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Milei faz nova tentativa de ampliar venda de terras a estrangeiros

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O governo de Javier Milei tenta votar novamente no Senado, nesta quinta-feira (6), projeto de lei que altera os limites para estrangeiros comprarem terras na Argentina. Oposição e setores sociais acusam governo de “entreguismo” e convocaram protestos para o momento da votação.

O Senado argentino vinha resistindo a votar a proposta original da Casa Rosada de acabar com qualquer limite para compra de terras por estrangeiros, que atualmente é de 15% nos níveis nacional, provincial e municipal.

Devido à dificuldade em avançar com a matéria, o governo Milei apresentou, nessa terça-feira (4), uma proposta mais moderada, que amplia o limite para 25% por província do país.

Em meados de julho, o governo argentino tentou votar o tema no Senado, mas o projeto foi retirado de pauta por falta de apoio. A Casa Rosada defende o fim do limite previsto em lei de 2011 alegando que a restrição impediria os investimentos internacionais no país.

“[A legislação] implicava uma limitação irrazoável que, longe de constituir uma verdadeira proteção, levava a um condicionamento e desincentivo ao investimento internacional, principalmente no setor agrícola, um dos principais setores produtivos do país”, diz comunicado do governo argentino enviado ao Senado, em março deste ano. 

Milei já havia tentado derrubar a restrição, por meio de decreto presidencial, assim que assumiu o poder, em dezembro de 2023. Porém, a mudança foi suspensa pelo Poder Judiciário, levando a Casa Rosada a buscar alterar a regra via Legislativo.

A organização não governamental (ONG) Observatório de Terras da Argentina, que reúne pesquisadores contrários à mudança, calcula que quase 5% das terras do país estão em mãos de estrangeiros, o que representa 13 milhões de hectares, área equivalente ao tamanho da Inglaterra.

Segundo o observatório, 36 departamentos superam o limite legal de 15%, como Lácar (Neuquén), General Lamadrid (La Rioja) y Molinos y San Carlos (Salta), cujo percentual de terras em mãos estrangeiras supera 50%.

Colonialismo

A organização argumenta que a mudança coloca em risco o acesso do povo argentino a rios, lagos e nascentes, o que representaria um estatuto “colonial”.

“Esta reforma visa facilitar dinâmicas de apropriação e concentração que podem envolver o controle sobre extensas áreas de terra e recursos naturais estratégicos, sem necessariamente gerar uma circulação local das rendas obtidas”, diz informe da ONG. 

Assinado pelos especialistas Pablo Volkind, Matías Oberlin y Julieta Caggiano, o informe acrescenta que o texto é um atentado à soberania nacional que põe os recursos naturais do país a serviço de corporações estrangeiras.

“Isso só aumentará o conflito social em cada um dos territórios onde for implementado. Como já apontamos, a Lei de Propriedade Estrangeira, promovida por Federico Sturzenegger [ministro da Desregulação e Transformação] em nome do governo nacional, é apresentada como um novo marco legal para o colonialismo”, concluem os especialistas.

Segundo o governo MIlei, a mudança não afetaria a soberania porque proíbe a venda de terras para Estados estrangeiros, permitindo apenas para a iniciativa privada.

Defesa da propriedade privada

O projeto que amplia o limite para venda de terras argentinas a estrangeiros faz parte de um pacote mais amplo de mudanças legislativas defendidas pelo governo argentino, chamada de Lei de Inviolabilidade da Propriedade Privada.

O pacote tem medidas que, entre outras mudanças, aceleram os processos de despejos, dificultam as expropriações estatais e reduzem as restrições para venda de áreas protegidas ambientalmente após incêndios florestais.

Fonte: Agência Brasil

Governo de SP diz que não haverá demissões de funcionários da CPTM

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Em audiência de conciliação na tarde desta quarta-feira (5) entre sindicato, Companhia Paulista de Transporte Metropolitano (CPTM) e o governo de São Paulo, o estado apresentou a proposta de não demitir nenhuma trabalhador da empresa.

“Estamos esclarecendo e reforçando as informações de que, ao contrário do que alega o sindicato, não há na CPTM nenhuma demissão em curso decorrente do processo de concessão”, destaca comunicado do governo estadual.

O texto diz ainda que dos, 4.648 funcionários empregados em junho de 2026, 2.171 estão trabalhando atualmente na Linha 10-Turquesa. De acordo com a nota, os demais funcionários serão realocados para outros órgãos como o Metrô, Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), entre outros.

A manutenção dos empregos é uma das reivindicações da categoria e um dos motivos para a greve que paralisa parcialmente há dois dias as linhas 11, 12 e 13 da CPTM.

Essas linhas foram concedidas à Trivia Trens em julho. Logo nos primeiros dias de funcionamento sob o comando da empresa privada, ocorreram diversos problemas técnicos, como o incêndio de uma composição com passageiros. A gravidade da situação fez com que o governo do estado colocasse os funcionários da CPTM de volta na operação das três linhas privatizadas. A intervenção da estatal tem duração de 90 dias.

Os trabalhadores da CPTM estão em assembleia na tarde de hoje para decidir se aceitam a proposta do governo e encerram a greve.

Fonte: Agência Brasil

Bolsonaro pede ao STF para receber os filhos no Dia dos Pais

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O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para receber a visita de seus filhos no próximo domingo (9) para comemorar o Dia dos Pais.

Bolsonaro está em prisão domiciliar e quer autorização para receber os filhos Carlos, Jair Renan e Flávio Bolsonaro.

Em petição enviada ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados do ex-presidente afirmaram que a visita terá “caráter humanitário” para preservar os vínculos familiares. Bolsonaro está proibido de receber visitas na prisão domiciliar pelo prazo de 30 dias, que acaba em 17 de agosto.

No mês passado, a medida foi determinada pelo ministro após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicar nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente. Bolsonaro está proibido de usar a internet, inclusive por meio de terceiros, durante a prisão domiciliar. 

Na mesma decisão, Moraes acrescentou que Bolsonaro está proibido de receber visitas com finalidade político-eleitoral até o término das eleições de outubro.

O ex-presidente também não pode divulgar manifestos eleitorais, inclusive por meio de terceiros, por qualquer meio de divulgação.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.

Fonte: Agência Brasil

Inscrições para exame de proficiência em português terminam quinta

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As inscrições para a segunda edição de 2026 do Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras) seguem abertas até as 23h59 desta quinta-feira (6).

Interessados devem se inscrever pelo Sistema Celpe-Bras do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Podem participar pessoas cuja língua materna não seja o português e que querem comprovar nível de proficiência na variante brasileira do idioma.

No momento da inscrição, o participante deve indicar país e posto em que pretende realizar as provas, número de passaporte ou documento de identificação válido no país de inscrição e data de nascimento. É preciso fornecer ainda endereço de e-mail e número de telefone válidos.

Acessibilidade e inclusão

Participantes que desejem tratamento pelo nome social ou que precisem de atendimento especializado no dia do exame devem fazer a solicitação no momento da inscrição, enviando a documentação necessária.

Taxa de inscrição

O valor da taxa de inscrição será estabelecido pelo posto aplicador, considerando o valor do custo da aplicação do exame no país. O Inep sugere que o candidato entre em contato com o posto de sua preferência para mais informações. O pagamento pode ser efetuado até 7 de agosto.

De acordo com o edital, nos postos aplicadores no Brasil, a sugestão do Inep é que o valor cobrado seja R$ 259. No exterior, o edital sugere o valor equivalente a US$ 190 para as instituições privadas e/ou vinculadas ao Ministério das Relações Exteriores.

Provas

As duas partes do exame – escrita e oral – serão aplicadas pelo Inep em postos aplicadores no Brasil e no exterior, credenciados pelo Ministério da Educação. A aplicação das provas no Brasil ocorrerá de 20 a 23 de outubro e, no exterior, de 24 a 27 de novembro.

Entre os postos aplicadores estão instituições de educação superior, representações diplomáticas, missões consulares, centros e institutos culturais, e outras instituições interessadas na promoção e na difusão da língua portuguesa.

Entenda

Criado em 1994, o Celpe-Bras é aceito em universidades para ingresso em cursos de graduação e em programas de pós-graduação e também por empresas brasileiras.

O exame ainda é admitido em processos de validação de diplomas de profissionais estrangeiros que pretendem trabalhar no país.

 

Fonte: Agência Brasil

Homenagem destaca papel do monitor educacional e discute demandas da categoria

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Em homenagem ao Dia do Monitor Educacional — celebrado em 31 de julho —, a Câmara Legislativa realizou sessão solene na manhã desta terça-feira (5). O evento foi uma iniciativa do deputado distrital Jorge Vianna (Democrata), autor da lei que deu origem à data comemorativa.

A solenidade reuniu representantes da categoria e gestores da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) para enaltecer o trabalho dos monitores educacionais, principalmente no apoio aos alunos com deficiência. “Os monitores são fundamentais. Sem vocês, provavelmente não teríamos o sucesso da inclusão, embora ainda existam desafios”, analisou a secretária de Educação do DF, Iêdes Braga.

A profissão tem o papel de “suporte operacional às atividades de cuidado, higiene e estímulo de crianças”, conforme definido na lei que regulamenta a carreira de assistência à educação no DF.

Para a coordenadora da Regional de Ensino de Taguatinga, Daniela Freitas, o monitor educacional é uma referência para a comunidade escolar. “Vocês são a ponte entre o professor, o estudante, a família e a gestão da escola. Os monitores criam um vínculo muito importante tanto para os alunos quanto para as mães, que se sentem seguras ao deixar os filhos na escola”, observou a coordenadora.

 

Rinaldo Morelli/Agência CLDF

 

Demandas 

De acordo com o monitor e sindicalista Sergio Dionizio, a categoria enfrenta falta de reconhecimento nas escolas e dificuldades com a redistribuição dos monitores. Os profissionais trocam anualmente de escola, o que ocasiona frequentes mudanças na rotina dos trabalhadores. “Nós precisamos do fim da redistribuição ou, pelo menos, que seja feita no ano corrente, não no início do ano seguinte”, pleiteou Sergio. Ele explicou que, dessa forma, os monitores teriam mais tempo e melhores condições para reorganizar suas rotinas e dinâmicas familiares.

A monitora Fabiana Zumba acrescentou que a redistribuição anual dificulta que os monitores sejam reconhecidos pela gestão das escolas e consigam desenvolver suas carreiras profissionais. “É muito difícil concorrer para cargos de gestão quando você é novato todo ano. Demora tempo para ser reconhecido pela gestão e pela comunidade escolar como uma funcionária competente, uma pessoa capacitada. Essa redistribuição acaba nos prejudicando”, constatou Fabiana. 

Ao longo da sessão solene, participantes também citaram avanços da categoria, como o aumento da quantidade de monitores na rede pública e a criação da Lei nº 7.889/2026, que exige a disponibilização de equipamentos de proteção individual (EPIs) aos monitores.  A legislação, promulgada em maio deste ano, garante o acesso a luvas descartáveis, máscaras faciais e álcool 70%, entre outros itens necessários para o suporte na higiene, alimentação e cuidados pessoais dos alunos.

 

Rinaldo Morelli/Agência CLDF

 

A norma também se aplica aos educadores sociais voluntários, que desempenham funções semelhantes aos monitores, mas na condição de voluntários temporários, não de servidores efetivos. Segundo o autor da lei, deputado Jorge Vianna, a oferta de EPIs é importante porque esses trabalhadores são expostos a secreções e outros fluidos corporais ao desempenharem suas atividades.

Além da questão da salubridade, o parlamentar falou sobre agressões sofridas pelos monitores, como arranhões e tapas por parte de alunos. “Vocês estão com hematomas e ninguém fala nada. Precisamos discutir isso de forma mais séria. Nós não podemos aceitar agressão no ambiente de trabalho com a justificativa de que o aluno não tem controle”, defendeu Jorge Vianna.

Ao final do evento, foi realizada a entrega de moções de louvor. A sessão solene completa está disponível no YouTube da TV Câmara Distrital.

Confira fotos da sessão no Flickr da CLDF

Informamos que a cobertura realizada pela Agência CLDF, durante o
período eletivo, estará ajustada à Lei 9.504/1997 e às orientações da Justiça Eleitoral.

Fonte: Agência CLDF

Brasil rebaixa relação com Argentina após novos insultos de Milei

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O governo do Brasil decidiu rebaixar o nível das relações bilaterais com a Argentina após as sucessivas agressões do presidente Javier Milei contra o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

O Ministério das Relações Exteriores decidiu que o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, não deve regressar à Argentina enquanto as agressões do Milei continuarem. Os insultos foram considerados um desrespeito inaceitável em relações bilaterais.

O Brasil agora será representado no país vizinho por um Encarregado de Negócios, cargo mais baixo que expressa esse rebaixamento diplomático.  

Em 26 de julho, o embaixador brasileiro Bitelli foi convocado a voltar a Brasília após Milei xingar o presidente Lula em convenção partidária do Partido Liberal (PL), que indicou o senador Flávio Bolsonaro a disputar a Presidência da República.  

Na ocasião, Milei chamou Lula de “presidiário” e atacou o ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do julgamento que condenou o pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

“Não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao Chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro”, rebateu o Itamaraty, em nota.

Nos dias seguintes à convenção do PL, as agressões de Milei contra Lula continuaram com insultos como “ladrão” e “lixo socialista”. Milei também continuou insultando o STF em manifestações públicas.

Essas reiteradas agressões motivam o Brasil a decidir não enviar de volta à Argentina o embaixador Julio Bitelli. A decisão deve ser mantida enquanto os insultos continuarem.

Argentina

Por meio de nota divulgada nas redes sociais, o governo da Argentina lamentou a decisão “unilateral” do governo brasileiro, argumentando que ela foi adotada por questões “puramente ideológicas”.

“Nunca respondemos a uma diferença política com uma medida institucional. Esse critério é o que a Argentina sustenta hoje”, disse o Ministério das Relações Exteriores da Argentina.

O governo brasileiro tem defendido que mantém relações diplomáticas com governos de todos os perfis ideológicos, tendo sido as ofensas o motivo do rebaixamento das relações diplomáticas.

Repercussão

A decisão brasileira teve repercussão nos jornais do país vizinho. O Clarín, um dos mais tradicionais da Argentina, classificou a decisão como “dura sanção diplomática”.

O jornal Infobae disse que a relação entre os dois países está em uma “crise sem precedentes”, destacando que a medida preocupa o empresariado da Argentina.  

O Brasil é o principal parceiro comercial da Argentina, sendo destino de 12,6% das exportações de bens do país, à frente da China com 9,9% e Estados Unidos, com 9,8%, no acumulado de janeiro a junho deste ano, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos da Argentina (Indec). 

Em 2025, a Argentina figurou como o terceiro principal destino das exportações brasileiras, que representaram US$ 18,1 bilhões em bens vendidos, o que soma 5,2% do total exportado pelo Brasil. Os dados são da Comex Stat, o banco de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

Fonte: Agência Brasil

Atitude irresponsável, diz Lula após revogação de visto de embaixadora

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como atitude irresponsável e impensada a revogação do visto da embaixadora brasileira nos Estados Unidos (EUA), Maria Luiza Ribeiro Viotti, anunciada nessa terça-feira (4) pelo governo de Donald Trump.

O país norte-americano justificou a medida pela demora do Brasil na resposta à concessão de aprovação diplomática do indicado do governo de Donald Trump a assumir a embaixada dos EUA no Brasil.

O governo brasileiro rebateu as alegações, afirmando serem falsas.

“Ele [Trump] então tomou a atitude de caçar o visto da nossa embaixadora. Se ela sair [dos Estados Unidos] e vier pra cá, vai ter que tirar o visto outra vez. Uma atitude irresponsável, impensada, para um país que tem 203 anos de diplomacia, de relação diplomática. Desnecessário”, disse Lula.

A declaração foi feita durante entrevista conjunta ao Meteoro Brasil e ao podcast Os Três Elementos nesta quarta-feira (5).

“Os Estados Unidos não dão importância pra embaixador no Brasil. Faz um ano e meio que ele [Trump] está no poder e não mandou pra cá. Aí, tentou mandar e acha que a gente tem a obrigação de fazer a data que eles querem. Não é correto, não é possível. Queremos ser tratados com respeito”, completou.

Em sua fala, Lula voltou a afirmar que não vai aceitar qualquer tentativa de interferência estrangeira nas eleições de outubro.

“O Brasil não só está preparado como vai enfrentar qualquer pessoa de fora que queira interferir no nosso processo eleitoral”.

 

 

Fonte: Agência Brasil

Polícia do Rio faz operações para prender dezenas de integrantes do CV

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza uma operação, na manhã desta quarta-feira (5), para cumprir dezenas de mandados de prisão contra suspeitos de integrar o Comando Vermelho (CV), principal organização criminosa do estado.

Os alvos da ação formam um braço da quadrilha, que tem se especializado no roubo de automóveis. A Agência Brasil apurou que oito pessoas tinham sido presas até as 11h.

A investigação comandada pelo Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-CAP) faz parte da Operação Contenção, voltada especificamente para enfraquecer o CV no Rio de Janeiro.

Os supostos criminosos são da comunidade Fallet-Fogueteiro, em morros da região central da capital fluminense.

Desmanche ilegal

De acordo com a investigação, a quadrilha aumentou a atuação no roubo de veículos em bairros do entorno, como forma de aumentar o poder econômico e capacidade de atuação.

Segundo a polícia, os veículos furtados ou roubados “abasteciam desmanches clandestinos, o comércio ilegal de peças e eram utilizados em outras ações ilegais, o que alimentava um ciclo de financiamento da organização”.

A investigação foi iniciada mirando o tráfico de drogas, mas a mancha criminal (concentração de ocorrências) em bairros próximos à comunidade – Santa Teresa, Centro e Grande Tijuca – apontou aumento nos registros de roubos e furtos de veículos, no sentido contrário ao comportamento desse tipo de crime na cidade, que vem apresentando redução.

Delegacias especializadas e a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), divisão de elite da Polícia Civil, apoiam a operação.

A polícia diz que realizou “amplo trabalho” de inteligência, com análise de imagens, cruzamento de dados e diligência que permitiram fundamentar a representação pelos pedidos de prisão preventiva, que foram deferidos pela Justiça.

Operação Contenção

A Operação Contenção foi iniciada em 2025 e é voltada a desarticular a estrutura financeira, logística e operacional do CV, facção que domina diversas regiões da capital fluminense e do estado.

A primeira fase da operação foi a realizada no fim de outubro do ano passado, no Complexo do Alemão, zona norte do Rio, que terminou com 122 mortos, sendo 117 suspeitos e cinco policiais. 

A ação é considerada a mais letal da história do país. 

Desde então, a Contenção soma 137 suspeitos mortos, 370 presos e cerca de 480 armas apreendidas, entre elas 190 fuzis.

 

Fonte: Agência Brasil

Assinatura digital e lacração impedem alteração em sistemas eleitorais

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A cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais impedem qualquer alteração nos programas que operam as urnas eletrônicas após sua conclusão. Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Júlio Valente, nem o próprio tribunal pode modificar os sistemas após essa etapa. Qualquer alteração só seria possível mediante a realização de uma nova cerimônia pública, com a participação das entidades responsáveis pela fiscalização de todo o processo eleitoral.

O secretário explicou que a cerimônia, realizada entre agosto e setembro, marca o encerramento do desenvolvimento dos sistemas utilizados nas eleições, com a participação de instituições fiscalizadoras e do presidente da Corte, que assinam digitalmente os programas. A partir desse momento, eles tornam-se definitivos. 

“Nesse momento, os sistemas estão encerrados, são finalizados, nada mais pode mudar. Depois dessa assinatura, mesmo que a Justiça Eleitoral deseje, mesmo que o TSE queira, não é mais possível mexer nos sistemas.”, afirmou. 

Segundo o secretário de TI, essa etapa busca garantir que os programas utilizados nas urnas permaneçam exatamente os mesmos até o dia da votação, explicando que não é possível nenhuma modificação, nem interna, nem externa, a não ser que todos sejam chamados novamente para uma nova cerimônia de assinatura digital e lacração. 

Verificação em diferentes etapas

O secretário Júlio Valente afirmou que a proteção dos sistemas é acompanhada por procedimentos de conferência ao longo de toda a preparação das eleições.

Na fase de geração das mídias e preparação das urnas, partidos políticos e demais entidades fiscalizadoras podem verificar se os programas instalados correspondem aos sistemas previamente lacrados. A conferência também ocorre nas seções eleitorais, antes do início da votação, quando o juiz eleitoral verifica a autenticidade do software instalado em cada equipamento.

Segundo o secretário, procedimentos semelhantes são realizados nos equipamentos responsáveis pela transmissão dos boletins de urna e nos sistemas instalados no próprio Tribunal Superior Eleitoral.

Teste de integridade

Outro mecanismo de auditoria destacado pelo secretário é o Teste de Integridade das urnas eletrônicas, realizado desde 2002.

Na véspera da eleição, centenas de urnas são sorteadas em evento público e retiradas das seções eleitorais para participação no teste. No dia da votação, esses equipamentos recebem votos simulados em ambiente controlado, enquanto uma empresa de auditoria acompanha todo o procedimento.

Ao final da simulação, o resultado produzido pelas urnas é comparado com os votos previamente registrados pela equipe responsável pelo teste.

Segundo Valente, em mais de duas décadas de realização desse procedimento, nunca foi identificada divergência entre os votos inseridos e os resultados apresentados pelas urnas.

“O teste confirma a higidez do processo eleitoral informatizado brasileiro”, afirmou.


Fonte: Agência Brasil

Capoeira é celebrada na CLDF como patrimônio cultural e instrumento de transformação social

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Ao som do Hino Nacional executado por atabaques e com direito a uma roda de capoeira no foyer do plenário, a Câmara Legislativa realizou, na noite desta terça-feira (4), sessão solene em comemoração ao Dia do Capoeirista. A homenagem foi proposta pela deputada Jaqueline Silva (MDB) e reuniu mestres, professores, atletas e representantes de grupos de diversas regiões administrativas do DF.

Durante a cerimônia, autoridades e capoeiristas destacaram a importância da prática como ferramenta de inclusão social, educação e preservação da cultura brasileira. Também defenderam políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos projetos sociais desenvolvidos pelos grupos e à ampliação da presença da capoeira nas escolas públicas.

Em seu pronunciamento de abertura, Jaqueline Silva ressaltou o papel dos capoeiristas na formação de crianças e jovens. “Não há uma cidade sequer que eu visite no Distrito Federal que não tenha projetos de capoeira. Quando a gente fala de capoeira, não estamos falando apenas de um esporte. Estamos falando de uma ferramenta que tem transformado e salvado vidas”, afirmou.

A parlamentar também destacou a necessidade de avançar no reconhecimento institucional da atividade e defendeu sua inclusão no currículo da rede pública de ensino. “Não vou aceitar que outros estados tenham a capoeira dentro das salas de aula de suas escolas públicas como matéria curricular e o Distrito Federal não faça o mesmo. Vamos trabalhar para avançar nessa pauta”, declarou.

 

Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF

Em um resgate histórico da trajetória da modalidade, Mestre Tatá lembrou que a capoeira superou décadas de perseguição e criminalização para se tornar um símbolo da cultura brasileira reconhecido internacionalmente. “Ela foi um divisor de águas na minha vida e na vida de milhares de pessoas. Hoje, leva a cultura brasileira e a língua portuguesa para mais de 150 países, tornando-se um dos maiores símbolos da identidade do Brasil no mundo”, destacou. Segundo ele, Brasília também se consolidou como referência nacional pela união e colaboração entre mestres e grupos.

O deputado federal Júlio Cesar (Republicanos-DF) também participou da homenagem e destacou a relevância cultural e social da modalidade. “A capoeira é uma das mais belas expressões da cultura brasileira. Ela reúne história, arte, esporte e música, mas, acima de tudo, valores que ajudam a formar cidadãos. Os mestres e praticantes preservam um patrimônio cultural do Brasil e transformam vidas por meio da inclusão social, da educação e do esporte”, declarou.

Dia a dia do capoeirista

Os relatos pessoais marcaram a solenidade. O mestre Pedro Teles, por exemplo, contou como retomou a carreira na capoeira após descobrir mecanismos de apoio e financiamento para projetos culturais e esportivos. Neste ano, decidiu dedicar-se exclusivamente à atividade. “Hoje, estou pagando minhas contas com aquilo que ganho da capoeira. Estou muito contente. Precisei quebrar esse tabu e quero dizer para todos: acreditem na capoeira e não se vendam barato”, afirmou.

Já o atleta e mestre Erick Maia relatou que a modalidade lhe permitiu viajar pelo mundo, construir amizades e transformar sonhos de infância em realidade profissional. “Graças à capoeira conheci diversos países e alcancei conquistas que um dia pareciam muito distantes. Hoje sou atleta profissional de capoeira e de MMA. A capoeira me ensinou a cair, levantar, vencer com humildade e perder com dignidade”, disse.

 

Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF

A importância dos projetos sociais foi enfatizada pela mestre Elisângela Lima. Integrante da Associação Capoeiristas do Rei, ela relatou que sua vida e a de seus filhos foram transformadas pela prática. “Foi através desse apoio que minha vida foi transformada. Hoje tenho uma família de capoeiristas. Os projetos tiram crianças da rua, ensinam disciplina e ajudam a acolher quem estava vulnerável às drogas e à violência”, afirmou.

Também emocionado, Mestre Canela destacou o crescimento de um trabalho iniciado de forma simples em Planaltina e que atualmente alcança alunos em diferentes estados e até em Portugal. Para ele, o maior resultado da capoeira não está nos recursos financeiros ou nos títulos conquistados. “O maior sucesso é ver o aluno andar de cabeça erguida e dizer com orgulho: ‘eu sou capoeirista’. Nossos alunos são pessoas de caráter, cidadãos que construíram uma vida digna”, declarou.

Capoeira nas Escolas

A inserção da capoeira na rede pública de ensino foi uma das principais pautas defendidas durante a solenidade. Em seu pronunciamento, Mestre Kel informou que representantes do setor participaram da elaboração de um projeto de lei para ampliar a presença da modalidade nas escolas do DF. “A capoeira é uma prática educativa e está diretamente ligada à história da população negra no Brasil e pode contribuir com diversas áreas do conhecimento e com a formação cidadã dos estudantes”, argumentou.

Representando a Secretaria de Esporte e Lazer, o subsecretário Nivaldo Félix classificou a capoeira como uma atividade multidisciplinar que reúne arte, música, história, dança e esporte. “Nada mais apropriado dentro de uma escola do que a capoeira. Ela dialoga com várias disciplinas e seria um presente para a educação brasileira”, afirmou.

Confira a cobertura fotográfica completa da cerimônia no Flickr da CLDF

 

 

Fonte: Agência CLDF