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Ancelotti celebra atuação sólida, mas pede calma para mata-mata

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Uma das perguntas ao técnico Carlo Ancelotti na entrevista coletiva que concedeu em Miami nesta quarta-feira (24), logo após a vitória do Brasil sobre a Escócia, por 3 a 0, foi sobre o que ele diria à população brasileira empolgada para a sequência da Copa do Mundo. O italiano, que até nas respostas bem humoradas mantém a expressão sisuda, desta vez sorriu.

“Calma! Muita calma! [risos]”, disse o treinador.

Não significa que Ancelotti esteja descontente ou desconfiado do time que tem em mãos. Pelo contrário. O técnico da seleção brasileira comemorou a melhor atuação da equipe sob seu comando, que garantiu a classificação aos 16 avos de final do Mundial e a liderança do Grupo C, todo ele sediado nos Estados Unidos.

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“Acho que a equipe está sólida, comparando com o primeiro jogo [empate por 1 a 1 com o Marrocos, em Nova Jersey]. Menos erros, mais ritmo, mais efetividade na frente. Temos uma boa impressão. O objetivo era sermos os primeiros [do grupo]. Como se diz no Brasil, pés no chão e vamos preparar o próximo jogo”, declarou o italiano.

“Não estamos perfeitos. Podemos melhorar. Por exemplo, o ritmo com a bola. Podemos ser mais rápidos. Mas estou contente porque a equipe, após o primeiro jogo, melhorou muito. Agora é mata-mata. É preciso ter coração forte”, completou.

Vini e Rayan em alta

Normalmente contido nas análises individuais, Ancelotti, desta vez, rasgou elogios a Vinícius Júnior. Autor de dois gols contra a Escócia, o atacante chegou a quatro na Copa, assumindo a vice-artilharia da competição. Além disso, seis das sete vezes que a seleção canarinho balançou as redes no Mundial tiveram participação direta do camisa 7.

“Não tinha dúvidas de como ele chegaria à Copa. Para ele, é uma honra jogar com a seleção brasileira e está fazendo muito bem. Fez até gol de cabeça, o que é raro para ele. Não sou eu que descobri o Vini. Para mim, ele é top. Um dos melhores do mundo, obviamente”, disse o treinador.

“Ele [Vinícius Júnior] está em uma condição muito boa e acho que a equipe também permite que ele possa estar descansado quando temos a bola. O fato de ele alternar a posição, não [jogando] somente aberto, mas também por dentro, é uma vantagem”, emendou.

Outro que agradou ao italiano foi Rayan. Ele iniciou a partida contra a Escócia como titular, sendo o substituto do também atacante Raphinha, que sofreu uma lesão no posterior da coxa direita e não está à disposição. O camisa 26, nos primeiros minutos do jogo, roubou a bola do zagueiro Scott McKenna e deixou Vinícius Júnior em condições para abrir o placar em Miami.

“[Rayan] Fez um trabalho completo, defensivo e ofensivo, jogou muito bem. Estou muito feliz com a partida que ele jogou. É jovem, trabalha muito e tem qualidade. Acho que ninguém ainda sabe seu nível, onde ele pode chegar”, destacou Ancelotti, que deve manter o ex-atacante do Vasco, atualmente no Bournemouth (Inglaterra), entre os titulares.

Próximo desafio

O próximo adversário do Brasil na Copa do Mundo será conhecido nesta quinta-feira (25), com a definição do Grupo F, que reúne Holanda, Japão, Suécia e a já eliminada Tunísia. A seleção canarinho terá pela frente o segundo colocado na chave, em duelo na segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), em Houston.

“Os três [com chances de classificação] têm qualidades diferentes. A Holanda é mais experiente, mas o Japão, sobretudo antes da Copa, teve resultados muito bonitos nos amistosos. E a Suécia tem grande potencial à frente”, finalizou o italiano.

Fonte: Agência Brasil

Marquinhos pede ambição e avisa: "Uma nova competição começa agora"

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No que depender do zagueiro Marquinhos, a vitória por 3 a 0 sobre a Escócia, que garantiu o primeiro lugar do Grupo C da Copa do Mundo, ficou para trás. Após a partida desta quarta-feira (24), em Miami (Estados Unidos), o capitão disse, em entrevista coletiva, que a cabeça da equipe já tem de estar voltada ao mata-mata.

A seleção brasileira disputa um lugar nas oitavas de final do Mundial na próxima segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), em Houston (Estados Unidos), contra o segundo colocado do Grupo F, que tem Holanda, Japão, Suécia e a já eliminada Tunísia. A definição do adversário será nesta quinta-feira (25), com os jogos da última rodada da chave.

“Era importante ganhar e ficarmos em primeiro. Dá confiança, o time cresce, o ambiente fica melhor, mas não pode achar que simplesmente está feito. Temos que ter ambição, fome [de vitória]. Temos um treinador [Carlo Ancelotti] que vem sendo exigente, mesmo nas vitórias, querendo trazer de bom o que temos”, declarou Marquinhos.

“Uma nova competição começa agora. Vamos enfrentar times de ainda mais alto nível e os detalhes serão importantes. Cada jogo será uma final. Então, temos de nos prepararmos o melhor possível para encararmos quem vier”, completou o defensor.

Marquinhos chegou a 108 partidas pela seleção brasileira e se tornou o segundo zagueiro com mais atuações pela Amarelinha, atrás somente de Thiago Silva (113).

A meta de terminar a fase de grupos na liderança não tem a ver com o futuro adversário. A delegação está concentrada, desde a chegada aos Estados Unidos, em Nova Jersey. Se acabasse a chave em segundo, teria que jogar o duelo da fase de 16 avos de final em Monterrey (México), e, somente nas oitavas, caso avançasse, retornaria a solo norte-americano.

Como ficou em primeiro, o Brasil não terá de mudar a rotina de preparação, já que o caminho até uma eventual decisão será todo nos Estados Unidos. A final da Copa, em 19 de julho, será em Nova Jersey, justamente onde o grupo está baseado.

“Nosso grande objetivo dessa primeira fase era ficarmos em primeiro por questão de logística e facilitar o que a gente vem tendo [de estrutura], para ter melhores condições para os jogos”, resumiu o camisa 4.

Fonte: Agência Brasil

Navios já navegam pelo Estreito de Ormuz sob plano de retirada da ONU

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Navios já passam pelo Estreito de Ormuz no âmbito de um plano de retirada lançado recentemente pela agência de navegação da Organização das Nações Unidas (ONU), informou um porta-voz nesta quarta-feira (24).

“Os navios já começaram a passar”, disse o porta-voz da Organização Marítima Internacional (OMI), recusando-se a fornecer detalhes sobre as embarcações que cruzaram o estreito.

Pelo menos dois navios de granéis sólidos e um de carga atravessaram Ormuz no âmbito do plano nas últimas 12 horas, segundo dados de rastreamento de navios da LSEG divulgados nesta quarta-feira.

Mais 35 navios comerciais, principalmente de granéis sólidos, cargueiros e porta-contêineres, estavam se preparando para atravessar o estreito, de acordo com dados de rastreamento da London Stock Exchange Group (LSEG) e da MarineTraffic, com base na análise da Reuters sobre os movimentos dos navios.

O esquema, cuja elaboração levou meses, permitirá que centenas de navios com cerca de 11 mil marítimos retidos no Golfo atravessem o Estreito de Ormuz, informou a OMI na terça-feira.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Fonte: Agência Brasil

Dólar sobe a R$ 5,20 e volta a atingir maior valor em três meses

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Em um dia de nervosismo no mercado financeiro, o dólar avançou e atingiu o valor mais alto em quase três meses nesta quarta-feira (24). A bolsa de valores encerrou o pregão em queda de quase 0,5%, pressionada pela baixa das ações de petroleiras e mineradoras.

O movimento refletiu a expectativa de juros mais altos nos Estados Unidos e a forte queda do petróleo, que recuou para o menor nível desde o início da guerra. Isso reduziu o apetite por ativos ligados a commodities (bens primários com cotação internacional).

O dólar comercial fechou esta quarta-feira (24) em alta de 0,28%, cotado a R$ 5,202, após atingir máxima de R$ 5,22 durante a manhã. Foi o segundo pregão consecutivo de valorização e o maior nível de fechamento desde 30 de março.

A moeda americana ganhou força com a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) possa adotar uma postura mais restritiva diante de sinais de pressão inflacionária na economia dos Estados Unidos. O mercado aguarda a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE), principal indicador de inflação acompanhado pelo banco central americano.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de moedas fortes, operava próximo dos maiores níveis em mais de um ano, acumulando alta de cerca de 3% no ano.

No Brasil, analistas avaliam que a diferença entre as perspectivas de juros dos Estados Unidos e do Brasil reduziu a atratividade do chamado carry trade, estratégia baseada em ganhos com a diferença entre os juros altos na economia brasileira e as taxas estadunidenses, mais baixas.

Bolsa perde força

Principal índice da B3, o Ibovespa encerrou o dia aos 170.506 pontos, com queda de 0,44%, após três sessões consecutivas de alta. O índice chegou a subir pela manhã, mas perdeu força com a pressão das ações ligadas a commodities.

O desempenho ocorreu em meio à queda dos preços do petróleo e à valorização do dólar, que pressionou metais básicos. Bancos também contribuíram para a baixa do índice. Na contramão, ações mais ligadas ao consumo interno tiveram ganhos, favorecidas pelo recuo das taxas de juros futuros.

Cenário internacional

Os investidores também acompanharam os sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, além da retomada gradual do fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz.

O alívio nas tensões externas reduziu o prêmio de risco sobre o petróleo e afetou empresas ligadas à energia. Ao mesmo tempo, o mercado monitora os próximos passos do Fed e os dados econômicos americanos para ajustar as expectativas sobre juros.

Petróleo recua

O petróleo caiu pelo terceiro pregão seguido e fechou no menor nível desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, com o mercado reagindo à perspectiva de aumento da oferta global.

O contrato do Brent para setembro, parâmetro para a Petrobras, caiu 3,81%, encerrando a US$ 73,87 por barril. O barril do tipo WTI, do Texas, para agosto, recuou 3,92%, para US$ 70,34 por barril, chegando a operar abaixo de US$ 70 durante o dia.

A queda ocorreu após sinais de normalização do transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz e medidas envolvendo possíveis flexibilizações de restrições ao petróleo iraniano.

Analistas avaliam que o mercado passou a considerar menor risco de interrupção no fornecimento do petróleo, embora ainda acompanhe a evolução das negociações geopolíticas.

*com informações da Reuters.

Fonte: Agência Brasil

Bolsonaro presta depoimento à polícia sobre apreensão de arma

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Ao prestar depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal no inquérito aberto para apurar o caso de uma arma de fogo apreendida em blitz com um de seus seguranças, o ex-presidente Jair Bolsonaro disse que em momento algum houve intenção de descumprir a lei.

Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, que acompanhou o depoimento realizado na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, o ex-presidente confirmou que pediu ao militar ajuda para consertar a arma, após constatar que ela não funcionava.

Em uma postagem nas redes sociais, Bueno afirmou que “em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal” e que tratou o episódio como “criminalmente acromático”, ou seja, sem relevância penal.

A defesa de Bolsonaro disse ainda que o ex-presidente já havia esclarecido todas as questões apresentadas por escrito ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada.

O advogado reiterou que a arma é de propriedade de Bolsonaro, estava devidamente registrada e, como não houve determinação de cancelamento do registro da pistola, a arma “deveria, de fato, estar em seu endereço”.

“Aguardamos que o inquérito, em trâmite na Polícia Civil do Distrito Federal, seja, em breve, arquivado”, conclui o post.

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Apreensão

A arma foi apreendida em 15 de junho, quando um automóvel foi parado em um ponto de bloqueio em Taguatinga, região administrativa do DF.

Durante a blitz, também foi localizado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9mm. O motorista foi conduzido até uma delegacia, onde afirmou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane.

Ao intimar a defesa a prestar esclarecimentos, o ministro Alexandre de Moraes questionou “por que às vésperas do encerramento do período de 90 dias concedidos a título de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de um reparo no armamento”.

Moraes deve decidir nesta quinta-feira (25) se a prisão domiciliar será mantida.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista e cumpre prisão domiciliar temporária desde o dia 27 de março deste ano.

 

Fonte: Agência Brasil

STJ decide que Rogério Andrade deve permanecer em presídio federal

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O Superior Tribunal de Justiça determinou que o contraventor Rogério de Andrade permaneça preso no sistema penitenciário federal, atendendo a pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

Rogério Andrade foi denunciado pelo MPRJ pelo homicídio qualificado do também contraventor Fernando de Miranda Iggnácio, em novembro de 2020, no estacionamento do heliporto Helimar, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste da cidade.

A vítima foi atingida por tiros de fuzil na cabeça, quando chegava ao estacionamento para pegar o carro após retornar de helicóptero da casa de praia, em Angra dos Reis. Os atiradores estavam escondidos em um terreno vazio ao lado do heliporto. 

Na decisão, o ministro do STJ Rogerio Schietti Cruz suspendeu os efeitos de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de JAneiro (TJRJ) que havia autorizado o retorno do contraventor ao sistema prisional estadual.

O ministro justificou que há “elementos indicativos da permanência do quadro de periculosidade, notadamente a posição de liderança em organização criminosa, com influência no sistema prisional e em órgãos de segurança pública, além do risco à ordem pública e à instrução criminal”.

Executor condenado

O ex-policial militar Rodrigo da Silva das Neves, de 32 anos, foi condenado a nove meses e 18 dias de reclusão pela execução de Fernando Iggnácio. Ele foi julgado pelo Tribunal do Júri em abril deste ano

Outros dois acusados de participação na execução, os irmãos Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro, também seriam julgados ao lado de Rodrigo, mas dispensaram suas defesas e uma nova data será marcada para que respondam pelo crime.

Ygor Rodrigues Santos da Cruz, também suspeito de participar da execução, foi encontrado morto em 2022.  

Fonte: Agência Brasil

Gilmar Mendes defende extradição de Zambelli em novo pedido à Itália

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou nesta terça-feira (23) à Advocacia-Geral da União (AGU) um documento no qual defende a extradição da ex-deputada Carla Zambelli para o Brasil.

A manifestação será enviada à Justiça da Itália, que deve julgar nas próximas semanas o novo pedido do governo brasileiro para extraditar a ex-deputada. 

Por ter dupla cidadania, a ex-parlamentar deixou o Brasil antes da execução das penas. 

O caso envolve a segunda condenação de Zambelli. Em agosto do ano passado, o plenário da Corte condenou a ex-deputada a cinco anos e três meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. Mendes é o relator do caso. 

Zambelli foi acusada de perseguir o jornalista Luan Araújo às vésperas do segundo turno das eleições de 2022. A perseguição começou após Zambelli e Luan trocarem provocações durante um ato político no bairro dos Jardins, em São Paulo.

No documento enviado à AGU, Gilmar diz que a condenação de Zambelli ocorreu por decisão do plenário da Corte e destacou que não houve nulidades processuais. 

O ministro também ofereceu garantias processuais de praxe à Itália e informou que, se for extraditada, Zambelli ficará presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, local que possui instalações em boas condições. 

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Primeira condenação

No mês passado,  Zambelli foi libertada na Itália após a Corte de Cassação negar outro pedido do governo brasileiro para extraditá-la. 

O caso trata da primeira condenação de Zambelli, na qual a Primeira Turma a condenou a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.

Os magistrados italianos apontaram a parcialidade do ministro Alexandre de Moraes para julgar o caso. De acordo com a sentença, Moraes agiu como “juiz e vítima” ao atuar como relator da ação penal que condenou Zambelli.  

Fonte: Agência Brasil

Prova Nacional Docente tem adesão de mais de 2 mil redes de ensino

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O Ministério da Educação informou que 2.031 entes federativos aderiram voluntariamente à Prova Nacional Docente (PND) em 2026. O número representa uma participação das redes de ensino de 96% das capitais e 85% dos estados brasileiros.

Em comparação com 2025, quando 1.508 municípios e 22 estados aderiram ao chamado Enem dos Professores, a adesão ao exame teve um crescimento superior a 30%.

A PND foi criada para apoiar as redes públicas de estados e municípios a contratarem professores para lecionar na educação básica por meio de seleções próprias – sejam concursos, processos seletivos simplificados ou outros formatos, a partir das notas obtidas pelos candidatos da PND. Os resultados de cada edição do exame têm validade de três anos.

Do total de entes que aderiram ao exame, 615 manifestaram interesse em utilizar os resultados da PND em processos seletivos no ano de 2026.

Entre os estados estão:

  • Alagoas;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Paraíba;
  • Rio Grande do Norte;
  • Rio Grande do Sul;
  • Roraima;
  • São Paulo;
  • Sergipe.

Já entre as capitais que pretendem adotar a prova estão:

  • Belém;
  • Belo Horizonte;
  • Boa Vista;
  • Florianópolis;
  • João Pessoa;
  • Natal;
  • Porto Velho;
  • Recife;
  • Rio de Janeiro;
  • Salvador;
  • São Luís;
  • São Paulo;
  • Vitória.

Validade por tempo indeterminado

Em 2026, a adesão à PND passou a ter validade por tempo indeterminado. Isso significa que as redes que aderiram poderão utilizar os resultados da prova nos próximos anos sem a necessidade de nova adesão, bastando prever expressamente o uso dos resultados da PND em seus editais de seleção.

Inscrições abertas

As inscrições para a Prova Nacional Docente de 2026 estarão abertas até 3 de julho e devem ser feitas exclusivamente pelo Sistema PND no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Podem participar da PND os estudantes concluintes de cursos de licenciaturas, inscritos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas, bem como os demais interessados em participar de concurso ou processo seletivo promovido pela União, estados, Distrito Federal e municípios que adotem o resultado da avaliação como etapa de processo de admissão próprio.

Provas

A prova está marcada para 20 de setembro, sob responsabilidade do Inep.

O exame será dividido em dois blocos:

  • Formação geral docente: 30 perguntas objetivas e mais uma discursiva, que avalia competências pedagógicas, compreensão de temas da realidade brasileira e mundial, comunicação escrita e raciocínio lógico.
  • Componentes específicos: 50 questões objetivas destinadas a avaliar as aprendizagens em uma das 21 áreas de conhecimentos escolhida pelo candidato.

A prova integra as ações do Programa Mais Professores para o Brasil. Essa política pública visa fortalecer a formação docente, incentivar o ingresso de professores no ensino público e valorizar os profissionais do magistério.

Fonte: Agência Brasil

Vini Jr. brilha e Brasil se classifica em 1º com 3×0 sobre a Escócia

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O Brasil, enfim, desencantou na Copa do Mundo. Nesta quarta-feira (24), a seleção verde e amarela derrotou a Escócia por 3 a 0, em Miami, pela terceira e última rodada do Grupo C.

Após um empate com o Marrocos na estreia, por 1 a 1, e uma vitória com altos e baixos sobre o Haiti, por 3 a 0, a equipe de Carlo Ancelotti teve sua melhor atuação até o momento. De quebra, garantiu o primeiro objetivo do Mundial, que era terminar o grupo na liderança, com sete pontos.

A Escócia, com três pontos e saldo negativo de dois gols, aguarda a sequência da fase de grupos para saber se avança como um dos oito melhores terceiros colocados, o que seria inédito para o país.

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Principal nome do Brasil na Copa, Vinícius Júnior voltou a brilhar, balançando as redes pelo terceiro jogo seguido na competição. Algo que apenas outros quatro jogadores fizeram na história da seleção nacional: Jairzinho (1970), Romário (1994), Ronaldo e Rivaldo (ambos em 2002). Coincidentemente, todos eles campeões mundiais.

Com os dois gols desta quarta, o camisa 7 foi a quatro nesta Copa e entrou na briga pela artilharia. O também atacante Lionel Messi, da Argentina, é quem lidera, com cinco gols. Além disso, ele teve participação direta em seis dos sete gols do Brasil no Mundial.

A partida marcou, ainda, o retorno de Neymar. Recuperado de uma lesão grau dois na panturrilha direita, o atacante entrou na etapa final e esteve em campo por cerca de 20 minutos. Foi o primeiro jogo dele pela seleção canarinho desde 17 de outubro de 2023. O camisa 10 estava sem atuar há mais de um mês.

 


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group C - Scotland v Brazil - Miami Stadium, Miami Gardens, Florida, U.S. - June 24, 2026 Brazil's Neymar Jr. and Vinicius Junior celebrate after the match REUTERS/Amanda Perobelli
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group C - Scotland v Brazil - Miami Stadium, Miami Gardens, Florida, U.S. - June 24, 2026 Brazil's Neymar Jr. and Vinicius Junior celebrate after the match REUTERS/Amanda Perobelli

Próxima fase

O primeiro lugar da chave assegura ao time brasileiro, se for até a final, estar sempre nos Estados Unidos. Com isso, a delegação pode seguir baseada em Nova Jersey, onde está reunida desde antes da Copa, evitando maiores deslocamentos e facilitando a logística e a recuperação dos atletas.

Na fase de 16 avos de final, a seleção canarinho terá pela frente o segundo colocado do Grupo F, que tem Holanda, Japão, Suécia e Tunísia. A partida será na próxima segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), em Houston.

O adversário será conhecido nesta quinta-feira (25), em jogos que iniciam às 20h (horário de Brasília). Os holandeses, que lideram a chave, encaram os já eliminados tunisianos em Kansas City. Os japoneses, em segundo, enfrentam os suecos em Dallas.

Baila, Vini!

O Brasil foi a campo com Rayan na ponta direita, na vaga de Raphinha, com uma lesão na coxa direita. Na Escócia, o técnico Stephen Clark fez quatro alterações em relação ao time que perdeu para o Marrocos, por 1 a 0. O zagueiro Scott McKenna, o meia Kenny McLean e os atacantes Ben Gannon-Doak e Lawrence Shankland entraram nos lugares de Grant Hanley, Kieran Tierney, Ryan Christie e Che Adams.

Ao contrário dos jogos anteriores, a seleção brasileira não sofreu para abrir o placar. Logo aos seis minutos, a Escócia tentou sair jogando na pequena área, mas Rayan, ligado, desarmou McKenna. A bola sobrou nos pés de Vinícius Júnior, que driblou o goleiro Angus Gunn e mandou para as redes.

Dominando as ações, mesmo com a posse de bola escocesa maior, o Brasil quase ampliou aos 21. “Quase”, porque o que seria o segundo gol de Vinícius Júnior foi anulado. O atacante se antecipou a Jack Hendry, tomou a bola do zagueiro e bateu na saída de Gunn. Apesar de o defensor sequer reclamar, o árbitro César Ramos reviu a jogada no vídeo e entendeu que houve falta do camisa 7 canarinho, invalidando o lance.

Se, inicialmente, sentiu a melhora da Escócia após o gol anulado, o Brasil, aos poucos, recuperou a postura do começo da partida. Aos 44, Vinícius Júnior recebeu de Rayan na área, pela direita, cruzou rasteiro, e o atacante Matheus Cunha completou. A bola desviou no meia Lewis Ferguson e na perna de Gunn, saindo pela linha de fundo, à esquerda da trave.

A pressão verde e amarela surtiu efeito pouco depois. Nos acréscimos, aos 47 minutos, o Brasil retomou a posse em um carrinho de Matheus Cunha na entrada da área pela direita. A bola chegou no volante Bruno Guimarães, que cruzou na medida para Vinícius Júnior, livre, cabecear para as redes e marcar o segundo dele no jogo e o quarto na Copa.

O terceiro gol não ocorreu antes do intervalo graças a grande defesa de Gunn. Três minutos após a seleção brasileira ampliar o placar, o meia Lucas Paquetá lançou para Rayan, que escapou do lateral Andy Robertson e chutou rasteiro, na saída do goleiro, que desviou para escanteio.

Neymar de volta

A Escócia tentou se lançar ao ataque no segundo tempo. Aos quatro minutos, Alisson foi obrigado a trabalhar pela primeira vez, ao defender uma cabeçada do meia Scott McTominay, após cruzamento de Kieran Tierney, pela esquerda. Em duas oportunidades, Shankland tentou forçar quedas na área, buscando algum pênalti, em divididas com o zagueiro Gabriel Magalhães, sem sucesso.

O Brasil não se intimidou e aproveitou os espaços deixados pelos avanços escoceses para se aproximar do gol. Aos 14 minutos, o volante Casemiro lançou Bruno Guimarães, que ganhou da marcação, dominou na entrada da área e rolou para Matheus Cunha, que apareceu de surpresa e chutou no canto esquerdo de Gunn para marcar o terceiro dele na Copa ─ e o terceiro da seleção canarinho na partida.

Com a boa vantagem, Ancelotti fez as primeiras mudanças, com Fabinho substituindo Casemiro – que estava pendurado e poderia ficar suspenso do mata-mata em caso de cartão amarelo ─ e o atacante Gabriel Martinelli na vaga de Lucas Paquetá. A entrada mais esperada pelos torcedores, porém, veio aos 30 minutos: Neymar, que foi a campo no lugar de Matheus Cunha.

Três minutos depois, Neymar quase emplacou a primeira assistência na Copa, ao encontrar Vinícius Júnior em boa condição na área pela esquerda. O camisa 7 chutou, mas parou no goleiro. Aos 35, foi a vez do atacante do Real Madrid (Espanha) receber um cruzamento rasteiro do lateral Danilo pela direita, mas a conclusão saiu rente à trave direita.

Nos minutos finais, a Escócia fez um último esforço para diminuir o prejuízo no saldo, mas parou em Alisson. No fim, festa brasileira de um lado, tensão do outro, já que os escoceses terão de aguardar mais uns dias para saber se estarão ou não na próxima fase.

Marrocos em 2º

Na partida que ocorreu simultaneamente a Brasil e Escócia, Marrocos venceu o Haiti por 4 a 2, de virada, em Atlanta. O resultado assegurou a classificação dos Leões do Atlas (como são conhecidos os africanos), mas os deixou em segundo lugar no Grupo C, atrás da seleção brasileira, apesar dos mesmos sete pontos, pelo saldo de gols (seis a três para o time canarinho). Eles terão pela frente o líder do Grupo F na próxima fase.

Os atacantes Ismael Saibari, Soufiane Rahimi e Gessime Yassine e o lateral Achraf Hakimi marcaram para a seleção marroquina. A equipe caribenha, que se despediu zerada da Copa, balançou as redes com Wilson Isidor e um gol contra assinalado para o goleiro Yassine Bono, após finalização de calcanhar do também atacante Lenny Joseph.

Fonte: Agência Brasil

Com Neymar de volta, Brasil encara Escócia, velha conhecida em Copas

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A caminhada do Brasil na primeira fase da Copa do Mundo chega ao fim nesta quarta-feira (24). A partir das 19h (horário de Brasília), a seleção canarinho encara a Escócia em Miami (Estados Unidos), pelo Grupo C.

Os brasileiros lideram a chave com os mesmos quatro pontos de Marrocos, mas ficam a frente pelo saldo de gols (três a um). Os escoceses, com três pontos, estão em terceiro, seguidos pelo Haiti, zerado.

O Brasil tem somente um desfalque. Com uma lesão no músculo posterior da coxa direita, Raphinha está fora. Por outro lado, o também atacante Neymar, recuperado de uma contusão grau dois na panturrilha direita, poderá, enfim, estrear na Copa do Mundo.

Sem atuar há mais de um mês, o camisa 10 treinou sem restrições com o restante do grupo ao longo da semana.

Grupo indefinido

No mesmo horário do jogo em Miami, marroquinos e haitianos medem forças em Atlanta (Estados Unidos). Se os caribenhos já estão eliminados, os Leões do Atlas (apelido do time africano) ainda brigam pela liderança do grupo.

O primeiro critério de desempate seria o confronto direto, mas como Brasil e Marrocos ficaram no 1 a 1 em Nova Jersey (Estados Unidos), no último dia 13 de junho, a disputa será no saldo de gols.

Manter a primeira colocação do grupo é considerado essencial pela comissão técnica. Desta forma, o Brasil poderá seguir baseado em Nova Jersey, onde o grupo já está adaptado, pois os jogos até uma eventual final seriam todos nos Estados Unidos.

Se ficar em segundo, a seleção verde e amarela terá de fazer o confronto dos 16 avos de final em Monterrey (México), retornando ao território norte-americano apenas a partir das oitavas de final. Em ambos os casos, o adversário do mata-mata sai do Grupo F, que tem Holanda, Suécia, Japão e Tunísia.

Existe, ainda, a possibilidade de classificação como um dos oito melhores terceiros colocados da fase de grupos. Isso pode ocorrer se o Brasil perder da Escócia e Marrocos empatar ou vencer o Haiti. Neste cenário, os brasileiros podem ter pela frente Alemanha, México ou a seleção que ficar em primeiro lugar no Grupo I (França ou Noruega).

De olho no rival

Na Escócia, a expectativa é buscar uma classificação histórica. Nas oito participações anteriores, a seleção do Reino Unido, apesar de tradicional, sequer passou de fase.

O país está de volta a um Mundial após 28 anos e não vencia um jogo de Copa desde 1990. O jejum acabou com o triunfo sobre o Haiti, por 1 a 0, em Boston (Estados Unidos), no último dia 13, com gol do meia John McGinn, campeão da Liga Europa pelo Aston Villa (Inglaterra).

Além dele, outros destaques do time escocês são o lateral Andy Roberson, companheiro do goleiro brasileiro Alisson no Liverpool (Inglaterra), e o volante Scott McTominay, destaque do Napoli (Itália). O lateral Kieran Tierney, hoje no Celtic (Escócia), foi elogiado, em entrevista coletiva, pelo atacante Gabriel Martinelli, com quem atuou no Arsenal (Inglaterra).

Freguês histórico

Na história das Copas, esta será a quinta vez que Brasil e Escócia medirão forças na competição. A seleção escosesa se tornará a segunda que os brasileiros mais enfrentaram nos Mundiais, igualando-se a Itália, Holanda, México e à antiga Tchecoslováquia – a Suécia lidera a estatística, com sete jogos.


Diante da Escócia na edição de 1998, César Sampaio marcou o gol mais rápido do Brasil em estreias de Copa do Mundo. Foto: Fifaworldcup/Divulgação
Diante da Escócia na edição de 1998, César Sampaio marcou o gol mais rápido do Brasil em estreias de Copa do Mundo. Foto: Fifaworldcup/Divulgação

Em 1974, na Copa sediada na Alemanha, as seleções ficaram no zero. Oito anos depois, no Mundial da Espanha, o Brasil goleou por 4 a 1, de virada, com gols do meia Zico, do zagueiro Oscar, do atacante Éder e do volante Falcão.

Em 1990, na Itália, novo triunfo canarinho, com o atacante Müller definindo o placar em 1 a 0. Por fim, em 1998, na abertura do Mundial da França, o volante César Sampaio e o lateral Tom Boyd (contra) balançaram as redes na vitória por 2 a 1.

A última vez que Brasil e Escócia se enfrentaram foi em um amistoso no Emirates Stadium, em Londres (Inglaterra). A seleção canarinho venceu por 2 a 0, com dois gols de Neymar. A equipe, à época dirigida por Mano Menezes, teve Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva, André Santos; Lucas Leiva (Sandro), Ramires, Elano (Elias) e Jádson (Lucas Moura); Neymar e Leandro Damião (Jonas).

Fonte: Agência Brasil