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Explosão: apuração vai revelar o que deu errado, diz diretor da Comgás

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O diretor institucional e regulatório da Comgás, Bruno Dalcolmo, afirmou que a apuração das circunstâncias que levaram à explosão de uma tubulação no bairro do Jaguaré vai revelar “o que deu errado”. Dezenas de casas foram atingidas na explosão que aconteceu na tarde de segunda-feira (11).

Moradores relataram ter sentido forte cheiro de gás, cerca de três horas antes do estrondo, que matou um homem de 49 anos e já condenou cinco imóveis à demolição. Outras três pessoas ficaram feridas.

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (13), Dalcolmo disse que a Comgás tem “metas regulatórias muito claras” sobre atendimento em casos de emergência e que é uma empresa “de referência de segurança”.

No entanto, questionado se houve tentativa de evacuação dos imóveis no momento em que a equipe da Comgás atendia ao chamado no local, ele não respondeu. 

“A nossa resposta à emergência, ela é bem mais rápida, inclusive, do que o tempo regulatório. Mas no caso específico [no Jaguaré], esse aspecto precisa ser colocado em conjunto com todos os demais que estão sendo apurados.”

Ele acrescentou que trata-se de um processo que precisa ser levado com extrema seriedade, com muito cuidado na identificação de todos os fatos: “Para que a gente consiga saber o que deu errado, porque naturalmente alguma coisa deu errado, apesar do cumprimento dos protocolos de segurança.”

“O momento de chamamento, o tempo de resposta, a atuação de todas as concessionárias, o papel de terceirizadas, a entrevista com os próprios moradores… Tudo isso e uma série de outros aspectos serão consolidados pelas autoridades para que a gente tenha um relatório robusto e que entregue não apenas o diagnóstico, mas também recomendações de melhoria de protocolos que naturalmente vão acontecer”, acrescentou.

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Marcação do solo

Houve ainda questionamento sobre mapeamento do solo antes da execução de obras naquela via. Dalcolmo afirmou que as empresas se alinham sempre antes de todas as operações, o que foi reiterado pela representante da Sabesp, a diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade da empresa, Samanta Souza, que também estava na coletiva de imprensa.

A diretora da Sabesp explicou que existe um manual de atuação quando há compartilhamento de solo nas cidades. 

“Fizemos a marcação de solo, onde está uma rede, onde está a outra. Todo esse trabalho preliminar foi feito. A equipe da Sabesp e da Comgás atuavam aqui em parceria no local e por isso eu tô reforçando para vocês: estamos juntos antes, durante e depois.”

Samanta Souza não comentou se já houve alguma identificação de responsabilidades de cada empresa no incidente que levou à explosão.

Ressarcimento

Sabesp e Comgás estão disponibilizando auxílio emergencial de R$ 5 mil às famílias afetadas. Este valor não tem vínculo com o ressarcimento dos danos materiais aos imóveis que ainda serão realizados pelas duas empresas, conforme confirmado pelos representantes.

“Tanto Sabesp quanto Comgás, além dos R$ 5 mil e da disponibilização do aplicativo [de transporte], farão o ressarcimento dos danos materiais e das reformas e reconstruções dos imóveis”, disse Samanta.

O número de famílias beneficiadas pelo auxílio emergencial passou de 194, anunciado ontem, para um total de 232, conforme atualização na manhã de hoje. Além disso, segundo a diretora, equipes estão trabalhando na reforma dos imóveis classificados com placas verde ou amarelas, conforme a gravidade com que foram afetados.

“A gente está trabalhando integradamente antes, durante e depois do incidente. Estamos fazendo tudo que é possível, não há discussão em relação a valores, todos estamos conjuntamente resolvendo o problema das famílias. Depois, as divisões e etc, a gente vai trabalhar internamente depois que todas as famílias estiverem com seus problemas solucionados”, acrescentou a representante da Sabesp.

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Fonte: Agência Brasil

STF julga validade de lei da igualdade salarial entre homem e mulher

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O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta quinta-feira (13) o julgamento sobre a constitucionalidade da lei que garantiu igualdade salarial entre homens e mulheres.

O plenário analisa três ações: uma ação declaratória de constitucionalidade (ADC), protocolada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) para garantir a aplicação da lei, e duas ações diretas de inconstitucionalidade (ADI), impetradas pela Confederação Nacional de Indústria (CNI) e o Partido Novo contra a norma.

A sessão de hoje foi dedicada às sustentações das partes envolvidas nos processos. Os votos dos ministros serão proferidos na sessão desta quinta-feira (14).

Em julho de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 14.611 para obrigar as empresas a garantir a igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função.

A norma alterou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para definir que as empresas deverão pagar multa de dez vezes o valor do salário em caso de discriminação por motivo de sexo, raça, etnia, origem ou idade.

Além disso, a lei determina a divulgação semestral de relatórios de transparência salarial por empresas com mais de 100 empregados.

Sustentações

A advogada Camila Dias Lopes, representante do Instituto Nós por Elas, argumentou que as ações contra a lei são equivocadas.

Segundo Camila, a obrigatoriedade de divulgação de relatórios de transparência salarial e a possibilidade de punição das empresas são ferramentas necessárias para concretizar os direitos fundamentais de igualdade e de não discriminação entre homens e mulheres.

“É inconcebível que mulheres recebam 20% em média a menos que homens exercendo a mesma função. É inconcebível que esta Suprema Corte, em pleno 2026, seja provocada a afirmar o óbvio”, afirmou.

Mádila Barros de Lima, advogada da Central Única dos Trabalhadores (CUT), disse que a desigualdade não é acidental e se perpetua pela história. Ela ressaltou que as desigualdades enfrentadas pelas mulheres produzem efeitos no mercado de trabalho.

“Assim como as mulheres negras, outras mulheres enfrentam diariamente os atravessamentos do machismo, do etarismo, do capacitismo. Esses problemas refletem diretamente sobre as remunerações, oportunidades e sobre os sonhos”, completou. 

Fonte: Agência Brasil

Ato de alunos da USP cobra diálogo com reitoria

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Os estudantes da Universidade de São Paulo realizaram um novo ato na noite desta quarta-feira (13) na região central da capital paulista para pedir diálogo com a reitoria da universidade.

Os universitários estão em greve, há quase um mês, e cobram reforço das políticas de permanência estudantil, fim da terceirização dos restaurantes universitários, diálogo permanente sobre a gestão dos espaços estudantis, priorização da educação e fim dos cortes no orçamento da universidade.

“O que a gente está construindo é uma greve pacífica e a gente tem como perspectiva conseguir a mesa de negociação. A nossa luta tem sido basicamente por melhoria das qualidades de ensino, principalmente nas questões de permanência da universidade. As pautas estão se somando [às mobilizações em outras universidades e dos professores municipais] contra o projeto de privatização do serviço público e da precarização do estudo e da educação como um todo”, explicou o estudante Heitor Vinícius, do comando de greve do Diretório Central dos Estudantes da USP e aluno do curso de Ciências Sociais. 

O movimento chegou a ocupar a reitoria, no campus da Cidade Universitária, na semana passada. O local foi reintegrado no último domingo e estudantes denunciaram abuso de força policial. Os protestos passaram a ser realizadas no centro da cidade, como o de hoje na Avenida Paulista até a Praça Roosevelt.

Procurada pela Agência Brasil, a reitoria da USP informou que instituiu, hoje, uma Comissão de Moderação e Diálogo Institucional, “com o objetivo de promover a abertura de um novo ciclo de interlocução com a representação estudantil”. 

Segundo a universidade, a primeira reunião da Comissão será agendada em breve.

A mobilização dos estudantes contou com o apoio de professores municipais, que também protestam por reajuste salarial, e de parlamentares de partidos de esquerda.

Fonte: Agência Brasil

Venda geral de ingressos de jogo de despedida da seleção começa quinta

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O jogo de despedida da seleção brasileira antes da Copa do Mundo – amistoso contra o Panamá, em 31 de maio (domingo) no Maracanã – terá venda de ingressos online aberta às 10h (horário de Brasília) desta quinta-feira (14). Os preços variam entre R$ 100 (entrada do setor norte) a R$ 400 (oeste inferior), com limite de quatro ingressos por pessoa. Mas atenção: a CBF orienta que, antes da compra, os interessados efetuem o cadastro de biometria facial no site cbf.bepass.com.br para agilizar o processo de aquisição.

Em pré-venda realizada nesta quarta (13) para clientes de um bando privado, os 16 mil ingressos esgotaram em apenas uma hora. Para fazer o reconhecimento facial é necessário digitar o número do CBF e anexar (upload) um documento com foto (carteira de identidade ou de motorista). No caso de menores de idade sem documentos com foto, é aceita certidão de nascimento com CPF. Se não constar CPF na certidão, interessado deve entrar em contato com a empresa Bepass por e-mail (suporte@bepass.com.br) ou WhatsApp (11 97481-7370) para solicitar a liberação. Já os estrangeiros podem se cadastrar usando passaporte ou documento nacional de identidade. Quem já tiver realizado o cadastro facial para a última partida da seleção no Rio – duelo contra o Chile, pelas Eliminatórias, em setembro do ano passado – está inserido no banco de dados e dispensado de novo cadastro.

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Amistoso

O último amistoso da Amarelinha em casa ocorrerá 13 dias após o técnico Carlo Ancelotti anunciar a lista final com 26 jogadores. A convocação está programada para a próxima segunda-feira (18), às 17h, no Museu do Amanhã, no Rio.  

Um dia após a partida, a seleção embarcará para os Estados Unidos. Antes da estreia na Copa, o Brasil disputará um último amistoso contra o Egito em 6 de junho (sábado) em em Cleveland. O primeiro jogo da seleção no Mundial será contra o Marrocos, em 13 de junho (sábado), às 19h, em Nova Jersey. A Amarelinha está no Grupo C que tem ainda Escócia e Haiti.

Fonte: Agência Brasil

Governo cria subsídio de até R$ 0,89 para segurar preço da gasolina

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O governo federal anunciou nesta quarta-feira (13) uma nova medida para tentar conter a alta dos combustíveis no país. A principal ação será a criação de uma subvenção, espécie de subsídio pago pela União, para reduzir o impacto do aumento da gasolina e do diesel sobre consumidores e empresas.

A medida será implementada por meio de uma medida provisória (MP) a ser editada presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o governo, a ajuda poderá chegar a até R$ 0,8925 por litro de gasolina e R$ 0,3515 por litro de diesel. No entanto, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, anunciou que, no caso da gasolina, o governo pretende subsidiar de R$ 0,40 a R$ 0,45 por litro no momento.

No caso do diesel, a subvenção de R$ 0,3515 entrará em vigor em junho, quando acabará a redução a zero dos tributos federais.

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Como funciona


Brasília (DF), 13/05/2026 - O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, fala durante coletiva para anunciar novas ações de enfrentamento aos efeitos da guerra sobre o setor de combustíveis no Brasil. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 13/05/2026 - O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, fala durante coletiva para anunciar novas ações de enfrentamento aos efeitos da guerra sobre o setor de combustíveis no Brasil. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Na prática, o governo vai devolver às refinarias e aos importadores parte dos tributos federais cobrados sobre os combustíveis, como Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).

O pagamento será feito por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), diretamente às empresas produtoras e importadoras.

A ideia é impedir que toda a alta internacional do petróleo seja repassada aos postos e, consequentemente, aos consumidores.

O ministro Moretti comparou a medida a um sistema de “cashback” tributário.

“Quando a empresa paga esse valor de tributo, a gente devolve esse tributo como uma subvenção. Essa devolução é uma espécie de cashback capaz de absorver eventuais choques de preço dos combustíveis”, afirmou.

Alta do petróleo

O governo atribui a pressão sobre os preços à disparada da cotação internacional do petróleo, agravada pela guerra no Oriente Médio.

Antes do conflito, o barril do tipo Brent era negociado abaixo de US$ 70. Agora, a cotação já supera os US$ 100 no mercado internacional.

A preocupação aumentou após a Petrobras indicar que poderá reajustar o preço da gasolina nos próximos dias.

A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que o aumento “vai acontecer já já”.

Impacto fiscal

De acordo com o Ministério da Fazenda, cada R$ 0,10 de subsídio na gasolina terá custo mensal estimado em R$ 272 milhões para os cofres públicos.

No diesel, o gasto será de aproximadamente R$ 492 milhões por mês para cada R$ 0,10 de subvenção.

Com o subsídio estimado em R$ 0,40 para a gasolina, explicou Moretti, o custo para o governo federal ficará em R$ 1,2 bilhão por mês. No caso do diesel, a nova subvenção custará R$ 1,7 bilhão mensais. Depois de dois meses, o governo avaliará a necessidade de prorrogação da medida.

Mesmo assim, o governo afirma que a medida terá neutralidade fiscal, sem impacto sobre os cofres federais.

O secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, disse que o aumento das receitas obtidas com royalties, dividendos e participações do setor petrolífero compensará os gastos.

 “É impossível neutralizar 100%, mas é possível atuar de forma rápida e mitigar os efeitos da guerra para a população”, declarou Ceron.

Diesel e gasolina

Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a nova subvenção começará pela gasolina porque o combustível ainda não havia recebido nenhum tipo de compensação tributária desde o início da crise internacional.


Brasília (DF), 13/05/2026 - Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante coletiva para anunciar novas ações de enfrentamento aos efeitos da guerra sobre o setor de combustíveis no Brasil. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 13/05/2026 - Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante coletiva para anunciar novas ações de enfrentamento aos efeitos da guerra sobre o setor de combustíveis no Brasil. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

No caso do diesel, o governo já havia adotado medidas anteriores, como a suspensão de tributos federais e outros programas de compensação.

Prazo da medida

O subsídio terá validade inicial de dois meses, com possibilidade de prorrogação caso a crise internacional continue pressionando os preços.

Segundo o governo, as empresas que receberem o benefício terão de cumprir regras para garantir que a redução seja repassada ao consumidor final.

O desconto também deverá aparecer nas notas fiscais.

Medidas anteriores

Desde março, o governo vem anunciando uma série de ações para tentar reduzir os impactos da alta do petróleo.

Entre as medidas já adotadas estão:

  • zerar PIS/Cofins sobre diesel e biodiesel;
  • subsidiar diesel nacional e importado;
  • criar ajuda para o gás de cozinha;
  • zerar tributos sobre querosene de aviação;
  • liberar crédito para companhias aéreas;
  • ampliar fiscalização sobre preços abusivos nos postos.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP), em conjunto com Procons e órgãos de segurança, intensificou a fiscalização em distribuidoras e postos de combustíveis em todo o país.

Projeto no Congresso

Paralelamente, o governo também enviou ao Congresso um projeto para permitir que receitas extras obtidas com petróleo sejam usadas para reduzir tributos sobre combustíveis.

A proposta prevê a possibilidade de diminuir impostos sobre gasolina, diesel, etanol e biodiesel em momentos de alta internacional do petróleo.

Enquanto o texto ainda aguarda votação, o governo decidiu recorrer à medida provisória para evitar um aumento imediato nos preços nas bombas

Fonte: Agência Brasil

Há 100 anos, Ford instituía jornada de 40 horas nos Estados Unidos

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Em maio de 1926, há exatos 100 anos, a montadora de veículos Ford adotou, por conta própria, a jornada de trabalho de 40 horas semanais nas fábricas que representavam o modelo da indústria dos Estados Unidos (EUA), chegando a dar nome aquela fase do capitalismo, chamada de fordista.

Até então, os trabalhadores da montadora trabalharam seis dias por semana. De um lado, a medida da Ford atendia demanda histórica dos trabalhadores, de outro, contribuiu para consolidar no país norte-americano o padrão da escala de cinco dias de trabalho por dois de descanso (5×2).  

A consolidação dessa escala viria 14 anos depois, em 1940, quando foi alterada a Lei de Normas Justas de Trabalho (Fair Labor Standards Act) dos EUA, criada dois anos antes, em 1938.

Até hoje, ela fixa a escala em 40 horas semanais, com possibilidade de estender o horário, desde que mediante pagamento de horas-extras com valor adicional de 50% em relação a hora normal.

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Estima-se que, nos anos 1900, a semana de trabalho média nos EUA fosse de 60 horas, dez horas por dia, seis dias na semana. Nos anos 1920, a semana de trabalho cai para 50 horas semanais, em média.

A decisão do empresário da Ford, Henry Ford, foi apresentada, na época, como uma forma de atrair profissionais de outras indústrias, onde a escala era muito maior, melhorar a produtividade, com trabalhadores mais descansados, além de liberar os funcionários para o lazer, visto como motor de estímulo à economia por meio do consumo. 

Luta dos trabalhadores

Por outro lado, com o fim da guerra civil americana (1861-1865), teve início nos EUA um forte movimento de trabalhadores pela redução da jornada de trabalho. A luta por mais tempo livre teve mais destaque que as reivindicações por aumento salarial.

O professor de História na Universidade Federal da Bahia (UFBA), Antonio Luigi Negro, ressaltou à Agência Brasil que, assim que conseguiram se organizar em sindicatos, os trabalhadores reivindicaram trabalhar menos horas para viver mais e melhor.

“Eles não queriam chegar acabados em casa, depois de um dia de trabalho, ou arrebentados e com problemas nos nervos, quando se aposentassem”, explicou o especialista em história do trabalho.

Com o lema “oito horas para o trabalho, oito horas para o descanso, oito horas para o que quisermos”, os trabalhadores nos EUA lutaram, por décadas, até chegar às oito horas diárias e 40 semanais.

Sindicalismo estadunidense

O economista e historiador norte-americano Robert M. Whaples escreveu que a defesa da redução da jornada foi a “faísca” que ajudou a fundar o primeiro sindicato nacional na década de 1860 e a Federação Americana do Trabalho, nos anos 1880.

“[A reinvindicação por redução de jornada foi] a principal questão na greve do aço de 1919 e permaneceu importante até a década de 1930”, completou o professor da Universidade Wake Forest, dos EUA. 

Em artigo publicado no Jornal da História Econômica, Whaples destaca que os sindicatos americanos ampliaram poder político, com líderes sendo cortejados pelo presidente da época, Woodrow Wilson. 

“A adesão [aos sindicatos] aumentou de 2 milhões em 1909 para 4,13 milhões em 1919”, disse Whaples, acrescentando que a decisão da Ford de limitar a jornada a 40 horas impulsionou a consolidação do direito.  

“Em 1927, pelo menos 262 grandes empresas haviam adotado a semana de cinco dias, enquanto apenas 32 a adotavam em 1920. Ford empregou mais da metade dos aproximadamente 400 mil trabalhadores do país com semanas de cinco dias”.

Outro fator que teria contribuído para redução da jornada nos EUA foi o acirramento pela busca de mão de obra, devido a redução da imigração europeia, estimulando os gestores a buscarem um relacionamento mais longo com os empregados.

“Essa preocupação de longo prazo e as crescentes evidências de que a fadiga poderia comprometer a produtividade a longo prazo podem ter levado alguns a reduzir a jornada de trabalho”, completou o especialista Robert M. Whaples.

Papel de Henry Ford

O professor da UFBA Antonio Luigi Negro sugere que, sem a pressão dos trabalhadores, o padrão patronal é, tendo demanda, manter alta a jornada e exigir horas extras.

“No Brasil, a greve da Vaca Brava dos metalúrgicos do ABC em 1985 conseguiu negociar redução da jornada de trabalho sem redução de salários. Só o movimento operário bem organizado pode vencer a posição patronal de querer mais horas de trabalho com salários ruins”, disse.

Sobre o proprietário da Ford, Henry Ford, Antonio destaca que ele era “extremamente hostil aos sindicatos”.

“Ele contratou Harry Bennett como capanga para chefiar valentões e perseguir e espancar funcionários. A estratégia de Ford foi a de contratar trabalhadores de idiomas e lugares de origem diferentes para impedir a união operária”, contou o especialista.

Atualmente, a jornada de trabalho no país da América do Norte foi de 34,3 horas semanais, em média, em abril de 2026, segundo o Departamento de estatísticas do trabalho nos EUA. 

A extensão da jornada semanal varia de 45,5 horas no setor da mineração e exploração madeireira a 25,5 horas no setor do lazer e hotelaria. Em média, os trabalhadores fizeram, no mês passado, 3 horas-extras por semana na indústria estadunidense.  

Brasil

Atualmente, o governo brasileiro tem defendido o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1), com a redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem regra de transição.

Em anuncio nessa quarta-feira, governo e lideranças da Câmara concordaram em instituir dois dias de descanso por semana, acabando com a escala 6×1, assim como reduzir a jornada para as 40 horas que, há 100 anos, os empregados da Ford podem cumprir. 

O tema está em tramitação na Câmara dos Deputados, com previsão de votar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) na Comissão Especial no dia 27 de maio.

Fonte: Agência Brasil

Sorteio comemorativo dos 30 anos da Mega-Sena será em 24 de maio

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Todas as apostas realizadas na Mega-Sena passarão a ser exclusivas para o sorteio especial de 30 anos desta loteria a partir deste domingo (17). O prazo final para apostas individuais para este concurso especial (nº 3010) é até as 22h do dia 23 de maio, no horário de Brasília.

Para quem preferir participar de bolões da Mega-Sena 30 Anos, as cotas podem ser adquiridas até as 10h de 24 de maio, domingo, data do sorteio em comemoração aos 30 anos desta modalidade de loteria.

A Caixa Econômica Federal esclarece que todo sorteio especial de loterias tem um período de vendas exclusivas, como no caso da Mega-Sena 30 anos. Por este motivo, o calendário de apostas é reorganizado. “Não se trata de suspensão [das apostas]”, explicou a Caixa à Agência Brasil.

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Como apostar

Os interessados não precisam aguardar até domingo para apostar na edição especial de 30 anos da Mega-Sena.

Os palpites já podem ser feitos nas lotéricas de todo o país; pelo site Loterias Caixa e aplicativo da Caixa, disponível para usuários das plataformas Android e iOS; e pelo internet Banking Caixa, canal exclusivo para correntistas do banco público.

O valor da aposta simples, com seis dezenas marcadas, é R$ 6.

Sorteio especial

A instituição esclarece que o concurso não acumula, se não houver ganhadores na faixa principal, como ocorre em outros sorteios especiais, a exemplo das edições da Mega da Virada, Dupla de Páscoa, Quina de São João e Lotofácil da Independência.

Caso ninguém acerte os seis números sorteados, o prêmio será redistribuído entre os acertadores da segunda faixa (acerto de cinco números). Se ainda assim não houver ganhadores, passa para a terceira faixa e assim sucessivamente, conforme as regras da modalidade.

Premiação garantida

Nesta quarta-feira (13), a Caixa estimou que o prêmio do sorteio especial poderá alcançar R$ 200 milhões.

Caso um apostador conquiste sozinho a Mega-Sena 30 anos e aplique integralmente o valor do prêmio na poupança, o rendimento no primeiro mês alcançaria o valor aproximadamente R$ 1,34 milhão, considerando os parâmetros atuais de rentabilidade deste investimento, calcula a instituição financeira.

Saiba mais no portal Loterias Caixa.


Fonte: Agência Brasil

TSE faz novos testes de segurança na urna eletrônica

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Especialistas em tecnologia da informação retornaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira (13) para fazer o teste de confirmação das propostas que sugeriram em dezembro para aprimorar a segurança da urna eletrônica. 

Até a próxima sexta-feira (15), os pesquisadores realizarão novos testes em busca de possíveis vulnerabilidades nos equipamentos. 

A primeira fase de teste ocorreu entre os dias 1º e 5 de dezembro. De acordo com o TSE, os especialistas não encontraram inconsistências relevantes e garantiram que a segurança do sistema de votação continua íntegra. Ainda assim, foram feitas diversas sugestões para aprimorar o sistema eletrônico de votação. 

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Os investigadores agora vão validar se as propostas foram de fato implementadas pela Justiça Eleitoral. Uma das principais preocupações, por exemplo, é reforçar a integridade e o sigilo do voto. 

O primeiro turno das eleições de 2026 será em 4 de outubro. O segundo turno está previsto para 25 de outubro. 

Fonte: Agência Brasil

Pedrosa cobra ponte em Sobradinho dos Melos e fala sobre benefício aos servidores do Detran

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Durante a sessão ordinária da Câmara Legislativa dessa quarta-feira (13), o deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil) solicitou ao Governo do DF a imediata reconstrução da ponte no Núcleo Rural Sobradinho dos Melos. Ele disse que visitou o local com um técnico da Novacap e argumentou que a obra é “relativamente” simples. “Me atualizaram que o processo está sendo feito, mas venho aqui fazer uma cobrança para que seja mais célere”, reforçou.

Ainda de acordo com o distrital, a comunidade enfrenta graves transtornos após a queda da ponte. “É inadmissível o que está acontecendo com aquelas pessoas. Elas não podem ficar esquecidas lá”, protestou.

Servidores do Detran

Durante seu pronunciamento, Pedrosa também tranquilizou os servidores do Detran ao garantir que a categoria será beneficiada já este mês com os efeitos da reestruturação aprovada na Câmara Legislativa no final de março.“Nós construímos aqui, por meio de uma luta muito grande, essa vitória para uma categoria que precisava e merecia esse reajuste”, afirmou.

Mario Espinheira – Agência CLDF

Fonte: Agência CLDF

Desenrola: renegociação de dívidas do Fies começa nesta quarta-feira

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As pessoas com dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) podem renegociar seus débitos a partir desta quarta-feira (13), por meio do Desenrola Fies. As condições variam conforme o perfil do estudante e o tempo de atraso da dívida, com descontos para a quitação de até 99% sobre o valor da dívida.

Pode participar quem tem contrato firmado até 2017 e que estava em fase de amortização – ou seja, em fase de pagamento – em 4 de maio de 2026, data de lançamento do novo Desenrola Brasil. No caso do Desenrola Fies a negociação pode ser feita até 31 de dezembro de 2026.

As regras para a renegociação foram aprovadas pelo Comitê Gestor do Fundo de Financiamento Estudantil e a regulamentação publicada nesta terça-feira (12) no Diário Oficial da União.

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Confira as condições específicas conforme a situação da dívida:

– Débitos vencidos há mais de 360 dias:

estudantes fora do Cadastro Único para programas sociais do governo federal (CadÚnico) têm desconto de até 77% do valor total consolidado (incluindo o principal) para quitar a dívida;

estudantes inscritos no CadÚnico, com informações atualizadas nos últimos 24 meses, podem quitar a dívida com desconto de 92% do valor consolidado;

estudantes beneficiados pelo CadÚnico com atraso superior a cinco anos na última prestação o desconto é de 99% do valor consolidado.

– Débitos vencidos há mais de 90 dias:

pagamento à vista, com desconto total de juros e multas e redução de até 12% do valor principal;

ou parcelamento em até 150 parcelas mensais, com redução de 100% dos juros e multas.

– Adimplentes ou atraso de até 90 dias:

desconto de 12% de desconto sobre o saldo devedor para quitar os débitos.

O governo estima beneficiar mais de 1 milhão de estudantes com a renegociação.

A adesão ao Desenrola Fies deve ser feita diretamente com a instituição bancária onde o contrato foi firmado, seja a Caixa Econômica Federal ou o Banco do Brasil.

Os canais oficiais de atendimento são:

– Caixa Econômica Federal – 4004 0104 | 0800 104 0104

– Banco do Brasil – 4004 0001 | 0800 729 0001

– Aplicativo BB e Aplicativo Caixa

A orientação do governo é fazer o processo de renegociação de forma digital, “o caminho mais rápido e que evita deslocamentos”.

Passo a passo para renegociar:

– Acessar o canal digital (aplicativo ou portal) até 31 de dezembro de 2026.

– Solicitar a adesão: pelo próprio aplicativo, selecione a opção de renegociação do Fies e verifique a modalidade disponível para o seu perfil de dívida.

– Validar os termos: leia e aceite o termo aditivo eletronicamente. Caso haja necessidade de assinatura de fiadores, o sistema indicará como proceder.

– Efetuar o pagamento da entrada: gere o boleto ou autorize o débito da parcela de entrada diretamente pelo aplicativo para validar sua adesão.

– Acompanhar a regularização: após a confirmação do pagamento, a retirada do nome do estudante e dos fiadores dos cadastros de inadimplentes ocorre automaticamente, com a atualização do cronograma de pagamento.

Criado em 2001, o Fies é uma das políticas públicas de acesso à educação superior no Brasil, com foco em oferecer financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições privadas avaliadas positivamente pelo Ministério da Educação (MEC).

Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Desenrola Brasil

O Desenrola Fies faz parte do novo Desenrola Brasil, programa lançado este mês pelo governo federal que busca ajudar famílias, estudantes e pequenos empreendedores e produtores rurais a renegociar dívidas bancárias, limpar o nome e recuperar o acesso ao crédito.

O principal eixo do programa é voltado para pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente hoje a R$ 8.105, que possuem dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e atrasadas entre 90 dias e dois anos.

A proposta do governo é que os bancos concedam um novo empréstimo para quitar a dívida antiga, com desconto, juros menores e a possibilidade de uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abatimento. Podem ser renegociados débitos com o cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

Até a última segunda-feira (11), cerca de R$ 1 bilhão em débitos bancários já estavam em renegociação. O prazo para renegociação previsto pelo programa é 90 dias.

 

Fonte: Agência Brasil