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Obras restauradas do 8/1 começam a chegar ao Palácio do Planalto

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Nesta quarta-feira (8), quando se completam dois anos dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva coordenará uma cerimônia em memória ao episódio, no Palácio do Planalto, como forma de repúdio ao golpismo no país. O evento tem como atos previstos a reincorporação de 21 obras de arte vandalizadas durante a invasão ao palácio, a realização de uma sessão pública com autoridades e uma atividade com participação popular, na Praça dos Três Poderes, que está sendo chamada de Abraço da Democracia. As primeiras obras totalmente restauradas do acervo presidencial começaram a chegar ao Planalto na tarde dessa segunda-feira (6), escoltadas por agentes da Polícia Federal (PF).

De acordo com o arquiteto Rogério Carvalho, titular da Diretoria Curatorial dos Palácios Presidenciais, cinco obras foram entregues nessa segunda, entre elas o quadro As Mulatas, de Di Cavalcanti, uma tela com mais de 3,5 metros de largura por 1,2 metro de altura, considerada uma das principais obras do Salão Nobre do Planalto, que foi perfurada ao menos sete vezes pelos vândalos. A escultura de bronze O Flautista, de Bruno Giorgi, com 1,6 metro de altura, que havia sido quebrada em quatro partes, foi totalmente recuperada e também está entre as entregas realizadas.

Outra entrega importante foi uma ídria italiana, um tipo de vaso cerâmico branco e azul, do período do Renascimento, que havia sido despedaçada durante a invasão e foi restaurada em um minucioso trabalho que contou com técnicas avançadas de raio-X e análise microscópica de esmalte e pigmentos. A escultura Vênus Apocalíptica Fragmentando-se, de Marta Minujín, uma artista argentina, também foi devolvida, bem como a escultura de madeira Galhos e Sombras, de Frans Krajcberg, artista polonês naturalizado brasileiro.

Todas as obras devolvidas nesta segunda subiram pela rampa do Palácio do Planalto. De acordo com Carvalho, foi uma questão de espaço, já que algumas peças, como a tela de Di Cavalcanti e a escultura de Krajcberg, não cabem no elevador.  

Num dos momentos da cerimônia desta quarta, o presidente Lula vai descerrar o quadro de Di Cavalcanti, no Salão Nobre do Palácio do Planalto. Outro símbolo daquela invasão também será devolvido ao acervo. Trata-se de um relógio do século 17, que estava exposto no mesmo local e foi derrubado com violência por Antônio Cláudio Alves Ferreira, um dos invasores presos nos atos golpistas, em imagens amplamente reproduzidas na imprensa e nas redes sociais.


Frame de vídeo de câmera de segurança mostrando vândalo em ação no Palácio do Planalto
Frame de vídeo de câmera de segurança mostrando vândalo em ação no Palácio do Planalto

Frame de vídeo de câmera de segurança mostrando vândalo em ação no Palácio do Planalto – Reprodução/ TV Brasil

Construído pelo relojoeiro Balthazar Martinot Boulle, a peça havia sido um presente da corte francesa ao imperador Dom João VI, em 1808. Tanto o relógio quanto a caixa de André Boulle, destruídos durante os atos de vandalismo, foram completamente revitalizados na Suíça, por meio de outro acordo formalizado com a Embaixada do país europeu no Brasil.

Processo de restauro  

Para viabilizar a recuperação das obras, uma inédita estrutura laboratorial de restauração foi montada no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, por meio da Diretoria Curatorial dos Palácios Presidenciais e da Coordenação-Geral de Administração das Residências Oficiais.

A iniciativa foi fruto de uma parceria entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), que possui experiência em conservação e restauração de peças de arte. O acordo durou cerca de um ano e nove meses, com custo de R$ 2,2 milhões, em repasses feitos pelo Iphan à UFPel, para a aquisição de equipamentos, contratação de bolsistas e gastos logísticos.

 

Fonte: Agência Brasil

Gabinete de Crise finaliza atividades com 3,7 mil pacientes de Goiânia encaminhados para internação

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Secretário da Saúde, Rasível Santos, sobre o período de gestão do Gabinete de Crise: “Nenhum paciente evoluiu para óbito aguardando vaga de terapia intensiva, nenhum paciente ficou mais de 24 horas aguardando vaga e nenhum caso foi judicializado” (Fotos: Marco Monteiro)

Após 40 dias de funcionamento, o Gabinete de Crise das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) de Goiânia encerrou as atividades com um total de 3.764 pacientes encaminhados para leitos de UTI e enfermaria na capital.

Os resultados foram apresentados na tarde desta segunda-feira (06/01) pelo secretário de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), Rasível Santos, durante reunião na sede da pasta, que contou ainda com a participação do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, e de representantes dos Tribunais de Contas Municipal (TCM-GO) e do Estado (TCE-GO).

O titular da SES-GO destacou o auxílio dado pelo Estado ao município, por meio da identificação dos problemas existentes e suporte para a tomada de decisões, com visão estratégica das ações que deveriam ser adotadas para melhor gestão administrativa.

“A gente somou esforços, criou uma sinergia muito grande com o objetivo de reduzir óbitos e complicações evitáveis. E a gente conseguiu fazer isso, porque nenhum paciente evoluiu para óbito aguardando vaga de terapia intensiva, nenhum paciente ficou mais de 24 horas aguardando vaga e nenhum caso foi judicializado nesse período em que a gente criou o gabinete de crise”, ressaltou.

Para atender a demanda por vagas, a Saúde Estadual disponibilizou 332 internações em leitos de UTI adulto nas unidades próprias e contratualizadas, reduzindo em 79% as pendências por vagas de terapia intensiva na capital, que seguem zeradas nos últimos 12 dias.

  • 20 leitos de UTI adulto no Hospital Ruy Azeredo,
  • 16 leitos de UTI no Hospital das Clínicas (10 adultos e 6 pediátricos),
  • 40 leitos de UTI (20 adultos, 10 pediátricos e 10 neonatais)
  • e 55 de enfermaria no Hospital Estadual de Águas Lindas.
Gabinete de Crise das UTIs encerra atividades com 3,7 mil pacientes de Goiânia encaminhados para internaçãoGabinete de Crise das UTIs encerra atividades com 3,7 mil pacientes de Goiânia encaminhados para internação
Última reunião do Gabinete de Crise contou com a participação de representantes da SES-GO, da Prefeitura de Goiânia, do TCME-GO e TCE-GO (Fotos: Marco Monteiro)

Rasível Santos lembrou ainda os esforços para a ampliação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da capital. Em novembro, o município possuía em funcionamento apenas 3 Unidades de Suporte Avançado (USAs), 6 de Suporte Básico (USBs) e 3 de transporte sanitário (SATs).

Atualmente, são 4 USAs, 11 USBs e 11 ambulâncias de SATs. Foi ainda realizado chamamento parcial para a contratação de novos profissionais de saúde para atender a demanda do Samu e das Unidades de Pronto Atendimento da cidade, além de compras emergenciais de medicamentos e insumos.

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, agradeceu a parceria e reforçou a importância de continuidade do trabalho nos próximos anos.

“Além do mais importante, que foi preservar vidas, o que ficou foi esse aprendizado que tivemos, de toda equipe trabalhar em conjunto […] Hoje nós temos leitos tranquilos, ninguém dorme mais nas UPAs. […] Conseguimos uma estabilização, mas não podemos parar, é por isso que vamos continuar juntos, de mãos dadas em diversos aspectos”, pontuou o gestor.

Mabel lembrou ainda que o Gabinete de Crise agora passa a ser um Centro de Operações de Emergência (COE) do município, que gerenciará a situação diária das unidades de saúde municipais.

O procurador-geral do Ministério Público de Contas do TCM-GO, Henrique Pandim elogiou o trabalho desempenhado, que foi capaz de superar a crise enfrentada pelo sistema de saúde de Goiânia.

“A gente vê esse resultado e vê como a união de pessoas com boa vontade consegue resolver os problemas, mesmo tão graves como esses da capital”, afirmou.

A presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado de Goiás (Cosems-GO), Patrícia Fleury, disse que os números reforçam as esperanças para que Goiânia retome o posto de protagonista do Estado, para atender uma demanda expressiva, não só da capital, mas também do interior.

Samu macrorregional

Com o fim do Gabinete de Crise, Estado e municípios agora atuam em conjunto para a implementação do Samu macrorregional. A ideia, conforme o secretário de Estado da Saúde, é iniciar o trabalho a partir da união de esforços dos Serviços de Atendimento Móvel de Urgência da Região Metropolitana da capital, para reduzir o tempo resposta para as demandas de urgência e emergência.

“Isso até a gente ter tempo de fazer um desenho de toda a macrorregião, para que possamos atender a todos os municípios das macrorregiões Centro-Oeste e Centro-Sudeste”.

O objetivo é seguir os mesmos moldes do primeiro consórcio intermunicipal macrorregionalizado para gerenciamento do Samu na macrorregião Centro-Norte de Goiás, que já está em fase de implementação. O consórcio conta com a participação de 60 municípios e terá central de regulação de leitos, complexo regulador de urgência e núcleo de educação permanente em urgência únicos para a macrorregião.

Na prática, significa que haverá um comitê macrorregional, que irá fazer o monitoramento de toda a rede de urgência emergência e dentro disso, o gerenciamento conjunto do Samu, garantindo a melhoria do serviço para a população.

“Os Samus municipais não são capazes de darem uma resposta para a região. Muitas vezes se sobrecarrega os municípios polo e não tem a coparticipação dos outros municípios. Então da forma que a gente está fazendo, que é criando um Samu macrorregional, com o gerenciamento feito através de um consórcio intermunicipal de saúde, existe a cooperação de cada um dos municípios, por meio de valor per capita, porque assim a gente consegue fazer justiça a esse processo”, explicou Rasível Santos.

Saiba mais

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Fonte: Portal Goiás

Mega-Sena sorteia nesta terça-feira prêmio acumulado em R$ 8,5 milhões

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As seis dezenas do concurso 2.812 da Mega-Sena serão sorteadas a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 8,5 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 5.


Fonte: Agência Brasil

Soldado de Israel acusado de crimes em Gaza já deixou o Brasil

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O soldado israelense Yuval Vagdani, denunciado por crimes de guerra na Faixa de Gaza, deixou o Brasil neste fim de semana após a Justiça Federal do Distrito Federal determinar a apuração dos supostos crimes de guerra cometidos pelo militar.

A rádio oficial do exército israelense informou que o governo de Tel Aviv acompanhou todo o trajeto para saída do militar do país, já a Embaixada de Israel no Brasil informou que o suspeito saiu por contra própria.

Vagdani foi alvo de uma ação da organização não governamental (ONG) Hind Rajab Foudation (HRF), que atua para responsabilizar o Estado de Israel em supostas violações de direitos humanos contra os palestinos. A organização acionou a Justiça brasileira contra o militar, que expediu decisão de investigar o soldado. Em seguida, ele deixou o país.

Passando férias nas praias de Morro de São Paulo, na Bahia, Vagdani foi acusado pela HRF de participar de demolições massivas de casas civis em Gaza. A organização usou filmagens, dados de geolocalização e fotografias do suspeito plantando explosivos para destruição de bairros inteiros.

“Esses materiais provam, sem sombra de dúvida, o envolvimento direto do suspeito nesses atos hediondos. Esses atos são parte de um esforço mais amplo para impor condições de vida insuportáveis ​​a civis palestinos, constituindo genocídio e crimes contra a humanidade sob o direito internacional”, argumentou a organização.

A fundação internacional pediu a prisão imediata do suspeito, citando o risco de fuga e a potencial destruição de evidências. A ação usou como base o Estatuto de Roma, acordo internacional que o Brasil assinou e que obriga os países a agirem em casos de crimes contra a humanidade, crimes de guerra e genocídio.

Após a decisão de investigar o soldado israelense, a principal advogada do HRF, Maíra Pinheiro, denunciou ter sofrido ameaças contra a vida dela. “Estou sendo ameaçado no exercício da minha profissão. Estão ameaçando até a minha filha”, afirmou em uma rede social, acrescentando que todas as ameaças foram encaminhadas à Polícia Federal.

Israel reage

Por meio de nota, a embaixada de Israel no Brasil afirmou que existe uma campanha global contra Israel e seus soldados, “utilizando denúncias para avançar objetivos políticos”.

Segundo a representação israelense, “o peticionário representa uma organização estrangeira e está explorando de forma cínica os sistemas legais para fomentar uma narrativa anti-Israel tanto globalmente quanto no Brasil, apesar de saber plenamente que as alegações carecem de qualquer fundamento legal”.

A rádio oficial do exército israelense informou, por meio de uma rede social, que o Ministério das Relações Exteriores de Israel acompanhou o soldado “durante todo o incidente até sua saída rápida e segura do Brasil”. 

Por sua vez, a organização palestina brasileira Fepal (Federação Árabe Palestina do Brasil) acusou o governo israelense e a embaixada do país no Brasil de promover a fuga do acusado. “Houve uma ofensa severa à soberania do Estado brasileiro por um Estado investigado por genocídio, crimes de guerra, crime de Apartheid e colonialismo”, afirma Ualid Rabah, presidente da Fepal.

Indagada, a embaixada de Israel negou participação na saída do militar do país. “O soldado decidiu deixar o país, e fez isso por decisão e conta própria”, informou a representação israelense no Brasil.

Repercussão em Israel

O caso ganhou repercussão em Israel. O principal jornal do país – o Haaretz – publicou artigo neste domingo (5) intitulado “Como um mandado de prisão por crimes de guerra no Brasil deixou Israel em pânico”. 

O episódio serviu para o líder da oposição do país, Yair Lapid, acusar o governo de não saber proteger os militares israelenses no exterior. “O fato de um reservista israelense ter tido que fugir do Brasil na calada da noite para evitar ser preso por combater em Gaza é um fracasso político colossal de um governo irresponsável que simplesmente não sabe como trabalhar. Não pode ser que os soldados tenham medo de viajar para o exterior por medo de serem presos”, afirmou. 

Em resposta, o ministro das relações exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, rebateu Lapid chamando-o de “charlatão”. O chanceler justificou que existe um sistema “anti-semita cujo objetivo é negar o direito de Israel à autodefesa”. 

Entenda

Israel vem sendo acusado pela África do Sul na Corte Internacional de Justiça (CIJ), principal tribunal das Nações Unidas (ONU), por genocídio na Palestina. A ação é apoiada por uma série de países, entre eles, o Brasil. 

O Tribunal Penal Internacional (TPI), de Haia, já emitiu um mandado de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netaniahu, e o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, por crimes de guerra e contra a humanidade em Gaza. 

Ao mesmo tempo, organizações como a Anistia Internacional acusam o Estado de Israel de promover um genocídio em Gaza. Israel nega todas as acusações sob a alegação de que apenas está se defendendo contra o Hamas que, no dia 7 de outubro de 2023, atacou Israel causando a morte de cerca de 1,2 mil pessoas e sequestrando cerca de 200 pessoas. 

Fonte: Agência Brasil

Serasa: maioria deve gastar até R$ 4 mil em despesas de início de ano

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Mais da metade dos brasileiros (55% do total) espera gastar até R$ 4 mil com as chamadas despesas de início de ano, como seguros, matrículas de escolas e impostos (como IPVA e IPTU). Isso é o que revelou uma pesquisa conduzida pela Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box.

Esse valor é 21% superior à renda média do brasileiro, estimada em R$ 3.279 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e mais de duas vezes o salário-mínimo nacional, que atualmente é de R$ 1.518,00.

No entanto, revelou essa mesma pesquisa, apenas 59% dos entrevistados afirma ter se preparado financeiramente para pagar essas despesas.

Para ajudar os consumidores a equilibrar essas contas, os especialistas da Serasa recomendam que as pessoas anotem em uma planilha financeira os seus gastos, separando-os em categorias: vitais (como moradia, água, luz, transporte e alimentação), importantes (como academia e atividades de lazer), anuais (como matrículas escolares e impostos), emergenciais, e supérfluos (como streaming e delivery).

Em seu site, a Serasa disponibiliza uma tabela financeira para ajudar o consumidor a controlar melhor seus gastos.

Fonte: Agência Brasil

Guarda civil mata secretário dentro da prefeitura de Osasco (SP)

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Um guarda civil municipal (GCM) atirou e matou, dentro da prefeitura de Osasco, na Grande São Paulo, o secretário municipal adjunto de Segurança e Controle Urbano, Adilson Moreira. 

Segundo a prefeitura, antes de efetuar os disparos, o GCM manteve o secretário-adjunto como refém, trancou as portas de acesso ao local e montou barricadas.

O caso ocorreu na tarde desta segunda-feira (6) após uma reunião, na prefeitura, entre o secretário e guardas civis.

O guarda civil se entregou à polícia por volta das 19h30. A negociação foi conduzida por equipes do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE), da Polícia Militar.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado de São Paulo, o atirador foi encaminhado ao 5º Distrito Policial da cidade, onde será ouvido e indiciado.

“Exames periciais foram solicitados e mais informações serão fornecidas após o registro do boletim de ocorrência”, disse a SSP, em nota.

O acesso à prefeitura foi interditado e o Paço municipal só pode ser acessado pela polícia.

 


Fonte: Agência Brasil

Moraes absolve pessoa em situação de rua presa por atos golpistas

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O ministro Alexandre de Moraes (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), absolveu e expediu alvará de soltura em favor de Jeferson França da Costa Figueiredo, de 31 anos, que respondia ação penal por envolvimento nos atos golpistas que culminaram na invasão e depredação dos Palácios da República, no dia 8 de janeiro de 2023. Em sua decisão, publicada na última sexta-feira (3), Moraes, que é o relator das ações no STF sobre os atos golpistas, acatou os argumentos da Defensoria Pública e da Procuradoria Geral da República (PGR), de que Jeferson é morador de rua e não tinha a intenção de promover um golpe de Estado, em associação a apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Como bem observado pelo Ministério Público em alegações finais, a autoria delitiva não foi suficientemente comprovada, persistindo dúvida razoável acerca do dolo do agente. Ante os depoimentos prestados pelo denunciado e a narrativa apresentada pela defesa técnica, em cotejo com a ausência de outros elementos probatórios, subsiste dúvida razoável quanto à autoria delitiva, especificamente no que diz respeito à presença do elemento subjetivo (dolo)”, diz um trecho da decisão.

Segundo os autos, Jeferson chegou ao acampamento montado em frente ao Quartel-General (QG) do Exército, em Brasília, para pedir comida, no dia 6 de janeiro de 2023, dois dias antes da invasão às sedes dos Três Poderes. Ele permaneceu no local até o dia 9 de janeiro, quando foi impedido por militares de sair, e detido no mesmo dia. Ele chegou a obter liberdade provisória ainda naquele mês, mas voltou a ser preso em novembro de 2023, por descumprir ordem de comparecer em juízo, passando a cumprir a prisão na Penitenciária de Andradina, interior de São Paulo, onde ficou por pouco mais de um ano.

O processo também descreve que Jeferson tem registro de atendimento no Centro de Atendimento de População em Situação de Rua (Centro Pop) de Ponta Grossa (PR), é andarilho, obtém renda por meio de pequenos serviços e doações, e não possui endereço físico, pernoitando em albergues, hotéis ou postos de combustível.

Esta é a quinta absolvição de um réu envolvido nos atos golpistas. De acordo com o STF, ao todo, das 1.552 ações penais em curso, houve 371 condenações e 527 acordos de não persecução penal. Há 78 presos provisórios, 70 presos definitivos (cumprindo condenação) e sete em prisão domiciliar.  

Memória

Na próxima quarta-feira (8), quando se completam dois anos da tentativa de golpe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva coordenará uma cerimônia em memória aos episódios antidemocráticos, no Palácio do Planalto. O evento tem como atos previstos a reincorporação de 21 obras de arte vandalizadas durante a invasão ao palácio, a realização de uma sessão pública com autoridades e uma atividade com participação popular, na Praça dos Três Poderes, que está sendo chamada de Abraço da Democracia.

Participarão autoridades da República, integrantes do Ministério da Cultura (MinC), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e da Embaixada da Suíça, além de movimentos sociais.

Um dos momentos previstos é a descerramento do quadro As Mulatas, de Di Cavalcanti. Outro será a entrega das obras de arte, incluindo relógio suíço do século XVII e uma ânfora (vaso) italiana, tidos como símbolos da dificuldade e delicadeza dos reparos. O relógio foi consertado na Suíça sem custo para o governo brasileiro.

Também será comunicado o fim do processo de restauro, com a entrega de todas as 21 obras restauradas.

Fonte: Agência Brasil

Premiê do Canadá diz que deixará cargo após nomeação de novo líder

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O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, anunciou nesta segunda-feira (6) que pretende renunciar à liderança dos liberais, após nove anos no cargo, mas permanecerá no posto até que o partido escolha um substituto.

Trudeau, sob forte pressão dos parlamentares liberais para renunciar em meio a pesquisas que mostram que o partido será esmagado na próxima eleição, disse em uma coletiva de imprensa que o Parlamento estará suspenso até março.

Isso significa que Trudeau ainda será o primeiro-ministro em 20 de janeiro, quando o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, assumir o cargo. Trump ameaçou impor tarifas que prejudicariam a economia do Canadá.

“Pretendo renunciar como líder do partido, como primeiro-ministro depois que o partido selecionar seu próximo líder por meio de um processo competitivo robusto e de âmbito nacional”, disse Trudeau. “Este país merece uma escolha real na próxima eleição, e ficou claro para mim que, se eu tiver que travar batalhas internas, não poderei ser a melhor opção nessa eleição.”

Trudeau, de 53 anos, assumiu o cargo em novembro de 2015 e foi reeleito duas vezes, tornando-se um dos primeiros-ministros mais longevos do Canadá.

Mas sua popularidade começou a cair há dois anos em meio à raiva do público em relação aos preços altos e à escassez de moradias, e nunca se recuperou.

As pesquisas mostram que os liberais perderão com folga para os conservadores da oposição oficial em uma eleição que deve ser realizada até o final de outubro, independentemente de quem seja o líder.

O Parlamento deveria retornar em 27 de janeiro e os partidos de oposição prometeram derrubar o governo assim que pudessem, provavelmente no final de março. Mas se o Parlamento não retornar até 24 de março, o mais cedo que eles poderiam apresentar uma moção de desconfiança seria em algum momento de maio.

Até recentemente, Trudeau havia conseguido afastar os parlamentares liberais preocupados com o fraco desempenho nas pesquisas e com a perda de cadeiras seguras em duas eleições especiais no ano passado.

Mas os apelos para que ele se afastasse aumentaram muito desde o mês passado, quando ele tentou rebaixar a ministra das Finanças, Chrystia Freeland, uma de suas aliadas mais próximas no gabinete, depois que ela se opôs às suas propostas de mais gastos.

Em vez disso, Freeland pediu demissão e escreveu uma carta acusando Trudeau de “artifícios políticos” em vez de se concentrar no que é melhor para o país.

Os conservadores são liderados por Pierre Poilievre, um político de carreira que ganhou destaque no início de 2022 quando apoiou os motoristas de caminhão que tomaram o centro de Ottawa como parte de um protesto contra os mandatos de vacina contra a Covid-19.

* É proibida a reprodução deste conteúdo


Fonte: Agência Brasil

Dólar cai para R$ 6,11 com possível moderação de tarifas de Trump

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A possibilidade de que o governo do presidente eleito Donald Trump modere as altas de tarifas comerciais prometidas durante a campanha eleitoral fez o dólar cair em todo o planeta, com o real registrando um dos melhores resultados globais. A bolsa de valores subiu mais de 1% e voltou a superar os 120 mil pontos.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (6) vendido a R$ 6,111, com queda de R$ 0,07 (-1,14%). A cotação chegou a cair para R$ 6,09 na mínima do dia, por volta das 10h30, chegou a R$ 6,14 no fim da manhã e estabilizou-se em torno de R$ 6,11 perto do fim das negociações.

No mercado de ações, o dia também foi marcado pelo otimismo. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 120.051 pontos, com alta de 1,26%. Na sexta-feira (3), o indicador tinha encerrado no menor nível desde novembro de 2023.

Nesta segunda, o jornal norte-americano Washington Post publicou que assessores de Trump estudam a suavização do aumento de tarifas prometido pelo presidente norte-americano eleito. Segundo a reportagem, o tarifaço seria aplicado apenas a produtos específicos, cujos níveis de importação pelos Estados Unidos estariam em níveis críticos para a economia ou para a segurança nacional.

Horas mais tarde, Trump negou o conteúdo da reportagem, mas a negativa não desanimou os investidores. Pela promessa de campanha, o governo do presidente eleito aplicaria elevações indiscriminadas de tarifas comerciais.

* Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Lula faz reunião para monitorar construção de moradias no RS

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu ministros nesta segunda-feira (6) para receber um balanço das ações de reconstrução do Rio Grande do Sul em relação à recuperação de moradias destruídas durante as enchentes de abril e maio do ano passado.

Até o momento, o governo federal autorizou a construção de 11,5 mil unidades habitacionais em diversos municípios gaúchos, além da criação de modalidades especiais do Minha Casa, Minha Vida para emergências, como o Minha Casa, Minha Vida Calamidades Rural e a possibilidade de aquisição de imóveis prontos, com valor elevado para até R$ 200 mil.

Em entrevista ao programa A Voz do Brasil na semana passada, o ministro das Cidades, Jader Filho, ressaltou que o governo reforçou o orçamento com R$ 6,5 bilhões para obras de drenagem e recuperação de diques na região metropolitana, com o objetivo de prevenir novos desastres.

O governo federal ainda informou que vai instalar uma Casa de Governo no estado, estrutura que reúne órgãos federais para atuarem de maneira coordenada nas ações de reconstrução. A Casa de Governo vai acompanhar a execução de políticas públicas e andamento dos projetos federais em áreas como moradia, infraestrutura e apoio ao setor agrícola.

Participaram da reunião os ministros Rui Costa (Casa Civil), Waldez Góes (Integração e do Desenvolvimento Regional), Paulo Pimenta (Secretaria de Comunicação Social) e o ministro das Cidades substituto, Hailton de Almeida. Também estiveram presentes no encontro a secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, e o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira. 

Fonte: Agência Brasil