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Importância da gestão para o desenvolvimento do país é destaque em comemoração ao Dia do Administrador

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) celebrou em sessão solene, na noite desta terça-feira (8), o Dia do Administrador. A iniciativa foi do deputado Thiago Manzoni (PL) e reuniu em plenário representantes do Conselho Regional de Administração do Distrito Federal (CRA-DF), professores, estudantes e profissionais da área. A solenidade destacou os 61 anos de regulamentação da profissão no Brasil, comemorado oficialmente em 9 de setembro, e a contribuição dos administradores para o fortalecimento das organizações públicas e privadas. Ao longo da cerimônia, os participantes ressaltaram temas como planejamento, governança, inovação e formação de novos profissionais.

Ao abrir o evento, Manzoni destacou a presença da comunidade acadêmica na Casa, defendeu o fortalecimento da carreira no setor público e enfatizou a importância da gestão qualificada para o desenvolvimento econômico. Manzoni disse ainda que a busca por resultados é um dos pilares da atividade administrativa. “Resultado é uma palavra-chave que ficou esquecida na nossa sociedade atual, e eu quero reforçar com vocês hoje, professores, estudantes, administradores. A vida é feita de resultados. Nós temos que dar bom resultado”, declarou.

Ao abordar os desafios enfrentados pelas empresas brasileiras, o deputado observou que planejamento e organização são fatores essenciais para a sustentabilidade dos negócios. “Só neste ano, 6 mil empresas entraram em recuperação judicial ou extrajudicial no Brasil. Quantos empregos a gente vai perder? Quantas famílias vão ficar sem sustento? Às vezes, bastava um pouquinho do conhecimento que vocês têm para que essas empresas ficassem de pé competindo no mercado”, afirmou.

 

Sara Marques/Agência CLDF

Maestros das empresas

A diretora de Relações Institucionais do Conselho, Andréa Antinoro, comparou o papel do administrador ao de um maestro responsável por harmonizar talentos e competências dentro das organizações. “Nós somos o maestro das empresas, da gestão, de onde passamos ou estamos. Temos o olhar do horizonte, o olhar sistêmico. Olhar para entender onde estão os talentos dos especialistas e sabemos que os especialistas, por melhores que sejam, não vão conseguir entregar sem uma governança”, afirmou.

Representando o CRA-DF, o diretor de Desenvolvimento Profissional, Sebastião Vitalino, destacou o caráter humano da profissão. “A ciência da administração é uma ciência social aplicada. E por ser ciência social, ela envolve pessoas. O administrador necessariamente precisa gostar de pessoas para o exercício profissional”, comentou. 

Durante a solenidade, o diretor de Fiscalização do CRA-DF, Rodrigo Vidal, ressaltou a responsabilidade dos administradores na gestão dos recursos que lhes são confiados. “O bom administrador não pode guardar o recurso que ele recebe, ele tem que multiplicar o recurso”, disse. Para Vidal, cabe aos profissionais da área não apenas gerar resultados, mas também prestar contas à sociedade.

 

Sara Marques/Agência CLDF

 

Futuro da profissão

Os desafios impostos pelas rápidas transformações tecnológicas foram abordados pelo diretor de Administração e Finanças do CRA-DF, Ivan Calderon. Segundo ele, a capacidade de adaptação será cada vez mais necessária para os profissionais da área. “Os desafios que nós temos para enfrentar como administradores nos próximos anos são muito grandes, pois irão demandar de nós e de vocês, alunos e futuros administradores, habilidades de transformação e de adaptabilidade num mundo com ciclos de inovação cada vez menores”, destacou.

Já o vice-presidente do CRA-DF, Argel Ramos, ressaltou a atualidade dos princípios clássicos da profissão. “As duas palavrinhas mágicas da nossa profissão são organização e planejamento”, afirmou. Para ele, os administradores têm papel relevante na construção de uma sociedade mais eficiente e voltada para o interesse coletivo. “Nós detemos a tecnologia e a ciência de como organizar a sociedade, como planejar, como distribuir tarefas. E essa função nós temos que passar para todos, para que possamos construir uma sociedade justa”, afirmou.

Encerrando os pronunciamentos, o presidente do CRA-DF, Hélio Queiroz, salientou a importância de reconhecer institucionalmente professores e estudantes, além dos profissionais já inseridos no mercado de trabalho. “Resolvemos homenagear os alunos, os futuros cidadãos que cuidarão da nossa nação, cuidarão do nosso Distrito Federal e certamente nos substituirão”, disse.

Ao final da sessão, o CRA-DF entregou certificados de reconhecimento a coordenadores de cursos, professores e estudantes de instituições de ensino superior do Distrito Federal que se destacam na formação de administradores.

Fonte: Agência CLDF

Ex-Palmeiras marca e São Paulo perde do Boca Juniors na Sul-Americana

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O São Paulo saiu no prejuízo no jogo de ida do confronto diante do Boca Juniors, na Argentina, pelas quartas de final da Copa Sul-Americana. Na noite de terça-feira (8), o Tricolor foi superado por 1 a 0 na Bombonera, em Buenos Aires.

O gol da vitória argentina saiu dos pés de Miguel Merentiel, que defendeu o Palmeiras, arquirrival são-paulino, entre 2022 e 2023. Adorado pela torcida do Boca, o atacante fez somente 11 jogos pelo Verdão, marcando dois gols.

Os dois times se reencontram na próxima terça-feira (15), às 21h30 (horário de Brasília), no Morumbis, em São Paulo. A equipe brasileira precisa ganhar por dois ou mais gols de diferença se quiser passar de fase no tempo normal. Se ganhar por um gol de saldo, leva a decisão aos pênaltis.

O técnico Dorival Júnior terá problemas para escalar o São Paulo no jogo de volta. Além de Jonathan Calleri ter recebido o terceiro amarelo e ficar suspenso, o também atacante Luciano deixou o gramado com dores logo no começo da etapa final e será reavaliado.

No primeiro tempo, a única chance real de gol foi do Tricolor. Aos 16 minutos, o lateral Iago, após uma saída de bola errada do Boca, cruzou da esquerda e Luciano, quase da marca do pênalti, cabeceou livre. O goleiro Álvaro Montero fez grande defesa.

O Boca retornou melhor do intervalo e abriu o marcador aos seis minutos. O lateral Lautaro Blanco cruzou de primeira e rasteiro pela esquerda, buscando Merentiel na pequena área. O atacante escapou do zagueiro Robert Arboleda e finalizou, para boa defesa do goleiro Rafael. O rebote, porém, sobrou nos pés do ex-jogador do Palmeiras, que, desta vez, não desperdiçou.

A missão são-paulina quase ficou ainda mais complicada. Aos 29 minutos, o árbitro chileno Piero Maza deu cartão vermelho direto ao zagueiro Domingos Duarte, após um carrinho na disputa de bola com o volante Leandro Paredes. Ao rever o lance no vídeo, o juiz percebeu que o português atingiu a bola e anulou a expulsão.

O São Paulo esboçou uma pressão nos instantes finais em busca do empate, sem êxito. O jeito será buscar a classificação em casa.

Vasco fica no zero

Outro brasileiro a ir a campo nessa terça-feira pela Sul-Americana foi o Vasco. O Cruzmaltino visitou o Santa Fe em Bogotá (Colômbia) e não saiu do zero no El Campín. O travessão e o goleiro Léo Jardim, com duas grandes defesas no fim do jogo, evitaram que o time carioca ficasse em desvantagem.

O jogo de volta do confronto será na terça que vem, em São Januário, no Rio de Janeiro, às 19h. Uma vitória simples, para qualquer um dos lados, vale a classificação. Em caso de novo empate, a vaga nas semifinais será definida nos pênaltis.

Fonte: Agência Brasil

Comissão da Verdade Indígena será tema de audiência na Câmara

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Demanda de mais de uma década dos povos originários, a criação da Comissão Nacional Indígena da Verdade (CNIV) será pauta no Congresso Nacional, por iniciativa da ex-ministra e deputada federal Sônia Guajajara (PSOL-SP). A parlamentar organizou uma audiência pública para 17 de novembro na Câmara dos Deputados, com o objetivo de avançar na proposta.

A audiência foi aprovada por meio do Requerimento nº 86/2026 na Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais. O documento destaca a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) como uma das entidades que vêm reiterando a necessidade de se captar, com a formação da CNIV, mais elementos que comprovem ações de despotismo durante a ditadura militar.

Ao criar a CNIV, o objetivo é responsabilizar o Estado pelas violências que cometeu, que assumiram a forma de escravização, estupros, envenenamentos, torturas, remoções dos indígenas de seus territórios, entre outras. Houve ainda pessoas desaparecidas e presas ilegalmente e com bens culturais destruídos. 

Devem comparecer à audiência, além de lideranças indígenas, representantes do poder público, do sistema de Justiça, da sociedade civil e pesquisadores. Eles devem apresentar contribuições, ampliando a documentação feita pela Comissão Nacional da Verdade (CNV), que é reconhecida pelo movimento indígena mas insuficiente, por conter descrições dos impactos na vida de dez povos apenas. 

As populações dos Tapayuna, Parakanã, Araweté, Arara, Panará, Waimiri-atroari, Cinta-larga, Xetá, Yanomami e Xavante equivaliam, somadas, a 3,3% dos povos identificados na época. O levantamento permitiu que se chegasse a uma estimativa de 8.350 indígenas assassinados entre 1964 e 1985. A contagem oficial do Brasil relaciona 305 povos, número que aumenta com os classificados como em isolamento e é provavelmente inferior à quantidade real.

Eliminados 

Um dos não indígenas mais incansáveis nessa luta, o jornalista Marcelo Zelic, que morreu em maio de 2023 em decorrência de um AVC, era integrante do Grupo de Trabalho (GT) Indígena da CNV e questionou o relatório concluído em 2014. A primeira versão tinha somente 35 páginas, quase o total de unidades federativas do Brasil. Era como se em uma página pudessem ser resumidos todos os crimes ocorridos em 21 anos de ditadura, caso dedicassem uma página por estado. 

 Após protestos do GT e a manifestação de descontentamento de Zelic com a qualidade do relatório, na 29ª Reunião Brasileira de Antropologia (RBA), o material foi substituído.

Ao questionar as autoridades sobre as versões do documento, Marcelo Zelic apresentou o texto “Comissão Nacional da Verdade e Povos Indígenas: a um passo da omissão” para expressar sua indignação com a síntese, que considerou curta demais. Ele afirma que o Estado facilitou a prática das violências e que isso fica evidente quando se descobre que muitas eram perpetradas por funcionários do Serviço de Proteção aos Índios (SPI), ativo de 1910 a 1967, e que foi sucedido pela Fundação Nacional do Índio (Funai). 

“Os povos indígenas foram um dos grupos sociais mais violados em seus direitos no período de apuração da CNV (1946-1988), crimes bárbaros foram praticados em todas as décadas em questão, por ação, conivência, corrupção e omissão do Estado brasileiro, diz no texto. Ele citou o Relatório Figueiredo e fundou e coordenou o projeto Armazém Memória.

No texto, Zelic sugere que a comissão deveria contar com uma coordenação-geral e uma equipe técnica para auxiliar nos trabalhos e por um colegiado de comissionados, composto por órgãos do Estado, representações dos povos indígenas e entidades da sociedade civil de caráter indigenista e de direitos humanos, responsáveis pela estruturação da Rede de Comissões da Verdade Indígena (Rede CVI). Assim, casos concluídos pela Rede CVI seriam enviados ao colegiado para a abertura de processos. 

Uma condição para sustentar esse fluxo seria estimular os povos originários a criarem comissões para si e em universidades que possam colaborar com levantamentos. Outra finalidade diz respeito à mensuração de impactos territoriais, sociais, culturais e espirituais na vida das comunidades.

“Não podemos construir uma democracia verdadeira sem reconhecer as violências cometidas contra os povos indígenas. Precisamos garantir o direito à memória e à verdade, identificar responsabilidades e construir políticas de reparação integral para que essas violações nunca mais se repitam”, afirma Sônia Guajajara.

Fonte: Agência Brasil

PF faz ação contra apologia ao nazismo no interior do Rio de Janeiro

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Policiais federais fizeram, nesta quarta-feira (9), uma ação contra suspeitos da prática do crime de apologia ao nazismo, em Valença, no sul do estado do Rio de Janeiro.

Foram expedidos dois mandados de busca e apreensão pela Justiça Federal.

Segundo a Polícia Federal (PF), a investigação começou a partir da análise de um perfil na rede social X (antigo Twitter), que publicava reiteradamente conteúdos de caráter nazista.

Durante as buscas, foram apreendidos um computador e um celular que serão submetidos à perícia técnica criminal.

A PF ressalta que a divulgação de conteúdo de apologia ao nazismo é conduta prevista na Lei nº 7.716/1989 (Lei que define os crimes resultantes de preconceito de cor e raça).

As penas variam de dois a cinco anos de prisão se a internet for usada para este tipo de conteúdo.

Fonte: Agência Brasil

Dino determina reintegração de Andrei Rodrigues no comando da PF

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (9) a reintegração de Andrei Rodrigues como diretor-geral da Polícia Federal (PF).

O delegado foi afastado do cargo na terça-feira (8) por decisão do também ministro André Mendonça. A maioria dos ministros da Segunda Turma do STF acompanhou a decisão de Mendonça, mas o julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

Em sua determinação, Dino mencionou “atropelos processuais” para afirmar a nulidade do afastamento, entre os quais ilegitimidade do partido Novo para pedir o afastamento de autoridade pública em um processo de natureza criminal. 

“O partido político mencionado, no caso, não possui legitimidade para requerer medidas cautelares em investigações criminais ou processos penais, como revela o próprio desenho normativo do Código de Processo Penal, em cujos preceitos inexiste qualquer referência a partidos políticos entre os sujeitos legitimados a atuar nessa seara do Direito”, escreveu o ministro. 

O ministro mandou reintegrar também o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. Ele citou o prejuízo de investigações em curso, sob sua relatoria, caso a produção de relatórios de inteligência seja interrompido. 

Fonte: Agência Brasil

Luisa Stefani vai às semifinais do US Open e sobe no ranking mundial

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A paulista Luisa Stefani decide, nesta quarta-feira (9), um lugar na final de duplas do US Open. A parceria da brasileira, quarta do ranking da Associação de Tênis Feminino (WTA, sigla em inglês), com a canadense Gabriela Dabrowski (3ª), encara as norte-americanas Robin Montgomery (187ª em simples, 570ª em duplas) e Ashlyn Krueger (60ª em simples, 610ª em duplas) por volta das 18h (horário de Brasília).

O duelo será o quinto e último do dia na quadra Louis Armstrong, uma das principais do complexo do Flushing Meadows–Corona Park. Desde 1978, o parque de Nova York (Estados Unidos) é a casa do torneio, um dos quatro maiores do tênis mundial, os chamados Grand Slams.

A classificação às semifinais veio na noite dessa terça-feira (8). Luisa e Dabrowski precisaram de uma hora e 32 minutos para vencer as chinesas Jiang Xinyu (32ª) e Zhang Shuai (7ª) por 2 sets a 0, parciais de 6/3 e 6/4, na quadra 17 do complexo.

“Hoje [terça], foi uma questão de paciência em ficar no plano de jogo, voltar para o nosso trabalho de novo e de novo e de novo. Fizemos um bom trabalho em segurar o nosso saque mesmo quando ficou duro e pegamos o momento no final do segundo set para fechar em dois sets”, comentou Luisa, em comunicado à imprensa.

Em 2026, a parceria atingiu pelo menos as semifinais em todos os Grand Slams. O melhor desempenho foi em Wimbledon, na capital inglesa Londres, quando chegaram à final. Além disso, elas conquistaram três títulos em etapas do circuito da WTA, em Dubai (Emirados Árabes Unidos), Estrasburgo (França) e Eastbourne (Inglaterra).

É a terceira vez que Luisa chega tão longe no US Open. Em 2021, ao lado de Dabrowski, a brasileira sofreu uma lesão no joelho direito – que a deixou mais de um ano parada – justamente no duelo por um lugar na final. Em 2023, ela teve como parceira a norte-americana Jenifer Brady e caiu na semifinal para a dupla formada pela alemã Laura Siegemund e a russa Vera Zvonareva.

Com o resultado, a paulista garantiu, pelo menos, a subida para o terceiro lugar do ranking de duplas femininas da WTA na atualização da próxima segunda-feira (14), ultrapassando justamente Dabrowski. Se for campeã, a brasileira deixa o US Open como vice-líder da lista, atrás somente da tcheca Katerina Siniakova.

Luisa busca o primeiro título de Grand Slam em disputas femininas. Nas duplas mistas, a brasileira venceu o Aberto da Austrália de 2023 ao lado do gaúcho Rafael Matos.

Fonte: Agência Brasil

Troféu Câmara Legislativa garante espaço ao cinema brasiliense no Festival de Brasília

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“Criado pelos deputados distritais, em 1996, o Troféu Câmara Legislativa foi, desde o início, uma das maiores premiações do Festival de Brasília”. A constatação do jornalista e cineasta Sérgio Moriconi, em livro — Apontamentos para uma história — que documenta o cinema brasiliense desde a fundação da cidade, dá a medida da importância da premiação da CLDF para os filmes do Distrito Federal, a qual acompanha o desenvolvimento da produção local — movimento iniciado na década de 1990.

Naquele período, um cenário favorável ao surgimento de novos realizadores e obras cinematográficas que iam além do Plano Piloto, além de intensa mobilização do setor, terminou por exigir uma presença mais efetiva dos títulos brasilienses no festival. “Como a pressão por mais espaços para a exibição das produções da cidade continuava, os organizadores do certame criaram a Mostra Brasília”, relembra Moriconi.

Antes, de acordo com os primeiros regulamentos, todo filme do Distrito Federal que fosse exibido na competição principal ou mesmo em mostras paralelas do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, automaticamente, concorria ao Troféu Câmara Legislativa. O aumento significativo do número de títulos, no entanto, fez surgir a necessidade de se criar uma comissão de seleção própria e um júri oficial específico para julgar os concorrentes à premiação da CLDF.

“Exibir seus filmes durante o festival no Cine Brasília continuava sendo uma glória para os realizadores da cidade”, escreveu Sérgio Moriconi, que, em 1998, levou o Troféu Câmara Legislativa, na terceira edição do prêmio, com o curta-metragem Athos, no qual retrata o multiartista Athos Bulcão (1918-2008), cuja trajetória nas artes visuais se confunde com a história da Nova Capital.

A Mostra Brasília — que se consolidou como espaço exclusivo para títulos que disputam o Troféu Câmara Legislativa — passou a ter lugar permanente na programação oficial “e se transformaria num verdadeiro evento entre os frequentadores do Festival de Brasília”, atesta Moriconi. Em 2026, a mostra será realizada de 14 a 18 de setembro, com início às 18h e entrada franca, no Cine Brasília.

 

Vencedor do Troféu CLDF em 1998, Sérgio Moriconi desta importância da premiação (Arquivo Pessoal)

 

Outros filmes do DF

Além dos 15 títulos — quatro longas e onze curtas-metragens — que disputarão o 28º Troféu Câmara Legislativa, o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (de 11 a 19 de setembro) apresentará mais filmes do Distrito Federal ou que têm relação com Brasília. A competição nacional de longas exibirá Sabes de Mim, Agora Esqueça, de Denise Vieira, e a de curtas trará Gastronomia do Olho, dirigido por Nicolau.

Sessões especiais programam os seguintes filmes: Histórias de Terror e Delicadeza, de Jimi Figueiredo e Sérgio Sartório; A Última Diária, de Marcelo Pelúcio e Zefel Coff; e Música Secular, de Emanuel Lavor. O diretor Jimi Figueiredo foi o vencedor do 14º Troféu Câmara Legislativa, na categoria curta-metragem, com Verdadeiro ou Falso (2009), e da 16ª edição, com o longa Cru (2011).

Na sessão “História(s) Do Cinema Brasileiro — Clássicos”, encontra-se Brasília Segundo Feldman, de Vladimir Carvalho, além de outros filmes do documentarista, nascido na Paraíba, que se tornou um dos principais nomes do cinema brasiliense. O diretor venceu, na categoria longa-metragem, a 5ª (Barra 68 – Sem Perder a Ternura) e a 11ª edição do Troféu Câmara Legislativa (O Engenho de Zé Lins). Na edição de número 21, levou o prêmio de direção e roteiro por Cícero Dias: o Compadre de Picasso. A despedida de Vladimir Carvalho, morto em 2024, é tema de Adeus, Brasília, de Moacir Macedo, na sessão “História(s) Do Cinema Brasileiro – Contemporâneos”.

No festival de 2026, o projeto Preservação do Acervo Filmográfico do Arquivo Público do Distrito Federal: Pesquisa, Tratamento e Digitalização apresentará imagens clássicas do Parque Rogério Pithon Farias (atual Parque da Cidade Sarah Kubitschek) e trechos de registros amadores e cinejornais. E a sessão “Premiere DF” exibirá Brasifilia, de Francenilton Klava, e Jornada nas Estrelas, de Angelo Pignaton.

O filme O Verão da Lata, dirigido pelo cineasta Santiago Dellape — integrante do júri do 28º Troféu Câmara Legislativa –, passará na solenidade de encerramento do 59º Festival de Brasília, que será aberto, nesta sexta-feira (11), com o curta Brasília – Planejamento Urbano, documentário de 1964, dirigido por Fernando Coni Campos (1933-1988), e o longa A Pele Morta, codirigido pelos irmãos Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres.

Fonte: Agência CLDF

Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 70 milhões nesta terça-feira

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A Mega-Sena sorteia nesta terça-feira (8) prêmio estimado em R$ 70 milhões. As seis dezenas do concurso 3.055 serão sorteadas a partir das 21h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, em São Paulo.

As apostas podem ser feitas até às 20h (horário de Brasília) em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

No último concurso, foram sorteados os números  08 – 17 – 24 – 43 – 47 – 58 e nenhum apostador acertou as seis dezenas.

Fonte: Agência Brasil

Delegados criticam afastamento de chefe da PF por decisão monocrática

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A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), entidade que representa 2,3 mil delegados da corporação, emitiu nota nesta terça-feira (8) sobre a decisão liminar que afastou o diretor-geral Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada.

Para a organização, o afastamento da autoridade máxima da PF, uma instituição permanente prevista na Constituição Federal, somente poderia ocorrer por decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), e não por atuação monocrática de um dos seus membros, mesmo que sujeita a referendo de um colegiado interno do tribunal.

“Essa cautela impõe-se com maior razão no contexto dos fatos ora analisados, em que documentos integrantes de investigações em curso na própria Corte fazem referência a ministros que a compõem. A deliberação pelo colegiado pleno, nessas circunstâncias, é medida de preservação da autoridade do Tribunal, de garantia do devido processo legal e de prevenção da prática de atos passíveis de nulidade, cujos efeitos recairiam sobre as investigações e sobre a própria instituição que se pretende resguardar”, diz a nota.

A ADPF também classificou o momento como de “crise institucional grave” e observou que, em poucos dias, a Polícia Federal e seu comando passaram a ser objeto de procedimentos que afetam a estabilidade interna.

“Circunstâncias dessa natureza exigem serenidade de todos os atores, respeito aos ritos processuais e confiança de que os fatos serão esclarecidos pelas vias constitucionais, sem antecipação de juízos e sem exposição pública de quem exerce a função policial em cumprimento da lei”, aponta a associação.

Segundo a ADPF, a decisão do ministro André Mendonça atropelou ritos processuais, já que não havia inquérito ou ação penal instaurados nem processo administrativo disciplinar aberto contra os dois diretores afastados, o que fragiliza a base jurídica da liminar, ao antecipar efeitos que a lei só reserva após a abertura de procedimentos investigativos.

Escolha de diretor-geral

Ainda na nota, a ADPF afirma que o país não pode permanecer mergulhado em sucessivas crises institucionais que colocam a Polícia Federal no centro de disputas alheias à sua missão e sugere mudanças na corporação, incluindo o estabelecimento de mandato fixo para o diretor-geral.

“A recorrência desses episódios revela um problema estrutural: a direção da instituição responsável pela investigação das mais altas autoridades da República continua submetida a critérios de escolha e de permanência que dependem exclusivamente da conjuntura política e das relações de confiança do momento”, diz a entidade de delegados.

A proposta da associação é que o presidente da República escolha o diretor-geral a partir de lista tríplice formada por eleição direta entre os delegados da PF. “O modelo preserva a legitimidade democrática da nomeação, confere ao dirigente a estabilidade necessária, cria ambiente institucional adequado para que todos os delegados conduzam suas investigações e substitui a lealdade pessoal de quem é nomeado pela responsabilidade perante a instituição e a sociedade”, prossegue a nota.

A ADPF defende a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 412/2009, que tramita no Congresso Nacional. O texto prevê autonomia funcional, administrativa e orçamentária da PF.

Fonte: Agência Brasil

Dólar cai a R$ 5,08 e atinge menor valor em um mês

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Num pregão marcado pelo movimento dos ativos domésticos e pela alta do petróleo, por causa das tensões no Oriente Médio, o dólar teve forte queda e fechou no menor valor em um mês. A bolsa de valores atingiu o maior nível desde maio.

Principais números

•  Dólar à vista: R$ 5,089 (-0,79%);

•  Dólar em setembro: queda de 1,82%;

•  Dólar no ano: queda de 7,28%;

•  Ibovespa: 187.366,84 pontos (+1,2%);

•  Petróleo tipo Brent: US$ 97,92 (+0,9%);

•  Petróleo tipo WTI: US$ 93,03 (+1,7%).

Dólar abaixo de R$ 5,10

O dólar à vista terminou o pregão cotado a R$ 5,089, com recuo de 0,79%. Foi a menor cotação de fechamento desde 7 de agosto, quando a moeda havia encerrado a sessão a R$ 5,084.

Durante o dia, a moeda americana oscilou entre R$ 5,1289, na máxima, e R$ 5,0713, na mínima. A queda ocorreu em meio à movimentação dos mercados locais e ao ambiente externo para moedas de países emergentes.

Com o resultado desta terça-feira, o dólar passou a acumular queda de 7,28% em 2026. Nos cinco primeiros pregões de setembro, a divisa recua 1,82%, depois de subir 2,16% em agosto.

Bolsa avança 1,2%

O Ibovespa subiu 1,20%, aos 187.366,84 pontos, e encerrou o pregão no maior nível desde 4 de maio.

O índice chegou a atingir 189.487,70 pontos durante a sessão e registrou mínima de 185.207,66 pontos. O volume financeiro movimentado na B3 foi R$ 29,76 bilhões.

Entre as ações de maior peso no índice, os papéis da Petrobras, os mais negociados no Ibovespa, acompanharam a valorização do petróleo no exterior.  As ações preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) subiram 2,08%. Os papéis ordinários (com votação em assembleia de acionistas) valorizaram-se 2,36%.

Dados da B3 indicam que o fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira permaneceu positivo em setembro. Nos três primeiros pregões do mês, a entrada líquida de capital externo somava R$ 3,9 bilhões.

Petróleo em alta

Os contratos de petróleo subiram nesta terça-feira em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e a ataques contra instalações energéticas na Arábia Saudita.

O barril do tipo Brent, referência internacional, avançou 0,9%, para US$ 97,92. O barril WTI, referência nos Estados Unidos, ganhou 1,7%, para US$ 93,03.

O Brent encerrou no maior nível desde 23 de julho. O WTI também atingiu o maior fechamento desde junho.

Os ataques atingiram cidades no sul da Arábia Saudita e instalações ligadas ao setor de energia. O cenário aumentou as preocupações sobre o abastecimento de petróleo e os efeitos das interrupções no transporte na região do Golfo Pérsico.

O Estreito de Ormuz permanece no centro das preocupações sobre o fluxo internacional de petróleo. Antes da escalada do conflito, cerca de 20% do abastecimento mundial da commodity passava pela região.

Apesar da alta, os contratos reduziram parte dos ganhos registrados durante o dia diante das preocupações com os efeitos dos combustíveis mais caros sobre a inflação, os juros e o crescimento econômico global.

*Com informações da Reuters. 

 

Fonte: Agência Brasil