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Ministro chama tarifa dos EUA de "indevida" e promete reação

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, classificou como “indevida” a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e afirmou que a medida se baseia em argumentos que “não são reais”.

Segundo ele, o governo brasileiro buscará reverter a decisão por meio de negociações, mas não descarta adotar medidas de reciprocidade.

A nova sobretaxa foi anunciada nesta quinta-feira (23) pelo governo estadunidense sob a justificativa de que o Brasil não adota mecanismos suficientes para impedir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.

A alíquota entra em vigor nesta sexta-feira (24) e, para parte das exportações brasileiras, será somada à tarifa de 25% que começou a valer nesta semana.

Brasil contesta

Márcio Elias Rosa afirmou que o Brasil possui uma política consolidada de combate ao trabalho escravo e rejeitou as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos.

“O Brasil tem compromissos históricos com o combate ao trabalho forçado, com a prevenção, o controle, a fiscalização e o acolhimento das vítimas. O Brasil é signatário de todos os instrumentos da Organização Internacional do Trabalho. Não abona nem apoia essa prática e, mais do que isso, tem compromisso com os direitos humanos e com o trabalho digno”, declarou o ministro em entrevista coletiva esta noite.

Para o ministro, a nova tarifa foi construída sobre uma premissa equivocada.

“É uma tarifa indevida, baseada em fatos que não são reais”, acrescentou.

Setores afetados

Apesar de uma extensa lista de produtos isentos das novas tarifas, o ministro afirmou que diversos setores da indústria brasileira serão atingidos pela cobrança acumulada de 37,5%.

“Lamentavelmente, muitos setores estarão sujeitos à dupla tributação, à dupla taxação, como é o caso, por exemplo, de calçados, máquinas, equipamentos, peças, componentes, confecções e produtos químicos que não sejam farmacêuticos. Para esses, infelizmente, a tarifa passa a ser de 37,5%”, destacou.

Segundo o MDIC, produtos como carne bovina, café, suco de laranja e frutas permanecem fora tanto da tarifa de 25% quanto da nova sobretaxa de 12,5%.

Ao todo, cerca de 2 mil produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos ficaram isentos das duas medidas.

O MDIC informou que ainda não existe ainda uma lista completa dos produtos que sofrerão dupla tarifação. Segundo a pasta, o governo continuará nos próximos dias a fazer o levantamento de todos os itens afetados simultaneamente pelas sobretaxas de 25% e de 12,5%.

Negociação primeiro

O ministro afirmou que o governo brasileiro continuará priorizando o diálogo com Washington para tentar reverter as tarifas.

Ao mesmo tempo, ressaltou que o país não abrirá mão dos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica, sancionada neste ano para permitir resposta a medidas comerciais consideradas injustificadas.

“O Brasil não pode renunciar à possibilidade de usar o instrumento da reciprocidade. Seria abrir mão de um direito que protege a economia brasileira e os interesses do Brasil”, disse.

Segundo ele, a adoção de eventuais medidas dependerá da evolução das negociações.

“O momento e a forma de fazê-lo é que o tempo vai determinar. É óbvio que o interesse primário é negociar. É óbvio que o objetivo é evitar e afastar essas tarifas, porque elas são extremamente injustas e muito danosas”, afirmou.

Próximos passos

De acordo com Márcio Elias Rosa, a prioridade do governo neste momento é apoiar os setores mais afetados pelas tarifas, ampliar a busca por novos mercados e preparar a estratégia jurídica e diplomática do Brasil.

O ministro informou que o governo pretende retomar as conversas com as autoridades americanas no próximo mês, após concluir o levantamento dos impactos da nova medida sobre as exportações brasileiras.

Enquanto isso, empresas atingidas poderão contar com recursos do programa Brasil Soberano, que disponibilizou R$ 18,5 bilhões em crédito para capital de giro, investimentos, inovação e abertura de novos mercados.

Fonte: Agência Brasil

Pilotos da Voepass não relatavam falhas nas aeronaves, diz Cenipa

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Falhas no sistema, alertas ignorados, revisões mecânicas insuficientes e uma cultura organizacional de não reportar falhas em voos anteriores estão entre as causas da queda da aeronave PS-VPB, da Voepass, em 2024.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu as investigações e divulgou os resultados nesta quinta-feira (23).

No dia 9 de agosto de 2024, o turboélice da marca francesa ATR, da empresa Voepass, caiu em Vinhedo, município vizinho de Campinas, no interior de São Paulo, vindo de Cascavel, no Paraná. A aeronave seguia para Guarulhos (SP). Foram 62 mortos no acidente, sendo 4 deles tripulantes.

Na ocasião, um representante da empresa afirmou que a aeronave havia passado por manutenção de rotina antes do voo e não apresentava nenhum problema técnico. As investigações, no entanto, mostraram “várias fragilidades nas atividades de manutenção”.

O Cenipa analisou os últimos voos anteriores da mesma aeronave com tripulações diferentes. Em todos eles, realizados entre cidades do estado de São Paulo, houve detecção de gelo e falha no sistema que retira esse gelo das partes do avião. Porém, não houve relato dessas falhas no registro de bordo.

“Três tripulações diferentes realizando normalização de desvio [de procedimento]. Fizemos uma análise mais ampla e notamos que outras tripulações também faziam isso, o que demonstra uma cultura organizacional”, afirmou o Investigador-Encarregado do Cenipa, Tenente-Coronel Fróes.

As investigações também mostraram que as manutenções nas aeronaves da empresa não cumpriam requisitos necessários de segurança. Mecânicos entrevistados afirmaram que havia troca de componentes em falha entre aeronaves. Pegavam componentes em falha de uma aeronave, instalavam em outra e liberavam para voo.

Cultura organizacional

O Cenipa concluiu também que havia uma cultura dentro da empresa de normalizar os desvios nas aeronaves. Pilotos e copilotos, inclusive aqueles envolvidos no acidente, recebiam alertas do sistema e desligavam os alertas, percebiam falhas nos sistemas de correção, mas não reportavam essas falhas.

“O que podemos afirmar é que essa ocorrência foi um acidente com peso elevadíssimo da parte da cultura organizacional. Foram 19 fatores contribuintes, mas a cultura organizacional foi muito presente”, disse o Brigadeiro do Ar Avellar, chefe do Cenipa.

Alerta de gelo

Durante o voo de Cascavel para Guarulhos, o sistema da aeronave alertou para o acúmulo de gelo várias vezes. O sistema também avisou, por oito vezes, que a velocidade da aeronave estava caindo em virtude do peso do gelo na fuselagem.

O sistema de degelo da aeronave chegou a ser acionado, mas apresentou falha e, por isso, foi desligado pelos pilotos. Não houve mudança no plano de voo em virtude dessas falhas.

O procedimento correto, de acordo com o Cenipa, é reiniciar o sistema. Caso haja uma segunda falha, o sistema tem que ser desligado e a aeronave levada a voar em níveis mais baixos, onde as temperaturas são menos extremas. Esse procedimento, no entanto, não foi adotado.

Além das falhas no sistema, a aeronave não poderia ter voado naquele momento por um problema nos limpadores de para-brisa. Essa pane limitava a aeronave a voar apenas quando não estivesse chovendo e não houvesse previsão de chuva por uma hora antes da decolagem e uma hora após o pouso.

O Cenipa analisou 15 mil voos da Voepass para entender possíveis padrões. Desses 15 mil, 1.674 voos tiveram algum tipo de alerta de degradação de performance. Um desses voos teve perda de controle em algum momento. O Cenipa, no entanto, nunca foi informado desse episódio, algo que deveria ter ocorrido.

Componente humano

Durante o voo, piloto e copiloto falavam sobre os alertas dados no painel. Depois de pouco mais de uma hora de voo, o copiloto aviou o piloto que havia esquecido de ligar o sistema de degelo, mesmo depois dos alertas. Minutos antes da queda, o copiloto comentou que havia “bastante gelo” na aeronave. Em outros momentos, antes desse ponto, o sistema de degelo já havia apresentado falha.

Próximo do destino, quando a aeronave passou a emitir vários alertas, como de excesso de gelo e de queda na velocidade em virtude do peso excessivo provocado por esse gelo, os pilotos passaram a lidar com várias questões ao mesmo tempo, como o procedimento de descida e os problemas com o gelo. Além disso, conversavam com a torre de comando sobre autorização para pouso.

“O cérebro não consegue gerenciar aquelas informações em excesso. Isso pode ter comprometido a reação deles aos alertas”, disse Fróes.

A demora em obter a liberação para pouso, o acúmulo de gelo, as falhas no sistema e a reação tardia dos pilotos aos problemas contribuíram para a perda gradual de controle. O ATR-72 212A da Voepass acabou entrando em rotação em parafuso, colidindo contra o solo.

Acesse aqui o relatório completo do Cenipa


Fonte: Agência Brasil

Juíza suspende perícia em celular apreendido em cela de Jairinho

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A 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou pedido da defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, para anular a decisão que autorizou a quebra do sigilo dos dados do celular dele, que foi apreendido na cela do presídio onde cumpre pena.

No entanto, a juíza Elizabeth Machado Louro determinou a suspensão dos efeitos da decisão até o julgamento do habeas corpus apresentado pela defesa. Com isso, a juíza ordenou que o Ministério Público interrompa qualquer providência para a perícia do aparelho.

“Ante o exposto, indefiro o pedido de reconsideração/anulação da decisão. Por outro lado, verificando que a questão interligada à competência do juízo já é objeto de habeas corpus impetrado pela defesa, tenho por bem deferir o pedido subsidiário da defesa, para suspender os efeitos da decisão até o julgamento”, escreveu na decisão.

A apreensão é para verificar se Jairinho tentou interferir no andamento do processo. 

Condenação

Em junho deste ano, o Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri do Rio condenou Dr. Jairinho a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão pela morte do menino Henry Borel Medeiros, ocorrida em 8 março de 2021. Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe da criança, teve seu crime desclassificado para homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e recebeu o perdão judicial.

A professora Monique Medeiros teve o crime desclassificado de homicídio doloso (com intenção de matar) para homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e recebeu o perdão judicial. Ela foi condenada a um ano e quatro meses de prisão pelo crime de omissão em relação à tortura sofrida pelo filho. Como Monique já havia cumprido tempo de prisão preventiva, a pena dela foi considerada encerrada.

O julgamento durou 11 dias e é considerado o mais longo da história do Judiciário fluminense.

 

Fonte: Agência Brasil

Renan Santos e o MBL: a farsa da “nova política”

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Brasília — Renan Santos, candidato à presidência pelo Partido Missão e fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), insiste em se apresentar como representante da “nova política”. Mas sua trajetória, os bastidores financeiros e digitais do movimento e as relações de sua equipe revelam incoerências, oportunismo e populismo, expondo o MBL como uma engrenagem da velha política travestida de novidade.

Bastidores do MBL

O MBL nasceu em 2013 surfando os protestos contra Dilma Rousseff, vendendo-se como movimento independente. Nos bastidores, porém, sempre funcionou como máquina de marketing político, apoiada por partidos tradicionais e empresários interessados em desgastar governos.

A criação do Partido Missão em 2023 reforça esse padrão: uma legenda que se apresenta como alternativa à polarização, mas que repete alianças com figuras do establishment e práticas de oportunismo político.

Contradições de Renan Santos

  • Programas sociais: ora promete manter o Bolsa Família, ora defende sua extinção.
  • Educação: fala em oportunidades, mas quer acabar com as cotas.
  • Segurança pública: defende combate ao crime, mas sugere medidas autoritárias como estado de defesa.

Oportunismo e populismo

Renan construiu sua carreira aproveitando momentos de crise. Do impeachment de Dilma à criação de seu partido, sua trajetória mostra um padrão: apropriar-se de instabilidades para se apresentar como “salvador”.

Seu discurso populista inclui promessas como extinção das favelas em 10 anos e narrativas de ameaças de facções criminosas, transformando sua candidatura em espetáculo pessoal. O Livro Amarelo, apresentado como “manual de salvação nacional”, reforça a retórica messiânica.

Financiadores e propaganda digital

Entre os empresários ligados ao agronegócio que apoiaram o MBL, destacam-se figuras que enxergaram no movimento uma ferramenta para pressionar por reformas econômicas e políticas favoráveis ao setor.

O MBL se consolidou como um dos grupos mais influentes na internet, dominando a narrativa política com memes, vídeos e campanhas virais. Seus mecanismos de propaganda digital incluem perfis falsos, ataques coordenados e segmentação de públicos com base em dados de redes sociais, explorando medos e preconceitos para aumentar engajamento.

Relações e suspeitas

Além de Renan Santos, o MBL tem em Kim Kataguiri outro protagonista. Kataguiri construiu sua carreira como deputado federal e articulador digital, mas sua atuação é marcada por polêmicas e suspeitas de proximidade com figuras do Judiciário, como Alexandre de Moraes. Embora não haja confirmação oficial, essas especulações reforçam a percepção de que o MBL atua mais como peça de negociação de poder do que como movimento independente.

Conclusão

Renan Santos, Kim Kataguiri e o MBL não representam a renovação que proclamam. São personagens de uma política falida, sustentados por financiadores ocultos, estratégias digitais manipuladoras e alianças convenientes. O discurso de “nova política” é apenas fachada: por trás dele, há práticas antigas e narrativas fabricadas para enganar o eleitorado.

No fim, o MBL e seus líderes não passam de uma farsa — mais um capítulo da política brasileira que insiste em reciclar velhos atores e velhas estratégias, sem oferecer soluções reais para o país.

China surpreende EUA e vai à semi da Liga das Nações de vôlei feminino

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A China se classificou em casa às semifinais da Liga das Nações de vôlei feminino ao surpreender os Estados Unidos nesta quinta-feira (23) em Macau, na maior zebra desta edição. Nona colocada na primeira fase, a equipe asiática venceu de virada as norte-americanas, até então líderes do torneio, por 3 sets a 2, com parciais de 25/15, 23/25, 20/25, 25/17 e 13/15.

Vale destacar que embora tenha encerrado a fase inicial fora da zona de classificação (oito primeiras colocadas), a China entrou nas quartas de final por ser o país-sede da fase final da competição, conforme prevê o regulamento. Sendo assim, além do time asiático, apenas as sete equipes primeiras colocadas na primeira fase avançaram às quartas.

A China vai brigar por uma vaga na final do torneio no próximo sábado (25), às 8h30 (horário de Brasília) contra a Turquia (4ª colocada na primeira fase). Também nesta quinta (23), a seleção turca impôs vitória de virada sobre o Canadá (5º), por 3 sets a 1 (22/25. 25/21, 25/21 e 25/17).  

Semi Brasil x Itália às 5h de sábado

Em busca do título inédito, a seleção brasileira enfrenta a Itália, no jogo de abertura das semifinais, às 5h (horário de Brasília) de sábado (25).  Será o segundo confronto das equipes nesta edição. Em junho, a Amarelinha comandada pelo técnico José Roberto Guimarães levou a melhor no último jogo da primeira semana classificatória, em Brasília (DF). Com apoio da torcida, a seleção desbancou a Itália por 3 sets a 2.

Atual campeã da Liga e líder no ranking mundial, a equipe europeia tem sido uma pedra no caminho das brasileiras rumo ao título. No ano passado e também na edição de 2022, o Brasil amargou o vice-campeonato após revés para as italianas na final. Nas outras duas vezes em que a Amarelinha decidiu o título – 2019 e 2021 – acabou superada pelos Estados Unidos.

A seleção italiana é a maior campeã do torneio ao lado dos Estados Unidos. As europeias levaram os títulos de 2022, 2024 e 2025 e as norte-americanas os de 2018, 2019 e 2021.

As brasileiras, terceiras colocadas na primeira fase desta edição, se classificaram às semifinais na última quarta (22), com vitória de virada sobre o Japão (6º), por 3 sets a 1 (24/26, 25/22, 25/16 e 25/20).  Já a Itália avançou ao cravar 3 sets a 0 sobre a Holanda (7ª), também na quarta (22).

Programação

SÁBADO (25)

Semifinais

5h – Brasil x Itália

8h30 – China x Turquia

DOMINGO (26)

4h30 – disputa de terceiro lugar

8h30 – final



Fonte: Agência Brasil

CMN regulamenta renegociação de dívidas rurais; veja quem pode aderir

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A renegociação de dívidas rurais poderá sair do papel. Em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentou a nova linha de crédito criada para permitir que produtores e cooperativas rurais refinanciem débitos do setor agropecuário em até 10 anos.

A resolução aprovada nesta quinta-feira (23) estabelece quem poderá acessar o financiamento, os limites de crédito, as taxas de juros e os prazos para pagamento.

A regulamentação dá execução à Medida Provisória nº 1.376 , publicada em 15 de julho, que integra o pacote anunciado pelo governo federal para aliviar o endividamento de produtores afetados por perdas provocadas por eventos climáticos e pela queda nos preços agrícolas entre 2019 e 2025.

Na prática, a nova linha permitirá que o produtor contrate um novo financiamento para quitar ou reorganizar dívidas antigas, substituindo débitos mais difíceis de pagar por um empréstimo com prazo maior e juros reduzidos.

Quem pode participar

A linha de crédito é destinada a agricultores familiares atendidos pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), voltado a pequenos produtores; aos beneficiários do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), criado para financiar médios produtores; além dos demais produtores rurais e cooperativas de produção agropecuária.

Para participar, será necessário comprovar perdas em pelo menos duas safras entre 2019 e 2025, com redução mínima de 30% da renda bruta esperada da atividade financiada.

Segundo o governo, a medida busca atender produtores que acumularam dificuldades financeiras após sucessivos prejuízos causados por secas, enchentes e oscilações no mercado agrícola.

Como funciona

Em vez de quitar a dívida com recursos próprios, o produtor poderá contratar um novo financiamento para liquidar ou amortizar operações de crédito rural já existentes.

Poderão ser incluídas operações de custeio, comercialização, industrialização e investimento, desde que atendam aos critérios estabelecidos na resolução.

Também poderão ser contempladas Cédulas de Produto Rural (CPRs), um dos principais instrumentos de financiamento utilizados pelo agronegócio.

Limites de crédito

Os valores máximos variam conforme o porte do produtor.

Na regra geral, os limites são de:

  •  até R$ 400 mil para agricultores do Pronaf;
  •  até R$ 2 milhões para produtores enquadrados no Pronamp;
  •  até R$ 4 milhões para os demais produtores rurais.

Juros menores

As taxas de juros também variam conforme o perfil do beneficiário.

Na regra geral, serão de:

  • 6% ao ano para operações do Pronaf;
  • 9% ao ano para produtores do Pronamp;
  • 12% ao ano para os demais produtores.

O prazo para pagamento será de até oito anos.

Nos dois primeiros anos, o produtor pagará apenas os juros da operação. A amortização do valor principal começará somente após esse período de carência.

Benefício ampliado

A resolução prevê condições ainda mais favoráveis para produtores que sofreram perdas mais severas.

Terão direito às regras especiais aqueles que registraram perdas em três ou mais safras entre 2019 e 2025, com redução mínima de 40% da renda bruta esperada.

Nesses casos, os limites de financiamento aumentam para:

  • até R$ 500 mil no Pronaf;
  • até R$ 2,5 milhões no Pronamp;
  • até R$ 8 milhões para os demais produtores.

As taxas de juros também caem:

  • 5% ao ano no Pronaf;
  • 8% ao ano no Pronamp;
  • 11% ao ano para os demais produtores.

Além disso, o prazo para pagamento sobe para até dez anos, mantendo dois anos antes do início da amortização do principal.

Quais dívidas entram

A nova linha poderá ser usada para renegociar diferentes modalidades de crédito rural.

Entre elas estão operações de custeio, comercialização, industrialização e investimento contratadas até o fim de 2025, desde que atendam aos critérios definidos pelo CMN.

Também poderão ser incluídas operações que já tenham sido renegociadas anteriormente ou que estejam inadimplentes dentro do período previsto na regulamentação.

Prazo de adesão

Os produtores interessados poderão contratar a nova linha de crédito até 12 de novembro.

Caso o valor das dívidas ultrapasse os limites estabelecidos pelo programa, os bancos poderão financiar o excedente com recursos próprios ou provenientes de fontes como a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) e a Poupança Rural.

Nesse caso, os juros serão livremente negociados entre a instituição financeira e o produtor.

Contexto

A regulamentação foi publicada pouco mais de uma semana após o acordo firmado entre o governo federal, o Congresso Nacional e representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Segundo o Ministério da Fazenda, a medida poderá beneficiar produtores com cerca de R$ 100 bilhões em dívidas rurais, oferecendo condições para reorganizar o endividamento sem exigir pagamento de entrada e preservando o acesso ao crédito para as próximas safras.

Além da renegociação, o pacote prevê a criação de um fundo garantidor para ampliar o financiamento rural e mecanismos para facilitar a concessão de novos empréstimos ao setor agropecuário.

Fonte: Agência Brasil

CPTM assumirá operação de linhas que falharam e causaram caos em SP

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A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) retome a operação das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade por um período inicial de até 90 dias.

Essas são as linhas operadas pela concessionária Trivia Trens que falharam na manhã desta quinta-feira (23) e causaram caos no transporte público da capital paulista.

A medida foi tomada pela própria Artesp e pelo governo de São Paulo para “garantir a qualidade do serviço e prevenir falhas como as registradas nos primeiros dias de operação assistida sob responsabilidade da operadora”.

A Trivia assumiu o controle das linhas 11, 12 e 13, que foram privatizadas, na terça-feira (21) e tem enfrentado problemas operacionais desde então.

“O que nós vimos nos últimos dois dias, especialmente hoje, é inaceitável. Como fiscalizadores e reguladores do contrato, estamos agindo de modo imediato. A ideia é a volta da CPTM para operação, porque o que nós vimos realmente é muito ruim, muito penoso para o cidadão”, ressaltou André Isper, Diretor-Presidente da Artesp em comunicado oficial.

A Artesp informa ainda que identificará as causas das falhas e apurará a responsabilidade da concessionária pelos problemas no serviço.

“Vamos trabalhar para assegurar um serviço de excelência ao cidadão, sem permitir que um serviço ruim prejudique quem depende do transporte todos os dias.”

Fonte: Agência Brasil

PF mira tráfico internacional e lavagem de capitais de até R$ 1 bilhão

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A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (23) uma operação para desarticular uma organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de drogas e à lavagem de capitais em escala bilionária.

Policiais federais e estaduais cumpriram nove dos 13 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça Federal, além de 44 mandados de busca e apreensão, em quatro estados da federação: São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo.

A Justiça também determinou o cumprimento de outras medidas cautelares, além do sequestro de ativos e bloqueio de bens de pessoas físicas e jurídicas investigadas até o limite de R$ 1 bilhão.

A Operação Commodity foi desenvolvida no contexto da Missão Redentor II e contou com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) nos estados de São Paulo (SP) e Minas Gerais (MG).

Confronto

Durante o cumprimento de um mandado de prisão, contra um dos investigados, na cidade de Igaratá (SP), no Vale do Paraíba paulista, o alvo que teria ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) resistiu à prisão e reagiu atirando contra os policiais.

Na troca de tiros, o homem foi atingido e recebeu os primeiros socorros, mas não resistiu e morreu na mansão que ocupava. Nenhum policial ficou ferido na ação.

Tráfico internacional

As investigações revelaram que o grupo criminoso estruturou uma rede logística com ramificações na América do Sul, Europa e Ásia, focada na exportação marítima de cocaína para o continente europeu.

As ações também apontaram que, desde 2021, a organização enviou cerca de 6,5 toneladas de cocaína para diversos países da Europa, bem como mantinha vínculos operacionais com as duas das maiores facções criminosas em atuação no Brasil, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

Para ocultar o entorpecente em contêineres e burlar a fiscalização alfandegária, os criminosos utilizavam como método a camuflagem da droga em sacos de café, cimento e argamassa, além da adulteração química de substâncias. Um exemplo seria a cocaína diluída em garrafas de refrigerante.

Em setembro de 2025, foi apreendida no Porto do Rio de Janeiro cerca de meia tonelada de cocaína escondida em sacas de café. O carregamento seguiria para a Eslovênia, pequeno país da Europa central, que faz fronteira com a Áustria, Hungria, Croácia e Itália.

Lavagem de dinheiro

O grupo criminoso movimentou valores bilionários por meio de uma macroestrutura financeira de ocultação patrimonial. O esquema operava sob diferentes tipologias de lavagem de dinheiro, que incluíam empresas “noteiras”, criadas para emitir notas fiscais falsas e de fachada; “cripto-doleiros”; bens de luxo e imóveis de alto padrão.

Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa transnacional, tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais, sem prejuízo de eventuais outros delitos que possam ser revelados no decorrer das apurações.

Fonte: Agência Brasil

VIII Mostra de Arte e Literatura da AIC é aberta na CLDF com posse, homenagens e exposição de artes visuais

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Na noite da última terça-feira (21), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) sediou a abertura da VIII Mostra de Arte e Literatura da Academia Internacional de Cultura (AIC). O evento foi marcado pela posse de Luiz Eduardo de França Marinho como membro da AIC; pela outorga do Troféu Mulher AIC para Marta Barbosa e pela entrega de homenagem à artista Iza Kuiaski.

A presidente da AIC, Shirley Pontes, agradeceu o acolhimento da CLDF em mais uma edição do evento da academia e celebrou o fato de o poder público valorizar as iniciativas culturais. Na mostra literária, os autores Antônio Itamar, Franco Nicoletti, Leopoldina Colares, Mathilde Torres e Eliete Pinho de Araújo apresentaram suas obras mais recentes, entre elas livros de ficção, poesia, autoajuda, autobiografia e arquitetura.

Posse 
Em seu discurso de posse como membro da academia, Luiz Eduardo de França Marinho prestou homenagem ao patrono da cadeira 69, Marechal-do-Ar Casimiro Montenegro Filho, militar brasileiro e fundador do Correio Aéreo Nacional (CAN), do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e do Centro Tecnológico da Aeronáutica (CTA).

“O Brasil foi transformado por meio da integração nacional proporcionada pelo CAN e passou a se notabilizar na área de ciências exatas, dada a excelência do ITA e aos inúmeros feitos do CTA. O Marechal Montenegro faleceu aos 95 anos de idade, em fevereiro de 2000, deixando um legado que deve ser honrado por todos nós”, afirmou.

Luiz Eduardo de França Marinho é militar de carreira, fez MBA em Administração Estratégica pela FGV e mestrado em Ciências Aeroespaciais na Universidade da Força Aérea. Ocupou vários cargos administrativos na Aeronáutica, dentre eles o de comandante da Base Aérea de Santos e o de delegado do Brasil na Junta Interamericana de Defesa. Ao longo dos anos, recebeu várias condecorações e medalhas por mérito. 

Entrega do Troféu Mulher AIC

O Troféu Mulher AIC foi outorgado à empreendedora e fashionista Marta Barbosa. Brasiliense, graduada em Administração, trabalhou na gestão pública por muitos anos, tendo se aposentado no Senado Federal. Passou a se dedicar à consultoria de imagem, fez formações em escolas relevantes do país e atuou como docente na escola Fashion Campus, onde ministrou disciplinas de Consultoria de Imagem, Moda Plus Size e Moda 50+. 

“Abraçar um novo trabalho após a aposentadoria já era uma vontade e a moda uma paixão. A escolha pela consultoria de imagem foi um acerto, a união dos meus dons naturais com muito estudo e dedicação. Ter uma mulher fora dos padrões socialmente impostos, mesmo diante da pouca disposição do mundo, da moda ou dos outros, nunca tirou de mim a consciência do meu valor e alegria de viver e me expressar, seja pessoal ou profissionalmente”, discursou Marta.

Homenageada da VIII Mostra de Arte e Literatura da AIC

A homenageada da mostra deste ano é a artista e galerista paranaense Iza Kuiaski. Seu aprendizado artístico começou com a iconografia religiosa, que se somou ao desenho, à pintura, à aquarela e à escultura. Atualmente, dedica-se à pintura realista.

Kuiaski abriu sua galeria, a Monalisa, em 2005, na Asa Norte, criando um espaço cultural que se tornou ponto de encontro de artistas e amigos, onde realiza exposições permanentes de suas obras e de artistas convidados. Também promove workshops com o objetivo de criar oportunidades para artistas em desenvolvimento.

A presidente Shirley Pontes deu destaque à trajetória de Iza no mundo das artes: “É uma honra expor junto com a Iza Kuiaski, pela sua trajetória como artista, professora, galerista e pelo que ela estimula em novos artistas.”

A exposição

A VIII Mostra de Artes Visuais da AIC, na Galeria Espelho d’Água da CLDF, conta com 58 obras de 14 artistas diferentes e ficará aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 12h às 17h30, até 14 de agosto.
 

Fonte: Agência CLDF

Preço do petróleo supera os US$ 100 após ataques no Mar Vermelho

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Após ataques dos houthis, do Iêmen, contra navios da Arábia Saudita, no Mar Vermelho, o preço do barril de petróleo voltou a disparar com aumento de 6% do óleo do tipo Brent, chegando a ser vendido a US$ 101 dólares no início da tarde desta quinta-feira (23).

A escalada da guerra no Oriente Médio, com o fechamento do Estreito de Bab el-Manbed pelos houthis para navios da Arábia Saudita, vem agravando a situação do comércio global de combustíveis, com potencial de repercutir na inflação em todo o mundo.  

A alta ocorre no momento em que o mercado do petróleo acumula cinco meses de redução da oferta, após o início da agressão dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro. As tensões levaram ao fechamento do Estreito de Ormuz, por onde transitavam 20% do comércio marítimo de combustíveis.

Após a assinatura do memorando de entendimento entre Irã e EUA, em 17 de junho, o preço do barril de petróleo começou a cair até chegar ao valor mínimo de US$ 70, no dia 1º de julho, menor preço desde o início da guerra. Desde então, o preço do Brent aumentou 42%.

A diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), Ticiana Álvares, explicou à Agência Brasil que o fechamento da via do Mar Vermelho para Arábia Saudita tem impacto “bem relevante”.

“A alternativa da Arábia Saudita para escoamento do petróleo com as restrições do Estreito de Ormuz vinham sendo via oleoduto até o Mar Vermelho. Com o fechamento de Bab el-Manbed, isso não é mais possível”, comentou.

A especialista lembrou que a Arábia Saudita é um dos maiores produtores globais de petróleo e que o bloqueio ao país árabe deve afetar a oferta do produto para os EUA, que usa o petróleo saudita para fazer combustíveis, como gasolina e diesel.

“Se houve um fechamento mais geral do Estreito de Bab el-Manbed, isso vai afetar a Europa em cheio porque a Ásia envia seus produtos para Europa pelo Mar Vermelho. Isso vai afetar muito o preço de frete”, concluiu.


Brasília (DF), 23/06/2025 - historiador e pesquisador de conflitos armados e de geopolítica, o delegado Rodolfo Queiroz Laterza.
Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Brasília (DF), 23/06/2025 - historiador e pesquisador de conflitos armados e de geopolítica, o delegado Rodolfo Queiroz Laterza.
Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Estima-se que cerca de 10% do comércio marítimo do petróleo passe pelo Estreito de Bab el-Manbed e pelo Mar Vermelho, segundo Agência Internacional de Energia (AIE).

O diretor do Instituto de Altos Estudos de Geopolítica, Segurança e Conflitos (GSEC), Rodolfo Queiroz Laterza, destacou à Agência Brasil que a Arábia Saudita deve ter perdas econômicas “substanciais”.

“Isso vai agravar as cadeias logísticas de abastecimento no mundo e afetar inúmeras economias de vários países, principalmente aqueles dependentes da importação de petróleo e derivados”, comentou.

Nova etapa da guerra

O professor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas, Danny Zahreddine, avalia que a guerra entre Irã e EUA entra em nova etapa com o fechamento da passagem de el-Manbed pelos houthis.

“Nós estamos vivendo um impasse em que, quando os americanos apertam os iranianos, eles vão apertar mais ainda os EUA e seus aliados. E, sem sombra de dúvida, o estreito de Bab el Mandeb e o seu fechamento ele vai gerar um choque ainda maior na distribuição do petróleo”, disse.

Os houthis têm uma aliança com o Irã, enquanto a Arábia Saudita é uma aliada histórica dos EUA, além de ser uma rival regional de Teerã.


Belo Horizonte (MG), 27/03/2026 - Danny Zahreddine, diretor do Instituto de Ciências Sociais da PUC Minas. Foto: Agência Pública/Divulgação
Belo Horizonte (MG), 27/03/2026 - Danny Zahreddine, diretor do Instituto de Ciências Sociais da PUC Minas. Foto: Agência Pública/Divulgação

O professor Zahreddine acrescentou que não só a Arábia Saudita deve ser afetada, mas todo e qualquer tipo de transportes que venha da Europa ou dos EUA e que passe ali pelo Mar Vermelho e Canal de Suez.

“Ou do transporte da China, da Ásia, Malásia, Indonésia, Singapura que seja para a Europa ou EUA. Essa rota passando pelo Portal das Lágrimas, que é o que significa o Bab el Mandeb, é muito mais curto. Então, o impacto é evidente”, finalizou.

Iêmen entra na guerra

Para o historiador Laterza, a guerra de Israel e EUA contra o Irã teve desdobramentos em conflitos até então “congelados”, como a guerra no Iêmen.

“Cujas hostilidades foram encerradas em um acordo frágil em 2022 intermediado pela China. Os ataques aéreos sauditas ao porto de Sanaa [no Iêmen] dias atrás levaram a esta resposta firme dos houthis, que possuem plena capacidade de negação de uso do Mar Vermelho e de restringir a navegação no Estreito de Bab al-Mandeb”, comentou.

Ainda segundo especialista do GSEC, os houthis tem comprovada capacidade militar no emprego de mísseis antinavio, mísseis balísticos, hipersônicos e drones kamikaze.

“A realidade é bastante desfavorável para a estabilidade dos preços mundiais dos hidrocarbonetos e os impasses estratégicos para os EUA com o envolvimento militar dos Houthis irá se agravar”, concluiu Laterza.

Saiba mais sobre os ataques no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Fonte: Agência Brasil