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TSE faz semana de ações para mostrar funcionamento da urna eletrônica

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promove nesta semana uma série de ações para informar os eleitores sobre segurança e transparência da urna eletrônica.

A primeira edição da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação contará com demonstrações sobre o uso da urna, palestras, exposições e ações de combate à desinformação contra o sistema eletrônico de votação. 

Nesta segunda-feira (3),  às 17h30, o TSE vai realizar uma live nas redes sociais para demonstrar o funcionamento de cada componente da urna. Durante a transmissão, o equipamento será aberto pelos técnicos do tribunal.

Também será lançada a campanha “Fato ou Boato – Viralizou” para esclarecer dúvidas sobre a veracidade de conteúdos que são publicados na internet.

A mobilização será encerrada no próximo domingo (9) na Corrida Pela Democracia, que será realizada em Brasília. A atividade esportiva pretende estimular a participação popular no processo eleitoral.

Eleições

O primeiro turno será no dia 4 de outubro, quando vão ser eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

Fonte: Agência Brasil

Encceja 2026: alunos já podem consultar cartilha de redação

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Os candidatos ao Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2026 já podem consultar a Cartilha do Participante – Redação, disponível no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A prova está marcada para o dia 23 de agosto, junto com a parte objetiva do exame regular no Brasil.

A cartilha detalha as cinco competências avaliadas na produção textual, esclarece como a redação é corrigida e apresenta situações que podem resultar em nota zero. 

O documento também explica como ocorre o processo de avaliação das redações, que são corrigidas por, no mínimo, dois avaliadores independentes, e quando há divergência significativa entre as notas, passam por uma terceira análise.

De acordo com o documento, a redação deve ser um texto dissertativo-argumentativo, escrito em língua portuguesa, com, no mínimo, cinco linhas, que aborde o tema proposto na prova. 

A cartilha também recomenda que o participante use a folha de rascunho para planejar e revisar o texto antes de transcrevê-lo para a folha de Redação definitiva.

A prova de redação é importante parte da área de conhecimento da Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes e Educação Física. 

Para atingir a competência nessa área, o participante precisa obter pontuação igual ou superior a 5 pontos na prova de redação (que vale de 0 a 10 pontos), além de obter o mínimo de 100 pontos nas questões objetivas dessa área do conhecimento.

O objetivo do manual é oferecer ao participante do Encceja visão abrangente dos pontos avaliadoa na prova de redação, de forma prática, com exemplos reais e explicações resumidas. 

Vale destacar a importância da folha de rascunho no planejamento do texto, principalmente para preencher as 25 linhas disponíveis na folha de Redação.
 


Fonte: Agência Brasil

Conquista do voto feminino no Brasil resistiu à misoginia histórica

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Os ataques ecoam pelo tempo. “Minha mulher não irá votar”, disse o senador constituinte Coelho e Campos, em 1891. No mesmo ano, outro parlamentar, Serzedelo Corrêa, afirmou que jogar a mulher no meio das paixões e das lutas políticas é “tirar-lhe a santidade”.

Depois de 135 anos, mais discursos violentos reaparecem. “Mulher vota estatisticamente mal, principalmente as solteiras. As casadas costumam acompanhar o marido”, afirmou o influenciador Paulo Figueiredo (neto do ex-presidente João Figueiredo).

Os reiterados discursos machistas que atacam o voto feminino ao longo da história do Brasil podem ser compreendidos em diferentes facetas como reações aos avanços da cidadania das mulheres, segundo afirmam estudiosas do tema do sufrágio em entrevistas à Agência Brasil. Elas explicam que, do ponto de vista histórico e político, o que chama a atenção não é o ineditismo do discurso, mas a continuidade e as ameaças.
 


Brasília - DF - 30/07/2026 - Conquista do voto feminino no Brasil resistiu à misoginia histórica. (Constituição de 1891, a primeira da República). Foto: Acervo Arquivo Nacional
Brasília - DF - 30/07/2026 - Conquista do voto feminino no Brasil resistiu à misoginia histórica. (Constituição de 1891, a primeira da República). Foto: Acervo Arquivo Nacional

Constituição de 1891, a primeira da República, rejeitou o sufrágio feminino – Foto: Acervo Arquivo Nacional

“Luta permanente”

Por outro lado, há inspirações concretas históricas, por parte das experiências da luta sufragista, para ações de resistência. “A linguagem mudou, mas a lógica patriarcal, misógina e machista é a mesma”, afirma a professora de direito Fernanda Abreu, da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN).

A estudiosa destaca que o voto feminino no Brasil foi uma conquista obtida contra a resistência do Estado e da sociedade machista. Não foi uma concessão espontânea. “Direitos não se mantêm sozinhos. Eles exigem luta permanente”, diz.

Fernanda avalia que essas manifestações questionando o voto da mulher ressurgiram, em 2026, com uma força “perturbadora”.

“Parece absurdo, mas é verdade. Do ponto de vista jurídico-constitucional, qualquer discurso que questione o voto feminino no Brasil viola o Artigo 14 da Constituição Federal de 1988, que estabelece o sufrágio universal sem distinção de sexo”, explica.

A professora acrescenta que o discurso ataca o Artigo 5º da Constituição, que veda qualquer tipo de discriminação. Além de inconstitucionais, as manifestações operariam um discurso criminoso. Ela pondera que há iniciativas para acionar a Procuradoria-Geral da República para tratar “dessa questão gravíssima”.

A pesquisadora diz que as falas do influenciador Paulo Figueiredo conectam-se diretamente com o movimento antifeminista norte-americano, que defende abertamente o fim do sufrágio feminino.

Inteligência diferenciada

Do ponto de vista histórico, a pesquisadora Cibele Tenório, da Universidade de Brasília (UnB), assinala que a recorrência dos ataques em mais de um século é “absurda”, mas não surpreende em uma estrutura de machismo estrutural.

“As sufragistas do século 20 lutaram e tiveram inteligência diferenciada para garantir o direito para todas nós”, afirma.


Brasília - DF - 30/07/2026 - Conquista do voto feminino no Brasil resistiu à misoginia histórica. (Alagoana Almerinda Farias Gama). Foto:  Acervo Arquivo Nacional
Brasília - DF - 30/07/2026 - Conquista do voto feminino no Brasil resistiu à misoginia histórica. (Alagoana Almerinda Farias Gama). Foto:  Acervo Arquivo Nacional

Almerinda Gama, sufragista alagoana – Foto:  Acervo Arquivo Nacional

Jornalista e doutoranda em história, Cibele é biógrafa da sufragista alagoana Almerinda Gama (1899 – 1999). Almerinda foi uma das primeiras mulheres negras a atuar na política brasileira. 

Cibele Tenório pondera que, diante de ataques que chegam ao tempo presente, é necessário manter atenção a toda e qualquer ameaça, ainda que não se transforme em uma hipotética e inimaginável proposta de revogação de direitos de mulheres. No entanto, as ofensivas antigênero podem fazer parte de uma estratégia que barre evoluções de direitos. 

“Mas podem, de alguma forma, gerar incômodo ou desestímulo à participação, o que é muito perigoso.” Cibele lembra que, em 1890, a Constituinte brasileira rejeitou o sufrágio feminino, alegando incapacidade da mulher para a política.

Intimidações

Em 2026, em um cenário em que as mulheres representam mais de 53% do eleitorado brasileiro, atacar o voto feminino reveste-se também em uma estratégia de intimidação política, apontam as pesquisadores.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estão aptas a votar, em 2026, 83.877.126 brasileiras. Os homens somam 74.845.001. Em relação ao nível educacional formal, a maior faixa das mulheres está no ensino médio completo (29,28%, contra 26,35% dos homens). Terminaram a faculdade 13,08% das eleitoras (contra 9,1% dos homens).

Eis um cenário de resistência: as mulheres são maioria da população brasileira (51,5%), minorizadas em direitos, e desestimuladas ao mercado de trabalho ou para a participação política. Conforme explica a professora Hildete Pereira, pesquisadora de economia e gênero da Universidade Federal Fluminense (UFF), a luta não se tornou simples porque, no Brasil, o estímulo às mulheres é para a função de cuidadora, e não de representante.

Entre as mulheres que vão votar neste ano, 51,76% são pardas, 10,96%, pretas e 35,71% brancas. Outras estatísticas divulgadas pelo TSE dão conta que 50% das eleitoras declararam-se solteiras.

As pesquisadoras ouvidas pela reportagem dizem que esses discursos integram o que a teoria feminista tem chamado de backlash (expressão que pode ser traduzida como “retaliação”) por parte dos homens. A cada evolução de direitos, surge pela estrutura misógina alguma tentativa de violação.

“Quanto mais as mulheres avançam, mais as estruturas que sustentam a misoginia, o patriarcado e o machismo resistem”, diz Fernanda Abreu, da UERN.

Espaços de violência

As pesquisadoras identificam que a primeira Constituição Republicana, a de 1891, rejeitou explicitamente o sufrágio feminino com o argumento oficial de que a mulher era intelectualmente incapaz para a vida pública e que ela deveria se limitar ao espaço doméstico.

Entre os ataques comuns, no plano social e cultural, as sufragistas eram ridicularizadas inclusive na imprensa, nas rodas sociais, e chamadas de “mulheres-homens”. Isso porque a mulher casada era legalmente definida como dependente do marido, e a solteira, dependente do pai.

A professora e historiadora Ana Prestes, da Universidade de Brasília (UnB), acrescenta que a ridicularização na imprensa, inclusive, ocorria, por exemplo, de forma ilustrada.

“A gente tem, nessa época, muitas charges em que aparecem o homem de avental na casa e a mulher com o terno na rua para ridicularizar. Principalmente aqueles homens que chegaram a defender o voto da mulher.”


Brasília -Df -30/07/2026 - Conquista do voto feminino no Brasil resistiu à misoginia histórica. ( Leolinda Daltro) Foto: Acervo Arquivo Nacional
Brasília -Df -30/07/2026 - Conquista do voto feminino no Brasil resistiu à misoginia histórica. ( Leolinda Daltro) Foto: Acervo Arquivo Nacional

Leolinda Daltro foi uma das líderes mais combativas do sufragismo – Foto: Acervo Arquivo Nacional

Segundo contextualiza a professora Fernanda Abreu, da UERN, esse argumento era usado para negar às mulheres a capacidade do voto consciente. “No âmbito jurídico individual, em 1919, a Leolinda Daltro [1859-1935], que foi a fundadora do Partido Republicano Feminino e uma das líderes mais combativas do sufragismo, teve sua candidatura à Intendência Municipal do Distrito Federal negada pelo Poder Público.”

Inclusive, Leolinda Daltro foi uma das pessoas mais massacradas pela imprensa brasileira da época, segundo a professora e historiadora Ana Prestes. “[Os jornais] encontravam forma de colocar a atividade dela como se fosse praticamente uma baderneira, uma mulher que queria quebrar tudo”, afirma.

As pesquisadoras exemplificam que o Código Eleitoral de 1932 chegou a incluir a exigência de autorização do marido para que a mulher casada pudesse votar. A cláusula só foi retirada do texto final depois de muita pressão das sufragistas. “Nada ocorreu sem luta e inteligência estratégica para conseguir aliados nessa causa”, explica Cibele Tenório, doutoranda na UnB.

Elas são da opinião de que a resistência ao voto feminino não foi ligada à questão de um conservadorismo pontual. Foi institucionalizada como política pública e norma jurídica.

As estudiosas assinalam que a trajetória de pressão feminina tem um marco no ano de 1910 com o Partido Republicano Feminino, a primeira legenda desse gênero que, em 1917, promoveu uma marcha de 90 mulheres pelo centro do Rio de Janeiro defendendo a causa.

As sufragistas criaram jornais e escolas para debater o tema. Inclusive para contrapor os discursos machistas que escorriam pelas páginas dos jornais tradicionais.

Diante dessa efervescência cultural e científica das primeiras décadas do século 20, as mulheres buscavam diferentes direitos, segundo explica a professora de ciência política Marlise Matos, do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 Ela explica que as mulheres lutavam por duas outras grandes agendas – maior acesso à escolarização e ao mercado de trabalho. “Mas, sem dúvida, a conquista do voto feminino era fundamental para a cidadania efetiva. Isso foi travado com muita tensão e disputas”, diz. 


Brasília - DF - 30/07/2026 - Conquista do voto feminino no Brasil resistiu à misoginia histórica. (Bertha Lutz na conferência de fundação da ONU, em 1945: diplomata e cientista também lutou pelo voto feminino. Foto: Acervo Arquivo Nacional
Brasília - DF - 30/07/2026 - Conquista do voto feminino no Brasil resistiu à misoginia histórica. (Bertha Lutz na conferência de fundação da ONU, em 1945: diplomata e cientista também lutou pelo voto feminino. Foto: Acervo Arquivo Nacional

Bertha Lutz também lutou pelo voto feminino – Foto: Acervo Arquivo Nacional

Não por acaso que Bertha Lutz (1894-1976) ficou reconhecida como um dos principais nomes dessa batalha. “Ela sabia acionar pessoas e conversar inclusive com os mais conservadores em busca de aliados”, diz Cibele Tenório.

A Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, em 1922, articulou governadores, pressionou o Congresso e organizou manifestações. “Usou a imprensa nacional e internacional e estabeleceu muitas conexões com o movimento sufragista global”, acrescenta a estudiosa Fernanda Abreu, da UERN.

Avanço legislativo

As pesquisadoras ouvidas pela Agência Brasil entendem que o marco mais importante é o Decreto 21.076 de 1932, o primeiro código eleitoral brasileiro a garantir o direito de as mulheres irem às urnas e também de votarem secretamente. O direito foi solidificado na Constituição de 1934. O Brasil tornou-se o quarto país do Ocidente a garantir o sufrágio feminino (depois do Canadá, Estados Unidos e Equador).

No Código Eleitoral de 1946, o voto feminino passa a ser obrigatório para mulheres alfabetizadas. Esse novo marco completou 80 anos em maio. A Constituição, promulgada em 18 setembro do mesmo ano, confirma a regra. A última Carta, a de 1988, eliminou o requisito da alfabetização.

Para a professora da UFMG Marlise Matos, o Estado brasileiro tem que reafirmar o seu compromisso com os direitos políticos das mulheres brasileiras e reforçar campanhas informativas e publicitárias sobre a participação nas eleições.

Ana Prestes, da UnB, aponta que um caminho da resistência é o reforço nos processos de educação formal.  “Uma coisa que eu observo nas minhas pesquisas é que muitas sufragistas eram professoras ou atuavam em cursos.”

“Eram pessoas que defendiam o ensinamento e a criatividade também”, completa. Ela recorda que Bertha Lutz chegou a arrumar um avião para fazer um sobrevoo com panfletos, no Rio de Janeiro. “Eram ousadas, persistentes e hábeis articuladoras”, diz a professora e historiadora

Por isso, é necessário romper com o apagamento e com a invisibilidade de mulheres que lutaram por grandes causas, como a do voto feminino, a da educação e a do trabalho, defende a professora Hildete Pereira, pesquisadora da UFF.

A dependência financeira funcionaria como um obstáculo social de subalternidade, inclusive no tempo presente. Além disso, o próprio mercado de trabalho garante salários melhores aos homens em vista do machismo estrutural. Historicamente, segundo salienta, políticas públicas devem reforçar o papel da mulher na sociedade, como em relação à participação na política.

“Essas mulheres do final do século 19 e início do século 20 nos ensinam, tanto tempo depois, que é preciso participar e não desistir”, ressalta Hildete Pereira.

Fonte: Agência Brasil

PT oficializa candidatura de Lula à Presidência

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O PT formalizou a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, em convenção neste domingo (2) no Expo Center Norte, na zona norte de São Paulo. Geraldo Alckmin, do PSB, compõe a chapa como candidato à Vice-Presidência da República. Os dois repetem a chapa que foi vitoriosa em 2022. Se for eleito, Lula cumprirá o quarto mandato.

Em 2026, o PT terá como aliados o PSB, PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede. O evento começou por volta das 11h e teve a presença de lideranças e aliados de Lula.

No discurso de abertura da Convenção Nacional do PT, o presidente do partido, Edinho Silva, ressaltou que as próximas eleições brasileiras terão impacto importante na América Latina e no mundo. E que vai definir a soberania nacional frente a possíveis “intervencionismos”.

Depois dele, o ex-ministro Fernando Haddad, o vice-presidente Geraldo Alckmin e a primeira-dama Janja Silva discursaram.

Para fechar o evento, o presidente Lula falou por mais de uma hora. “O que motiva um governo a ganhar as eleições é se o legado dele for merecedor de confiança e de respeito. Quem fez pode prometer mais. Quem não fez não tem o que prometer. Essa é a lógica da nossa campanha”, afirmou.

Caso seja eleito, aos 81 anos, Lula vai ser o presidente mais velho a ocupar o cargo.

Fonte: Agência Brasil

Maratonista olímpico Daniel Ferreira é encontrado vivo após 44 dias

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O ex-maratonista Daniel Ferreira do Nascimento foi encontrado com vida nesse sábado (1º). O ex-atleta, que representou o Brasil na maratona dos Jogos Olímpicos de Tóquio, estava na zona leste de São Paulo. Com 28 anos de idade, Danielzinho, como o corredor era chamado, tinha o paradeiro desconhecido desde 19 de junho de 2026.

Ele foi visto pela última vez em Paraguaçu Paulista, no interior do estado. Depois de ficar 44 dias desaparecido, foi reconhecido por um pedestre na Rua Dr. Ubaldino do Amaral, no Belenzinho, em São Paulo. A partir desse reconhecimento, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) foi acionada. Após a verificação dos dados, o próprio atleta confirmou a identidade. O reencontro com os familiares ocorreu no 30º Distrito Policial, no Tatuapé.

Desde o desaparecimento, familiares do corredor mobilizaram diversas campanhas em redes sociais para que Danielzinho fosse encontrado.

Olimpíada de Paris e o doping em 2024

Além de representar o Brasil em 2021 nos Jogos Olímpicos de Tóquio, ele ainda é o recordista sul-americano da maratona, com 2:04:51. A histórica marca foi obtida na terceira maratona do corredor, em abril de 2022, em Seul (Coreia do Sul). Ele quebrou o recorde brasileiro e sul-americano, que durava 24 anos e pertencia a Ronaldo da Costa, que fez o tempo de 2:06:05 na Maratona de Berlim de 1998, então recorde mundial. Esta marca é a mais rápida para a distância por um maratonista não nascido na África.

Em abril de 2023, Danielzinho obteve o índice olímpico para os Jogos de Paris 2024, ao fechar em quarto lugar a Maratona de Hamburgo, com o tempo de 2:07:06. Mas, em julho de 2024, às vésperas dos Jogos Olímpicos, testou positivo para esteroides anabolizantes durante um teste-surpresa feito pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD).

As análises encontraram traços de drostanolona, metenolona e nandrolona (três hormônios anabolizantes). Foi preventivamente suspenso e impedido de participar dos Jogos Olímpicos. Em maio de 2025, a Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) suspendeu o atleta por cinco anos por doping. A punição foi definida de forma retroativa a 15 de julho de 2024 (data do seu teste). Dessa forma, o atleta está banido do esporte até julho de 2029.


Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumula para R$ 135 milhões; confira as dezenas sorteadas

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Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.039 da Mega-Sena, realizado neste domingo (2)  no Espaço da Sorte, em São Paulo. O prêmio acumulou e está estimado em R$ 135 milhões para o próximo concurso.

Os números sorteados são: 14 – 16 – 21 – 39 – 53 – 58.

  • 86 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 45.932,28 cada
  • 6.332 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.028,31 cada

Apostas

As apostas puderam ser registradas até as 22h do sábado (1º) em todas as lotéricas do país, pelo portal Loterias Caixa e pelo aplicativo Loterias Caixa, disponível para usuários das plataformas Android e iOS. A compra de cotas de bolões pelos canais digitais teve um prazo maior e ficou disponível até as 10h45 deste domingo, pouco antes da realização do sorteio.

O próximo concurso está previsto para terça-feira (4). A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Fonte: Agência Brasil

Democrata define Wilson Grassi Júnior candidato à Presidência

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A convenção do partido Democrata realizada este domingo (2), no Rio de Janeiro, oficializou a candidatura de Wilson Grassi Júnior ao cargo de presidente da República. A candidatura de vice-presidente permaneceu aberta à definição da Comissão Executiva Nacional da legenda, com a possibilidade de formação de uma coligação.

Nascido em São Paulo, Grassi Júnior é veterinário de formação. Ele atuou como conselheiro da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de São Paulo (Anclivepa-SP) no projeto de implantação e gestão do primeiro hospital público para cães e gatos do país, no Tatuapé, zona leste de São Paulo.

Essa é a primeira convenção do Democrata desde que mudou de nome, em dezembro de 2025, quando deixou de ser chamado Partido da Mulher Brasileira (PMB). Desde que foi criado, em 2008, é a primeira vez que legenda lança candidato à Presidência da República.

A Agência Brasil acompanha os resultados das convenções nacionais partidárias para as eleições de 2026.

As próximas oficializações de candidatos previstas são:

  • União Brasil: 4 de agosto
  • PRD: 5 de agosto
  • Solidariedade: 5 de agosto

Oito partidos ainda não definiram a data das convenções nacionais. São eles Avante, Cidadania, Podemos, PP, PSDB, PSOL, Rede e Republicanos.

Fonte: Agência Brasil

Tenista Laura Pigossi é campeã na Espanha e volta ao top 200

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A tenista Laura Pigossi é campeã de simples do W100 de Gran Canaria, na Espanha, torneio que faz parte do circuito da Federação Internacional de Tênis (ITF). A conquista do torneio, disputado em quadras de saibro, foi confirmada na tarde deste domingo (2) para a número 2 do Brasil e 239ª do mundo.

A brasileira bateu na decisão a turca Berfu Cengiz (353ª do ranking) de virada por 6/7 (2-7), 6/1 e 6/3. Foram duas horas e 28 minutos de partida. Pigossi chegou a ficar atrás por 1/3 na parcial decisiva e fez cinco games seguidos para se tornar campeã.

A medalhista de bronze nas duplas femininas dos Jogos Olímpicos de Tóquio, ao lado de Luisa Stefani, ganha o 13º título profissional de simples na carreira e o primeiro na temporada. O torneio de maior pontuação que ela havia vencido foi o WTA 125 de Buenos Aires em 2023. Depois disso, foi campeã do W50 em Pretória, na África do Sul, do W75 em São Paulo, em 2024, e do W35 também na capital paulista.

Desse torneio vencido neste domingo, além dos 13.715 euros, ela levará 100 pontos e deverá alcançar o 195º lugar no ranking mundial. A melhor marca de sua carreira é a 100ª posição do ranking em agosto de 2022.

Durante a competição na Espanha, a brasileira eliminou a ex-top 40, Polona Hercog, na estreia. Chegou às quartas com a desistência da alemã Caroline Werner, no segundo set das oitavas. Na sequência, passou por duas cabeças de chave: a espanhola Andrea Lazaro e a jovem tcheca Dominika Salkova, 121ª do mundo, na semifinal.

Fonte: Agência Brasil

Carol e Rebecca estão na final do Circuito Mundial de vôlei de praia

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A manhã deste domingo (2) foi marcada por vitória brasileira nas areias da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. A dupla Carol Solberg e Rebecca, líderes do ranking mundial, passou pelas americanas Kraft/Cheng por 2 sets a 0 (25/23, 21/16) na semifinal da etapa do Circuito Mundial de vôlei de praia no Rio de Janeiro

Agora, ainda neste domingo, a partir das 18h, elas disputam o título da etapa contra as holandesas Stam e Schoon, que eliminaram a dupla francesa formada por Vieira/Chamereau por 2 a 0 (21/18, 21/13). No naipe masculino, os representantes brasileiros Evandro/Arthur e André/Renato foram eliminados nas quartas de final do torneio.

Fonte: Agência Brasil

Mulheres são maioria no setor de seguros, mas minoria na liderança

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As mulheres representam a maioria da força de trabalho no mercado de seguros e de previdência privada aberta no Brasil. No entanto, essa presença ainda não se reflete nos postos de comando das empresas nem na contratação de produtos do setor. É o que mostra a primeira edição da pesquisa FeMa Meter, divulgada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão que supervisa o setor.

O levantamento reúne informações de 142 empresas supervisionadas pela autarquia e busca mapear a participação feminina tanto como profissionais quanto como consumidoras de seguros e planos de previdência privada aberta. A iniciativa deve servir de base para a formulação de políticas públicas voltadas à inclusão no mercado securitário.

Principais dados

  • Mulheres representam 54,4% da força de trabalho das empresas participantes;
  • Elas ocupam 28,5% dos cargos de gestão executiva;
  • Apenas 18,5% das vagas em conselhos de administração são ocupadas por mulheres;
  • A participação feminina como titular de seguros e de planos de previdência privada aberta também é inferior à dos homens nos segmentos analisados.

Desigualdade na liderança

Apesar de serem maioria entre os trabalhadores do setor, as mulheres continuam sub-representadas nos cargos de maior poder de decisão.

Segundo a pesquisa, a presença feminina diminui à medida que aumenta o nível hierárquico dentro das empresas, evidenciando um desequilíbrio entre participação na força de trabalho e acesso às posições estratégicas de liderança.

Consumo de seguros

O estudo também identificou que as mulheres ainda contratam menos produtos de seguros e de previdência privada aberta do que os homens.

A Susep destaca que compreender esse comportamento é importante para ampliar a inclusão securitária e desenvolver produtos mais adequados ao perfil das consumidoras.

Como a pesquisa foi feita

A pesquisa utilizou dados referentes a 31 de dezembro de 2024, enviados por 142 empresas supervisionadas pela Susep. Desse total, 129 são seguradoras, e 13 são entidades abertas de previdência complementar.

O levantamento empregou a ferramenta FeMa Meter, desenvolvida pela Access to Insurance Initiative, organização internacional sem fins lucrativos criada para promover a inclusão em seguros, especialmente em países em desenvolvimento e mercados emergentes.

Os dados foram complementados por planilhas elaboradas pela Susep para coleta de informações adicionais sobre seguros de automóveis, seguros residenciais e previdência privada aberta. As informações passaram por etapas de validação e comparação com outras bases da autarquia antes da consolidação dos resultados.

Objetivo do estudo

A pesquisa integra o Plano de Regulação da Susep para 2025 e faz parte das iniciativas voltadas à produção de informações que ajudem a orientar políticas públicas para o mercado de seguros.

Segundo a autarquia, o objetivo é ampliar o conhecimento sobre a participação feminina no setor e contribuir para a construção de um mercado mais inclusivo, tanto para profissionais quanto para consumidores.

O relatório completo da pesquisa está disponível no portal da Susep.

Fonte: Agência Brasil