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Polônia e Brasil: dois caminhos opostos

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A Polônia é hoje o exemplo vivo de que prosperidade nasce quando o Estado se limita e não sufoca a iniciativa privada. O país, marcado pelo trauma do comunismo, rejeitou o coletivismo e apostou em disciplina fiscal, abertura ao investimento produtivo e rigor migratório. O resultado é claro: crescimento de 3,6% do PIB em 2025, dívida pública controlada em 59,7% do PIB e desemprego em torno de 3%, um dos mais baixos da União Europeia.

Enquanto isso, países como França, Espanha e Reino Unido, atolados em agendas socialistas e políticas migratórias abertas, cresceram pouco e acumularam dívidas sufocantes. A França avançou apenas 0,9% em 2025, com dívida superior a 110% do PIB. A Espanha cresceu 2,8%, mas sua dívida já passa de 100% do PIB. O Reino Unido, em meio ao caos pós-Brexit, não conseguiu superar 1,3% de crescimento. A diferença é gritante: onde o Estado se expande e tenta controlar tudo, a economia estagna; onde o Estado se retrai e deixa espaço para o mercado, a prosperidade floresce.

O Brasil, infelizmente, segue o caminho inverso. Com uma agenda progressista que mistura traços de neocomunismo e o modelo do “capitalismo de Estado” chinês, o país insiste em ampliar gastos públicos, criar subsídios e aumentar a máquina estatal. O resultado é previsível: baixo crescimento, inflação persistente e insegurança econômica. Em vez de apostar na liberdade econômica e na disciplina fiscal, o Brasil repete os erros de países socialistas da Europa Ocidental, mas sem a mesma capacidade de absorver choques.

Comparativo direto

País Crescimento PIB 2025 Dívida Pública (% PIB) Modelo Político
Polônia 3,6% 59,7% Conservador, anti-comunista
França 0,9% >110% Socialista, intervencionista
Espanha 2,8% ~100% Social-democrata
Reino Unido 1,3% ~100% Progressista, pós-Brexit
Brasil ~1,5% ~90% Progressista, neocomunista

Conclusão

A Polônia fez o que todo país ex-comunista deveria ter feito: rejeitou o Estado inchado, limitou a imigração desordenada e apostou na liberdade econômica. O resultado é crescimento sólido, dívida controlada e segurança interna. França, Espanha e Reino Unido, ao insistirem em agendas socialistas e políticas migratórias abertas, colheram baixo crescimento, endividamento e instabilidade social.

O Brasil, ao adotar o modelo do “Estado forte” e repetir a fórmula chinesa de capitalismo estatal, caminha para um cenário de caos econômico nos próximos anos, com estagnação, endividamento e perda de competitividade global. A lição é clara: menos Estado, mais liberdade e prosperidade.

Inglaterra leva 3ª lugar e Mbappé vira maior artilheiro das Copas

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O penúltimo jogo da Copa do Mundo foi daqueles inacreditáveis. Dez gols – um deles histórico e inúmeras oportunidades. Uma goleada que virou pandemônio.

O duelo em Miami (Estados Unidos) proporcionou entretenimento, principalmente na etapa final. A Inglaterra levou a melhor, venceu a França por 6 a 4 e garantiu lugar no pódio, naquela que foi a disputa de terceiro lugar com mais gols na história dos Mundiais, superando o triunfo francês sobre a Alemanha na Copa de 1958, na Suécia. 

Talvez o maior ganhador do dia, ao menos no individual, esteja do lado francês. O atacante Kylian Mbappé se isolou na artilharia desta Copa, com dez gols, e ultrapassou Lionel Messi como maior goleador da história do evento.

Com as duas bolas na rede deste sábado (18), ele chegou a 22 – uma a mais que o argentino – em três participações no mundial. Messi terá a final de domingo (19), contra a Espanha, em Nova Jersey (Estados Unidos), a partir das 16h (horário de Brasília), para tentar reassumir o posto.

Os ingleses tomaram um susto enorme. Abriram 4 a 0 no primeiro tempo, criando a expectativa de pelo menos repetirem a maior goleada dos confrontos de terceiro lugar, que foi o triunfo da Suécia sobre a Bulgária em 1994, também nos Estados Unidos. A etapa final, porém, teve incríveis seis gols e um quase empate francês, que deixou o torcedor em Miami de pé.

No fim, o 6 a 4 superou os nove gols do 6 a 3 aplicado justamente pela França em cima da Alemanha na Copa de 1958.

Mudou tudo

A disputa do terceiro lugar costuma ser uma partida com mais cara de amistoso do que propriamente uma decisão. Não à toa, as duas seleções foram a campo bem modificadas em relação às semifinais, ambas com sete mudanças na equipe.

Na França, a única alteração por questões físicas foi na zaga, com Maxence Lacroix no lugar do contundido Willian Saliba. Dos titulares na derrota para a Espanha, o técnico Didier Deschamps mandou a campo apenas o goleiro Mike Maignan, o volante Adrien Rabiot, o meia Michael Olise e Mbappé, na briga pela artilharia.

Do lado inglês, o zagueiro Marc Guehi, o lateral-direito Djed Spence, o volante Declan Rice e o meia Morgan Rogers foram os únicos titulares mantidos por Thomas Tuchel na comparação com a formação que perdeu da Argentina. O zagueiro Jarell Quansah, que cumpriu a suspensão de dois jogos pela expulsão contra o México, nas oitavas de final, retornou ao time, no lugar de John Stones.

Passeio inglês

Se a ideia era dar oportunidade a quem não teve tantos minutos na Copa, a Inglaterra claramente aproveitou melhor a proposta e não teve dificuldade para construir a goleada ainda no primeiro tempo. Demonstrando muito mais interesse pelo jogo que a França, os ingleses fizeram o primeiro aos dois minutos. O atacante Desiré Doué errou passe fácil pelo meio, Rice conduziu a bola sem ser ameaçado e chutou da entra da área, no canto esquerdo de Maignan.

Os Bleus (apelido da seleção francesa) sinalizaram uma reação aos dez minutos, em finalização do meia Rayan Cherki, na sobra de um desarme de Guehi em Mbappé, mas Dean Henderson, substituto de Jordan Pickford, defendeu. A resposta veio no lance seguinte, em gol do atacante Bukayo Saka, anulado por impedimento.

A superioridade inglesa se confirmou aos 17 minutos. Depois de cobrança de escanteio de Rice pela esquerda, Ezri Konsa, de cabeça, acertou outra vez o canto esquerdo do goleiro francês. A bola ainda triscou na trave antes de balançar as redes.

Mbappé até tentava alguma coisa do lado da França, mas foi a Inglaterra que marcou de novo. Dois minutos depois, Marcus Rashford foi lançado em contra-ataque pela esquerda. O atacante invadiu a área com liberdade e chutou em cima de Maignan. O rebote ficou com Saka, mas a batida explodiu em Lacroix. Na sobra, Rashford conseguiu tirar do goleiro dos Bleus e rolar para Saka, enfim, mandar para o gol.

E o camisa 7 inglês balançaria as redes mais uma vez. Aos 45, Saka recebeu do meia Eberechi Eze às costas da zaga e chutou no canto esquerdo de Maignan, transformando o placar em goleada.

Para a história

O atropelo fez com que Deschamps voltasse do intervalo com quatro alterações. Uma delas foi a entrada de Dayot Upamecano no lugar de Ibrahima Konate. E foi a partir de um desarme do zagueiro, na intermediária ofensiva, logo aos dois minutos, que Olise aproveitou e lançou Mbappé nas costas de Konsa. O camisa 10 chutou cruzado para recolocar a França no jogo.

Coube a outra novidade francesa para o segundo tempo diminuir mais um pouco a diferença no placar. Seis minutos depois, Mbappé lançou o atacante Bradley Barcola, que surpreendeu a marcação de Quansah e finalizou para vencer Henderson.

Em choque, a Inglaterra se viu acuada em meio à pressão dos Bleus. Olise, Upamecano e o atacante Ousmané Dembélé, outro titular que entrou na volta do intervalo, tiveram chances. E foi Dembélé que iniciou a jogada do terceiro. Aos 20 minutos, ele avançou pela esquerda e tocou para Olise, que deixou a bola passar e chegar em Mbappé. O camisa 10 tabelou com o companheiro e mandou para as redes. Gol dez nesta Copa e 22 na história dos Mundiais.

Aos 29, Olise pecou na finalização dentro da área, após jogada do lateral Malo Gusto pela esquerda. Aos 36, ele voltou a desperdiçar grande chance, desta vez por exagerar no lance individual depois de boa trama com Dembélé e Mbappé. Isso porque, um minuto antes, foi o meia Jude Bellingham, que tinha acabado de entrar, que exagerou no preciosismo ao demorar a chutar e finalizar em cima de Maignan.

Como se fosse uma punição a Olise pelas oportunidades perdidas, aos 39 minutos, Spence foi derrubado por Gusto na área. Saka cobrou a penalidade e marcou o terceiro dele na partida.

Alívio inglês? Que nada. Aos 50, Dembélé recebeu de Upamecano pela esquerda, invadiu a área, levou para a perna esquerda e fez o quarto da França. O pandemônio estava reinstalado para os dois minutos finais dos acréscimos. Até que, no último lance, Bellingham resolveu a vida da Inglaterra com um golaço. O meia driblou Lacroix, enganou Upamecano e chutou entre as pernas do zagueiro para definir o jogo em Miami.

Fonte: Agência Brasil

Cerrado vence e força 3º jogo contra Sampaio por vaga na final da LBF

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A definição do segundo finalista da edição 2026 da Liga de Basquete Feminino (LBF) ficou para o terceiro e último jogo do confronto entre Cerrado BRB e Sampaio Corrêa. 

Neste sábado (18), a equipe do Distrito Federal superou a Bolívia Querida – dona da melhor campanha geral da temporada – por 73 a 62, no Ginásio Costa Rodrigues, em São Luís. A partida foi transmitida ao vivo pela TV Brasil.

As semifinais da LBF ocorrem em uma melhor de três partidas. Quem vencer duas, vai à final. O Sampaio tinha ganhado o primeiro jogo, no ginásio do Sesi, em Taguatinga (DF), no domingo (12), por 75 a 62, também com transmissão da TV Brasil.

Com o triunfo do Cerrado neste sábado, as equipes terão um terceiro jogo na segunda-feira (20), às 21h (horário de Brasília), outra vez em São Luís – o clube maranhense, pela melhor campanha, tem a vantagem de fazer a partida decisiva em casa. A emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) exibe o confronto ao vivo.

A armadora salvadorenha Hillary Argueta, com 23 pontos, cinco rebotes e cinco assistências, foi a principal jogadora do Cerrado, eleita a melhor em quadra. Do lado do Sampaio, a ala Iza Sangalli se destacou, também anotando 23 pontos, com aproveitamento menor (46% a 53,5%) que a adversária.

Quem avançar, terá pela frente o Unimed Campinas, que venceu o Sesi Araraquara, atual tricampeão, na noite de sexta-feira (17), por 70 a 67, no ginásio do Tênis Clube da cidade. Como tinham ganhado o primeiro jogo, na casa do adversário, no sábado passado (11), por 79 a 77, as campineiras se garantiram na final sem precisar de um novo encontro.

O time de Campinas não chegava à decisão da LBF desde 2022, quando foi o vice, superado pelo Sampaio. A equipe foi campeã pela primeira e única vez em 2018, justamente em cima do rival maranhense, que acabaria dando o troco na edição seguinte.

Fonte: Agência Brasil

Trabalhadores informais fazem novo ato contra programa Tolerância Zero

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Camelôs, vendedores ambulantes e trabalhadores informais voltaram a se reunir neste sábado (19), em frente ao Hotel Fasano, em Ipanema, para mais um protesto contra o programa Tolerância Zero, da Prefeitura do Rio de Janeiro, que intensificou a fiscalização do comércio ambulante na orla da zona sul. 

A manifestação é o quarto ato consecutivo realizado pela categoria esta semana e ocorre um dia após o Ministério Público Federal (MPF) pedir à Justiça a suspensão do programa. 

Com panelas, apitos, tambores e palavras de ordem como Unidos podemos trabalhar, os ambulantes pretendem chamar atenção para o que classificam como criminalização da categoria e cobrar abertura de uma mesa de negociação com a prefeitura.

A coordenadora do Movimento Unido dos Camelôs (Muca), Maria de Lourdes do Carmo, conhecida como Maria dos Camelôs, garantiu que as mobilizações continuarão “enquanto não houver diálogo”. 

“Vai ter ato todos os dias. As pessoas já estão se organizando para voltar às ruas. Esse é o quarto dia seguido de manifestação, além da mobilização da semana passada. A gente não vai abaixar a cabeça diante da criminalização que estão fazendo com a categoria”, disse.

Segundo Maria, os trabalhadores defendem o ordenamento do comércio ambulante, mas reivindicam que o município diferencie vendedores informais de organizações criminosas e avance na regularização de quem aguarda autorização para trabalhar. 

“Nossa reivindicação é simples, queremos trabalhar. Somos favoráveis ao ordenamento e ao combate às irregularidades, mas não aceitamos que toda a categoria seja tratada como criminosa. Há trabalhadores esperando há anos pela licença da prefeitura. É preciso abrir esse diálogo e garantir o direito ao trabalho”, afirmou.

Ação do MPF

Na sexta-feira (18), o Ministério Público Federal ajuizou uma ação civil pública pedindo a suspensão imediata do programa Tolerância Zero. 

O órgão sustenta que a prefeitura implantou uma política permanente de fiscalização da orla sem observar as normas federais que disciplinam a gestão das praias e bens da União. 

O MPF também pede que a União e o município elaborem, em conjunto, um plano para compatibilizar o ordenamento urbano, o combate ao crime organizado e a proteção dos direitos dos trabalhadores ambulantes.

Para o procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão Julio Araujo, a medida foi implementada sem diálogo com a União, sem participação da sociedade e sem a apresentação de alternativas para a regularização dos milhares de ambulantes que dependem da atividade para garantir renda.

Após a ação do MPF, o prefeito em exercício, Eduardo Cavaliere, afirmou, em publicação nas redes sociais, que o programa será mantido. 

Ele classifica o pedido do Ministério Público como uma “absoluta inversão de valores” e defendeu que a prefeitura tem competência constitucional para atuar no ordenamento urbano e no combate às estruturas criminosas que exploram ilegalmente o comércio ambulante na orla.

Segundo Cavaliere, a fiscalização busca enfrentar organizações ligadas ao crime organizado e garantir a autoridade do poder público sobre o espaço urbano.

Maria dos Camelôs criticou a resposta do prefeito e disse que o movimento considera insuficiente a ausência de diálogo com a categoria. 

“A resposta do prefeito foi desrespeitosa com o Ministério Público e com o procurador Julio Araujo. Além disso, continua sem abrir uma mesa de negociação com os trabalhadores e segue criminalizando um setor importante, que faz a roda da economia girar e tem papel relevante para a sociedade”, disse.

A coordenadora afirmou que o movimento pretende ampliar a articulação institucional nas próximas semanas. Segundo ela, representantes da categoria iniciaram contatos com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e pretendem levar as reivindicações ao governo federal. 

“Nosso próximo passo é fazer uma denúncia ao governo federal. Já começamos a conversar com a SPU e queremos tratar diretamente desse assunto com o governo. Queremos um cessar-fogo nesta guerra entre a prefeitura e os trabalhadores”, disse.

Fonte: Agência Brasil

Irmãos são condenados pela morte do contraventor Fernando Iggnácio

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Os irmãos Pedro Emanuel e Otto Samuel D’ Onofre Andrade Silva Cordeiro foram condenados pelo I Tribunal do Júri do Rio de Janeiro pelo assassinato do contraventor Fernando Iggnácio, genro do bicheiro Castor de Andrade, um dos principais contraventores do Rio de Janeiro nas décadas de 1970/1980. O crime aconteceu em novembro de 2020, no Recreio dos Bandeirantes, zona sudoeste da cidade. 

O juiz Thiago Portes, que presidiu a sessão, fixou a pena de Pedro Emanuel em 32 anos, 9 meses e 18 dias de prisão. O irmão, Otto Samuel, recebeu a sentença de 31 anos, 5 meses e 6 dias. Ambos cumprirão a pena em regime inicialmente fechado. 

Fernando Iggnácio, casado com a filha de Castor de Andrade, foi vítima de uma emboscada no estacionamento do heliponto Heli-Rio, na Avenida das Américas, no Recreio dos Bandeirantes, após retornar de helicóptero de Angra Reis, na Costa Verde, como fazia todas às segundas-feiras, sempre acompanhado da mulher. Iggnácio passava os finais de semana na casa de praia.

De acordo com a denúncia, os executores ficaram escondidos em um terreno vazio, vizinho ao heliponto, e usaram fuzis para disparar contra a vítima. Ele foi morto com um tiro na cabeça.

Na sentença, o magistrado destacou a “frieza e violência exagerada” da ação. Ele ressaltou que Pedro Emanuel, sendo policial militar na época, traiu seu dever funcional ao usar conhecimentos técnicos da corporação para servir à “máfia do jogo do bicho”. 

Um dos pontos determinantes para o aumento da pena foi o fato de o crime ter sido cometido na presença da esposa de Iggnácio. Ela estava dentro do helicóptero e presenciou o marido ser atingido a poucos metros de distância. 

Os réus optaram pelo silêncio durante o interrogatório. Após a leitura da sentença, a defesa dos irmãos informou que pretende recorrer da decisão junto à segunda instância. 

Outro acusado, Rodrigo Silva das Neves, já havia sido julgado e condenado em abril deste ano a mais de 32 anos de reclusão.

O contraventor Rogério de Andrade, primo da mulher de Iggnácio, apontado como mandante do crime, responde ao caso em um processo separado. Ele está preso em presídio federal, fora do Rio, aguardando julgamento.


Fonte: Agência Brasil

Jogo no Irã há 10 anos faz campeão mundial ter entrada vetada nos EUA

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O ex-lateral Joan Capdevila, campeão mundial pela Espanha em 2010, revelou que teve a entrada vetada nos Estados Unidos. Ele pretendia acompanhar, ao lado dos filhos, a final da Copa do Mundo, neste domingo (19), em Nova Jersey, a partir das 16h (horário de Brasília), entre a seleção de seu país e a Argentina.

Titular da Fúria – apelido da seleção espanhola – na decisão há 16 anos, contra a Holanda, no Soccer City, em Joanesburgo, na África do Sul, Capdevila disse, na rede social X, que o cadastro no Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem (Esta, na sigla em inglês), necessário para viajar aos Estados Unidos, sem visto, por até 90 dias, foi rejeitado. 

Na publicação, o ex-atleta marcou o perfil de Donald Trump, presidente norte-americano, a quem pediu ajuda.

Em depoimento à imprensa espanhola, que ele próprio repostou no perfil do X, o ex-defensor, de 48 anos de idade, afirmou que o veto se deu por conta de um amistoso do qual participou em Teerã, capital do Irã, em 2016. Em reta final de carreira, ele atuou por um time de ex-jogadores da LaLiga, como é conhecido o Campeonato Espanhol, contra um combinado de estrelas do futebol iraniano. 

Entre os participantes do jogo festivo, estava o ex-volante Marcos Senna, brasileiro naturalizado espanhol.

Capdevila foi convidado pela Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), assim como outros integrantes do time de 2010, para acompanhar a final em Nova Jersey. 

Nomes como Iker Casillas, goleiro campeão do mundo na África do Sul; Carles Puyol e Sérgio Ramos, ambos zagueiros daquela equipe, e Xavi Hernández, ex-meia, já estão nos Estados Unidos.

O ex-lateral também acionou, por meio do X, os perfis do Ministério da Educação, Formação Profissional e Esportes espanhol, e do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Não houve resposta, pelo menos, via rede social.

“Acabam de me dizer que não posso viajar à final com meus filhos porque me negaram o Esta. Alguém pode me ajudar com isto? Não sabem o quanto queria estar ali com meus companheiros de 2010 e com esta seleção para torcer. Não posso acreditar que não me permitam entrar nos Estados Unidos e que perderei um momento assim com meus filhos, que tanto amamos ao futebol. Se alguém souber como solucioná-lo, ficarei eternamente grato”, escreveu Capdevila.

Polêmica

Conforme o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, quem esteve no Irã em ou após 1º de março de 2011, ou tem dupla nacionalidade com o país, fica inelegível para o Esta. As duas nações estão em guerra, o que já havia causado problemas a torcedores iranianos e à própria seleção asiática durante a Copa do Mundo.

Antes do Mundial, atletas, dirigentes e membros da comissão técnica do Irã encontraram dificuldades para obterem o visto de entrada em território estadunidense, para onde estavam marcados os jogos da primeira fase. 

A solicitação à Federação Internacional de Futebol (Fifa) para que as partidas fossem levadas ao México, também país-sede e que acabou sendo a base da seleção no evento, acabou negada.

Além disso, o governo norte-americano autorizou a entrada da delegação iraniana no país somente um dia antes do time ir a campo. 

Após o empate por 2 a 2 com a Nova Zelândia, em Los Angeles, na estreia da Copa, a Irna, agência estatal do Irã, revelou que, por conta da burocracia, um atraso “injustificável” prejudicou o retorno para Tijuana, cidade mexicana onde a equipe ficou concentrada.

Em mais de uma ocasião, o técnico Amir Ghalenoei reclamou que a delegação estava sofrendo um “tratamento desigual” e se preparando nas “piores condições possíveis”. 

O atacante e capitão Medhi Taremi declarou que a Fifa e as autoridades dos Estados Unidos “fizeram de tudo” para eliminar o país o quanto antes. Invicto com três empates em um grupo que ainda tinha Egito e Bélgica, o Irã se despediu ainda na primeira fase.

Fonte: Agência Brasil

Seleção masculina perde e pode dar adeus à Liga das Nações de vôlei

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O momento da seleção masculina de vôlei é o pior possível na Liga das Nações. A derrota por 3 sets a 0 para a Polônia, atual campeã, com parciais de 25/22, 28/26 e 25/19, na noite desta sexta-feira (17), em Chicago, nos Estados Unidos, deixou o Brasil a um passo de ser eliminado na primeira fase da competição, o que seria inédito em oito edições.

A equipe comandada por Bernardinho ocupa, neste momento, a nona posição entre 18 seleções, com seis vitórias, cinco derrotas e 16 pontos. A uma rodada do fim da fase de classificação, o time verde e amarelo precisa ficar, pelo menos, na sétima colocação para chegar às quartas de final.

A vitória por 3 sets a 0 ou 3 a 1 vale três pontos. Se o triunfo for por 3 a 2, a equipe ganhadora soma dois pontos e a que perde faz um ponto.

Os brasileiros voltam a jogar neste domingo (19), às 14h (horário de Brasília), contra a China, novamente em Chicago, mas precisam ficar atentos a outros resultados para terem chances de classificação. 

O primeiro neste sábado (19). No duelo entre Estados Unidos e Bulgária, às 22h, também na cidade norte-americana, os búlgaros não podem ganhar por 3 a 0 ou 3 a 1.

No domingo, o Brasil, primeiro, tem de torcer pela derrota da Ucrânia para a Alemanha, em jogo que começa às 11h30, em Belgrado, na Sérvia. Depois, fazer a lição de casa e derrotar a China, de preferência por 3 a 0 ou 3 a 1, para somar os três pontos. Por fim, precisa que a Bulgária perca da França – e não ganhe sets – em partida com início às 18h.

A derrota para a Polônia foi a quinta nos últimos sete compromissos pela Liga das Nações. Todos os reveses foram por 3 a 0 ou 3 a 1. Nas duas vitórias do recorte, uma foi por 3 a 2 sobre o Canadá e outra, esta sim, por 3 a 0 diante da França. Ou seja, de 21 pontos possíveis, a equipe somou apenas cinco.

O ponteiro Lucarelli e o oposto Darlan, ambos com 12 pontos, foram os brasileiros com melhor desempenho no jogo. O ponteiro polonês Tomasz Fornal, com 13 pontos, sendo quatro de saque, comandou o triunfo dos atuais campeões.

“Nossos dois primeiros sets foram de alto nível, mas acabamos cometendo erros em situações que deveriam ser fáceis. Temos que lidar melhor com esses momentos e aproveitar os contra-ataques. Perder para um time forte como a Polônia desta maneira traz o pior sentimento possível”, lamentou Lucarelli, capitão do Brasil, em depoimento ao site da Federação Internacional de Vôlei (FIVB).

A Liga das Nações surgiu em 2018. O Brasil venceu a edição de 2021, na única vez em que foi à final. O torneio substituiu, no calendário anual, a Liga Mundial, que foi disputada entre 1990 e 2017 e teve justamente a seleção brasileira como maior campeã, com nove títulos.

Fonte: Agência Brasil

Apex prevê plano de R$ 130 milhões para diversificar exportações

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Após o tarifaço adicional dos Estados Unidos (EUA) contra parte das exportações do Brasil, a Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (ApexBrasil) anunciou um plano de R$ 130 milhões, a ser lançado em agosto, para diversificar as vendas do Brasil no exterior e reduzir os impactos das tarifas estadunidenses.

Vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a ApexBrasil informou que o plano será lançado em parceria com 57 setores econômicos do país, nas mais diversas áreas, que reúnem 2,4 mil empresas exportadoras.

“A expansão para outros mercados a gente já faz. O que a gente vai trabalhar agora é a diversificação. É um novo olhar sobre novas oportunidades a partir de um novo cenário do comércio internacional”, explicou, nesta sexta-feira (17), o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, em entrevista coletiva.

O chefe da agência estatal disse que as prioridades são o mercado da União Europeia, até pelo recente acordo com o Mercosul, além dos países que integram a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), como Indonésia, Malásia, Tailândia, Vietnã, entre outros, e que apresentam altas taxas de crescimento.

Países da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão, também estão entre os possíveis novos mercados a serem explorados pelas empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço dos EUA.

“São países de alto crescimento e desenvolvimento, eles têm procurado muito o Brasil para parcerias em investimento e estão crescendo a 7% ou 8% [do Produto Interno Bruto, PIB], com população jovem, e que demandam, inclusive, produtos que o Brasil tem”, disse.

Tarifaço de Trump

Na quarta-feira (15), o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) confirmou uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros alegando supostas práticas “desleais” no comércio por parte do Brasil.

O governo brasileiro rejeita as justificativas usadas para a taxação, alegando que a medida tem motivação política e que Washington exigia abertura total de mercados sem contrapartida. As novas tarifas valem a partir do dia 22 de julho.

Os produtos afetados pelas tarifas anunciadas na quarta corresponderam, no ano passado, a US$ 7,2 bilhões em exportações aos EUA. O valor total vendido ao país em 2025 somou US$ 38 bilhões, segundo dados da ApexBrasil.

Durante as negociações, a lista dos produtos isentos passou de 615 para 699, aumentando o valor isento das tarifas de US$ 20,6 bilhões para US$ 22,8 bilhões do total exportado, considerando ainda os dados de 2025.

O presidente da instituição para exportações brasileiras afirmou que houve, no primeiro semestre do ano, uma redução de cerca de US$ 2,6 bilhões em exportações para os EUA, resultado das tarifas aplicadas anteriormente.

“Mas tivemos um aumento de US$ 3,1 bilhões para a Europa, US$ 2,5 bilhões para a Índia, e US$ 10,5 bilhões para a China, só para citar alguns dos destinos mais importantes”, disse Laudemir Müller.

As negociações do Mercosul com Índia, Japão e Canadá também foram apontadas como oportunidades para diversificar o comércio exterior do Brasil, reduzindo a dependência dos estadunidenses.
 


Imagem de drone mostra o Porto de Santos (SP), 31 de julho de 2025. REUTERS/Jorge Silva
Imagem de drone mostra o Porto de Santos (SP), 31 de julho de 2025. REUTERS/Jorge Silva

 No primeiro semestre do ano, Brasil registrou redução de cerca de US$ 2,6 bilhões em exportações para os EUA – Reuters/Jorge Silva/ Proibido reprodução

Diversificação já começou

O presidente da ApexBrasil ressaltou que esse trabalho de diversificação está em andamento desde as primeiras tarifas impostas pelos EUA, ainda em 2025.

“Isso implica dizer que 72% das 2,4 mil empresas que exportam para os EUA, e que são apoiados pela ApexBrasil, já diversificaram o mercado entre junho de 2025 e maio de 2026. Elas acrescentaram, nesse período, pelo menos um novo destino de suas exportações”, disse.

Ainda segundo Müller, há mercados mais fáceis de serem abertos, e outros em que será preciso realizar um trabalho de médio ou longo prazo.

“Tem outros setores que vão demorar um pouco mais e que talvez seja mais complexo. Muitas vezes a gente precisa, inclusive, criar o mercado em outro país. Nós vamos ter que chegar ao mercado chinês, por exemplo, para dizer ‘olha, existe uma rocha brasileira que tem tal característica e ela pode também servir ao seu mercado’”, explicou.

Brasil é procurado pelo mundo

Apesar das dificuldades, o presidente da Apex Brasil avalia que o país tem se destacado no mundo como um país “amigo, um fornecedor estável”.

“Tanto é que nós tivemos US$ 77 bilhões de entrada de investimentos no ano passado. Fomos o quinto maior recebedor de investimentos do mundo. Os países em desenvolvimento tiveram um crescimento de 2% na atração de investimentos, o Brasil teve um crescimento de 22% na atração de investimentos e é o principal destino já dos investimentos chineses”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

Moraes nega pedido para Javier Milei visitar Bolsonaro em casa

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (18) o pedido para o presidente da Argentina, Javier Milei, visitar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre em prisão domiciliar a pena de 27 anos e 3 meses por liderar uma tentativa de golpe de Estado.

A defesa de Bolsonaro havia solicitado autorização para que a visita ocorresse em 25 de julho, quando Milei estará no Brasil para a convenção nacional do PL.

Na decisão deste sábado, Moraes considerou prejudicado o pedido para a visita após ter suspendido na sexta-feira (17) qualquer visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro por 30 dias, com exceção de advogados e médicos.

A medida foi tomada depois de o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, publicar nas redes sociais uma carta escrita por Bolsonaro.

Moraes entendeu que o ex-presidente violou uma das condições impostas para o regime domiciliar, a de não acessar ou utilizar as redes sociais.

A defesa de Bolsonaro alegou que ele não sabia que a carta seria publicada por Flávio, argumento que foi rejeitado por Moraes. Em decisão anterior, o ministro já havia restringido o senador de visitar o pai por 90 dias, ordem que foi mantida na sexta. 

Jair Bolsonaro foi condenado no ano passado pela Primeira Turma do Supremo, após ser considerado culpado de liderar uma tentativa de golpe de Estado junto com integrantes civis e militares de seu governo.

O ex-presidente chegou a ser preso em regime fechado, mas acabou tendo a prisão domiciliar humanitária concedida devido ao seu estado de saúde e após ter sido levado às pressas para o hospital. 

Ele cumpre a pena em sua residência de Brasília.

Fonte: Agência Brasil

Lei garante padrão mínimo de infraestrutura nas escolas públicas do DF

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Lei prevê a disponibilização de itens obrigatórios nas escolas como biblioteca escolar, laboratórios de ciências e informática equipados, entre outros

Já está valendo a Lei nº 7.878/2026, promulgada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, que estabelece condições mínimas de estrutura para todas as unidades escolares da rede pública de educação básica do Distrito Federal. A norma, de autoria do deputado Gabriel Magno (PT), determina que o GDF assegure uma série de equipamentos e espaços considerados essenciais para o funcionamento das escolas e para a garantia do direito à educação. 

Entre os itens obrigatórios estão biblioteca escolar, laboratórios de ciências e informática equipados, internet de alta velocidade, quadra poliesportiva coberta, cozinha, refeitório, salas destinadas a serviços pedagógicos e de apoio especializado, além de estruturas de acessibilidade. A lei também prevê que as unidades escolares tenham abastecimento de água tratada, energia elétrica, esgotamento sanitário e sistema adequado de segregação de resíduos sólidos. Outro ponto previsto é a manutenção de um número adequado de estudantes por turma.

Gabriel Magno afirma que a legislação estabelece parâmetros para reduzir desigualdades entre as unidades de ensino e garantir melhores condições para o desenvolvimento da aprendizagem. Segundo o parlamentar, “as condições mínimas de estrutura das unidades escolares devem ser consideradas requisitos indispensáveis para assegurar a garantia constitucional do direito à educação”.

A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) não estabelece de forma detalhada quais estruturas físicas e tecnológicas devem estar presentes nas escolas públicas, deixando essa definição a cargo dos sistemas de ensino locais. A norma também incorpora princípios de sustentabilidade para a construção e adequação das unidades escolares. Entre as diretrizes estão eficiência hídrica, gestão de águas pluviais, uso de fontes de energia sustentáveis, conforto térmico, lumínico e acústico, ampliação de áreas verdes, utilização de espécies nativas e implantação de espaços destinados a hortas escolares e coleta seletiva.

Transparência

Outro aspecto da legislação é a ampliação da transparência sobre as condições das escolas. O GDF terá prazo de 120 dias para publicar um relatório detalhado sobre a situação estrutural de cada unidade escolar. Além disso, a Secretaria de Educação deverá disponibilizar anualmente, no mês de março, informações atualizadas sobre as estruturas existentes e suas condições de uso.

A lei estabelece ainda que, em até 360 dias, o Executivo distrital deverá apresentar um plano de adequação das unidades escolares para cumprimento das exigências previstas. Todas as escolas que vierem a ser construídas a partir da vigência da norma deverão já contemplar a estrutura mínima definida pela legislação.

Fonte: Agência CLDF