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Trump indica que eleição no Brasil é teste para EUA na América Latina

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O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, indicou que as eleições presidenciais no Brasil são um “grande teste” para estratégia de Washington de manter a “proeminência” na América Latina, conforme plano definido pela Estratégia de Segurança Nacional dos EUA publicada em 2025. 

Em rede social, Trump publicou o artigo do colunista John Gizzi, setorista da Casa Branca para o veículo conservador pró-Trump Newsmax, sob o título Trump conquista 8 vitórias em 7 anos na América Latina.

O colunista político cita a eleição do candidato de extrema-direita na Colômbia, Abelardo de la Espriella, como mais uma vitória de Trump dentro do “amplo realinhamento ideológico pró-Trump que está transformando o Hemisfério Ocidental”.

O artigo cita ainda as eleições de 2026 no Peru, en Honduras, na Bolívia e no Chile, além de pleitos mais antigos em El Salvador (2019), Argentina (2023) e Equador (2023), como os “triunfos” de Trump na região.

“A tendência pró-Trump começou em 2019 com a eleição de Nayib Bukele em El Salvador e tem se intensificado de forma constante desde então”, escreveu Gizzi.

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Desafios restantes

O artigo republicado por Trump destaca, porém, que o governo do republicano tem ainda quatro grandes desafios na América Latina: Venezuela, Cuba, Nicarágua e Brasil, sendo o Brasil o “próximo grande teste” de Trump na região.

“As atenções agora se voltam para o Brasil, a maior nação da América Latina e a potência política da região. A próxima eleição presidencial poderá se tornar a disputa mais importante do hemisfério”, diz o artigo.

O autor da publicação conclui que o presidente dos EUA está “tornando as Américas grandes novamente”.

“Caso o Brasil venha a se juntar à crescente lista de países que se movem para a direita, o mapa político da América Latina será drasticamente diferente do que era há apenas uma década”, diz o artigo.

A publicação lembra ainda que os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro estão se unindo em torno de filho, Flávio Bolsonaro, na tentativa de destituir o presidente “de esquerda” Luiz Inácio Lula da Silva.

Doutrina Monroe com Trump

Em documento publicado em dezembro de 2025, o governo dos EUA diz que aplicará um “Corolário Trump” à Doutrina Monroe, em uma espécie de releitura do projeto doutrinário do século 19 que expandiu a influência dos EUA por todo o continente. 

Criada em 1823, quando os EUA despontavam como nova potência mundial, a Doutrina Monroe afirma que a “América é para os americanos” e serviu, à época, para desafiar às potências europeias na influência econômica, militar e cultural na América Latina.

Agora, sob o segundo mandato de Trump, os EUA se propõem a “estabelecer ou expandir o acesso em locais de importância estratégica” e “fazer todo o possível para expulsar as empresas estrangeiras que constroem infraestrutura na região”.

“Após anos de negligência, os Estados Unidos reafirmarão e farão cumprir a Doutrina Monroe para restaurar a proeminência americana no Hemisfério Ocidental e proteger nossa pátria e nosso acesso a regiões-chave em toda a região”, diz o documento da Casa Branca. 

Fonte: Agência Brasil

Mercado de trabalho formal cresce 3,6%; serviço público puxa alta

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O mercado de trabalho formal brasileiro registrou crescimento de 3,6% em um ano e alcançou 62,2 milhões de vínculos ativos em fevereiro de 2026, segundo dados da nova Relação Anual de Informações Sociais (Rais) Mensalizada, divulgados nesta quarta-feira (24) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento do número de servidores públicos, que superou o ritmo de expansão dos empregos com carteira assinada.

O total representa acréscimo de 2,17 milhões de vínculos em relação a fevereiro de 2025. Do estoque registrado, 48 milhões eram trabalhadores celetistas e 13,8 milhões correspondiam a agentes públicos, incluindo servidores estatutários, contratados por tempo determinado e ocupantes de cargos em comissão.

Confira os destaques:

  • 62,2 milhões de vínculos formais em fevereiro de 2026;
  • +2,17 milhões de postos em 12 meses;
  • 13,8 milhões de agentes públicos;
  • 48 milhões de trabalhadores celetistas;
  • 3,6% de crescimento anual do emprego formal.

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Setor público avança

Os vínculos no setor público cresceram 8,6% na comparação anual, com a criação de 1,09 milhão de postos. Já os trabalhadores com carteira assinada tiveram expansão de 2,2%, com aumento de 1,04 milhão de vínculos.

Entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, o mercado formal ganhou 1,39 milhão de trabalhadores. O destaque novamente ficou com os agentes públicos, que avançaram 7,81% no período, passando de 12,8 milhões para 13,8 milhões de vínculos.

Segundo o levantamento, cerca de 886,9 mil das novas contratações públicas registradas no início do ano foram por tempo determinado.

Alta no início do ano

O resultado também está relacionado ao comportamento sazonal do mercado de trabalho nos primeiros meses do ano, período em que alguns setores retomam contratações após férias coletivas e recesso.

Apesar do crescimento dos vínculos formais, o avanço dos empregos privados ocorreu em ritmo mais moderado. O número de celetistas passou de 47,6 milhões em dezembro para 48 milhões em fevereiro, alta de 0,81%.

Diferenças regionais

As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste apresentaram os maiores crescimentos proporcionais no período.

  • Norte: alta de 4,16%;
  • Nordeste: crescimento de 3,27%;
  • Centro-Oeste: avanço de 2,70%.

Considerando o crescimento absoluto do número de empregos formais, Minhas Gerais e São Paulo se destacam com 271,2 mil e 148,5 mil novos vínculos, respectivamente. 

Mulheres ganham espaço

A participação feminina no emprego formal aumentou no período. O número de vínculos ocupados por mulheres chegou a 28,6 milhões em fevereiro, alta de 4,7% em relação ao ano anterior.

Entre os homens, o crescimento foi de 2,7%, alcançando 33,5 milhões de vínculos. Com isso, a participação das mulheres no mercado formal passou de 45,6% para 46,1%.

O levantamento também apontou crescimento mais forte entre trabalhadores indígenas, pretos e pardos, além de avanço expressivo entre jovens de 18 a 24 anos, que tiveram aumento de 1,21 milhão de vínculos em 12 meses.

Dados salariais

A massa salarial mensal passou de R$ 235,7 bilhões em janeiro de 2025 para R$ 240,7 bilhões em dezembro do mesmo ano, alta de 2,1%. A massa salarial engloba a soma de todos os rendimentos recebidos pelos trabalhadores em um determinado período.

A remuneração média mensal chegou a R$ 4.369 em dezembro de 2025, contra R$ 4.208,6 em fevereiro, aumento de 3,8%.

O setor de serviços concentrou a maior parcela da massa salarial, com cerca de R$ 155 bilhões no último mês analisado.

Governo revisa registros

O Ministério do Trabalho informou que identificou inconsistências nos dados de remuneração enviados pelos empregadores. Embora o número de vínculos formais tenha crescido de 60 milhões para 62,2 milhões em um ano, a quantidade de registros com remuneração válida caiu de 55,26 milhões para 53,53 milhões.

Diante das divergências, o governo decidiu divulgar os dados salariais apenas até dezembro de 2025 e aprofundar a análise das informações antes das próximas atualizações da Rais Mensalizada.

Fonte: Agência Brasil

Jaques Wagner anuncia saída da liderança do governo no Senado

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O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou nesta quarta-feira (24), em suas redes sociais, que deixará a liderança do governo no Senado. Na nota, Wagner informa que a decisão foi tomada, em comum acordo, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem se reuniu hoje no Palácio da Alvorada. 

“Acabei de ter uma ótima reunião com o Presidente @LulaOficial, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal. Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado. Juntos, com humildade e muito trabalho, renovaremos nosso compromisso com o projeto coletivo que vem mudando a Bahia e o Brasil”, diz o comunicado.

No dia 18 de junho, a Polícia Federal realizou ação de busca e apreensão nas residências do senador em Brasília e Salvador. Os agentes acusam Jaques Wagner de ter recebido vantagens do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.

Em entrevista à Band News no mesmo dia, Wagner negou irregularidades e afirmou estar “absolutamente tranquilo” em relação à investigação.

Fonte: Agência Brasil

Chuva no RJ cancela show em transmissão gratuita de jogo do Brasil

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A previsão de mau tempo levou os organizadores a cancelarem o show do músico Pretinho da Serrinha e do cantor Thiago Soares na Arena Copacabana, local em que os jogos do Brasil são transmitidos gratuitamente na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. 

O show estava programado esta quarta-feira (24), dia em que o espaço transmitirá o jogo entre o Brasil e a Escócia, marcado para as 19h. Apesar do cancelamento do show, a transmissão está garantida, segundo os organizadores.

De acordo com o Alerta Rio, serviço meteorológico da Prefeitura do Rio de Janeiro, a previsão é de céu encoberto para agora à noite, com chuva e ventos ocasionalmente moderados.

O deslocamento de uma frente fria continental influenciou o tempo na cidade do Rio de Janeiro durante todo dia. O céu esteve predominantemente encoberto e houve registro de chuva fraca a moderada, principalmente na Zona Sul e no entorno do Maciço da Tijuca.

As temperaturas apresentaram declínio em relação ao dia anterior, com mínima registrada de 16,9°C, às 15h20, na estação Alto da Boa Vista, e máxima de 24,6°C, às 11h35, na estação São Cristóvão.

Fonte: Agência Brasil

Caso Gritzbach: julgamento é remarcado para fevereiro de 2027

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O julgamento de três policiais militares acusados de participarem da execução do empresário Vinícius Gritzbach, em novembro de 2024, tem nova data e será realizado entre 22 e 27 de fevereiro de 2027.

O julgamento iniciou-se essa semana, no dia 22 (segunda-feira), mas foi anulado após a defesa dos réus abandonar o plenário.

Com a decisão, justificada por um desentendimento entre defesa e o promotor público, ocorreu a dissolução do conselho de sentença. Sete das nove testemunhas de acusação haviam sido ouvidas no primeiro dia de julgamento, que tinha previsão de cinco dias e ouviria 21 testemunhas. 

O julgamento apura a participação do tenente Fernando Genauro da Silva, do cabo Denis Antônio Martins e do soldado Ruan Silva Rodrigues, que estão presos, na execução de Gritzbach, ocorrida no Aeroporto Internacional de Guarulhos, no dia 8 de novembro.

Gritzbach era investigado por homicídio e por fazer parte do núcleo financeiro, como um dos responsáveis por legalizar o dinheiro da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O empresário havia assinado acordo de delação com o Ministério Público no qual prometera incriminar envolvidos com a orcrim e policiais corruptos.

Além do envolvimento na execução de Gritzbach, os réus são acusados pela morte do motorista de aplicativo Celso Novais, que passava pelo local no momento dos tiros, e pelo ferimento de duas pessoas, atingidas por estilhaços dos disparos.

Fonte: Agência Brasil

MEC: queda do analfabetismo no Brasil é ligada a políticas na educação

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O ministro da Educação, Leonardo Barchini, confirmou nesta quarta-feira (24), em Fortaleza, que o Brasil atingiu a menor taxa de analfabetismo de sua história na população adulta do país (acima de 15 anos).

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação (2025), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tinha 8,4 milhões de não alfabetizados com 15 anos ou mais, correspondendo a 4,9% da população brasileira, o menor percentual da série histórica iniciada em 2016. 

Conforme parâmetros da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) citados pelo ministro, o patamar indica que o analfabetismo deixou de ser um problema estrutural no Brasil.

“Nós passamos 526 anos perseguindo esse número. De acordo com a Unesco, isso quer dizer que, no Brasil, pela primeira vez na história, o analfabetismo deixou de ser um problema estrutural no Brasil. Nós estamos caminhando para a erradicação do analfabetismo”, disse o ministro da Educação, Leonardo Barchini.

O anúncio foi feito durante um evento no Ceará, ao lado do ex-ministro da Educação e senador Camilo Santana (PT-CE), e do governador Elmano de Freitas.

Matrículas no EJA

De acordo com o ministro, o resultado reflete as políticas de recomposição de matrículas promovidas desde 2023 na Educação de Jovens e Adultos (EJA), cenário que se arrastava desde 2019, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste.

“Nós tivemos no ano passado 40 mil matrículas a mais do que nos anos anteriores. Isso já se mostra em resultados, já se mostra com a queda do analfabetismo”, comemorou o ministro da Educação.

Queda na evasão

O ministro elencou três indicadores que registraram melhorias simultâneas inéditas:

  • Abandono escolar: queda de 61% no comparativo acumulado, desde 2022;
  • Reprovação: redução de 62% em todo o território nacional, impulsionada pelo aumento da frequência e engajamento dos estudantes;
  • Distorção idade-série: diminuição de 28% no volume de alunos fora da idade adequada para a série que cursam.

“Pela primeira vez, nós temos esses três dados: diminuição do abandono, diminuição da reprovação e diminuição da distorção idade-série. Mas, mais do que isso, tudo isso aconteceu sem diminuir a qualidade da educação”, disse, reforçando os impactos dos resultados sobre o desempenho pedagógico.

O ministro ainda citou outras ações federais adotadas desde 2023.

“Nós expandimos as escolas em tempo integral, criamos a estratégia nacional de Escolas Conectadas para que toda escola pudesse ter internet. Nós aumentamos a complementação da União no Fundeb em mais de R$ 40 bilhões. Enfim, nós temos hoje o maior orçamento da história do Ministério da Educação, um conjunto de ações que contribuíram para que a gente chegasse nesses resultados.”

Segundo a avaliação do ministro, o principal fator por trás da melhora dos índices educacionais é o programa Pé-de-Meia, coordenado pelo MEC, de incentivo financeiro do governo federal voltado a estudantes do ensino médio público.

“O Pé-de-Meia é um programa que existe com frequência escolar. Os jovens estão frequentando mais a escola, estão faltando menos, estão prestando mais atenção nas aulas.”

Fonte: Agência Brasil

Congolês leva Lumumba para a Copa e celebra legado do pan-africanista

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No meio da euforia nas arquibancadas da Copa do Mundo de 2026, uma das imagens mais icônicas é a de um homem negro parado, com a mão erguida. A performance do torcedor Michel Nkuka Mboladinga encarna Patrice Lumumba, ex-primeiro-ministro da República Democrática do Congo e símbolo da luta anticolonial em África

Imóvel durante a partida, o congolês leva para os estádios da América do Norte a mesma pose da estátua de Lumumba instalada em Kinshasa, a capital do país africano.

Nesta semana, na terça-feira (23), Mboladinga instalou sua “estátua viva” no jogo entre a RD do Congo e a Colômbia, em Guadalajara, no México. Antes, ele tentou entrar nos Estados Unidos para ver a estreia de seu país na Copa de 2026, mas foi barrado por conta da epidemia de ebola que afeta o Congo. 

Sem o visto norte-americano, Mboladinga deve retornar à Kinshasa, onde vive e assistirá ao próximo jogo dos Leopardos, apelido da seleção congolesa. A partida será no sábado (27), contra o Uzbequistão. 

Mesmo ausente no restante da Copa, o ex-padeiro e torcedor já passou o seu recado, ao rememorar o legado de Lumumba e representar a insurgência dos povos africanos, na avaliação da coordenadora do Grupo de Pesquisa Pensamento Negro Contemporâneo, Maria do Carmo Rebouças, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFRB).

“A trajetória de Lumumba expressa a luta ativa [dos países] pela autodeterminação, pela soberania política, pelo controle dos próprios recursos, e, consequentemente, pelo próprio futuro”, afirmou a pesquisadora. 

Para ela, a performance Lumumba Vive é “um gesto simples que carrega todo o continente” e, por isso, o artista coleciona fãs.

Maria do Carmo acredita que, com a performance, Mboladinga conseguiu ainda deslocar o futebol do campo do entretenimento para o da reflexão sobre o legado do passado colonial.

O ato ainda confronta movimentos que tentam apagar o histórico de lutas anticoloniais, como ocorreu quando a Federação Internacional de Futebol (Fifa) vetou a camisa da seleção do Haiti na Copa, por causa de uma referência que o uniforme fazia à independência do país caribenho.

“Esse fã sustenta uma imagem silenciosa, mas com grande peso: a de que o Congo não esqueceu, a de que África não esqueceu, e a de que a independência política, sem soberania econômica e no modo de pensar, é inconclusa”, explicou, em entrevista à Agência Brasil.

O professor de História da África da Universidade Federal Fluminense (UFF) Felipe Paiva acrescenta que Mboladinga também reverencia outras histórias de luta anticolonial no continente africano.

O pesquisador lembrou que vários líderes nacionalistas seguiram os passos de Lumumba, embora também tenham terminado assassinados, como o ex-primeiro-ministro congolês. É o caso de Thomas Sankara, em Burkina Fasso, e Amílcar Cabral, em Cabo Verde, país que inclusive disputa sua primeira Copa em 2026. 

“As independências africanas foram conquistadas com muito  sangue, suor e lágrimas”. 

Guerra esquecida

Em referência ao cenário atual, no jogo contra Colômbia, Mboladinga se moveu uma única vez, quando colocou um dedo na têmpora e a mão esquerda sobre a boca. O movimento fez alusão ao silêncio da comunidade internacional em relação à situação atual no país africano, de guerras e pilhagem de seus recursos naturais. 

Esse mesmo gesto tem sido repetido por jogadores espalhados pela diáspora africana, chamando atenção para o Congo. Um deles foi Nico Williams, espanhol de ascendência ganesa.

“Essa mensagem alerta o mundo sobre o que o Congo está passando”, observa o professor de História da África da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o angolano Nuno Carlos de Fragoso Vidal. “Esta é uma guerra esquecida, com milhares de mortos ao longo de anos, muita ingerência externa, pilhagem e descaso da comunidade internacional”.

Quem foi Lumumba?

Lumumba foi o primeiro governante do Congo eleito democraticamente após a independência da Bélgica, em 1960. Por suas ideias, o primeiro-ministro tornou-se símbolo do pan-africanismo, movimento que defende a união dos povos africanos.

Para Lumumba, a riqueza do país em recursos naturais deveria ser gerenciada em favor dos congoleses. Após sua morte, porém, o Congo mergulhou em décadas de conflitos pelo controle da exploração de seus recursos minerais.  

Até hoje, o país sofre com guerras internas em torno dessas riquezas, o que agrava crises como a do ebola, e mantém a população na pobreza. Para participar da Copa, a delegação congolesa precisou ficar em quarentena por causa do surto da doença.

Ao se posicionar em favor dos interesses de seu país, Lumumba desagradava. Por isso, em meio às tensões da Guerra Fria, mesmo o político defendendo a neutralidade, ele foi assassinado, com a cumplicidade de autoridades da Bélgica e dos Estados Unidos, sob acusação de manter relações com a União Soviética. O corpo foi dissolvido em ácido, na tentativa de que não fosse reconhecido nem se tornasse um mártir. 

Após pressão, em 2022, a Bélgica reconheceu a “responsabilidade moral” no crime e devolveu à família de Lumumba um dente com coroa de ouro, guardado por um policial como relíquia.

Na época, o  então primeiro-ministro belga, Alexander de Croo, disse à imprensa: “Esta é uma verdade dolorosa e desagradável, mas que precisa ser dita: um homem foi assassinado por suas convicções políticas, suas palavras, seus ideais”.

Responsabilidade de Bélgica, Brasil e EUA

A Bélgica tem uma longa história de dominação no Congo, que data dos anos 1880, quando o Rei Leopoldo II governou o país como um feudo pessoal, assassinando e mutilando deliberadamente quem se opusesse ao enriquecimento da família real.

Pelos anos de dominação e pelos crimes, o professor da UFRJ defende que o país europeu, como reparação, deveria trabalhar pelo fim das guerras na ex-colônia.

“Para se responsabilizar, [a Bélgica,] por exemplo, poderia demonstrar mais interesse na situação e liderar uma agenda internacional que busque uma solução de paz e desenvolvimento”, avaliou Vidal, que reforçou que a economia do Congo permanece baseada no extrativismo, parte do ciclo de subdesenvolvimento e exploração.

Por terem recebido um grande número de pessoas negras, Brasil e Estados Unidos também deveriam se juntar contra o legado da colonização em África, argumenta o professor.

“Países formados pela diáspora, onde essas comunidades têm peso, têm a obrigação moral de pautar essa agenda, de tentativa e solução para os problemas do continente”, avaliou. “ E o Congo é um dos casos mais dramáticos hoje”.

 


Seleção da República Democrática do Congo
Seleção da República Democrática do Congo

Seleção da República Democrática do Congo – Reprodução/X



Fonte: Agência Brasil

Solenidade celebra papel social do atletismo e da corrida de rua no Gama

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou, na noite da última terça-feira (23), sessão solene para homenagear a Associação dos Corredores de Rua do Gama (Corgama) e o Centro de Iniciação Desportiva (CID) de atletismo da região. A iniciativa, proposta pelo deputado Eduardo Pedrosa (União), reuniu atletas e pioneiros na CLDF para celebrar o esporte como ferramenta de transformação social e preservação da saúde. Fundada no ano 2000, a Corgama é reconhecida por promover a prática da corrida e representar a cidade em competições, além de desenvolver trabalho inclusivo com jovens e pessoas com deficiência. Já o CID de Atletismo do Gama, vinculado à Secretaria de Educação, atende estudantes da rede pública de 8 a 17 anos na revelação de novos talentos.

Durante a solenidade, o deputado Eduardo Pedrosa enfatizou que o atletismo exige mais do que capacidade física, demandando “coração e mente” para superar limites e suportar a rotina exaustiva de treinamentos. O parlamentar ressaltou que o fomento à prática desportiva é um dever do Estado, previsto no artigo 254 da Lei Orgânica do Distrito Federal, por seu papel na educação e na prevenção contra a violência e as drogas. Pedrosa relatou ter se surpreendido positivamente ao visitar os projetos e se comprometeu a trabalhar para viabilizar uma sede própria para a Corgama no Estádio Bezerrão. “O fomento à prática desportiva não é algo que o poder público pode ou não fazer a seu critério, mas um dever”, definiu o deputado.

 

David Calaça/Agência CLDF

 

O diretor técnico da Corgama e professor do CID, Ademir Francelino Ferreira, lembrou sua trajetória e as renúncias feitas em prol do esporte. Ele destacou que sua maior gratificação é “despertar o sonho” em jovens atletas, como a marchadora Gabriela Beatriz, que hoje integra a seleção brasileira. Para o professor, o reconhecimento oficial deve vir acompanhado de melhorias práticas na estrutura de treinamento para garantir melhores condições aos alunos.

No mesmo sentido, o vice-presidente da associação, Francolino Lustosa Rodrigues, afirmou que, após 25 anos de luta, a entidade finalmente se tornou visível para o poder público. Ele compartilhou relatos de pessoas que abandonaram a dependência química por meio da corrida e reforçou o pedido por um espaço físico definitivo para a instituição.

O impacto pessoal do esporte também foi lembrado pelo diretor da Corgama, Josino de Oliveira Neto, que narrou sua própria superação ao completar sua primeira maratona após quatro anos de prática. Josino dedicou a homenagem a todos os familiares e colaboradores que acreditam no poder transformador do atletismo. A presidente da associação, Rose Mary de Assis Moraes, reiterou que a Corgama, prestes a completar 26 anos, consolidou-se como uma referência no Distrito Federal, pautada pelo compromisso coletivo de seus associados. Ela destacou a importância de garantir que mais pessoas possam realizar sonhos por meio da convivência esportiva e da promoção de hábitos saudáveis.

No final do evento, foram entregues moções de louvor a diversos atletas e colaboradores em reconhecimento às contribuições para o fortalecimento do esporte e da cidadania no DF. A íntegra da sessão solene está disponível no canal da TV Câmara Distrital no YouTube. 

Fonte: Agência CLDF

Empresários sírios Bassam e Hanna Massouh recebem Título de Cidadão Honorário de Brasília

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Os empresários Bassam e Hanna Massouh nasceram na Síria, naturalizaram-se brasileiros em 1988 e, em 2026, ganharam mais uma cidadania: a de brasiliense. A cerimônia de entrega da honraria aconteceu na noite de terça-feira (23), no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). 

>> Confira a cobertura fotográfica

O Título de Cidadão Honorário de Brasília (TCHB) é concedido a pessoas naturais de outras cidades que realizaram trabalhos de relevante interesse para a população do DF. Os irmãos Massouh vieram para Brasília no início da vida adulta e aqui desenvolveram suas famílias e trajetórias profissionais. Eles são os fundadores do Grupo Damasco, atualmente composto pelas empresas Damasco Material Elétrico, Hidráulico e Metais, Alissar Investimentos Imobiliários e HBM Construtora e Incorporadora.

A deputada distrital Jaqueline Silva (MDB) foi autora da proposta de cidadania. “Mesmo diante de todas as dificuldades, vocês não desistiram do Distrito Federal. Vocês permaneceram aqui e têm ajudado várias famílias: são mais de 100 colaboradores diretos e mais de 200 indiretos. Esse é um registro de gratidão e de reconhecimento a vocês, pela geração de emprego e pela movimentação da economia”, afirmou a parlamentar. 

Para a embaixadora da Síria no Brasil, Rania Al Haj Ali, a homenagem é motivo de orgulho. “A pátria mãe, a Síria, orgulha-se e estima a homenagem dada aos seus filhos no país amigo, o Brasil. E tenha a certeza de que eles continuarão a contribuir para o seu magnífico país e a impulsionar o desenvolvimento e o progresso do Distrito Federal e do Brasil, tanto no setor industrial quanto no setor de comércio”, disse a embaixadora.

Amor à Síria e ao Brasil

Os participantes da cerimônia exaltaram várias características dos homenageados, entre elas o patriotismo, tanto pela Síria quanto pelo Brasil. “Não existe nada que me ensine mais sobre patriotismo do que esse amor pelo país natal de vocês e essa força que vocês mostram pelo país que escolheram viver”, destacou o filho de Bassam, Firas Bassam Massouh. 
 

O filho de Bassam Massouh, Firas Bassam Massouh. (Foto: Sara Marques/Agência CLDF)

Ele ressaltou que a família manteve os laços com a Síria. “Vocês fizeram questão de nos levar à Síria tantas e tantas vezes. Nós aprendemos a falar árabe e a cantar o hino nacional sírio. Temos amigos na Síria e parentes com quem falamos quase diariamente”, detalhou Firas Bassam. Ele também enfatizou que os homenageados deixam um legado de ensinamentos sobre lealdade, honestidade, gratidão, generosidade e cuidado com as pessoas.

O filho de Hanna Massouh, Georges Hanna Massouh, explicou a importância do Brasil para a família como “o país da esperança, do recomeço e do futuro”. “Esses dois homens nasceram no interior da Síria, mas eles optaram por deixar um país submetido a constantes guerras e conflitos porque essa não era a batalha deles. Os nossos homenageados, então, optaram por substituir a destruição causada pelas guerras pela edificação e prosperidade que só o trabalho digno, os laços humanos e a paz podem proporcionar”, refletiu Georges.
 

O filho de Hanna Massouh, Georges Hanna Massouh. (Foto: Sara Marques/ Agência CLDF)

A contadora do Grupo Damasco, Cenilda Rodrigues, também falou sobre a relação dos homenageados com o Brasil: “Eu nunca esquecerei, Bassam, de uma frase que você me disse e que guardo aqui dentro do meu coração. Eu, Cenilda, sou brasileira porque nasci no Brasil. Mas você é brasileiro porque escolheu ser. Há uma profundidade imensa nessa frase. O amor de vocês por nossa pátria é o fruto de uma escolha consciente. Um amor que muitas vezes supera o de muitos que aqui nasceram e não sabem valorizar esse chão”.

Por sua vez, a secretária-executiva Silvânia Peixoto fez um agradecimento em nome dos colaboradores do Grupo Damasco. “Gratidão por nos proporcionar um ambiente onde as pessoas têm nome, história e valor. Todos os dias, quando eles chegam, vão fazer a ronda. Eles sabem o nome de cada funcionário, sabem dos netos e filhos, sabem quem está doente, quem está passando por necessidade e se o problema já foi resolvido. Então, nós temos muito carinho por isso, faz muita diferença na forma como a gente trabalha”, declarou.

Os homenageados

Os novos cidadãos honorários fizeram agradecimentos a familiares, colaboradores e autoridades presentes na cerimônia e comentaram sobre suas trajetórias. “Saí da Síria em 7 de outubro de 1973, aos 17 anos, deixando minha amada Marmarita, uma cidade de apenas 1.500 habitantes, mas que costumo chamar de continente. Eu cheguei ao Brasil carregando sonhos e esperança. Este país me acolheu, me deu oportunidades e permitiu que eu construísse uma vida que jamais imaginei quando desembarquei aqui”, lembrou Bassam Massouh.
 

O empresário Bassam Massouh e a deputada Jaqueline Silva. (Foto: Sara Marques/ Agência CLDF)

“Ao lado dos meus irmãos, trabalhamos em padaria, em lanchonete, em tudo que surgia pela frente. Com muito esforço, honestidade e dedicação, construímos nossa trajetória no comércio”, contou Bassam. Ele destacou a união com seu irmão Hanna: “Há mais de 50 anos, caminhamos lado a lado. Compartilhamos muitos desafios, conquistas, trabalhos e sonhos. Por isso, digo com toda a convicção: Não existe Bassam sem o Hanna. E não existe Hanna sem o Bassam”.

Hanna Youssef Massouh chegou ao Brasil em 1968, também aos 17 anos. “Hoje, ao receber o Título de Cidadão Honorário, sinto que fiz um caminho correto. Cheguei aqui ainda jovem, cheio de esperança e incerteza. E hoje recebo desta terra amada que me acolheu uma das maiores demonstrações de carinho e de reconhecimento”, afirmou Hanna. 
 

A deputada Jaqueline Silva e o empresário Hanna Youssef Massouh. (Foto: Sara Marques/ Agência CLDF)

A cerimônia completa pode ser acessada no YouTube da TV Câmara Distrital

Fonte: Agência CLDF

Mundial Feminino de 2027 será disputado em oito cidades brasileiras

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Falta exatamente 1 ano para o pontapé inicial da Copa do Mundo Feminina. O torneio começa em 24 de junho de 2027 no Brasil e será uma competição histórica. A 10ª edição da Copa do Mundo Feminina da FIFA e a primeira no Brasil e na América do Sul. Além disso, será a última competição com 32 equipes. A partir de 2031, o torneio será ampliado para 48 seleções.

A Seleção Brasileira chega em busca do título inédito. A melhor campanha verde e amarela é o vice-campeonato em 2007, na China, quando o Brasil foi derrotado pela Alemanha na decisão.

O técnico brasileiro é Arthur Elias, multicampeão pelo Corinthians e que está à frente da equipe nacional feminina desde setembro de 2023. Ele tem a missão de reestruturar o time, mesclando novos nomes e jogadoras consagradas. No ranking de junho da Fifa, que tem a Espanha na liderança, o time nacional aparece em sétimo.

Nomes como a atacante Tainá Maranhão, do Palmeiras, são peças fundamentais para colocar o Brasil entre as melhores seleções. Com 21 anos, ela marcou o primeiro gol com a camiseta principal do Brasil em fevereiro contra a Costa Rica. Mas o auge da jovem talentosa foi o gol que ajudou a virada canarinho por 2 a 1 sobre os Estados Unidos em junho em São Paulo.

Veterana

Se falarmos em atletas consagradas e veteranas, é impossível não citar a Rainha Marta. Em 2027, ela terá 41 anos, mas dificilmente o técnico Arthur Elias abrirá mão de contar com o talento da craque.

Na carreira, a alagoana já foi medalhista de prata nas Olimpíadas três vezes (Atenas, 2004; Pequim, 2008; Paris, 2024), bicampeã dos Jogos Pan-Americanos (2003 e 2007) e vice-campeã da Copa do Mundo (2007), foi eleita seis vezes a melhor do mundo pela Fifa e lidera o ranking de maiores artilheiras da história da Copa do Mundo Feminina com 17 gols.

 

 

Últimas classificadas serão conhecidas em 2027

Serão 32 equipes na disputa, em oito grupos com quatro times cada. Até o momento, 14 seleções garantiram a participação na Copa do Mundo Feminina.

O Brasil estará ao lado de Colômbia e da Argentina. As colombianas garantiram o lugar depois de vencer o Paraguai por 4 a 3 na última rodada da Liga das Nações da Conmebol e de terminar o torneio em primeiro com 20 pontos em 8 jogos.

As argentinas finalizaram em segundo com 18 pontos depois de vencer o Equador por 1 a 0 fora de casa. A Austrália foi o primeiro país não-anfitrião a carimbar o passaporte após o 2 a 1 na Coreia do Norte pelas quartas de final da Copa Asiática Feminina da AFC, em Perth. As Matildas estarão no torneio pela nona vez consecutiva.

A China bateu o Taipei Chinês e confirmou a vaga. O país, que sediou a Copa em 1991 e 2007, garantiu presença em nove de dez edições do torneio.

A Coreia do Norte volta ao torneio depois de 16 anos. As atuais campeãs mundiais das categorias Sub-17 e Sub-20 buscam o título do principal torneio da modalidade.

A Coreia do Sul, conhecida como o time das Guerreiras Taegeuk, se classificou para a quinta edição da Copa do Mundo Feminina da FIFA com uma impressionante goleada por 6 a 0 sobre o Uzbequistão nas quartas de final da Copa Asiática Feminina.

As Filipinas, após estrearem no torneio na Austrália/Nova Zelândia 2023, se classificaram pela segunda vez ao Mundial ao derrotarem o Uzbequistão na repescagem da Copa Asiática Feminina.

O Japão está entre os países que disputaram todas as edições da Copa do Mundo Feminina. Elas mantiveram essa sequência viva ao atropelar as Filipinas nas quartas de final da Copa Asiática Feminina e chegam entre as favoritas ao título.

A Nova Zelândia passeou mais uma vez nas eliminatórias da Oceania, vencendo todas as cinco partidas e marcando 25 gols sem sofrer nenhum. Será a sexta edição consecutiva do Mundial para elas.

Enquanto isso, a Alemanha disputará em 2027 a décima Copa do Mundo Feminina da FIFA e querem voltar ao topo depois da eliminação na fase de grupos em 2023.

Pela Europa, também estão garantidas a Dinamarca, a França e a atual campeã mundial, Espanha.

Outras sete seleções europeias ainda terão vagas na Copa do Mundo Feminina, mas precisarão disputar os play-offs continentais. Na África, a Copa de Nações dará quatro vagas entre julho e agosto. Já a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe fará torneio decisivo no fim de 2026, entre novembro e dezembro, com 4 vagas diretas.

Oito estádios

As cidades-sede do torneio serão Belo Horizonte (Estádio Mineirão), Brasília (Estádio Nacional), Fortaleza (Arena Castelão), Porto Alegre (Estádio Beira-Rio), Recife (Arena de Pernambuco), Río de Janeiro (Estádio do Maracanã), Salvador (Arena Fonte Nova) e São Paulo (Arena Itaquera).

A fase de grupos ocorrerá de 24 de junho a 8 de julho de 2027; as oitavas de final, entre 10 a 13 de julho, quartas de final serão 16 e 17 de julho, as semifinais entre nos dias 20 e 21 de julho. A disputa de 3º Lugar está marcada para 24 de julho e a grande final será em 25 de julho de 2027.

Brasil como sede

A sede da competição foi definida em votação aberta no Congresso da FIFA, em Bangcoc, na Tailândia, em maio de 2024. O Brasil concorreu com a candidatura conjunta de Alemanha, Bélgica e Holanda, e recebeu 119 votos, enquanto os europeus obtiveram 78.



Fonte: Agência Brasil