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Polícia de São Paulo encontra numa mala mulher esquartejada

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A Polícia Civil de São Paulo identificou o corpo de uma mulher encontrado esquartejado na manhã de quinta-feira (19) dentro de uma mala, na capital paulista. A vítima tinha 34 anos, mas o nome não foi divulgado. As informações são da Secretaria da Segurança Pública (SSP) do estado.

O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) instaurou inquérito policial e investiga as circunstâncias do caso registrado como homicídio. “Exames periciais foram requisitados e serão analisados pela autoridade policial, assim que finalizados. Diligências prosseguem”, informou a SSP em nota.

O corpo foi encontrado quando agentes da Guarda Civil Metropolitana foram acionados para atender uma ocorrência, informados de uma mala em um córrego, em Parelheiros, zona sul da cidade. Na ocasião, constataram que eram partes de um corpo humano.

Feminicídio em Diadema

Uma mulher de 27 anos foi morta, com disparos de arma de fogo, pelo ex-companheiro, na noite de terça-feira (17), em Diadema (SP). Policiais militares foram acionados e apuraram que, na ocasião, o homem tinha ido buscar o filho deles na casa da vítima. A mãe da vítima também foi atingida pelos disparos, mas sobreviveu. O caso foi registrado como feminicídio tentado e consumado.

Segundo a SSP, o suspeito – que havia fugido em um automóvel após o crime – foi preso na noite dessa quinta-feira (19), em cumprimento a mandado de prisão temporária. A polícia apreendeu a arma utilizada no crime. No dia anterior, policiais militares que realizavam patrulhamento localizaram o veículo do suspeito abandonado em via pública, em São Bernardo do Campo.

“Também foram realizadas diligências na residência dele, onde foram apreendidos dois carregadores de pistola e diversos estojos de munição deflagrados”, diz nota da SSP, acrescentando que as diligências para o esclarecimento dos fatos estão em andamento.

Recorde de feminicídios

O Brasil atingiu número recorde de 1.518 vítimas de feminicídios em 2025, ano em que a sanção da Lei do Feminicídio completou dez anos. Na ocasião, a norma inseriu no Código Penal o crime de homicídio contra mulheres no contexto de violência doméstica e de discriminação. Os dados são do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

No ano anterior, em 2024, o país já havia atingido um recorde com 1.458 vítimas. “Se [o crescimento de feminicídios] está acontecendo, isso é uma omissão do Estado, porque esse é um crime evitável”, disse Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Fonte: Agência Brasil

STF tem maioria para manter condenação de ex-cúpula da PMDF por 8/1

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta sexta-feira (20) maioria de votos para manter a condenação de cinco ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) a 16 anos de prisão por omissão na contenção dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

O colegiado realiza julgamento virtual dos recursos protocolados pelas defesas de Fábio Augusto Vieira, ex-comandante-geral, Klepter Rosa Gonçalves, ex-subcomandante-geral, e dos coronéis Jorge Eduardo Barreto Naime, Paulo José Ferreira de Sousa e Marcelo Casimiro Vasconcelos.

O julgamento começou na sexta-feira (13) e será encerrado na terça-feira (24). 

Até o momento, prevalece no julgamento o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes.

Para o ministro, não há irregularidades na decisão colegiada, que, em novembro do ano passado, condenou os policiais militares.

O voto foi seguido pelos ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Falta o voto de Flávio Dino. 

Durante a tramitação dos processos, as defesas dos acusados questionaram a realização do julgamento pelo STF e afirmaram que os acusados não têm foro privilegiado. Os advogados também alegaram cerceamento de defesa por falta de acesso total à documentação do processo.

Fonte: Agência Brasil

Fies: pré-selecionados devem complementar inscrição a partir de sexta

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Os estudantes pré-selecionados na chamada única do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) 2026 devem complementar, a partir desta sexta-feira (20), as informações prestadas no momento da inscrição. O prazo terminará às 23h59 de terça-feira (24), no horário de Brasília.

Os pré-selecionados devem acessar o site do FiesSeleção, com a senha da plataforma Gov.br, para complementar o cadastro.

As informações pedidas agora não foram solicitadas na inscrição inicial e dizem respeito, por exemplo: 

  • à confirmação do endereço e contatos de e-mail/telefone, ao detalhamento do grupo familiar, 
  • à informação do semestre de ingresso na faculdade,
  • ao percentual do financiamento estudantil,
  • à escolha do banco em que deseja formalizar o contrato de financiamento;
  • e ao valor da mensalidade para auxiliar o cálculo do financiamento.

De acordo com o edital do Fies 2026, o pré-selecionado a uma vaga do Fies Social também já pode solicitar a contratação de financiamento integral, com a cobertura de até 100% dos encargos educacionais cobrados pela faculdade privada.

Chamada única

O estudante pode conferir se foi pré-selecionado na chamada única do Fies para o primeiro semestre de 2026 diretamente no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na aba do Fies.

O resultado foi divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) na última quinta-feira (19).

O Fies Social beneficia estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 810,50, em 2026) e com inscrição ativa no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Etapas

Após o período de complementação online das informações da inscrição, os estudantes deverão comprovar as informações declaradas em até cinco dias úteis, diretamente na instituição privada de ensino superior em que foram pré-selecionados.

No caso do pré-selecionado para uma vaga do Fies Social, este ficará dispensado da comprovação da renda familiar perante a Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da faculdade.

Mesmo assim, deverá comparecer à comissão para validar as demais informações.

Lista de espera

As vagas eventualmente não ocupadas nesta primeira edição do ano do Fies serão ofertadas na edição do segundo semestre.

De acordo com o edital que determina as regras do Fies 2026, os estudantes que não forem pré-selecionados na chamada única estarão automaticamente na lista de espera para preenchimento das vagas não ocupadas, observada a ordem de classificação.

Quem estiver na lista de espera do Fies deverá acompanhar o resultado de eventual pré-seleção no site do FiesSeleção.

A convocação dessa lista de espera ocorrerá de 26 de fevereiro a 10 de abril.

Oferta e inscrições

Neste primeiro semestre, o processo seletivo ofereceu 67.301 vagas em 1.421 universidades, faculdades e centros universitários privados, para 19.834 cursos de ensino superior.

Em todo o ano de 2026, o número de vagas ofertadas pelo Fies será de 112.168.

Desde 2024, o programa reserva 50% das vagas para o Fies Social. Além disso, o programa prevê vagas a candidatos autodeclarados negros (pretos e pardos), indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência (PCD).

Cada candidato pôde se inscrever em até três opções de curso superior, neste processo de seleção.

Ao todo, o Ministério da Educação registrou 210.108 pessoas interessadas, que fizeram 528.175 inscrições.

Especificamente para o Fies Social, o total de inscritos nas vagas ofertadas foi de 52.930 candidatos.

Anualmente, o Fies tem dois processos seletivos regulares, um por semestre letivo. Também são realizados processos seletivos para vagas remanescentes, que ocorrem após os processos regulares, com o objetivo de preencher vagas eventualmente não ocupadas.

Fonte: Agência Brasil

Surfe terá menos vagas olímpicas via WSL nos Jogos de Los Angeles

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A Associação Internacional de Surfe (ISA, sigla em inglês) anunciou nesta sexta-feira (20) como será a distribuição das vagas na Olimpíada de Los Angeles, nos Estados Unidos, em 2028. A principal mudança é a redução do peso da Liga Mundial de Surfe (WSL, na sigla em inglês).

Nos Jogos de Tóquio, no Japão, e de Paris, na França, o circuito de elite da modalidade classificou oito mulheres e dez homens. Para Los Angeles, serão somente dez vagas ao todo destinadas ao ranking da WSL, sendo cinco no masculino e cinco no feminino, com limite de um atleta por país. A lista fecha em meados de junho de 2028, um mês antes do megaevento iniciar.

No ano passado, o top-5 do circuito masculino teve dois brasileiros: o paranaense Yago Dora, campeão; e o potiguar Ítalo Ferreira, que foi o quarto. No cenário que perdurou até os Jogos de Paris, ambos estariam classificados, já que as vagas eram destinadas aos dez primeiros, com limite de dois atletas por país. Neste novo, apenas Yago estaria na Olimpíada via WSL.

Ao mesmo tempo, a ISA aumentou o número de vagas dos próprios eventos. Caso dos Jogos Mundiais de Surfe (ou ISA Surfing Games) de 2028, que destinarão dez lugares à Olimpíada por gênero, também limitadas a uma por nação. Além disso, os países de melhor desempenho nas edições de 2026 e de 2027 do evento ganham vaga extra.

Em Paris, os Jogos Mundiais do ano olímpico representaram apenas sete vagas por gênero, seis individuais e uma destinada ao país de melhor resultado no evento. O Brasil acabou se beneficiando dessa classificação extra nos dois naipes na ocasião, sendo a nação com mais representantes naquela edição dos Jogos, com seis atletas (três no masculino e três no feminino).

Além da WSL, dos Jogos Mundiais e das vagas universais (uma do país-sede e outra que é dirigida a alguma nação em desenvolvimento na modalidade), os surfistas podem se classificar para Los Angeles por meio de torneios continentais. No caso brasileiro, os Jogos Pan-Americanos de 2027, em Lima, no Peru. O campeão vai à Olimpíada.

O Brasil foi ao pódio olímpico três vezes, mais que qualquer outro país. Em 2021, em Tóquio, Ítalo Ferreira conquistou o primeiro ouro do esporte. Três anos depois, nos Jogos de Paris, o paulista Gabriel Medina conquistou o bronze no masculino e a gaúcha Tatiana Weston-Webb foi prata no feminino.

Fonte: Agência Brasil

Rio Open: João Fonseca mira final nas duplas após queda em simples

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O carioca João Fonseca tem, neste sábado (21), a partir de 14h30 (horário de Brasília), a oportunidade da volta por cima no Rio Open após a eliminação na chave de simples, na última quinta-feira (19). O brasileiro está nas semifinais do torneio de duplas ao lado do compatriota Marcelo Melo e decide um lugar na final contra os alemães Jakob Schnaitter e Mark Wallner.

O duelo será na quadra Guga Kuerten, a principal do Jockey Club Brasileiro, que fica na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. O jogo estava previsto para a noite desta sexta-feira (20), na quadra 1, mas a organização do Rio Open, em nota, informou que reagendou o confronto “para melhor acomodação do público”.

João, 38º do mundo em simples, ainda não tem pontos no ranking de duplas da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP). Marcelo, por sua vez, é o número 55 entre os duplistas e já esteve em primeiro lugar, em 2015. Neste Rio Open, eles venceram os dois compromissos anteriores sem perderem sets.

Na última quarta-feira (18), os brasileiros fizeram 2 a 0 (6/4 e 6/0) nos argentinos Andrés Molteni (24º) e Máximo González (31º), pelas quartas de final.

Schnaitter e Wallner, por sua vez, dividem o 48º lugar do ranking. Nas quartas, eles levaram a melhor sobre outra parceria brasileira, formada pelo goiano Luís Guto Miguel (337º), de 16 anos, e o paulista Gustavo Heide (694º em duplas, 258º em simples), de 23 anos. Os alemães precisaram de 1h49 para ganhar por 2 sets a 1, parciais de 7/5, 5/7 e 11-9 no super tie-break (set desempate no qual vence quem chegar a 10 pontos ou 11 pontos em diante, desde que abrindo dois de vantagem).

Queda precoce

Na quinta, João foi surpreendido pelo peruano Ignácio Buse, 91º do mundo em simples, nas oitavas de final, por 2 sets a 1, de virada. Após ganhar a primeira parcial por 7/5, o carioca caiu de produção e o rival aproveitou, fazendo 6/3 e 6/4 e fechou o jogo em 2h26 na Quadra Guga Kuerten.

“Eu consegui fazer um bom primeiro set. Não busquei muita coisa, mas consegui fazer uma quebra [quando o tenista vence o game no saque do adversário], acho que foi mais demérito dele do que mérito meu. No segundo set, eu perdi uma oportunidade grande e não consegui me encontrar no jogo novamente. Ele foi fazendo um bom jogo e eu não consegui fazer uma reviravolta. Ele foi ganhando confiança e eu afrouxando um pouco, não pegando muitas oportunidades da partida. Tem coisas a melhorar”, analisou o brasileiro, em depoimento reproduzido pelo site do evento.

O Rio Open é um torneio nível ATP 500, o terceiro em importância no circuito, que dá 500 pontos ao campeão no ranking. Apenas os eventos de nível ATP 1000 e os Grand Slams (Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open) têm peso maior. O avanço às oitavas valeu 50 pontos para João, que deve subir uma posição e iniciar a próxima semana em 37º lugar da lista.

Nas quartas, Buse terá como adversário o italiano Matteo Berrettini (57º), que venceu o sérvio Dusan Lajovic (129º) por 2 sets a 1, parciais de 3/6, 6/4 e 6/2, em 2h09 de partida. Berrettini, que ocupou o sexto lugar do ranking mundial em 2022, não chegava tão longe em um torneio no piso de saibro (terra batida) desde 2024. O jogo contra o peruano será o segundo desta sexta na quadra Guga Kuerten, previsto para não antes das 19h.

* Texto atualizado às 17h25

Fonte: Agência Brasil

MotoGP: obras no Autódromo de Goiânia estão na reta final

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Obras no Autódromo de Goiânia entram na reta final para o MotoGP
Pista passou por modernização com o alargamento em pontos estratégicos para receber o MotoGP (Foto: André Saddi e Cristiano Borges)

Com mais de 90% das obras executadas, o Autódromo Internacional de Goiânia entra na fase final de ajustes para receber o Grande Prêmio do Brasil de Motovelocidade (MotoGP), de 20 a 22 de março. A etapa marcará o retorno do mundial de motovelocidade ao Brasil, após 22 anos.

O secretário de Esporte e Lazer, Nilton Moreira, vistoriou o local nesta sexta-feira (20/2) e garantiu que o coração do país terá uma estrutura no padrão europeu. “Não é uma reforma, mas uma reconstrução”, definiu.

Autódromo de Goiânia

O Governo de Goiás investe R$ 250 milhões na reforma do Autódromo de Goiânia. Entre as intervenções, estão a modernização da pista, que passou por alargamento em trechos estratégicos, e a atualização das áreas de segurança, com a reestruturação das caixas de brita, além da implantação de tecnologia e sistemas técnicos exigidos para a realização da competição na capital.

“Foi tudo muito bem pensado e estruturado para que os amantes da motovelocidade de Goiânia, e os que vêm de fora também, possam ter a melhor experiência possível”, disse o titular da Seel durante coletiva de imprensa.

A visita foi a última aberta à imprensa antes da prova MotoGP. No próximo dia 28 de fevereiro, a estrutura receberá pilotos convidados para um evento-teste que vai avaliar todo o funcionamento do autódromo.

Nesta data, técnicos da Federação Internacional de Motociclismo (FIM) devem homologar a pista para a realização da etapa brasileira da competição. Os testes ocorrerão sem a presença de público.

Nilton Moreira explicou que as intervenções realizadas são tão específicas e tecnológicas que credenciam o autódromo de Goiânia para receber outros grandes torneios de velocidade.

“Tudo por conta do alto nível de segurança que foi implementado. Com certeza esses eventos vão ter interesse em vir para Goiás. Nós vamos ser um competidor acirrado com o Interlagos, saibam disso”, comentou.

A infraestrutura do complexo também já está praticamente concluída. A torre de controle e os blocos operacionais estão prontos, enquanto a montagem das arquibancadas e das áreas temporárias de apoio ao público já estão em andamento, sinalizando a reta final da preparação para o evento internacional.

Além de promover melhorias físicas, o Estado executa uma ação coordenada para que não ocorra nenhum tipo de intercorrência. É o caso, por exemplo, do plano de mobilidade que vai garantir o fluxo adequado de trânsito nos dias de evento.

“Estamos pensando de forma dinâmica, não só sobre o evento, mas também toda estrutura paralela para que pessoas que venham tenham conforto e a melhor experiência possível. Que elas saiam daqui de fato entendendo que Goiás tem sucesso e tem um governo que dá certo”, finalizou.

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Reforma de Milei aumenta lucro e subjuga trabalhador, diz advogado

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A reforma trabalhista do governo de Javier Milei busca aumentar o lucro dos patrões e subjugar os trabalhadores, não tendo qualquer função de criar empregos, como afirma o governo da Argentina. Essa é a avaliação do presidente da Associação Latino-Americana de Advogados e Advogadas Trabalhistas, Matías Cremonte.

Em entrevista à Agência Brasil, o especialista, que é assessor de cinco sindicatos do país vizinho, refuta os argumentos do governo Milei e explica que a reforma, na prática, vai proibir as greves na Argentina devido às limitações impostas aos trabalhadores.

“É uma lei que dá ainda mais poder aos empregadores e, claro, em detrimento dos trabalhadores, que ficam praticamente sem poder em uma relação de trabalho já desigual e injusta”, destacou.

Aprovada na Câmara dos Deputados nesta sexta-feira (20), o projeto permite a ampliação da jornada de trabalho diária de 8 para 12 horas; cria o banco de horas, com horas-extras que poderão deixar de ser pagas pagas, mas compensadas em outra jornada; além de limitar a realização de greves.

Leia a entrevista completa:

Agência Brasil: Qual o objetivo do governo em promover essa reforma trabalhista na Argentina?

Matías:  Este é um projeto regressivo que vai retirar direitos individuais e coletivos da totalidade da classe trabalhadora argentina. O governo diz que é necessária para incentivar os empregadores a contratar e que teria, inclusive, um efeito virtuoso na atividade econômica.

Porém, está demonstrado que a legislação trabalhista não tem impacto na criação de empregos, nem mesmo na destruição de empregos. Isso depende da política econômica do governo.

A política do governo está baseada na importação desenfreada e indiscriminada de mercadorias, contra as quais as empresas argentinas não conseguem competir. São políticas que estão corroendo salários. Consequentemente, há uma queda acentuada no consumo, e as empresas que dependem do mercado interno estão sendo severamente afetadas.

Além disso, não há política tributária, ou de crédito, que favoreça a criação de empregos. Nenhuma lei, nem mesmo uma mais regressiva que essa, fará com que os empresários contratem mais.

Agência Brasil: Se não cria empregos, qual seria o objetivo do governo com essa reforma?

Matías: Esta reforma tem dois objetivos. Primeiro, aumentar a lucratividade das empresas reduzindo os salários, tanto diretos, quanto indiretos.

Segundo, é para aumentar a subjugação dos trabalhadores. É uma lei que dá ainda mais poder aos empregadores e, claro, em detrimento dos trabalhadores, que ficam praticamente sem poder em uma relação de trabalho já desigual e injusta.

Agência Brasil: A reforma permite trabalhar 12 horas por dia, mas condiciona que haja um descanso de 12 horas entre uma jornada e outra. Como fica a semana de um trabalhador com jornada de 12 horas por dia?

Matías: Uma empresa pode organizar o trabalho com base em um banco de horas. Com isso, a jornada não será mais contada por dia ou semana, mas por um período mais longo. Por exemplo, um mês.

O empregador poderia instruir o empregado a trabalhar 12 horas em um dia, 6 horas em outro, 8 horas em outro, e, ao final do período, caso seja um mês, as horas trabalhadas seriam contabilizadas.

Se trabalhasse menos de 192 horas no mês, deveria compensar trabalhando mais horas no período seguinte. E se trabalhasse mais, deveria descansar essas horas.

A lei, então, estabelece que a única limitação é que deve haver um período de descanso de 12 horas entre o fim de um dia de trabalho e o início do próximo. Se o trabalhador sair às 20h, não poderá chegar no dia seguinte antes das 8h.

Agência Brasil: Mas há um limite de 48 horas por semana?

Matías: Embora o limite semanal de 48 horas permaneça, se o cálculo for mensal, não pode mais haver um limite semanal porque em uma semana você pode trabalhar 50 horas e na semana seguinte 40, desde que o total mensal seja 192 horas.

E há um limite de 35 horas semanais ininterruptas de descanso, que seriam entre o sábado à tarde e o domingo.

Agência Brasil: Por que a reforma trabalhista do Milei limita o direito à greve?

Matías: A única limitação que existe, atualmente, para greves na Argentina é a de greves em serviços essenciais. Serviços essenciais, de acordo com nossa legislação, são aqueles cuja interrupção pode colocar em risco a vida, a saúde ou a segurança da população.

São elas: serviços de saúde, ou seja, hospitais, produção, distribuição e transporte de água potável, eletricidade e gás natural, e controle de tráfego aéreo.

No entanto, a reforma trabalhista propõe que mais atividades sejam consideradas essenciais. E também cria uma nova categoria chamada serviços de importância transcendental.

No caso de uma greve em serviços essenciais, pelo menos 75% da atividade normal deve ser garantida. No caso de uma greve em serviços de importância transcendental, pelo menos 50% da atividade normal deve ser garantida.

Ao ampliar tanto o que é considerado essencial ou transcendental, e ao impor um limite tão restritivo de garantir 75% ou 50% do serviço, na prática, trata-se de uma restrição que podemos considerar praticamente uma proibição.

Uma greve que mantenha 75% do serviço normal é uma greve sem efeito. Além disso, o número de atividades incluídas abrange quase todas as atividades existentes. Educação, transporte, até restaurantes, hotéis, tudo.

Agência Brasil: Qual o problema do Fundo de Assistência Laboral. Quais os prejuízos para o trabalhador?

Matías: Hoje, na Argentina, em caso de demissão sem justa causa, o empregador tem que pagar uma indenização equivalente a um mês de salário por cada ano de serviço.

Agora, está sendo criado o Fundo de Assistência Laboral (FAL), e cada empregador tem que contribuir com uma certa porcentagem do salário de cada empregado para esse fundo. Quando demitem alguém, retiram o dinheiro desse fundo e pagam a indenização.

Mas, para que a contribuição do empregador não aumente, a porcentagem destinada FAL é deduzida da assistência previdenciária, que é o dinheiro para o sistema de pensões e aposentadorias.

É por isso que dizemos que os próprios trabalhadores estão pagando suas indenizações, porque o dinheiro vem desse fundo. A mudança compromete a sustentabilidade da seguridade social do país. 

Agência Brasil: A reforma também disciplina o trabalho por aplicativo. O que você destacaria nesse tema?

Matías: Em vez de regulamentar a proteção dos trabalhadores de aplicativos, a reforma os exclui da legislação trabalhista. Não só eles continuam em sua atual situação precária, como também fica difícil para esses trabalhadores reivindicarem a existência de uma relação de emprego e, portanto, seus direitos trabalhistas.

Agência Brasil: Qual a mudança com a Justiça Nacional do Trabalho? Porque o governo quer transferir funções dessa justiça para justiça comum?  

Matías: Os Tribunais Nacionais do Trabalho devem desaparecer e ter suas funções assumidas pelos tribunais comuns da cidade de Buenos Aires. Eles querem que a revisão das decisões trabalhistas fique a cargo desse Tribunal.

Atualmente, os Tribunais do Trabalho são compostos pelos juízes de primeira instância, o Tribunal de Apelações e nada mais, ou, em casos excepcionais, o Supremo Tribunal de Justiça da Nação, como Tribunal Federal.

O Tribunal Superior da Cidade de Buenos Aires, que eles querem que seja responsável pelas questões trabalhistas, é um tribunal criado pela direita deste país, criado pelo governo [Maurício] Macri, que está no poder há quase 20 anos, na Cidade de Buenos Aires. Eles acham que será um tribunal que favorecerá os empresários.

Fonte: Agência Brasil

Economia brasileira cresceu 2,2% em 2025, aponta prévia da FGV

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A economia brasileira cresceu 2,2% em 2025, na comparação com 2024, estimou a pesquisa Monitor do PIB, divulgada nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). 

A pesquisa reúne dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária e é considerada uma prévia do produto interno bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país.

O resultado de 2025 representa o quinto ano seguido de alta, mesmo com perda de ritmo nos últimos meses. Em 2024, o avanço tinha sido de 3,4%.

Em dezembro, o PIB teve variação nula (0%) na comparação com novembro, e, no quarto trimestre, também ficou estável em relação ao terceiro.

Setores

Ao detalhar o comportamento setorial da economia, o Monitor do PIB estima que o consumo das famílias cresceu 1,5% em 2025.

A chamada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que reflete o nível de investimento da economia, como compras de máquinas e equipamentos, teve expansão de 3,6% no ano.

No comércio exterior, as exportações avançaram 6,2% em 2025, enquanto as importações, 5,1%.

O estudo estima que a taxa de investimento da economia foi de 17,1%, a maior dos últimos três anos.

Recordes

De acordo com a FGV, em termos monetários, o PIB brasileiro em valores correntes atingiu R$ 12,63 trilhões, o maior valor da série histórica.

Já o PIB per capita ─ valor do PIB dividido pelo tamanho da população do país ─ alcançou R$ 59.182, também um patamar recorde.

Análise

De acordo com a coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre, a economista Juliana Trece, os juros altos foram um dos motivos que levaram à perda de força no crescimento da economia em 2025.

“Nota-se evidente perda de fôlego do PIB ao longo de 2025, com a taxa, na série ajustada sazonalmente [ajuste que permite a comparação entre meses e trimestres imediatamente seguidos], tendo iniciado o ano com forte crescimento e terminado estável no quarto trimestre de 2025”.

Efeito dos juros

Juliana Trece assinala que 2025 foi “um ano de forte aperto monetário e imposição de tarifas ao Brasil”.

O aperto monetário se refere à alta taxa de juros. Em setembro de 2024, preocupado com a trajetória da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) iniciou uma escalada da taxa básica de juros da economia, a Selic, então em 10,5% ao ano, elevando-a até 15% em junho de 2025, assim permanecendo até os dias atuais.

A meta de inflação do governo é de 3% no acumulado de 12 meses, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o número oficial da inflação, chegou a ficar 13 meses fora do intervalo de tolerância, o que inclui praticamente todo o ano de 2025.

A Selic influencia todas as demais taxas de juros do país e, quando elevada, age de forma restritiva na economia, ou seja, encarece operações de crédito e desestimula investimentos e consumo.

O impacto esperado é a menor procura por produtos e serviços, esfriando a inflação. O efeito colateral é que a economia em marcha lenta tende a diminuir a geração de empregos.

Apesar da pressão restritiva, 2025 terminou com o menor percentual já registrado na taxa de desemprego, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Tarifaço

O outro efeito citado pela economista é o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciado em agosto de 2025. A aplicação de taxas adicionais sobre o Brasil levou à redução das vendas externas aos americanos.

O governo dos Estados Unidos afirma que a medida pretende proteger a economia americana, já que, com a taxação, o país tende a fabricar produtos localmente em vez de adquiri-los no exterior. Nesta sexta-feira, uma decisão da Suprema Corte dos EUA derrubou a política tarifária de Trump.

Em novembro, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, calculou que 22% das exportações para os Estados Unidos estavam sujeitas às sobretaxas.

Resultado oficial

O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetros da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na última quarta-feira (19), que indicou expansão de 2,5% em 2025

O resultado oficial do PIB é aferido e apresentado pelo IBGE. O comportamento de 2025 será divulgado no próximo dia 3 de março.

Fonte: Agência Brasil

AM: Polícia detém agentes públicos suspeitos de colaborar com facção

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Policiais civis do Amazonas prenderam, em caráter preventivo, nesta sexta-feira (20), ao menos 13 pessoas suspeitas de integrar um esquema de tráfico de drogas montado por membros da facção criminosa Comando Vermelho (CV), com a participação de ocupantes de cargos públicos nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.  

Segundo os investigadores à frente da operação Erga Omnes, os suspeitos movimentaram em torno de R$70 milhões desde 2018, recorrendo a empresas de fachadas para “lavar”, ou seja, conferir aspecto legal, ao dinheiro obtido com atividades criminosas. 

Conforme a Agência Brasil apurou, entre os alvos da ação está a servidora Anabela Cardoso Freitas. Investigadora da Polícia Civil. Anabela está cedida para a Casa Civil municipal, onde ocupa o cargo de assessora técnica. A reportagem questionou a prefeitura sobre quais outros cargos Anabela já ocupou, mas não obteve respostas. Segundo veículos de imprensa amazonenses, ela já chefiou o gabinete do prefeito, David Almeida – que não é alvo da operação, nem é investigado pela Polícia Civil.

Em nota, a prefeitura se limitou a informar que não é alvo da operação e que a atual administração “mantém compromisso absoluto com a legalidade, a transparência e o respeito às instituições”, assegurando que qualquer servidor público “eventualmente investigado responderá individualmente por seus atos, nos termos da lei, sem prejuízo do funcionamento regular da máquina pública”. 

Outro alvo da ação policial é o auxiliar judiciário do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), Izaldir Moreno Barros. Também em nota, a Corte informou, sem citar nomes, que está adotando as medidas cabíveis no âmbito administrativo. “A instituição reafirma que preza pela legalidade, pela transparência e pela integridade do Poder Judiciário, não compactuando com quaisquer condutas incompatíveis com os deveres funcionais”.

A reportagem ainda não conseguiu contato com a defesa de Anabela e de Barros e está aberta para posicionamento.

Esquema

“Nosso trabalho foi pautado exclusivamente nas provas constantes nos autos, que fundamentaram os pedidos de prisão [preventiva] dos envolvidos”, destacou o delegado Marcelo Martins, titular do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), durante coletiva de imprensa realizada em Manaus, para apresentar um balanço preliminar da operação. 

Segundo as autoridades policiais, os suspeitos são investigados por formação de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, além de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O grupo também atuava nos estados do Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Piauí, onde parte dos mandados judiciais de prisão e de busca e apreensão foram executados com o apoio das forças de segurança locais. 

Ainda de acordo com Martins, as investigações começaram em agosto de 2025 e revelaram que integrantes dos três Poderes estaduais auxiliavam os traficantes. Com base em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), os investigadores afirmam ter identificado transações financeiras de alto valor realizadas por servidores públicos suspeitos de participação no esquema criminoso. 

“Essa colaboração ocorria tanto por meio de suporte logístico quanto pela facilitação do acesso à administração pública ou pelo fornecimento de informações sigilosas”, informou a Polícia Civil, em nota.

A coorporação acrescentou que a participação dos servidores “facilitava o trânsito da organização criminosa por diferentes instituições” públicas. 

Ainda segundo os investigadores, empresas de logística constituídas pelo grupo para fins ilícitos eram usadas para distribuir drogas para todo o território nacional, simulando atividades lícitas. 

“As drogas eram adquiridas em Tabatinga, e os valores transacionados por meio de empresas fantasmas do Amazonas e do Pará, para posterior distribuição em outros estados do Brasil”, explicou o delegado. No curso da investigação, ficou patente que as empresas não apresentavam movimentações financeiras compatíveis com as atividades.

“Elas não compravam insumos, não negociavam com outras empresas do ramo. Suas únicas transações financeiras eram com traficantes e servidores públicos”, detalhou o delegado. 

Até mesmo igrejas evangélicas eram usadas para dificultar a identificação do grupo criminoso.

Segundo a Polícia Civil, um dos líderes da organização, cuja identidade a reportagem não conseguiu confirmar, se apresentava como evangélico e atuava em uma igreja localizada no bairro Zumbi dos Palmares, na zona leste de Manaus.

Confira as informações sobre a operação no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Fonte: Agência Brasil

Moraes estende prazo para governo do Rio entregar imagens de operação

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ampliou para 20 dias o prazo para o governo do Rio de Janeiro enviar à Polícia Federal (PF) as câmeras e as imagens capturadas durante a Operação Contenção, que terminou com 122 mortos em outubro do ano passado ─ entre eles, cinco policiais.

Na decisão assinada na última quinta-feira (19), o ministro acolheu pedido do governo fluminense, que solicitou mais prazo para entregar todo o material e permitir que a PF realize a perícia determinada. No dia 5 deste mês, Moraes deu prazo de 15 dias para a entrega do material.

“Determino ao estado do Rio de Janeiro o envio, no prazo de 20 dias, de todas as câmeras e/ou imagens capturadas durante a Operação Contenção, bem como aquelas relativas aos exames cadavéricos, para a diretoria-geral da Polícia Federal”, decidiu.

A decisão do ministro foi tomada no processo conhecido como ADPF das Favelas – Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635. Na ação, a Corte já determinou diversas medidas para redução da letalidade durante operações em comunidades do Rio de Janeiro.

A Operação Contenção foi deflagrada para o cumprimento de mandados de prisão contra a organização criminosa Comando Vermelho (CV). A ação ocorreu nos complexos de favelas do Alemão e da Penha, onde, segundo as investigações, lideranças da facção se concentravam.

Fonte: Agência Brasil