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Conheça a cronologia da tentativa golpe de Estado, segundo a PGR

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Março de 2021 pode ser considerado um mês chave para que fosse colocado em marcha um plano de ruptura da ordem democrática e de concretização de um golpe de Estado, por Jair Bolsonaro e seus aliados, segundo denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). No dia 8 daquele mês, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Facchin anulou as condenações de Luiz Inácio Lula da Silva, relacionadas à Operação Lava Jato, e tornou-o elegível novamente.

Lula vinha sendo apontado como principal adversário do então presidente Jair Bolsonaro na eleição presidencial do ano seguinte e pesquisas eleitorais mostravam o petista à frente.

A situação política mobilizou o entorno de Bolsonaro, que percebeu “a necessidade de pronta arregimentação de ações coordenadas contra a possibilidade temida que se avultava. Começaram, então, práticas de execução do plano articulado para a manutenção do poder do Presidente da República não obstante o resultado que as urnas oferecessem no ano seguinte”, diz o procurador-geral da República, Paulo Gonet, na denúncia apresentada à Justiça.

Ainda em março, poucos dias depois de Lula ter recuperado sua elegibilidade, o grupo de apoio a Bolsonaro, que viria a se tornar o núcleo da organização criminosa acusada de crimes contra as instituições democráticas pela PGR, passou a cogitar de o então presidente da República passar a afrontar e a desobedecer decisões do STF.

Nas semanas seguintes, o grupo passaria a defender a ideia de deslegitimar o processo eleitoral brasileiro e a possível vitória do adversário de Bolsonaro.

“O grupo registrou a ideia de ‘estabelecer um discurso sobre urnas eletrônicas e votações’ e de replicar essa narrativa ‘novamente e constantemente’, a fim de deslegitimar possível resultado eleitoral que lhe fosse desfavorável e propiciar condições indutoras da deposição do governo eleito”, destaca a denúncia.

Críticas às urnas

O plano de insurreição demorou cerca de três meses para ser colocado em prática. No dia 29 de julho daquele ano, Jair Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo, pela internet, das dependências do Palácio do Planalto, em que criticava o sistema eletrônico de votação e exaltava a atuação das Forças Armadas.

A partir desse momento, segundo a PGR, Bolsonaro passaria a fazer pronunciamentos públicos cada vez mais agressivos, com ataques diretos aos poderes constituídos, com o objetivo de causar indignação e revolta em seus apoiadores. O objetivo final, segundo a denúncia, seria tornar aceitável e esperável o recurso à força caso Lula vencesse as eleições de 2022.

Mesmo com a decisão da Câmara dos Deputados, de manter as sistemáticas de votação digital e de apuração dos votos, em sessão no dia 10 de agosto, Bolsonaro insistiu nos ataques ao sistema eleitoral.

Durante os festejos de 7 de Setembro de 2021, Bolsonaro fez um discurso, em São Paulo, no qual “deu a conhecer seu propósito de não mais se submeter às deliberações provenientes da Suprema Corte, confiado no apoio que teria das Forças Armadas”. A essa altura, segundo a PGR, o grupo ao redor do então presidente já tinha traçado uma estratégia que incluía um plano de fuga de Bolsonaro, caso lhe faltasse apoio para o golpe de Estado.

“[Quero] dizer àqueles que querem me tornar inelegível em Brasília: só Deus me tira de lá. E aqueles que pensam que, com uma caneta, podem me tirar da presidência, digo uma coisa, para todos nós. Temos três alternativas, em especial para mim: preso, morto ou com vitória. [Quero] dizer aos canalhas que eu nunca serei preso”, disse Bolsonaro em seu discurso, na ocasião.

Com o passar dos meses e com a aproximação das eleições de 2022, os ataques ao sistema eleitoral foram intensificados, com acusações falsas e manipuladas sobre supostas vulnerabilidades das urnas eletrônicas a fraudes. Todos os ataques à legitimidade foram sempre respondidos oficialmente, por autoridades judiciais, com argumentos técnicos, mas isso continuou sendo ignorado pelo grupo.

Reuniões

Em 5 julho de 2022, com Lula como favorito à disputa presidencial, Bolsonaro teria convocado uma reunião ministerial para incitar ataques às urnas e a difusão de notícias falsas contra seu adversário. No encontro com os ministros, segundo a denúncia do Ministério Público, “falou-se inequivocamente em ‘uso da força’ como alternativa a ser implementada, se necessário”.

General Augusto Heleno, um dos acusados de integrar o núcleo golpista, chegou a dizer na reunião que, o que tivesse que ser feito, teria que acontecer antes da eleição. “Se tiver que virar a mesa, é antes das eleições”.

No dia 18 daquele mês, o então presidente da República convocou embaixadores e representantes diplomáticos de outros países para uma reunião em que fez acusações sobre as supostas fraudes que, segundo Bolsonaro, seriam cometidas nas eleições daquele ano.

Ações

Além de divulgar falsas informações sobre o sistema eleitoral, segundo a PGR, o grupo tentou intervir diretamente no processo eleitoral, já que, durante o segundo turno da eleição, em 31 de outubro, policiais rodoviários federais fizeram operações em estradas para dificultar o acesso de eleitores a zonas eleitorais onde Lula obtivera mais votos no primeiro turno.

Os locais de operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foram definidos previamente, a partir de mapeamentos feitos por órgãos de segurança vinculados Ministério da Justiça e mobilizados de forma ilícita para a tarefa, de acordo com a PGR.

Com a vitória de Lula, as críticas ao sistema eleitoral persistiram, mesmo depois de relatório de fiscalização das urnas, feito pelo Ministério da Defesa, assegurar que nenhuma falha foi encontrada no sistema de urnas eletrônicas.

A ideia de manter as críticas ao sistema eleitoral depois da derrota de Bolsonaro tinha o propósito de estimular a militância do então presidente da República, cujo mandato se encerraria em 31 de dezembro, a se manter acampada, em frente aos quartéis, pedindo intervenção militar contra a posse do candidato adversário vitorioso.

O núcleo golpista pretendia que a mobilização da militância sensibilizasse as Forças Armadas, em especial, o Exército, para que impusessem um regime de exceção, impedissem a posse de Lula e garantissem a permanência do candidato derrotado na Presidência da República.

Em novembro de 2022, poucas semanas antes da posse de Lula, oficiais com treinamento de forças especiais, chamados de kids pretos, reuniram-se para tentar ganhar apoio da alta cúpula do Exército. Além de pressionar o comando da força armada, o grupo articulou-se para atacar, nas redes virtuais, os oficiais generais que se opunham ao golpe em curso.

Também foram concebidas minutas de atos executivos que formalizassem a quebra da ordem constitucional, que incluíam, entre suas medidas, a prisão do então presidente do STF, ministro Alexandre de Moraes.

Segundo a PGR, o então ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Azevedo, também se reuniu com os comandantes das três forças, para angariar apoio ao golpe, mas só teria tido a adesão do representante máximo da Marinha, almirante Almir Garnier Santos.

Assassinatos

Não bastassem as campanhas de notícias falsas para desacreditar o sistema eleitoral, as afrontas a autoridades judiciais, as difamações contra militares que não apoiavam a insurreição e a articulação para executar o golpe, os membros da organização criminosa também teriam estruturado, dentro do Palácio do Planalto, segundo a PGR, um plano, chamado de Punhal Verde-Amarelo, para assassinar Lula, seu vice, Geraldo Alckmin, e Alexandre de Moraes.

“O plano foi arquitetado e levado ao conhecimento do Presidente da República, que a ele anuiu, ao tempo em que era divulgado relatório em que o Ministério da Defesa se via na contingência de reconhecer a inexistência de detecção de fraude nas eleições”, escreve a PGR, na denúncia apresentada.

Os preparativos para os assassinatos foram completados e só não foram levados à cabo, no dia 15 de dezembro, porque não conseguiram cooptar, na última hora, o então comandante do Exército.

A denúncia do Ministério Público descreve que, depois de todos esses passos malfadados, a “frustração dominou os integrantes da organização criminosa”. Mas, mesmo assim, não desistiram dos planos de manter Bolsonaro no poder.

Manifestações contra o novo presidente da República, Lula, já empossado, marcadas para 8 de janeiro em Brasília, tornaram-se a grande esperança de concretizar o golpe.

“A organização incentivou a mobilização do grupo de pessoas em frente ao Quartel General do Exército em Brasília, que pedia a intervenção militar na política. Os participantes daquela jornada desceram toda a avenida que liga o Setor Militar Urbano ao Congresso Nacional, acompanhados e escoltados por policiais militares do Distrito Federal”, afirma a denúncia.

As manifestações de 8 de janeiro ficaram marcadas por invasões e vandalismo às sedes dos Três Poderes e têm sido encaradas, em diversos processos penais, pelo STF, como tentativa de golpe de Estado.

De acordo com a PGR, o golpe, que vinha sendo alinhavado e posto em curso desde meados de 2021, só não foi concretizado porque o comandante do Exército e comandantes regionais da Força Armada decidiram não aderir e, portanto, se manter em seu papel constitucional.

 

Fonte: Agência Brasil

Temporal causa mais uma vítima em São Paulo

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O forte temporal que caiu na noite desta terça-feira (18) na cidade de São Paulo causou a morte de uma mulher de 40 anos de idade, que ficou presa no carro, submerso pelo avanço das águas. O alagamento ocorreu na Freguesia do Ó, na zona norte da capital.

A Defesa Civil do estado informou que a mulher é a 21ª vítima das fortes chuvas, desde o início da Operação Verão, programada para o período de 24 de dezembro a 30 de março. 

Na tarde de terça-feira, o órgão emitiu 16 alertas severos de tempestades no estado, sendo dois para a capital.

A mulher que morreu estava num veículo Kwid, na avenida Edgar Facó, que ficou tomada pelas águas com o transbordamento do Ribeirão Verde. A vítima chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu.

Balanço da Defesa Civil aponta que, até o momento, sete pessoas morreram por causa de deslizamentos causados pelas chuvas, 11 foram levados pelas enxurradas, duas arrastadas pelos vendavais e uma pessoa morreu atingida por um raio.

Fonte: Agência Brasil

Circuito Folia Goiás promete pré-carnaval histórico na capital

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Com apoio do Governo de Goiás, Circuito Folia Goiás promete agitar o pré-carnaval em Goiânia (Fotos: Rodrigo Cabral)

O pré-carnaval de Goiânia está prestes a entrar para a história com o Circuito Folia Goiás, que será realizado no próximo sábado (22/02), na Avenida 85, entre a T-11 e o campo do Goiás, por meio de esforços do Governo de Goiás, em parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc).

A festa, que já se tornou tradição na cidade, ganha um reforço de peso na estrutura, segurança e atrações musicais, garantindo não apenas a diversão dos foliões, mas também um impacto positivo na economia local.

“Esse ano o Governo de Goiás, junto com o Sesc, quer dar apoio a todos os bloquinhos que estão dando sequência nessa tradição que é o pré-carnaval de Goiânia”, destacou o secretário da Retomada, César Moura.

Segundo ele, além do tradicional desfile dos blocos, a avenida contará com um trio elétrico patrocinado pelo estado e cinco atrações musicais contratadas pelo Sesc.

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Secretário da Retomada, César Moura, sobre o Circuito Folia Goiás : “Nosso objetivo é chancelar cada vez mais essa data no calendário nacional de eventos do país” (Foto: Rodrigo Cabral)

Segurança

O governo do estado vai montar o corredor na avenida, destinar banheiros químicos e reforçar a segurança com mais de 300 homens entre policiais militares e bombeiros, viaturas e elevados em pontos estratégicos. A polícia civil estará presente em unidade móvel para eventuais ocorrências.

Os shows na avenida terão início às 15 horas e seguem até 23 horas, alternando as atrações do trio fixo do Folia Goiás com os trios que chegarão dos blocos a partir das 18 horas. A expectativa de público chega a 100 mil pessoas, sendo 80 mil na pipoca, a parte gratuita do pré-carnaval.

“O Sesc quer garantir uma grande festa para toda a cidade, com DJ Múcio, Maíra Lemos, Heróis de Botequim, Maristela Muller e Chiclete com Banana. Dos blocos, está acertado que vão passar pelo Folia Goiás a banda 25ZeroUm, o grupo Parangolé, entre tantas outras atrações que vamos orquestrar em um grande desfile. Queremos juntar os foliões e mostrar a força desse pré-carnaval”, destacou o representante do Sesc, Emerson Tokarski.

Retirada e Customização de abadás

Nesta quarta-feira (19/02), a partir das 17 horas, os blocos se concentram no Palácio da Música, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, para entrega de abadás. Alunos do curso de moda da Universidade Estadual de Goiás (UEG) farão a customização gratuita dos trajes, com atendimento até as 21 horas.

Estarão no evento os blocos:

  • Madá,
  • Meu Pai Te Ama,
  • Carnarock,
  • Café Nice,
  • Cateretê,
  • Sobe no Meu Trem,
  • Bahrem,
  • Amigos,
  • Pedacinho do Xéu,
  • A Porca
  • e Parada 21.

Investimento e impacto econômico

O Governo de Goiás destinou um aporte de R$ 3 milhões para fomentar o Carnaval em Goiânia e em outros 20 municípios goianos. Apenas na capital, o investimento é de R$ 1 milhão, com expectativa de retorno superior a R$ 5 milhões em ICMS, além da movimentação gerada nos setores de turismo, transporte e comércio.

A iniciativa se tornou possível por meio de editais lançados pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult-GO), garantindo apoio financeiro a blocos carnavalescos da capital e do interior.

“Foi uma forma democrática de apoiar os blocos, permitindo que todos tivessem a oportunidade de participar”, ressaltou a secretária estadual de Cultura, Yara Nunes.

Além da estrutura ampliada, a festa também valoriza artistas goianos, fortalecendo a cena cultural local.

“Graças a esse apoio, o carnaval não ampliou somente na estrutura, mas também na participação de artistas goianos”, completou Yara.

Circuito Folia Goiás

A Prefeitura de Goiânia é importante apoiadora da festa e está focada na organização da cidade para receber foliões e turistas.

“A parte da prefeitura é em relação aos serviços que preparam a cidade”, explicou a presidente do GoiâniaTur, Nárcia Kely.

Medidas como fechamento de vias, apoio às forças de segurança estaduais e equipes de saúde e limpeza foram planejadas para garantir um evento seguro e organizado.

Uma das principais regras é a proibição de garrafas de vidro na avenida.

“Está terminantemente proibido. Não podemos ter garrafa de vidro sendo comercializada na avenida”, reforçou a presidente da GoiâniaTur.

Com investimento, segurança reforçada e uma programação de peso, o pré-carnaval de Goiânia se consolida como um dos principais eventos do estado, promovendo cultura, turismo e economia.

Para César Moura, a festa já tem lugar garantido no calendário de grandes eventos do Brasil.

“Nosso objetivo é chancelar cada vez mais essa data no calendário nacional de eventos do país”.

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Fonte: Portal Goiás

Norma do CNJ autoriza decisões escritas por IA e revisadas por juiz

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou na terça-feira (18) novas regras para o uso de tecnologias de inteligência artificial (IA) pelo Poder Judiciário, incluindo a previsão de que minutas de decisões judiciais possam ser escritas por meio de ferramentas de IA generativa. Uma vez escritas, tais minutas devem receber “interpretação, verificação e revisão por parte do magistrado”, segundo a resolução recém-aprovada. 

Ainda que a redação possa ser gerada artificialmente, o juiz à frente do processo “permanecerá integralmente responsável pelas decisões tomadas e pelas informações nelas contidas”. 

“É importante destacar que ninguém vai ser julgado por robô”, garante o conselheiro Luiz Fernando Bandeira de Mello, que supervisionou a produção da norma. 

Entre as prioridades está “mitigar e prevenir vieses discriminatórios”, sendo vedado o emprego de IA, por exemplo, “que classifiquem ou ranqueiem pessoas naturais, com base no seu comportamento ou situação social” ou “que valorem traços da personalidade, características ou comportamentos de pessoas naturais ou de grupos de pessoas naturais, para fins de avaliar ou prever o cometimento de crimes”.

A nova norma é resultado de um grupo de trabalho criado no ano passado pelo CNJ para discutir o uso da IA nos tribunais brasileiros e atualizar uma primeira resolução sobre o tema, publicada em 2020, e que não trazia nenhuma menção à possibilidade de redação de decisões judiciais com o uso de IA. 

Segundo a própria resolução do CNJ, “se faz necessário atualizar esse normativo para abarcar novas tecnologias, em especial aquelas conhecidas como inteligências artificiais generativas”. 

O regulamento define a IA generativa como qualquer sistema “especificamente destinado a gerar ou modificar significativamente, com diferentes níveis de autonomia, texto, imagens, áudio, vídeo ou código de software”. São as ferramentas do tipo chatbot, capazes de simular conversas e gerar textos similares aos escritos por humanos, tendo como base o processamento massivo de grandes quantidades de dados. Entre as ferramentas mais famosas do tipo estão o ChatGPT, da empresa estadunidense OpenIA, e a DeepSeek, desenvolvida na China.

A norma do CNJ prevê, contudo, que chatbots próprios possam ser desenvolvidos, treinados e implementados pelos próprios tribunais, utilizando as bases de dados e levando em consideração as especificidades de cada instituição.

Projetos

Atualmente, o Judiciário tem ao menos 140 projetos para a adoção de IA pelos tribunais, segundo painel mantido pelo CNJ. Desses, pouco mais de uma dezena se dedica a ferramentas para o auxílio na redação de peças processuais. 

As principais aplicações, dos 63 sistemas que já se encontram em utilização em 62 tribunais, são a busca e agrupamento de casos similares e a classificação de documentos.

Um dos únicos sistemas de IA generativa que já se encontra em fase de operação é o MarIA, lançado em dezembro do ano passado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que auxilia na redação de peças processuais.

De início, contudo, o uso da ferramenta pelo Supremo se restringe ao resumo de votos e relatórios. O MarIA também pode sugerir respostas a petições iniciais de apenas um tipo específico de processo, a reclamação constitucional.

Contratação

O MarIA foi uma solução desenvolvida em parceria com empresas do ramo, convocadas pelo Supremo por meio de edital. 

A resolução do CNJ prevê que os tribunais podem desenvolver suas próprias ferramentas ou contratá-las entre as disponíveis no mercado.

Os modelos devem ser utilizados por magistrados e servidores, “preferencialmente, por meio de acesso que seja habilitado, disponibilizado e monitorado pelos tribunais”, mas se o tribunal não oferecer “solução corporativa”, a norma autoriza a contratação pessoal, pelos próprios juízes, de chatbots, desde que obedecidos os critérios de riscos estabelecidos pelo CNJ.

A norma cria também o Comitê Nacional de Inteligência Artificial no Judiciário, com 15 integrantes, entre os quais representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministério Público e da Defensoria Pública.

O comitê tem o poder, por exemplo, de “avaliar a conveniência do uso, de ofício ou mediante provocação, de soluções de IA disponíveis no mercado, gratuitas ou não, que poderão ser utilizadas pelos magistrados e servidores”.

Cabe ao colegiado avaliar e revisar a classificação de riscos na utilização de IA. Pelas regras atuais, por exemplo, são consideradas de alto risco o uso em processos que tratem de ameaças a direitos fundamentais. 

A resolução aprovada pelo CNJ veda a utilização de IA generativa, os chamados Modelos de Linguagem em Larga Escala, no caso de processos que tenham informações em sigilo ou que tramitem em segredo de Justiça. 

Fonte: Agência Brasil

Pesquisa sobre cenário atual do Setor Comercial Sul será lançada nesta quarta (19)

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Nesta quarta-feira (19), às 16h, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) fará o lançamento das atividades iniciais da pesquisa Polo Criativo Tecnológico do Setor Comercial Sul. O evento ocorrerá no auditório do Sesc Presidente Dutra, na Quadra 2 do SCS, e reunirá diversos atores estratégicos para discutir o futuro da região.

Liderada pelo Governo do Distrito Federal (GDF), a iniciativa tem como objetivo diagnosticar o cenário atual do Setor Comercial Sul, desenvolver um modelo urbanístico digital e físico e criar uma plataforma de suporte à estruturação e implementação do Polo Tecnológico Criativo.

O estudo será executado e coordenado por pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Economia Criativa da Universidade Católica de Brasília (UCB) em parceria com pesquisadores de urbanismo da Universidade de Brasília (UnB). A pesquisa faz parte de um conjunto de ações estratégicas do GDF voltadas para a reforma da área central de Brasília.

Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Leonardo Reisman, essa iniciativa representa um marco na transformação do Setor Comercial Sul: “Nosso objetivo é resgatar o potencial econômico e inovador dessa região, criando um ecossistema que conecte tecnologia, criatividade e empreendedorismo. Com essa pesquisa, damos o primeiro passo para transformar o SCS em um verdadeiro polo de inovação, impulsionando oportunidades e gerando impacto positivo para toda a cidade”.

Além de consolidar o Setor Comercial Sul como um hub de inovação e empreendedorismo de base tecnológica e criativa, o projeto visa a impulsionar o crescimento sustentável da região, gerar empregos, atrair novos investimentos e construir um ambiente dinâmico para atividades ligadas à economia criativa.

O estudo fará um diagnóstico do setor e também proporá um sistema de governança e um modelo de negócio para a implantação do Polo Criativo, envolvendo todos os agentes e lideranças locais no processo.

O evento desta quarta é voltado para líderes empresariais, representantes do terceiro setor, agentes atuantes no Setor Comercial Sul e gestores públicos. Durante o encontro, serão apresentados os principais objetivos da pesquisa, e os participantes serão convidados a contribuir para o desenvolvimento do projeto.

*Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF)

Fonte: Agência Brasília

Queda da inflação na Argentina é resultado de recessão, diz economista

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A redução da inflação na Argentina registrada nos últimos meses foi motivada pela queda da atividade econômica do país, que deve fechar o ano passado com recessão de 3% a 4% do Produto Interno Bruto (PIB). Em abril do ano passado, a inflação registrada foi de 289% e, em janeiro de 2025 o índice caiu para 84% (ambos no acumulado de 12 meses). 


Brasília (DF) 18/02/2025 - Economista-chefe do Banco Master, Paulo Gala. Foto: Paulo Gala/Arquivo pessoal
Brasília (DF) 18/02/2025 - Economista-chefe do Banco Master, Paulo Gala. Foto: Paulo Gala/Arquivo pessoal

A avaliação é do especialista Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, que também ministra cursos sobre a economia dos países, incluindo a Argentina. Segundo ele, a recessão foi estimulada pelo “brutal” corte de gastos públicos promovido pelo governo do ultraliberal Javier Milei, atualmente envolvido no chamado escândalo do Cripto Gate

“A grande explicação para a queda da inflação na Argentina está na queda do PIB. Ou seja, a economia mergulhou em recessão e a consequência disso é a queda da inflação porque você tem uma economia que para de funcionar e se contrai. Não temos ainda o dado consolidado do PIB, mas ele deve cair de 3% a 4% no ano passado. É o completo oposto do Brasil, que deve ter crescido 3,5%”, explicou o especialista.

Paulo Gala acrescenta que o ajuste fiscal promovido pelo governo, com a suspensão de obras, demissões de funcionários, corte no repasse para províncias e redução de despesas com educação, entre outras, fez da Argentina o país da América Latina com maior superávit fiscal da região.  

“O que Milei está fazendo na Argentina é o que a gente chama de um choque clássico de contração de gasto público. Ele segurou os gastos ao máximo, fez um ajuste fiscal gigante, muito duro. A consequência é uma desaceleração econômica muito grande”, completou.

Para o especialista, apesar da melhoria dos indicadores econômicos a partir do final do ano passado, a situação ainda é gravíssima. “Ainda é um caso de UTI. O ano passado foi um ano muito difícil. Então, dificilmente 2025 vai ser pior do que o ano passado. Agora, a dúvida é quão robusta e sustentável vai ser essa recuperação. A inflação ainda é muito alta, próxima de 100%. O desemprego também está muito elevado”, comentou.

A produção industrial da Argentina registrou uma queda de -9,4% no acumulado de 2024. Apesar do número negativo, a taxa é menor que a de abril de 2024, quando a indústria registrou uma retração de -15,4%, considerando os 12 meses anteriores. Os dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec).

Por sua vez, o presidente Javier Milei tem sustentando que a economia está em “franca recuperação”, destacando como grande mérito da sua gestão a queda da inflação e a redução das despesas públicas. 


Inflação Argentina acumulada dos últimos 12 meses
Inflação Argentina acumulada dos últimos 12 meses

Pobreza

A recessão do país vizinho fez a pobreza disparar na Argentina de 38,7% da população, no primeiro trimestre de 2023, assim que Milei assumiu o governo, para 54,8% da população no primeiro trimestre de 2024, segundo o Observatório da Dívida Social da Argentina, da Universidade Católica do país.

Ao longo do ano passado, os indicadores de pobreza melhoraram, chegando novamente em torno dos 38% da população no terceiro trimestre de 2024. Segundo os pesquisadores do Observatório, a queda na pobreza deve ser analisada com cautela, uma vez que outros serviços registraram aumento de custos.

“A queda do nível de pobreza não implica que as famílias tenham recuperado os níveis de consumo já reduzidos que existiam antes do ajuste: o aumento dos custos fixos dos serviços de transporte, comunicação, eletricidade, água, gás, etc. faz que a capacidade de consumir alimentos e outros bens básicos na verdade caiu”, afirmam.

São consideradas pobres as famílias que têm uma renda que consegue cobrir os custos da cesta básica de alimentação, mas não sobra dinheiro para outros gastos, como saúde, educação e roupas. Já a classificação de indigente é para as famílias que têm uma renda abaixo do valor da cesta básica alimentar.

Outro indicador utilizado para medir a pobreza é a chamada pobreza multidimensional que, além de considerar a renda das famílias, avalia se elas têm acesso a serviços básicos, como moradia digna, água, saneamento, emprego e seguridade social.

No caso desse indicador, houve uma piora em 2024, com a pobreza multidimensional passando de 39,8% em 2023 para 41,6% da população no ano passado. “Esses dados permitem-nos inferir na realidade uma acentuação de privações estruturais entre as famílias sujeitas à pobreza de renda”, afirmou o Observatório.


Índice de pobreza e indigência na Argentina
Índice de pobreza e indigência na Argentina

 

Fonte: Agência Brasil

Olimpíada do Tesouro Direto distribui prêmios para 54 escolas públicas

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A Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (Olitef) de 2024 vai premiar os participantes, com a distribuição de recursos diretos para escolas sorteadas entre as instituições presentes nas demais fases. As unidades, duas por estado, escolheram premiações no valor de R$ 100 mil cada.

Foram 32 unidades contempladas com  laboratórios de informática, enquanto 14 escolas receberam kits de robótica, cinco optaram por conjuntos de ciências, além de dois kits de materiais de construção e um de equipamentos para quadra e materiais esportivos. Serão sorteados nesta quarta-feira (19) os professores que receberão prêmios individuais por sua participação, a última atividade da edição de 2024.

Nas fases anteriores participaram 6.560 escolas, todas públicas. Entre os sorteados, 33 são instituições estaduais, 18 municipais e 3 são institutos federais. Entre os estudantes, 61.689 receberam medalhas. A competição capacitou 17 mil professores com formação em educação financeira.

A iniciativa juntou unidades de educação e outras ligadas ao sistema financeiro nacional, como o Banco Central e a a Secretaria do Tesouro Nacional , e tinha entre seus objetivos o de ampliar os conhecimentos da população sobre os mecanismos de investimento em títulos públicos. Os participantes, estudantes do ensino fundamental e médio, tiveram conteúdos específicos de finanças pessoais, matemática financeira básica e investimentos. Nesta edição, a primeira, houve participação de mais de 546 mil alunos de 2.234 cidades.

Para 2025, a organização da Olitef anunciou sua prova para 9 de setembro. Podem participar alunos do 6º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio, após o cadastro pelas escolas na plataforma da olimpíada. As outras datas do calendário deste ano ainda não foram divulgadas.


Fonte: Agência Brasil

Bolsonaro sabia e concordou com plano de matar Lula, Alckmin e Moraes

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A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), apresentada na noite dessa terça-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF), evidencia que o ex-presidente Jair Bolsonaro estava ciente e concordou com o planejamento e a execução de ações para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes. 

De acordo com procurador-geral da República, Paulo Gonet, o plano intitulado “Punhal Verde Amarelo” foi arquitetado e levado ao conhecimento do então presidente da República, “que a ele anuiu, ao tempo em que era divulgado relatório em que o Ministério da Defesa se via na contingência de reconhecer a inexistência de detecção de fraude nas eleições”.

“O plano se desdobrava em minuciosas atividades, requintadas nas suas virtualidades perniciosas. Tinha no Supremo Tribunal Federal o alvo a ser “neutralizado”. Cogitava o uso de armas bélicas contra o ministro Alexandre de Moraes e a morte por envenenamento de Luiz Inácio Lula da Silva”, destaca Gonet.

Além do ex-presidente, a denúncia da PGR inclui mais 33 pessoas pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. As acusações envolvem militares, entre eles Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. 

A denúncia da PGR ressalta ainda que outros planos foram encontrados em posse dos denunciados. Um deles se encerrava com a frase: “Lula não sobe a rampa”.

A prova de que o plano não ficou apenas na fase de planejamento seria a execução inicial da Operação Copa 2022.

“Foram levadas a cabo ações de monitoramento dos alvos de neutralização, o ministro Alexandre de Moraes e o presidente eleito Lula da Silva. O plano contemplava a morte dos envolvidos, admitindo-se meios como explosivos, instrumentos bélicos ou envenenamento”, menciona o procurador-geral da República.

De acordo com a denúncia ao STF, no dia 15 de dezembro de 2022, os operadores do plano, com todos os preparativos completos, somente não ultimaram o combinado por não haverem conseguido, na última hora, cooptar o Comando do Exército.

O dia 9 de novembro de 2022 marcaria o início da fase mais violenta do plano de golpe de Estado. Foi quando o plano “Punhal Verde Amarelo” foi impresso dentro do Palácio do Planalto pelo e-assessor da Presidência da República e general do Exército Mário Fernandes, preso durante as investigações.

O documento foi levado por ele no mesmo dia ao Palácio da Alvorada. As investigações da Polícia Federal mostram registro de entrada de Fernandes no Alvorada à 17h48 do dia 9 de novembro. 

“A ciência do plano pelo presidente da República e sua anuência a ele são evidenciadas por diálogos posteriores, comprobatórios de que Jair Bolsonaro acompanhou a evolução do esquema e a possível data de sua execução integral”, ressalta Gonet.

Um áudio de WhatsApp obtido por policiais federais mostra que Mário Fernandes relata a Mauro Cid que havia estado pessoalmente com Jair Bolsonaro e debatido o momento ideal de serem ultimadas as ações tramadas, conforme a seguinte descrição: “Durante a conversa que tive com o presidente, ele citou que o dia 12, pela diplomação do vagabundo, não seria uma restrição, que isso pode, que qualquer ação nossa pode acontecer até 31 de dezembro e tudo. Mas (…), ai na hora, eu disse, pô presidente, mas o quanto antes, a gente já perdeu tantas oportunidades.”

O procurador-geral da República ainda destaca em sua denúncia que o documento apresentado a Bolsonaro indicava a existência de ações de monitoramento já em curso, o que igualmente reforça a ciência prévia da alta cúpula da organização criminosa sobre a ideia que passou a ser operacionalizada segundo o plano “Punhal Verde Amarelo”.

Fonte: Agência Brasil

Rio tem 200 escolas estaduais sem aparelhos de ar-condicionado

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O calor extremo no Rio de Janeiro atinge de forma especial as salas de aula, principalmente as que não tem estrutura adequada de climatização. Segundo a Secretaria de Educação (Seeduc), das 1.234 escolas estaduais, 200 estão sem ar-condicionado. No caso destas, a orientação do governo é reduzir a carga horária presencial pela metade.

Em nota, a Seeduc diz que reconhece a importância de garantir um ambiente escolar adequado para os estudantes e que as altas temperaturas enfrentadas no estado podem impactar o bem-estar dos alunos. A secretaria diz ainda que está trabalhando e investindo na climatização de todas as escolas, seja para a compra e instalação dos aparelhos em unidades que só precisam dos equipamentos, ou em projetos de adequação elétrica.

Entre as diretrizes enviadas aos gestores das unidades escolares do estado, estão o incentivo ao consumo de líquidos, especialmente água, pelos alunos e a preparação de alimentos mais leves para a merenda escolar e evitar a realização der atividades ao ar livre ou na área externa.

Além disso, as unidades escolares com sistemas de climatização inoperantes estão autorizadas a reduzir a carga horária presencial em até 50% neste mês e promover rodízio de turmas nas salas de aula refrigeradas. As escolas também estão amenizando o calor com o uso de mais ventiladores e as que reduzirem a carga horária deverão prover, preferencialmente, o conteúdo pedagógico por meio de recursos tecnológicos.

Fonte: Agência Brasil