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Matheus Cunha agradece "respeito" ao Brasil, mas rechaça favoritismo

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Após a vitória por 2 a 1 sobre o Japão, na última segunda-feira (29), em Houston (Estados Unidos), Matheus Cunha foi flagrado pelas câmeras de televisão fazendo o número cinco com os dedos da mão em direção ao também atacante Kento Shiogai. Uma resposta ao que foi entendido como provocação do atleta japonês, que, dois dias antes, disse que o Brasil “não era como antigamente”.

Se considerou o comentário de Shiogai “desrespeitoso”, Matheus Cunha reagiu de forma diferente às palavras do técnico da Argentina, Lionel Scaloni, e do atacante norueguês Erling Haaland, adversário da seleção canarinho neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey (Estados Unidos), pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Ambos colocaram o Brasil em um patamar de favoritismo no Mundial em recentes depoimentos à imprensa.

“O quão grande é o Haaland no mundo do futebol e ele citar esse respeito pela nossa seleção e nossos jogadores. Ele vai jogar, com certeza, para ganhar de nós, mas é gratificante. E que ele saiba que também temos [esse respeito] por ele e a seleção dele. Sobre o Scaloni, a mesma coisa, sempre citou o Brasil como tendo um nível de dificuldade alto”, disse o atacante, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (3), no The Ridge, hotel em que a delegação canarinho está concentrada em Nova Jersey.

Apesar dos elogios, Matheus Cunha rechaçou o favoritismo brasileiro. O jogador do Manchester United (Inglaterra) preferiu destacar a evolução do Brasil ao longo da Copa. Após estrear abaixo das expectativas no empate por 1 a 1 com Marrocos em Nova Jersey, a seleção verde e amarela emplacou três vitórias: 3 a 0 sobre Haiti, na Filadélfia, 3 a 0 sobre a Escócia, em Miami, e 2 a 1 sobre o Japão, em Nova Jersey.

“Não busco essas informações. Isso não entra em campo. Por mais que você tenha confiança nos companheiros, [favoritismo] não é nada que ajude em campo”, afirmou o atacante.

“Temos seleções que o mundo tende a falar que são as seleções a serem batidas. Aos poucos, estamos demonstrando mais quem somos. Esse certo favoritismo nada mais é do que chegar em campo e mostrar para o que estamos prontos e treinados”, completou o vice-artilheiro do Brasil no Mundial, com três gols.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Brazil v Japan - Houston Stadium, Houston, Texas, U.S. - June 29, 2026 Brazil's Matheus Cunha in action with Japan's Junya Ito IMAGN IMAGES via Reuters/Maria Lysaker
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Brazil v Japan - Houston Stadium, Houston, Texas, U.S. - June 29, 2026 Brazil's Matheus Cunha in action with Japan's Junya Ito IMAGN IMAGES via Reuters/Maria Lysaker

Equipe

Para o jogo contra a Noruega, que pode levar o Brasil às quartas de final da Copa, a equipe não terá Lucas Paquetá, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda diante do Japão. Naquele dia, Carlo Ancelotti escolheu Endrick para o lugar do meia. O volante Danilo Santos e os também atacantes Gabriel Martinelli e Neymar são outras opções. Matheus Cunha colocou a decisão nas mãos do técnico.

“Vamos sentir muita falta do Paquetá, principalmente por estarmos criando rotinas de entrosamento muito claras. O Martinelli é quase um atacante, com possibilidade de atacar profundidade muito maior. Danilo já vai dar uma sustentação mais clara [ao meio-campo]”, descreveu o camisa 9.

“No momento que o Paquetá sai e entra o Endrick, eu começo a jogar mais por trás do atacante do que propriamente como a referência [na área]. Vão ter momentos em que terei que me adaptar como referência, meia de criação ou extremo tendo que ajudar a marcar o lateral. Mas me sinto feliz de, às vezes, estar em uma função que os grandes olhos acabam vendo menos, mas que vai potencializar muito os companheiros”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

Egito bate Austrália nos pênaltis e avança pela 1ª vez às oitavas

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O Egito carimbou a classificação inédita às oitavas de final da Copa do Mundo ao vencer a Austrália na cobrança de pênaltis por 4 a 2, após empate em 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, em jogo disputado em Dallas. Na etapa inicial da partida Ashour abriu o placar para os egípcios e os australianos igualaram com gol contra de Hany no segundo tempo.

Os Faraós (apelido da seleção africana) se lançaram ao ataque na prorrogação, mas sem sucesso. No entanto, a qualidade dos egípcios fez a diferença na definição da vaga na cobrança dos pênaltis. Logo na primeira cobrança, o zagueiro australiano Souttar isolou a bola e depois Herrington também desperdiçou com bola na trave. Do lado egípcio, marcaram Sabar, Rabia, o camisa 10 Mohamed Salah, de cavadinha, e por último o zagueiro Hossan Abdelmaguid.

Em sua quarta participação em Mundiais, os Faraós já reescreveram a história três vezes nesta edição: conseguiram a primeira vitória no torneio (3 a 1 contra a Nova Zelândia na fase de grupos), avançaram à segunda fase, e hoje garantiram presença nas oitavas.

Na próxima fase o Egito terá pela frente o vencedor do embate entre a atual campeã mundial Argentina e Cabo Verde, que se enfrentam às 19h (horário de Brasília) desta sexta (3), em Miami (EUA).

O primeiro tempo mal começou e por pouco Volpato não abre o placar para os australianos. Sem marcação, o camisa 20 recebe a bola no meio do campo, avança e arrisca uma bomba de fora da área, que acerta o travessão do gol de Shobeir. Depois, aos 12 minutos, foi o Egito que saiu na frente do marcador em jogada ensaiada de bola parada. Ashour cobra falta e no desvio da zaga a bola cai nos pés de Marmoush, que rola para Hafez levantar na área para o próprio Ashour cabecear para o fundo da rede.

Atrás no placar, os australianos subiram a marcação, mas pouco atacaram. Já os egípcios passaram a ditar o ritmo de jogo, apostando nas bolas longas. Uma delas ao 20 minutos, quando Fathy da linha intermediária faz lançamento perfeito para Zico chutar cara a cara com o goeliro Shobeir, mas o camisa 11 bateu rasteiro para fora. Mesmo que acertasse, o gol não valeria, pois a arbitragem assinalou impedimento. O jogo seguiu moroso: os australianos com dificuldade na criação de jogadas, e os egípcios com mais posse de bola, embora pouco assertivos..

Após o intervalo, com apenas 9 segundos, os egípcios quase ampliaram em Dallas. Zico deu passe na entrada da área para Marmoush avançar, se livrar da marcação e bater firme, sem chances para o goleiro, mas a bola saiu rente à trave direita. Os australianos voltaram do intervalo mais propositivos, com boas investidas pela lateral esquerda. E foi por ali, em cobrança de falta, que a Austrália igualou o placar. O’Neill levantou na área para Souttar, de 1,98 de altura, testar para o gol, mas ao tentar desviar, o egípcio Hany acabou marcando contra. 

A partir daí as equipes passaram a ficar mais cautelosas. Os australianos recuaram ainda mais e até tiveram chances de gol em algumas bolas aéreas, mas não foram efetivos. Nos minutos finais, Salah cobrou escanteio perfeito para Rabia, que cabeceou com perigo em cima do goleiro Beach, que salvou o gol australiano com ótima defesa. Depois, aos 50 minutos, Salah deu passe para Hassan chutar certeiro, mas Souttar conseguiu desviar.

Prorrogação

Os egípcios seguiram com intensidade total, Aos 2 minutos, Hassan lançou para Marmoush na grande área, que rolou para Salah disparar uma bomba, mas a bola passou por cima do travessão. No jogo de ataque contra defesa, os egípcios mostraram mais empenho em não levar a decisão do jogo para as penalidades. Aos 12 minutos, Ashour partiu do círculo central e chutou com perigo de fora da área, mas a bola passou à esquerda do goleiro Beach.

No segundo tempo os egípcios se plantaram no campo ofensivo e aceleraram o jogo. Aos 6 minutos, Salah rolou dentro da área para Ashour bater colocado, mas o altíssimo Souttar desviou para fora. Três minutos depois, Hassan arrancou pela direita, escapou da marcação e invadiu a grande área, mas quando se preparava para cruzar, foi parado com carrinho de Herrington. Na reta final, na jogada de ataque dos australianos, Touré sofreu falta. Hrustic cobrou na área, a defesa afastou e na sobra Touré ainda tentou chutar, mas o goleiro Shobeir defendeu e impediu. No último minuto, o técnico da Austrália Tony Popovic substituiu o goleiro Beach por Maty Rayan, do Levante (Espanha), experiente em defesa de pênaltis.

Pênaltis

A Austrália foi a primeira a cobrar, mas o zagueiro Souttar isolou a bola. Na sequência, Sabar deslocou o goleiro Rayan e acertou o fundo da rede, abrindo o placar para os egípcios. Depois foi a vez de Irvine converter o primeiro pênalti dos austraianos. Em seguida, Rabiat manteve o Egito em vantagem como cobrança certeira do lado esquerdo. Na terceira cobrança da Austrália, Mabili chutou rasteiro e marcou o segundo.

O craque Salah converteu em seguida para os Farós, com direito à cavadinha. Depois, o jovem zaguero Herrington desferiu um chute na trave, desperdiçando mais uma cobrança para a Austrália. Neste momento, todas as expectativas recaíram sobre o zagueiro Abdelmaguid, que poderia selar a classificação dos Faraós, caso acertasse a cobrança. E foi exatamente o que ocorreu: ele chutou firme e garantiu o Egito nas oitavas, com vitória por 4 a 2. 



Fonte: Agência Brasil

Rússia dispara mísseis contra grandes cidades da Ucrânia

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A Rússia disparou vários mísseis contra a Ucrânia no início desta quinta-feira (29), visando as regiões de Kiev e Kharkiv, no nordeste do país, e outras cidades, em um pesado bombardeio aéreo que levou pessoas a correr para abrigos e derrubou a energia, informaram autoridades ucranianas.

Em Kiev, uma equipe de trabalhadores de emergência vasculhava os destroços de uma casa destruída por uma explosão, e imagens mostraram rastros de fumaça de mísseis no céu sobre a capital. Em Kharkiv, os bombeiros trabalhavam para extinguir um incêndio em uma estação de eletricidade.

“Barbárie sem sentido. Essas são as únicas palavras que vêm à mente ao ver a Rússia lançar outra série de mísseis contra cidades ucranianas pacíficas antes do ano novo”, disse o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba.

Mísseis derrubados

Os militares da Ucrânia informaram que derrubaram 54 mísseis de 69 lançados pela Rússia em um ataque que começou às 7h, horário local. Sirenes de ataque aéreo soaram por todo o país. Em Kiev soaram por cinco horas, em um dos alarmes mais longos da guerra.

“Esta manhã, o agressor lançou mísseis de cruzeiro aéreos e marítimos, mísseis guiados antiaéreos e S-300 ADMS em instalações de infraestrutura de energia de nosso país”, detalhou o general ucraniano Valery Zaluzhny, no Telegram.

O brigadeiro-general Oleksiy Hromov, das Forças Armadas da Ucrânia, disse que os mísseis foram disparados contra “instalações vitais e de infraestrutura de energia nas regiões leste, centro, oeste e sul”.

Os ataques seguiram-se a um ataque durante a noite por drones “kamikaze”. A Rússia realizou várias ondas de ataques aéreos nos últimos meses na infraestrutura crítica ucraniana, deixando milhões sem energia e aquecimento em temperaturas congelantes.

A última blitz veio logo após a rejeição do Kremlin de um plano de paz ucraniano, insistindo que Kiev precisa aceitar a anexação de quatro regiões ucranianas pela Rússia.

Destruição

Moscou nega alvejar civis, mas a Ucrânia diz que bombardeios diários estão destruindo cidades, vilas e a infraestrutura elétrica, médica e outras do país.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, em um discurso em vídeo, pediu aos ucranianos que abracem seus entes queridos, digam aos amigos que gostam deles, apoiem colegas, agradeçam a seus pais e se alegrem com seus filhos com mais frequência.

“Não perdemos nossa humanidade, embora tenhamos passado meses terríveis”, disse ele. “E não vamos perdê-la, embora haja um ano difícil pela frente.”

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, no que o presidente Vladimir Putin chama de “operação militar especial” para desmilitarizar o país vizinho. Kiev e seus aliados ocidentais classificam as ações da Rússia como uma apropriação de terras de estilo imperialista.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Fonte: Agência Brasil

Ibovespa volta aos 174 mil pontos com aposta na Selic, e dólar cai

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Em um dia de feriado nos Estados Unidos, a bolsa voltou a fechar acima dos 174 mil pontos pela primeira vez em um mês. O dólar recuou e retornou ao nível de R$ 5,16.

O movimento foi impulsionado pela leitura mais fraca da produção industrial em maio, que reforçou as apostas de um corte de 0,25 ponto percentual da taxa Selic na reunião de agosto do Comitê de Política Monetária (Copom). Com os mercados norte-americanos fechados pelo feriado da Independência dos Estados Unidos, a liquidez foi reduzida ao longo da sessão.

O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou esta sexta-feira (3) com alta de 0,74%, aos 174.070,27 pontos, no maior fechamento desde 2 de junho. Na semana, acumulou ganho de 0,45% e, no ano, avança 8,03%.

O giro financeiro somou R$ 12,6 bilhões, bem abaixo da média diária, refletindo a ausência de negociações em Wall Street.

O dólar comercial caiu R$ 0,04 (0,76%), cotado a R$ 5,168. A moeda praticamente zerou a alta acumulada na semana, subindo apenas 0,03%, favorecida pelo ambiente positivo para moedas de países emergentes e pela melhora do apetite por ativos brasileiros.

Bolsa reage

O impulso para a Bolsa veio após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informar que a produção industrial recuou 0,2% em maio em relação a abril, resultado inferior às expectativas do mercado.

O dado fortaleceu a percepção de desaceleração da atividade econômica e elevou as apostas de que o Banco Central poderá iniciar um ciclo de flexibilização monetária já na reunião de agosto.

A queda dos juros futuros beneficiou principalmente as ações de empresas mais sensíveis ao custo do crédito, diante da expectativa de melhora nos resultados corporativos e da atratividade dos preços das ações.

Câmbio

No câmbio, o real acompanhou o fortalecimento das moedas emergentes diante de um dólar mais fraco no exterior. Além da expectativa de corte da Selic, investidores também repercutiram os dados mais fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos divulgados na véspera, que reduziram as apostas em uma política monetária mais restritiva pelo Federal Reserve.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de moedas fortes, operou próximo da estabilidade durante a sessão, com o mercado mantendo a expectativa voltada para os próximos indicadores de inflação nos Estados Unidos.

No acumulado do ano, o dólar cai 5,83% frente ao real.

Liquidez

O fechamento das bolsas e do mercado de títulos do Tesouro estadunidense, em razão do feriado de 4 de julho, reduziu significativamente o volume de negociações e limitou a formação de tendências mais consistentes.

No cenário interno, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, admitiu nesta sexta-feira a possibilidade de novas intervenções do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos. Isso ajudou a reduzir os juros no mercado futuro, favorecendo a bolsa de valores.

* Com informações da Reuters


Fonte: Agência Brasil

Conheça a trajetória política de Geraldo Alckmin

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Pai e avô orgulhoso, marido apaixonado, médico e homem público por vocação. Quatro vezes governador de São Paulo e vice-presidente eleito do Brasil. Assim se apresenta Geraldo Alckmin em suas redes sociais. Ele toma posse hoje (1°), aos 70 anos, como vice-presidente do Brasil, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e também será nomeado ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio do novo governo.

Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho nasceu em Pindamonhangaba, interior de São Paulo, em 7 de novembro de 1952. É casado com Maria Lúcia Ribeiro Alckmin e tem três filhos: Sophia, Geraldo e Thomaz, esse último falecido em 2015. Alckmin e Lu, como é conhecida sua esposa, também têm quatro netos. Ele é torcedor do Santos Futebol Clube e teve uma sólida educação católica.

Foi vereador e prefeito de Pindamonhangaba. Deputado estadual e federal por São Paulo, participou ativamente da criação da Constituição Federal de 1988. Junto a outras personalidades políticas, fundou o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), no qual permaneceu por mais de 30 anos.

Nova aliança

Adversário político de Lula e do Partido dos Trabalhadores (PT) em eleições passadas, Alckmin se aliou ao presidente na construção da frente ampla de partidos com o objetivo de derrotar o ex-presidente Jair Bolsonaro nas urnas. Para isso, ele deixou o PSDB e filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Alckmin seria o nome para ajudar a atrair o eleitorado mais conservador e abrir portas em segmentos mais críticos a Lula, como setores empresariais e do agronegócio. Em julho de 2022, PT e PSB oficializaram a chapa Lula-Alckmin.

Após a vitória nas urnas, o vice-presidente eleito assumiu a coordenação do gabinete de transição do governo, que foi dividido em 32 grupos técnicos, além de um conselho político. No dia 22 de dezembro, a equipe apresentou seu relatório final com um diagnóstico de cada área, alertas sobre as emergências orçamentárias, sugestões de revogações de normas e proposta de estrutura ministerial.

Segundo Alckmin, o cenário atual do país é de retrocessos. “Infelizmente, tivemos um retrocesso em muitas áreas. O governo federal andou para trás. O estado que o presidente Lula recebe é muito mais difícil e mais triste do que anteriormente”, disse, na ocasião de entrega do relatório.

Durante a composição de seu ministério, o presidente Lula escolheu Alckmin para ser o novo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, fortalecendo ainda mais o papel do vice-presidente no novo governo.

Vida política

A vida política de Geraldo Alckmin teve início em 1972. Com 19 anos, ainda no primeiro ano da faculdade de medicina, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e foi o vereador mais votado de Pindamonhangaba, sendo escolhido presidente da Câmara Municipal. Em 1976, concorreu às eleições municipais e foi eleito o prefeito mais jovem do município, exercendo mandato de seis anos. Ao final de sua administração, candidatou-se a uma vaga para a Assembleia Legislativa paulista e foi eleito deputado estadual em 1982.

Em 1986, com 125 mil votos, foi o quarto colocado entre os deputados federais eleitos em São Paulo pelo já Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Foi vice-líder da bancada do PMDB na Assembleia Nacional Constituinte. Em 1888, foi um dos fundadores do PSDB, ao lado de nomes como Mario Covas, Fernando Henrique Cardoso, Franco Montoro e José Serra.

Reeleito deputado federal em 1990, foi o quarto parlamentar mais votado pelo PSDB-SP. Nesse segundo mandato foi autor de um dos projetos de lei que deu origem ao Código de Defesa do Consumidor e relator do projeto que se converteu na Lei de Benefícios da Previdência Social. Também foi autor de um dos projetos que se converteram na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) e relator do projeto de lei que trata da doação de órgãos para transplantes.

Entre os anos de 1991 e 1994, como presidente do PSDB de São Paulo, Geraldo Alckmin organizou o partido em todo o estado, montando diretórios municipais e realizando encontros e reuniões para a formação de uma base sólida do PSDB.

Nas eleições de 1994, foi eleito vice-governador na chapa de Mário Covas. Já no primeiro ano de governo, foi nomeado presidente do Conselho Diretor do Programa Estadual de Participação da Iniciativa Privada na Prestação de Serviços Públicos e na Execução de Obras de Infraestrutura. Em 1996, por designação do governador, passou a exercer também a presidência do Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização.

Em 1998, a dupla Covas-Alckmin foi reeleita para o segundo mandato. Em 2000, licenciou-se do cargo de vice-governador para concorrer à Prefeitura de São Paulo, ficando em terceiro lugar na disputa. Em 6 de março de 2001 assumiu o governo do estado, após a morte de Mário Covas. Em 2002, Geraldo Alckmin foi reeleito governador de São Paulo para o mandato de 2003 a 2006.

Em 2006, disputou a Presidência da República e foi para o segundo turno concorrendo com Luiz Inácio Lula da Silva, que pleiteava a reeleição. Alckmin foi derrotado e, em 2008, se candidatou à prefeitura de São Paulo. Também não foi eleito e, em 2009 foi nomeado secretário estadual de desenvolvimento no governo de José Serra.

Em 2010 saiu vitorioso nas urnas e voltou a ocupar o cargo de governador, sendo reeleito em 2014. Com o fim do mandato, dedicou-se à presidência nacional do PSDB entre 2017 e 2019. Disputou novamente a Presidência em 2018, mas ficou em quarto lugar. No segundo turno, ele optou pela neutralidade, não apoiando Bolsonaro, que foi eleito, nem Fernando Haddad, candidato do PT.

Em 2021, em razão de desentendimentos internos, deixou o PSDB, partido que ajudou a fundar. Em março de 2022, filiou-se ao PSB, já em meio a negociações avançadas com Lula para compor a chapa para as últimas eleições.

Medicina

Geraldo Alckmin é formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Taubaté, São Paulo e, apesar da vida política, sempre manteve um pé na profissão. Tem especialização em Anestesiologia no Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo e em Acupuntura no Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Universidade de São Paulo. É professor convidado da Faculdade de Medicina da Universidade Nove de Julho e membro da Academia de Medicina de São Paulo.

É doutor honoris causa pela Universidade de Taubaté, concedido em julho de 2001; pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, concedido em maio de 2002; pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, concedido em maio de 2003; e pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas, concedido em maio de 2011.

Fonte: Agência Brasil

Escritório Antifacção no RJ vai integrar forças estaduais e federais

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública inaugurou nesta sexta-feira (03) o Escritório Nacional Antifacção do Rio de Janeiro. O objetivo da nova estrutura é fortalecer a integração entre a União, o estado do Rio e os municípios fluminenses para enfrentar o crime organizado.

De acordo com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, com o escritório, a pasta passa a ter presença constante no Rio de Janeiro, considerando que o estado “sintetiza” os desafios da segurança pública brasileira

“Foi aqui que vimos surgirem algumas das principais transformações do crime organizado contemporâneo, que consolidaram formas sofisticadas de controle territorial armado, que as organizações criminosas passaram a combinar violência, exploração econômica, captura de mercados, lavagem de dinheiro, infiltração em atividades econômicas formais e institucionais”

A inauguração do escritório é uma das estratégias do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, e duas unidades semelhantes foram instaladas em São Paulo e em Foz do Iguaçu (PR). Além disso, São Paulo e Rio de Janeiro também ganharam sedes regionais do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). 

De acordo com o Secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, o Coaf está em uma posição de “absoluta centralidade” dentro do programa, porque a asfixia financeira das facções é um dos principais eixos de atuação. 

“Se o objetivo final das organizações criminosas é o lucro, e se o lucro financia as ações violentas, a gente tem que fechar esse gargalo. Então, já estamos levantando com a Anatel, por exemplo, todas as operadoras de telefonia e de internet que trabalham para o crime organizado, todas as atividades econômicas que foram capturadas por eles. Vamos mapear e eliminar os focos dessa infiltração e principalmente regular o mercado para evitar que esse tipo de coisa aconteça”

O Secretário também explicou que o Escritório Antifacção do Rio de Janeiro vai permitir que o governo federal dê mais apoio logístico às forças de segurança do estado em operações, além de ajudar outros estados que estão enfrentando as organizações nascidas no Rio. 

“Não é justo que o Rio de Janeiro suporte essa despesa e todas essas operações sem o apoio da União. Então, o escritório vai trabalhar a nível estratégico de inteligência para apoiar outras unidades da federação, tanto na produção de conhecimento, nas operações, como também na captura de foragidos. Isso tudo em sinergia com os estados e com as forças de segurança”. 

O Secretário Nacional de Políticas Penais, André Garcia, declarou que o governo federal também vai reforçar a segurança nos presídios do estado, doando equipamentos e treinando os policiais penais nos protocolos aplicados nos presídios federais de segurança máxima. 

De acordo com Garcia, 138 presídios do país foram selecionados para receber essas ações, incluindo as principais unidades penitenciárias do Rio. Além disso, pelo menos duas operações regionais e uma grande operação nacional será realizada todos os meses nesses presídios. 

“Neles, encontramos quase 80% das lideranças criminosas do nosso país. Com isso, nós pretendemos monitorar, isolar e impedir que esses indivíduos articulem as atividades criminosas fora do presídio”, acrescentou. 


Fonte: Agência Brasil

Alexandre de Moraes decide manter Bolsonaro em prisão domiciliar

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (3) prorrogar o prazo da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Bolsonaro continuará sob o monitoramento de tornozeleira eletrônica e só poderá receber visitas com autorização do ministro, que é relator do caso. 

O ex-presidente também está proibido de usar celular e acessar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros, além de gravar vídeos para a internet. Agentes da Polícia Militar do Distrito Federal vão fazer a segurança da casa para evitar fuga.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária por 90 dias. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.

O prazo de 90 dias começou a contar no dia 27 de março e terminou em 25 de maio. 

Armas

Moraes também determinou a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão de dez pistolas e espingardas que estão registradas em nome do ex-presidente.

A defesa terá prazo de 48 horas para entregar o armamento à Polícia Federal (PF). 

A decisão foi motivada pela repercussão do caso da apreensão de uma arma com um dos seus seguranças particulares.

Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal não ter indiciado o ex-presidente, por entender que a arma está legalizada e que Bolsonaro não cometeu nenhum crime, o ministro entendeu que as armas devem ser apreendidas. 

“O descumprimento das regras da prisão domiciliar humanitária temporária ou de qualquer uma das medidas cautelares implicará na sua revogação e ao retorno imediato ao regime fechado”, ressaltou Moraes. 

Falta grave

Moraes também reconheceu que Bolsonaro não cometeu falta grave relacionada com a apreensão da arma com seu segurança. A falta grave poderia permitir o retorno do ex-presidente para o presídio da Papudinha, em Brasília, em regime fechado. 

“Inexistindo a prática de qualquer falta grave durante o período em que o custodiado encontra-se em prisão domiciliar humanitária, não permanecem presentes os fatores impeditivos indicados”, argumentou.

Moraes não fixou um prazo para o término da prisão domiciliar. 

Fonte: Agência Brasil

UFRJ inaugura rádio FM no Grande Rio

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Quase 40 anos depois de entrar no ar com um transmissor que cabia em uma caixa de sapatos, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) inaugurou nesta sexta-feira (3) a Rádio UFRJ FM, na frequência 88,9 FM.

A programação reúne música independente, conteúdos infantojuvenis, divulgação científica, notícias e esportes, além de blocos da Rádio MEC AM, gerenciada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

O diretor da UFRJ FM é o professor da Escola de Comunicação Marcelo Kischinhevsky (foto). Em junho de 1989, ele era um dos estudantes que se uniram para colocar no ar a então Rádio Livre, três anos depois rebatizada como Rádio Interferência.

A emissora livre transmitiu por duas décadas até ser fechada pela polícia quando conseguiu um transmissor mais potente, sob acusação de ser “pirata”. Somente em 2014, com mediação do Ministério Público Federal e reorganização do dial carioca, a UFRJ conseguiu um canal FM, em parceria com a EBC. 

“A gente tinha 20 anos quando o Leonardo Pinheiro, estudante de engenharia, arrumou o transmissor e começamos a montar a rádio, que transmitia do centro acadêmico, com programação gravada em fita cassete”, recordou o docente.

“Depois, fruto do ativismo estudantil, a rádio ampliou a potência, foi criminalizada, acusada de interferir em aeroporto, mas isso abriu a discussão para que conseguíssemos um canal”, explicou.

Com a concessão do 88,9 FM, explica Marcelo, a universidade estruturou a rádio, contando, inclusive, com recursos de emendas parlamentares para a compra dos transmissores, driblando cortes no orçamento da instituição. Desde 2019, a rádio funciona somente na internet e como laboratório. 

Em 2025, a UFRJ e a EBC obtiveram a licença para instalar os transmissores no Morro do Sumaré, no Parque Nacional da Tijuca, e, neste mês, iniciaram as transmissões experimentais para todo o Grande Rio. A expectativa é alcançar 10 milhões de ouvintes.

Na quinta-feira (2), quando ouviu a Rádio UFRJ no ar, de um radinho de pilha, no Campus Praia Vermelha, o professor Marcelo confessou que “escorreu uma lágrima”, em uma newsletter à comunidade acadêmica e aos ouvintes.

“Mas, depois, veio uma onda de alegria”, disse. “Um outro professor me viu com o radinho na mão e sacou. Foi até o carro dele, abriu a mala e despejou potência no som. Celebramos a vitória da radiodifusão pública, educativa e universitária”, acrescentou, sobre a trajetória da emissora.

Para a professora de Comunicação Suzy dos Santos, referência em políticas de comunicação, a Rádio UFRJ traz mais pluralidade ao dial carioca.

“A radiodifusão comercial é concentrada, é manipulada pelo lucro e, muitas vezes, usada contra os interesses sociais”, analisou.

Ela criticou também o uso de canais abertos de rádio e tv, os únicos gratuitos, para fins religiosos e eleitoreiros dos administradores.

“A Rádio da UFRJ, ao contrário, tem uma importância imensurável [nesse cenário], porque é feita para pensar uma sociedade democrática e plural”, completou dos Santos.

 


Rio de Janeiro (RJ), 03/07/2026 - A professora de Comunicação da UFRJ, Suzy dos Santos, participa da cerimônia que marca o início das transmissões experimentais da Rádio UFRJ FM, fruto da parceria entre a maior universidade federal do país e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A emissora ocupará a frequência 88,9 MHz, com cobertura para o Grande Rio.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 03/07/2026 - A professora de Comunicação da UFRJ, Suzy dos Santos, participa da cerimônia que marca o início das transmissões experimentais da Rádio UFRJ FM, fruto da parceria entre a maior universidade federal do país e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A emissora ocupará a frequência 88,9 MHz, com cobertura para o Grande Rio.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Quem sintonizar, além dos programas, pode esperar um espaço de encontro da música independente, garante o estudante de jornalismo Davi Maia. Ele selecionou a lista de músicas que tocaram na inauguração, nesta sexta, e prometeu continuar a contribuir.

“Abrir a cabeça para o que está rolando na cena independente é muito difícil em uma rádio comercial”, avaliou. “Você acaba tendo que prestar contas, fazer parcerias com gravadoras, mas em uma rádio pública, como a da UFRJ, oferecemos uma curadoria diferenciada”, explicou o ex-bolsista, que tocou Luedji Luna, Marcelo D2 e Caxtrinho. 

 


Rio de Janeiro (RJ), 03/07/2026 - O aluno da UFRJ, Davi Maia,, participa da cerimônia que marca o início das transmissões experimentais da Rádio UFRJ FM, fruto da parceria entre a maior universidade federal do país e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A emissora ocupará a frequência 88,9 MHz, com cobertura para o Grande Rio.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 03/07/2026 - O aluno da UFRJ, Davi Maia,, participa da cerimônia que marca o início das transmissões experimentais da Rádio UFRJ FM, fruto da parceria entre a maior universidade federal do país e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A emissora ocupará a frequência 88,9 MHz, com cobertura para o Grande Rio.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

“A rádio está sempre no nosso coração, a gente nunca sai da Rádio”, prometeu. “Comecei a fazer jornalismo musical na rádio e este hoje é o meu interesse profissional”.

A aposta em colaboradores como Maia tem uma razão. O público-alvo da emissora é o jovem e o adulto, informou o reitor da UFRJ, Roberto Medronho.

“Nesse momento, de circulação de desinformação com grande agilidade, precisamos de um veículo que acompanhe a população, especialmente, a juventude, para se conectar à ela”, afirmou. 

Medronho lembrou que a democracia não é um regime político que está garantido. Ao contrário, avaliou, há ameaças permanentes, como a desinformação. “A minha geração lutou pela democracia, agora, a juventude precisa estar alerta”, frisou.

Para construir a grade de 2027, a Rádio UFRJ abriu uma seleção de programas por meio de edital. A chamada pública aceita propostas de dentro e de fora da comunidade acadêmica, desde que tenham adesão aos princípios da emissora. O documento para os interessados está disponível no site e no perfil da rádio nas redes sociais.

“Queremos trazer a sociedade para dentro da universidade e, mais do que falar, ouvir”, acrescentou Marcelo. Segundo ele, a ideia é fazer uma rádio que faça divulgação científica, tecnológica e cultural, tanto quanto proponha a construção de uma agenda pública de debates para o estado do Rio de Janeiro, explicou, sobre a nova FM.

A Rádio UFRJ conta com um Conselho Curador formado por representantes de diversos setores da sociedade e integra a cadeia de emissoras públicas gerenciada pela EBC, a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). A rede conta com 168 afiliadas de rádio e 165 TVs por todo o país.


Fonte: Agência Brasil

Douglas Santos traz vivência do ouro olímpico para buscar o hexa

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O lateral-esquerdo Douglas Santos é um dos três integrantes da seleção brasileira convocada para a Copa do Mundo que fez parte do time medalhista de ouro na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. 

A conquista, à época, inédita, contou também com o zagueiro Marquinhos e o atacante Neymar. Uma experiência que o defensor do Zenit, da Rússia, traz para a caminhada em busca do hexa mundial.

“Sentimos o peso, ainda mais jogando no Brasil. Sabíamos da responsabilidade e da vontade de todo brasileiro que era conquistar a Olimpíada. Não é diferente hoje. Estamos focados”, disse Douglas Santos. 

“A Copa do Mundo seria um feito inesquecível para todos. Estamos trazendo a vivência daquela Olimpíada, sabendo que temos muito a entregar ainda”, acrescentou, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (3), no The Ridge, hotel em que a delegação está hospedada em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Aquela temporada, aliás, marcou justamente a estreia do lateral pela seleção principal, em um amistoso contra o Panamá. Ele já havia sido convocado anteriormente, em 2013 e 2015, mas não saiu do banco. 

Foram nove anos de espera até receber uma nova oportunidade com a Amarelinha, em 2025, determinante para cair nas graças do técnico Carlo Ancelotti.

Na disputa pela vaga de titular na Copa do Mundo, Douglas Santos superou a concorrência com o experiente Alex Sandro, que está no terceiro Mundial da carreira. O lateral, de 32 anos, vem sendo elogiado pelas atuações regulares – o famoso “feijão com arroz” – e a parceria com o atacante Vinícius Júnior, que também atua pelo lado esquerdo.

“Eu preciso ter uma boa leitura quando o Vini pega a bola, saber o momento certo de fazer a ultrapassagem [e gerar opção no ataque] e estar vigilante para, se o Vini perder a bola, poder recuperar e a equipe adversária não ter uma transferência ofensiva rápida. Tenho falado muito com o mister [Ancelotti] para estar atento a essas situações”, descreveu o camisa 16.

“Acho que esse feijão com arroz bem temperado que todo mundo está falando é fazer o simples com excelência. Eu me preparei muito para chegar à seleção brasileira depois de nove anos. Não queria perder essa oportunidade e estou fazendo tudo que o mister vem pedindo. Vou continuar dando meu melhor para que esse feijão com arroz bem temperado possa continuar alegrando todo torcedor brasileiro”, completou.

Neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), o Brasil decide um lugar nas quartas de final da Copa do Mundo contra a Noruega, em Nova Jersey. 

Em meio à euforia com a vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, na terça-feira (30), o técnico norueguês, Stale Solbakken, encerrou a fala aos jogadores dizendo para Ancelotti “esperar”, que eles estavam “chegando”.

Posteriormente, o treinador se manifestou dizendo que não se tratava de uma provocação. Douglas Santos, porém, admitiu que o discurso serviu de motivação para o elenco, recordando a declaração do atacante japonês Kento Shiogai, de que o Brasil “não era como antigamente”, dias antes de a seleção brasileira vencer o Japão por 2 a 1 na segunda-feira (29), em Houston, e se classificar às oitavas.

“Vocês [jornalistas] viram a vontade e a garra que estávamos, mesmo depois de tomarmos o gol. Continuamos focados, jogando com paciência. Graças a Deus, respondemos jogando futebol”, finalizou o lateral, que atua no Zenit.

Fonte: Agência Brasil

Festejado, Raphinha treina e se aproxima de retorno à Copa do Mundo

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A principal novidade no treino da seleção brasileira nesta sexta-feira (3) foi a presença de Raphinha. O atacante, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa direita na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, no último dia 19 de junho, deu mais um passo no processo de recuperação e trabalhou em campo ao lado dos companheiros.

Durante os 15 minutos de atividade que a imprensa pôde acompanhar no Columbia Park, centro de treinamento do New York Red Bulls, em Nova Jersey (Estados Unidos), Raphinha participou dos exercícios de aquecimento e das rodas de bobinho. Após tratamento intensivo nos últimos dias, o atacante demonstrou bom humor e sinalizou estar recuperado da lesão.

A volta do camisa 11, comunicada pelo técnico Carlo Ancelotti ao grupo, teve aplausos e o tradicional “corredor polonês”, com o atacante passando no meio de duas filas de jogadores para ser “agraciado” com tapinhas. Quando retornou aos treinos após se recuperar da lesão grau dois na panturrilha direita, Neymar passou pela mesma “recepção”.

A presença de Raphinha entre os relacionados para o jogo deste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), diante da Noruega, em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, é pouco provável. A expectativa é que ele fique à disposição apenas se o Brasil for às quartas de final.

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O caso de Neymar serve como termômetro. O atacante, que se apresentou à seleção brasileira, ainda na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), já contundido, voltou a treinar com o grupo, de maneira integral, quatro dias antes da partida contra a Escócia, em 24 de junho, em Miami (Estados Unidos). Ele foi relacionado para o jogo e esteve 14 minutos em campo.

A única ausência no treino foi Lucas Paquetá. O meia iniciou o tratamento de uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda, que o tirou da vitória por 2 a 1 sobre o Japão, na última segunda-feira (29), em Houston (Estados Unidos), ainda no intervalo. O camisa 20 está fora da partida contra a Noruega. O atacante Rayan, poupado na quinta-feira (2) por controle de carga, participou normalmente da atividade.

No período em que os trabalhos desta sexta estiveram liberados à imprensa, Ancelotti não realizou nenhuma atividade que desse indícios de quem será o substituto de Lucas Paquetá. As opções são o volante Danilo Santos e os atacantes Gabriel Martinelli, Endrick e até Neymar. O técnico tem ainda o treino deste sábado (4) para definir quem será o titular.

Fonte: Agência Brasil