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Ancelotti garante que empate na estreia da Copa não abala confiança

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O técnico Carlo Ancelotti foi sucinto na entrevista coletiva que concedeu no MetLife Stadium, em Nova Jersey, após o empate da seleção brasileira com Marrocos, por 1 a 1, na estreia da Copa do Mundo. Apesar da cara fechada e de respostas mais curtas que o usual, o italiano garantiu que a confiança do elenco segue inabalada.

“O primeiro tempo foi difícil. A equipe estava ansiosa, com muitas bolas perdidas. Fizemos um segundo tempo muito melhor. O resultado não é mau. A Copa não se ganha no primeiro jogo”, comentou o treinador.

“A confiança é total. No futebol, nem tudo sai perfeitamente. A estreia, por muitas razões, pode não sair como se quer. O objetivo é classificarmos, passarmos da fase de grupos e melhorarmos com o tempo”, acrescentou.

Durante a entrevista, Ancelotti foi questionado sobre as escolhas de Ibañez (que é zagueiro de ofício) para a lateral direita e Igor Thiago para o comando do ataque no time titular. Ele também teve de responder sobre a opção por manter o atacante Endrick no banco. O treinador optou por não entrar em detalhes.

“Não estou aqui para falar individualmente de jogadores. Falei que a escalação inicial não é a que termina o jogo. E quem entrou fez um bom jogo”, avaliou o italiano.

O próximo compromisso do Brasil será na sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C, que tem jogos nos Estados Unidos e ainda conta com a Escócia. Segundo Ancelotti, há possibilidade de a formação titular ser diferente da que encarou Marrocos.

“[A escalação] Pode mudar, dependendo das características do rival”, resumiu.

O técnico aguarda, ao longo da semana, a presença de Neymar aos treinos. O atacante se recupera de uma lesão na panturrilha direita e ainda não foi a campo desde a convocação para a Copa.

Fonte: Agência Brasil

Bancos terão expediente especial em dia de jogos do Brasil na Copa

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Agências bancárias terão horário especial de atendimento ao público nos dias de jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo. O horário de abertura será o habitual de cada agência, já fechamento dos locais será duas horas antes do horário de início do jogo.

Caso a partida se inicie às 14h, o encerramento do atendimento ao público será as 12h. No dia de jogo do Brasil às 16h, o fechamento será 14h. E caso a seleção entre em campo às 17h, as agências fecharão às 15h.

Já os horários de expediente dos postos de atendimento e das agências que funcionam em locais especiais, como shoppings e aeroportos, serão informados diretamente pelo estabelecimento, caso a caso.

Os canais digitais e remotos dos bancos, como internet e aplicativos, assim como as salas de autoatendimento, funcionarão normalmente nos dias de jogos da seleção brasileira, seguindo os horários estabelecidos por cada instituição.

O Pix, que funciona 24 horas todos os dias e feriados, poderá ser feito normalmente.

Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) explicou que a medida também busca conciliar o atendimento à população com a segurança operacional das agências e dos serviços de transporte de valores.

 

Fonte: Agência Brasil

Vinícius Júnior admite atuação ruim do Brasil: "Precisamos melhorar"

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Autor do gol do Brasil na estreia da Copa do Mundo, o atacante Vinícius Júnior reconheceu que a seleção canarinho não teve boa atuação no empate por 1 a 1 com Marrocos. Em entrevista coletiva no MetLife Stadium, em Nova Jersey, depois do confronto deste sábado (13), o camisa 7 disse que sair perdendo atrapalhou os planos da equipe.

“Sem dúvidas, tem o peso da estreia. É sempre o jogo mais difícil, em que você tem que se adaptar o mais rápido possível. Tomamos o gol cedo, isso muda a nossa forma de jogar. Para ganhar a Copa, vamos ter que sofrer, que virar jogos. E temos que estar preparados para isso”, afirmou o atacante, eleito pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) o melhor em campo.

Dominado, o Brasil viu Marrocos sair na frente aos 20 minutos, em um golaço por cobertura do atacante Ismael Saibari. A seleção africana controlava o jogo, mas em jogada individual pela esquerda, após receber passe do volante Bruno Guimarães, Vinícius Júnior deixou tudo igual dez minutos depois.

“A gente não está feliz com nossa partida. Marrocos é uma excelente equipe, que joga junto há muito tempo. Precisamos melhorar para ganhar os próximos jogos”, resumiu o camisa 7 brasileiro.

Questionado sobre as opções do elenco para atuar ao lado dele na sequência da competição, Vinícius Júnior evitou polemizar.

“Acho que a gente tem que se adaptar com os jogadores que temos aqui. Isso vai fazer toda diferença. Cada um tem sua característica. A experiência conta muito e tem o gás da galera jovem. Vamos precisar dos 26 jogadores”, finalizou o atacante.

A seleção canarinho volta a campo na próxima terça-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), para enfrentar o Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C, que é todo disputado nos Estados Unidos – México e Canadá são os demais anfitriões.

Fonte: Agência Brasil

Brasil sofre com Marrocos e estreia na Copa do Mundo com empate

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A caminhada em busca do hexa da Copa do Mundo iniciou dramática para o Brasil. Neste sábado (13), a seleção verde e amarela empatou por 1 a 1 com Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Essa foi a partida de abertura do Grupo C, que ainda tem Haiti e Escócia. As duas seleções ainda se enfrentam na rodada.

A expectativa era de um confronto difícil. Se a equipe brasileira ocupa o sexto lugar do ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), a marroquina aparece logo atrás e vem de uma semifinal no último Mundial, no Catar.

A seleção de Carlo Ancelotti foi dominada na maior parte da etapa inicial e sofreu o gol, em contra-ataque veloz dos africanos. O time brasileiro não se encontrava em campo e errava muito. Vinícius Júnior, porém se destacava. Parecia mais à vontade no jogo e em jogada individual empatou com um belo gol.

O Brasil até teve maior presença ofensiva nos 45 minutos finais, mas sem eficiência suficiente. Mudanças no time no segundo tempo melhoraram a saída de bola e deram mais volume de jogo para a Seleção, mas não o suficiente para virar o jogo. Em um confronto que prometia ser muito equilibrado, a lógica prevaleceu.

Fim do mistério

Ancelotti fez mistério ao longo da semana e evitou dar pistas da escalação nos 15 minutos diários aos quais a imprensa tinha acesso nos treinos. As maiores dúvidas foram sanadas cerca de uma hora e meia antes de a bola rolar, com a divulgação dos titulares. A opção foi por Ibañez no lugar de Wesley, cortado por lesão, e de Igor Thiago no comando do ataque.

Primeiro tempo no lucro

A partida iniciou com Marrocos no controle das ações. A seleção africana ocupou o campo de ataque e pressionou a saída de bola, aproveitando o nervosismo do Brasil, que encontrava dificuldades para trocar passes e cometia erros em sequência. Em 15 minutos, os Leões do Atlas (como é conhecido o time marroquino) já tinham seis chutes, ainda que nenhum de grande perigo, e mais de 55% de posse.

Quando os brasileiros pareciam se encontrar no jogo, veio o gol marroquino. Aos 20 minutos, Bilal El Khannous desarmou Lucas Paquetá, que não conseguiu dominar o passe forte de Ibañez, e deu início ao contra-ataque. O também meia Brahim Diaz recebeu pelo meio e lançou Ismael Saibari. O atacante superou a dupla de zaga na velocidade e tocou por cobertura, na saída de Alisson.

O gol deixou o Brasil ainda mais tenso em campo, sem conseguir ajustar a marcação, frágil e lenta. Marrocos aproveitou e sufocou o time de Ancelotti na defesa. Para complicar, Ibañez e Casemiro receberam cartões amarelos e ficaram pendurados, sob risco de expulsão.

Parecia que somente a qualidade individual recolocaria a seleção brasileira no jogo. E ela veio com Vinícius Júnior. Aos 31, o camisa 7 recebeu do volante Bruno Guimarães na área pela esquerda, driblou o meia Neil El Aynaoui e bateu forte e cruzado para deixar tudo igual. Um belo gol em Nova Jersey.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group C - Brazil v Morocco - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - June 13, 2026 Morocco's Achraf Hakimi embraces Brazil's Vinicius Junior after the match REUTERS/Dylan Martinez
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group C - Brazil v Morocco - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - June 13, 2026 Morocco's Achraf Hakimi embraces Brazil's Vinicius Junior after the match REUTERS/Dylan Martinez

Mais calmos, os brasileiros conseguiram equilibrar o jogo e trocar mais passes. Marrocos não abdicou do ataque, mas a partida perdeu intensidade. A melhor chance antes do intervalo foi um voleio de Lucas Paquetá, dentro da área pela direita, após cruzamento de Douglas Santos pela esquerda, que o goleiro Yassine Bono defendeu.

Brasil melhora

Para o segundo tempo, Ancelotti trocou os amarelados Ibañez e Casemiro para entradas de Danilo e Fabinho. Mais ligado, o Brasil voltou do intervalo se lançando a frente, conseguindo diminuir o espaço de Marrocos. Aos seis minutos, na sequência de uma cobrança de lateral rápida pela esquerda, Igor Thiago recebeu na área e chutou forte, em cima de Bono, que espalmou no susto. Foi o único lance de perigo do camisa 25 na partida.

Atrás de mais mobilidade no setor ofensivo, o técnico italiano fez outras duas mudanças, tirando Igor Thiago, que errou praticamente tudo no jogo, e Lucas Paquetá. No lugar deles, entraram Matheus Cunha e Luiz Henrique. Por fim, Bruno Guimarães deu lugar a Danilo Santos.

Com as alterações, o Brasil tomou conta do campo marroquino, mas sem conseguir acertar o último passe, ou seja, concluir com efetividade. Rafinha, outro que acertou pouco na partida, ainda teve a chance da redenção na reta final do jogo. Recebeu de Vinícius Júnior na grande área, com espaço, mas não acertou em cheio o chute, que parou nas mãos de Bono.

Nos instantes finais, os Leões do Atlas ainda obrigaram Alisson a duas grandes defesas. Primeiro, em chute de El Aynaoui de fora da área. Depois, antecipando-se ao atacante Ayoube Amaimouni no rebote na pequena área, salvando a seleção canarinho da derrota.

O próximo compromisso será na sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. No mesmo dia, mas às 19h, Marrocos pega a Escócia no Gillette Stadium, em Boston.

Fonte: Agência Brasil

Concorrência do etanol e subvenção fazem preço da gasolina cair

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A concorrência com o etanol e ações do governo para subsidiar combustíveis fizeram a gasolina ficar mais barata nos postos. Em maio, o preço recuou 1,46%, representando o produto que mais puxou para baixo a inflação oficial do mês.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio ficou em 0,58%, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (12).

O comportamento do preço da gasolina significou impacto de -0,08 ponto percentual (p.p.) no IPCA do mês.

A queda segue dois meses de alta, provocada pelo conflito no Oriente Médio, que causou disrupção na cadeia internacional do petróleo, encarecendo derivados como a gasolina e o óleo diesel em praticamente todo o mundo.

Veja o comportamento do preço da gasolina no Brasil depois do início do conflito, em 28 de fevereiro:
 

Março 4,59%
Abril 1,86%
Maio -1,46%

O analista do IBGE Fernando Gonçalves aponta que o etanol ficou 6,2% mais barato em maio, sendo o segundo produto que mais puxou para baixo o IPCA. “Caiu por conta de uma disponibilidade maior”, contextualiza.

Gonçalves explica que o produto está mais rentável e isso faz com que os produtores disponibilizem a safra de cana mais para a produção do etanol em detrimento ao açúcar.

Com mais etanol no mercado, menor o preço de venda. “Com etanol mais barato, a gasolina, por concorrência, acaba também reduzindo o preço”, completa.

O Brasil tem grande parte da frota de automóveis flex, o que permite o motorista escolher entre gasolina ou etanol na hora em que chega ao posto de combustível.

Subvenção

O outro elemento que ajudou a derrubar o preço da gasolina é a política de subvenção adotada pelo governo, uma espécie de reembolso para produtores e importadores do combustível.

A medida é uma das formas de o governo evitar que a escalada no custo dos derivados de petróleo cause choque de preços no Brasil.

A subvenção, atualmente em R$ 0,44 por litro, é o valor que o governo paga aos agentes do mercado, em troca do repasse do “desconto” aos consumidores finais.

Na prática, é como se o governo devolvesse às refinarias e importadores parte dos tributos federais cobrados sobre os combustíveis, como Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).

A medida contribuiu para diminuir o impacto de um aumento recente anunciado pela Petrobras, principal produtora de gasolina do país. A estatal reajustou o preço em R$ 0,48, mas apenas o valor de R$ 0,04 foi repassado ao consumidor.

Diesel

A política de subvenção também foi aplicada ao óleo diesel, majoritariamente usado por caminhões e ônibus. Em maio, o IBGE apurou recuo de 2,34%, sendo o quarto produto que mais puxou a inflação para baixo.

Em março, primeiro mês de guerra no Oriente Médio, o combustível subiu 13,9%. Em abril, 4,46%.

No diesel, a subvenção chegou a R$ 1,52 por litro pago aos importadores e R$ 1,12 aos produtores em maio.

Frete ainda pesa

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, o de transportes ─ que inclui os combustíveis ─ foi o único que apresentou deflação em maio, ou seja, na média, ficou mais barato (-0,46%).

Apesar desse comportamento, o frete ainda pesou no mês e ajudou os alimentos a subirem 1,33%, sendo o maior impacto de alta no IPCA de maio (0,29 p.p.)

“O frete caiu, mas ainda está onerando o preço dos alimentos”, diz Gonçalves.

Guerra e preço

Iniciada no último fim de semana de fevereiro, a guerra dos Estados Unidos e de Israel ao Irã teve reflexos como ataques a países vizinhos do Irã também produtores de petróleo. Outra consequência foi o fechamento do Estreito de Ormuz, no Sul do Irã, que liga os golfos Pérsico e de Omã. Por lá, passavam antes da guerra cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural.

Com a cadeia logística em turbulência, a oferta do óleo cru e seus derivados diminuiu no mundo, levando à escalada dos preços. O barril do Brent, referência internacional de preços, saltou de US$ 70 para mais de US$ 100, atingindo picos ao redor de US$ 120.

O petróleo é uma commodity, isto é, mercadoria negociada a preços internacionais. Isso fez com que o encarecimento fosse sentido também no Brasil, mesmo sendo país produtor.

No caso do diesel, especificamente, o país não é autossuficiente, e precisa importar cerca de 30% do que consome.

Fonte: Agência Brasil

Seleção brasileira masculina vai à semifinal do Mundial de goalball

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Não é somente no futebol que o Brasil quer conquistar o mundo em 2026. Neste sábado (13), a seleção masculina de goalball – modalidade praticada por atletas com deficiência visual – se classificou à semifinal do Campeonato Mundial de Hanghzou (China).

Os brasileiros superaram a Ucrânia por 7 a 1 e enfrentam os donos da casa neste domingo, às 4h (horário de Brasília). O canal da Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA, na sigla em inglês) no YouTube transmite ao vivo.

No goalball, são três atletas de cada lado. Todos usam vendas, para evitar que aqueles de baixa visão tenham vantagem sobre os totalmente cegos. A bola tem um guizo, que permite aos jogadores escutarem onde ela está para poderem defender os arremessos.

São dois tempos de 12 minutos, mas acaba antes se uma das equipes abrir dez gols de diferença.

A vitória brasileira teve gols de André (três), Leomon (dois), Parazinho e Paulo. O triunfo teve gosto de revanche. Os quatro artilheiros fizeram parte da seleção medalhista de bronze na Paralimpíada de Paris (França), em 2024, superada pela própria Ucrânia na semifinal.

Atual tricampeão mundial, o Brasil é o país com mais títulos da competição entre os homens. Se vencer a China na reedição da última final e se classificar à decisão, a seleção já garante vaga para os Jogos de Los Angeles (Estados Unidos), em 2028, para buscar o segundo ouro paralímpico na história. O primeiro veio em Tóquio (Japão), em 2021.

O Brasil também esteve representado nas quartas de final do Mundial feminino, que ocorre simultaneamente ao masculino em Hanghzou. A seleção verde e amarela não resistiu à Turquia, atual campeã, mas ainda pode buscar a vaga paralímpica nos Jogos Parapan-Americanos de Lima (Peru), em 2027.

Após um empate emocionante por 4 a 4 no tempo normal, com Victória Amorim (dois), Jéssica e Moniza marcando os gols brasileiros, a decisão da classificação à semifinal foi para os pênaltis – no goalball, o atleta de um time arremessa e o da outra equipe tenta defender sozinho. As turcas, campeãs paralímpicas em Paris, fizeram 3 a 2 e levaram a melhor.

Fonte: Agência Brasil

Suíça desperdiça chances e Catar arranca empate no fim pelo Grupo B

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A máxima do futebol do “quem não faz, toma” se fez presente no jogo que finalizou a primeira rodada do Grupo B da Copa do Mundo. Neste sábado (13), Suíça e Catar empataram por 1 a 1 no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia (Estados Unidos).

Os suíços desperdiçaram várias oportunidades ao longo da partida. Foram 26 chutes, mas apenas sete em direção a meta catari. Com bem menos finalizações (sete, quatro no gol), a equipe asiática conseguiu a igualdade nos acréscimos da etapa final e somou seu primeiro ponto da história em um Mundial. Sede da edição anterior, a seleção do país perdeu os três jogos que fez em 2022.

Com um ponto cada, Suíça e Catar se igualam a Canadá, outro anfitrião da Copa, e Bósnia e Herzegovina, que ficaram no 1 a 1 na última sexta-feira (12), no Toronto Field. Foi o primeiro jogo de Mundial em solo canadense na história.

O Grupo B prossegue na próxima quinta-feira (18). Às 16h (horário de Brasília), a Suíça joga novamente na Califórnia, mas em Los Angeles, no SoFi Stadium, contra a Bósnia. Mais tarde, às 19h, o Catar vai ao Canadá encarar os donos da casa no BC Place Stadium, em Vancouver.

Relógios suíços costumam significar precisão, eficiência. O mesmo não pôde ser dito sobre a seleção de futebol alpina, em que pese a vantagem no marcador ao final do primeiro tempo. Os europeus finalizaram 14 vezes nos 45 minutos iniciais, sendo 12 dentro da área, mas balançaram as redes somente em uma cobrança de pênalti.

Aos 13 minutos, o goleiro Mahmoud Abunada chegou atrasado na dividida em cima do volante Remo Freuler, dentro da área. Após três minutos de análise da arbitragem de vídeo (VAR) sobre a marcação ou não de impedimento, o atacante Breel Embolo bateu ​e mandou para as redes.

Com o jogo sob controle, a Suíça passou a cadenciar as ações para evitar maior desgaste por conta do forte calor em Santa Clara. O Catar, por sua vez, tentava sair em velocidade quando tinha a posse da bola, mas esbarrava na própria limitação técnica e na marcação dos europeus, quase sempre em superioridade numérica.

Quando a vitória suíça parecia encaminhada, veio a punição pelas oportunidades desperdiçadas. Nos acréscimos, aos 49 minutos da etapa final, o zagueiro Boualem Khoukhi apareceu na área e, de cabeça, fez o gol que explodiu a torcida catari presente na Califórnia, garantindo o empate.

Fonte: Agência Brasil

Trump anuncia morte de líder de facção venezuelana El Tren de Aragua

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em sua rede social (Truth) que o comando sul das forças armadas norte-americanas, com sede na Flórida, executou Niño Guerrero (Héctor Rusthenford Guerrero Flores) – tido como líder do El Tren de Aragua, grupo de traficantes de drogas.

A ação aconteceu no sudeste do estado de Bolívar, cuja capital (Ciudad Bolívar) fica a 715 quilômetros de Pacaraima (RR), cidade brasileira na fronteira com a Venezuela.

Segundo Trump, a execução se deu em “um ataque rápido e letal” feito “em estreita colaboração com nossos amigos na Venezuela”. O presidente estadunidense descreve El Tren de Aragua como uma organização terrorista estrangeira.

O comunicado do governo venezuelano chama de “organização criminal”. Na nota, o governo venezuelano promete que “continuará adotando as medidas necessárias para garantir a paz, a tranquilidade e a proteção” da população.

Trump afirmou que “os terroristas do El Tren de Aragua não têm mais refúgio seguro na Venezuela ou em qualquer outro lugar” e que sob sua “liderança” serão encontrados “assassinos cruéis e chefões do narcotráfico a qualquer hora, em qualquer lugar.”

O comando do sul das forças armadas norte-americanas que atuou na execução é responsável pelo planejamento, operações militares e cooperação de segurança para os Estados Unidos na América Central, América do Sul e Caribe,

No final do mês de maio, o Departamento de Estado dos EUA, homólogo ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, publicou que passou a designar o PCC, assim como o Comando Vermelho, como organização terrorista criminosa.

Fonte: Agência Brasil

OIT aprova acordo por condições decentes a trabalhadores de apps

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Os estados-membros da Organização Internacional do Trabalho (OIT) aprovaram, nesta sexta-feira (12), um inédito acordo para promover o trabalho decente nas plataformas digitais.

A nova Convenção Internacional Sobre o Trabalho Decente na Economia de Plataformas é uma tentativa da OIT de estabelecer um primeiro conjunto de regras mínimas globais para proteger prestadores de serviço contratados por meio de aplicativos digitais que conectam clientes a profissionais autônomos.

O texto aprovado define o conceito de plataformas digitais de trabalho, bem como o de trabalhadores destes aplicativos. Estabelece diretrizes para garantir os direitos dos trabalhadores, aplicáveis a todas as empresas que operem nos países que ratificarem a adesão à convenção, além de admitir que, embora gere oportunidades de emprego e renda, a modalidade de trabalho também produz desafios socioeconômicos que precisam ser enfrentados em nível mundial.

Os signatários do acordo deverão respeitar e promover, entre o segmento, as liberdades de associação e sindical e o direito à negociação coletiva e às condições de trabalho seguro e saudável, buscando prevenir acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Também devem possibilitar que todo profissional receba ao menos o equivalente a um salário mínimo local, sem levar em conta eventuais gorjetas ou comissões.

Os estados-membros que ratificarem o acordo também se comprometem a adotar as ações necessárias para eliminar, da Economia de Plataformas, as formas de trabalho infantil, degradante e análogo à escravidão e toda forma de discriminação ocupacional. E a promover mecanismos para contestação de decisões e a estabelecer a obrigatoriedade de os trabalhadores serem de alguma forma compensados por eventuais gastos relacionados à prestação do serviço ofertado.

“Este é um momento histórico”, informou a OIT, ao se referir ao texto aprovado esta manhã, pouco antes do encerramento da Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra, na Suíça.

“Esta primeira norma internacional do trabalho sobre a economia de plataformas representa um passo importante para abordar um segmento do mundo do trabalho em rápida evolução”, acrescentou a organização.

O texto aprovado destaca que, diante das especificidades da prestação de serviços intermediada por plataformas digitais, “é desejável a adoção de normas específicas que, com outras normas internacionais, contribuam para tornar realidade o trabalho decente” no segmento.

Fonte: Agência Brasil

Brasil estreia na Copa do Mundo após ciclo de preparação tumultuado

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Chegou a hora. Neste sábado (13), a partir de 19h (horário de Brasília), a seleção brasileira inicia a caminhada em busca do hexa da Copa do Mundo.

O primeiro desafio é contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, no duelo que abre o Grupo C, todo ele concentrado nos Estados Unidos e que ainda reúne Escócia e Haiti.

O Brasil defende uma invencibilidade de respeito em estreias. A última derrota em um primeiro jogo de Copa foi em 1934, na Itália, para a Espanha, por 3 a 1, no Estádio Luigi Ferraris, em Gênova. De lá para cá, foram 17 vitórias e três empates. No Mundial passado, no Catar, a seleção verde e amarela venceu a Sérvia por 2 a 0 no Estádio Lusail, com dois gols do atacante Richarlison.

O adversário de agora, porém, é dos mais complicados que o Brasil já teve em uma primeira rodada. A seleção marroquina, semifinalista do Mundial do Catar, está em sétimo no ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), somente uma posição atrás da própria equipe brasileira.

Além disso, no último embate, os Leões do Atlas (apelido do time africano) levaram a melhor e ganharam por 2 a 1, no Ibn Batouta Stadium, em Tanger (Marrocos). O atacante Sofiane Boufal e o meia Abdelhamid Sabiri marcaram para os donos da casa, enquanto o volante Casemiro fez o gol brasileiro no confronto, realizado em 25 de março de 2023.

Ciclo tumultuado

Aquele foi, também, o jogo que abriu um dos ciclos de Copa do Mundo mais tumultuados que a seleção brasileira já passou. O técnico daquele amistoso — e de outros dois que ocorreram em junho do mesmo ano — foi Ramon Menezes, que dirigia o sub-20 do Brasil.

Na expectativa, desde então, pela chegada de Carlo Ancelotti para o meio de 2024, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) escolheu Fernando Diniz, que acabara de ser campeão da Libertadores pelo Fluminense, para dirigir a seleção verde e amarela até que o italiano estivesse liberado contratualmente pelo Real Madrid (Espanha). Seria uma espécie de “interino”.

O treinador, porém, durou apenas seis jogos. A sequência de três derrotas seguidas nas eliminatórias para a Copa e a renovação de Ancelotti por mais uma temporada com o Real Madrid levaram a CBF a demitir Diniz e ir atrás de Dorival Júnior, então campeão da Copa do Brasil pelo São Paulo em 2023. A ideia é que fosse o técnico definitivo para 2026.

O trabalho de Dorival à frente da Amarelinha, no entanto, também foi curto. Contratado em janeiro de 2024, ele foi demitido em março do ano seguinte, após a goleada por 4 a 1 sofrida para a Argentina, fora de casa, pelas eliminatórias, no Monumental, em Buenos Aires.

Eis que Carlo Ancelotti recuperou força na CBF após temporada ruim do Real Madrid e acabou confirmado como técnico do Brasil em 26 de maio de 2025. Quem anunciou a contratação do italiano foi Ednaldo Rodrigues. Quem o recebeu na chegada ao país, porém, foi outro presidente: Samir Xaud, que assumiu após afastamento de Ednaldo do cargo — o segundo em seis meses — e muita confusão nos bastidores eleitorais da entidade.

Com Ancelotti, o Brasil concluiu a já tumultuada campanha nas eliminatórias com a classificação à Copa, ainda que na quinta posição (entre dez seleções), a pior campanha da história da seleção brasileira. Contratado de última hora, o italiano teve o vínculo renovado até o Mundial de 2030.

Dúvidas na escalação

Da equipe que perdeu para Marrocos em 2023, sete jogadores foram convocados por Ancelotti para a Copa: os goleiros Weverton e Ederson, os zagueiros Ibañez e Bremer; Casemiro, o meia Lucas Paquetá e o atacante Vinícius Júnior.

Nomes como o zagueiro Eder Militão e o atacante Rodrygo, com os quais o italiano contava para o Mundial e se contundiram, também fizeram parte daquele grupo.

A expectativa é de que pelo menos Casemiro, Lucas Paquetá e Vinícius Júnior comecem jogando neste sábado. Ibañez, apesar de zagueiro, é opção para a lateral direita e disputa posição com Danilo depois do corte de Wesley, contundido.

A titularidade nos dois lados da defesa, aliás, é a grande dúvida na escalação. Na esquerda, a briga é entre Alex Sandro e Douglas Santos. Nos 15 minutos diários em que permitia à imprensa acompanhar as atividades no Centro de Treinamento (CT) Columbia Park, em Morristown, Ancelotti não dava pistas sobre as escolhas.

Uma provável escalação do Brasil para a estreia na Copa do Mundo: Alisson; Danilo (Ibañez), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro (Douglas Santos); Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha e Vinícius Júnior.

Leões do Atlas em alta

Do lado marroquino, a seleção tem seis jogadores que estiveram em campo na vitória de 2023: o goleiro Yassine Bono, os laterais Achraf Hakimi e Noussair Mazraoui, o volante Sofyan Amrabat e os meias Azzedine Ounahi e Bilal El Khannouss. Seriam oito originalmente, mas o zagueiro Nayef Aguerd e o atacante Abde Ezzalzouli foram cortados por lesão.

O técnico também mudou de lá para cá. Comandante na histórica campanha semifinalista no Catar, Walid Regragui deixou o cargo em março deste ano, dois meses após a polêmica final da Copa Africana de Nações.

Na ocasião, Marrocos, dono da casa, perdeu em campo para Senegal, mas foi reconhecido como campeão depois de recorrer à confederação do continente alegando “abandono de campo” do time senegalês com a marcação de um pênalti favorável aos Leões do Atlas – que acabou desperdiçado.

O novo treinador, Mohamed Ouahbi, fez história pelo país em 2025, levando Marrocos a um inédito título mundial sub-20 no Chile, superando a Argentina na final, mostrando que o país seguirá dando trabalho às potências do futebol nos próximos anos. O ponta Gessime Yassine, do Strasbourg (França), fez parte daquela campanha e está entre os convocados para a Copa.

Mas a grande esperança de brilho dos Leões do Atlas é um conhecido de Vinícius Júnior e Ancelotti. O atacante Brahim Díaz defende o Real Madrid, é nascido na Espanha e representou as seleções de base do país europeu até 2024, quando escolheu a bandeira da terra natal de seu pai. Em 26 jogos pela equipe marroquina, já balançou as redes 14 vezes.

Ouahbi deve mandar a campo a seleção de Marrocos com: Bono; Hakimi, Chadi Riad, Issa Diop e Mazraoui; Ayyoub Bouaddi, Neil El Aynaoui e Ounahi; Brahim Díaz, Ismael Saibari e El Khannouss.

Fonte: Agência Brasil