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Trabalhadores informais fazem novo ato contra programa Tolerância Zero

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Camelôs, vendedores ambulantes e trabalhadores informais voltaram a se reunir neste sábado (19), em frente ao Hotel Fasano, em Ipanema, para mais um protesto contra o programa Tolerância Zero, da Prefeitura do Rio de Janeiro, que intensificou a fiscalização do comércio ambulante na orla da zona sul. 

A manifestação é o quarto ato consecutivo realizado pela categoria esta semana e ocorre um dia após o Ministério Público Federal (MPF) pedir à Justiça a suspensão do programa

Com panelas, apitos, tambores e palavras de ordem como Unidos podemos trabalhar, os ambulantes pretendem chamar atenção para o que classificam como criminalização da categoria e cobrar abertura de uma mesa de negociação com a prefeitura.

A coordenadora do Movimento Unido dos Camelôs (Muca), Maria de Lourdes do Carmo, conhecida como Maria dos Camelôs, garantiu que as mobilizações continuarão “enquanto não houver diálogo”

“Vai ter ato todos os dias. As pessoas já estão se organizando para voltar às ruas. Esse é o quarto dia seguido de manifestação, além da mobilização da semana passada. A gente não vai abaixar a cabeça diante da criminalização que estão fazendo com a categoria”, disse.

Segundo Maria, os trabalhadores defendem o ordenamento do comércio ambulante, mas reivindicam que o município diferencie vendedores informais de organizações criminosas e avance na regularização de quem aguarda autorização para trabalhar

“Nossa reivindicação é simples, queremos trabalhar. Somos favoráveis ao ordenamento e ao combate às irregularidades, mas não aceitamos que toda a categoria seja tratada como criminosa. Há trabalhadores esperando há anos pela licença da prefeitura. É preciso abrir esse diálogo e garantir o direito ao trabalho”, afirmou.

Ação do MPF

Na sexta-feira (18), o Ministério Público Federal ajuizou uma ação civil pública pedindo a suspensão imediata do programa Tolerância Zero. 

O órgão sustenta que a prefeitura implantou uma política permanente de fiscalização da orla sem observar as normas federais que disciplinam a gestão das praias e bens da União. 

O MPF também pede que a União e o município elaborem, em conjunto, um plano para compatibilizar o ordenamento urbano, o combate ao crime organizado e a proteção dos direitos dos trabalhadores ambulantes.

Para o procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão Julio Araujo, a medida foi implementada sem diálogo com a União, sem participação da sociedade e sem a apresentação de alternativas para a regularização dos milhares de ambulantes que dependem da atividade para garantir renda.

Após a ação do MPF, o prefeito em exercício, Eduardo Cavaliere, afirmou, em publicação nas redes sociais, que o programa será mantido. 

Ele classifica o pedido do Ministério Público como uma “absoluta inversão de valores” e defendeu que a prefeitura tem competência constitucional para atuar no ordenamento urbano e no combate às estruturas criminosas que exploram ilegalmente o comércio ambulante na orla.

Segundo Cavaliere, a fiscalização busca enfrentar organizações ligadas ao crime organizado e garantir a autoridade do poder público sobre o espaço urbano.

Maria dos Camelôs criticou a resposta do prefeito e disse que o movimento considera insuficiente a ausência de diálogo com a categoria. 

“A resposta do prefeito foi desrespeitosa com o Ministério Público e com o procurador Julio Araujo. Além disso, continua sem abrir uma mesa de negociação com os trabalhadores e segue criminalizando um setor importante, que faz a roda da economia girar e tem papel relevante para a sociedade”, disse.

A coordenadora afirmou que o movimento pretende ampliar a articulação institucional nas próximas semanas. Segundo ela, representantes da categoria iniciaram contatos com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e pretendem levar as reivindicações ao governo federal. 

“Nosso próximo passo é fazer uma denúncia ao governo federal. Já começamos a conversar com a SPU e queremos tratar diretamente desse assunto com o governo. Queremos um cessar-fogo nesta guerra entre a prefeitura e os trabalhadores”, disse.

Fonte: Agência Brasil

Irmãos são condenados pela morte do contraventor Fernando Iggnácio

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Os irmãos Pedro Emanuel e Otto Samuel D’ Onofre Andrade Silva Cordeiro foram condenados pelo I Tribunal do Júri do Rio de Janeiro pelo assassinato do contraventor Fernando Iggnácio, genro do bicheiro Castor de Andrade, um dos principais contraventores do Rio de Janeiro nas décadas de 1970/1980. O crime aconteceu em novembro de 2020, no Recreio dos Bandeirantes, zona sudoeste da cidade. 

O juiz Thiago Portes, que presidiu a sessão, fixou a pena de Pedro Emanuel em 32 anos, 9 meses e 18 dias de prisão. O irmão, Otto Samuel, recebeu a sentença de 31 anos, 5 meses e 6 dias. Ambos cumprirão a pena em regime inicialmente fechado. 

Fernando Iggnácio, casado com a filha de Castor de Andrade, foi vítima de uma emboscada no estacionamento do heliponto Heli-Rio, na Avenida das Américas, no Recreio dos Bandeirantes, após retornar de helicóptero de Angra Reis, na Costa Verde, como fazia todas às segundas-feiras, sempre acompanhado da mulher. Iggnácio passava os finais de semana na casa de praia.

De acordo com a denúncia, os executores ficaram escondidos em um terreno vazio, vizinho ao heliponto, e usaram fuzis para disparar contra a vítima. Ele foi morto com um tiro na cabeça.

Na sentença, o magistrado destacou a “frieza e violência exagerada” da ação. Ele ressaltou que Pedro Emanuel, sendo policial militar na época, traiu seu dever funcional ao usar conhecimentos técnicos da corporação para servir à “máfia do jogo do bicho”. 

Um dos pontos determinantes para o aumento da pena foi o fato de o crime ter sido cometido na presença da esposa de Iggnácio. Ela estava dentro do helicóptero e presenciou o marido ser atingido a poucos metros de distância. 

Os réus optaram pelo silêncio durante o interrogatório. Após a leitura da sentença, a defesa dos irmãos informou que pretende recorrer da decisão junto à segunda instância. 

Outro acusado, Rodrigo Silva das Neves, já havia sido julgado e condenado em abril deste ano a mais de 32 anos de reclusão.

O contraventor Rogério de Andrade, primo da mulher de Iggnácio, apontado como mandante do crime, responde ao caso em um processo separado. Ele está preso em presídio federal, fora do Rio, aguardando julgamento.


Fonte: Agência Brasil

Jogo no Irã há 10 anos faz campeão mundial ter entrada vetada nos EUA

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O ex-lateral Joan Capdevila, campeão mundial pela Espanha em 2010, revelou que teve a entrada vetada nos Estados Unidos. Ele pretendia acompanhar, ao lado dos filhos, a final da Copa do Mundo, neste domingo (19), em Nova Jersey, a partir das 16h (horário de Brasília), entre a seleção de seu país e a Argentina.

Titular da Fúria – apelido da seleção espanhola – na decisão há 16 anos, contra a Holanda, no Soccer City, em Joanesburgo, na África do Sul, Capdevila disse, na rede social X, que o cadastro no Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem (Esta, na sigla em inglês), necessário para viajar aos Estados Unidos, sem visto, por até 90 dias, foi rejeitado. 

Na publicação, o ex-atleta marcou o perfil de Donald Trump, presidente norte-americano, a quem pediu ajuda.

Em depoimento à imprensa espanhola, que ele próprio repostou no perfil do X, o ex-defensor, de 48 anos de idade, afirmou que o veto se deu por conta de um amistoso do qual participou em Teerã, capital do Irã, em 2016. Em reta final de carreira, ele atuou por um time de ex-jogadores da LaLiga, como é conhecido o Campeonato Espanhol, contra um combinado de estrelas do futebol iraniano. 

Entre os participantes do jogo festivo, estava o ex-volante Marcos Senna, brasileiro naturalizado espanhol.

Capdevila foi convidado pela Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), assim como outros integrantes do time de 2010, para acompanhar a final em Nova Jersey. 

Nomes como Iker Casillas, goleiro campeão do mundo na África do Sul; Carles Puyol e Sérgio Ramos, ambos zagueiros daquela equipe, e Xavi Hernández, ex-meia, já estão nos Estados Unidos.

O ex-lateral também acionou, por meio do X, os perfis do Ministério da Educação, Formação Profissional e Esportes espanhol, e do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Não houve resposta, pelo menos, via rede social.

“Acabam de me dizer que não posso viajar à final com meus filhos porque me negaram o Esta. Alguém pode me ajudar com isto? Não sabem o quanto queria estar ali com meus companheiros de 2010 e com esta seleção para torcer. Não posso acreditar que não me permitam entrar nos Estados Unidos e que perderei um momento assim com meus filhos, que tanto amamos ao futebol. Se alguém souber como solucioná-lo, ficarei eternamente grato”, escreveu Capdevila.

Polêmica

Conforme o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, quem esteve no Irã em ou após 1º de março de 2011, ou tem dupla nacionalidade com o país, fica inelegível para o Esta. As duas nações estão em guerra, o que já havia causado problemas a torcedores iranianos e à própria seleção asiática durante a Copa do Mundo.

Antes do Mundial, atletas, dirigentes e membros da comissão técnica do Irã encontraram dificuldades para obterem o visto de entrada em território estadunidense, para onde estavam marcados os jogos da primeira fase. 

A solicitação à Federação Internacional de Futebol (Fifa) para que as partidas fossem levadas ao México, também país-sede e que acabou sendo a base da seleção no evento, acabou negada.

Além disso, o governo norte-americano autorizou a entrada da delegação iraniana no país somente um dia antes do time ir a campo. 

Após o empate por 2 a 2 com a Nova Zelândia, em Los Angeles, na estreia da Copa, a Irna, agência estatal do Irã, revelou que, por conta da burocracia, um atraso “injustificável” prejudicou o retorno para Tijuana, cidade mexicana onde a equipe ficou concentrada.

Em mais de uma ocasião, o técnico Amir Ghalenoei reclamou que a delegação estava sofrendo um “tratamento desigual” e se preparando nas “piores condições possíveis”. 

O atacante e capitão Medhi Taremi declarou que a Fifa e as autoridades dos Estados Unidos “fizeram de tudo” para eliminar o país o quanto antes. Invicto com três empates em um grupo que ainda tinha Egito e Bélgica, o Irã se despediu ainda na primeira fase.

Fonte: Agência Brasil

Seleção masculina perde e pode dar adeus à Liga das Nações de vôlei

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O momento da seleção masculina de vôlei é o pior possível na Liga das Nações. A derrota por 3 sets a 0 para a Polônia, atual campeã, com parciais de 25/22, 28/26 e 25/19, na noite desta sexta-feira (17), em Chicago, nos Estados Unidos, deixou o Brasil a um passo de ser eliminado na primeira fase da competição, o que seria inédito em oito edições.

A equipe comandada por Bernardinho ocupa, neste momento, a nona posição entre 18 seleções, com seis vitórias, cinco derrotas e 16 pontos. A uma rodada do fim da fase de classificação, o time verde e amarelo precisa ficar, pelo menos, na sétima colocação para chegar às quartas de final.

A vitória por 3 sets a 0 ou 3 a 1 vale três pontos. Se o triunfo for por 3 a 2, a equipe ganhadora soma dois pontos e a que perde faz um ponto.

Os brasileiros voltam a jogar neste domingo (19), às 14h (horário de Brasília), contra a China, novamente em Chicago, mas precisam ficar atentos a outros resultados para terem chances de classificação. 

O primeiro neste sábado (19). No duelo entre Estados Unidos e Bulgária, às 22h, também na cidade norte-americana, os búlgaros não podem ganhar por 3 a 0 ou 3 a 1.

No domingo, o Brasil, primeiro, tem de torcer pela derrota da Ucrânia para a Alemanha, em jogo que começa às 11h30, em Belgrado, na Sérvia. Depois, fazer a lição de casa e derrotar a China, de preferência por 3 a 0 ou 3 a 1, para somar os três pontos. Por fim, precisa que a Bulgária perca da França – e não ganhe sets – em partida com início às 18h.

A derrota para a Polônia foi a quinta nos últimos sete compromissos pela Liga das Nações. Todos os reveses foram por 3 a 0 ou 3 a 1. Nas duas vitórias do recorte, uma foi por 3 a 2 sobre o Canadá e outra, esta sim, por 3 a 0 diante da França. Ou seja, de 21 pontos possíveis, a equipe somou apenas cinco.

O ponteiro Lucarelli e o oposto Darlan, ambos com 12 pontos, foram os brasileiros com melhor desempenho no jogo. O ponteiro polonês Tomasz Fornal, com 13 pontos, sendo quatro de saque, comandou o triunfo dos atuais campeões.

“Nossos dois primeiros sets foram de alto nível, mas acabamos cometendo erros em situações que deveriam ser fáceis. Temos que lidar melhor com esses momentos e aproveitar os contra-ataques. Perder para um time forte como a Polônia desta maneira traz o pior sentimento possível”, lamentou Lucarelli, capitão do Brasil, em depoimento ao site da Federação Internacional de Vôlei (FIVB).

A Liga das Nações surgiu em 2018. O Brasil venceu a edição de 2021, na única vez em que foi à final. O torneio substituiu, no calendário anual, a Liga Mundial, que foi disputada entre 1990 e 2017 e teve justamente a seleção brasileira como maior campeã, com nove títulos.

Fonte: Agência Brasil

Apex prevê plano de R$ 130 milhões para diversificar exportações

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Após o tarifaço adicional dos Estados Unidos (EUA) contra parte das exportações do Brasil, a Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (ApexBrasil) anunciou um plano de R$ 130 milhões, a ser lançado em agosto, para diversificar as vendas do Brasil no exterior e reduzir os impactos das tarifas estadunidenses.

Vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a ApexBrasil informou que o plano será lançado em parceria com 57 setores econômicos do país, nas mais diversas áreas, que reúnem 2,4 mil empresas exportadoras.

“A expansão para outros mercados a gente já faz. O que a gente vai trabalhar agora é a diversificação. É um novo olhar sobre novas oportunidades a partir de um novo cenário do comércio internacional”, explicou, nesta sexta-feira (17), o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, em entrevista coletiva.

O chefe da agência estatal disse que as prioridades são o mercado da União Europeia, até pelo recente acordo com o Mercosul, além dos países que integram a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), como Indonésia, Malásia, Tailândia, Vietnã, entre outros, e que apresentam altas taxas de crescimento.

Países da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão, também estão entre os possíveis novos mercados a serem explorados pelas empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço dos EUA.

“São países de alto crescimento e desenvolvimento, eles têm procurado muito o Brasil para parcerias em investimento e estão crescendo a 7% ou 8% [do Produto Interno Bruto, PIB], com população jovem, e que demandam, inclusive, produtos que o Brasil tem”, disse.

Tarifaço de Trump

Na quarta-feira (15), o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) confirmou uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros alegando supostas práticas “desleais” no comércio por parte do Brasil.

O governo brasileiro rejeita as justificativas usadas para a taxação, alegando que a medida tem motivação política e que Washington exigia abertura total de mercados sem contrapartida. As novas tarifas valem a partir do dia 22 de julho.

Os produtos afetados pelas tarifas anunciadas na quarta corresponderam, no ano passado, a US$ 7,2 bilhões em exportações aos EUA. O valor total vendido ao país em 2025 somou US$ 38 bilhões, segundo dados da ApexBrasil.

Durante as negociações, a lista dos produtos isentos passou de 615 para 699, aumentando o valor isento das tarifas de US$ 20,6 bilhões para US$ 22,8 bilhões do total exportado, considerando ainda os dados de 2025.

O presidente da instituição para exportações brasileiras afirmou que houve, no primeiro semestre do ano, uma redução de cerca de US$ 2,6 bilhões em exportações para os EUA, resultado das tarifas aplicadas anteriormente.

“Mas tivemos um aumento de US$ 3,1 bilhões para a Europa, US$ 2,5 bilhões para a Índia, e US$ 10,5 bilhões para a China, só para citar alguns dos destinos mais importantes”, disse Laudemir Müller.

As negociações do Mercosul com Índia, Japão e Canadá também foram apontadas como oportunidades para diversificar o comércio exterior do Brasil, reduzindo a dependência dos estadunidenses.
 


Imagem de drone mostra o Porto de Santos (SP), 31 de julho de 2025. REUTERS/Jorge Silva
Imagem de drone mostra o Porto de Santos (SP), 31 de julho de 2025. REUTERS/Jorge Silva

 No primeiro semestre do ano, Brasil registrou redução de cerca de US$ 2,6 bilhões em exportações para os EUA – Reuters/Jorge Silva/ Proibido reprodução

Diversificação já começou

O presidente da ApexBrasil ressaltou que esse trabalho de diversificação está em andamento desde as primeiras tarifas impostas pelos EUA, ainda em 2025.

“Isso implica dizer que 72% das 2,4 mil empresas que exportam para os EUA, e que são apoiados pela ApexBrasil, já diversificaram o mercado entre junho de 2025 e maio de 2026. Elas acrescentaram, nesse período, pelo menos um novo destino de suas exportações”, disse.

Ainda segundo Müller, há mercados mais fáceis de serem abertos, e outros em que será preciso realizar um trabalho de médio ou longo prazo.

“Tem outros setores que vão demorar um pouco mais e que talvez seja mais complexo. Muitas vezes a gente precisa, inclusive, criar o mercado em outro país. Nós vamos ter que chegar ao mercado chinês, por exemplo, para dizer ‘olha, existe uma rocha brasileira que tem tal característica e ela pode também servir ao seu mercado’”, explicou.

Brasil é procurado pelo mundo

Apesar das dificuldades, o presidente da Apex Brasil avalia que o país tem se destacado no mundo como um país “amigo, um fornecedor estável”.

“Tanto é que nós tivemos US$ 77 bilhões de entrada de investimentos no ano passado. Fomos o quinto maior recebedor de investimentos do mundo. Os países em desenvolvimento tiveram um crescimento de 2% na atração de investimentos, o Brasil teve um crescimento de 22% na atração de investimentos e é o principal destino já dos investimentos chineses”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

Moraes nega pedido para Javier Milei visitar Bolsonaro em casa

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (18) o pedido para o presidente da Argentina, Javier Milei, visitar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre em prisão domiciliar a pena de 27 anos e 3 meses por liderar uma tentativa de golpe de Estado.

A defesa de Bolsonaro havia solicitado autorização para que a visita ocorresse em 25 de julho, quando Milei estará no Brasil para a convenção nacional do PL.

Na decisão deste sábado, Moraes considerou prejudicado o pedido para a visita após ter suspendido na sexta-feira (17) qualquer visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro por 30 dias, com exceção de advogados e médicos.

A medida foi tomada depois de o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, publicar nas redes sociais uma carta escrita por Bolsonaro.

Moraes entendeu que o ex-presidente violou uma das condições impostas para o regime domiciliar, a de não acessar ou utilizar as redes sociais.

A defesa de Bolsonaro alegou que ele não sabia que a carta seria publicada por Flávio, argumento que foi rejeitado por Moraes. Em decisão anterior, o ministro já havia restringido o senador de visitar o pai por 90 dias, ordem que foi mantida na sexta. 

Jair Bolsonaro foi condenado no ano passado pela Primeira Turma do Supremo, após ser considerado culpado de liderar uma tentativa de golpe de Estado junto com integrantes civis e militares de seu governo.

O ex-presidente chegou a ser preso em regime fechado, mas acabou tendo a prisão domiciliar humanitária concedida devido ao seu estado de saúde e após ter sido levado às pressas para o hospital. 

Ele cumpre a pena em sua residência de Brasília.

Fonte: Agência Brasil

Lei garante padrão mínimo de infraestrutura nas escolas públicas do DF

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Lei prevê a disponibilização de itens obrigatórios nas escolas como biblioteca escolar, laboratórios de ciências e informática equipados, entre outros

Já está valendo a Lei nº 7.878/2026, promulgada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, que estabelece condições mínimas de estrutura para todas as unidades escolares da rede pública de educação básica do Distrito Federal. A norma, de autoria do deputado Gabriel Magno (PT), determina que o GDF assegure uma série de equipamentos e espaços considerados essenciais para o funcionamento das escolas e para a garantia do direito à educação. 

Entre os itens obrigatórios estão biblioteca escolar, laboratórios de ciências e informática equipados, internet de alta velocidade, quadra poliesportiva coberta, cozinha, refeitório, salas destinadas a serviços pedagógicos e de apoio especializado, além de estruturas de acessibilidade. A lei também prevê que as unidades escolares tenham abastecimento de água tratada, energia elétrica, esgotamento sanitário e sistema adequado de segregação de resíduos sólidos. Outro ponto previsto é a manutenção de um número adequado de estudantes por turma.

Gabriel Magno afirma que a legislação estabelece parâmetros para reduzir desigualdades entre as unidades de ensino e garantir melhores condições para o desenvolvimento da aprendizagem. Segundo o parlamentar, “as condições mínimas de estrutura das unidades escolares devem ser consideradas requisitos indispensáveis para assegurar a garantia constitucional do direito à educação”.

A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) não estabelece de forma detalhada quais estruturas físicas e tecnológicas devem estar presentes nas escolas públicas, deixando essa definição a cargo dos sistemas de ensino locais. A norma também incorpora princípios de sustentabilidade para a construção e adequação das unidades escolares. Entre as diretrizes estão eficiência hídrica, gestão de águas pluviais, uso de fontes de energia sustentáveis, conforto térmico, lumínico e acústico, ampliação de áreas verdes, utilização de espécies nativas e implantação de espaços destinados a hortas escolares e coleta seletiva.

Transparência

Outro aspecto da legislação é a ampliação da transparência sobre as condições das escolas. O GDF terá prazo de 120 dias para publicar um relatório detalhado sobre a situação estrutural de cada unidade escolar. Além disso, a Secretaria de Educação deverá disponibilizar anualmente, no mês de março, informações atualizadas sobre as estruturas existentes e suas condições de uso.

A lei estabelece ainda que, em até 360 dias, o Executivo distrital deverá apresentar um plano de adequação das unidades escolares para cumprimento das exigências previstas. Todas as escolas que vierem a ser construídas a partir da vigência da norma deverão já contemplar a estrutura mínima definida pela legislação.

Fonte: Agência CLDF

França e Inglaterra disputam terceiro lugar da Copa do Mundo 2026

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França e Inglaterra entram em campo neste sábado (18) para decidir a terceira colocação da Copa do Mundo de 2026. A rivalidade entre os dois países atravessa séculos, sendo marcante para a história europeia – ainda que com poucos capítulos em termos de Copas do Mundo.

A batalha de hoje será às 18h, em Miami, nos Estados Unidos. A partida reúne duas seleções que chegaram ao torneio apontadas como favoritas ao título, mas acabaram eliminadas nas semifinais.

A França foi derrotada pela Espanha nas semifinais, enquanto a Inglaterra perdeu para a Argentina. Duas derrotas que colocaram frente a frente duas das maiores potências do futebol europeu que raramente se enfrentaram em Copas do Mundo.

Histórico em Copas do Mundo

  • 1966: Inglaterra 2 x 0 França
  • 1982: Inglaterra 3 x 1 França
  • 2022: França 2 x 1 Inglaterra

Antes da disputa pelo terceiro lugar de 2026, os dois países haviam se encontrado apenas três vezes na história da competição, que tem o Brasil como o maior ganhador com cinco títulos. O retrospecto favorece a Inglaterra, com duas vitórias, contra uma da França.

O primeiro duelo ocorreu na fase de grupos da Copa de 1966, disputada na Inglaterra. Em Wembley, os anfitriões venceram por 2 a 0 – resultado que ajudou na campanha que terminaria com a conquista do único título mundial inglês.

Os países voltaram a se enfrentar em 1982, também na fase de grupos. Novamente a Inglaterra levou a melhor, vencendo Les Bleus (como os franceses são conhecidos) por 3 a 1.

A primeira vitória francesa veio apenas quarenta anos depois, durante as quartas de final da Copa do Mundo do Catar, em 2022. A França derrotou a Inglaterra por 2 a 1, garantindo vaga nas semifinais da competição.

Guerra dos Cem Anos

Assim, além da medalha de bronze, a partida em Miami representará, na verdade, o confronto esportivo mais importante da história entre estes dois países que são rivais seculares, protagonistas da história do Continente Europeu.

Uma rivalidade que vai muito além de campos de futebol, envolvendo os dois adversários da chamada Guerra dos Cem Anos (1337-1453), disputa travada pelo controle do trono francês e de territórios estratégicos.

Nos primeiros anos da guerra, os ingleses saíram na frente, com vitórias militares que possibilitaram a conquista de extensas áreas do território francês.

Na sequência, os franceses conseguiram se reorganizar e, em contra ataques, recuperaram territórios que estavam sob domínio inglês.

A partida começou a mudar quando entrou em campo Joana d’Arc. Sob sua liderança, tropas francesas obtiveram vitórias importantes em momentos decisivos como o levantamento do Cerco de Orléans (1429), considerado o ponto de virada da guerra, quando os franceses conseguiram romper o bloqueio inglês. A região de Orléans, segundo historiadores, relevante na reconquista de territórios e para a vitória final da França no conflito.

Fonte: Agência Brasil

Com novas regras do BC, registros de fraudes financeiras crescem 10%

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O número de indícios de fraudes financeiras no Brasil cresceu 10,26% nos seis primeiros meses de 2026, totalizando mais de 9 milhões de ocorrências entre casos suspeitos e confirmados. No segundo semestre do ano passado, houve 8,26 milhões de registros.

Segundo levantamento da Quod, datatech especializada em inteligência de dados para o mercado de crédito, o avanço reflete principalmente o fortalecimento dos mecanismos de detecção após a implementação da Resolução 501 do Banco Central  (BC), que ampliou o compartilhamento de informações entre instituições financeiras para combater golpes.

Pelos critérios da Quod, os indícios representam tanto as suspeitas como as consumações de golpes.

Sistema colaborativo

O estudo foi elaborado a partir dos dados do Registro Unificado de Fraudes (Rufra), uma base colaborativa criada pela Quod para reunir informações sobre indícios e ocorrências de fraudes compartilhadas por instituições financeiras e empresas. O sistema centraliza dados de segurança para identificar padrões de atuação de criminosos, acompanhar o histórico de vítimas e fraudadores e permitir o bloqueio preventivo de operações suspeitas.

Além de apoiar as estratégias de prevenção a golpes, o Rufra também atende às exigências da Resolução 501 do Banco Central, que tornou mais robusta a troca de informações entre as instituições financeiras. Com isso, tentativas de fraude que antes deixavam de ser registradas passaram a integrar uma base única de inteligência, ampliando a capacidade de detecção do sistema financeiro.

Principais números

  • Mais de 9 milhões de indícios de fraudes no primeiro semestre de 2026;
  • Alta de 10,26% em relação ao segundo semestre de 2025;
  • 78% das fraudes ocorreram por meio de celulares;
  • 94% envolveram contas correntes;
  • 85% utilizaram o Pix para movimentação dos recursos;
  • 40% dos casos tiveram origem em golpes de engenharia social;
  • 3,1 milhões de pessoas foram vítimas de fraudes no período;
  • Cerca de 799 mil vítimas sofreram golpes duas vezes ou mais.

Novas regras

Segundo a Quod, o aumento dos registros não representa apenas uma expansão da atividade criminosa, mas também um avanço na capacidade de monitoramento do mercado.

“O aumento de 10% no volume de fraudes em relação ao semestre anterior reflete, na verdade, o amadurecimento das defesas do mercado financeiro. Com a consolidação da Resolução 501 do Banco Central, as instituições passaram a compartilhar informações de forma muito mais ativa via base Rufra, detectando e trazendo à tona tentativas de golpes que antes ficavam subnotificadas no sistema”, afirma Danilo Coelho, diretor de Produtos e Dados da Quod.

Celular e Pix

O ambiente digital continua concentrando a maior parte das fraudes financeiras no país.

O celular foi utilizado em 78% dos casos registrados, tornando-se o principal canal explorado pelos criminosos. As contas correntes apareceram em 94% dos indícios, enquanto o Pix foi o meio de pagamento utilizado em 85% das fraudes.

Golpes psicológicos

A engenharia social segue como a principal estratégia utilizada pelos criminosos.

Essa modalidade, baseada na manipulação psicológica das vítimas para obter informações ou convencê-las a realizar transferências, respondeu por 40% dos registros, o equivalente a mais de 3,6 milhões de ocorrências no semestre.

Perfil das vítimas

Os dados mostram que os jovens são os principais alvos das fraudes financeiras.

Pessoas entre 18 e 34 anos representam 49,06% das vítimas. A faixa de 35 a 49 anos responde por 29,98% dos casos. Homens correspondem a 51% dos registros e mulheres, a 48%. A maioria das vítimas (58%) recebe até dois salários mínimos.

O levantamento também identificou elevado índice de reincidência. Das 3,1 milhões de pessoas que sofreram golpes no semestre, aproximadamente 799 mil, o equivalente a um quarto do total, foram vítimas duas ou mais vezes.

Prevenção

A Quod recomenda que consumidores reforcem os cuidados nas operações financeiras, principalmente pelo celular.

“Nunca tome decisões financeiras apressadas durante o expediente de trabalho, período em que os fraudadores aproveitam a distração das vítimas. Não clique em links recebidos por mensagens e não empreste sua conta bancária para receber ou transferir valores de terceiros, pois isso o torna cúmplice e vítima do esquema de contas laranja”, orienta Danilo Coelho.

A Quod é uma datatech especializada em inteligência de dados para o mercado de crédito. A empresa desenvolve soluções baseadas em inteligência artificial e análise de dados para apoiar instituições financeiras e empresas em decisões de crédito, prevenção a fraudes e recuperação de ativos.

Fonte: Agência Brasil

Bolsonaro pede autorização para receber Milei na prisão domiciliar

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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu nesta sexta-feira (17) ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para receber a visita do presidente da Argentina, Javier Milei, em sua casa, onde cumpre prisão domiciliar, no dia 25 de julho.

Os advogados informaram que Milei virá ao Brasil e pretende encontrar Bolsonaro. 

A defesa de Bolsonaro também solicitou autorização para que membros da delegação argentina também possam participar da visita.

A comitiva será composta pelo ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirino, a secretária-geral da presidência, Karina Milei, e o intérprete Enrique Luis de Boero Baby.

“Em absoluta cautela e em estrita observância às determinações emanadas por Vossa Excelência, submete-se previamente o presente requerimento à apreciação desse Juízo, a fim de que seja expressamente autorizada a realização da referida visita pretendida”, solicitou a defesa.

Durante o cumprimento da pena, as visitas devem ser autorizadas previamente pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo sobre uma tentativa de golpe de estado no Brasil. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.

Fonte: Agência Brasil