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Enem terá inscrição automática para alunos do 3º ano da rede pública

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O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta segunda-feira (8) que os alunos concluintes do ensino médio da rede pública terão inscrição automática no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A Portaria nº 422/2026, publicada hoje, prevê a inclusão do exame Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), visando aumentar a participação dos estudantes para uso do Enem no Saeb. 

Inscrição automática

De acordo com o MEC, a inscrição automática já passa a valer para edição 2026 do Enem. O estudantes concluintes, do 3º ano, serão inscritos a partir de dados encaminhados pelas redes de ensino. 

O aluno terá apenas que confirmar a participação no exame e escolher a prova de língua estrangeira que deseja fazer, além de solicitar recursos de acessibilidade se necessários. 

Mais locais de prova

Com a novidade, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, irá aumentar o número de locais de aplicação das provas do Enem em cerca de 10 mil escolas. Estima-se, conforme o ministério, que 80% dos alunos da rede pública façam as provas na própria escola em que estudam.

O ministério informou que já estuda apoio de transporte e deslocamento para aqueles estudantes que precisarem fazer o exame em outras cidades.

Com essas medidas, o MEC espera, pelo menos, que 70% dos concluintes das escolas públicas participem do Enem em 2026, consolidando o exame como parte importante da avalição da educação básica. 

 

Fonte: Agência Brasil

Museu do Futebol lança exposição sobre camisas da seleção brasileira

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Faltando menos de um mês para o início da Copa do Mundo, o Museu do Futebol entrou no clima da principal competição do futebol mundial. Tem início na próxima sexta-feira (22) a exposição temporária “Amarelinha”, que apresenta ao público 18 uniformes originais da seleção brasileira usados entre os mundiais de 1958 (quando o Brasil conquistou seu primeiro título) e o de 2022.

Outra novidade é a volta da camisa que Pelé usou na decisão da Copa de 1970 (oportunidade na qual a seleção brasileira goleou a Itália por 4 a 1 no México para garantir o seu tricampeonato) a seu espaço na exposição permanente dedicada ao Rei do Futebol.

A icônica camisa, que entrou para o imaginário coletivo como uma representação do futebol vitorioso e bonito que a seleção apresentou no Mundial do México, volta a ser exibida após passar por um período de limpeza.

O Museu do Futebol fica na Praça Charles Miller, s/n, Pacaembu, em São Paulo. A instituição funciona de terça-feira a domingo, das 9h (horário de Brasília) às 18h. Os ingressos custam R$ 24. Porém, às terças-feiras as visitas são gratuitas.

Copa do Mundo

A Copa do Mundo de 2026 será disputada no Canadá, no México e nos Estados Unidos entre 11 de junho e 19 de julho.

Brasil na Copa

O Brasil está no Grupo C do Mundial de 2026. A estreia será contra Marrocos, no dia 13 de junho no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 19h. Na segunda rodada, a seleção brasileira encara o Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, às 21h30 de 19 de junho. Já o encerramento da primeira fase está marcado para o dia 24 de junho, contra a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami, às 19h.

Fonte: Agência Brasil

Veja datas e horários dos jogos do Brasil na Copa do Mundo

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O técnico italiano Carlo Ancelotti anunciou nesta segunda-feira (18) a relação dos 26 convocados para defender a seleção brasileira na Copa do Mundo. E a grande novidade foi a presença do nome do atacante Neymar

O Brasil está no Grupo C do Mundial de 2026. A estreia será contra o Marrocos, no dia 13 de junho no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 19h. 

A seleção terá mais dois jogos na primeira fase da competição.

>> Confira os jogos da seleção: 

Brasil x Marrocos
Data: 13 de junho
Horário: 19h (horário de Brasília)
Local: MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA)

Brasil x Haiti
Data: 19 de junho
Horário: 21h30 (horário de Brasília)
Local: Lincoln Financial Field, na Filadélfia (EUA)

Brasil x Escócia
Data: 24 de junho
Horário: 19h (horário de Brasília)
Local: Hard Rock Stadium, em Miami (EUA)

Convocados

Goleiros 
Alisson (Liverpool)
Weverton (Grêmio)
Ederson (Fenerbahçe)

Defensores 
Alex Sandro (Flamengo)
Bremer (Juventus)
Danilo (Flamengo)
Douglas Santos (Zenit)
Gabriel Magalhães (Arsenal)
Ibañez (Al-Ahli)
Léo Pereira (Flamengo)
Marquinhos (PSG)
Wesley (Roma)

Meio-campistas
Bruno Guimarães (Newcastle)
Casemiro (Manchester United)
Danilo (Botafogo)
Fabinho (Al-Ittihad)
Lucas Paquetá (Flamengo)

Atacantes 
Endrick (Lyon)
Gabriel Martinelli (Arsenal)
Igor Thiago (Brentford)
Luiz Henrique (Zenit)
Matheus Cunha (Manchester United)
Neymar (Santos)
Rayan (Bournemouth)
Vinicius Júnior (Real Madrid)
Raphinha (Barcelona)

Fonte: Agência Brasil

Lula defende exploração na Margem Equatorial com responsabilidade

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (18) a exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial. Durante visita à Refinaria de Paulínia (Replan), no interior paulista, Lula destacou que a atividade deverá ser feita com responsabilidade para evitar problemas ambientais. 

“Ninguém tem mais cuidado com a Amazônia do que nós [do governo]”, disse. 

Para Lula, a exploração também é importante por uma questão de soberania nacional e para evitar que essa área seja invadida por outros países. 

“Daqui a pouco o Trump [presidente dos Estados Unidos] acha que é dele e vai lá. Ele [Trump] achou que o Canadá era dele, ele achou que a Groenlândia era dele. Ele achou que o Golfo do México era dele. Quem garante que ele não vá dizer que a Margem Equatorial é dele também? Então nós vamos ocupar e explorar petróleo com a maior responsabilidade para fazer com que esse dinheiro possa ser revertido para garantir o futuro desse país”, declarou.

A Petrobras obteve, no ano passado, a licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para iniciar a operação de pesquisa exploratória na Margem Equatorial. A região, localizada no norte do país, é apontada como novo pré-sal devido ao seu potencial petrolífero.

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18.05.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita às instalações da Refinaria de Paulínia (Replan), na Rodovia SP 332, Km 130 – Bonfim, Paulínia - SP.

Foto: Ricardo Stuckert / PR
18.05.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita às instalações da Refinaria de Paulínia (Replan), na Rodovia SP 332, Km 130 – Bonfim, Paulínia - SP.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Críticas à privatização

Em seu discurso em Paulínia (SP), Lula também criticou as privatizações da BR Distribuidora, em 2019, e da Liquigás, em 2020. Para ele, essas vendas foram uma tentativa de acabar com a Petrobras.

“A BR foi privatizada porque os sonhos que eles tinham de privatizar a Petrobras seriam altamente recusados pelo povo, então eles resolveram vender os pedacinhos. É que nem aquele rolo de mortadela grande que se vê pendurado na padaria. Vende 100 gramas hoje, 200 gramas amanhã. Chega um dia, o rolo desaparece. O que eles queriam fazer com a Petrobras era isso”, falou o presidente. 

Para o presidente, a Petrobras precisa ser encarada como um patrimônio brasileiro e não deve ser privatizada. Segundo Lula, se a Petrobras já fosse uma empresa privada, os brasileiros iriam sentir ainda mais no bolso o peso da Guerra no Oriente Médio.

“A Petrobras está ganhando mais dinheiro exportando petróleo e o petróleo subiu por causa da Guerra do Irã. Então, esse dinheiro a mais que a Petrobras está ganhando, estamos cobrando do imposto da exportação do petróleo para que a gente possa subsidiar o preço do diesel e da gasolina para não sobrar no bolso do brasileiro e no [bolso do] motorista de caminhão ou de carro. Estamos tirando dinheiro do Orçamento do governo para não permitir que esse prejuízo chegue ao povo brasileiro porque ele não tem culpa da guerra do Irã. A guerra do Irã é culpa do Trump”, afirmou o presidente.

 

Investimentos da Petrobras

Lula esteve no interior paulista para visitar a Refinaria de Paulínia (Replan), a maior do país, e acompanhou o anúncio de R$ 37 bilhões de investimentos da Petrobras no estado de São Paulo até 2030.

Segundo a Petrobras, esses recursos serão destinados ao fortalecimento do refino e biorrefino, logística, exploração e produção, descarbonização e geração de energia sustentável e devem gerar 38 mil postos de trabalho diretos e indiretos.

Cerca de R$ 6 bilhões desse valor serão aplicados na Replan, que é a responsável pelo abastecimento de mais de 30% do território brasileiro e que tem capacidade atual de 434 mil barris de petróleo por dia. Com o projeto de ampliação do processamento, o volume deve subir para 459 mil barris por dia. 

“E nessa Replan estamos andando, a passos largos, para até o final do ano, fazer combustível de aviação com até 5% de renováveis”, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

Segundo ela, a empresa está destinando recursos para melhorar a produção do Campo de Mexilhão, na Bacia de Santos, que é um campo de gás. Magda também declarou que a Petrobras pretende anunciar, em breve, a viabilidade comercial de uma nova descoberta no bloco Aram, no pré-sal da Bacia de ‌Santos. 

“Já é uma reserva e já já vamos declarar a sua comercialidade, interligando o primeiro poço de Aram a produzir deste pré-sal e de mais um pré-sal aqui do estado de São Paulo. Vamos ter dois poços a produzir em mais um pré-sal aqui no estado de São Paulo”, disse. 

A presidente da Petrobras destacou ainda a participação da empresa na segurança energética do país, principalmente neste momento de conflitos externos. 

“A Petrobras é responsável pelo abastecimento de 75% do diesel do território nacional. Mas temos projetos para chegar a 85%. E, no âmbito dessa discussão sobre segurança energética, nos perguntamos por que não 100%. E nos comprometemos, junto ao presidente Lula, a sermos autossuficientes em diesel até 2030 neste país”, falou a presidente da Petrobras.

Fonte: Agência Brasil

Caminhos da Reportagem debate impactos da escala 6×1 no Brasil

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O programa premiado Caminhos da Reportagem apresenta, na segunda-feira (18), a edição Escala 6×1: um País Cansado, que traz um panorama sobre como a redução do tempo de trabalho está sendo discutida no país. A atração vai ao ar às 23h na TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

O fim da escala de seis dias de trabalho para um dia de folga (6×1) está em debate em todo o país, desde 2015, no Congresso Nacional. A discussão ganhou as ruas, e movimentos sociais têm pressionado pela mudança.

Neste ano, o governo federal, que também levantou a bandeira da redução da jornada, enviou um projeto de lei para o Congresso. Experiências de diminuição do tempo de trabalho apontam possíveis caminhos, com mais tempo de vida fora do trabalho e descanso para trabalhadores.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirma que, para o governo, o que está sendo discutido é a redução da jornada de trabalho máxima de 44 horas para 40 horas semanais, com duas folgas e sem perda de salário. “Isso não impede de delegar para a negociação coletiva para ver qual a grade de jornada. Trabalhadores e empregadores saberão melhor organizar esse processo.”

O Caminhos da Reportagem apresenta a história de Otoniel Ramos da Silva, que trabalha como porteiro de segunda a sábado no Rio de Janeiro. Além de ser um dos trabalhadores que vivem a escala 6×1, Otoniel mora na região metropolitana onde a população perde mais tempo indo para o trabalho.

O profissional leva, em média, duas horas para ir e duas horas para voltar, nos seis dias da semana em que trabalha. O domingo é o único dia de folga. “O trabalho é tranquilo, já o desgaste para o trabalho, a ida e a volta, é o que mais cansa”, diz.

A escala 6×1 impacta negativamente na felicidade, segundo estudo coordenado pela pesquisadora e fundadora da Reconnect, Renata Rivette. Ela explica que, por muito tempo, se acreditou que era possível separar o trabalho da vida pessoal. “Hoje a gente sabe que não. E dependendo da escala, tem já uma exaustão física, tem uma exaustão mental, e a pessoa vive quase que a vida infinita do trabalho.”

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Iniciativas inovadoras

A rede hoteleira Hplus, que conta com 18 hotéis no Brasil, vem adotando gradativamente a escala 5×2 entre os funcionários, mas mantém a jornada de 44 horas semanais. A iniciativa partiu da proprietária da rede, a empresária Paula Faure, que aposta nos benefícios para a equipe e para os negócios.

A expectativa é diminuir o número de atestados e a rotatividade dos funcionários. “O nosso turnover, nossa rotatividade, chega a 50% ao ano. Isso significa que todo ano metade da minha equipe pede demissão, e eu tenho que recontratar metade dessa equipe. Isso gera tempo de recrutamento, tempo de treinamento e de seleção.”

Em São Paulo, a Coffee Lab foi fundada em 2004 e, desde o começo, funcionava com a escala 5×2. A empresa foi uma das 19 que participaram do desafio Four Day Week Global, que significa semana de quatro dias em português. Desde então, mudou para a escala 4×3, quatro dias de trabalho e três de descanso.

“A escala 4×3 está sendo melhor que a 5×2 em muitos aspectos, operacionais, financeiros, de clima organizacional.  Inclusive, os funcionários nessa escala são mais concentrados, eles erram menos. Então, a empresa erra menos. O turnover também, né, gente? Nossa, é 8%. O turnover de 8% é muito pequeno”, destaca a torrefadora e proprietária, Isabela Raposeiras.

O barista e instrutor Claudevan Leão afirma que ter três dias de folga na semana permite que ele descanse mentalmente e fisicamente. “Ter a escala 4×3 fez com que a gente lembrasse que eu tenho uma vida fora do trabalho”, diz o funcionário.

Consumidor

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) tem encabeçado a apreensão dos empresários que temem a redução da jornada. O presidente do Conselho de Assuntos Legislativos da CNI, Paulo Afonso Ferreira, explica que a confederação não é contra discutir o tema, mas alerta que, caso haja a mudança, quem vai acabar pagando a conta é o consumidor, uma vez que as empresas precisarão pagar o mesmo salário de 44 horas semanais para 40 horas semanais.

“Vamos fazer esse comprometimento, os sindicatos laborais junto com os sindicatos patronais, vamos fazer um acordo, como nós já fizemos no meu setor da construção, mas não foi uma coisa imposta.”

O pesquisador e professor da FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), Fernando de Holanda Barbosa, acredita que o ponto principal de preocupação da proposta é justamente a redução da carga total de trabalho, com a consequente diminuição da produção, e manutenção do salário.

“O que significa? Que o trabalhador vai ficar mais caro por hora trabalhada. Obviamente você espera que haja uma reação ao longo do tempo das empresas.”

Avanços

Uma reação que o sociólogo Clemente Ganz Lúcio, assessor das centrais sindicais, afirma não ser nova. Ele diz que a experiência mostra que as empresas procuram outros caminhos que não necessariamente o repasse imediato para o preço, e que os empresários usaram as mesmas justificativas em 1988, quando houve, pela Constituição Federal, a redução de 48 horas para 44 horas semanais.

“Vocês nos disseram em 1988 a mesma coisa que estão dizendo hoje, que as empresas iam quebrar, que o país ia quebrar, a inflação ia aumentar, os empregos iam aumentar, a informalidade ia aumentar, as mesmas coisas. Nada disso que vocês falaram aconteceu.”

Da área da economia, a pesquisadora e professora da Unicamp Marilane Teixeira defende que o Brasil está pronto para trabalhar menos. Segundo ela, avanços tecnológicos foram observados nos últimos 38 anos, desde a última redução da jornada de trabalho.

“Eu acho que a tecnologia já permite que o Brasil trabalhe menos, e as pessoas possam usufruir de uma jornada de trabalho menor.”

Sobre o programa

No ar desde 2008, o Caminhos da Reportagem é uma das produções jornalísticas brasileira mais prestigiadas pelo público e a crítica. No final de 2025, o programa da TV Brasil ultrapassou a marca de 100 prêmios recebidos. Os reconhecimentos atestam a relevância editorial, a qualidade jornalística e o compromisso da equipe com reportagens aprofundadas sobre os mais variados temas de interesse público.

Exibido às segundas, às 23h, o Caminhos da Reportagem tem horário alternativo na madrugada para terça, às 2h30. A produção disponibiliza as edições especiais no site e no YouTube da emissora pública. As matérias anteriores também estão no aplicativo TV Brasil Play, disponível nas versões Android e iOS, e no site http://tvbrasilplay.com.br.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Saiba aqui como sintonizar.

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Serviço

Caminhos da Reportagem – Escala 6×1: um País Cansado – Segunda-feira (18), às 23h, na TV Brasil

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Fonte: Agência Brasil

Dino diz ter sido ameaçado de morte por funcionária de companhia aérea

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), relatou nas redes sociais ter sido alvo de ameaça de morte feita por uma funcionária de uma companhia aérea. O caso ocorreu em um aeroporto de São Paulo na manhã desta segunda-feira (18). 

De acordo com Dino, a funcionária disse a um agente da polícia judicial que tinha a “vontade de xingá-lo”. Em seguida, ela acrescentou que seria “melhor matar do que xingar”.

“Recentemente, uma funcionária de uma empresa aérea, ao olhar um cartão de embarque com meu nome, manifestou a um agente de polícia judicial a vontade de me xingar. Em seguida se corrigiu: disse que seria melhor matar do que xingar. Como não a conheço, nem ela me conhece, é claro que tais manifestações derivam de minha atuação no STF”, informou Dino.

O ministro também fez um apelo para que as empresas façam campanhas de educação cívica, principalmente, às vésperas das eleições de outubro.

“Cada um tem sua opinião, suas simpatias e o seu voto individual. Mas, um cidadão não pode ter receio de sofrer uma agressão de um funcionário de uma empresa, ao consumir um serviço ou produto. Pode ter sido um caso isolado. Porém, com o andar do calendário eleitoral, pode não ser. Então é melhor prevenir”, completou.

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Fachin

Em nota à imprensa, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, condenou a ameaça sofrida por Dino. 

Fachin prestou solidariedade ao ministro e afirmou que a divergência de ideias não pode abrir espaço para o ódio, à violência e à agressão pessoal.

“Impõe-se reafirmar os valores da civilidade, da tolerância e da paz social. O Brasil precisa de serenidade, espírito público e compromisso democrático, para que as diferenças possam coexistir dentro dos limites do respeito mútuo e da dignidade humana”, afirmou.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria do ministro não forneceu detalhes sobre a ocorrência.

 

Fonte: Agência Brasil

Morre Geovani Silva, ídolo do Vasco e ex-meia da seleção, aos 62 anos

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O futebol brasileiro amanheceu de luta nesta segunda-feira (18).  O ex-jogador capixaba Geovani Silva, ídolo do Vasco e ex-meia da seleção brasileira, morreu em Vitória, aos 62 anos. De acordo com nota publicada pela família nas redes sociais, ele passou mal de madrugada, chegou a ser levado a um hospital em Vila Velha (ES), mas não resistiu. Apelidado de “Pequeno Príncipe” pela torcida cruzmaltina nos anos de 1980, o ex-meia de 1,68 de altura sobressaía em campo por visão de jogo aguçada e dribles perfeitos.  

“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do nosso guerreiro Geovani Silva. Na madrugada de hoje, ele passou mal de forma repentina e foi socorrido imediatamente ao hospital maiș próximo. Apesar de todos os esforços da equipe médica e das tentativas de reanimação, infelizmente ele não resistiu. Estamos todos muito abalados e tristes com essa partida tão inesperado”, disse a família em publicação no Instagram.

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Geovani ingressou na base do Vasco nos anos 1980, após iniciar a formação pela Desportiva Ferroviária-ES. Com o Cruzmaltino, colecionou os títulos estaduais de 1982, 1987, 1988 e 1993, nas três passagens pelo clube. Jogou ao lado de outros craques cruzmaltino, como Roberto Dinamite e Romário. Dono da camisa 8, o armador marcou 50 gols em 408 jogos.

Com a seleção brasileira, Geovani Silva conquistou a medalha de prata na Olimpíada de Seul (1988) e foi campeão da Copa América. Antes de ser titular na seleção principal, Giovani já sobressaíra na base da Amarelinha com dois títulos em 1983 com a equipe Sub-20: faturou a Copa do Mundo e o Campeonato Sul-Americano daquele ano. O ex-aramador também defendeu clubes do México, Alemanha e Itália antes de se aposentar dos gramados em 2002.


Geovani Silva - meia- seleção brasileira
Geovani Silva - meia- seleção brasileira

Geovani Silva conquistou a medalha de prata na Olimpíada de Seul (1988) e foi campeão da Copa América com a seleção brasileira – Pedro Vale/CBF/Direitos Reservados

“Neste momento de muita dor e tristeza, a CBF se solidariza com familiares, amigos e a legião de admiradores que se encantaram com o talento de Geovani, carinhosamente chamado pelos vascaínos de “O Pequeno Príncipe””, lamentou a entidade em nota de pesar.

Ex-jogador e atual senador federal, Romário também recorreu às redes sociais para expressar o luto pela perda do amigo.

De acordo com a família de Geovani, nos últimos anos ele passava por tratamento para a Síndrome de POEMS (doença multissistêmica rara causada por distúrbio de células plasmáticas) que afetava alguns de seus órgãos.  “Dentro do possível, vinha lutando bravamente e se mantendo bem”, relatou a família, em nota.

Em fevereiro do ano passado, o ex-meia foi homenageado pelo ex-jogador e atual presidente do Vasco Pedrinho no Estádio Kléber Andrade, em Cariacica (ES).

“Só não vou chorar, mas dá vontade. Pedrinho eu vi começando praticamente e fico feliz, né? Porque na vida, quando você é homenageado vivo é bem melhor, né? Tive problema de saúde, não pensei que ia passar desse ano, passei, então eu tô vivo é para comemorar”, disse o ídolo vascaíno na ocasião.



Fonte: Agência Brasil

Câmara Legislativa celebra 60 anos da Faculdade de Educação da UnB

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou, na manhã desta segunda-feira (18), uma sessão solene em homenagem aos 60 anos da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (FE/UnB), a primeira do país. A iniciativa partiu do deputado Gabriel Magno (PT), presidente da Comissão de Educação e Cultura da Casa. O evento reuniu autoridades acadêmicas, representantes de entidades sindicais e estudantes, destacando a trajetória histórica e o papel da instituição na formação de educadores e na defesa da educação pública no país.

>> Confira mais imagens da sessão solene

Professores e alunos ressaltaram os marcos da Faculdade de Educação, fundada em 1966 a partir do projeto educacional de Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira. Considerada pioneira no Brasil, a unidade já formou cerca de 2,3 mil mestres e doutores e quase 10 mil pedagogos ao longo de seis décadas.

 

Foto: Felipe Ando/Agência CLDF

 

Para Gabriel Magno, a trajetória da FE e da própria UnB está fortemente atrelada à luta pela democracia. O parlamentar citou o papel da universidade durante a ditadura militar e relembrou figuras históricas ligadas à sua fundação, como Anísio Teixeira e Juscelino Kubitschek, que, segundo Magno e de acordo com investigações recentes da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), teria sido vítima do regime.

“A celebração dos 60 anos da Faculdade de Educação também é um grito de justiça, de memória e de defesa da democracia”, afirmou.

A diretora da FE/UnB, professora Liliane Campos Machado, destacou o caráter histórico e político da instituição. “Celebramos mais do que uma trajetória institucional. Celebramos um projeto de país comprometido com a transformação social, a democracia e a formação de sujeitos críticos”, afirmou.

Representando a reitoria da UnB, a professora Juliana de Freitas Dias ressaltou que a faculdade ultrapassa a formação profissional, ao contribuir para a construção de uma sociedade mais justa. “A FE não se limita aos seus muros. Ela forma consciências, compromissos e caminhos”, disse.

Desafios atuais e valorização dos profissionais

As falas também abordaram desafios contemporâneos da educação pública, como a valorização docente, o financiamento da universidade e debates sobre tecnologia e a comunicação democrática.

A professora Maria Luísa, da Associação dos Docentes da UnB (ADUnB), destacou a importância do papel da academia no debate sobre comunicação pública. Ela trouxe para a discussão a temática da soberania digital: a capacidade de um país (ou organização) de controlar, proteger e governar seus dados, tecnologias e infraestruturas digitais sem depender excessivamente de empresas, plataformas ou governos estrangeiros.

 

Foto: Felipe Ando / Agência CLDF

Para a pesquisadora, “a faculdade tem o compromisso de se aprofundar sobre o papel da tecnologia enquanto ambiente de mediação ligado à comunicação e à informação”. Maria Luísa destacou como essencial o papel do sindicato na defesa dos valores universais da educação e na garantia de boas qualidades de trabalho aos docentes. “A defesa dos professores e da educação pública é, acima de tudo, a defesa da transformação da sociedade”, afirmou.

Já coordenadora-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub), Carla Vizzotto, enfatizou o papel integrado de docentes, estudantes e servidores. “Não existe trabalho mais importante do que outro. A universidade se constrói de forma coletiva”, disse.

Formação para transformação social

O coordenador do Ministério da Educação, Erasto Fortes Mendonça, ressaltou o caráter estratégico da formação docente na universidade. Segundo ele, a Faculdade de Educação foi concebida como núcleo de reflexão crítica e motor de transformação social. “A universidade necessária, pensada por Darcy Ribeiro, é vinculada à transformação social, à cidadania e à redução das desigualdades”, afirmou.

A sessão foi encerrada com a entrega de moções de louvor a representantes da Faculdade de Educação e à comunidade acadêmica. Ao final, os participantes destacaram a importância de manter o compromisso com a educação pública, inclusiva e democrática.“Enquanto houver educação pública, haverá possibilidade de futuro”, concluiu a diretora Liliane Campos Machado.

Fonte: Agência CLDF

CLDF homenageia luta por inclusão e entrega primeira moção de louvor em braille em 35 anos

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal encerrou a programação do 3º seminário “Mãe, deixa eu cuidar de você”, na noite de sexta-feira (15), com homenagem a pessoas, profissionais e instituições (públicas e privadas) que atuam, nas áreas de educação, saúde e assistência social, em prol da inclusão de pessoas com deficiência. A sessão solene lotou o auditório da Casa e, na ocasião, a CLDF entregou a primeira moção de louvor em braille de toda a sua história

>> Confira imagens da homenagem 

À frente da iniciativa, o deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil) registrou o compromisso de seu mandato com a causa e a importância do engajamento da sociedade civil, militantes e instituições nesse processo. “Quero celebrar cada um de vocês que participa dessa jornada: nas frentes parlamentares; nas discussões cotidianas, e no trabalho que desenvolvem, seja numa escola, seja numa subsecretaria, seja numa instituição, tentando fazer o melhor para ajudar a mudar a realidade cotidiana de muitas pessoas no DF”, disse o parlamentar. 

Pedrosa destacou algumas conquistas recentes, a exemplo da inauguração do Centro de Referência Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cretea), localizado na estação de metrô da 108 Sul; e da liberação da construção do Hospital de Doenças Raras. “Isso tudo só foi possível porque muitas pessoas se comprometeram, se dedicaram e participaram”, elogiou. 

 

Foto: Sara Marques/Agência CLDF

Entre os homenageados, esteve Dulcilene Rodrigues, que falou em nome das mães atípicas, aquelas que dedicam suas vidas ao cuidado de filhos com deficiências, Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou doenças raras. Ela pediu “empatia” para com as famílias atípicas: “Só conhece o autismo quem vive ele na pele. Não é fácil estar aqui, eu tive que lutar muito para ter voz, para enfrentar os meus medos; e força não vem com discurso motivacional, vem com uma razão maior: os nossos filhos”. 

Mãe solo de dois meninos com autismo, Dulcilene – ou Dulce, como é mais conhecida – lamentou a “invisibilidade” de mulheres como ela, que lutam para tentar garantir renda e outros direitos ao mesmo tempo em que precisam se dedicar, muitas vezes, integralmente, aos cuidados dos filhos. “Não nos anulem, nos enxerguem. Nada é pior do que um ser humano ter que provar a sua existência e nada é mais constrangedor do que ter de provar que você merece dignidade”, defendeu. 

A subdefensora pública-geral Nathália Sant’ana Rosa reforçou ser “urgente e necessária” a luta por inclusão e garantia de direitos à maternidade atípica. “Vocês não são invisíveis, vocês são exatamente o motivo da existência da Defensoria Pública, que está aqui para garantir justiça”, afirmou, em resposta à manifestação de Dulcilene Rodrigues. 

Representando a Secretaria de Educação do DF, a diretora de Educação Inclusiva e Atendimentos Educacionais Especializados, Dulcinete Castro Nunes Alvim, agradeceu o reconhecimento do trabalho realizado pela pasta e reforçou a relevância dos profissionais e colaboradores que atuam “na ponta, dando acessibilidade aos nossos estudantes e espaço de fala para as famílias”.  

Durante a solenidade, também foi homenageada a atuação da Faculdade Uninassau Brasília, que promove, por meio de uma clínica-escola em Taguatinga, atendimentos psicológicos e outras atividades gratuitas para as pessoas com deficiência e suas famílias. “A Uninassau não é somente uma faculdade privada, ela tem um olhar múltiplo para a comunidade”, apontou Diogo Ferreira, diretor da instituição. 

Além disso, foi destacada a importância das ações de inclusão no segmento automobilístico. O gestor do grupo V12, Carlos Venceslau, foi homenageado, representando a área: “O setor proporciona mobilidade para as pessoas com deficiência, vendendo carros com isenção”.  

Momento histórico 

 

Foto: Sara Marques / Agência CLDF

 

A sessão solene foi marcada pela entrega de moções de louvor em reconhecimento às contribuições e aos esforços empenhados em prol da inclusão de pessoas com deficiência no Distrito Federal. Entre os homenageados, esteve o pedagogo Fernando Rodrigues, professor do Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais (CEEDV) da Secretaria e Educação do DF. Cego desde a infância, por conta de um descolamento de retina, o professor recebeu a primeira moção de louvor em braille dos 35 anos de história da CLDF

Fonte: Agência CLDF

Bolívia registra 23 bloqueios e marchas antigoverno chegam a La Paz

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Os protestos na Bolívia mantêm a pressão pela renúncia do presidente Rodrigo Paz, que está há apenas seis meses no cargo, com 23 bloqueios em rodovias nesta segunda-feira (18). O levantamento é da Administradora Boliviana de Estradas (ABC).

A maior parte dos bloqueios ocorre em torno da capital La Paz, onde 13 estradas estão fechadas por manifestantes. Há ainda o registro de bloqueios em rodovias que chegam às cidades de Oruro, Potosí, Santa Cruz e Cochabamba.

As marchas e bloqueios têm causando escassez de alimentos, combustíveis e outros insumos nos mercados da capital. A imprensa local registra que grupos de manifestantes estão reunidos em torno de La Paz, nesta segunda-feira, com expectativa que desçam em marcha para o centro da cidade, onde fica a sede do governo.  

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Durante o final de semana, a polícia reprimiu protestos em diversos pontos da cidade de El Alto, na região metropolitana de La Paz. No sábado (16), a Defensoria Pública da Bolívia informou que os confrontos resultaram em 47 prisões e cinco pessoas feridas. Além disso, grupos campesinos denunciam o assassinato de, pelo menos, dois manifestantes em El Alto.  

“Também houve relatos de ataques e obstrução do trabalho da imprensa, bem como confrontos entre manifestantes e moradores em alguns dos pontos de bloqueio”, disse o defensor público Pedro Callisaya. 

Revolta popular

O país andino vive uma onda de protestos e bloqueio de estradas que se transformou, ao longo das últimas semanas, em uma revolta popular com participação de camponeses, indígenas, mineiros, professores e outros setores sociais. 

Uma série de decisões do novo presidente boliviano, que assumiu o poder após quase 20 anos de hegemonia da esquerda, vinha provocando protestos no país desde o início do mandato, em dezembro de 2025, com um decreto que retirava o subsídio à gasolina. 

Os protestos escalaram depois que o governo promulgou uma lei sobre terras que camponeses e indígenas acusam de ter como objetivo prejudicar os pequenos agricultores em favor dos grandes empresários do agronegócio. Por sua vez, o governo alega que a lei buscava fortalecer a agricultura do país que vive grave crise econômica.

Devido à pressão popular, a lei foi revogada por Rodrigo Paz na semana passada. Mesmo assim, os protestos continuaram e ganharam novas adesões.

Movimento denunciam repressão

 


La Paz, 18/05/2026 - Protestos pela renúncia do presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. Foto: Central Obrera Boliviana/Divulgação
La Paz, 18/05/2026 - Protestos pela renúncia do presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. Foto: Central Obrera Boliviana/Divulgação

Protestos pela renúncia do presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. Foto: Central Obrera Boliviana/Divulgação

A Confederação Nacional de Mulheres “Bartolina Sisa”, uma das principais organizações camponesas do país, publicou na última sexta-feira (15) a decisão de convocar todas as organizações locais a se juntarem às marchas e aos bloqueios.

A entidade denunciou que o governo reprime os protestos enquanto diz que está aberto ao diálogo e pede renúncia de Paz que, segundo a Confederação, perdeu as condições de governar a Bolívia.

“De forma violenta e criminosa o governo interveio na mobilização do povo deixando como saldo falecidos, feridos e detidos em consequência da brutalidade da polícia e do Exército”, afirma nota da Confederação campesina publicado nesse domingo (17).

Ainda segundo a organização, o governo somente trabalha para um setor privilegiado, esquecendo-se das maiorias. “Pretende com seus decretos e leis inconstitucionais tirar nossas terras para entregar aos latifundiários”, completou.

Governo denuncia movimentos populares

Por outro lado, o governo acusa movimentos populares de usarem armas de fogo, inclusive dinamites, nas mobilizações. Foi divulgando um suposto vídeo dos Ponchos Vermelhos, grupo campesino da Bolívia, com espingardas em uma rodovia com gritos de “não temos medo” e “vamos defender a pátria”.

O porta-voz da Presidência da Bolívia, José Luis Gálvez, acusou grupos ligados ao ex-presidente Evo Morales de incitarem a violência.

“Todos esses indivíduos que estão promovendo a violência, e qualquer pessoa que possua ou porte qualquer arma, dinamite ou qualquer coisa que possa ferir outra pessoa, será presa”, disse Gálvez em comunicado divulgado pela mídia estatal boliviana.

Evo Morales

O ex-presidente Evo Morales responde que os protestos são do povo boliviano, não dele. Ele denuncia o governo por usar as Forças Armadas para reprimir a população e critica a criminalização das marchas.

“[Eles acusam] as pessoas que se levantaram contra os opressores de conspiração, terrorismo e tráfico de drogas. Os eternos golpistas, assassinos em massa, traidores e executores da Operação Condor têm a audácia de clamar que a democracia está em risco”, respondeu em uma rede social.

A Central Operária Boliviana (COB), principal central sindical do país, denuncia a prisão de lideranças e pede para a população seguir nas ruas.

“Não nos vão curvar na luta que travamos; estão querendo nos calar como liderança com ações populares e processos penais”, afirmou Mario Argollo, secretário-executivo da COB, em uma rede social.

 

Fonte: Agência Brasil