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Férias Literárias começam nesta segunda na Gibiteca Jorge Braga

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Férias Literárias começam nesta segunda na Gibiteca Jorge Braga

Férias na gibiteca: opção gratuita para entretenimento das crianças no mês de janeiro (Fotos: Kamilla Brandão)

A Gibiteca Jorge Braga, unidade do Governo de Goiás gerida pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), realiza, a partir da próxima segunda-feira (06/01), a segunda edição das Férias Literárias. A programação especial é voltada para crianças de 6 a 12 anos e busca proporcionar momentos de diversão e aprendizado durante o recesso escolar.

A novidade deste ano é a mesa digital, uma ferramenta interativa que permite desenhar, escrever e pintar em uma tela digital, utilizando uma caneta especial sensível ao toque. Com a nova aquisição, o espaço da Gibiteca torna-se ainda mais moderno e envolvente, promovendo uma experiência imersiva que combina tecnologia, criatividade e acessibilidade.

Férias Literárias começam nesta segunda na Gibiteca Jorge BragaFérias Literárias começam nesta segunda na Gibiteca Jorge Braga
Mesa Digital é novidade deste ano (Foto: Kamilla Brandão)

As Férias Literárias oferecem, ainda, uma sessão de contação de histórias e uma oficina de escrita criativa de fanzines, que serão realizadas nos dias 10 e 17, das 14h30 às 16h30. As vagas são limitadas, e as inscrições devem ser realizadas pelo e-mail bibliotecapiovargas.cultura@goias.gov.br.

Além dessas atrações, durante todo o mês de janeiro as crianças poderão aproveitar diversas atividades livres, como jogos educativos digitais, desenhos para colorir, leitura e jogos de tabuleiro. A Gibiteca Jorge Braga funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e está localizada no Centro Cultural Marietta Telles Machado, na Praça Cívica, em Goiânia.

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Gibiteca funciona na Praça Cívica, em Goiânia (Foto: Kamilla Brandão)

Saiba mais

Eventos culturais movimentam economia

Secult celebra avanços históricos para cultura goiana em 2024



Fonte: Portal Goiás

Estado anuncia reajuste para professores das Escolas do Futuro e músicos

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Estado anuncia reajuste para professores das Escolas do Futuro e músicos

Professores das Escolas do Futuro de Goiás e músicos da Orquestra Filarmônica de Goiás vão receber reajuste salarial de 10,55% (Foto: Secti)

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) anuncia reajuste salarial de 10,55% para os professores das Escolas do Futuro de Goiás (EFGs) e músicos da Orquestra Filarmônica de Goiás. O aumento, que também beneficiará as equipes técnicas, incluindo coordenadores e administrativos, será pago já na próxima semana, com referência a dezembro de 2024.

Para os diretores e vices das EFGs, o reajuste será de 21%.

“O objetivo é valorizar a carreira desses profissionais. As nossas escolas do futuro têm dado oportunidade para a formação de muitos estudantes que buscam conhecimento na área da tecnologia. Também voltamos a nossa atenção para os músicos da Orquestra Filarmônica de Goiás, que tem prestigiado a população levando a cultura, a música clássica para todos. Hoje, a orquestra é uma das melhores do país”, ressalta o governador Ronaldo Caiado.

Reajuste

O percentual do reajuste equivale ao concedido ao funcionalismo público do Estado de Goiás, o que busca garantir a equidade entre os servidores e evitar disparidades salariais. Os trabalhadores tanto das Escolas do Futuro quanto da Filarmônica são contratados em regime de Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

A gestão das instituições é feita pela Universidade Federal de Goiás (UFG), e o reajuste foi garantido por aditivo feito pela Secti no convênio firmado com a Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape/UFG), órgão responsável pelo pagamento dos salários dos profissionais.

“Goiás é o estado que dá certo graças ao esforço de cada um dos nossos colaboradores, e não deixamos de valorizar esse esforço. Além disso, um salário competitivo facilita a atração de profissionais qualificados e evita a perda de talentos para outras instituições. O reajuste, portanto, demonstra o compromisso do governo com a educação técnica estadual e com os profissionais que atuam nessa área”, afirma o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto.

José Frederico destaca que o reajuste, que deve beneficiar quase 600 pessoas, é mais um passo dado pelo governo estadual rumo à valorização do ensino técnico em tecnologia. Pesquisa do Itaú Educação e Trabalho identificou que profissionais que cursaram o ensino médio técnico ganham, em média, quase um terço a mais do que aqueles que possuem apenas o ensino médio tradicional.

Fonte: Portal Goiás

Órgão de controle do GDF celebra 22 anos de trabalho em prol da transparência

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Já imaginou o impacto de uma gestão pública sem o apoio estratégico da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF)? Há 22 anos, a CGDF tem sido a guardiã da ética e da eficiência na gestão do DF. Desde 2003, a transparência e o controle social garantem que o dinheiro dos contribuintes seja utilizado de forma correta e mais eficiente, auxiliando os órgãos na aplicação da legalidade e de melhores entregas para a população do DF. 

Sem a CGDF, o Portal da Transparência do DF não seria tão fácil de navegar. Talvez não tivesse tantas informações, e isso significaria que a população teria dificuldade em acompanhar como o governo gasta o dinheiro público. Esse trabalho tem sido reconhecido anualmente; em 2024, a Controladoria-Geral ganhou o selo diamante em transparência da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas. 

320 mil

Número de registros feitos em 2024 no sistema de ouvidoria do GDF

Graças à aplicação de linguagem simples, experiência do usuário e  uso inteligência artificial, o sistema virtual Participa DF, que facilita a comunicação entre a sociedade e o governo, conquistou mais de 1 milhão de cidadãos cadastrados, o que equivale a um terço da população total do DF. O Participa DF também trouxe mais segurança nos dados dos usuários e diminuiu de 15 para 5 minutos o tempo de registro de manifestações, o que estimula a participação da população.  

Atualmente, por meio da CGDF, as respostas às solicitações da Lei de Acesso à Informação (LAI) são respondidas em uma média de sete dias. A Ouvidoria do GDF, por sua vez, opera com a mesma agilidade, permitindo acesso a dados em tempo real sobre as principais necessidades da população, o que ajuda na tomada de decisão e de investimento de recursos.  Em 2024, foram mais de 320 mil registros no sistema de ouvidoria, o que demonstra a confiança da população no sistema.  

Fiscalização e combate à corrupção 

Em 2012, a CGDF – que tem a missão de auditar o uso do dinheiro público – apurou, em Tomada de Contas Especial, mais de R$ 11 milhões possivelmente utilizados de forma incorreta. Estimativas mais recentes mostram também a importância do trabalho preventivo realizado pela Controladoria. Em 2024, houve economia potencial de R$ 947 mil identificada em uma única obra, com 62% desse valor recuperado imediatamente e a cobrança de um material mais seguro, conforme contratado para a construção de um viaduto, o que também garante a segurança da população. 

Com a criação do Sistema de Gestão de Auditorias do DF, o SaeWeb, ainda em 2009, a CGDF automatizou auditorias e promoveu maior eficiência. O sistema fez tanto sucesso que diversos estados brasileiros solicitaram o código-fonte e utilizam o SaeWeb atualmente para desempenhar o controle interno. A auditoria dos contratos e o combate à corrupção ajudam a evitar desperdícios e a proteger o dinheiro de todos. 

Serviços públicos prioritários 

A CGDF é essencial para fiscalizar obras como hospitais, escolas e viadutos, garantindo prazos e qualidade. Sem ela, muitos projetos poderiam não ter sido concluídos. A CGDF também atua para garantir que convênios com organizações não governamentais (ONGs) sejam executados corretamente.

A CGDF também é responsável por estimular a governança no GDF, o que significa  prezar pela legalidade, mas também buscar formas de facilitar e agilizar o trabalho do servidor público, além de cobrar o compromisso de integridade de empresas que são contratadas pelo governo.  

Celebração 

Todos esses casos apresentados são uma mostra da importância da CGDF para a melhoria das entregas realizadas à população do Distrito Federal. Em celebração aos 22 anos a Controladoria do DF lançou a campanha E se a CGDF não existisse?, que pode ser acompanhada nas redes sociais do órgão no Instagram, LinkedIn, Facebook e X (antigo Twitter). Basta pesquisar por CGDF oficial. Veja mais neste site.

*Com informações da CGDF

Fonte: Agência Brasília

Operação Ano Novo: PRF aponta queda de acidentes e mortes nas rodovias

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou nesta quinta-feira (2) o balanço da Operação Ano Novo. No período de 27 de dezembro a 1º de janeiro, aconteceram 1.023 acidentes nas rodovias federais, uma queda de 9,8% em relação às ocorrências registradas na operação anterior (1.134). No caso das mortes, a redução foi de 18,6% (de 86 para 70 óbitos). O número de feridos diminuiu 20,8% (de 1.554 para 1.231).

A operação teve como foco combater a embriaguez ao volante nas rodovias federais. A PRF registrou 1.577 infrações relacionadas à intoxicação por álcool, sendo 212 por constatação de que os condutores consumiram bebidas alcoólicas antes de dirigir e 1.365 por recusa a se fazer o teste do etilômetro, popularmente conhecido como teste do bafômetro.

Nos seis dias de operação, a PRF apreendeu 4.912 quilos (kg) de maconha e 116 kg de cocaína. A polícia também apreendeu oito armas de fogo e recuperou 90 veículos. Nesse período, 527 pessoas foram detidas.

*Estagiária sob supervisão de Denise Griesinger.

Fonte: Agência Brasil

Consumo de hambúrguer aumenta entre crianças de 2 a 4 anos no Distrito Federal

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O consumo de hambúrguer aumentou entre crianças de 2 a 4 anos no Distrito Federal. É o que revela o Boletim Informativo de Vigilância Alimentar e Nutricional  do Distrito Federal, publicado nesta semana. Os hábitos de mais de 35,5 mil pessoas foram compilados no documento, que traz informações de 2023 e um comparativo com o ano anterior.

A publicação mostra que, em 2022, 28% de crianças dessa faixa etária consumiram a combinação de disco de carne, pão e queijo e/ou embutidos. Já em 2023, o número subiu para 36%.

Elaborado pela Gerência de Serviços de Nutrição (Gesnut) da Secretaria de Saúde (SES-DF), o boletim tem o objetivo de apresentar os resultados obtidos pelos relatórios extraídos do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), que monitora a população atendida pela Atenção Primária à Saúde.

“O problema do consumo de hambúrguer é que, em muitos casos, os ingredientes são alimentos ultraprocessados, ricos em aditivos químicos, e substituem as refeições baseadas em alimentos in natura ou minimamente processados”

Carolina Gama, gerente da Gerência de Serviços de Nutrição

“O problema do consumo de hambúrguer é que, em muitos casos, os ingredientes são alimentos ultraprocessados, ricos em aditivos químicos, e substituem as refeições baseadas em alimentos in natura ou minimamente processados, característicos da cultura alimentar do brasileiro”, aponta a gerente da Gesnut, Carolina Gama.

Adolescentes e adultos

Entre os adolescentes, em 2022, 39% consumiram hambúrguer e/ou embutidos. Em 2023, o consumo subiu para 50%. Segundo o levantamento, o hábito de fazer as refeições assistindo à televisão também cresceu nessa faixa etária para 77%.

“Durante a refeição, a atenção deve estar voltada à alimentação, pois estimula o ato de mastigar mais vezes, melhorar a digestão e a percepção da sensação de saciedade. Comer assistindo a telas incentiva o consumo de alimentos ricos em açúcar, gorduras e sódio”, acrescenta Gama.

Já entre os adultos, em 2023, 35% ingeriram esse tipo de alimentação, um aumento de 7 pontos porcentuais se comparado ao ano anterior (28%).

Idosos

A população acima dos 60 anos também aumentou o consumo desses lanches, registrando 18% em 2023 contra 16% em 2022. De acordo com a publicação, os aumentos – em todas as faixas etárias – podem estar relacionados a fatores como a procura por fast food, a comodidade do delivery e mudanças no estilo de vida da população.

Bebês

Apesar de uma ligeira queda, bebês de 6 a 24 meses também estão experimentando cada vez mais cedo alimentos não saudáveis. Segundo o boletim, 32% desse público consumiram alimentos ultraprocessados, dado abaixo do verificado no ano anterior, que registrou 35%.

Além disso, em 2023, 8% desses bebês consumiram hambúrguer e/ou embutidos, 18% fizeram o consumo de bebidas adoçadas e 16% consumiram macarrão instantâneo, salgadinho de pacote, biscoito salgado ou recheado, doces e/ou guloseimas.

Obesidade infantil

Os números do boletim reforçam a necessidade de intervenções preventivas e de promoção de hábitos saudáveis desde a infância

Os índices de excesso de peso e obesidade infantil também são preocupantes. Uma em cada dez crianças está com sobrepeso. Em 2023, o percentual foi mais elevado na faixa de 5 a 10 anos (12,22%) em comparação com a crianças de 2 a 4 anos (9,39%) – desse total, mais de 4% já foram diagnosticadas com obesidade, uma condição que não apenas afeta o crescimento e desenvolvimento infantil, mas também aumenta significativamente os riscos de problemas de saúde na vida adulta.

De acordo com Carolina Gama, esses números reforçam a necessidade de intervenções preventivas e de promoção de hábitos saudáveis desde a infância. “O boletim tem como objetivo subsidiar o planejamento de ações que visem principalmente ao enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis e da insegurança alimentar e nutricional da população do Distrito Federal”, explica.

Amamentação

O boletim destaca, ainda, um aumento importante do Aleitamento Materno Continuado (AMC) em bebês de 6 a 24 meses em relação aos três últimos anos no Distrito Federal: 73,4% das crianças acompanhadas estavam vivenciando essa prática, dado superior ao encontrado em 2022 (66%) e ao dado nacional de 2023 (61%).

A Região de Saúde Leste e a Região de Saúde Norte apresentaram os maiores percentuais de crianças em AMC. Já a Região de Saúde Central teve o menor índice, registrando 66,67%.

A continuidade de ações de promoção do aleitamento materno é fundamental, pois, além de ser fator protetor à saúde da criança, favorece o vínculo entre mãe e bebê e oferece inúmeros benefícios para família, comunidade, a curto, médio e longo prazo.

*Com informações da Secretaria de Saúde

Fonte: Agência Brasília

Costa do Marfim e Senegal anunciam saída de militares franceses

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A exemplo de outras nações africanas, os chefes de Estado da Costa do Marfim e do Senegal anunciaram planos para acabar com a presença militar da França em seus países em 2025. Para especialistas consultados pela Agência Brasil, as ex-colônias francesas buscam afirmar sua soberania nacional frente ao antigo colonizador que, após as independências, seguiu com forte influência econômica, política e militar na região.

O presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye (à direita), em pronunciamento à nação no último dia de 2024, anunciou o fim da presença militar estrangeira no país africano.

“Já pedi ao ministro das Forças Armadas que proponha uma nova doutrina de cooperação em defesa e segurança envolvendo, entre outras consequências, o fim de todas as presenças militares de países estrangeiros no Senegal, a partir de 2025”, afirmou Faye, que já vinha defendendo o fechamento de todas as bases militares da França no país.

Anúncio semelhante fez o presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, também no pronunciamento de fim de ano feito à população. Segundo Ouattara, a Costa do Marfim está disposta a assumir plenamente a gestão da sua segurança nacional.

“Nos orgulha nosso exército, cuja modernização já está em vigor. É neste contexto que decidimos pela retirada concertada e organizada das forças francesas da Costa do Marfim. O acampamento do 43º batalhão de infantaria de fuzileiros navais de Port-Bouët será entregue às Forças Armadas da Costa do Marfim a partir deste mês de janeiro de 2025”, destacou o mandatário costa-marfinense.

Com isso, a Costa do Marfim se une a lista de ex-colônias africanas da França que põe fim a presença militar do país europeu nos seus territórios. Nos últimos anos, Níger, Burkina Faso, Chade e Mali também decidiram acabar com a presença militar francesa nos seus países. 


Brasília (DF) 02/01/2025 - Mapa da África francófona 
Arte EBC
Brasília (DF) 02/01/2025 - Mapa da África francófona 
Arte EBC

Descolonização

O professor de relações internacionais e defesa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Elídio A. B. Marques, destacou que esses países da África francófona mantiveram, mesmo após as independências nos anos 1960, uma forte dependência francesa, tanto econômica, quanto militar.

“Esse poder neo-imperialista se expressou fortemente no campo militar com ‘acordos de cooperação’ que significavam a forte presença militar e tecnológica da França nesses territórios”, explicou Elídio, acrescentando que essa situação criou um forte sentimento antifrancês na população.

Marques avalia os fracassos das intervenções militares francesas nesses países, nos últimos anos, levaram ao fortalecimento dos movimentos nacionalistas que questionam a presença militar estrangeira. 

O pesquisador do Observatório de Política Externa Brasileira (Opeb) da Universidade Federal do ABC (UFABC), Bruno Fabricio Alcebino da Silva, lembrou que foi muito criticada a Operação Barkhane, iniciada em 2014 para combater o terrorismo na região com a participação da França. 

“Em vez de reduzir a violência, a operação coincidiu com uma escalada de conflitos armados e crises humanitárias, alimentando críticas de que a França utiliza o pretexto da segurança para manter sua influência estratégica e proteger interesses econômicos na região”, avaliou.

Para o especialista, esse movimento de saída dos militares franceses da África está inserido em um contexto maior de descolonização prática, em que as nações africanas buscam redefinir suas relações com antigas potências coloniais.

“A África francófona, historicamente submetida à hegemonia francesa, está agora se posicionando como um espaço de contestação e transformação em busca de maior independência política, econômica e cultural”, completou.

Novos desafios

O professor da UFRJ Elídio Marques pondera que a França e demais grandes potências não devem observar essas mudanças de braços cruzados. “Tanto mais porque no interior da França a pressão exercida pela extrema direita e refletida concretamente pelos últimos sucessivos governos não é pequena”, explicou.

Para o pesquisador da UFABC, Bruno Fabricio Alcebino da Silva, os países africanos terão grandes novos desafios daqui para frente com a saída dos militares franceses.

“O fim do neocolonialismo, seja por meios democráticos ou autoritários, é um passo essencial para a soberania africana. No entanto, a retirada das potências coloniais não encerra as disputas pelo Continente. Potências como China e Rússia, além das antigas potências coloniais, continuam a competir pela exploração de recursos naturais e influência política, desafiando a verdadeira autonomia dos países africanos”, finalizou.

Entenda

Nos últimos anos, levantes ou golpes militares de cunho nacionalista assumiram o poder em países como Burkina Faso e Níger, aumentando a pressão para saída dos militares franceses da região.

Em setembro de 2023, os governos do Mali, Burkina Faso e Níger formaram um pacto de segurança e criaram a Aliança dos Estados do Sahel (AES) para se protegerem mutualmente em caso de rebeliões ou agressão externa, segundo informou a Reuters

Os países da região lutam para conter insurgentes islâmicos ligados à Al Qaeda e ao Estado Islâmico. Além disso, países da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Ecowas) ameaçaram usar a força contra o Níger após um grupo militar assumir o controle do Estado, em julho de 2023.

Fonte: Agência Brasil

Transporte público: sete capitais começam ano com passagens mais caras

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Os usuários de transportes públicos de sete capitais brasileiras começaram o ano de 2025 com as tarifas de transportes públicos mais caras: Belo Horizonte, Florianópolis, Natal, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

O aumento dos bilhetes já pesa no bolso dos passageiros de algumas cidades desde o fim de dezembro.

1 – Belo Horizonte

Em Belo Horizonte, as tarifas de ônibus foram reajustadas nesta quarta-feira (1º). O valor da passagem das linhas curtas passou para R$ 2,75 e o das linhas convencionais, R$ 5,75. Neste último caso, o aumento foi de R$ 0,50. O último reajuste ocorreu em dezembro de 2023.

Em comunicado oficial, a prefeitura de Belo Horizonte justifica o aumento. “O reajuste é necessário para a continuidade dos investimentos no transporte público e melhoria dos serviços”. As 12 linhas que circulam nas vilas e favelas da capital dos mineiros continuarão gratuitas.

2 – Florianópolis

A tarifa de ônibus em Florianópolis foi reajustada nesta quarta-feira também. O novo preço passou para R$ 5,75 para os usuários do Cartão Cidadão do Sistema Integrado de Mobilidade, que pode ser adquirido em qualquer bilheteria dos terminais de integração da capital catarinense. Para os pagamentos em dinheiro ou QRCode, o valor é R$ 6,90, o que configura a passagem de ônibus mais cara do país.

3 – Natal

Em Natal, desde domingo (29), a tarifa de ônibus custa R$ 4,90. O reajuste do valor foi aprovado pelo Conselho Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana (CMTMU) em 26 de dezembro. Para as linhas de bairro, o preço inteiro do bilhete ficou em R$ 4,30.

Em nota, o conselho afirmou que para a recomposição de 8,88% na tarifa, levou em consideração todos os insumos que compõem a planilha tarifária do Sistema de Transporte Público de Passageiros, como o preço do óleo diesel, pneu, lubrificante, salário dos motoristas, entre outros itens.

4- Recife

Já as passagens de ônibus no Grande Recife serão reajustadas no próximo domingo (5). O Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) aprovou, na segunda-feira (30), a proposta do governo de Pernambuco de reajuste de 4,29% na tarifa dos ônibus da região metropolitana da capital pernambucana no chamado Anel A, usado por mais de 80% dos passageiros.

O percentual de reajuste anunciado foi o menor entre as capitais que aumentaram as tarifas do transporte público entre o fim de 2024 e o início deste ano novo.

Com a decisão, a tarifa do transporte do Anel A aumenta de R$ 4,10 para R$ 4,28 (podendo ser arredondada para R$ 4,30). Desde 2022, os valores das passagens não eram reajustados.

5 – Rio de Janeiro

A passagem do transporte coletivo no Rio de Janeiro subirá para R$ 4,70, a partir do próximo domingo. O anúncio foi feito logo após a cerimônia de posse do prefeito reeleito Eduardo Paes. A autorização para o reajuste foi publicada no Diário Oficial do município desta quinta-feira (2).

De acordo com a publicação, a tarifa única é válida para os serviços de BRT; de VLT; transporte de passageiros por ônibus e o serviço complementar comunitário, os chamados cabritinhos, como kombis e similares que atuam em locais de difícil acesso ou sem linhas regulares de transporte.

O aumento de R$ 0,40 equivale à correção monetária pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA – considerado a inflação oficial do país – referente aos dois anos em que a tarifa ficou sem reajuste. O último havia sido em janeiro de 2023.

A tarifa de trens urbanos no Rio de Janeiro passará de R$ 7,10 para R$ 7,60, a partir de 2 de fevereiro. Em comunicado na internet, a SuperVia, concessionária que administra o transporte, afirma que o reajuste anual considera custos fixos “impactados pela inflação, como energia, manutenção dos trens e da via férrea, aquisição de peças e equipamentos importados para reposição nos trens, entre outros.”

Este reajuste não alcança os passageiros que têm direito ao Bilhete Único Intermunicipal (BUI).

6 – Salvador

A partir deste sábado (4), a tarifa do transporte público de Salvador aumentará R$ 0,40 – alta de 7,69% – e a passagem subirá de R$ 5,20 para R$ 5,60 para ônibus comum, para ônibus do Subsistema Local Integrado de Transporte (SLIT), conhecido por amarelinho, e o BRT.

O novo valor foi publicado em portaria da Agência Reguladora e Fiscalizadora dos Serviços Públicos de Salvador (Arsal) no Diário Oficial do Município, nesta quinta-feira (2).

Em comunicado público, a prefeitura de Salvador justifica que o novo valor é equivalente à inflação acumulada desde o último reajuste, em novembro de 2023. “O novo valor leva em consideração o resultado dos estudos técnicos da revisão tarifária para o quadriênio 2023-2026, desenvolvidos pela Arsal.” O poder público local afirma que a nova tarifa será praticada ao longo de todo o ano de 2025

Devido à integração no sistema de transportes, o passageiro que possuir o Salvador Card pode usar até três destes modais, e também o metrô, pagando apenas uma tarifa.

7 – São Paulo

A nova tarifa de ônibus municipais de São Paulo entrará em vigor a partir de segunda-feira (6). O valor passará de R$ 4,40 para R$ 5, o que corresponde a alta de 13,6%. A medida definida pelo Conselho Municipal de Trânsito e Transportes (CMTT) foi mantida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo nesta quarta-feira, após contestação da nova tarifa por parlamentares.

A tarifa de ônibus anterior (R$ 4,40) não era reajustada desde 2020.

No entanto, a gratuidade das passagens de ônibus nos domingos e feriados continua na capital paulista. O Domingão Tarifa Zero é direito de todos os passageiros com o Bilhete Único, até mesmo os turistas. De acordo com a prefeitura, o benefício é válido para os ônibus da cidade de São Paulo e não engloba o transporte sobre trilhos ou o sistema intermunicipal.

E não é só no ônibus que o aumento de tarifas será sentido, em São Paulo. A partir de segunda também, o governo do Estado anunciou o aumento de R$ 5 para R$ 5,20 na tarifa de trens e das linhas de metrô. E o vale transporte sobe para R$ 5,70.

Outras cidades

Em Aracaju, a passagem de ônibus da Grande Aracaju foi reajustada em 11%, nesta quarta-feira, mas a Lei 6.111/24, sancionada no fim de dezembro, prorroga o subsídio do governo local para a tarifa do transporte coletivo e a gratuidade para pessoas com deficiência (PCD) e seus acompanhantes. Com isso, a tarifa foi mantida sem aumento aos usuários do sistema de transporte coletivo de Aracaju, Barra dos Coqueiros, Socorro e São Cristóvão.

Fora das capitais brasileiras, o aumento da tarifa do transporte público também poderá ser verificado nas cidades de São Paulo. Entre elas estão: Barueri, Caieiras, Carapicuíba, Campinas, Ferraz de Vasconcelos, Itapevi, Itaquaquecetuba, Jandira, Osasco, Ribeirão Pires, Santo André, Suzano, Taboão da Serra, além do Corredor Metropolitano ABD da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), nas linhas que ligam os terminais São Mateus/Jabaquara; Diadema/Brooklin. No decorrer do mês o reajuste será nos bilhetes de Arujá e Mauá, no interior do estado.

O incremento nos valores das passagens ainda atinge os moradores de Caxias do Sul (RS) e Contagem (MG).

Fonte: Agência Brasil

Itamaraty divulga nota de repúdio ao ataque de Nova Orleans

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O governo brasileiro divulgou nota de repúdio sobre o atropelamento que deixou pelo menos 15 pessoas mortas e mais de 30 feridas em Nova Orleans, no estado de Lousiana, nos Estados Unidos.

O Itamaraty reforça que repudia qualquer ato de violência cometido sob qualquer pretexto e expressa solidariedade às famílias das vítimas.

O ataque ocorreu nesta quarta-feira (1º), quando um ex-militar norte-americano atirou uma caminhonete contra uma multidão que celebrava o Ano Novo na Bourbon Street. O incidente ocorreu às 3h15 (horário local) perto do cruzamento das ruas Canal e Bourbon, um destino turístico histórico no Bairro Francês da cidade, conhecido por atrair grandes multidões com sua música e bares.

De acordo com informações da Reuters, uma bandeira do Estado Islâmico foi encontrada no veículo, o que levou a uma investigação sobre possíveis ligações com organizações terroristas, informou o FBI em um comunicado. O FBI disse que o veículo parecia ter sido alugado.

O autor do ataque, Shamsud-Din Jabbar, de 42 anos, foi morto no local, após disparar contra a polícia.

Ele dirigiu de Houston para Nova Orleans em 31 de dezembro e postou cinco vídeos no Facebook entre 1h29 e 3h02 da manhã do ataque, nos quais dizia apoiar o Estado Islâmico, o grupo militante islâmico com combatentes no Iraque e na Síria, informou o FBI.

Fonte: Agência Brasil

Brics têm mais de 40% da população e 37% do PIB mundiais

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A soma dos nove países que já integram formalmente o Brics, além da Arábia Saudita, concentram mais de 40% da população global, com tendência de crescimento acima da média do planeta na próxima década. Além disso, respondem por 37% da economia mundial, segundo o critério Produto Interno Bruto (PIB) por poder de compra, de acordo com o Fórum Econômico Mundial. 

Criado em 2009, o Brics originalmente reunia, além do Brasil, China, Índia e Rússia. A África do Sul foi o quinto país a ingressar, em 2011, e, no ano passado, mais cinco países aderiram ao bloco: Irã, Egito, Emirados Árabes, Etiópia e Arábia Saudita. Ainda em processo de confirmação, a Arábia Saudita tem participado das reuniões do grupo, segundo o Itamaraty.

 


Brasília (DF) 26/12/2024 Brics têm mais de 40% da população e 37% do PIB mundial. Fonte Itamaraty.
Brasília (DF) 26/12/2024 Brics têm mais de 40% da população e 37% do PIB mundial. Fonte Itamaraty.

Tamanho do Brics

Os nove países que já integram oficialmente o Brics, além da Arábia Saudita, atualmente concentram mais de 40% da população global, com tendência de crescimento acima da média do planeta na próxima década. Além disso, respondem por 37% da economia mundial, segundo o critério Produto Interno Bruto (PIB) por poder de compra, de acordo com o Fórum Econômico Mundial.

Esses países detêm 26% do comércio mundial, de acordo com a Organização Mundial do Comércio (OMC). E, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o grupo concentra 44% das reservas de petróleo e 53% das reservas de gás natural do planeta. Não apenas isso, hoje produzem 43% do óleo e 35% do gás do mundo.

Setenta e dois por cento das reservas mundiais de terras raras estão nesses dez territórios, assim como 70% da produção global de carvão mineral. Rússia e Brasil detêm as maiores reservas de água doce do planeta.

Em termos militares, o grupo possui pelo menos três potências nucleares (Rússia, China e Índia).

“O Brics de fato tem o peso econômico e militar acentuado, que cada vez mais vem demandando um peso político que seja à altura dos recursos que detêm”, afirma a diretora do Brics Policy Center e professora do Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Marta Fernández.

O termo Bric, um acrônimo para os membros originais, foi criado pelo economista Jim O’Neill, em 2001, para se referir ao grupo de países que apontavam como promissores mercados emergentes no início do milênio. Em entrevistas posteriores, O’Neill disse que nunca pensou no Brics como um grupo político.

Em 2006, no entanto, os quatro membros originais se reuniriam pela primeira vez às margens da Assembleia Geral das Nações Unidas. A crise financeira mundial de 2008 daria um motivo para que o grupo decidisse se reunir anualmente para buscar uma alteração do sistema de governança global.
 


Brasília (DF) 26/12/2024 Brics têm mais de 40% da população e 37% do PIB mundial. Fonte Itamaraty.
Brasília (DF) 26/12/2024 Brics têm mais de 40% da população e 37% do PIB mundial. Fonte Itamaraty.

Influência mundial 

“Na sua origem, ficou muito claro que era uma organização informal, mas que tinha uma agenda reformista da ordem internacional. O Brics surge no contexto de uma crise dos países do Ocidente, com a crise financeira de 2008. Desde a primeira cúpula, está nas declarações a demanda por reforma da ONU, do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial”, explica o professor do Núcleo de Estudos dos Países Brics da Universidade Federal Fluminense (UFF), Evandro Carvalho.

Nesse contexto de crise econômica, surgido em um modelo econômico e político liderado pelos países ocidentais (Estados Unidos e União Europeia), os Brics passam a demandar mais influência nos destinos do mundo.

“Esses países entendiam que eles tinham peso subdimensionado na governança internacional seja na presença nas organizações internacionais, seja na definição dos rumos para a economia internacional”, ressalta o diretor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP), Pedro Dallari.

Na esteira das críticas à gestão dos grandes bancos internacionais, os Brics criaram, em 2014, sua própria instituição financeira, o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês), que apoia projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em países em desenvolvimento. “Ao criar uma organização internacional, o Brics mostrou sua capacidade de realização numa frente importantíssima”, diz Carvalho.

Além disso, como uma forma de reduzir a dependência em relação ao dólar, a moeda dos Estados Unidos, nas negociações comerciais internacionais, o Brics defende o uso de moedas locais no comércio entre seus integrantes.

“O Brics está, de alguma forma, gerando preocupações nos Estados Unidos, em relação à manutenção do dólar como moeda de referência, hegemônica. Não que o Brics tenha qualquer pretensão de substituir o dólar. A ideia é que o Brics quer ter o direito de comercializar em diferentes moedas. Isso tem a ver com a construção de um mundo multipolar, onde há vários centros de poder”, explica Marta.

Limitações

Segundo Dallari, fora da discussão da reforma da governança global, há pouca convergência entre os países do grupo, uma vez que têm interesses comerciais e valores ideológicos muito diferentes.


Comissão Nacional da Verdade (CNV) realiza diligência no Hospital Central do Exército (HCE), local da morte de Raul Amaro Nin Ferreira. Na foto,  Pedro Dallari, presidente da CNV (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Comissão Nacional da Verdade (CNV) realiza diligência no Hospital Central do Exército (HCE), local da morte de Raul Amaro Nin Ferreira. Na foto,  Pedro Dallari, presidente da CNV (Tomaz Silva/Agência Brasil)

“O Brics é um foro de concertação de posições. O Brics cumpre muito mais no sentido de um arranjo para um interesse geopolítico e de fortalecimento do multilateralismo do que propriamente pelos resultados efetivos que venha a ter como um bloco ‘econômico’”.

Além disso, Dallari diz que também há divergências em relação a grandes temas globais, como as guerras no Oriente Médio e na Ucrânia, o aquecimento global ou mesmo na contenção de pandemias, como a de covid-19.

“De maneira nenhuma, o Brics pode ser visto como um bloco capaz de atuar de maneira coesa nos grandes temas do nosso tempo, até porque, em muitos desses temas, esses países se contrapõem, são antagonistas”, destaca o professor da USP. “Fora esse desejo mais abstrato de reforma do multilateralismo, eu vejo muito pouca efetividade hoje na ação do Brics”.

Evandro Carvalho acrescenta que, no comércio internacional, por exemplo, alguns são inclusive competidores em algumas áreas. Ele destaca também que mesmo sendo apenas um grupo informal, o Brics carece de uma estrutura institucional mínima, como uma secretaria executiva, que pudesse dar mais transparência e concentrasse as iniciativas do grupo.

“Se você quer procurar informações sobre uma iniciativa qualquer do Brics, não há sequer um website que concentre isso. Você só vai encontrar nos sites das cúpulas do ano passado, do ano anterior. Não tem um website do Brics que contenha informações, e-mails, como acessar as informações, a quem a gente recorre se quisermos alguma informação para uma pesquisa, para uma entrevista”.

Apesar das limitações do grupo informal, Marta Fernández acredita que o Brics tenha uma força “material, em termos recursos, de população, de minerais críticos, de produção de petróleo, mas cada vez mais também tem uma força muito simbólica, porque, de alguma forma, vem representando uma alternativa à forma de organizar o mundo, de organizar governança global, muito a partir da ideia do sul global”.

“O Brics se tornou quase como um porta-voz ou a maior voz para o sul global, dentro dessa função de reorganização da ordem global”, complementa Carvalho.

Fonte: Agência Brasil

Minha Casa, Minha Vida supera meta de contratos em 2024, diz ministro

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O programa Minha Casa, Minha Vida superou em 25% a meta de contratação de unidades habitacionais em 2024. É o que afirmou o ministro das Cidades, Jader Filho, em entrevista veiculada pelo programa radiofônico estatal A Voz do Brasil. De acordo com ele, havia sido prevista a contratação de 1 milhão de novas unidades. A pasta, no entanto, conseguiu chegar à marca de 1,25 milhão.

“Nós avançamos muito nesse programa que, além de realizar o sonho da casa própria, também gera emprego, gera renda e desenvolve o nosso país”, disse ele. De acordo com Jader Filho, o balanço do andamento da Minha Casa, Minha Vida em 2024 é bastante positivo.

“Entregamos mais de 41 mil novas unidades habitacionais. E encontramos solução para cerca de 45 mil unidades que estavam paralisadas, outras que estavam ocupadas. Avançamos nesse tema junto com as prefeituras, com os governos de estado. Havia muitas obras que estavam paralisadas quando nós chegamos ao Ministério das Cidades. Outras estavam com ritmo bem lento. A gente conseguiu retomar essas obras e entregá-las ao Brasil”, acrescentou.

Criado pelo governo federal durante o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2009, o Minha Casa, Minha Vida é um programa habitacional voltado para atender famílias de baixa renda. Ele é conduzido pelo Ministério das Cidades e operacionalizado pela Caixa Econômica Federal. Lula costuma tratá-lo como um dos programas sociais de maior destaque de seu governo, que ganhou uma nova versão em 2023. O ministro destacou aprimoramentos que foram feitos nesta retomada do Minha Casa, Minha Vida.

“Todos os novos empreendimentos, que iniciaram as construções agora no final de 2024, obrigatoriamente têm que ter biblioteca, têm que ter varanda. A gente precisa fortalecer toda essa parte social desses empreendimentos. O limite máximo agora [é de] 750 unidades habitacionais em cada um desses condomínios. Por que fizemos isso? Porque, historicamente, esses grandes condomínios eram gigantescos e, em muitos deles, os moradores não desenvolviam um sentimento de comunidade. São diversas alterações que fizemos para melhorar a vida das pessoas que vão morar nos novos empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida”, ressaltou Jader Filho.

Fonte: Agência Brasil