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IRPF: lote especial restituição de restituição começa a ser pago hoje

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Começa a ser pago nesta quarta-feira (15) lote especial de restituição automática do Imposto de Renda para Pessoa Física (IRPF). O Ministério da Fazenda estima que aproximadamente 3,5 milhões de contribuintes receberão cerca de R$ 460 milhões em restituições.

A consulta sobre essa restituição conhecida por cashback pode ser feita por meio do portal da Receita Federal no link Meu Imposto de Renda ou pelo aplicativo Receita Federal.

O dinheiro será creditado diretamente na conta vinculada à chave Pix do tipo CPF do contribuinte.

“Têm direito à restituição os contribuintes que não entregaram a declaração de IRPF em 2025 por não estarem obrigados, mas que apuraram valores que os credenciaram para restituição durante o ano de 2024”, informou a Fazenda.

A partir de informações já disponibilizadas à Receita, foi possível, mesmo sem qualquer ação prévia do contribuinte, gerar declarações de receita simplificada que identificaram os valores a serem restituídos.

Os contribuintes contemplados também poderão acessar a declaração gerada automaticamente para conferir dados, incluir informações e fazer ajustes, se necessário.

Para receber o valor, o contribuinte deve atender aos seguintes requisitos:

  • Não estar obrigado a declarar o IRPF de 2025;
  • Não ter enviado declaração por conta própria;
  • Ter tido imposto retido na fonte em 2024;
  • Ter direito a restituição de até R$ 1 mil;
  • Estar com o CPF regular e possuir chave Pix vinculada ao CPF.

O lote especial tem cronograma próprio e não faz parte do calendário regular de restituições do IRPF 2026. O próximo lote regular está previsto para 31 de julho.

A Receita orienta os contribuintes a utilizarem apenas os canais oficiais para consultas e acompanhamento do processo.

Diferença 

A Receita Federal esclarece que este lote especial de restituição automática “não integra o calendário regular de restituições do IRPF 2026, que seguem seu calendário previsto”.

Trata-se de um lote com cronograma próprio, destinado a contribuintes que não apresentaram declaração.

“Os lotes regulares continuam sendo pagos normalmente aos contribuintes que entregaram a declaração dentro do prazo legal. O próximo lote regular está previsto para 31 de julho”, informou a Receita.


Fonte: Agência Brasil

Rio de Janeiro funde secretarias de Agricultura e de Pesca

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As secretarias de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e de Desenvolvimento Regional do Interior, Pesca e Agricultura Familiar (Sedipaf) terão atuação conjunta no Rio de Janeiro. A finalidade da junção é conter gastos e reduzir a máquina administrativa, além de fortalecer a gestão de políticas públicas. 

A mudança foi publicada no Diário Oficial do estado nessa terça-feira (14). De acordo com o governo em exercício, o estado do Rio mantém 35 secretarias e o ideal seria ter 22 ou 23 secretarias.  

Com a reorganização, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional do Interior, Pesca e Agricultura Familiar passa a concentrar as atribuições das duas pastas e será comandada pelo médico veterinário Ricardo Augusto Rosa Mansur.

Com a junção, um único órgão ficará responsável pelo planejamento, coordenação, execução e acompanhamento de ações nas áreas de agricultura, pecuária, pesca, aquicultura, abastecimento, agricultura familiar e desenvolvimento regional.

A unificação das pastas também elimina sobreposição de competências, evita duplicidade de estruturas administrativas e torna a tomada de decisões mais ágil, fortalecendo a integração entre os órgãos e entidades ligados ao setor produtivo rural.

Perfil 

A nova secretaria será comandada pelo médico veterinário Ricardo Augusto Rosa Mansur que já atuou como coordenador de Fomento Agropecuário e de Defesa Sanitária Animal na Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento. Mansur também foi diretor-técnico na Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro (Emater-Rio).


Fonte: Agência Brasil

Tempestades atingem Rio Grande do Sul a partir desta quinta-feira

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para tempestades na Região Sul nesta quinta-feira (16). O desenvolvimento de uma área de baixa pressão na Argentina, associada à massa de ar quente e úmido, favorecerá o retorno das chuvas ao Rio Grande do Sul.

Essas condições aumentam o potencial para tempestades, motivo pelo qual há aviso de perigo potencial para tempestades no oeste e sul do Rio Grande do Sul, em municípios como Ijuí, São Borja, Alegrete, Santiago, Uruguaiana, Santa Maria, Bagé, Pelotas, Rio Grande, entre outros. 

Nas demais áreas do Sul do Brasil, o tempo permanece estável, porém com aumento da velocidade do vento e elevação das temperaturas devido à atuação do Jato de Baixos Níveis.

Uma corrente de vento se intensifica desde Mato Grosso do Sul até o extremo sul do Rio Grande do Sul, transportando grande quantidade de calor e umidade em direção ao Sul do Brasil. Essa configuração representa um dos principais fatores para a formação de tempestades sobre o Rio Grande do Sul.

De acordo com o instituto, os elevados volumes de chuva previstos no Rio Grande do Sul vão impactar a agricultura e tendem a dificultar operações de manejo, como adubação de cobertura, aplicação de defensivos e o trânsito de máquinas.
Esses efeitos podem comprometer tanto o desenvolvimento das lavouras quanto a eficiência das práticas de manejo adotadas no período.

Os impactos também se estendem à pecuária. As chuvas intensas podem reduzir a qualidade das pastagens, dificultar o manejo dos rebanhos e elevar o risco de problemas sanitários associados ao excesso de umidade no ambiente. Em áreas sujeitas a inundações, há ainda potencial para perdas de infraestrutura rural, danos a estradas vicinais e dificuldades no transporte de insumos e da produção agropecuária.

Fonte: Agência Brasil

Operação mira lavagem de R$ 100 milhões provenientes de facções

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A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) fazem, nesta quinta-feira (15), uma operação para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro de facções criminosas do Rio de Janeiro e de São Paulo. Segundo a Polícia Civil fluminense, o esquema movimentou mais de 100 milhões provenientes da venda de drogas ilícitas pelo Terceiro Comando Puro (TCP), Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), entre 2021 e 2024.

A operação Hawala cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e na cidade de Foz de Iguaçu (PR). O MPRJ denunciou 22 pessoas à Justiça, que, por sua vez, expediu mandados de prisão contra dez delas.

Até o início da manhã desta quinta-feira, oito pessoas tinham sido presas na operação, de acordo com a Polícia Civil.

A investigação começou a partir da descoberta do esquema de lavagem de dinheiro do grupo criminoso que controla a venda de drogas no Complexo de São Carlos, na região central do Rio de Janeiro, afiliado ao TCP.

Com o aprofundamento das investigações, os policiais descobriram que o esquema também era usado para lavar dinheiro de grupos criminosos ligados ao CV e ao PCC.

Empresas de fachada eram usadas em diferentes estados para dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido ilegalmente através do tráfico de drogas, receptação qualificada e comércio de produtos falsificados.

De acordo com a denúncia, para inserir os recursos de origem ilícita no mercado financeiro, o esquema usava empresas recém criadas, depósitos fracionados, uso de laranjas, cooptação de contadores, além de outras manobras para ocultar a origem dos valores.

Foram analisadas centenas de transações bancárias e as atividades de diversas empresas ligadas aos denunciados, com movimentações muito acima da capacidade financeira dos investigados e das pessoas jurídicas envolvidas.

Conexão internacional

A Polícia Civil investiga ainda se o esquema de lavagem de dinheiro era usado para financiar organizações internacionais consideradas terroristas. As investigações identificaram uma relação comercial entre um dos investigados e um homem sancionado pelo governo estadunidense por supostamente integrar a estrutura de financiamento da Al-Qaeda.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação agora aprofundará a apuração sobre esse suposto vínculo entre o esquema de lavagem de dinheiro de facções criminosas brasileiras e o financiamento do terrorismo internacional.

 

Fonte: Agência Brasil

FGC ainda tem R$ 1,83 bi para devolver a clientes do grupo Master

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O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ainda tem um montante de R$ 1,83 bilhão reservado para investidores e correntistas de instituições ligadas ao grupo Master que ainda não pediram o reembolso. Segundo balanço divulgado nesta terça-feira (14), os recursos ainda podem ser resgatados pelo aplicativo do FGC.

O FGC ressalta que o valor parado no fundo permanece sem nenhuma correção pela inflação desde a liquidação dos bancos. Na prática, quanto mais tempo o beneficiário demora para solicitar o pagamento, menor será o poder de compra do valor recebido.

Como resgatar

As pessoas físicas podem solicitar o reembolso diretamente pelo aplicativo oficial do FGC.

O fundo orienta os beneficiários a manterem as notificações do aplicativo ativadas, pois o sistema pode solicitar informações adicionais para concluir o pagamento.

Quanto falta

O maior volume de pagamentos já foi realizado, mas ainda há recursos disponíveis para milhares de beneficiários.

Nos bancos Master, Master de Investimento e Letsbank, o FGC já desembolsou R$ 40,03 bilhões, o equivalente a 98,54% do total previsto. Ainda restam cerca de R$ 590 milhões para serem retirados.

Mais de 718 mil credores já receberam os valores, o que representa 93,72% do público estimado.

No caso do banco Pleno, antigo Voiter, foram pagos R$ 4,5 bilhões, correspondentes a 93,93% do total esperado. Permanecem disponíveis cerca de R$ 290 milhões, enquanto aproximadamente 135 mil beneficiários já fizeram o resgate.

Já no Will Bank, o FGC desembolsou R$ 5,75 bilhões, ou 94,69% do montante previsto. Ainda há cerca de R$ 950 milhões à espera dos clientes. Mais de 276 mil beneficiários já receberam os recursos.

O que é

O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada, sem fins lucrativos, criada para proteger clientes de instituições financeiras em caso de intervenção ou liquidação.

Quando um banco quebra, o FGC reembolsa depósitos e determinados investimentos até o limite de R$ 250 mil por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), por instituição ou conglomerado financeiro. Existe ainda um teto global de R$ 1 milhão em indenizações por CPF ou CNPJ em um período de quatro anos.

O objetivo é aumentar a segurança dos investidores e preservar a confiança no sistema financeiro.

O que é protegido

A garantia do FGC cobre diversos produtos financeiros, entre eles:

  • conta-corrente;
  • conta-poupança;
  • CDB e RDB;
  • Letras de Crédito Imobiliário (LCI);
  • Letras de Crédito do Agronegócio (LCA);
  • Letras de Câmbio (LC);
  • Letras Hipotecárias (LH);
  • Letras de Crédito do Desenvolvimento (LCD);
  • operações compromissadas com títulos emitidos por instituições financeiras.

Investimentos como ações, fundos de investimento, debêntures, Tesouro Direto e certificados de operações estruturadas (COEs) não são protegidos pelo FGC.

Patrimônio do fundo

O FGC também divulgou um retrato da cobertura do sistema financeiro brasileiro.

Em abril, os depósitos e investimentos elegíveis à garantia somavam R$ 5,58 trilhões. Considerando o limite máximo de cobertura por cliente, o valor efetivamente protegido era de R$ 2,684 trilhões.

Ao fim de 2025, o patrimônio líquido do fundo estava em R$ 123,2 bilhões, uma queda de 12,25% em relação ao ano anterior, reflexo dos pagamentos realizados após a liquidação de instituições financeiras ligadas ao grupo Master.

Fonte: Agência Brasil

Senado aprova em dois turnos PEC da aposentadoria dos agentes de saúde

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A três dias do recesso parlamentar o Senado aprovou hoje (14), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 14/21 que cria regras específicas para aposentadoria diferenciada aos agentes comunitários de saúde (ACS) e dos agentes de combate às endemias (ACE). Foram 73 votos favoráveis e um contrário tanto no primeiro turno quanto no segundo turno. O texto segue agora para promulgação.

A PEC  fixa requisitos diferenciados de aposentadoria para ACS e ACE no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) e no Regime Geral de Previdência Social (RGPS), com idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, condicionada a 25 anos de contribuição e de efetivo exercício na atividade.

A votação em dois turnos ocorreu após a aprovação de um requerimento para quebrar o interstício mínimo de cinco sessões ordinárias, passado o primeiro turno.

Aprovada pela Câmara dos Deputados em 2025, a proposta gerou preocupação no governo em razão do impacto nas contas públicas. De acordo com os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento, a proposta poderá gerar impacto anual de R$ 3 bilhões no orçamento.

Durante a sessão, o governo liberou sua bancada. A líder do governo na Casa, senadora Teresa Leitão (PT-PE) lembrou que a medida traz impactos previdenciários e que o governo recebeu pressão de estados e municípios, mas que o desejo da bancada era favorável a PEC.

“O Governo entende que a valorização dos profissionais deve caminhar juntamente com a preservação do equilíbrio das contas públicas e da capacidade do Estado de manter e ampliar a prestação desses serviços de qualidade a toda a população, assegurando a proteção dos servidores e a sustentabilidade das políticas sociais no presente e no futuro, especialmente em áreas como educação, saúde, assistência social e habitação”, afirmou.

A senadora disse ainda que agora o governo terá que trabalhar em cima das implicações.

“O Governo vai ter muita coisa para trabalhar, não é pouca, e ele precisa estar livre para trabalhar aquilo que nessa proposta, todos nós sabemos, tem implicações previdenciárias”, disse.

PEC

O texto também estabelece regras permanentes e transitórias de aposentadoria, disciplina a forma de contratação dos profissionais, prevê assistência financeira complementar da União e estende as novas regras aos agentes indígenas de saúde e aos agentes indígenas de saneamento.

A proposta prevê assistência financeira complementar da União a estados, ao Distrito Federal e aos municípios para compensar o aumento das despesas dos regimes próprios de previdência. Também determina repasses ao RGPS para compensar o impacto das aposentadorias concedidas com base nas novas regras.

As regras valerão tanto para os profissionais vinculados ao RPPS quanto para os segurados do RGPS, administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Atualmente, essas categorias seguem as regras gerais de aposentadoria, que preveem idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.

Além disso, o texto assegura o cômputo, para fins previdenciários, de período de mandato classista e de tempo em readaptação funcional quando decorrente de acidente de trabalho, doença profissional ou doença do trabalho, e estabelece regras transitórias específicas para agentes vinculados ao RPPS e ao RGPS, com escalonamento de idades, regra de pontos e disciplina de integralidade e paridade em hipóteses definidas no texto.

 


Fonte: Agência Brasil

Brasil assina documento para criar Céu Único Sul-Americano

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O Brasil assinou junto com o Paraguai, a Argentina e o Chile o Memorando de Entendimento sobre o Acordo de Liberalização Aérea Sul-Americana (Alas). Assinado em Assunção, no Paraguai, nesta terça-feira (14), o documento apresenta as regras para a criação do Céu Único Sul-Americano.

O Céu Único Sul-Americano, idealizado pelos países, propõe um mercado aéreo sul-americano com maior abertura à prestação de serviços aéreos, com atenção aos marcos legais e regulatórios de cada país.

“Entre os objetivos estão a ampliação de voos, a redução gradual de barreiras regulatórias e a evolução das regras de acesso aos mercados do transporte aéreo”, explicou o Ministério de Portos e Aeroportos, em nota.

A intenção é integrar mais cidades da América do Sul, a exemplo do que já ocorre na África, União Europeia e Oceania.

Um grupo de trabalho será formado para elaborar, em um prazo de 12 meses, propostas para a implementação gradual do Céu Único Sul-Americano. O grupo será composto por autoridades aeronáuticas dos países participantes. 

O Uruguai informou que deve aderir ao memorando posteriormente.

Fonte: Agência Brasil

TRE de Alagoas lança HQ para orientar idosos contra desinformação

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O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas acaba de lançar uma revista em quadrinhos digital para orientar os idosos sobre desinformação no período eleitoral. A HQ, que faz parte das ações do Projeto 60+, iniciativa voltada à promoção da cidadania e da inclusão digital da população idosa, apresenta dicas para reconhecer notícias falsas, golpes virtuais e conteúdos enganosos. 

A revistinha digital Dona Maria e o Segredo da Informação de Verdade, disponível no site do TRE alagoano, explica o que deve ser considerado ao receber uma informação. As orientações valem para o de uso das redes sociais e aplicativos de mensagens não só no período eleitoral, mas no cotidiano.  

A personagem Dona Maria é inserida em situações do dia a dia, onde ela aprende a identificar conteúdos enganosos, conferir a origem das informações antes de compartilhá-las e buscar fontes confiáveis para confirmar notícias recebidas por aplicativos de mensagens e redes sociais. 

O material também alerta para cuidados com dados pessoais, senhas e links suspeitos, além de reforçar a importância de adotar práticas seguras durante a navegação na internet.

Fonte: Agência Brasil

Jogos Parasul-Americanos: Brasil e Argentina decidem futebol de cegos

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O clima de Copa do Mundo estará presente no último dia dos Jogos Parasul-Americanos, que acontecem em Valledupar (Colômbia). Nesta quarta-feira (15), a partir das 18h (horário de Brasília), o clássico entre Brasil e Argentina decidirá o campeão do futebol de cegos. O evento tem transmissão ao vivo no canal do YouTube da Señal Colômbia, emissora pública local. 

O Brasil ainda não foi vazado na competição e ganhou quatro dos cinco jogos da primeira fase, que reuniu seis países e foi disputada em turno único. O último triunfo foi sobre o Peru, por 5 a 0, na última segunda-feira (13), em Agustín Codazzi, cidade a cerca de 62 quilômetros de Valledupar.

A equipe verde e amarela bateu Chile e Colômbia, ambos por 1 a 0, além de golear o Panamá por incríveis 18 a 0 na estreia. A única partida sem triunfo foi justamente contra a Argentina: empate sem gols pela terceira rodada.

A rivalidade entre brasileiros e argentinos no futebol de campo é ainda mais acirrada na versão adaptada para atletas com deficiência visual. Tratam-se das únicas seleções a conquistarem as oito edições já realizadas do Campeonato Mundial. Cinco finais foram justamente entre os dois países. O Brasil levou a melhor em quatro (1998, 2000, 2014 e 2018), perdendo apenas em 2006.

A seleção verde e amarela é a maior vencedora do Mundial, com cinco títulos, o último justamente contra os hermanos, em 2018, em Madri (Espanha). Os argentinos, porem, são os atuais campeões. Na edição de 2023, em Birmingham (Reino Unido), eles venceram a China, que tinha eliminado os brasileiros na semifinal.

Antes dos Jogos Parasul-Americanos, Brasil e Argentina não se enfrentavam desde que ambas decidiram vaga à final da Paralimpíada de Paris (França), em 2024. Após o empate sem gols no tempo normal, os hermanos venceram nos pênaltis por 4 a 3. Cinco vezes medalhistas de ouro, os brasileiros caíram na semifinal paralímpica do futebol de cegos pela primeira vez.

A última final entre as duas equipes foi a da Copa América de 2022, em Córdoba (Argentina). Os donos da casa levaram a melhor nas penalidades, por 2 a 1, depois de as redes não balançarem durante o tempo normal.

Mais que centenária

A campanha do Brasil nos Jogos Parasul-Americanos segue dominante. A última segunda foi o dia que a delegação mais obteve medalhas desde o começo do evento, há 11 dias. Foram 41 pódios, sendo 13 com brasileiro no topo, além de 17 pratas e 11 bronzes.

A delegação verde e amarela encerrou a segunda com 161 medalhas no total: 70 douradas, 57 prateadas e 34 bronzeadas. São 21 ouros a mais que a anfitriã Colômbia, segunda colocada no quadro. Na comparação com o último domingo (12), a novidade foi Argentina (21 topos de pódio) e Venezuela (16) ultrapassarem o Chile, que estava em terceiro.

O atletismo foi a modalidade que mais rendeu medalhas ao Brasil na segunda. Das 19 arrematadas nas provas de pistas e de campo, foram seis de ouro, sete de prata e seis de bronze. Destaque para a dobradinha feminina nos 400 metros da classe T12 (baixa visão), com vitória da capixaba Lorraine Aguiar, seguida pela rondoniense Ketyla Teodoro.

Também houve dobradinha nos 100 metros livre da natação na classe S14 (deficiência intelectual), com a mineira Ana Karolina Soares levando o ouro e a paulista Stephanie Ariodante ficando com a prata. A modalidade rendeu 14 medalhas ao Brasil na segunda.

Na bocha, que reúne esportistas com paralisia cerebral severa ou lesões medulares, os brasileiros conquistaram dois ouros, ambos no feminino. Pela classe BC2 (atletas que conseguem arremessar sem auxílio), a vitória foi da cearense Clarice Sobreira. Já a paulista Débora Bargas foi a campeã na classe BC3 (utilizam instrumentos para fazer as jogadas, como uma calha, e contam com o auxílio de um assistente sem deficiência, chamado calheiro).

Outro ouro veio no tiro com arco, na disputa por equipes mistas da classe W1 (atletas com deficiências graves em braços e pernas). A parceria ganhadora foi formada pela paranaense Juliana da Silva e pelo cearense Eugênio Franco – que foi o representante brasileiro mais velho nos Jogos de Paris, aos 64 anos.



Fonte: Agência Brasil

Campanha pede à Fifa Copa do Mundo sem publicidade de refrigerante

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A Copa do Mundo termina no próximo domingo (19) e, se depender de ativistas, será a última com patrocínio de fabricante de bebida açucarada. É isso que pede a campanha Tirem o Refrigerante de Campo.

A iniciativa pressiona a Federação Internacional de Futebol (Fifa) a rever os contratos de patrocínio. A Coca-Cola é uma das marcas que patrocinam a instituição e, consequentemente, as competições esportivas organizadas pela entidade máxima do futebol mundial.

O motivo que impulsionou a campanha é a preocupação com a saúde, por causa da ligação entre bebidas açucaradas, como o refrigerante, e condições como obesidade, diabetes e outras doenças.

Mais de 100 organizações da sociedade civil de vários países fazem parte da campanha, principalmente nas áreas de saúde, meio ambiente e direitos da infância. Oito delas são brasileiras, entre elas o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), o Instituto Desiderata e a Aliança pela Alimentação Saudável.

De acordo com a campanha, para cada aumento de 250 mililitros (ml) na ingestão diária de bebidas adoçadas, o risco de obesidade cresce 12%; o de diabetes tipo 2 sobe 19%; e o de mortalidade por causas cardiovasculares fica 13% mais alto. Já o risco de mortalidade por todas as causas aumenta 5%.

“Para a maioria das crianças e adolescentes, um refrigerante de 355 ml já ultrapassa a quantidade diária recomendada de calorias provenientes de açúcares livres”, sustenta.

Carta à Fifa

Até a tarde desta terça-feira (14), cerca de 720 mil pessoas tinham apoiado a inciativa, segundo o site da campanha.

As entidades enviaram uma carta aberta ao presidente da Fifa, o suíço-italiano Giovanni Infantino.

No comunicado, manifestam preocupação com o que chamam de prática de sportswashing. Em tradução livre, o conceito remete à ideia de “maquiagem esportiva”, que seria o ato de uma marca de refrigerante associar o produto a esportes e bem-estar.

“Durante o torneio de 2026, até 6 bilhões de torcedores – muitos deles crianças – verão campanhas publicitárias que associam as maiores estrelas do futebol a bebidas açucaradas ligadas à obesidade, diabetes tipo 2 e outras doenças relacionadas à alimentação”, aponta a carta.

“Isso é sportswashing: usar o poder do futebol para normalizar produtos prejudiciais à saúde. O futebol merece mais. Os torcedores merecem mais”, completa.

A diretora executiva do Instituto Desiderata, Renata Couto, aponta que a publicidade de marcas de refrigerante pode causar consequências profundas em crianças e adolescentes.

“A gente sabe que se trata de uma estratégia de marketing muito eficiente para fidelizar esses públicos desde cedo, podendo moldar um comportamento de consumo alimentar que não é saudável e vai gerar impacto na saúde a curto, médio e longo prazos.”

A campanha lembra que a indústria do tabaco já enfrentou pressão semelhante e deixou de ser aceita como patrocinadora de eventos esportivos.

Na passagem das décadas de 1990 e 2000, a Fórmula 1, por exemplo, passou a deixar de lado o protagonismo que companhias de tabaco tinham entre os patrocinadores.

A Agência Brasil pediu comentários à Fifa, mas não recebeu retorno até a conclusão da reportagem.

Publicidade de bets

A publicidade de bebidas açucaradas não é a única polêmica envolvendo propaganda na Copa do Mundo. A proliferação de anúncios das plataformas digitais de aposta, as chamadas bets, também atraiu a crítica de parte da sociedade civil e de autoridades.

No Brasil, no último dia 10, portarias ministeriais determinaram uma série de restrições para esse tipo de publicidade.

Entre eles, alertas, como as frases: “Apostar pode causar dependência”, “Apostar faz você perder dinheiro” e “Aposta não é investimento”.



Fonte: Agência Brasil