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Abertura da Copa 2026 tem dois jogos pelo Grupo A

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Duas partidas válidas pelo Grupo A inauguram a Copa do Mundo de 2026 nesta quinta-feira (11). A primeira será disputada entre o México e a África do Sul, às 16h, no Estádio Azteca, na Cidade do México.

A segunda partida será às 23h, entre Coreia do Sul e República Tcheca. O jogo será no Estádio Akron, em Guadalajara – também no México.

Das quatro seleções que integram o Grupo A, a apontada como favorita é a do México, em função de disputar as partidas em casa.

Diferentes escolas

México, África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca têm características próprias de jogo, fazendo dos confrontos do Grupo A uma verdadeira competição entre escolas futebolísticas.

A equipe mexicana costuma valorizar a posse de bola. A expectativa é de que jogue de forma mais intensa e avançada, uma vez que vai atuar com o apoio da torcida.

A África do Sul tem um futebol físico e veloz, de transições rápidas, jogadas pelos lados do campo e muita marcação.

A Coreia do Sul é conhecida pela disciplina tática e velocidade. Costuma jogar com forte marcação e saídas rápidas de contra-ataque.

A República Tcheca segue o padrão da escola europeia. É organizada defensivamente e apresenta um jogo mais direto que valoriza força física, cruzamentos e bolas paradas.

Fonte: Agência Brasil

Atenção, contribuintes! Prazo para concorrer ao sorteio de junho da Nota Fiscal Goiana termina no próximo domingo

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Prazo para se cadastrar e concorrer ao sorteio de maio da Nota Goiana termina no próximo domingo
Contribuintes já cadastrados e aqueles que realizarem inscrição até 14 de junho poderão aproveitar compras do Dia dos Namorados, das festas juninas e dos eventos esportivos para acumular pontos válidos para sorteio de julho (Foto: Denis Marlon)

Termina no próximo domingo (14/06) o prazo para se cadastrar na Nota Fiscal Goiana e participar do sorteio de junho, marcado para o próximo dia 25. Os participantes concorrem a R$ 200 mil em prêmios distribuídos entre 158 ganhadores.

Quem se cadastrar dentro do prazo participa automaticamente do sorteio e pode receber prêmios que variam de R$ 500 a R$ 50 mil (valores brutos, antes da incidência do Imposto de Renda).

Cada bilhete eletrônico é gerado a partir do acúmulo de R$ 100 em compras realizadas no comércio varejista com a inclusão do CPF na nota fiscal.

Além da participação nos sorteios, os pontos acumulados garantem desconto no IPVA do ano seguinte, que pode chegar a 10%, e também ajudam a fortalecer o futebol goiano.

Os contribuintes já cadastrados e aqueles que realizarem a inscrição até o dia 14 de junho podem aproveitar as compras do Dia dos Namorados, das festas juninas e dos eventos esportivos para acumular pontos válidos para o sorteio de julho.

Para isso, basta solicitar a inclusão do CPF na nota fiscal no momento da compra.

Nota Fiscal Goiana  – como se cadastrar?

A inscrição no programa é simples, gratuita e rápida, pelo site oficial do programa Nota Fiscal Goiana, clicar no menu Cadastre-se. Nessa etapa, o consumidor informa CPF, data de nascimento e nome da mãe.

Em seguida, são solicitados e-mail, telefone, endereço e a criação de uma senha. Com o cadastro concluído, o participante passa a concorrer automaticamente aos sorteios mensais de prêmios em dinheiro, sempre que informar o CPF na nota fiscal.

São 158 sorteados todo mês no valor total de R$ 200 mil: um consumidor recebe R$ 50 mil; três ganham R$ 10 mil cada; quatro são contemplados com R$ 5 mil; além de 50 prêmios de R$ 1 mil e 100 de R$ 500.

Secretaria de Economia – Gvoerno de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Precisando concluir os estudos? Matrículas para EJA poderão ser feitas a partir do próximo dia 22

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Matrículas para EJA poderão ser feitas a partir do próximo dia 22 - professor e alunos em sala de aula da EJA
Modelo organizado em ensinos presencial e semipresencial amplia oportunidades para jovens e adultos (Fotos: Seduc-GO)

A Secretaria da Educação (Seduc) abre o período de matrículas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) no próximo dia 22 de junho. O prazo segue até 19 de julho e a solicitação deve ser realizada pelo site matricula.go.gov.br.

As vagas, na modalidade presencial ou semipresencial, são destinadas a pessoas que não tiveram oportunidade de iniciar ou concluir a educação básica na idade regular. O processo contempla novos alunos, renovação de matrículas e transferência.

Matrículas para EJA

Ao solicitar a vaga, o estudante deverá informar seus dados pessoais, modalidade e etapa que deseja cursar.

A confirmação e efetivação da matrícula, tanto para novos alunos quanto para transferências, deverá ser realizada de forma presencial na unidade escolar, com a apresentação de comprovante de escolaridade e endereço.

Caso o aluno não possua comprovação de estudos anteriores, a escola pode realizar uma prova de classificação para identificar o nível de ensino adequado.

A rede pública estadual de ensino oferece essa modalidade em dezenas de municípios goianos, com turmas estruturadas de forma a respeitar a rotina de quem precisa conciliar os estudos com as obrigações profissionais e familiares.

Etapas

A EJA é dividida em duas etapas principais:

  • a primeira corresponde ao ensino fundamental (1º ao 9º ano), voltada para maiores de 15 anos;
  • a segunda abrange o ensino médio (1ª a 3ª série), destinada a estudantes com idade mínima de 18 anos.

Currículo organizado de forma semestral

Para garantir que o estudante consiga concluir os estudos em menos tempo, o currículo é organizado de forma semestral. Dessa forma, cada semestre letivo cursado com aprovação equivale a um ano letivo da escola regular, otimizando o tempo de permanência do aluno na instituição de ensino.

“A EJA é importante para melhorar a vida das pessoas que não conseguiram terminar a educação básica no tempo certo. Ver as vidas transformadas dá muito prazer a todos nós”, afirmou a secretária da Educação, Helena Bezerra.

Modalidade semipresencial

Os investimentos do Estado em plataformas digitais e recursos didáticos modernos ampliam as oportunidades para esse público e promovem formação qualificada aos estudantes que retornam às salas de aula.

Um dos destaques é o programa EJAtec, uma ramificação tecnológica da EJA voltada especificamente para o ensino médio e que atende quem tem dificuldade de frequentar as aulas de forma regular.

O modelo funciona de forma semipresencial, com 80% da carga horária não presencial, por meio de uma plataforma de estudo virtual, e 20% com encontros presenciais obrigatórios nas unidades escolares.

Essa metodologia permite que o estudante organize seu próprio ritmo e concilie os estudos com a rotina de trabalho.

Secretaria da Educação (Seduc) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Semelhanças entre Brasil e África do Sul vão além do verde e amarelo

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A África do Sul estreia na Copa do Mundo nesta quinta-feira (11), na abertura do Mundial, contra o México. A partida será às 16h, na Cidade do México, capital do país que sedia o torneio de futebol ao lado de Canadá e Estados Unidos. 

>> Jogando em casa, México é o grande destaque do Grupo A da Copa

Assim como a seleção brasileira, a equipe sul-africana entrará em campo vestindo as cores verde e amarelo. Mas as semelhanças entre os dois países vão além do uniforme. Brasil e África do Sul compartilham características socioeconômicas e políticas, além de defenderem posições convergentes internacionalmente, como a busca pela paz.

Em termos de futebol, a seleção sul-africana é uma das favoritas do ex-técnico Joel Santana. Em entrevista à Agência Brasil, ele disse que, depois de um jejum de dez anos, os “Bafana Bafana” exibem um futebol com crescente nível técnico.

“Depois que nós, brasileiros, fomos lá, o nível do futebol deles tem subido gradativamente”, afirmou Joel, que comandou os sul-africanos entre 2008 e 2009. “Vou apostar neles até o final”, completou.

Cooperação com o Brasil

Fora dos gramados, os sul-africanos não querem rivais, mas parceiros, conforme afirma o presidente, Cyril Ramaphosa. Em encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em março deste ano, em Brasília, ele disse que espera ampliar as relações com a América Latina, começando por cooperações econômicas com o Brasil.

“Deveríamos [Brasil e África do Sul] cooperar em um nível muito mais alto”, declarou, à época. “Somos os dois países mais industrializados em nossos continentes, e o comércio entre nós precisa ser muito maior”, afirmou Ramaphosa. 

Para o sul-africano, é preciso atuar juntos em setores como agricultura e pecuária, energia, mineração e defesa. Lula acrescentou que o intercâmbio anual entre Brasil e África do Sul está estagnado há quase 20 anos, chegando a US$ 2,3 bilhões.

 “Não existe nenhuma explicação política para que o comércio entre os países não seja de US$10 bilhões”, disse Lula. 

Atualmente, o Brasil exporta para o país africano, majoritariamente, carnes de aves, açúcar e veículos rodoviários, enquanto compra prata, platina e outros minerais. 

Em março, os países fecharam acordo para reforçar a cooperação no turismo, mirando o aumento da conectividade aérea e a promoção de destinos. Depois, vieram parcerias técnicas em agropecuária, com foco no enfrentamento da febre aftosa e no aprimoramento de medidas de vigilância sanitária animal no outro país.

 


Brasília, 09/03/2026 Declaração a imprensa, durante encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Brasília, 09/03/2026 Declaração a imprensa, durante encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Apartheid e a guerra no Oriente Médio

Na visita de Estado ao Brasil, Ramaphosa também endossou o posicionamento internacional do Brasil por uma solução pacífica para as guerras no Oriente Médio. As agressões, afirmou, violam a Carta das Nações e causam mortes e destruição.

Na avaliação de especialistas, o posicionamento da África do Sul tem um peso importante, diante da autoridade moral do país que enfrentou, por 50 anos, o apartheid. O regime político segregava negros e brancos, privilegiando o segundo grupo. 

“A África do Sul tem autoridade moral, porque viveu um momento interno escabroso e conseguiu superar isso sem guerra civil”, analisou o pesquisador sênior do Instituto Nacional de Ciências e Tecnologia (INCT), William Gonçalves. 

Professor aposentado de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e testemunha de fatos históricos, ele afirma que essa “autoridade” faz com que a  África do Sul se sinta à vontade para condenar Israel por ações em Gaza e no Líbano. “Eles podem dizer: isso é crime de guerra, isso é genocídio”, completou.

Bem depois do fim do apartheid, em 2015, a África do Sul ajudou a própria ONU a aprovar as Regras Nelson Mandela ─ ex-presidente daquele país detido por sua luta contra o apartheid. A série de normas proíbe a tortura no sistema penal e assegura um julgamento justo, o que Mandela não teve, assim como centenas de pessoas da Palestina detidas nas prisões israelenses, segundo denúncias de entidades de defesa dos direitos humanos.

A tortura de crianças, mulheres e homens palestinos é sistemática, generalizada e se tornou doutrina de Estado em Israel, segundo as Nações Unidas (ONU). 

Nos anos 1970, quando a nação africana vivia a segregação racial, o Brasil foi um dos países que pressionaram pelo fim do regime, lembrou o professor.

O país da América do Sul congelou relações diplomáticas e comerciais com Pretória, forçado pela pressão interna do movimento negro e por uma coalizão de países africanos que ameaçavam suspender o envio de petróleo ao Brasil. Naquele momento, o país africano era o maior parceiro comercial brasileiro no continente, e o Brasil produzia menos petróleo.

 


Exposição Centenário Mandela, no Palácio Itamaraty. A mostra apresenta a trajetória do ativista (Nelson Mandela) que combateu o regime do apartheid e tornou-se o primeiro presidente negro da África do Sul.
Exposição Centenário Mandela, no Palácio Itamaraty. A mostra apresenta a trajetória do ativista (Nelson Mandela) que combateu o regime do apartheid e tornou-se o primeiro presidente negro da África do Sul.

Defesa da soberania

Com a transição para um regime democrático liderado por Nelson Mandela nos anos 1990 , a África do Sul passou por mudanças positivas, como o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), queda do desemprego e da inflação, além de melhorias no sistema de educação e saúde, embora as desigualdades ainda persistam. 

A África do Sul é a principal economia do continente africano e voltou a se aproximar do Brasil nos anos 2000. O interesse não se restringiu a objetivos econômicos de curto prazo, mas incluiu a construção de uma aliança pelo desenvolvimento no sul global. 

“A experiência do desenvolvimento do Brasil e sua atuação no cenário mundial contra as desigualdades atrai parceiros com os mesmos objetivos”, afirmou Gonçalves.

Para o pesquisador, os dois países lutam pelo desenvolvimento, apesar de suas complexidades. “Lutam com dificuldade, mas deram passos significativos”, disse Gonçalves. Ele informa que os sul-africanos conquistaram a autonomia nuclear, sendo o único país do continente africano a produzir energia nuclear em escala comercial, por exemplo.

 


Rio de Janeiro (RJ), 06/07/2025 - Foto ofical do Brics com seus membros.
Da esquerda para direita:
Minister Sergei Lavrov (Rússia),
Khaled bin Mohamed Al Nahyan (Emirados),
Prabowo Subianto (Indonésia)
Cyril Ramaphosa (África do sul)
Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil)
Primeiro ministro, Narendra Modi  (Índia)
 Premier Li Qiang (China)
Abiy Ahmed (Etiópia)
Mostafa Madbouly (Egito)
 Abbas Araghchi (Irã)
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 06/07/2025 - Foto ofical do Brics com seus membros.
Da esquerda para direita:
Minister Sergei Lavrov (Rússia),
Khaled bin Mohamed Al Nahyan (Emirados),
Prabowo Subianto (Indonésia)
Cyril Ramaphosa (África do sul)
Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil)
Primeiro ministro, Narendra Modi  (Índia)
 Premier Li Qiang (China)
Abiy Ahmed (Etiópia)
Mostafa Madbouly (Egito)
 Abbas Araghchi (Irã)
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Hoje, Brasil e África do Sul têm parcerias também em saúde, na luta contra o HIV-AIDS, no combate à pobreza, se posicionam contra o racismo e pelo desenvolvimento sustentável.

Na Conferência das Partes (COP), em novembro de 2025, no Brasil, a África do Sul apoiou a proposta brasileira de criar o Fundo de Florestas Tropicais, além de publicamente compartilhar valores como a defesa da soberania e independência dos países.

Na avaliação de Gonçalves, ambos buscam consolidar suas democracias, crescer economicamente e buscar maior papel de influência no cenário global, sendo a aproximação benéfica para os dois lados.

Fonte: Agência Brasil

Brasil assina acordo que prevê perseguição policial além de fronteiras

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O governo brasileiro assinou decreto, nesta quarta-feira (10), a fim de ampliar a cooperação policial para as áreas de fronteira e transfronteiriças com a Argentina, Paraguai e Uruguai, incluindo perseguições de fugitivos e investigações conjuntas.

O decreto é resultado de acordo firmado em Bento Gonçalves (RS), em dezembro de 2019. O documento estipula que os países podem atuar, em conjunto, para prevenir e investigar crimes de acordo com as respectivas legislações.

Cerco a fugitivos

No caso de perseguições, o decreto autoriza que policiais de um determinado país busquem fugitivos que ultrapassarem as fronteiras nesses países.

“[Os policiais] poderão adentrar o território da outra Parte, em comunicação e coordenação com a autoridade policial da outra, para realizar a apreensão preventiva das pessoas perseguidas”, diz o documento.

Ficou definido que essas perseguições devem ser combinadas bilateral ou trilateralmente. Estão previstos, para essa finalidade, intercâmbio de metodologias e tecnologias, capacitação com cursos e treinamentos e troca de informações para prevenir ilícitos.

Quando houver prisões desses fugitivos, as autoridades policiais entregarão essas pessoas às autoridades do país onde os fugitivos foram encontrados. “Os agentes e veículos do Estado perseguidor deverão estar devidamente identificados.”

Além disso, os países decidiram aperfeiçoar os sistemas de comunicações e trocar de  conhecimentos de interesse para a investigação de crimes com utilização de centros de operações.

Fonte: Agência Brasil

Construção empregou 2,5 milhões e pagou média de 2,1 salários mínimos

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A indústria da construção civil no Brasil ocupava 2,5 milhões de pessoas em 2024 e pagava remuneração média de 2,1 salários mínimos. Eram 191 mil empresas que injetavam R$ 95,6 bilhões nos bolsos dos trabalhadores.

Os dados fazem parte da Pesquisa Anual da Indústria da Construção, divulgada nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento traz informações de empresas de três grandes grupos de atividade: construção de edifícios (inclui residenciais, comerciais, industriais e reformas); obras de infraestrutura, como pontes, rodovias e praças; e serviços especializados para construção, que englobam pintura e instalação elétrica, por exemplo.

A edição de 2024 do levantamento absorveu mudanças de metodologia, de forma que o IBGE não aplica comparações com anos anteriores. A série histórica anterior era iniciada em 2007.

Onde estão os empregos

O levantamento revela que as empresas classificadas no grupo construção de edifícios são as maiores empregadoras. Nesses empreendimentos estão 894,8 mil pessoas, o que representa 35,7% dos ocupados.

Logo em seguida figuram as firmas de serviços especializados, com 34,4% da mão de obra do setor. Já as obras de infraestrutura empregavam 29,9% dos trabalhadores em 2024.

Apesar de estarem no grupo com o menor número de ocupados, as empresas de obras de infraestrutura têm a maior média de funcionários por empresa: 39 pessoas.

Nos empreendimentos destinados à construção de edifícios, o contingente médio é de 13 trabalhadores. Nos de serviços especializados, oito funcionários.

Salários

As companhias que trabalham com obras de infraestrutura são as que pagam maiores remunerações, com média de 2,6 salários mínimos.

As empresas de atuam na construção de edifícios pagaram 1,9 salário mínimo, à frente das de serviços especializados (1,8). Em 2024, o salário mínimo nacional era R$ 1.412.
 


Brasília (DF), 09/06/2026 - Arte sobre construção civil. Arte/Agência Brasil
Brasília (DF), 09/06/2026 - Arte sobre construção civil. Arte/Agência Brasil

Valor de obra

Os pesquisadores do IBGE chegaram ao valor total de incorporações, obra e serviços de construção, que alcançou R$ 522,5 bilhões em 2024.

Veja o valor de obra por segmento:

  • Infraestrutura: R$ 200,9 bilhões;
  • Construção de edifícios: R$ 1989 bilhões;
  • Serviços especializados: R$ 122,8 bilhões.

Com os dados sobre valor de obra, a pesquisa chegou ao RC8, indicador que aponta o tamanho do mercado abocanhado (grau de concentração) pelas oito principais empresas do setor, que ficou em 3,1%. Esse patamar indica uma indústria pouco concentrada, sem monopólios.

Saiba mais sobre a pesquisa no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Obras entregues

A pesquisa revela os principais empreendimentos entregues no país pelo setor de construção civil em relação ao valor de obra. Confira o ranking:

  • Rodovias, ferrovias, obras urbanas e obras de arte especiais: 22,8%;
  • Obras residenciais: 22,2%;
  • Serviços especializados para construção: 19,2%
  • Obras de infraestrutura para energia elétrica, telecomunicações, água, esgoto e transporte por dutos: 12,8%;
  • Edificações industriais, comerciais e outras edificações não residenciais: 10,7%;
  • Construção de outras obras de infraestrutura: 10,5%;
  • Incorporação de imóveis construídos por outras empresas: 1,9%.

Custos

Sob a ótima dos custos, a mão de obra é o que mais pesa no orçamento das empresas, com 30,7% do total.

Logo em seguida, a maior fatia ficou com o chamado “consumo intermediário”, que reúne despesas operacionais como combustíveis, manutenção, aluguéis de máquinas e serviços prestados por terceiros (excetuando materiais e empreiteiras), respondendo por 22,5%.

Os demais custos foram materiais de construção (22,3%), demais despesas ─ compostas por impostos, taxas, custos com terrenos, depreciação e gastos financeiros ─ (14,7%) e obras e serviços contratados a terceiros (9,7%).

Contratantes de obras

De acordo com o IBGE, de cada R$ 3 em valor de obra em 2024, R$ 1 foi demandado pelo setor público, ou seja, 33%, cabendo 67% à iniciativa privada.

No caso específico das obras de infraestrutura, o setor público representa 48,2% da demanda por construção. Na atividade construção de edifícios, a participação dos governos como contratante se reduz a 22,9%. Em serviços especializados, 19,5%.

Para o analista do IBGE Marcelo Miranda Freire de Melo, esses dados revelam a relevância do setor público para a construção civil no país.

“Essa demanda está muito concentrada no segmento de obras de infraestrutura, onde quase metade da demanda é feita pelo setor público. Nos outros dois segmentos, essa relevância do setor público é um pouco menor, a grande parte é o setor privado”, avalia.

Fonte: Agência Brasil

TCU aprova com ressalvas contas do governo Lula de 2025 

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O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (10), por unanimidade, as contas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva referentes a 2025, mas com diversas ressalvas e alertas relacionadas à execução orçamentária e financeira.

Os ministros seguiram na íntegra o parecer do relator das contas da União, Benjamin Zymler, que em seu voto afirmou que “as contas são fidedignas”. Contudo, Zymler apontou problemas no controle de renúncias fiscais e na trajetória da dívida pública, entre outros.

Entre aș principais ressalvas indicadas está o empréstimo de R$ 12 bilhões aos Correios, que, na avaliação do relator, foi aprovado pelo governo sem análise técnica adequada.

“Não houve um exame adequado do plano de recuperação nem dos riscos fiscais associados à concessão de garantia, pela União, ao empréstimo tomado à Empresa de Correios e Telégrafos”, disse Zymler ao apresentar o resultado do exame nas contas feito pelo corpo técnico do TCU.

As contas foram examinadas em sessão extraordinária na sede do TCU, em Brasília, que contou com a presença de três ministros de governo: Bruno Moretti (Planejamento), Vinícius de Carvalho (Controladoria-Geral da União) e Miriam Belchior (Casa Civil).

No relatório, Zymler reconheceu o cumprimento da meta fiscal para 2025, que era de gastos iguais às receitas, com tolerância de 0,25% de déficit. Contudo, ele ressalvou que o déficit do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) ficou em 0,47%, o equivalente a R$ 58,6 bilhões.

Outro ponto ressalvado pelo relator foi o tamanho das despesas que ficaram, por aprovação do Congresso, de fora da meta fiscal formal, na ordem de R$ 48,7 bilhões. Isso prejudica a confiança nas regras fiscais, destacou Zymler.

O corpo técnico do TCU apontou a discrepância entre o esforço fiscal realizado e aquele necessário para estabilizar a trajetória da dívida pública. Segundo cálculos da corte de contas, seria necessário um superávit primário de 1,94% no Governo Central.

Entre os alertas, o relatório apontou, por exemplo, a rigidez na execução orçamentária, com 91,4% dos gastos realizados pelo governo sendo de natureza obrigatória.

Outro alerta diz respeito ao tamanho das renúncias fiscais, que chegam a R$ 544 bilhões, ou 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Desse montante, 47% não têm prazo de vigência, enquanto mais de 47% de 21 das principais politicas não passam por avaliação periódica. Tais renúncias comprometem o esforço para que o governo cumpra a meta fiscal.

O TCU também destacou a pressão sobre as contas públicas exercida pelo patamar elevado da taxa básica de juros da economia, a Selic, que se encontra em 14,5% ao ano e majora o custo da dívida pública.

O parecer aprovado pelo plenário do TCU deverá agora ser encaminhado ao Congresso Nacional, a quem cabe a decisão final sobre a aprovação das contas de governo, ou seja, se elas atendem ao novo arcabouço fiscal.

Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Fonte: Agência Brasil

PF combate tráfico internacional de drogas por rotas marítimas

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (11), a Operação Balcãs, para combater uma organização criminosa transnacional investigada por tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

A apreensão de, aproximadamente, 2,7 toneladas de cocaína escondida em veleiro, interceptado em águas internacionais perto de Cabo Verde, na costa africana, deu início à investigação, segundo a PF.

Ao longo de quase três anos de trabalho investigativo, os policiais federais identificaram uma “estrutura criminosa voltada ao envio de cocaína da América do Sul para a Europa mediante rotas marítimas transatlânticas”.

As ações policiais ocorrem em cidades de São Paulo onde foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos em Santos, Guarujá e na capital paulista. Os mandados foram expedidos pela 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia.

“A Justiça Federal também determinou bloqueio de contas bancárias, de aplicações financeiras, bem como sequestro de veículos, imóveis e demais ativos patrimoniais aos investigados, até o limite de R$ 20 milhões”.

De acordo com a PF, o material apreendido passará por perícia e “analisado no contexto das investigações, com o objetivo de aprofundar a identificação dos envolvidos, de esclarecer a dinâmica dos fatos apurados e de subsidiar a continuidade da persecução criminal”.

Fonte: Agência Brasil

Deolane e Marcola são denunciados por lavagem de dinheiro para o PCC

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O Ministério Público de São Paulo ofereceu denúncia contra seis pessoas acusadas de integrar organização criminosa destinada a lavar dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).  Entre os denunciados estão a advogada e influencer Deolane Bezerra e Marco Willians Herbas Camacho (Marcola), apontado como líder do PCC.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o núcleo operava uma estrutura financeira “voltada à dissimulação e à reinserção na economia formal dos recursos ilícitos obtidos pela facção criminosa”, que atuou entre 2018 e 2025 através de uma empresa de transportes administrada por Ciro Cesar Lemos, já condenado por organização criminosa.

Lemos recebia ordens de Marcola e de seu irmão Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, outra liderança da organização, para repassar rendimentos aos outros membros da rede. 

A rede também era composta pelo operador financeiro Everton de Sousa e pelos filhos de Alejandro, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho. De acordo com o Gaeco, Leonardo e Paloma estão foragidos no exterior.

Segundo o Gaeco, Deolane recebia depósitos fracionados provenientes da transportadora, ocultando sua origem mediante o uso de contas próprias.

“A acusada planejava, segundo a investigação, reestruturar suas empresas e transferi-las para fundos sediados no exterior, operando a lavagem de dinheiro dos valores oriundos de integrantes do PCC. Sousa supervisionava prestações de contas e o fluxo de valores como operador intermediário. Já Paloma e Leonardo recebiam parcelas dos rendimentos ilícitos por determinação do pai, cabendo a Paloma orientar Lemos sobre a distribuição dos valores, a partir de informações repassadas por Alejandro”, afirmou o Gaeco, por meio de nota.

Deolane continua presa e teve pedido de habeas corpus negado pela Justiça nesta terça-feira (9). Marcola foi preso em 1999 e Alejandro está preso desde 2006. 

Apesar disso, sua influência é considerada central para as operações da facção, através de advogados, familiares, outros presos e de redes clandestinas de comunicação, denunciadas pelas autoridades penais e judiciárias. 

Defesa

A defesa de Deolane Bezerra  afirmou que não teve acesso à acusação e que ela não faz parte de nenhuma organização  criminosa ou cometeu qualquer crime. 

A defesa de Marco Willians Herbas Camacho disse que ele e seu irmão Alejandro estão em presídio de segurança máxima desde 2019, o que torna inviável sua participação no esquema. Também acrescentou que Leonardo e Paloma “refutam integralmente as imputações formuladas”, embora não negue a relação patrimonial e os “elementos financeiros” da denúncia, que serão esclarecidos e são regulares, assim como são improcedentes as acusações.

Fonte: Agência Brasil

Copa do Mundo 2026 expõe tensões fora do campo

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Espaço de celebração esportiva e encontro entre povos, a Copa do Mundo de 2026 tem sido marcada também por polêmicas e controvérsias que extrapolam o futebol, colocando em evidência os efeitos das políticas interna e externa de um de seus países-sede, os Estados Unidos.

Do ponto de vista externo, a guerra dos EUA contra o Irã, que também participa da competição, tem implicado em dificuldades para o país visitante, a ponto de sua delegação chegar a ser proibida de pernoitar em território estadunidense.

Do ponto de vista interno, a política migratória implementada pelo presidente Donald Trump tem causado problemas para delegações, torcedores e até mesmo para a arbitragem da competição.

Diante da situação, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) buscou, nos períodos que antecederam a Copa, negociar com autoridades dos EUA a flexibilização de algumas regras durante o torneio, de forma a reduzir algumas das barreiras impostas pelo controle migratório daquele país.

Apesar do esforço – e diante do fato de a entidade atuar mais como mediadora do que como decisora – são muitos os relatos de dificuldades para a entrada de fãs, delegações e outros profissionais do esporte no país.

Para além disso, há também questionamentos sobre custos de ingressos e organização, o que reforça as expectativas de que a Copa será marcada por tensões que vão além do futebol.

Delegação iraniana

As polêmicas por conta das políticas migratórias dos EUA começaram muito antes da Copa. Entre as delegações que tiveram mais problemas, a de maior destaque é a do Irã, país contra o qual os EUA declararam guerra.

As tensões começaram meses antes do evento, com a dificuldade dos jogadores iranianos para obter visto, o que só aconteceu às vésperas do torneio. Integrantes da comissão técnica e dirigentes foram impedidos de viajar aos EUA, a tempo de possibilitar uma preparação adequada da equipe.

Para piorar, a delegação iraniana foi proibida de se hospedar no estado norte-americano do Arizona, conforme era previsto inicialmente. Vale lembrar que as três partidas iniciais do Irã serão disputadas em território estadunidense.

A solução adotada emergencialmente foi a de mudar a base da delegação para a cidade de Tijuana, no México. Na sequência, o governo dos EUA informou que não permitiria que a delegação pernoitasse nos EUA, antes ou após as partidas. Essa decisão, no entanto, foi revista, de forma a permitir o pernoite da equipe na noite anterior a cada partida.

Os torcedores iranianos também têm encontrado dificuldade para participar do maior evento futebolístico do planeta. Há, segundo agências internacionais, relatos de torcedores iranianos que tiveram seus ingressos cancelados a poucos dias do início do mundial.

Aymen Hussein

Um outro caso polêmico envolve o jogador iraquiano Aymen Hussein. Ele foi retido por várias horas na imigração dos EUA no aeroporto de Chicago, onde passou por um interrogatório rigoroso poucos dias antes do início do mundial.

Considerado destaque da equipe, ele teve o celular inspecionado antes de ser liberado para entrar no país.

Hussein não foi o único da delegação iraquiana a ter problema. O fotógrafo da equipe, Talal Salah, foi impedido de entrar nos EUA, após ficar por mais de 10 horas retido na imigração.

Árbitro barrado

A imigração dos EUA barrou também a entrada daquele que seria o primeiro árbitro da Somália a apitar uma partida de Copa do Mundo. Omar Abdulkadir Artan foi considerado “inadmissível” pelas autoridades estadunidenses ao desembarcar no aeroporto de Miami, vindo de Istambul.

Segundo comunicado da alfândega, ele teve a entrada negada devido a “preocupações com a verificação de antecedentes”. As autoridades, no entanto, não especificaram quais seriam tais preocupações.

Mesmo tendo visto aprovado e estando oficialmente credenciado pela Fifa, Artan foi impossibilitado de participar do torneio. A Fifa lamentou o episódio sob o argumento de não ter controle sobre decisões de imigração nos países-sede.

Preço dos ingressos

Outra polêmica da Copa de 2026 envolve o preço cobrado pelos ingressos. Segundo a imprensa internacional, a atual edição é considerada uma das mais caras da história, com preços que vão de US$ 2 mil a US$ 7,8 mil, no caso da final.

Na Copa do Catar, em 2022, o valor do ingresso da final estava em cerca de US$ 1,6 mil.O modelo adotado para o Mundial nos Estados Unidos, Canadá e México segue a lógica tradicional da Fifa de dividir os ingressos por categorias — o que determina tanto o preço quanto a localização do torcedor no estádio.

O ingresso mais barato custa cerca de US$ 60, para a fase de grupos. Eles, no entanto, foram vendidos em quantidade bastante limitada, levando a maioria a pagar até US$ 620 para as primeiras partidas.

Para as fases eliminatórias, os ingressos chegam a custar mais de US$ 3 mil. Já os preços cobrados para a grande final vão de US$ 2.030 a cerca de US$ 7,8 mil.

Fonte: Agência Brasil