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Comissão de Assuntos Sociais aprova criação do Cartão-Ração no DF

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Na manhã desta quarta-feira (19/2), a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou projetos de lei que visam promover o desenvolvimento social e econômico no Distrito Federal. As propostas incluem a criação de programas de assistência social para pessoas com deficiência, auxílio alimentação para animais domésticos e política de incentivo ao empreendedorismo jovem.

O Projeto de Lei 2.636/2022, de autoria do deputado Daniel Donizet (MDB), que institui o Programa Cartão-Ração. O plano fornece auxílio financeiro a protetores independentes que resgatam, alimentam, abrigam, tratam e promovem a adoção de cães e gatos abandonados ou maltratados.

De acordo com a proposta, para receber o benefício, o voluntário deve estar cadastrado no sistema de gestão da rede de apoio aos animais e não pode estar recebendo auxílio similar do Poder Público. Para Donizet, a medida ajuda a superar a insuficiência de políticas públicas e abrigos para animais no Distrito Federal.

“Atuar para solucionar a problemática dos protetores independentes não é apenas contribuir para a questão de saúde pública envolvendo os animais abandonados e de respeito ao meio ambiente, mas humanitária, uma vez que muitos protetores são pessoas de baixa renda, que sacrificam seu próprio sustento e o conforto de suas famílias por amor a esses animais”, enfatiza o parlamentar.

De acordo com o projeto, o Instituto Brasília Ambiental (IBRAM), será responsável pela operacionalização do programa, incluindo o valor a ser distribuído e a periodicidade do benefício. 
 

Assistência 
 

Outra medida aprovada foi o Projeto de Lei 577/2023, de autoria da deputada Paula Belmonte (Cidadania), que institui o Programa de Auxílio e Benefício Assistência Social (Pabas) que concede o Cartão Cidadania Inclusiva a pessoas com deficiência intelectual ou múltipla, que precisam de atendimento especial e que não foram contemplados com vaga na rede pública de Assistência Social do Distrito Federal (Sedes-DF).

A concessão do auxílio será feita mediante cadastro prévio que comprove a deficiência intelectual ou múltipla e a vulnerabilidade socioeconômica do beneficiário. Segundo Belmonte, o objetivo da medida é garantir a igualdade de oportunidades e promover a inclusão de pessoas com deficiência em todas as esferas sociais.

“A definição dessas condições em um projeto de lei é fundamental para garantir a proteção dos direitos e a inclusão social, assegurando o acesso a serviços de saúde, educação, trabalho e outros apoios necessários para seu pleno desenvolvimento e participação na comunidade”, frisa.

 

Jovem Empreendedor

 

 

Também de autoria da deputada Paula Belmonte, o Projeto de Lei 831/2023 institui a Política Distrital de Incentivo do Crédito Jovem Empreendedor. De acordo com a proposta, o crédito concedido deve abranger a aquisição de equipamentos de TI, programas de informática e itens diretamente relacionados com a implantação, ampliação ou modernização do empreendimento.

O benefício é destinado a jovens de 18 a 29 anos, desempregados e sem cargo público, que tenham concluído o ensino médio e possuam formação profissional ou estejam cursando o ensino superior. Além disso, é necessária a apresentação de um Plano de Negócios para ter acesso ao auxílio.

Segundo a parlamentar, o objetivo do projeto é fomentar a economia do Distrito Federal por meio do empreendedorismo, incentivando jovens a iniciar e manter seus negócios. “A criação de um incentivo ao crédito para jovens empreendedores, proporcionando estratégias e ações em seus negócios, é fundamental”, enfatiza.

 

Valores devidos

 

Durante a reunião, os membros da Comissão também aprovaram o Projeto de Lei 1.111/2024, de autoria do Poder Executivo, que transforma valores devidos a servidores públicos, referentes a perdas salariais nos planos Verão/URP-89 (26,05%) e Bresser/Verão (58,90%), em Vantagem Pessoal Nominalmente Identificável (VPNI). 

Fonte: Agência CLDF

Liga de Futebol Americano volta a jogar em São Paulo

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A exemplo do que ocorreu no ano passado, mais uma partida da Liga de Futebol Americano (NFL) será realizada na cidade de São Paulo em 2025. O duelo ocorrerá novamente na Arena Corinthians, no dia 5 de setembro.

Desta vez, o mando do campo será do Los Angeles Chargers. O adversário ainda não foi anunciado.

No ano passado, na primeira vez em que a liga foi realizada em solo brasileiro, o Philadelphia Eagles foi o mandante da partida contra o Green Bay Packers. A vitória foi do Philadelphia Eagles, com o placar de 34 a 29.

“A NFL tem reconhecido todo o esforço que a cidade de São Paulo fez para que o primeiro jogo, que aconteceu no ano passado, fosse um grande sucesso. A gente tem o contrato assinado para 2025. e agora vamos dialogar para poder dar continuidade nos próximos anos”, disse o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.

De acordo com a prefeitura paulista, o jogo anterior movimentou US$ 61 milhões para a economia da cidade, com todos os ingressos vendidos em cerca de duas horas. “São Paulo recebeu 52% do público da NFL de fora da cidade e 12% veio de fora do Brasil. É o evento de São Paulo que proporcionalmente recebe mais estrangeiros”, disse Gustavo Pires, diretor-presidente da SPTuris.

Com mais de 36 milhões de fanáticos pela modalidade, o Brasil é um importante mercado global para a NFL já que conta com a segunda maior base de fãs internacionais da liga, ficando atrás apenas do México.

“O clube [Los Angeles Chargers] vem de uma temporada incrível, mas, não só isso, é um time ansioso para experimentar o calor e a paixão dos torcedores brasileiros e que também está comprometido em maximizar a riqueza e toda a diversidade de uma cidade única no planeta que é São Paulo”, disse Luiz Martinez, diretor geral da NFL Brasil.

Mais detalhes sobre a programação do evento e início da venda de ingressos podem ser consultados no site.

Fonte: Agência Brasil

Tesouro capta US$ 2,5 bi no exterior com queda no spread

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O Tesouro Nacional captou US$ 2,5 bilhões de investidores internacionais com aumento de juros em relação às últimas emissões, mas com redução na diferença em relação aos juros norte-americanos. O dinheiro veio do lançamento, nesta terça-feira (18), de US$ 2,5 bilhões de um novo papel da dívida externa com vencimento em 2035.

Em nota, o Tesouro Nacional informou que a demanda superou largamente o volume emitido, chegando a cerca de US$ 6,5 bilhões em seu pico. Houve expressiva participação de investidores estrangeiros, com 64% dos compradores da Europa e da América do Norte e 28% da América Latina, incluindo o Brasil.

A taxa obtida na emissão dos papéis de dez anos somou 6,75% ao ano. No último lançamento desse tipo de papel, em janeiro do ano passado, o rendimento havia sido 6,35% ao ano.

Para papéis de dez anos, as taxas foram as mais altas registradas para esse tipo de título desde fevereiro de 2005. Na ocasião, o governo brasileiro obteve juros de 7,9% ao ano.

Os juros básicos nos Estados Unidos começaram a subir em 2022 e, desde dezembro, estão estáveis entre 4,25% e 4,5% ao ano. De julho de 2023 a agosto de 2024, ficaram entre 5,25% e 5,5% ao ano, no maior nível em cerca de 40 anos.

Como a taxa final dos títulos brasileiros no exterior depende do rendimento dos títulos norte-americanos, considerados os investimentos mais seguros do mundo, mais um prêmio de risco, os juros para os papéis brasileiros também subiram em relação às emissões anteriores.

Taxas baixas de juros indicam pouca desconfiança dos investidores de que o Brasil não conseguirá pagar a dívida. Em momentos de crise econômica e de aumento das taxas externas como o atual, os estrangeiros passaram a cobrar juros mais elevados para comprar os papéis brasileiros.

Por meio do lançamento de títulos da dívida externa, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores internacionais com o compromisso de devolver os recursos com juros. Isso significa que o Brasil devolverá o dinheiro daqui a vários anos com a correção dos juros acordada, de 6,75% ao ano para os papéis que vencem daqui a dez anos.

Spread

O spread, que é a diferença entre os títulos brasileiros de dez anos e os papéis do Tesouro norte-americano com o mesmo prazo caiu. A taxa do papel brasileiro foi 220 pontos-base (2,2 pontos percentuais) maior que a dos papéis norte-americanos, a menor desde novembro de 2019. Na emissão anterior, em janeiro de 2024, a diferença havia ficado em 225,2 pontos (2,252 pontos percentuais).

Os recursos captados no exterior serão incorporados às reservas internacionais do país em 25 de fevereiro. De acordo com o Tesouro Nacional, as emissões de títulos no exterior não têm como objetivo principal reforçar as divisas do país, mas fornecer um referencial para empresas brasileiras que pretendem captar recursos no mercado financeiro internacional.

 

Fonte: Agência Brasil

Lula defende presunção de inocência a indiciados por golpe de Estado

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quarta-feira (19), que o ex-presidente Jair Bolsonaro tenha a presunção de inocência garantida e o direito à ampla defesa. Nesta terça-feira (18), a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Bolsonaro e mais 33 pessoas ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa, na tentativa de impedir o terceiro mandato do presidente Lula.

“A única coisa que eu posso dizer é que, nesse país, no tempo em que eu governo o Brasil, todas as pessoas têm direito à presunção de inocência”, disse Lula em coletiva de imprensa, no Palácio do Planalto, após encontro com primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro. Os dois países assinaram 19 acordos durante a visita oficial do chefe de governo português.

A defesa de Bolsonaro nega as acusações e afirma que o ex-presidente “jamais compactuou com qualquer movimento que visasse a desconstrução do Estado Democrático de Direito ou as instituições que o pavimentam”. As acusações da procuradoria estão baseadas no inquérito da Polícia Federal (PF).

Lula reforçou que a denúncia da PGR é apenas o primeiro-passo do processo penal. “Se eles provarem que não tentaram dar golpe, e se eles provarem que não tentaram matar o presidente, o vice-presidente e o presidente do Superior Tribunal Eleitoral, eles ficarão livres e serão cidadãos que poderão transitar pelo Brasil inteiro. Ora, se na hora que o juiz for julgar, chegarem à conclusão que eles são culpados, eles terão que pagar pelo erro que cometeram”, disse Lula.

“Portanto, é apenas o indiciamento, o processo agora vai para a Suprema Corte e eles terão todo o direito de se defender”, completou.

Guerra na Ucrânia

O presidente Lula também comentou sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia e a tentativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de negociar o fim do conflito apenas com os russos, deixando de lado os representantes ucranianos e da União Europeia. O brasileiro defendeu que “os dois lados devem sentar à mesa” e disse que “o Brasil não enviará tropa, o Brasil só mandará missão de paz”.

“Aqui nós cansamos de dizer: não tem paz se não chamar os dois e colocar na mesa. Não tem paz só de um lado. Pois bem, o Brasil e a China fizeram um protocolo para tentar encontrar uma forma de paz. Esse protocolo foi discutido com muitos países, mas me parece que as pessoas não deram muita importância. Agora, o Trump ganha as eleições e começa a conversar com o Putin. E, agora, a preocupação de algumas pessoas é que o Trump tem que chamar o Zelensky para a negociação, porque agora só está o Putin negociando. E eu também acho errado”, disse Lula.

“Acho que o papel do Trump de negociar sem querer ouvir a União Europeia é ruim, é muito ruim porque a União Europeia se envolveu nessa guerra com muita força. Eu acho que, agora, a União Europeia não pode ficar de fora da negociação”, afirmou o presidente, colocando o Brasil à disposição para contribuir.

“Eu não posso ter um lado privilegiado, eu tenho que criticar os dois lados que entraram em guerra e tenho que favorecer todos aqueles que querem paz. Essa posição do Brasil continua intacta”, disse, lembrando que o Brasil condenou a violação do território ucraniano pela Rússia.

O primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, também defendeu a negociação para o fim de conflito com a participação das duas partes envolvidas, mas lembrou que a União Europeia participou desde o primeiro momento na defesa da Ucrânia, “salvaguardando os direitos e liberdades dos ucranianos”.


Brasília (DF), 19/02/2025 - O  primeiro-ministro português, Luís Montenegro, durante entrevista coletiva ecerimônia de assinatura de acordos nos setores de saúde, ciência e tecnologia e segurança pública. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 19/02/2025 - O  primeiro-ministro português, Luís Montenegro, durante entrevista coletiva ecerimônia de assinatura de acordos nos setores de saúde, ciência e tecnologia e segurança pública. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na opinião de Montenegro, o processo de paz deve envolver, naturalmente e obrigatoriamente, a Ucrânia e a Europa e que esta é a forma se pode projetar paz para os próximos anos. “Em algum momento as duas partes terão de estar na mesma mesa. E a Europa é, indiscutivelmente, um parceiro que moderará essa aproximação e defenderá os valores que estiveram na base da sua intervenção ao lado do povo ucraniano”, completou.

“Portugal nunca teve e não tem dúvidas de que, neste conflito, o agressor é a Rússia; neste conflito, o ofendido é a Ucrânia; este conflito, o ofendido é a democracia, são os direitos e liberdades de um povo que é soberano, é soberano no seu regime político e é soberano no seu território”, acrescentou, durante a coletiva de imprensa.

Fonte: Agência Brasil

Blocos de rua do Rio poderão ter patrocínio próprio neste ano

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No carnaval deste ano, o bloco A Rocha da Gávea mudará o percurso, o desfile crescerá e também a expectativa de público, que deverá dobrar. Com isso, vêm também mais gastos. Na reta final para a folia, o bloco conseguiu que duas marcas se juntassem ao desfile com patrocínio e apoio.

O patrocínio foi possível graças a uma portaria publicada no último dia 10 pela Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur), permitindo blocos de rua incluídos na programação autorizada do carnaval do Rio de Janeiro possam contar com patrocínio, além das marcas oficiais do evento. A medida vale apenas para este carnaval.

“Os custos aumentaram assustadoramente, porque você não pode ter o mesmo carro de som, que precisa ser maior, você tem que aumentar tudo. E acaba que os custos também foram aumentando. Então, com certeza os patrocínios são mais necessários ainda mais nessa situação”, diz a presidente do bloco, Érica Andrade.

Poder recorrer a patrocínios além dos oficiais, que nem sempre chegam aos blocos de rua, para que tenham mais recursos para desfilar, é uma demanda das associações dos blocos do Rio.

Os blocos reclamam da burocracia e dos altos custos para fazer parte da chamada programação oficial do carnaval carioca. Além disso, até este ano, eram impedidos de buscar patrocínio por conta própria. Em anos anteriores, as empresas eram multadas se, por exemplo, entregassem brindes durante os desfiles.

“A gente não quer transformar o bloco numa coisa comercial. Mas, ao mesmo tempo, entende a necessidade de profissionalizar um pouco o bloco”, diz Érica. “Tem uma coisa que eu não gosto que é tornar a camisa do bloco um macacão de Fórmula 1 [cheia de patrocinadores]”, brinca.

Segundo Érica, o patrocínio deve se integrar nas propostas dos blocos, inclusive nas cores usadas nas fantasias e adereços, para não descaracterizar as agremiações que desfilam nas ruas. “Botar logo em lona, acho que é bem tranquilo, ter ativações também”, diz. Ela antecipa, por exemplo, que uma das marcas vai customizar adereços de carnaval e a outra, distribuir protetores solares.

Novas regras

Pelas novas regras de patrocínio, as marcas poderão aparecer em estandartes, em plotagens – como o envelopamento do carro de som do bloco –, em balões infláveis, camisas e em brindes. As marcas deverão ser exibidas de maneira clara e estética, sem prejudicar a visibilidade e a identificação dos patrocinadores oficiais do carnaval do Rio em 2025. 

Segundo a portaria, os organizadores dos blocos de rua devem submeter os projetos de patrocínio à Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur) para aprovação prévia. A medida proíbe condicionar o acesso a áreas restritas do bloco à venda de camisetas com as logos dos patrocinadores.

De acordo com as associações dos blocos, a medida foi tomada após uma série de reuniões das ligas Sebastiana, Zé Pereira, Sambare, Coreto, Carnafolia e Liga do Centro com a prefeitura do Rio de Janeiro. A Riotur reconhece que faltava clareza nas regras para captação de patrocínio e diz que dará orientações sobre o que é necessário para viabilizar as ações publicitárias nos blocos.

 “É uma medida, eu diria, revolucionária no carnaval”, afirma o presidente da Liga Carnavalesca Amigos do Zé Pereira, Rodrigo Rezende. “O valor que um bloco precisa é infinitamente menor do que o valor de uma cota de patrocínio para a cidade do Rio de Janeiro. Então, isso permite com que empresas com menos recursos possam fazer aporte diretamente para os blocos.”

Segundo Rodrigo, a expectativa é que os patrocínios cubram os custos dos grandes blocos e que possam permitir que sigam desfilando, assim como servirão para manter pequenos blocos e blocos fora do eixo da zona sul, região mais visada pelas marcas.

“Tem marcas de diferentes tamanhos para diferentes públicos, e essas marcas poderão, a partir de agora, começar a procurar os blocos nas regiões geográficas de seu interesse”, acrescenta Rodrigo, que espera também que a medida, que vale inicialmente apenas para este carnaval, seja prorrogada para os próximos anos.

Para Rodrigo, os patrocínios não deverão afetar a identidade dos blocos. “A última coisa que eles querem é descaracterizar seus desfiles. Isso sempre foi uma luta muito grande, inclusive com os patrocinadores oficiais do carnaval.”

“São patrocínios pontuais, menores, que vão entrar de maneira orgânica, de maneira que o público e os próprios componentes [dos blocos] assimilem aquilo de uma maneira mais tranquila, não tão invasiva. Os blocos não nasceram como uma empresa que tem o objetivo de lucrar. Nasceram para desfilar para o carioca poder olhar e ser como se estivesse olhando para sua própria cédula de identidade”, enfatiza, Rodrigo.

Neste ano, o carnaval será nos dias 1º, 2, 3 e 4 de março. De acordo com a Riotur, o carnaval de rua atrai milhões de pessoas e movimenta a economia da cidade. Apenas em 2024, no total, cerca de 8 milhões de pessoas curtiram o carnaval no Rio de Janeiro. Dessas, 6 milhões participaram de 399 desfiles de blocos de rua. Foram injetados na economia carioca R$ 5 bilhões.

Fonte: Agência Brasil

PGR: Bolsonaro liderou "longa construção criminosa"

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A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta que o ex-presidente Jair Bolsonaro liderou uma “organização criminosa” que, a partir de 2021, “se dedicou a incitar a intervenção militar no país” e, assim, deflagrar um golpe de Estado, permitindo que ele e seus apoiadores permanecessem no poder, independentemente do resultado das eleições presidenciais de 2022.

Ao longo das 272 páginas da denúncia apresentada na noite desta terça-feira (18), a PGR elenca fatos, evidências e depoimentos de investigados, como o do ex-ajudante de Ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, e conclui que Bolsonaro e outras 33 pessoas, incluindo ex-ministros e militares de alta patente, agiram para minar a confiança popular no sistema eletrônico de votação e nas instituições democráticas brasileiras.

Com base no inquérito da Polícia Federal (PF) que, em novembro de 2024, indiciou Bolsonaro e outras 36 pessoas pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa, a PGR sustenta que o ex-presidente não só tinha conhecimento, como participou de várias das ações arquitetadas para a consumação do golpe de Estado, incluindo o suposto plano para matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

“Os fatos narrados ao longo desta peça acusatória não deixam dúvidas de que o cenário de instabilidade social identificado após o resultado das eleições de 2022 foi fruto de uma longa construção da organização criminosa que se dedicou, desde 2021, a incitar a intervenção militar no país e a disseminar, por múltiplos canais, ataques aos poderes constitucionais e a espalhar a falsa narrativa do emprego do sistema eletrônico de votação para prejudicar Jair Bolsonaro”, afirma o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Na denúncia, a PGR afirma que o plano de ruptura da ordem democrática foi colocado em marcha de forma mais acintosa em março de 2021, após o STF anular as condenações criminais de Lula no âmbito da Operação Lava Jato, permitindo que o petista disputasse as eleições do ano seguinte. 

“Convém recordar que, a partir de 2021, o presidente [Jair Bolsonaro] adotou crescente tom de ruptura com a normalidade institucional nos seus repetidos pronunciamentos públicos em que se mostrava descontente com decisões de tribunais superiores e com o sistema eleitoral eletrônico em vigor. Poucos dias depois de superada a causa de inelegibilidade [de Lula], o grupo de apoio do então presidente [Bolsonaro], que formará o núcleo da organização criminosa, cogitou de o mesmo, abertamente, passar a afrontar e a desobedecer a decisões do Supremo Tribunal Federal, chegando a criar plano de contingenciamento e fuga de Bolsonaro, se a ousadia não viesse a ser tolerada pelos militares”, afirma Gonet.

A partir daí, segundo a PGR, “a trama conspiratória armada e executada contra as instituições democráticas” evolui em diferentes frentes, “desenrolando-se em cadeia de acontecimentos, alguns com mais marcante visibilidade do que outros, sempre articulados ao mesmo objetivo [golpista]”. 

Para a PGR, são provas da participação ativa de Bolsonaro no suposto “plano de insurreição” a transmissão (live) que o presidente fez nas redes sociais, em 29 de julho de 2021, durante a qual ele repetiu acusações já então desmentidas contra o sistema eleitoral, conclamando as Forças Armadas a agirem.

“A partir de então, os pronunciamentos públicos [de Bolsonaro] passaram a progredir em agressividade, com ataques diretos aos poderes constituídos, [de forma a] inculcar sentimento de indignação e revolta nos seus apoiadores e com o propósito de tornar aceitável e até esperável o recurso à força contra um resultado eleitoral em que o seu adversário político mais consistente triunfasse”, considera a PGR.

Na mesma linha, a denúncia relembra que, ao participar de um ato em seu apoio, em 7 de Setembro de 2021, em São Paulo, Bolsonaro atacou Alexandre de Moraes, relator do inquérito que investiga o financiamento e organização de atos antidemocráticos, ameaçando não mais cumprir suas decisões. E que, em julho de 2022, o ex-presidente convocou uma reunião ministerial durante a qual “cobrou do alto escalão de seu governo a multiplicação dos ataques às urnas eletrônicas e ao processo eleitoral”.

“As investigações da PF revelaram que o pronunciamento não era mero arroubo impensado e inconsequente. Já então, o grupo ao redor do presidente tinha traçado uma estratégia de atuação em prol do seu líder, incluindo um plano de fuga do país, se porventura lhe faltasse o apoio armado com que contavam”, aponta a PGR.

Entre as provas que a PRG afirma ter para comprovar que Bolsonaro tinha conhecimento e estimulava a proposta golpista está a cópia de um discurso que, supostamente, seria lido por Bolsonaro durante a consumação do golpe. O discurso foi encontrado na sala do ex-presidente na sede do PL e, para a PGR, reforça o domínio que este possuía sobre as ações da organização criminosa, especialmente sobre qual seria o desfecho dos planos traçados – a sua permanência autoritária no poder, mediante o uso da força”.

Uma segunda cópia do documento foi encontrada no aparelho celular de Mauro Cid, cujo depoimento à PF parece reforçar a tese da PGR. De acordo com a denúncia, o ex-ajudante de Ordens confirmou, por exemplo, que, em novembro de 2022, Bolsonaro e seu então assessor Filipe Garcia Martins Pereira discutiram a redação e posterior publicação de um decreto golpista, intervindo no inclusive no Poder Judiciário e decretando a realização de novas eleições.

“De acordo com o colaborador [Cid], Bolsonaro fez, adiante, ajustes na minuta, submetendo à prisão apenas o ministro Alexandre de Moraes [do STF] e se limitando à realização de novas eleições presidenciais. As informações prestadas pelo colaborador indicam que a primeira versão do documento foi submetida à apreciação de representantes das Forças Armadas, em reunião realizada no Palácio da Alvorada. Na ocasião, Bolsonaro apresentou a minuta ao [então comandante do Exército], general Freire Gomes, ao [então comandante da Marinha] almirante Almir Garnier Santos e ao [então] ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira”.

Em nota, a defesa do ex-presidente informou ter ficado “estarrecida e indignada com a denúncia” apresentada nesta terça-feira. Assinada pelo advogado Paulo Cunha Bueno, a nota afirma que Bolsonaro “jamais compactuou com qualquer movimento que visasse a desconstrução do Estado Democrático de Direito ou as instituições que o pavimentam”.

Fonte: Agência Brasil

Metas fiscais de 2024: relatório indica aumento de arrecadação do ICMS em mais de R$ 1 bilhão

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Em audiência pública realizada pela Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) nesta quarta-feira (19), representantes da Secretaria de Economia do DF (SEEC) apresentaram o desempenho da execução orçamentária e financeira do Distrito Federal até o 3º quadrimestre de 2024. A reunião ocorreu em cumprimento à Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/2000).

Conforme dados apresentados pelo assessor especial da subsecretária de contabilidade, José Luiz Marques Barreto, o somatório das receitas correntes – aquelas provenientes de tributos, contribuições, exploração do patrimônio estatal e exploração de atividades econômicas – aumentou 9,55% no comparativo com 2023, saltando de R$ bilhões 32,2 para R$ 35,5 bilhões.

Destaque para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que apresentou arrecadação de R$ 11,7 bilhões, o que representa 47,18% do total das receitas tributárias. O valor arrecadado com Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) subiu 12%, com receita de R$ 4,9 bilhões. Já o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) sofreu acréscimo de 12%, com R$ 3,4 bilhões arrecadados.

As receitas de capital – aquelas arrecadadas por meio de operações de crédito, alienação de bens e transferências de capital – sofreram decréscimo de 71% com relação ao ano anterior (2023), caindo de R$ 1,1 bilhão para R$ 23,1 milhões. 

Segundo a pasta, a redução está relacionada ao fato de que o ciclo completo para a realização de uma operação de crédito pode levar até dois anos, o que impacta negativamente no demonstrativo do relatório. No cômputo geral, as receitas totais (correntes e de capital) cresceram 6,8%, fechando 2024 com R$ 35,6 bilhões de arrecadação própria do DF.

Os dados apresentados não consideram os recursos oriundos do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), destinados às áreas de saúde, educação e aos órgãos de segurança.

Despesas

A planilha das despesas executadas 2024 demonstra que o GDF aumentou em 21% os gastos da máquina pública, elevando de R$ 28,4 bilhões para R$ 34,4 bilhões. O valor executado, no entanto, está dentro da dotação que havia sido autorizada para o período na Lei Orçamentária Anual aprovada pela Câmara, que era de R$ 37,1 bilhões.

O acréscimo na despesa, de acordo com o secretário-executivo de Finanças, Orçamento e Planejamento da SEEC, Thiago Conde, deve-se à “política expansionista quem vem sendo adotada pelo governo, no sentido de sanar os diversos problemas enfrentados pelo DF”, afirmou, referindo-se aos investimentos públicos realizados pelo executivo ao longo do ano passado.

Os técnicos da pasta mencionaram ainda como fator relevante no acréscimo da despesa as mais de 10 mil nomeações de aprovados em concursos do GDF realizadas somente no ano passado. José Barreto pontuou que foram convocados 4.179 servidores na Saúde; 1.544 na educação e 2.561 na segurança. “Estamos fazendo esforços hercúleos para melhorar o serviço público”, afirmou. Os gastos com pessoal e encargos sociais totalizam 48,6 % das despesas totais do GDF, somando R$ 18 bilhões.

O presidente da comissão, deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil), aproveitou para elogiar o pedido de reajuste salarial das forças de segurança do DF encaminhado pelo Buriti ao Palácio do Planalto nesta segunda-feira (17). A medida, segundo Pedrosa, é de extrema importância para o fortalecimento da segurança do DF, mas precisa ser estendida também aos policiais penais, que não constam no texto enviado. “Precisamos valorizar esses profissionais também, não podemos deixá-los para trás”, ponderou.

O balanço também trouxe uma análise das aplicações em áreas prioritárias, como educação e saúde, com destaque para o cumprimento das metas condicionais por emendas constitucionais, a exemplo da EC nº 29/2000, que estabelece que de 12% a 15% da arrecadação com impostos deve ser aplicado na saúde. Apesar de cumprir as metas estabelecidas, o valor aportado na área retraiu 26,3%, saindo de R$ 117 bilhões em 2023 para R$ 86,8 bi em 2024.

Na educação, tanto o limite de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE) quanto o limite mínimo de aplicação no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) foram respeitados. As despesas totais destinadas à área superaram R$ 9,5 bilhões.

Apontamentos

O presidente da comissão fez alguns alertas sobre pontos que considerou sensíveis no relatório. Um deles foi o resultado primário – diferença entre as receitas e despesas do governo, sem considerar os juros –, que, mesmo ficando dentro da meta estabelecida pela LDO, teve variação nominal negativa de 141% com relação a 2023. Naquele ano, o resultado primário havia ficado em R$ 1,8 bilhão positivo, já em 2024 o resultado foi de R$ 749 milhões negativos conforme apontado no documento.

Os técnicos da secretaria esclareceram que a expansão do gasto com pessoal no ano passado ajuda a explicar o resultado, que, apesar de negativo, está de acordo com a previsão da pasta.

O relatório completo apresentado na audiência pública pode ser acessado na página da comissão. A reunião desta quarta-feira teve transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital (canal 9.3) e pelo YouTube da Casa.

 

 

Fonte: Agência CLDF

Educação lança programa de formação continuada para professores da EJA

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Em resposta à adesão ao Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos (EJA), ao qual a Secretaria de Educação (SEEDF) aderiu em maio de 2024, a pasta lançou, nesta terça (18), o Programa de Formação Continuada e em Serviço da Educação de Jovens e Adultos (ProfsEJA).

O programa é uma das estratégias e ações que visam ao fortalecimento da modalidade de ensino. A iniciativa prevê a formação de todos os profissionais da educação que atuam na EJA: professores, coordenadores pedagógicos, supervisores e gestores escolares. Também serão contemplados todos os educadores populares do programa DF Alfabetizado.

Desde que a SEEDF aderiu ao Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos, do Ministério da Educação (MEC), diversas ações vêm sendo realizadas. “Um ponto importante é o programa de formação continuada e em serviço para os profissionais da EJA, que visa a qualificar nossos profissionais e ressignificar a prática pedagógica, favorecendo a permanência escolar e a conclusão da educação básica”, reforça Lilian Sena, diretora da EJA da secretaria.

O programa foi formulado em parceria com a Unidade-Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Uni-Eape), e os articuladores e formadores regionais serão os responsáveis por essa ação no âmbito das coordenações regionais de ensino (CREs).

A formação terá duração de dois anos e está organizada em quatro módulos. Cada módulo conferirá uma certificação de 120 horas, totalizando 480 horas de formação continuada ao final desse período. 

As inscrições para o curso estarão abertas entre até o dia 27 deste mês. Profissionais que atuam na EJA no turno diurno podem se inscrever por este módulo; já os do turno noturno devem fazer a inscrição por este link.

*Com informações da Secretaria de Educação

Fonte: Agência Brasília

Governo regulamenta lei que restringe uso de celular na escola

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As regras sobre a restrição do uso de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais por estudantes nos estabelecimentos públicos e privados de ensino da educação básica foram estabelecidas nesta quarta-feira (19). Entre as normas estão estratégias de orientação aos estudantes e capacitação dos profissionais de educação sobre o tema.

A regulamentação da Lei 15.100/2025  foi estabelecida por um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado nesta quarta-feira (19) no Diário Oficial da União. O documento observa a gestão democrática do ensino e garante a participação da comunidade escolar na adequação das regras ao contexto local.

O detalhamento sobre as exceções para uso dos eletrônicos traz a necessidade de atestado, laudo médico ou outro documento assinado por profissional de saúde para casos em que o estudante necessite do celular para tecnologia assistiva no processo de ensino. Também nos casos de monitoramento e cuidado de condições de saúde. A regra pode ser adaptada a outras formas de comprovação a critério dos sistemas de ensino.

O decreto define ainda a inclusão de estratégias de orientação dos estudantes e formação dos professores nos regimentos internos escolares e nas propostas pedagógicas. Foram definidos como obrigatórias as ofertas de educação digital para o uso seguro, responsável e equilibrado de aparelhos eletrônicos aos professores, que também deverão ser capacitados a identificar sinais de sofrimento psíquico em estudantes, decorrente do uso imoderado dos celulares.

Nos mesmos documentos das instituições de ensino, também deverão constar a forma como os celulares serão usados de forma pedagógica e como os aparelhos serão guardados durante a aula, o recreio ou os intervalos.

As instituições de ensino também serão responsáveis por estabelecer as consequências do descumprimento da lei, considerando o que já foi estabelecido pelas normas federais e as orientações emitidas pelo Conselho Nacional de Educação.

Por fim, o governo reforçou a obrigação dos estabelecimentos públicos e privados de promoverem ações de conscientização sobre os riscos de uso excessivo de celulares e outros eletrônicos portáteis pessoais. Inclusive, de promover espaços de escuta e garantir acolhimento aos estudantes, professores e profissionais dos estabelecimento de ensino que apresentem sinais de sofrimento psíquico relacionados ao tema.

Fonte: Agência Brasil

Ministério da Justiça e Febraban lançam aliança contra fraude digital

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Com a promessa de aprimorar parceria com a Polícia Federal e de centralizar os canais de denúncia de vítimas de golpes financeiros, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) lançaram nesta terça-feira (18) a Aliança Nacional de Combate a Fraudes Bancárias e Digitais. A iniciativa pretende atuar tanto na prevenção como na repressão de golpes e crimes cibernéticos.

Resultado de um acordo técnico firmado em agosto do ano passado entre o ministério e a Febraban, a aliança teve a criação discutida desde setembro de 2024 por um grupo de trabalho coordenado pela Secretaria de Direitos Digitais da pasta. Um comitê gestor formado pelo Ministério da Justiça e a federação definirá diretrizes para a aliança. Fóruns de discussão bimestrais discutirão as ações e acompanharão a evolução das iniciativas propostas.

Por fim, três grupos temáticos traçarão estratégias para as ações escolhidas. Cada grupo corresponde a um tema prioritário definido pelo grupo de trabalho. O primeiro pretende desenvolver boas práticas de prevenção, detecção e respostas, por meio de campanhas de conscientização e investimento na melhoria da identificação de identidade para a abertura de contas por meio eletrônico.

O segundo grupo buscará aperfeiçoar critérios e protocolos para o compartilhamento e o tratamento de dados. O grupo pretende aprimorar a Plataforma Tentáculos, criada pela Febraban e pela Polícia Federal em 2018 e que resultou em 200 operações, 445 mandados de busca e apreensão e 85 prisões.

O terceiro grupo abordará o atendimento de vítimas e a capacitação de agentes. Entre as medidas em elaboração, estão a centralização de canais de denúncia e a criação de protocolos de atendimento a crimes cibernéticos em delegacias.

Segundo o Ministério da Justiça, 36% dos brasileiros foram vítimas de golpes ou tentativas de golpe em fevereiro de 2024, com pessoas acima de 60 anos sendo mais vulneráveis. Os crimes mais recorrentes são a clonagem ou a troca de cartões bancários (44%), golpe da falsa central de cartões (32%) e pedidos de dinheiro por suposto conhecido no WhatsApp (31%).

Iniciativa

Enfatizando a necessidade de colaboração entre os setores público e privado, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, disse que a inteligência e a capacitação técnica representam a melhor maneira de combater os crimes digitais.

“A resposta mais eficiente à criminalidade que aviltamos é a que se dá com inteligência, capacidade técnica e implementação de medidas de prevenção, detecção e finalmente repressão. A aliança sintetiza esses objetivos e vai ao encontro de uma demanda da sociedade que é de construirmos um ambiente virtual mais seguro e confiável, no qual a impunidade deixe de reinar”, declarou.

Epidemia

O presidente da Febraban, Isaac Sidney, comparou o aumento dos crimes pela internet a uma epidemia e ressaltou a necessidade de articulação entre os diversos setores da sociedade. Embora seja coordenada pelo Ministério da Justiça e pela Febraban, a aliança tem a participação de representantes de entidades de outros setores, como de tecnologia da informação, da indústria de telecomunicações e do varejo.

“Vários segmentos do setor privado estão representados, como o setor bancário, o setor financeiro, a indústria de pagamentos, a indústria de tecnologia, de telefonia, o varejo. O poder público, com suas frentes reguladoras, as forças de segurança pública. Isso mostra uma aliança não só plural, não só diversificada, mas também multifacetada porque é um crime que precisamos enfrentar dessa maneira”, destacou.

Além da plataforma conjunta com a Polícia Federal, o presidente da Febraban destacou iniciativas da entidade para combater o crime digital nos últimos anos, como um laboratório conjunto de segurança cibernética dos bancos. Desde 2020, o laboratório treina agentes bancários, fornece capacitação em inteligência, faz simulações e padroniza a contratação de fornecedores.

Em 2023, destacou Isaac Sidney, a Febraban montou um grupo de repressão com 21 instituições de vários setores da sociedade que resultou em 2,5 mil prisões em ações conjuntas com o poder público. Na prevenção, o presidente da Febraban mencionou a realização de campanhas de conscientização próximas a datas comemorativas, quando as tentativas de golpes aumentam.

Fonte: Agência Brasil