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Médicos do Corpo de Bombeiros são reconhecidos como cidadãos honorários de Brasília

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Em sessão solene realizada na noite de ontem (18), no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal, os médicos e tenentes-coronéis do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), Halmélio Alves Sobral Neto e Estevam José de Medeiros Guimarães, foram condecorados como Cidadãos Honorários de Brasília. A iniciativa, de autoria do deputado Roosevelt Vilela (PL), reuniu autoridades, familiares e membros da corporação para celebrar a trajetória de dedicação dos homenageados à saúde pública e ao serviço militar na capital.

O deputado Roosevelt Vilela, que também é membro da reserva do CBMDF, destacou em seu discurso que a honraria é um reconhecimento aos “atos de relevante interesse social” praticados por cidadãos naturais de outros estados que ajudaram a construir a história do Distrito Federal. Vilela ressaltou que a aprovação dos nomes foi unânime entre os 24 distritais, refletindo o prestígio dos médicos. “Valeu a pena construir uma história de trabalho, de estudo e de reconhecimento. A sociedade do DF diz hoje a cada um dos senhores: muito obrigado pela trajetória que construíram”, afirmou o parlamentar.

 

David Calaça/Agência CLDF

 

Nascido em Campina Grande (PB), Estevam José de Medeiros Guimarães chegou a Brasília aos seis anos de idade. Médico ortopedista formado pela Universidade Federal da Paraíba, consolidou sua carreira na Capital Federal, ingressando no CBMDF em 1990. Além de sua atuação clínica, Estevam é um dos únicos médicos da corporação com o título de mergulhador de resgate.

Em sua fala, o médico relembrou os desafios da infância e a determinação de sua família. Ele destacou sua atuação na medicina esportiva, atendendo equipes como o time de basquete de Brasília, e seu trabalho voluntário na ONG Pisco de Luz, que leva energia solar a comunidades isoladas e aldeias indígenas. “A técnica precisa estar a serviço do ser humano, do paciente. Minha gratidão é imensa por este título de tamanha importância para minha vida e minha família”, declarou.

Natural de Belém (PA), o oftalmologista Halmélio Alves Sobral Neto mudou-se definitivamente para Brasília após aprovação em residência médica no Hospital das Forças Armadas (HFA) e, em 1988, ingressou no CBMDF. Sua carreira é marcada por importantes cargos de gestão, tendo sido diretor-geral do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) e secretário de Saúde do Estado do Pará.

 

David Calaça/Agência CLDF

 

Durante a solenidade, Halmélio emocionou-se ao recordar sua participação no projeto Amazônia Visão 2000, que durante 15 anos levou atendimento oftalmológico especializado a populações ribeirinhas e indígenas na Amazônia Legal. “Aprendemos que a medicina vai muito além da técnica. Ela é, sobretudo, um instrumento de aproximação humana, solidariedade e respeito às diferenças culturais”, pontuou. O médico encerrou agradecendo à corporação que o acolheu: “Dedico meu amor, respeito e lealdade incondicional ao Corpo de Bombeiros”.

A cerimônia também foi marcada por homenagens em vídeo de familiares e colegas, que destacaram o humanismo e a ética profissional dos dois novos cidadãos honorários de Brasília. No final, o deputado Roosevelt Vilela reiterou que os homenageados agora integram formalmente o “grupo seleto de pessoas que se dedicam à construção de uma cidade melhor”.

Fonte: Agência CLDF

Primeiros navios-tanque atravessam estreito após acordo com Irã

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Três petroleiros com bandeira saudita, transportando 6 milhões de barris de petróleo, atravessaram o Estreito de Ormuz nesta quinta-feira (18), poucas horas depois que o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, assinou um acordo para pôr fim à guerra que tem prejudicado o abastecimento global de energia.

No Líbano, no entanto, onde mais de 1 milhão de pessoas estão deslocadas devido aos combates, as forças israelenses lançaram novos ataques aéreos na manhã de hoje, levantando dúvidas sobre até onde Trump irá para forçar seus aliados de guerra a interromper uma ofensiva que ele agora se comprometeu a encerrar.

Trump assinou, nessa quarta-feira (17), o “memorando de entendimento” para encerrar a guerra, assim como o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, fazendo com que o acordo entrasse em vigor dois dias antes do previsto. O acordo prevê a abertura imediata do Estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio dos EUA aos portos iranianos.

Embora as empresas de transporte marítimo afirmem que ainda levará algum tempo para que o tráfego pelo estreito retorne aos níveis pré-guerra — já que ainda é preciso garantir o acesso seguro e remover as minas —, houve sinais imediatos de um impacto.

Navios que antes poderiam ter ocultado suas posições desligando os transponders agora estavam transmitindo suas localizações, prontos para atravessar o estreito.

Os preços de referência dos futuros do petróleo Brent caíram mais 2%, ficando abaixo de US$ 78 o barril, o menor nível desde o início dos ataques.

O memorando entre EUA e Irã dá início a um período de negociação de 60 dias para se chegar a um acordo definitivo para a guerra, que Trump iniciou em fevereiro ao lado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Memorando

Mas Israel, que lançou uma invasão do Líbano em março – e, desde então, tomou grande faixa do sul do Líbano em sua perseguição aos militantes do Hezbollah que abriram fogo por meio da fronteira em apoio ao Irã – foi excluído das negociações.

O Irã sempre afirmou que qualquer acordo de paz precisa abranger também o Líbano. Em aparente concessão significativa ao Irã, o memorando assinado por Trump exige explicitamente o “fim definitivo” da guerra no Líbano e que sua “integridade territorial e soberania” sejam garantidas.

Com o Líbano entre as questões mais delicadas dos esforços de paz, Trump, nos últimos dias, passou a criticar abertamente as operações de seu aliado no país, acusando Israel de destruir desnecessariamente prédios inteiros para atingir combatentes do Hezbollah.

Duas autoridades israelenses, incluindo uma de alto escalão próxima a Netanyahu, disseram à Reuters que Israel mantém negociações com os Estados Unidos, pois busca continuar com o destacamento de tropas no sul do Líbano.

Embora os combates no Líbano tenham diminuído no início desta semana, quando Trump anunciou pela primeira vez que o acordo havia sido alcançado, eles se intensificaram nos últimos dias e continuaram na manhã de hoje, após a assinatura de Trump.

A mídia estatal libanesa noticiou ataques aéreos e fogo de artilharia atingindo cidades no sul, matando pelo menos uma pessoa dentro de um carro. Repórteres da Reuters ouviram um drone israelense voando baixo sobre Beirute e seus subúrbios ao sul.

“O Irã e os norte-americanos chegaram a um acordo. Tudo bem. No Líbano, ainda não acabou”, disse Mohammed Doghman, um homem deslocado da cidade de Nabatieh, no sul, para Beirute, que estava sentado do lado de fora de sua barraca, forçando a vista no celular para ler as notícias.

“Eles deveriam nos dar uma resposta definitiva: a guerra acabou de vez ou vamos voltar a ela novamente?”

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Fonte: Agência Brasil

Em 14 anos, mortes no trânsito por causa de álcool diminuem 19,5%

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A taxa de mortes no trânsito relacionadas com o consumo de bebida alcoólica caiu 19,5% no Brasil entre os anos de 2010 e 2024. A análise, divulgada nesta sexta-feira (19), Dia Nacional da Lei Seca, foi feita pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), referência nacional no tema.

Para se ter uma ideia, em 2010, o número era de 15 mil mortes. Em 2024, foram 13.075. No entanto, o estudo pondera que a quantidade voltou a subir a partir de 2020 (quando 11.600 pessoas perderam a vida).  

Referência no mundo 

Segundo a coordenadora do Cisa, Mariana Thibes, a Lei Seca não deixou de funcionar e é uma legislação que serve de referência para o mundo ao reduzir os acidentes de trânsito e salvar vidas no Brasil. 

“Essa redução foi da ordem de mais de 30%, desde que a lei surgiu (em 2008) até os últimos anos”, afirmou Mariana em entrevista à Agência Brasil. Ela concorda, no entanto, que há uma perda de fôlego em vista de “novos  desafios”. A Lei Seca começou a apresentar menos eficiência, conforme revelam os números. 

“A gente vinha observando uma curva constante de queda até 2019, e a partir daí a taxa de mortes começou a crescer depois da pandemia”, acrescentou. 

Mariana explica que isso ocorreu porque, embora a fiscalização tenha aumentado nos últimos anos, as formas de burlar também ficaram cada vez mais sofisticadas. “As pessoas conseguem se comunicar, usar aplicativos e saber onde estão acontecendo as fiscalizações”. 

Impunidades

Além disso, ela lamenta que prevalece na população um senso de que é possível passar impune pela lei seca. Para conter isso, defende a intensificação das ações de fiscalização, o acesso a atendimento de emergência e as ações de prevenção que alcancem especialmente o público masculino (o que mais morre no trânsito). 

De acordo com a Cisa, a partir de 2019, o uso de álcool é responsável por 36,6% das ocorrências no trânsito entre os homens e 26,3% entre as mulheres.  “O maior perfil de risco afetado pelas mortes são os homens jovens”. 

Um problema é que a fiscalização convive com limitações, como o número de operações com uso de bafômetros e o aumento da frota e de acidentes com motocicletas. 

Sensibilização

A coordenadora do Cisa recomenda que, para sensibilizar a sociedade a não beber e dirigir, as campanhas precisam ficar mais estratégicas. “É preciso ir além dos anúncios “de choque”.  

“A evidência internacional mostra que as mensagens que se baseiam somente no medo têm efeito de curto prazo, mas não conseguem mudar o comportamento de forma sustentada”, disse ela.

O que funcionaria, na sua opinião, seria combinar educação, esclarecimento e percepção de risco real das pessoas.

“A pessoa precisa acreditar que vai ser fiscalizada e que vai ser punida”.

Os dados mostram que a maior parte das infrações acontecem nos finais de semana e durante a madrugada.

Por isso, um caminho seria promover a cultura de alternativas viáveis, como o transporte noturno e acessível, e os aplicativos de carona. “Quando a gente só sensibiliza, mas também não traz alternativa, ficamos com o limite claro”. 

Tocantins lidera

De acordo com os dados, 18 estados apresentaram taxa de mortes por 100 mil habitantes superior à média nacional (6,2), como o Tocantins (13,4), Piauí (12,1) e Mato Grosso (11,1). Em relação às internações, 16 estados têm taxa superior. As maiores são no Espírito Santo, Pará e Acre.

“No caso dos estados com maior taxa de morte, a gente pode pensar em questões estruturais, rodovias mais perigosas, por exemplo, menor densidade de fiscalização e de acesso a serviços de emergência nas estradas”, afirmou Mariana Thibes. 

Ela ressaltou que o hábito de beber e dirigir pode ser diferente conforme os estados. “São realidades específicas que precisam ser investigadas mais a fundo para que o poder público também possa dar respostas adaptadas”.

Fonte: Agência Brasil

STF decide anular absolvição do acusado de estuprar Mariana Ferrer

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (18) determinar a anulação do processo que absolveu o empresário André de Camargo Aranha da acusação de estupro da influenciadora digital Mariana Ferrer. O crime teria ocorrido em 2018, na boate Café de La Musique, em Florianópolis. 

Com a decisão, o processo deverá ser julgado novamente pela Justiça de Santa Catarina, e o juiz e o promotor que atuaram no caso não poderão participar do processo. 

O plenário julgou um recurso protocolado pela defesa de Mariana. Ela alegou que as humilhações sofridas durante audiência de instrução do processo, que viralizou nas redes sociais, devem levar à anulação da absolvição.

Durante o depoimento, realizado em 2020, o advogado do acusado questionou as roupas usadas pela influenciadora, sua vida sexual e afirmou que ela posava para fotos em “posições ginecológicas”.

Votos

O voto condutor do julgamento foi proferido pelo relator, ministro Alexandre de Moraes.

O ministro disse que Mariana foi humilhada pelo advogado do acusado e alvo de comentários machistas.

“Não há nenhuma dúvida de que houve total desrespeito aos direitos fundamentais da vítima. Houve revitimização, tratamento cruel e desumano. É vergonhoso a forma como a vítima foi tratada durante a audiência”, afirmou.

Segundo Moraes, o depoimento de Mariana foi cerceado pela postura do advogado e a conduta do juiz e do promotor do caso, que não tomaram providências.

“Não houve o depoimento lícito da vítima. Se uma das provas mais importantes em crimes sexuais é o depoimento da vítima, nós temos um problema. Não tenho nenhuma dúvida de que a audiência é nula”, completou.

Em seguida, Luiz Fux criticou o juiz do caso e disse que ele “não nasceu para a magistratura”.

“Vi uma cena que nunca imaginei na minha vida. Um magistrado assistir passivamente a agressão de uma pessoa que foi vítima”, comentou. 

O entendimento do relator também foi seguido pelos ministros Nunes Marques, Dias Toffoli, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Edson Fachin. 

Cármen Lúcia 

A ministra Cármen Lúcia, única mulher na Corte, disse que o caso chama atenção pela “conduta imoral e inconstitucional” do juiz do caso. 

“Onde o preconceito fala, a Justiça cala. Não tenho dúvida de que, em numerosíssimas situações, nós mulheres somos culpadas e condenadas porque somos o que somos e gostamos de ser”, afirmou. 

A ministra também acrescentou que as vítimas de estupro são desencorajadas a denunciar os casos por vergonha.

“O número [alto] de mulheres que sofrem estupro e não denunciam é porque a gente tem vergonha, fica sem saber que comportamento adotar. Para falar com o parceiro, a gente tem medo da reação do outro”, completou. 

Defesa 

Durante o julgamento, a advogada Dora Cavalcanti, representante do acusado, defendeu a manutenção da absolvição. 

“Seria impossível superar os motivos que levaram à absolvição do recorrido em primeiro grau, com pedido de absolvição apresentado pelo Ministério Público, diante de um acervo probatório construído, não só na fase de investigação, mas ao longo de uma instrução probatória profunda e cuidadosa, que deixou impossível sustentar a tese da denúncia”, afirmou.  

CNJ

Em 2023, o juiz Rudson Marcos, que atuou no caso, foi punido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com pena administrativa de advertência. 

Lei Mari Ferrer

Após o episódio, em novembro de 2021, foi publicada a Lei 14.245, que prevê punição para atos contra a dignidade de vítimas de violência sexual e das testemunhas durante interrogatórios. 

Em 2024, o STF também fixou a proibição de desqualificação de vítimas de crimes sexuais em audiências na Justiça e interrogatórios policiais. 

Fonte: Agência Brasil

IBGE: país tem 8,4 milhões de analfabetos com mais de 15 anos de idade

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Em 2025, o Brasil tinha 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas, correspondendo a uma taxa de analfabetismo de 4,9%. Em relação a 2024, houve redução de 0,4 ponto percentual (p.p.) na taxa nacional, representando uma diminuição de cerca de 592 mil pessoas analfabetas no país.

Em nove anos, a taxa nacional de analfabetismo caiu de 6,7%, em 2016, para 4,9%, em 2025, uma redução de 1,8 p.p. no período, garantindo a menor taxa da série histórica iniciada em 2016. A Região Nordeste (4,8 milhões de pessoas) concentrava 57,4% desse total.

Os dados estão na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação (2025), divulgados nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O analfabetismo atinge mais a população mais velha. Em 2025, havia 4,8 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o que representa 14,9% das pessoas desse grupo etário. Os analfabetos com 60 anos ou mais de idade eram 58% do total de analfabetos do país. Já a taxa de analfabetismo de pretos ou pardos (20,6%) era quase três vezes superior à de brancos (7,3%) nesse grupo etário.


02/04/2024 - Com menor taxa de analfabetismo do país, DF é referência em educação. Centro Educacional 2 de Taguatinga. Na foto adultos assistem aula dentro da sala da aula, Escola. Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília
02/04/2024 - Com menor taxa de analfabetismo do país, DF é referência em educação. Centro Educacional 2 de Taguatinga. Na foto adultos assistem aula dentro da sala da aula, Escola. Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

Quando se adiciona os grupos mais jovens no cálculo da taxa de analfabetismo, os percentuais diminuem progressivamente: 8,3% entre as pessoas com 40 anos ou mais, 5,8% entre aquelas com 25 anos ou mais, e 4,9% na população com 15 anos ou mais.

Segundo o IBGE, a taxa de analfabetismo entre as pessoas de 15 a 59 anos de idade foi de 2,6%, indicando que as novas gerações tiveram maior acesso à escolarização, sendo alfabetizadas ainda na infância.

“Essa diferença de 11,3 p.p. entre os grupos etários reforça a importância de políticas de manutenção de crianças e jovens na escola, bem como aquelas específicas para alfabetização de adultos e idosos.”

Em 2025, a taxa de analfabetismo entre mulheres de 15 anos ou mais de idade foi de 4,6%, enquanto entre os homens foi de 5,2%. A redução em relação a 2024 foi de 0,4 p.p. para ambos os sexos. Na população com 60 anos ou mais de idade, a taxa de analfabetismo das mulheres, que historicamente era superior à dos homens, em 2025 passou a ser menor, com 13,7% para mulheres e 14,1% para homens, o que representa uma diferença de 0,4 p.p.

“A variação das taxas por sexo, especialmente entre os mais velhos, sugere avanços na escolarização feminina em todas as gerações, apontando para uma reversão do legado de desigualdade educacional do passado”, analisa o IBGE.

Em 2025, 59,4% das mulheres com 25 anos ou mais de idade haviam completado, ao menos, a educação básica obrigatória, enquanto entre os homens esse percentual era de 55,2%. Ambos os grupos apresentaram crescimento em relação a 2024, indicando uma tendência positiva no acesso à escolarização.

Em relação à cor ou raça, 64,9% das pessoas de cor branca haviam concluído o ciclo básico educacional, contra 51,3% das pessoas de cor preta ou parda, resultando em uma diferença de 13,6 p.p. entre esses grupos. Essa diferença permanece praticamente inalterada em relação a 2024, quando era de 13,3 p.p., no entanto, é 2,8 p.p. menor que em 2016, quando a diferença era de 16,4 p.p., refletindo as persistentes desigualdades.

Creche

Em 2025, no Brasil, 64,1% das crianças de 0 a 1 ano e 57,1% das crianças de 2 a 3 anos que não frequentavam creche estavam fora da escola por opção dos pais ou responsáveis. Esse motivo permaneceu como o mais citado em todas as grandes regiões, com frequência mais elevada entre o primeiro grupo.

O segundo motivo mais citado foi não ter escola/creche na localidade, falta de vaga ou a não aceitação da matrícula por causa da idade da criança. Entre as crianças de 0 a 1 ano, 28,1% dos responsáveis apontaram esse fator; entre as de 2 a 3 anos, o percentual foi de 33,4%.

Abandono escolar

No grupo de jovens de 14 a 29 anos do país, 7,7 milhões não haviam completado o ensino médio em 2025, seja por terem abandonado a escola antes do término dessa etapa ou por nunca a terem frequentado. Desses jovens, 59,8% eram homens e 40,2% eram mulheres. Considerando a distribuição por cor ou raça, 26,4% eram brancos e 72,8% eram pretos ou pardos.

Ao serem perguntados sobre o principal motivo de abandono escolar ou de nunca terem frequentado a escola, os jovens de 14 a 29 anos indicaram, majoritariamente, a necessidade de trabalhar, mencionada por 43% dos entrevistados em 2025.

O segundo motivo mais citado foi não ter interesse em estudar, que alcançou 25,6% dos casos, confirmando a reversão da tendência de queda observada desde 2024. O aumento, de 2 p.p. em relação ao ano de 2023, pode sinalizar um desalinhamento entre as expectativas dos jovens e o modelo educacional.

Os demais motivos permaneceram estáveis ou apresentara variações modestas: gravidez foi mencionada por 9,9% dos jovens; problemas de saúde permanente, por 4,4%; realizar afazeres domésticos ou cuidar de pessoas, por 3,9%; e não ter escola na localidade, vaga ou turno desejado, por 2,8%.

O Brasil tinha 46,6 milhões de jovens com 15 a 29 anos de idade em 2025, e 17,5% deles não estavam trabalhando, não estudavam no ensino regular e nem frequentavam algum curso de qualificação profissional. Essa proporção recuou 4,9 pontos percentuais (p.p.) frente a 2019, quando 22,4% dos jovens do país não trabalhavam, nem estudavam ou se qualificavam.

Fonte: Agência Brasil

Troca de figurinhas pode atenuar alto custo do álbum da Copa do Mundo

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O torcedor que quiser completar o álbum de figurinhas da Copa do Mundo de 2026 vai ter que preparar o bolso. O torneio tem atualmente 48 seleções – em edições anteriores eram 32 – e com isso o número total de figurinhas subiu para mais de 980, a maior coleção lançada pela editora Panini.

Para o colecionador isso significa mais páginas, mais figurinhas e muito mais reais. O valor para completar o álbum no Brasil pode chegar a mais de R$ 7,3 mil para quem não gosta de trocar figurinhas e tem como meta completar álbum só comprando os pacotes. Cada um com sete unidades custa R$ 7. 

Mas tem outro caminho mais barato, com o se juntar a colecionadores e amigos, ou ir a lugares específicos para trocar as figurinhas repetidas no formato de “um por um”. Nestes casos o custo pode cair até 80% e o gasto variar entre R$ 1.200 a R$ 1.700.


Brasília (DF), 17/06/2026 - Vendedores, revendedores e colecionadores em busca das figurinhas que faltam para completar o álbum da Copa do Mundo se reúnem para comercializar em uma banca de jornal.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Brasília (DF), 17/06/2026 - Vendedores, revendedores e colecionadores em busca das figurinhas que faltam para completar o álbum da Copa do Mundo se reúnem para comercializar em uma banca de jornal.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Lançado em maio, o álbum da Copa do Mundo tem figurinhas dos jogadores das 48 seleções participantes, 16 a mais que na última edição, no Mundial do Catar (2022)  – Joédson Alves/Agência Brasil

Em um mundo perfeito, sem nenhuma figurinha repetida – cenário quase impossível por conta da distribuição aleatória em cada pacote – o gasto é de R$ 1.004,90, somando o custo de 140 pacotes (R$ 980) ao valor do álbum brochura padrão (R$ 24,90)

O alto custo para completar o álbum da Copa do Mundo de 2026 tem levado muitos colecionadores a uma verdadeira caça às cobiçadas figurinhas raras. Além das 980 figurinhas da coleção principal, o álbum tem outras 68 consideradas especiais: elas fazem pate da série Legends, que desperta grande interesse  dos fãs.

Trata-se de versões especiais de alguns dos principais jogadores do mundo com diferentes níveis de raridade: bordeaux, bronze, prata e dourada. A última é a mais rara de todas e, segundo a Panini, só sai uma vez a cada 1.900 pacotes. Entre as mais cobiçadas estão as de Cristiano Ronaldo (Portugal), Lionel Messi (Argentina), Kylian Mbappé (França), Lamine Yamal (Espanha), e a do brasileiro Vinicius Júnior.


Brasília (DF), 17/06/2026 - Vendedores, revendedores e colecionadores em busca das figurinhas que faltam para completar o álbum da Copa do Mundo se reúnem para comercializar em uma banca de jornal.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Brasília (DF), 17/06/2026 - Vendedores, revendedores e colecionadores em busca das figurinhas que faltam para completar o álbum da Copa do Mundo se reúnem para comercializar em uma banca de jornal.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O alto custo para completar o álbum da Copa do Mundo de 2026 tem levado muitos colecionadores a uma verdadeira caça às cobiçadas figurinhas raras, cujo valor pode passar de R$ 500 cada uma – Joédson Alves/Agência Brasil

Em plataformas de compra e venda, algumas versões de nível dourada já ultrapassam os R$ 500 e estão entre as mais caras desta edição. A busca por elas tem transformado os pontos de troca de figurinhas, para quem somente queria completar o álbum, em um espaço de muita negociação.

“[Nos pontos de troca] só ficou o pessoal mais desesperado para conseguir trocar essas figurinhas e muita gente querendo pagar valores altos”, disse o estudante de Engenharia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Guilherme Ferreira. “Tem um pessoal gastando realmente muito dinheiro”, acrescentou o universitário ao repórter Rafael Sofia, da Rádio da UFRJ.

Outra curiosidade desta edição está na diferença entre os retratados no álbum publicado pela Panini e a convocação oficial das seleções. O álbum foi lançado em maio, mas a produção da coleção teve início meses antes do anúncio da lista final de convocados de cada país participante.Alguns jogadores ficaram de fora, enquanto outros não jogarão.

No Brasil, Rodryigo, Éder Militão e Estevão ganharam figurinhas, mesmo fora da lista do técnico italiano Carlo Ancelotti por estarem lesionados Essa situação ocorreu também com outras seleções e mostra como o álbum registra o retrato de meses antes da competição.


Brasília (DF), 17/06/2026 - Vendedores, revendedores e colecionadores em busca das figurinhas que faltam para completar o álbum da Copa do Mundo se reúnem para comercializar em uma banca de jornal.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Brasília (DF), 17/06/2026 - Vendedores, revendedores e colecionadores em busca das figurinhas que faltam para completar o álbum da Copa do Mundo se reúnem para comercializar em uma banca de jornal.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Entre as mais cobiçadas estão as de Cristiano Ronaldo (Portugal), Lionel Messi (Argentina), Kylian Mbappé (França), Lamine Yamal (Espanha), e a do brasileiro Vinicius Júnior – Joédson Alves/Agência Brasil

Entre os ausentes, o nome que mais chama a atenção é o de Neymar Júnior. O camisa 10 da seleção brasileira não apareceu na primeira versão da coleção.

“A [ausência] do Neymar eu não acho um absurdo, ninguém sabia se ele ia ou não, provavelmente, não iria”, brincou o estudante da UFF. “Os outros, realmente, a Panini vacilou. O Rodrygo já estava fora da Copa há seis meses e foi para o álbum”, criticou.

Enquanto a bola rola nos Estados Unidos, Canadá e México, a disputa segue também fora dos gramados, entre colecionadores que podem investir mais. É o caso do engenheiro Lucas Antonio Pinheiro que não quer saber de economizar. Ele só pensa em completar o álbum o mais rápido possível.

“Estamos com cerca de 50% do álbum completo e, até o momento, gastamos em torno de R$ 800. É um valor considerável, mas encaramos mais como uma experiência do que apenas um gasto”, disse Pinheiro.


Lucas Antonio Pinheiro, colecionador, álbum de figurinhas, Copa 2026
Lucas Antonio Pinheiro, colecionador, álbum de figurinhas, Copa 2026

Para o colecionador Lucas Antonio Pinheiro, o o álbum da Copa um investimento emocional e não somente uma despesa – Acervo Pessoal/Lucas Pinheiro

Além de gostar de futebol, o colecionador tem outa motivação para essa coleção. Ficou noivo um mês antes da abertura da Copa.

“A principal motivação é a oportunidade de construir uma memória junto de quem amamos. No nosso caso, eu e minha noiva Paula estamos colecionando juntos e temos aproveitado muito cada momento desse processo, especialmente as trocas de figurinhas”.

Lucas Pinheiro considera o álbum da Copa um investimento emocional e não somente uma despesa.

“O que mais nos encanta é o ambiente que a Copa proporciona. Nas trocas, é comum ver pessoas de diferentes gerações reunidas em uma mesma mesa: crianças de 6 e 10 anos, jovens de 26 e adultos de 40 anos ou mais, todos compartilhando a mesma paixão. É uma experiência muito especial. Além disso, esta será a nossa primeira Copa do Mundo colecionando juntos, algo que certamente ficará marcado na nossa memória. E, claro, seguimos na torcida e cheios de esperança pelo tão sonhado hexa”, concluiu o engenheiro.

*Colaborou Isabela Vieira, repórter da Agência Brasil e Paulo Garritano, da TV Brasil.

Fonte: Agência Brasil

Conjunto de obras e moradias são entregues ao Sudoeste goiano

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Governo entrega obras e moradias no Sudoeste goiano - Casas enfileiradas com paredes frontais externas coloridas
Investimentos superiores a R$ 183 milhões incluem mais de 68 quilômetros de rodovias, autorização para nova obra viária e entrega de 34 casas a custo zero em Chapadão do Céu (Fotos: Lucas Diener e Júnior Guimarães)

O governador Daniel Vilela entregou, nesta quinta-feira (18/06), em Chapadão do Céu, um conjunto de obras que amplia a infraestrutura e fortalece a logística do Sudoeste goiano.

Foram inauguradas a restauração de 38,37 quilômetros da GO-050, entre o município e a GO-306, com investimento de R$ 102,7 milhões do Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra), além da pavimentação de 30,32 quilômetros da GO-306, entre Mineiros e Chapadão do Céu, executada com recursos de R$ 75 milhões do Tesouro Estadual.

As intervenções ampliam a integração regional, facilitam o escoamento da produção agropecuária e reforçam a conexão entre áreas produtoras e os principais corredores logísticos de exportação do país.

“Vamos seguir com investimentos que fortalecem essa região e ampliam as oportunidades para quem vive e produz aqui”.

“Estamos potencializando uma região de oportunidades, além de demonstrar a capacidade do Governo de Goiás de reconhecer a importância do Sudoeste e impulsionar seu desenvolvimento”, afirmou Daniel Vilela.

Durante a agenda, o governador destacou o simbolismo da conclusão das obras na GO-050, iniciadas há cerca de três décadas, durante a gestão do ex-governador Maguito Vilela.

“Quando ele deixou o governo, a obra foi interrompida. Depois, ao lado do então governador Ronaldo Caiado, retomamos esse projeto. Hoje tenho a satisfação de concluir e entregar esse trecho à população”, ressaltou, ao classificar o momento como “marcante”.

Daniel Vilela também assinou a ordem de serviço para o início da pavimentação da GO-206, entre Chapadão do Céu e a divisa de Goiás com Mato Grosso do Sul.

A obra receberá investimento de R$ 17,6 milhões e contemplará 9,52 quilômetros de extensão.

Para a presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Eliane Simonini, os investimentos refletem o compromisso do Estado com obras estruturantes.

“São empreendimentos com pavimentos de qualidade, que garantem mais segurança, conforto e eficiência para quem utiliza as rodovias goianas”, afirmou.

O presidente licenciado da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, destacou a importância das entregas para a região.

“Sem dúvida nenhuma, é um sonho realizado para todos nós, mas acima de tudo, é a sinalização para as gerações futuras dizerem: ‘acreditamos em Chapadão do Céu, em Mineiros, no nosso Estado de Goiás e nas nossas lideranças”, afirmou.

Habitação

Ainda em Chapadão do Céu, o Daniel Vilela entregou 34 moradias do programa Pra Ter Onde Morar – Casas a Custo Zero. O investimento total foi de R$ 5,7 milhões.

As unidades habitacionais são entregues sem cobrança de parcelas e com escritura aos beneficiários.

Segundo o governador, a expansão da política habitacional pelo interior é uma das prioridades do Governo de Goiás.

“Esse programa foi pensado para permitir que as famílias permaneçam em suas cidades, próximas às suas raízes e oportunidades. Nossa meta é entregar 10 mil moradias até o fim de 2026”, afirmou.

Executado pela Agência Goiana de Habitação (Agehab), o programa conta com a parceria das prefeituras, responsáveis pela doação dos terrenos.

A iniciativa contribui para a redução do déficit habitacional e amplia o acesso à moradia para famílias em situação de vulnerabilidade.

O prefeito de Chapadão do Céu, Vinicius Marcondes Terin, ressaltou a importância dos investimentos estaduais para a região.

“O Governo de Goiás tem ampliado os investimentos no Sudoeste goiano. Hoje, a região está integrada a um novo ciclo de desenvolvimento e crescimento”, declarou.

Beneficiada pelo programa, a dona de casa Anali Rodrigues Limas, de 50 anos e mãe de cinco filhos, comemorou a conquista.

“Não esperava ser contemplada. Só tenho a agradecer”, disse.

Também emocionada, Alexandra Apolinário da Silva, mãe de cinco filhos, celebrou a entrega das chaves.

“Agora começa uma nova fase da minha vida”, afirmou.

Secretaria de Comunicação (Secom) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Sessão homenageará 30 anos do Sinlazer/DF

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Sessão terá a entrega do Troféu Mérito Sinlazer/DF a personalidades de destaque no setor

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) fará, na segunda-feira (22), a partir das 17h, sessão solene em homenagem aos 30 anos do Sindicato de Clubes e Entidades de Classe Promotoras de Lazer e Esportes do Distrito Federal – Sinlazer/DF. A iniciativa é do presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz (MDB), e ocorrerá no plenário da Casa, reunindo representantes dos clubes e entidades de lazer e esporte do Distrito Federal.

A solenidade objetiva reconhecer a trajetória do sindicato e sua contribuição para a promoção da qualidade de vida, geração de empregos, fortalecimento do associativismo, defesa dos interesses institucionais de suas entidades filiadas e impacto positivo na economia. Ela visa também a entrega do Troféu Mérito Sinlazer/DF a personalidades de destaque no setor.

Serviço
Sessão solene em homenagem aos 30 anos do Sindicato de Clubes e Entidades de Classe Promotoras de Lazer e Esportes do Distrito Federal – Sinlazer/DF
Data: 22 de junho de 2026 (segunda-feira)
Horário: 17h
Local: Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal
 

Beatriz Negreiros (sob supervisão de Ivan Iunes)

Fonte: Agência CLDF

Audiência pública debaterá falta de infraestrutura urbana na Estrutural

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Evento tem por objetivo promover o diálogo acerca das demandas relacionadas à infraestrutura urbana local

Para debater as condições de infraestrutura urbana na Região Administrativa da Estrutural, a Câmara Legislativa realiza audiência pública na próxima segunda-feira (22), às 19h, no auditório da Agência do Trabalhador da Estrutural. O evento será transmitido ao vivo pela TV Câmara Distrital.

De autoria da deputada Paula Belmonte (PSDB), o evento tem por objetivo promover o diálogo entre o Poder Público, lideranças comunitárias, entidades representativas e a população da Estrutural acerca das demandas relacionadas à infraestrutura urbana local.

Segundo a parlamentar, a comunidade “tem relatado dificuldades relacionadas à conservação de vias públicas, drenagem pluvial, iluminação pública, mobilidade urbana, acessibilidade, saneamento básico, áreas de lazer, equipamentos públicos e demais intervenções necessárias para garantir melhores condições de habitabilidade e desenvolvimento da região”.

Paula Belmonte, em seu requerimento, destacou que a Estrutural apresenta crescimento populacional significativo e possui características urbanas que exigem atenção permanente do Estado quanto à oferta e manutenção de serviços públicos essenciais.

Ainda de acordo com a distrital, a audiência pública vai assegurar à população o direito de apresentar demandas para a construção de soluções efetivas para a realidade local.

Fonte: Agência CLDF

Preservado, Gabriel Magalhães garante estar bem para enfrentar Haiti

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O zagueiro Gabriel Magalhães tranquilizou a torcida quanto às condições físicas para ir a campo nesta sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo.

Durante a semana, o defensor da seleção brasileira foi poupado em algumas das atividades no Centro de Treinamento Columbia Park, em Nova Jersey, para controle de carga. O jogador do Arsenal (Inglaterra) participou de 53 jogos na temporada, 48 deles como titular, e atuou por 4.360 minutos, média de 82 minutos por partida.

Para efeito de comparação, Marquinhos, parceiro de Gabriel Magalhães na zaga do Brasil e capitão do Paris Saint-Germain (França), esteve em campo 39 vezes no mesmo intervalo de tempo, com 3.238 minutos, média de 83 minutos por duelo.

“Estou muito bem fisicamente. Tive uma temporada longa, com muitos jogos, mas me sinto bem e preparado”, garantiu o defensor, na entrevista coletiva que concedeu no estádio da Filadélfia, palco do jogo de hoje.

Contra o Haiti, Gabriel Magalhães tem a missão de auxiliar o Brasil a não ser vazado pela primeira vez desde 15 de novembro do ano passado, quando a seleção canarinho venceu Senegal por 2 a 0 no Emirates Stadium, em Londres. O zagueiro do Arsenal foi titular daquela partida, ao lado de Marquinhos. De lá para cá, foram seis jogos e oito gols sofridos.

“A gente entra em campo e não quer sofrer gols. Se não sofremos gols, estamos mais próximos da vitória. É trabalhar coletivamente. Com certeza, vamos entrar no jogo com o pensamento positivo de que vamos nos defender bem e sair sem tomar gols”, disse.

Apesar de não ter entrado em detalhes, o técnico Carlo Ancelotti admitiu, em entrevista coletiva nessa quinta (18), que deve fazer mudanças no time em relação ao empate por 1 a 1 com o Marrocos no último sábado (13), em Nova Jersey. Durante a semana, o italiano observou Danilo na lateral direita, posto que, na estreia da Copa, foi de Ibañez. Perguntado sobre as diferenças de atuar com um ou outro no setor, Gabriel Magalhães foi político.

“O Ibañez é um zagueiro que pode atuar como lateral e o Danilo um lateral que pode atuar como zagueiro. Os dois podem ajudar no que o mister [Ancelotti] pedir. É o mister quem vai decidir”, resumiu o jogador do Arsenal, reconhecendo que o nível de atuação do Brasil diante de Marrocos foi abaixo do esperado.

“A gente sabe que não começou bem [o jogo passado], temos total consciência disso. Somos o Brasil, uma equipe que quer a bola o tempo todo. É um jogo que passou, ficou de aprendizado. Com certeza, vamos mostrar a nossa força”, finalizou.

Fonte: Agência Brasil