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CLDF promove “3º Seminário Mãe, Deixa Eu Cuidar de Você” com acolhimento para mães atípicas e espaço inclusivo para crianças

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promove, até sexta-feira (15), o “3º Seminário Mãe, Deixa Eu Cuidar de Você”, evento gratuito e aberto ao público, voltado especialmente para mães e pais atípicos; cuidadores; profissionais das áreas de saúde, educação, assistência social e justiça, além de estudantes, instituições e empresas inclusivas. 

Na abertura das atividades, o deputado distrital Eduardo Pedrosa (União), idealizador do evento, anunciou que a partir de agora o jogo mudou e o trabalho será feito durante os 365 dias do ano e não somente em solenidades esporádicas. “Essas pessoas precisam de acolhimento diário das mais diversas esferas do governo e da sociedade e nosso envolvimento tem que ser diário. Cuidar de quem cuida é uma responsabilidade de todos nós”, afirmou.

Reinaldo Rossano Alves, da Defensoria Pública do DF, disse que a pauta das mães atípicas é uma pauta prioritária para a Defensoria. Segundo ele, o órgão é uma instituição que de fato visa à proteção dos direitos humanos e das minorias.

Para o presidente do Instituto Olga Kos, empresário e palestrante Wolf Kos, o nome do seminário deveria ser “obrigado mãe por cuidar da gente”. “Todas as mães lutam por seus filhos, todas as mães cuidam dos seus filhos, mas a mãe atípica, além de criar e cuidar, luta contra uma sociedade preconceituosa e ela precisa abrir o caminho para os seus filhos”, analisou.

Max Kolb, advogado das frentes parlamentares presididas pelo deputado Eduardo Pedrosa, relatou um caso envolvendo um aprovado no concurso da Polícia Militar do DF, que nem reserva vagas para deficientes, que foi chamado para fazer o curso de formação e foi recebido com chacota e desrespeito e agora está respondendo a processo administrativo militar para ser banido da corporação. “Isso é muito triste, porque em pleno 2026, a PMDF não está preparada para absorver um candidato com autismo. E o que me chamou a atenção neste caso foi a preocupação da mãe em não deixar o filho portar arma para evitar uma reação perigosa num momento de crise”, lamentou.

 

João Pedro Carvalho/Agência CLDF

Já a diretora regional de atenção secundária à saúde, Pollyana Mertens Mariath, defendeu um olhar diferenciado nas unidades de atendimento, “porque o atendimento nunca é só para um paciente, mas para toda uma família”.

A subsecretária de Saúde Mental, Fernanda Falconi, parabenizou a iniciativa e a continuidade de um evento, “que traz a mãe para o centro e permite compartilhar experiência e, principalmente, dar vez e voz a essas mulheres”.

Em seguida, o seminário começou com uma palestra magna sobre o tema “o corpo sente, a mente grita e o mundo não vê, a invisibilidade do sofrimento dos cuidados atípicos”, ministrada pela psicóloga Ingrid Luísa Neto.

Frentes parlamentares

O seminário acontece no auditório da CLDF e é uma iniciativa das Frentes Parlamentares do Autismo, Síndrome de Down, Doenças Raras, Enfrentamento ao Câncer, Pessoas Pré e Pós-transplantadas e de Valorização da Vida, conduzidas pelo deputado Eduardo Pedrosa. O seminário segue as diretrizes da Lei Distrital nº 7.310/2023, que instituiu o programa Cuidando de Quem Cuida, com foco no cuidado integral, físico, emocional, social e cognitivo de mães atípicas.

Uma das novidades nesta edição será o espaço inclusivo para as crianças, criado para que as mães possam participar da programação com mais tranquilidade. A iniciativa considera uma realidade comum entre muitas mães atípicas: a dificuldade de sair de casa e participar de eventos, formações, consultas ou momentos de autocuidado por não terem com quem deixar os filhos. Por isso, o seminário contará com uma Área Kids inclusiva, com monitores, oficinas para as crianças e atividades voltadas ao público infantil, garantindo acolhimento, segurança e acessibilidade durante o evento.

Além da Área Kids, a programação contará com um palco alternativo com apresentações voltadas ao público inclusivo infantil, ampliando a participação das crianças e tornando o ambiente mais acolhedor para toda a família. A proposta é permitir que mães, pais e cuidadores tenham tempo para se informar, trocar experiências, cuidar de si e fortalecer sua rede de apoio, enquanto os filhos participam de atividades pensadas para eles.

Com certificação de 40 horas, válida em todo o território nacional, o seminário terá palestras, rodas de conversa, momentos de escuta ativa, vivências de autocuidado e debates sobre temas como educação inclusiva, saúde, família, ciclo de vida, proteção integral, vigilância afetiva, paternidade ativa, empoderamento da mulher atípica e os desafios enfrentados por mães, pais e cuidadores. A programação também inclui momentos de convivência, lanche afetivo e sessão solene de encerramento.

 

João Pedro Carvalho/Agência CLDF

Orientação

O evento contará ainda com estandes de órgãos públicos e instituições parceiras, como Defensoria, COMPP, Cetea, Subin, Cretea, Apae e Instituto Olga Kos, oferecendo orientação, informação e aproximação entre as famílias e a rede de atendimento. 

Outro destaque é o Espaço do Bem Inclusivo, voltado às mães atípicas empreendedoras do DF. O espaço busca valorizar o protagonismo dessas mulheres, incentivar a autonomia financeira e dar visibilidade a iniciativas que unem inclusão, geração de renda e fortalecimento comunitário.

O seminário também abrirá espaço para entrevistas em formato de podcast, com a participação do Atípicast e do Doses de Atípicast, ampliando o alcance das conversas sobre maternidade atípica, cuidado, pertencimento e inclusão.

Fonte: Agência CLDF

Durigan cancela viagem à Rússia após fechamento de aeroporto

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, cancelou nesta quarta-feira (13) a viagem oficial que faria à Rússia após o fechamento do aeroporto de Moscou. O chefe da equipe econômica participaria de reuniões do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco dos Brics.

Segundo o Ministério da Fazenda, Durigan já estava em São Paulo e prestes a embarcar quando foi informado sobre a suspensão das operações no terminal russo.

Ataques e tensão

Os principais aeroportos de Moscou têm registrado interrupções temporárias devido a ataques com drones na região. A Rússia e a Ucrânia estão em guerra desde fevereiro de 2022, e os episódios recentes elevaram novamente a tensão no espaço aéreo russo.

O governo brasileiro não detalhou oficialmente o motivo específico do fechamento do aeroporto, mas a decisão ocorreu em meio à intensificação dos ataques entre os dois países.

Agenda cancelada

Na Rússia, Durigan participaria da reunião anual do conselho do NDB, o banco criado pelos países do Brics para financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável.

O ministro também teria encontros bilaterais com a ex-presidenta Dilma Rousseff, atual presidente da instituição, além de reuniões com diretores do banco.

Um dos objetivos da viagem era discutir impactos dos conflitos internacionais sobre a economia brasileira e estratégias de proteção econômica diante das crises globais.

Agenda em Paris 

Apesar do cancelamento da etapa na Rússia, a agenda oficial em Paris está mantida, segundo o Ministério da Fazenda.

Na capital francesa, Durigan participará de encontros ministeriais ligados ao G7, grupo que reúne algumas das maiores economias do mundo na segunda (18) e na terça-feira (19).

A programação inclui reuniões com representantes do governo francês, encontros com integrantes do setor privado e atividades voltadas ao diálogo com a sociedade civil.

O ministério informou que a equipe reorganiza os detalhes logísticos da viagem para a França e que uma nova data de embarque deverá ser definida.

Banco dos Brics

Criado em 2015, o Novo Banco de Desenvolvimento foi fundado pelos países do Brics, bloco formado originalmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

A instituição atua no financiamento de obras de infraestrutura e projetos de desenvolvimento sustentável em países emergentes.

Dilma Rousseff assumiu a presidência do banco em 2023 e foi reconduzida ao cargo em 2025.

Fonte: Agência Brasil

Governo e Câmara fecham acordo para fim da 6×1 e 40 horas semanais

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Ministros do governo Lula e lideranças da Câmara dos Deputados acordaram, nesta quarta-feira (13), que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 deve contar com descanso remunerado de dois dias por semana, por meio da escala 5×2, além de reduzir a jornada semanal das atuais 44 para 40 horas.

Ficou acordado também que, além da PEC, será aprovado o projeto de lei (PL) com urgência constitucional enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para dar celeridade à pauta.

No caso do PL, ficou definido que ele vai tratar de temas específicos de algumas categorias, além servir para ajustar a atual legislação à nova PEC.

“Estabelecemos que o encaminhamento da PEC será pela redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas, com dois dias de descanso, sem redução salarial. Nós queremos também fortalecer as convenções coletivas para que elas possam tratar das particularidades de cada setor”, informou o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

Além de Motta, participaram da reunião o relator da PEC, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), junto com outros membros da Comissão Especial que debate o tema, além dos ministros do Trabalho, Luiz Marinho, do Planejamento, Bruno Moretti, e das Relações Institucionais, José Guimarães.

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O ministro do Trabalho Luiz Marinho comentou que o Brasil caminha “a passos largos” para aprovar a PEC no Parlamento “e delegando, para o projeto de lei, as especificidades para complementar a PEC”, de forma a valorizar a negociação coletiva e para que “as coisas fiquem redondas para trabalhadores e trabalhadoras, e também para todos os empresários”.

A Comissão Especial que analisa o tema se comprometeu a votar o parecer da PEC relatado por Leo Prates no dia 27 de maio, com o tema seguindo para o plenário no dia 28 de maio. Se aprovado na Câmara, o tema segue para análise do Senado

A Comissão analisa duas PEC, uma do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e outra da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que vinham pedindo a redução da jornada para 36 horas semanais, além do fim da escala 6×1. 

O governo defende votar o tema nas duas Casas ainda neste semestre, sem regra de transição, para que tenha efeito imediato. O tema foi a reivindicação principal dos atos do dia do trabalhador deste ano, o 1º de maio.

Se aprovada a mudança, o Brasil se soma ao México, Colômbia e Chile como mais um país da América Latina a reduzir a jornada de trabalho na atual década.

 

Fonte: Agência Brasil

Explosão em SP: 86 imóveis são liberados para retorno das famílias

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Dos 105 imóveis vistoriados no bairro do Jaguaré, na capital paulista, 86 foram liberados para o retorno das famílias. Cinco imóveis foram completamente interditados e outros 14 tiveram interdição cautelar.

O balanço inclui as vistorias realizadas até o fim da noite desta terça-feira (12) pelos os técnicos da Defesa Civil e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), após a explosão que atingiu parte da tubulação de gás da Comgás.

Sabesp e Comgás acompanharam as visitas para as avaliações de danos e ressarcimento das famílias a eventuais prejuízos. O trabalho integrado para a vistoria e avaliação de imóveis nas demais ruas afetadas pela explosão recomeça na manhã desta quarta-feira (13).

As casas vistoriadas foram catalogadas em quatro níveis, de acordo com o risco: no Verde, o imóvel está liberado e as famílias podem retornar imediatamente, que foi o caso das 86 residências liberadas.

O Amarelo significa que as famílias podem retirar seus pertences; no Laranja, terão que ser acompanhados pela Defesa Civil para fazer a retirada de roupas e pertences (14 residências), e no Vermelho, a residência ficará totalmente interditada em função do alto risco de desabamento (5 residências).

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Histórico

Residências da Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, no bairro do Jaguaré, zona oeste de São Paulo, foram atingidas por uma explosão por volta das 16h de segunda-feira (11). Moradores relataram ter sentido forte cheiro de gás em suas casas cerca de três horas antes da explosão, que matou um homem de 49 anos e levou à interdição inicial de 46 casas. Outras três pessoas ficaram feridas.

Desde o acidente, equipes da Defesa Civil de São Paulo e das concessionárias realizam vistorias. De acordo com a Sabesp e Comgás, até a tarde de ontem), 194 pessoas tinham sido cadastradas para receber auxílio emergencial imediato, ampliado para R$ 5 mil. As famílias também estão sendo acolhidas em hotéis.

De acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde, das três pessoas feridas na explosão, uma recebeu atendimento no Hospital Universitário da USP. A segunda vítima segue no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP em quadro estável. O terceiro paciente está em estado grave no Hospital Regional de Osasco.

Fonte: Agência Brasil

CLDF celebra 11 anos da Ocupação Mercado Sul Vive com homenagem à resistência cultural

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou, na noite desta terça-feira (12), uma sessão solene para celebrar o 11º aniversário da Ocupação Cultural Mercado Sul Vive. A iniciativa, proposta pelo deputado Max Maciel (PSOL), reuniu parlamentares, gestores públicos e comunidade artística para exaltar a trajetória da ocupação cultural em Taguatinga que transformou um espaço abandonado em um território coletivo de arte, moradia e resistência urbana.

Max Maciel destacou que acompanha o movimento desde o início, quando ainda era produtor cultural em Ceilândia. O parlamentar enfatizou que a ocupação é um processo de direito à cidade e de ressignificação de territórios historicamente negados às populações periféricas.

“A luta do Mercado Sul é olhar para um espaço que sempre foi visado pela especulação imobiliária e mostrar que ele tem o potencial de registrar as memórias de toda a cultura da cidade”, afirmou o distrital. Para ele, o movimento prova que é possível construir uma cidade que priorize o bem viver, a cultura e a moradia.

Homenagens e ancestralidade

A sessão foi marcada por apresentações culturais de artistas como Mavi Afroindie, Micaele Laloba, Ramona Jucá, Garnet Onijá e Mestra Martinha do Coco. A ancestralidade do território foi um ponto central. O conselheiro do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do DF (Condepac) Paique Santarém explicou que o Mercado Sul possui camadas históricas que remontam há milênios, passando pela construção de Taguatinga até a consolidação da ocupação cultural atual. “A ocupação é uma ferramenta da comunidade que está lá para fazer com que essa presença ancestral se mantenha”, declarou.

O subsecretário de Patrimônio Cultural do DF, Felipe Ramon, informou que haverá uma votação no Condepac para debater a inclusão do espaço como patrimônio cultural do DF. Ele ressaltou que a cultura foi o ativo fundamental para a regeneração urbana do local, transformando o que antes era chamado de “beco da morte” em um polo de vida e arte.

 

Sara Marques/Agência CLDF

 

O deputado Fábio Félix (PSOL) também saudou a ocupação, classificando-a como uma ferramenta de enfrentamento à desigualdade social no DF. Ele destacou a importância do Mercado Sul em tensionar o poder público para garantir direitos a grupos “minorizados”, como mulheres negras, a comunidade LGBT+ e povos indígenas.

“O Mercado Sul é um exemplo para esta cidade. Com 11 anos de ocupação e resistência denunciando a desigualdade e uma série de questões que são muito importantes, especialmente a falta de moradia e acesso à cultura”, afirmou o distrital.

O ex-presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) Leandro Grass definiu a ocupação como uma “síntese do Brasil” e um exemplo de como transformar territórios em decadência em “sementes de vida”. Grass defendeu que o conceito de território de ocupação cultural deve ser expandido para além de iniciativas isoladas, tornando-se uma política de Estado em todo o Distrito Federal que integre cultura, moradia e economia solidária.

Vozes da comunidade

Moradores e frequentadores do espaço trouxeram depoimentos sobre a importância da ocupação para a moradia. Elisângela Ferreira, moradora do Mercado Sul, defendeu o direito social à habitação para artistas, destacando que o local funciona como uma “incubadora cultural”. Já a artista Ramona Jucá lembrou que a ocupação devolveu vida ao espaço.

A promotora cultural Nara Oliveira define o Mercado Sul como uma “usina de sonhos” e um “território mãe”, onde aprendeu que a realização de projetos é possível por meio da coletividade. 

Representando a Casa de Onijá, a multiartista Garnet classifica a ocupação como um território de acolhimento constante para quem chega, fica ou retorna. Ela também defendeu o profissionalismo e a organização da classe artística, combatendo o estigma de desvalorização que muitas vezes recai sobre o setor, e reafirmou o compromisso do movimento com o legado para as próximas gerações. “Aquele lugar sempre vai estar ali para receber quem está passando, quem quer ficar, quem quer sair também e pode voltar em algum momento“, afirmou.

 

Sara Marques/Agência CLDF

A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) definiu o Mercado Sul como um “aquilombamento” e um território de “encantaria”, destacando que o espaço vai além da resistência, sendo um centro de produção de conhecimento e resgate da ancestralidade. Kokay criticou a lógica de entrega da cidade à especulação imobiliária, defendendo que o território deve servir para gerar “trincheiras de vida” e ser um contraponto à solidão e à fragmentação urbana. Ao exaltar a força da construção coletiva e a permanência do movimento, a parlamentar afirmou: “O Mercado Sul vive e viverá sempre porque representa os aquilombamentos que a gente é capaz de produzir“.

No final do evento, foram entregues moções de louvor a diversos coletivos e personalidades que construíram a história da ocupação ao longo da última década. A íntegra da solenidade está disponível no YouTube da CLDF.

 

 

Fonte: Agência CLDF

"Vamos tirar de presídio a marca de escritório do crime”, diz ministro

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, afirmou que um dos principais objetivos do programa Brasil Contra o Crime Organizado, anunciado pelo governo federal nesta terça-feira (12), é impedir que os presídios brasileiros continuem servindo como centros de comando e recrutamento para facções criminosas.

“Vamos tornar as cadeias mais seguras e tirar delas esta característica de escritório do crime”, disse Lima.

Ele participou nesta quarta-feira (13) do programa Bom Dia, Ministro – co-produção da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República e do Canal Gov, transmitida pelos canais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

O fortalecimento da segurança no sistema prisional é um dos quatro eixos estruturantes da nova estratégia de enfrentamento às organizações criminosas, junto com a asfixia financeira do crime organizado; a qualificação da investigação de homicídios e o combate ao tráfico de armas, munições, acessórios e explosivos.

A proposta federal prevê investimentos diretos nos quatro eixos que, somados, chegarão a cerca de R$ 1,06 bilhão. Deste total, aproximadamente R$ 330,6 milhões vão custear ações que ampliem o controle e a vigilância em estabelecimentos carcerários, “interrompendo a capacidade de articulação criminosa a partir das prisões”. Há ainda um total de R$ 10 bilhões em crédito, destinado aos estados. 

O programa prevê que 138 estabelecimentos prisionais de todo o país serão dotados dos recursos humanos e materiais necessários para promove-los ao “padrão de segurança máxima”, semelhante ao dos cinco presídios federais em funcionamento no país.

Embora represente cerca de 10% da totalidade de unidades prisionais do país, os 138 estabelecimentos escolhidos concentram quase 19% de toda a população carcerária do Brasil e mais de 80% das lideranças de organizações criminosas, responsáveis por planejar ações ilícitas e distribuir ordens.

Segundo o ministro, para receber da União os kits de varredura e demais equipamentos de segurança, como detectores de metal e bloqueadores de celulares, os governos estaduais não vão precisar aderir formalmente ao programa.

“Temos certeza absoluta de que nenhum estado se furtará a ser beneficiado com uma ação tão importante, que impacta tanto a segurança pública em favor da coletividade”, comentou o ministro. Ele minimizou a possibilidade de, em período pré-eleitoral, governadores de oposição não apoiarem a iniciativa por razões políticas.

“Nenhum governador, em sã consciência, desejará perder a oportunidade de ter os benefícios de uma ação que reduza drasticamente os índices de criminalidade em favor da população”, acrescentou Lima.

Segundo o ministro, o Brasil Contra o Crime Organizado foi previamente discutido com representantes das secretarias de Administração Penitenciária, de Justiça e de Segurança Pública de todos os estados, bem como do Poder Judiciário e do Ministério Público.

Recursos

O programa conta com dois diferentes modelos de financiamento. O primeiro vai destinar aproximadamente R$ 1,06 bilhão em recursos diretos às ações dos quatro eixos estruturantes, incluindo compra de equipamentos e treinamento de pessoal. E, conforme o ministro, não exige a assinatura de termos de adesão.

“Estamos tentando desburocratizar o máximo possível. Este núcleo do programa acontecerá independentemente de adesão formal de qualquer estado da federação”, comentou Lima.

O segundo modelo envolve uma linha de crédito de R$ 10 bi, operada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O dinheiro virá do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis), criado em 2024 para assegurar recursos para o financiamento de investimentos em infraestrutura social, incluindo a melhoria da segurança pública.

Neste segundo caso, estados e municípios interessados em obter parte dos recursos deverão apresentar projetos aptos a serem custeados com os parâmetros do programa: compra de viaturas, motocicletas operacionais, lanchas, embarcações, equipamentos de proteção individual, equipamentos de menor potencial ofensivo, drones, sistemas de radiocomunicação e videomonitoramento e câmeras e scanners corporais, bem como na reforma de estabelecimentos penais, bloqueadores de sinal, equipamentos de perícia e informática e em soluções tecnológicas específicas para o setor.

“Dentro do [segundo modelo, financiado com recursos do] Fiis, teremos oportunidade de contemplar algumas outras ações que ainda não estão contempladas dentro dos quatro eixos, como iniciativas ][que aprimorem o combate ao] feminicídio”, informou o ministro.

Fonte: Agência Brasil

Divulgado resultado de pedido de isenção da inscrição para o Enem 2026

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As pessoas que solicitaram isenção da taxa de inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026 podem conferir, a partir desta quarta-feira (13), se o pedido foi aceito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

De acordo com o Inep, o resultado será publicado ao longo do dia, diretamente na Página do Participante do exame, com o login no portal único de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.

O Inep também informou que disponibilizará hoje os resultados referentes às justificativas dos candidatos da edição de 2025 que não compareceram aos dois dias de prova, mas querem participar da edição de 2026 gratuitamente.

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Recursos

Os candidatos que tiveram negado o pedido de isenção ou tiveram a justificativa de ausência reprovada podem entrar com recurso a partir desta quarta-feira até as 23h59 de sexta-feira (19), também na Página do Participante.

Para a solicitar recurso da isenção da taxa de inscrição, o participante deve enviar documentação que comprove uma das situações definidas pelo MEC:

  • estar matriculado na 3ª série do ensino médio (neste ano de 2026), em escola pública;
  • ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou como bolsista integral em unidade de ensino privada;
  • estar em situação de vulnerabilidade e com família inscrita no CadÚnico;
  • ser beneficiário do programa federal Pé-de-Meia, inclusive treineiros do 1º e 2º ano do ensino médio;

Para contestar a negativa da isenção da taxa de inscrição, o participante deve apresentar documentos como a declaração de realização de todo o ensino médio em escola do sistema público (municipal, estadual ou federal) ou histórico escolar do ensino médio, com assinatura da escola.

Já para entrar com recurso da justificativa de ausência, é preciso enviar nova documentação e nela deverá constar o nome completo do candidato em 2025. As declarações devem estar datadas e assinadas. 

Não serão aceitos documentos autodeclaratórios ou emitidos, por exemplo, por pais ou responsáveis dos participantes.

O resultado final dos recursos será conhecido em 25 de maio. O candidato que teve o pedido do recurso de isenção negado em definitivo deverá pagar a taxa para se inscrever no exame.

Inscrição

A inscrição no Enem é obrigatória para todos, mesmo para quem solicitou a isenção e teve o deferimento concedido.

O período de inscrição será divulgado pelo MEC em breve.  

Enem

O Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes ao fim da educação básica e é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados destas provas para selecionar estudantes.

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep.

Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

 

Fonte: Agência Brasil

Câmara Legislativa celebra Dia Internacional da Enfermagem

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Em comemoração ao Dia Internacional da Enfermagem, 12 de maio, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promoveu sessão solene na noite de terça-feira (12). A celebração foi uma iniciativa do deputado distrital Jorge Vianna (Democrata) e aconteceu no Teatro Pedro Calmon, no Setor Militar Urbano. 

O 12 de maio refere-se ao nascimento da precursora da enfermagem moderna, a britânica Florence Nightingale. Ela se destacou na Guerra da Crimeia (1853-1856), quando conseguiu reduzir as taxas de mortalidade ao melhorar condições de higiene e outros aspectos. A enfermeira ficou conhecida como “a dama da lâmpada”, por fazer rondas aos pacientes à noite, segurando uma lâmpada a óleo para iluminação. O objeto se tornou o símbolo da enfermagem.
 

Contadora de histórias Nyedja Gennari e participantes seguram lâmpadas, objeto símbolo da enfermagem (Foto: Wilter Moreira/ Gab. Jorge Vianna)

Jorge Vianna observou que a origem da profissão esteve ligada à filantropia, e a categoria precisou lutar por reconhecimento profissional e condições de trabalho. “A Florence Nightingale era poliglota e herdeira, ela foi se doar na guerra, não precisava de dinheiro”, comentou o parlamentar, que também é técnico de enfermagem e enfermeiro. 

O deputado contou que, no início da carreira, ficou consternado com os baixos salários e as “humilhações”. A situação o motivou a militar pela categoria e a participar da fundação do Sindicato dos Auxiliares e dos Técnicos de Enfermagem do Distrito Federal (Sindate-DF). Na sessão solene, o parlamentar recebeu um certificado de agradecimento do Sindate, pelos serviços prestados à categoria.
 

Jorge Vianna recebeu certificado de agradecimento do Sindicato dos Auxiliares e dos Técnicos de Enfermagem (Foto: Wilter Moreira/ Gab. Jorge Vianna) 

A diretora de Comunicação do Sindate, Josy Jacob, ressaltou que “a enfermagem não pede luxo. A enfermagem pede o básico, que é o respeito. A enfermagem pede dignidade, valorização e condições de trabalho”. 

Por sua vez, o presidente do Sindate, Newton Batista, orientou os profissionais sobre como agir em casos de desrespeito: “Chega de violência contra o profissional da enfermagem. A cada agressão, a cada desaforo, tenham coragem de denunciar, procurem o sindicato. Nós estamos sempre de portas abertas para acolher todos os profissionais de enfermagem e prestar toda a assistência possível”.

O evento completo está disponível no YouTube da TV Câmara Distrital.

 

 

Fonte: Agência CLDF

Escrituras de casas a custo zero serão entregues a famílias de em São Luís de Montes Belos

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Governo de Goiás entrega 44 escrituras de casas a custo zero em São Luís de Montes Belos
Atendimento será às 14h, na Câmara Municipal da cidade (Fotos: Edgard Soares e Octacílio Queiroz)

A Agência Goiana de Habitação (Agehab) entrega, nesta quarta-feira (13/05), 44 escrituras de imóveis do programa Para Ter Onde Morar – Construção/Casas a Custo Zero em São Luís de Montes Belos.

O atendimento será às 14 horas, na Câmara Municipal da cidade. Nesta terça-feira (12/05), foram atendidas com escrituras as 30 famílias que receberam casas a custo zero em Israelândia. 

Segundo o presidente da Agehab, Juliano Mendes, a política habitacional goiana é referência ao aliar moradia gratuita com documentação completa.

“Não somente as casas, mas as escrituras também são a custo zero. O Governo de Goiás tem sido minucioso para que todo o processo ocorra de forma gratuita, sem nenhuma despesa ou preocupação para a família beneficiada”, destaca Juliano.

Dona Antônia Aparecida de Queiroz foi uma das beneficiadas em Israelândia. Ela contou que sua vida mudou totalmente depois que recebeu sua casa a custo zero na cidade.

“A vida agora é outra. Hoje ainda peguei a escritura da minha casa depois de menos de dois anos que peguei minha casa. Agradeço demais a todos que tornaram isso possível”, declarou Antônia.

Escrituras de casas a custo zero

Com as entregas de Israelândia e São Luís de Montes Belos, a Agehab chegará à marca de 2,5 mil famílias atendidas com escrituras de casas a custo zero.

Segundo o presidente da Agência, um estudo realizado junto aos cartórios estimou que cada família gastaria, em média, R$ 14.500,00 para escriturar seu imóvel — valor que inclui:

  • averbação da construção;
  • lavratura da escritura;
  • Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD);
  • demais custas cartorárias.

“Este valor multiplicado pelas 2,5 mil primeiras escrituras entregues garantem uma economia total de R$ 36,2 milhões para as famílias”, contabiliza.

Serviço

Evento: Entrega de 44 escrituras de casas a custo zero em São Luís de Montes Belos
Data: quarta-feira (13/05)
Horário: 14h
Local: Câmara Municipal de São Luís de Montes Belos – Rua Patos de Minas, esquina com a Rua Morrinhos – Setor Bela Vista – São Luís de Montes Belos – GO

Agência Goiana de Habitação (Agehab) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Trump visita Xi Jinping na China em meio ao atoleiro da guerra no Irã

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A visita do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, à China, para encontro com o presidente Xi Jinping, na noite desta quarta-feira (13), no horário de Brasília, captura a atenção do planeta em meio a guerra no Irã que segue abalando as relações internacionais e a economia global.

Vista por Washington como ameaça à liderança econômica e tecnológica que os EUA tentam preservar no mundo, a China foi alvo prioritário da guerra tarifária iniciada por Trump logo no início do 2ª mandato, em abril de 2025.   

A reação da China às tarifas, incluindo restrições à exportação de terras raras, minerais essenciais para setores da tecnologia e de defesa dos EUA, fez Trump recuar na imposição de altas tarifas aos produtos chinesas.  

Ao lançar a ofensiva contra o Irã, no final de fevereiro, Trump prejudicou também os interesses de Pequim, principal consumidora do petróleo de Teerã e que deseja ver reaberto o Estreito de Ormuz, por onde transitavam 20% do petróleo mundial antes da guerra. 

Para analistas consultados pela Agência Brasil, a disputa comercial e tecnológica entre Washington e Pequim pode ser aproveitada pelo Brasil para melhorar a posição do país no cenário global, em especial, devido ao fato de o país ter a segunda maior reserva de minerais críticos do mundo, com cerca de 22%, atrás apenas da China. 

Trump desmoralizado

O encontro entre Trump e Xi Jinping estava marcado para o final de março, mas foi adiado devido à guerra no Oriente Médio, que teria, entre os objetivos, além de projetar Israel, barrar a expansão econômica da China na Ásia Ocidental.  

O analista geopolítico Marco Fernandes, membro do Conselho Popular do Brics, avaliou que Trump calculou errado que conseguiria derrubar o governo no Irã rapidamente, chegando em Pequim em condições de impor a Xi Jinping acordos mais favoráveis à Washington.

“Ele achou que chegaria a Pequim com todas as cartas na mão para pressionar Xi, mas faltou combinar com os iranianos. Agora, Trump está chegando derrotado. Nunca um presidente dos EUA chegou em uma reunião com um presidente da China tão enfraquecido e desmoralizado como Trump agora”, disse.

O também analista geopolítico da publicação Brasil de Fato destacou que, mesmo um dos principais ideólogos do imperialismo dos EUA, o neoconservador Robert Kagan, reconheceu, dias atrás, em artigo, que Trump saiu derrotado após tentar derrubar o regime político iraniano.

Fernandes destaca, no entanto, que Xi Jinping conseguiu manter o crescimento das exportações chinesas mesmo após o tarifaço de Trump. Ainda assim, a China deve tentar pressionar Trump para pôr um fim definitivo à guerra no Oriente Médio.

“Há, claramente, uma triangulação sendo feita, nesse momento, entre Pequim, Moscou e Teerã. Não foi à toa que Araghchi [ministro das Relações Exteriores do Irã] esteve em Pequim na semana passada, e já esteve em Moscou. Rússia e China estão intermediando, pelo Irã, para que haja uma solução pacífica e a guerra termine. Isso seria o principal ponto do encontro para Xi Jinping”, completou.

Taiwan

Em conversas com jornalistas no início da semana, Donald Trump informou que deve tratar com Xi Jinping sobre a venda de armas dos EUA para Taiwan, província autônoma da China com aspirações de independência política.

Pequim não aceita o reconhecimento de Taiwan independente, o que costuma ser expressado na política de “uma só China”.

“A firme oposição da China à venda de armas americanas para a região de Taiwan, território chinês, é consistente e clara”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, ao responder aos jornalistas nesta semana.

O professor de Relações Internacionais do Ibmec José Luiz Niemeyer, avalia que a China vai cobrar os EUA para não incentivar, de qualquer forma, uma Taiwan independente.

“Eles vão ficar discutindo o que cada um poderia fazer nos espaços considerados vitais de cada um. Vão discutir o limite até onde o outro pode ir. Essa vai ser a discussão principal. E os EUA definiram a América Latina como área de defesa de Washington”, explicou.

A doutrina do governo Trump tem pregado a proeminência de Washington na América Latina, assim como o combate à influência da China no continente. Pequim é o principal parceiro comercial da maioria dos países na América do Sul, incluindo o Brasil. Até os anos 2000, eram os EUA o principal parceiro das economias sul-americanas. 

Para o especialista do Ibmec, a China está em uma posição mais confortável nas negociações, tanto que foi Trump que foi a Pequim, e não Xi Jinping que foi a Washington.

“Tenho a impressão que essa visita mostra uma necessidade de aproximação dos EUA com a China. Me parece que o encontro tende a dar mais frutos para a agenda chinesa do que para a norte-americana”, completou José Luiz Niemeyer.

Terras raras

O tema das terras raras também deve estar no centro dos debates entre Trump e Xi Jinping, na avaliação do professor do Ibmec José Niemeyer. Esses minerais são essenciais para as indústrias militar, da tecnologia e da transição energética, com a China liderando a produção desses insumos.

“Os EUA precisam muito de dois minerais de terras raras, que é o samário e o neodímio, fundamentais para indústria bélica, para construção de ímãs usados em mísseis. E os EUA não dispõem desses materiais, a China sim”, lembrou.

O analista Marco Fernandes ressalta que a indústria dos EUA já tem acesso aos minerais críticos da China, mas pondera que Pequim pode impor novas restrições, como fez durante o tarifaço, que prejudicam os negócios norte-americanos.

Na última semana, a China começou a aplicar a lei anti-sanções do país. Aprovada em 2021, ela proíbe que empresas no país reconheçam as sanções dos EUA. A medida foi uma reação a sanções recentes de Washington contra empresas na China que fazem negócios com os iranianos.

“Isso é uma novidade na postura da China de ser assertiva em relação aos EUA. Cada vez que os EUA subirem o tom, apostando em sanções e outras medidas anti-chinesas, eles vão dar o troco. Isso é importante porque é um capítulo novo na relação sino-americana”, completou Marco.

Brasil entre China e EUA

As relações entre China e EUA são importantes para o Brasil porque, além de serem os dois principais parceiros comerciais do país, a disputa pelo controle das terras raras pode ser usada por Brasília para extrair ganhos políticos e econômicos das duas superpotências do planeta. 

O professor José Luiz Niemeyer avalia que o Brasil pode aproveitar as disputas entre Pequim e Washington por meio de uma posição “passiva estratégica”.

“Cada vez que há mais crise do ponto de vista de fornecimento de produtos entre os EUA e China, o Brasil pode aproveitar para exportar os produtos que estão em litígio entre os dois países, como por exemplo, minerais de terras raras”, afirmou.

Para o analista do Conselho Popular do Brics Marco Fernandes, o Brasil está no centro da disputa entre EUA e China por conta das terras raras.

“O Brasil vai precisar saber se colocar no meio dessa disputa de uma maneira soberana e que acumule para nossos interesses”, defende.

Fonte: Agência Brasil