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Castro diz que vai recorrer de decreto sobre uso da força policial

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O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, criticou o decreto do Ministério da Justiça e Segurança Pública que cria regras para o uso da força por policiais de todo o país. Ele adiantou que entrará com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o decreto, que condiciona o repasse de verbas federais ao cumprimento das novas normas.

Para ele, a limitação imposta ao uso de armas pelas forças policiais é um total desconhecimento da realidade dos estados.

Segundo Castro, faltou diálogo e habilidade do governo federal ao propor mudanças sem a devida discussão com os governadores que, em primeira instância, são os responsáveis pela elaboração da política de segurança pública e sua aplicação cotidiana. 

O decreto publicado pelo MJ disciplina o uso de armas de fogo e instrumentos não letais, abordagens, buscas domiciliares e a atuação dos policiais penais nos presídios.

“Dentro do Estado Democrático de Direito, a força letal não pode ser a primeira reação das polícias”, explicou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.

“É preciso que se implante de forma racional, consciente e sistemática o uso progressivo da força. Só podemos usar a força letal em última instância. É preciso que a abordagem policial se dê sem qualquer discriminação contra o cidadão brasileiro, se inicie pelo diálogo e, se for necessário, o uso de algemas dentro dos regulamentos que existem quanto a esse instrumento de contenção das pessoas, evoluindo eventualmente para o uso de armas não letais, que não provoquem lesões corporais permanentes nas pessoas”, completou o ministro. 

Violência policial

Na noite desta terça-feira (24), a jovem Juliana Leite Rangel, de 26 anos de idade, foi atingida com um tiro na cabeça, durante uma ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Rodovia Washington Luís (BR-040). Ela ia com a família passar o Natal na casa de parentes em Itaipu, Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, quando o carro foi atingido por vários disparos feitos pelos agentes da PRF. A moça está hospitalizada, em estado grave. Os policiais responsáveis pelos disparos foram afastados.

No início de dezembro, um policial de São Paulo jogou um homem de cima de uma ponte. Os policiais teriam dado ordem para que duas pessoas em uma motocicleta parassem para averiguação. Como a dupla se recusou a parar, iniciou-se uma perseguição. Um rapaz foi detido e o outro, já dominado pelos policiais, foi jogado de cima da ponte por um policial. Segundo testemunhas, ele sobreviveu com ferimentos.

No final de novembro, o estudante de medicina Marco Aurélio Acosta foi morto com disparo de arma de fogo por um policial militar durante uma abordagem.

Decreto

Pelo texto, publicado no Diário Oficial da União, a arma de fogo só poderá ser usada por profissionais da segurança pública como último recurso. O decreto também estabelece que não poderá ser usada arma de fogo contra pessoa desarmada que esteja em fuga; e veículo que desrespeite o bloqueio policial. Nesses casos, a exceção é válida se houver risco ao profissional de segurança ou a terceiros.

Fonte: Agência Brasil

Juiz do DF suspende resolução que instruía sobre aborto legal de menor

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O Tribunal Regional Federal 1 (TRF1) concedeu liminar que suspende a resolução com diretrizes quanto ao atendimento a menores de idade vítimas de violência sexual em casos de aborto previsto em lei. A resolução havia sido proposta pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).

Anunciada nesta terça-feira (24), a decisão foi do juiz Leonardo Tocchetto Pauperio, que acolheu a argumentação da ex-ministra e senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

A resolução foi aprovada nesta segunda-feira (23), por 15 votos a 13, estes últimos de autoridades do governo federal. Os votos favoráveis foram de representantes de entidades da sociedade civil que compõem o órgão, presidido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).

Damares Alves afirmou que a resolução aprovada não definiu o limite de tempo gestacional para realização do aborto legal e que o Conanda estabeleceu que a vontade da criança ou adolescente gestante deveria prevalecer sobre a de seus pais ou responsáveis legais, quando não concordasse com eles. Para Damares, isso provocaria “relevante clamor social”.

Assumidamente conservadora e pró-vida, a ex-titular do Ministério das Mulheres, da Família e dos Direitos Humanos também mencionou os pedidos de vistas e de adiamento das discussões dentro do Conanda para justificar a derrubada da resolução. O magistrado Tocchetto Pauperio escreveu, em resposta ao pedido de Damares, que “o pedido de vistas é um direito ao mesmo tempo que um dever, pois refere-se diretamente à aplicação de política pública de grande relevância social”, como é o caso do aborto legal de menores de idade.

O juiz ponderou, ainda, que o Conanda deixou de seguir as regras do processo legal administrativo e agiu de encontro “à legalidade e à segurança jurídica que devem ser inerentes aos atos da Administração”. Tocchetto Pauperio classificou a resolução como ilegal e acrescentou que sua decisão tem por objetivo evitar que fosse publicada no Diário Oficial da União até que haja desfecho sobre a questão central.

“Dessa forma, não entendo razoável colocar em risco uma infinidade de menores gestantes vítimas de violência sexual, mormente nessa época do ano, sem que haja a ampla deliberação de tão relevante política pública que, reforço, foi aparentemente tolhida com a negativa do pedido de vistas pelo Conselheiro representante da Casa Civil da Presidência da República”, sublinha o magistrado.

Agora, com a liminar, o Conanda tem até dez dias para prestar informações, conforme destacado no despacho que detalha a concessão da medida.

Damares Alves protagonizou, em 2020, um dos episódios relacionados a aborto legal que mais repercutiram em todo o país. Enquanto ministra, ela mobilizou apoiadores seus e de Jair Bolsonaro a fazerem protestos em frente ao hospital onde uma menina de 10 anos faria um aborto legal, após engravidar de seu estuprador, um tio seu. A criança havia sofrido uma série de violações desde os 6 anos de idade.

Outro lado

A conselheira do Conanda Deila Martins, que faz parte da mesa diretora, afirma que o juiz responsável pela decisão diz que a resolução coloca as vítimas em risco. “Para nós, o que as coloca em risco é, com a suspensão da resolução, serem privadas de um atendimento e de terem seus direitos respeitados e obrigá-las a parir e se aliar a uma direita fundamentalista para impedir os direitos de quem já sofreu com violência sexual”, acrescenta.

Em postagem que circula nas redes sociais e em documento encaminhado à imprensa, as entidades integrantes do Conanda defendem que a aprovação aconteceu de modo democrático e que não se deve desprezar o que é deliberado de maneira coletiva, com a participação social. O principal ponto frisado é que “a resolução não inova o direito ao aborto legal, previsto no Código Penal desde 1940, apenas detalha o fluxo para garantir os direitos das crianças e adolescentes, protegendo-as da violência e violação de direitos”. A legislação brasileira assegura esse direito em três casos: quando a gravidez representa risco à mãe ou foi fruto de um estupro e em casos de anencefalia do feto.

As organizações se dizem “indignadas”, sobretudo por se tratar de um período de retomada da cultura democrática. Segundo os representantes da sociedade civil, o teor da resolução tem sido debatido desde setembro deste ano, em inúmeras reuniões, às quais compareceram especialistas, além dos conselheiros, e que houve, inclusive, uma comissão específica para coordenar esse trabalho.

Uma reação bastante vista na internet foi a de subir hashtags como “#estupradornãoépai e #criançanãoémãe”, além da disseminação de opiniões que apontam ser contraditório colocar crianças e adolescentes como incapazes de optar por fazer o procedimento abortivo legal e, ao mesmo tempo, considerá-las prontas para encarar os processos de gestação, maternidade e, eventualmente, entrega de seu filho ou filha à adoção.

Estatística

No Brasil, a maioria (67%) dos 69.418 estupros cometidos entre 2015 e 2019 tiveram como vítimas meninas com idade entre 10 e 14 anos. Por ano, 11.607 partos são consequência de violência sexual praticada contra meninas menores de 14 anos de idade.

*Colaborou o repórter Gésio Passos, da Radioagência Nacional.




Fonte: Agência Brasil

Estêvão vai de promessa a realidade em 2024 e abre novo ano em alta

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Em dezembro de 2023, Estêvão era um adolescente de 16 anos que tinha acabado de disputar o primeiro jogo no time profissional do Palmeiras. Um ano depois, o garoto, ainda menor de idade, transformou-se no principal jogador do Verdão, virou o quinto atleta mais jovem a estrear na seleção principal (17 anos e 135 dias) e terminou o Campeonato Brasileiro eleito revelação e craque da competição na Bola de Prata, a mais tradicional premiação do futebol nacional – o que lhe rendeu o posto de Bola de Ouro mais precoce da história do evento.

Estêvão finalizou o Brasileirão com 13 gols e nove assistências. O alviverde foi vice-artilheiro da competição, atrás dos atacantes Yuri Alberto (Corinthians) e Alerrandro (Vitória), com 15 gols cada, além de ter sido o segundo com mais passes para gol, superado apenas pelo meia Rodrigo Garro (Corinthians), com dez.

Com 21 participações em bolas na rede em 31 jogos, Estêvão superou, por exemplo, o desempenho de Neymar no Brasileirão de 2009 – a primeira dele como profissional do Santos. Na ocasião, o hoje atacante do Al-Hilal, da Arábia Saudita, anotou dez tentos e deu seis passes para gols, em 33 partidas.

“O Weverton [goleiro do Palmeiras] não gosta quando falo isso [risos], mas digo que estou no meu parque de diversões, onde sempre queria estar. Sou um moleque de 17 anos que somente quer jogar futebol, dar alegria à torcida palmeirense, à minha família”, declarou o jovem, durante a premiação do Bola de Prata.

O detalhe é que o Estêvão que inferniza os adversários pela direita do ataque do Palmeiras, levando a bola para finalizar ou cruzar com a perna esquerda, não é a melhor versão do jogador. Ou pelo menos é o que ele próprio avalia. Apesar de ter subido das categorias de base como ponta, o garoto costumava atuar como meio-campista.

“Fui me adequando como ponta no final da base, para fugir do contato e ter mais [disputas] um contra um. Ganhei espaço assim no Palmeiras, que tem vários outros jogadores que são meias, mas minha característica realmente é a de um meio-campista. É onde me sinto mais confortável. Daqui alguns anos, quero voltar para minha posição original”, projetou.


Estêvão _ palmeiras
Estêvão _ palmeiras

Vice-artilheiro do Brasileirão com 13 gols – atrás apenas Yuri Alberto (Corinthians) e Alerrandro (Vitória), com 15 gols cada – Estêvão ainda prestou nove assistências na competição – Cesar Greco/Palmeiras/Direitos Reservados

Rumo ao Chelsea

O retorno à função de meia pode ser vestindo outra camisa. Em junho deste ano, Estêvão foi vendido ao Chelsea, da Inglaterra. Como pode se transferir para a Europa somente depois de completar 18 anos, ele segue no Verdão até, pelo menos, julho de 2025. Ou seja, o jovem deve se despedir do clube após a disputa do Mundial de Clubes, nos Estados Unidos.

No Chelsea, Estêvão terá o desafio de alcançar uma sequência que outras joias do futebol brasileiro não atingiram no clube. O volante Andrey Santos, ex-Vasco, sequer estreou pelos Blues (como é conhecido o time inglês) desde que foi contratado, no ano passado. Ao invés disso, foi emprestado ao próprio Cruzmaltino, ao também inglês Nottingham Forest (fez duas partidas) e ao francês Strasbourg (26 jogos e oito gols).

Ainda em 2023, os ingleses contrataram os atacantes Deivid Washington e Ângelo, que estavam no Santos. O primeiro fez somente três partidas no time principal e atuou principalmente na equipe sub-21 do Chelsea (39 jogos, 19 gols e sete assistências). Na temporada 2024/2025, ele não foi a campo. Já o segundo nunca jogou oficialmente nos Blues. Esteve emprestado ao Strasbourg (25 jogos, nenhum gol, três assistências) e, há três meses, foi vendido ao Al-Nassr, da Arábia Saudita.

“Fico muito feliz com a decisão de ir para o Chelsea. Junto da família e do meu estafe, foi a decisão certa a tomar, pelo planejamento que eles fizeram. Creio que, chegando lá, vou trabalhar para ganhar meu espaço, independentemente de quem esteja ali. Claro, será uma competição saudável, mas estarei ali sempre buscando jogar e ter oportunidades para me consolidar no time”, afirmou o meia-atacante.


Estêvão - seleção brasileira em set/2024
Estêvão - seleção brasileira em set/2024

Em setembro, Estêvão teve sua primeira convocação na carreira para vestir a Amarelinha. Este ano ele chegou a atuar por 52 minutos pela seleção – Rafael Ribeiro/CBF/Direitos Reservados

Sequência na seleção

O que parece certo é que Estêvão terá sequência na seleção brasileira em 2025. Convocado pela primeira vez para os jogos de setembro, contra Equador e Paraguai, pelas eliminatórias da Copa do Mundo, e presente, também, na lista dos duelos ante Colômbia e Argentina, ele esteve em campo nos quatro compromissos, sempre saindo do banco. Ao todo, atuou por 52 minutos. E quem revelou o carinho do técnico Dorival Júnior com o meia-atacante foi o treinador pentacampeão mundial pelo Brasil, Luiz Felipe Scolari.

“Tenho conversado com o Dorival algumas vezes, com o Rodrigo Caetano [diretor de seleções da Confederação Brasileira de Futebol], sobre situações, amenidades. E uma das coisas que falam é que esse menino [Estêvão] chama atenção do Dorival, de quem trabalha na seleção, pela forma como se comporta, como jogador e pessoa”, disse Felipão, que também participou da cerimônia da Bola de Prata. “Conversando há pouco com o Estêvão, gostaríamos somente que ele faça, ou continue fazendo, aquilo que já faz pelo Palmeiras quando for para o Chelsea. Ousadia, drible, velocidade, vontade de jogar. Que ele continue assim”, finalizou o pentacampeão. 



Fonte: Agência Brasil

Chuvas fortes devem seguir até o final de semana no país

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A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) para amanhã (26) e sexta-feira (27) é de tempo nublado, com chuvas fortes, “que podem causar impactos à população” em várias áreas do país, principalmente na região Sudeste.

Conforme o instituto, a causa é a provável formação de uma nova Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), responsável pelas precipitações nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. Mas as chuvas devem se concentrar no sudoeste da Amazônia, “cruzando as regiões Centro-Oeste e o Sudeste, até o Oceano Atlântico”.

A expectativa é que as chuvas devem permanecer até segunda-feira (30), principalmente nas regiões do estado de São Paulo, até a divisa com Minas Gerais, “onde o acumulado de precipitação pode superar os 100 mm em 24h”.

São Paulo

A Defesa Civil de São Paulo emitiu estado de alerta para a capital e outros municípios da região metropolitana, litoral e no interior no final da tarde desta quarta-feira (25). Mas, apesar da chuva forte, até o fechamento desta reportagem não havia registro de ocorrências graves na capital e região metropolitana, mas com vários pontos de alagamento.

Nas demais mesorregiões paulistas, o tempo também será com pancadas de chuva e trovoadas ocasionais, com a chegada de novas áreas de baixa pressão vindas do sul do país, associadas a um distante ciclone extratropical ao largo da costa do Rio Grande do Sul.

Em nota, a A Enel, a empresa responsável pela distribuição de energia elétrica no estado, informou que 38 mil imóveis ficaram sem energia na região metropolitana, sendo a maioria na capital: 26.587.

Fonte: Agência Brasil

Artur Jorge, do Botafogo, é indicado a melhor técnico das Américas

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O português Artur Jorge é um dos indicados ao tradicional prêmio de melhor técnico das Américas, oferecido desde 1986 pelo jornal uruguaio El País. O treinador do Botafogo se credenciou à disputa pelas conquistas dos títulos da Libertadores e do Campeonato Brasileiro.

O comandante tem quatro adversários: os argentinos Gustavo Costas, Gustavo Alfaro e Lionel Scaloni e o uruguaio Diego Aguirre. Costas foi indicado após conduzir o Racing, de seu país, ao título da Copa Sul-Americana, derrotando o Cruzeiro de Fernando Diniz – atual vencedor do prêmio. Alfaro, que iniciou o ano à frente da seleção da Costa Rica, está invicto à frente do Paraguai. Scaloni levou a Argentina à conquista de mais uma Copa América. Já Aguirre chegou às semifinais da Libertadores com o Peñarol, além de ser campeão do Uruguai.

Artur Jorge pode ser o segundo europeu a ser eleito o melhor técnico das Américas. O também português Abel Ferreira ganhou em 2021, após conduzir o Palmeiras ao bicampeonato da Libertadores.

O treinador alviverde, aliás, foi o primeiro não brasileiro a levar o prêmio representando o futebol do país. Também venceram Sebastião Lazaroni (1989), Telê Santana (1992), Luiz Felipe Scolari (1999 e 2002) e Tite (2017).

Rei e Rainha

O jornal El País contempla ainda os melhores jogadores em atuação no continente, entre homens e mulheres, com os prêmios de Rei e Rainha da América. Os indicados deste ano ainda serão anunciados.  A honraria masculina também surgiu em 1986. O atual vencedor é o centroavante argentino Germán Cano, do Fluminense. Em cinco dos últimos dez anos, o premiado jogava no Brasil.

A votação feminina estreou em 2021. No ano passado, a atacante Priscila, à época no Internacional e hoje no América, do México, levou a melhor.



Fonte: Agência Brasil

Ministra do STM diz que Estado foi "inimigo" no caso Evaldo Rosa

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Futura presidente do Supremo Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha diz que julgamento de militares que assassinaram Evaldo Rosa e Luciano Macedo, no Rio de Janeiro, a deixou “extremamente abalada”

A ministra considerou “lamentável” a decisão da Corte, de reduzir as penas dos oito militares do Exército acusados pelos assassinatos do músico Evaldo Rosa e do catador Luciano Macedo, na semana passada. Os militares dispararam 257 vezes, sendo que 62 tiros acertaram o carro que estava Evaldo e a família. Eles  estavam indo para um chá de bebê no bairro de Guadalupe, na zona norte do Rio. Macedo foi morto ao tentar ajudar aquelas pessoas que ele via sendo alvejadas.

“Não tem nada pior do que temer o Estado. O Estado pode ser um inimigo invisível que você não tem como combater. A prova disso está em Guadalupe”, disse a ministra. Maria Elizabeth Rocha teve o voto mais duro contra os autores, pedindo uma pena de 31 anos e 6 meses de reclusão para o tenente e de 28 anos de reclusão para o sargento, além de 23 anos e 4 meses para os cabos e soldados envolvidos.

No entanto, o relator da matéria, o ministro e tenente-brigadeiro da reserva da Aeronáutica Carlos Augusto Amaral atendeu à tese da defesa e considerou que o tiro que atingiu Evaldo teria ocorrido durante a troca de tiros entre a patrulha do Exército e os homens que realizavam um assalto na região.

Além disso, a respeito da morte do catador, o magistrado votou para mudar a classificação de homicídio doloso para culposo (quando não há intenção de matar). Ao final, venceu a tese no STM, segundo a qual, os militares agiram em legítima defesa. Por isso, a pena de três anos, sete meses e seis dias de detenção para o tenente e três anos de detenção para os demais, todos em regime aberto, gerou forte repercussão no país e internacionalmente.

A ministra considerou toda a situação dolorosa e fruto do racismo estrutural, inclusive porque os militares que dispararam contra os inocentes também são negros. “Não é admissível que o Estado se comporte dessa forma. Eles foram sujeitos a um perfilamento racial”, afirma. Ela, que vai assumir a presidência da Corte em março de 2025, diz ser necessário publicizar mais as ações da Justiça Militar, questionada nos últimos dias.

Além do caso Guadalupe, a ministra defendeu, em entrevista por telefone à Agência Brasil, a submissão dos militares ao poder civil e citou a criação do Ministério da Defesa como consequência disso. “Os homens que são armados e investidos no monopólio da força legítima pelo Estado têm que se submeter ao poder civil e se subordinar às regras civis e militares que os enquadram”. Para ela, “quando a política adentra os quartéis, a hierarquia e a disciplina saem arranhadas”.

Maria Elizabeth Rocha aborda ainda o tema dos militares acusados de tentativa de golpe de Estado, defende mais conteúdos sobre democracias nas academias militares e na educação civil e diz que priorizará a abertura  do STM para a sociedade, incluindo a criação de uma assessoria para minorias. Confira a entrevista abaixo.

Agência Brasil: A decisão do STM no caso Guadalupe teve repercussão internacional associando o Brasil à impunidade. A senhora havia pedido vista e depois foi voto vencido por uma condenação com pena maior para os acusados. Qual é a sua avaliação sobre esse assunto, cuja repercussão foi tão grande?

Ministra Maria Elizabeth Rocha: Na verdade, foi lamentável tudo o que aconteceu. Eu fiquei extremamente abalada. Talvez tenha sido o pior processo que eu julguei nesses 18 anos de magistratura. E houve muita divergência dentro da Corte. Na verdade, o meu voto foi o mais duro, mas teve ministro que condenou há 10 anos. Não foi uma liberalidade geral como em princípio pareceu. Mas realmente prevaleceu o voto do ministro relator e revisor, numa pena de três anos e pouco, em regime aberto.

O que eu posso dizer é que uma família perdeu o pai, o sangue espirrou na blusa do filho e tudo isso, para mim, foi um elemento de convencimento para realmente ser dura na pena. Aqueles militares que atuaram em Guadalupe descumpriram todas as regras de engajamento previstas. E nem se tratava de uma operação de Garantia da Lei de da Ordem (GLO), que já tinha, inclusive, findado no ano anterior.

O Estado do Rio de Janeiro já não estava mais sob intervenção federal. Eles estavam levando quentinhas e comida para os soldados que faziam a guarda e a vigilância dos próprios nacionais residenciais da família militar naquela região. Eu até reconheço que realmente o Brasil está adoecido e teme bastante a criminalidade urbana, mas o Estado não pode reagir dessa maneira.

Mesmo que se tratasse de criminosos, de bandidos, como eles os qualificaram, eram um pai de família e um catador de recicláveis. Não se poderia desfechar mais de 250 tiros contra homens que estavam desarmados. E mesmo que estivessem armados, que não era o caso, essa desproporção foi inimaginável em um Estado Democrático de Direito.

Por tudo isso, a lição que eu quis deixar assentada no meu voto é que não é admissível que o Estado se comporte dessa forma. Eles foram sujeitos a um perfilamento racial, a um estereótipo de inimigo, de um racismo estrutural que, infelizmente, o Brasil ainda possui. O mais irônico é que faziam parte da tropa, que fuzilou o músico e o catador de recicláveis, homens pretos e pardos. Esses homens acreditam nesse sistema de exclusão social que o racismo estrutural, que também é estruturante, impõe a eles. Isso é o mais doloroso de tudo.

Agência Brasil:  A senhora viu a extensão da repercussão da decisão do STM. Há questionamentos nacionais e internacionais sobre a existência de uma justiça militar no Brasil, inclusive de ser uma corte corporativista. Como a senhora, que será presidente do STM a partir de março do ano que vem, viu isso?

Ministra Maria Elizabeth:  A primeira atitude que eu procurarei tomar na minha presidência é abrir a Justiça Militar para a sociedade. Os operadores do direito, inclusive os juízes de direito, não conhecem a Justiça Militar. Eu atribuo essa responsabilidade a nós mesmos. Nós queremos nos tornar conhecidos.

Se nós queremos mostrar a nossa importância para a República, somos nós que temos que fazer uma autopropaganda. Essa é a verdade. Nós temos que mostrar que é a justiça que garante a hierarquia e a disciplina dentro dos quartéis, e julgam em tempo célere.

É preciso ter uma justiça judicial. Não uma corte marcial. É exemplo do que acontece nos Estados Unidos e em quase todos os países latino-americanos que têm justiça militar. O único modelo semelhante ao nosso é o da  Espanha. É uma justiça penal especializada, como a Justiça do Trabalho e a Justiça Eleitoral. Estamos na Constituição desde a Carta de 1946, que é uma carta democrática, fruto de uma Assembleia Nacional Constituinte.

A lição que eu quis deixar assentada no meu voto é que não é admissível que o Estado se comporte dessa forma. Eles foram sujeitos a um perfilamento racial, a um estereótipo de inimigo, de um racismo estrutural que, infelizmente, o Brasil ainda possui.
 


Pessoas carregam o caixão com o corpo do músico Evaldo Rosa dos Santos, que foi morto durante uma operação militar.
Pessoas carregam o caixão com o corpo do músico Evaldo Rosa dos Santos, que foi morto durante uma operação militar.

Pessoas carregam o caixão com o corpo do músico Evaldo Rosa dos Santos, que foi morto durante uma operação militar. – Reuters/Sergio Moraes/Direitos Reservados

Agência Brasil:  A senhora entende que é necessário dar mais publicidade sobre e como o STM julga?

Ministra Maria Elizabeth: Sobre tudo. Sobre qual é o papel do STM. Não é uma Corte de 1964, como muitos pensam (foi criada em 1808 por Dom João, príncipe-regente de Portugal). É preciso que nós realmente mostremos à sociedade quem nós somos. Porque, de outro modo, como é que nós vamos nos fazer conhecidos? A propaganda é a alma do negócio. E é para mostrar que a gente existe e que a gente tem um papel importante que exercemos dentro do Estado Democrático de Direito.

Agência Brasil: Aproveitando que a senhora falou isso, ainda há muita dúvida da sociedade sobre qual o papel do STM. Sobre essa história específica, do Caso Guadalupe, não há dúvida que esse caso deveria ir para o STM e não para o tribunal civil? Houve alguma discordância sobre isso?

Ministra Maria Elizabeth: Na verdade, há uma discordância da minha parte, mas eu tive que aceitar. Eu entendo que crimes dolosos contra a vida cometidos por militares contra civis têm que ser julgados pelo Tribunal do Júri. Mas não são. Na Justiça Militar Estadual é, mas na Justiça Militar Federal não.

Agência Brasil: Por quê?

Ministra Maria Elizabeth:  Porque a lei que trata da Garantia da Lei e da Ordem, que era uma medida provisória, autoriza esse julgamento. Então, nós fazemos. Mas eu entendo que crimes dolosos contra a vida deveriam ser objeto de decisão num tribunal do júri, a sociedade julgando a própria sociedade.

Mas, de toda sorte, não é assim que funciona. Eu tive que me render às evidências. A nossa jurisdição é única e exclusivamente criminal. Nós só julgamos crimes militares definidos em lei, não crimes dos militares.

Então esses crimes militares podem ser perpetrados por militares ou por civis, diferentemente da Justiça Militar Estadual, que julga crimes militares e infrações disciplinares, então também julga matéria civil, que são as infrações disciplinares, de militares e de integrantes do Corpo de Bombeiros. Não julga civis. Nós atuamos dessa maneira.

Agência Brasil: Isso porque seria um crime militar…

Ministra Maria Elizabeth: Sim porque foram militares na condição de agentes.

Agência Brasil: E em serviço?

Ministra Maria Elizabeth: Mesmo se os militares estivessem fora de serviço, continuaria sendo um crime militar. Eu vou definir grosso modo. Os crimes militares são aqueles cometidos pelos militares independentemente de estarem em serviço ou não, aqueles cometidos contra a administração militar, às forças armadas em geral, e aqueles cometidos em locais sob administração militar.

No caso, os agentes, os réus, eram militares. E por isso é que a competência era nossa para julgar o crime

Agência Brasil: Mudando de assunto, eu sei que a senhora não vai poder falar sobre o mérito do indiciamento dos 25 militares acusados, inclusive oficiais-generais, de tentativa de golpe de Estado. A senhora poderia explicar quais são os crimes que podem ser julgados pelo STM?

Ministra Maria Elizabeth:  Na verdade, são duas hipóteses que nós poderíamos julgar. Os crimes militares conexos, então, eventualmente, um desacato. Se for comprovado que um general desacatou o comandante do Exército, isso é desacato a superior. Então, nós podemos julgar porque é um crime propriamente militar.

E também as representações para indignidade ou incompatibilidade com o oficialato ou eventuais conselhos de justificação, que são tribunais de honra. Quando o militar é condenado a mais de dois anos e a sentença penal transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recursos,  o militar é submetido às representações de indignidade. Nesse caso, a competência é privativa e exclusiva do Superior Tribunal Militar para julgar.

Agência Brasil: Essas informações chegam ao STM também pelo inquérito da Polícia Federal?

Ministra Maria Elizabeth: Não. Depois do Supremo, que será o tribunal competente para julgar e condenar. Nós nem apreciamos o mérito da condenação. Se a pena foi superior a dois anos, transitou em julgado, aí cabe o conselho de justificação ou representação por indignidade ou incompatibilidade. Nós não examinamos nenhum mérito da questão penal que deu origem à pena.

Conheça a lei sobre o Conselho de Justificação
 

Agência Brasil: O Conselho de Justificação é também a partir dos pares?

Ministra Maria Elizabeth:  É sempre militar. O Conselho de Justificação começa com o comandante. Eles farão um  parecer dizendo que o militar está ou não justificado e enviarão ao STM, que vai justificar a perda do posse da patente para com o oficialato.

Agência Brasil: Inclusive dos oficiais generais? Alguns indiciados seriam mais antigos (mais tempo de vida militar no generalato, como os generais-de-exército Braga Netto e Augusto Heleno) do que quem pode analisar os casos, certo?

Ministra Maria Elizabeth: Sim, seriam mais antigos. Mas tem uma coisa que acontece nas Forças Armadas, que é a seguinte: quando o militar passa para a reserva, automaticamente o mais moderno (que está na ativa), se torna mais antigo.

Agência Brasil: Ministra, a imagem das Forças Armadas ficou bastante arranhada durante todo esse processo. A senhora atribui isso à participação dos militares na política? Como é que a senhora está vendo isso?

Ministra Maria Elizabeth: Sim. Em parte. Eu sempre defendi que os militares têm que se submeter ao poder civil. A criação do Ministério da Defesa pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, é uma consequência disso.

Os homens que são armados e investidos no monopólio da força legítima pelo Estado têm que se submeter ao poder civil e se subordinar às regras civis e militares que os enquadram.

Então, nesse sentido, não pode haver esse constrangimento de militar participar da política. Porque quando a política adentra os quartéis, a hierarquia e a disciplina saem arranhadas. E foi o que aconteceu.

Subordinado ofendendo comandante, militar querendo inventar golpe de Estado. Agora, é preciso que haja uma separação da instituição dos seus autores. É preciso separar o joio do trigo. Mas a sociedade não tem essa visão transparente, não tem essa lucidez para ver que são determinados indivíduos que serão apenados, que serão julgados, que participaram desses delitos.

Houve realmente um dos efeitos mais nefastos do governo Bolsonaro (2019 – 2022), essa participação maciça de militares e essa ocupação maciça de militares nos postos de poder que deveriam ser destinados a civis.

Isso acabou subvertendo toda uma lógica que deveria integrar os quartéis. E isso é terrível porque compromete não só as instituições do Estado que são responsáveis pela defesa da soberania estatal, mas também compromete o próprio Estado Democrático de Direito, que foi arduamente conquistado em 1988 com a Carta Política.
 

Eu entendo que crimes dolosos contra a vida cometidos por militares contra civis têm que ser julgados pelo Tribunal do Júri. Mas não são. Na Justiça Militar Estadual é, mas na Justiça Militar Federal não.

 


A presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Rocha inaugura a exposição “Vozes da Defesa” (José Cruz/Agência Brasil)
A presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Rocha inaugura a exposição “Vozes da Defesa” (José Cruz/Agência Brasil)

Ministra toma posse em março como primeira mulher à frente da Corte Militar  (José Cruz/Agência Brasil)

Agência Brasil: A formação dos militares pode ser vista com preocupação?

Ministra Maria Elizabeth:  Eu não conheço os currículos das academias. Mas o que é dito pelos meus colegas é que tem disciplinas de Direitos Humanos e a parte da observância do que a Constituição preceitua.

Mas eu acho que realmente tudo começa pelo letramento, pela educação e digo isso não apenas para as academias militares. Eu acho que para as escolas em geral.

É preciso que se dê muita ênfase nas universidades, no Ensino Médio, sobre a importância do que é a democracia. Porque muitos dos jovens de hoje não viveram o período ditatorial. E eles não sabem o que é viver fora de um regime democrático. Eles não sabem o que é sentir medo do Estado.

Não tem nada pior do que temer o Estado. O Estado pode ser um inimigo invisível que você não tem como combater. A prova disso está em Guadalupe. O Evaldo e o Luciano não tinham como combater os militares fortemente armados que os fuzilaram, que os executaram impiedosamente, sem dar uma chance à dúvida.

Não há nada pior do que ter por inimigo o Estado. E numa ditadura é assim, o Estado é o inimigo. Se você pensa diferente, ele aniquila.

É o que eu digo, o letramento e a educação são fundamentais, mas não apenas dentro das academias militares, fora delas, principalmente. Porque todos os militares são pessoas oriundas das classes médias. Eles vieram de famílias ou de militares ou de famílias civis. Mas todos passaram pelas escolas e são educados dentro de suas casas com ideologias. Então, é preciso que, dependendo de que cada um pense e que tenha o direito de pensar livremente, é preciso que a democracia seja um norte que nos guia a todos.

Não importam as nossas ideologias, não interessa em quem nós votamos. O que importa é sempre buscar o aperfeiçoamento democrático. Com o aperfeiçoamento do Estado, para que todos nós possamos nos manifestar livremente e sermos felizes. A felicidade, ao fim e ao cabo, é o que a Constituição, quando fala em dignidade, direito à vida, direito à educação, direito ao meio ambiente saudável, é o que ela está defendendo. Aqui não é a Constituição de Butão (país da Ásia Meridional), que fala abertamente sobre o direito à felicidade, mas, ao fim e ao cabo, é o que ela é.

Agência Brasil: A senhora vai assumir em março a presidência do STM. O que a senhora quer para o seu mandato?

Ministra Maria Elizabeth Rocha: O que eu quero, antes de tudo, é abrir as portas do Superior Tribunal Militar à sociedade. E com isso eu vou buscar um assento no Conselho Nacional de Justiça, que nós não submetemos.

Nós não temos direito nem a voto. A emenda 45 de 2004, quando criou o CNJ, esqueceu que existe uma justiça penal especializada e nos deixou de fora.

Eu quero criar uma assessoria de diversidade, minorias, gênero e racial, para que nós possamos trazer para dentro da nossa casa a alteridade. A partir do momento em que o outro é visto como um igual, ele passa a não ser mais temido, ele não é mais objeto de desconfiança. Quero criar uma assessoria internacional porque eu acho que os diálogos entre as cortes constitucionais e as cortes militares e os tribunais de todos os estados, sobretudo da América Latina, são fundamentais para que nós possamos ampliar a nossa visão de mundo.

 Eu quero destacar processos e julgamentos históricos por meio de publicações que são relevantes e que mostrem a nossa importância para o mundo democrático.

Algumas são judiciais, outras são administrativas, mas não interessa. Trocar ideias, câmbio de doutrinas e de mentalidades, fomentar seminários, congressos. Eu sempre considerei importante. Além de ser uma acadêmica, vivi 30 anos dentro de uma sala de aula, me aposentei como professora. Eu também vejo que essa abertura é fundamental para o arejamento das ideias.

Fonte: Agência Brasil

Oportunidades de emprego em 10 RAs nesta quinta-feira (26) nas agências do trabalhador

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As agências do trabalhador do DF oferecem 235 vagas de trabalho em 10 regiões administrativas diferentes para quem estiver atrás de oportunidades após o feriado de Natal. Destaque para Taguatinga, onde 66 ofertas estão disponíveis, cinco delas para pessoas com deficiência (PcD).

Para pessoas com ensino médio completo, as agências oferecem 52 vagas para operador de caixa, a maioria sem a necessidade de experiência prévia. Os salários vão de R$ 1.515 a R$ 1.775, além de benefícios.

Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram

O posto com a maior remuneração está em Ceilândia Norte, com três vagas para pedreiro, sem necessidade de experiência, com salário de R$ 2.200 e benefícios adicionais.

Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo Sine Fácil ou ir a uma das 14 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores que desejam ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo aplicativo Sine Fácil. Também é possível solicitar atendimento pelo e-mail gcv@setrab.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet).

Fonte: Agência Brasília

Uso de carros elétricos é incentivado com a instalação de novos pontos de recarga

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Avaliados como uma boa alternativa de mobilidade quando se fala em sustentabilidade e economia, os veículos elétricos ganham cada vez mais espaço no mercado brasileiro. Pensando na acessibilidade da população a esses equipamentos, o Distrito Federal dispõe de diversos eletropostos para uso da população e, junto à Secretaria de Meio Ambiente (Sema-DF), investiu na instalação de mais pontos de recarga para veículos elétricos no Jardim Botânico e no Zoológico de Brasília.

“Com essas iniciativas, o Distrito Federal se posiciona na vanguarda das políticas ambientais no Brasil, mostrando que é possível aliar desenvolvimento e sustentabilidade”

Wallison Couto, diretor-presidente do Jardim Zoológico de Brasília

Essas duas unidades de carregamento se somam ao sistema de energia solar fotovoltaica do DF, que conta com cerca de 130 eletropostos. Para o secretário do Meio Ambiente e Proteção Animal, Gutemberg Gomes, a instalação dos pontos de recarga reflete o compromisso da pasta com a preservação dos recursos naturais e a promoção de alternativas sustentáveis.

“Estamos investindo em um futuro onde a mobilidade urbana seja harmoniosa com o meio ambiente, reduzindo as emissões de carbono e a poluição sonora e incentivando o uso de fontes de energia limpas”, afirma. “Com essas iniciativas, o Distrito Federal se posiciona na vanguarda das políticas ambientais no Brasil, mostrando que é possível aliar desenvolvimento e sustentabilidade.”

O diretor-presidente do Jardim Zoológico de Brasília, Wallison Couto, reforça a cooperação com a Sema-DF no objetivo de trazer sustentabilidade por meio da energia limpa. “A gente começou a divulgar para que a família que utiliza esse tipo de veículo venha para o zoo, porque, enquanto o carro está recarregando a bateria, ela está passeando”, indica. “Futuramente, a gente vai colocar no mapa onde está o ponto para ficar ainda mais fácil, e nossa intenção é ter pelo menos mais uns três pontos aqui”.

Comodidade

O servidor público Heldon Araújo, 37, é um dos usuários que aproveitam os pontos públicos de recarga, normalmente o que fica no estacionamento da administração do Zoológico e próximo ao museu. Morador da Candangolândia, ele conta que utiliza o equipamento desde que adquiriu um carro elétrico, no início do ano.

“Eu comprei esse carro já pensando na comodidade de não ter que parar e gastar tanto em postos de gasolina”, relata. “Quase todo dia eu venho aqui abastecer, e o custo é zero. E tem o ponto forte desse veículo não produzir monóxido de carbono e não poluir o meio ambiente. Em Brasília, está bem acelerada a aquisição desses veículos.”

Já no Jardim Botânico de Brasília (JBB), o equipamento público de recarga fica na Alameda das Nações, próximo ao Ponto de Açaí Gourmet e restaurante Cura. “Sendo uma unidade de conservação, para nós é fundamental apoiar iniciativas que invistam em energias renováveis – neste caso, colaborando para um sistema de transporte mais sustentável, limpo e eficiente”, pontua o diretor-presidente do zoo, Allan Freire.

Participação do DF

A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) indica uma evolução de eletropostos públicos e semipúblicos no Brasil. Em julho deste ano, o Brasil contava com 8.800 pontos de recarga para os mais de 130 mil usuários de veículos elétricos. Apenas no DF, são mais de 22 mil carros com essa configuração emplacados entre 2022 e 2024 – uma participação de cerca de 8% da capital federal no total de emplacados no Brasil.

Ainda segundo a associação, de janeiro a novembro de 2024, o mercado nacional emplacou 155.724 veículos leves eletrificados, ultrapassando os 93.927 de janeiro a dezembro de 2023 – que já tinha sido o melhor ano da história da eletromobilidade no Brasil. O total de eletrificados em circulação atualmente no país passa de 315 mil.

Além de gastarem menos por quilômetro rodado, os carros elétricos ajudam a preservar o meio ambiente e, por serem muito silenciosos, contribuem também para o combate à poluição sonora. Isso ocorre porque eles emitem pouco carbono na atmosfera. O combustível também pode ser gerado a partir de fontes de energia limpas, tornando-se um aliado da natureza.

Cada aparelho tem capacidade para carregar até dois carros simultaneamente. O tempo médio de carregamento é de até três horas. Para os proprietários de veículos elétricos, existem aplicativos que mapeiam os pontos de carga.

25/08/2024 - Uso de carros elétricos é incentivado com a instalação de novos pontos de recarga

Fonte: Agência Brasília

Basquete: duelos da Copa Super 8 com melhores do NBB começa em janeiro

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Os oito melhores colocados no primeiro turno do Novo Basquete Brasil (NBB) começam a disputar a partir de 25 de janeiro a Copa Super 8, torneio mata-mata com jogos únicos. Último a garantir vaga, o Vasco (7º colocado) enfrentará o vice-líder Flamengo, no Clássico dos Milhões. Já o líder Minas Tênis Clube encara o São Paulo (8º). Os demais embates serão Franca (3º) x Pinheiros (6º) e Brasília (4º)x União Corinthians (5º).

O campeão da Copa Super 8 garantirá presença na Liga das Américas 2025/2026. O maior campeão do torneio, disputado desde 2018, é Flamengo (três títulos), seguido pelo bicampeão Franca.

O segundo turno do NBB, que reúne o 18 melhores times do país prossegue a partir da próxima sexta-feira (25), com o início da 23ª rodada da primeira fase, que termina em 16 de abril de 2025. As 16 equipes mais bem colocadas disputarão as oitavas de final. Diferentemente da edição anterior, a partir das oitavas até a final valendo o título, os times classificados farão uma série de cinco jogos (dois a mais que na última temporada) para avançarem no torneio. A decisão de título está prevista para junho de 2025. O Franca é o atual campeão e detém três canecos da competição.

Confrontos de Copa Super 8

25/01 (Sábado), às 17h – KTO Minas (1º) x São Paulo (8º)
26/01 (Domingo), às 11h – Flamengo (2º) x R10 Score Vasco da Gama (7º)
26/01 (Domingo), às 16h – Sesi Franca (3º) x Pinheiros (6º)
25/01 (Sábado), às 19h30 – CAIXA/Brasília Basquete (4º) x Ceisc/União Corinthians (5º)

Aproveitamento no primeiro turno do NBB

KTO Minas (32 pontos, 88,2% de aproveitamento, 15 vitórias e 2 derrotas);

Flamengo (31 pontos, 82,4% de aproveitamento, 14 vitórias e 3 derrotas);

Sesi Franca (28 pontos, 64,7% de aproveitamento, 11 vitórias e 6 derrotas);

CAIXA/Brasília Basquete (28 pontos, 64,7% de aproveitamento, 11 vitórias e 6 derrotas);

Ceisc/União Corinthians (27 pontos, 58,8% de aproveitamento, 10 vitórias e 7 derrotas);

Pinheiros (27 pontos, 58,8% de aproveitamento, 10 vitórias e 7 derrotas);

R10 Score Vasco da Gama (27 pontos, 58,8% de aproveitamento, 10 vitórias e 7 derrotas);

São Paulo (27 pontos, 58,8% de aproveitamento, 10 vitórias e 7 derrotas);

Bauru Basket (27 pontos, 58,8% de aproveitamento, 10 vitórias e 7 derrotas);

Paulistano/CORPe (24 pontos, 41,2% de aproveitamento, 7 vitórias e 10 derrotas);

Unifacisa (24 pontos, 41,2% de aproveitamento, 7 vitórias e 10 derrotas);

Farma Conde/São José Basketball (24 pontos, 41,2% de aproveitamento, 7 vitórias e 10 derrotas);

Mogi Basquete (23 pontos, 35,3% de aproveitamento, 6 vitórias e 11 derrotas);

Corinthians (23 pontos, 35,3% de aproveitamento, 6 vitórias e 11 derrotas);

Pato Basquete (23 pontos, 35,3% de aproveitamento, 6 vitórias e 11 derrotas);

Botafogo (22 pontos, 29,4% de aproveitamento, 5 vitórias e 12 derrotas);

Fortaleza B.C/CFO (21 pontos, 23,5% de aproveitamento, 4 vitórias e 13 derrotas); e

Caxias do Sul Basquete (21 pontos, 23,5% de aproveitamento, 4 vitórias e 13 derrotas).

* Com informações da Liga Nacional de Basquete (LNB)



Fonte: Agência Brasil

Avião comercial da Embraer cai com 67 passageiros no Cazaquistão

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Um avião comercial da Azerbaijan Airlines, com 67 pessoas a bordo, incluindo 5 tripulantes, caiu perto da cidade de Aktau, no Cazaquistão, na madrugada desta quarta-feira (25), informam agências internacionais. A aeronave, um jato fabricado pela empresa brasileira Embraer, voava de Baku, no Arzeibaijão, para Grozny, capital da região da Chechênia, no sul da Rússia, mas acabou desviando da rota original até cair do lado oposto do Mar Cáspio.

O órgão regulador da aviação da Rússia afirmou que o desvio ocorreu por uma emergência, que pode ter sido causada por uma colisão com pássaros. Antes de cair, a aeronave voou perto do aeroporto de Aktau.

Vídeos do acidente divulgados em órgãos de imprensa e redes sociais mostram o avião descendo rapidamente antes de explodir ao atingir a costa, e uma espessa fumaça preta subindo. Relatos informam que passageiros ensanguentados e machucados foram vistos caminhando sobre a fuselagem que havia permanecido intacta.

O Ministério de Emergências do Cazaquistão disse em um comunicado que os bombeiros apagaram o incêndio e que haveria ao menos 32 sobreviventes, incluindo duas crianças, que foram levadas a um hospital próximo. Os corpos dos mortos estavam sendo resgatados.

O presidente Vladimir Putin expressou suas condolências, assim como Ilham Aliyev, o presidente do Azerbaijão. Aliyev decidiu deixar a Rússia, onde deveria participar de uma cúpula na quarta-feira (25), e voltar para casa. Ramzan Kadyrov, o líder da Chechênia apoiado pelo Kremlin, expressou suas condolências em uma declaração e disse que alguns dos que estavam sendo tratados no hospital estavam em condições extremamente sérias e que ele e outros rezariam por sua rápida recuperação.

Em nota, a Embraer, fabricante da aeoronave, lamentou o acidente e se colocou à disposição para ajudar as autoridades na investigação das causas da queda.

“Estamos profundamente tristes com a ocorrência de hoje, próximo a Aktau, no Cazaquistão. Os nossos pensamentos e sinceras condolências vão para as famílias, amigos, colegas e entes queridos afetados pelo ocorrido. Estamos acompanhando de perto a situação e continuamos totalmente empenhados em apoiar as autoridades competentes”, disse a companhia.

* Com informações da Agência Reuters


Fonte: Agência Brasil