hemobrás é uma estatal que produz medicamentos derivados do fracionamento do plasma do sangue doado nos postos de coleta em todo o país.

O autor do projeto de lei (PL) 424/15, deputado Jorge Solla (PT-BA), disse que o estado brasileiro vai poder usar o seu poder de compra para apoiar o desenvolvimento tecnológico nacional. 

“Tais bens e serviços são imprescindíveis para dotar nosso setor de saúde de uma capacidade eficaz e de qualidade, sem a qual o Brasil não poderá garantir a continuidade de sua política de defesa da saúde e do desenvolvimento nacional”, afirmou.

Solla disse ainda que a licitação não deve ser exigida porque a única empresa no país que pode preparar e entregar hemoderivados é pública.

O relator no plenário, deputado Clodoaldo Magalhães (PV-PE), disse que a proposta está em harmonia com a legislação, pois condiciona a dispensa de licitação ao fato de existir apenas uma instituição pública que produza o medicamento no país.

“De modo a evitar que outras instituições e empresas que produzem medicamentos por biotecnologia sejam obrigatoriamente afastadas das contratações públicas, em prejuízo da eficiência”, argumentou.

No ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou dois blocos de produção de medicamentos hemoderivados da Hemobrás em Goiana (PE). 

O objetivo é ampliar a capacidade de produção de medicamentos a partir do plasma, como albumina, imunoglobulina e fatores de coagulação usados no tratamento de queimaduras graves, hemofilias, doenças raras, pacientes de UTI e procedimentos cirúrgicos de grande porte.

A previsão é que até o próximo ano, a empresa domine todas as etapas de produção e consiga atender à demanda integral do SUS, com economia prevista pelo governo de até R$ 1 bilhão por ano para o Ministério da Saúde (MS).


Fonte: Agência Brasil

Bolsonaro diz ao STF que não está proibido de manter arma em casa

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A defesa de Jair Bolsonaro confirmou nesta terça-feira (17) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-presidente é proprietário da arma de fogo que foi apreendida com um de seus seguranças durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

A manifestação foi enviada à Corte após o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, determinar que a defesa esclareça o episódio.

No documento, os advogados afirmaram que a arma está registrada regularmente em nome de Bolsonaro e possui Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf).

De acordo com a defesa, o ex-presidente, que está em prisão domiciliar, pediu ao segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, que faz parte de sua equipe particular e foi parado na blitz, para levar o armamento para conserto.

Os advogados afirmaram que Bolsonaro constatou que a arma não estava funcionando.

“Recentemente, o peticionário constatou, pelo simples acionamento do ferrolho, sem qualquer necessidade de disparo, que o mecanismo não estava funcionando regularmente”, disse a defesa.

Os advogados também afirmaram que a posse do amamento não tem relação com o fim do prazo de 90 dias para encerramento da prisão domiciliar e que Moraes não determinou a apreensão do armamento durante a tramitação do processo da trama golpista, no qual Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão.

“Consigna-se, ainda, que, apesar da condenação imposta na AP 2668, não foi determinada a entrega de armas, o cancelamento de registros ou qualquer providência semelhante. O peticionário, portanto, não se encontrava em situação irregular”, concluiu a defesa.

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Apreensão

A arma foi apreendida às 23h30 da última segunda-feira (15), quando um Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga. Na abordagem, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e disse que a arma pertencia ao ex-presidente.

Durante a blitz, também foi localizado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9 milímetros (mm). O motorista foi conduzido até uma delegacia, onde afirmou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane. Em depoimento, ele relatou ainda que retirou a pistola no próprio dia 15 com a finalidade de realizar o reparo e que o armamento seria devolvido no dia seguinte.

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Remédios

A defesa de Bolsonaro também afirmou que a arma chegou a ser retirada do ex-presidente no ano passado, após o rompimento da tornozeleira eletrônica.

“Embora possuísse regularmente o armamento, as medicações psiquiátricas que vinham sendo ministradas ao peticionário, capazes de afetar sua cognição — e que, inclusive, foram determinantes no episódio do rompimento da tornozeleira eletrônica —, levaram sua equipe de segurança, sem seu conhecimento prévio, a retirar o percussor da arma, tornando-a inoperante”, acrescentou.

Fonte: Agência Brasil

Brasil domina França e segue sem perder na Liga das Nações feminina

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A seleção brasileira feminina de vôlei venceu a França por 3 sets a 0 (parciais de 25/22, 25/19 e 25/15) na partida que abriu a segunda semana da Volleyball Nations League (Liga das Nações de Vôlei) nesta quarta-feira (17), em Ankara (Turquia). A equipe comandada por José Roberto Guimarães – que teve Paulo Coco à beira da quadra –  manteve os 100% de aproveitamento na competição, e lidera a classificação geral com cinco vitórias em cinco jogos. O torneio tem transmissão ao vivo online no streaming da Federação Internacional de Voleibol (World Volleyball).

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A ponteira Ana Cristina, com 13 pontos, foi a maior pontuadora do Brasil no confronto, que teve 1h26 de duração. O desempenho da seleção foi especialmente eficiente no saque, com oito aces contra apenas dois das francesas.

Nesta quarta, José Roberto Guimarães cumpriu suspensão de uma partida por ter se envolvido em uma confusão com a comissão técnica da Bulgária, em jogo disputado na semana passada. Ele volta ao banco de reservas do Brasil nesta quinta-feira, quando a seleção enfrenta a Bélgica, a partir das 10h, no horário de Brasília. 



Fonte: Agência Brasil