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Professores do Sesi-SP iniciam greve por aumento e ganho em benefícios

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Professores do Serviço Social da Indústria (Sesi) no estado de São Paulo iniciaram, nesta segunda-feira (31), uma paralisação reivindicando reajuste salarial com reposição da inflação mais 2,5% de aumento real. Além disso, eles pleiteiam abono salarial de 18% e melhorias nos benefícios, como vale-alimentação e vale-refeição.

Segundo Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp), a greve vem depois de uma rodada de negociações que se estende desde dezembro, com a realização de dez reuniões, das quais saíram uma proposta de reajuste de 0,33% acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e nenhum avanço nos outros itens reivindicados.

De acordo com informações da Fepesp, a mobilização foi decidida em assembleia no dia 22 de março e há locais onde 100% dos docentes cruzaram os braços.

“Esta é a primeira greve de caráter estadual que acontece no Sesi. Na tarde desta segunda, às 18 horas, Sindicatos e Federação promovem nova assembleia com a categoria, para fazer o balanço do dia e definir os próximos passos do movimento”, disse o presidente da Fepesp, Celso Napolitano.

Sesi

Por meio de nota, o Sesi afirmou que prover educação de qualidade é a missão primordial do Sesi-SP, que respeita, reconhece e valoriza seus professores. “Nos últimos anos, a instituição garantiu uma série de melhorias, econômicas e de condições de trabalho, para os docentes, como implementação do plano de carreira, hora atividade acima da prática do mercado e ampliação do auxílio-creche”.

Segundo a nota, nas negociações deste ano do acordo coletivo de trabalho, a proposta econômica do Sesi-SP para os professores contempla a correção integral dos vencimentos pelo INPC dos últimos doze meses, mais um ganho real de 0,33%, totalizando um aumento de 5,20% sobre os salários. A nota diz ainda que nos demais pontos, o Sesi-SP não só manteve as cláusulas dos acordos anteriores, como ampliou diversos benefícios.

O Sesi informou também que as atividades nas escolas ocorrem normalmente.

Fonte: Agência Brasil

Receita recebe 5,3 milhões de declarações do IR em duas semanas

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Nas duas primeiras semanas de entrega, a Receita Federal recebeu 5.370.139 declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2025. O número, registrado até as 17h desta segunda-feira (31), equivale a 11,62% do total esperado para este ano.

O prazo para entregar a declaração começou no dia 17 de março e termina às 23h59 do dia de 30 de maio. O programa gerador da declaração está disponível desde 13 de março. 

A Receita Federal espera receber 46,2 milhões de declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física este ano, o que representará um acréscimo de quase 7%, na comparação com 2024, quando foram entregues 43,2 milhões de declarações.

As pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888, assim como aquelas que obtiveram receita bruta da atividade rural acima de R$ 169.440, são obrigadas a declarar. As pessoas que receberam até dois salários mínimos mensais durante 2024 estão dispensadas de fazer a declaração, salvo se se enquadrarem em outro critério de obrigatoriedade.


arte irpf 2025
arte irpf 2025

 

Fonte: Agência Brasil

SP: exposição mostra impacto da ditadura nas famílias brasileiras

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Uma imagem em preto e branco mostra o jovem Bergson Gurjão Farias ao lado da noiva, Simone, e da irmã, Tânia, em Fortaleza. Muitos anos depois, em uma foto colorida e já mais velhas, Tânia e Simone repetem a foto mas, desta vez, sem a presença de Bergson.

Bergson não aparece na segunda imagem porque foi morto em 1972, na Guerrilha do Araguaia, durante a ditadura militar (1964-1985) no Brasil.

As ausências provocadas por mortes e desaparecimentos forçados ocorridos no período da ditadura no Brasil são o tema de uma exposição em cartaz no Centro MariAntônia, da Universidade de São Paulo (USP), localizado na região central da capital paulista. 

Com entrada gratuita, a mostra está sendo aberta na noite desta segunda-feira (31), véspera dos 61 anos do início da ditadura civil militar no país.

Chamada de Ausências Brasil, a exposição apresenta uma série de imagens produzidas pelo fotógrafo argentino Gustavo Germano, em parceria com o Núcleo de Preservação da Memória Política (NM), mostrando o impacto da ditadura em 12 famílias brasileiras.

O objetivo da mostra é discutir os impactos do abuso de poder e da violência praticada pelo Estado durante a ditadura, mas também refletir sobre seus reflexos e repercussões nos dias de hoje.

A exposição Ausências Brasil fica em cartaz até o dia 16 de maio. A primeira versão de Ausências foi lançada em outubro de 2007, após um longo processo de busca de Gustavo Germano para retratar, por meio de paralelos fotográficos, a “presença das ausências” dos assassinados e desaparecidos durante a ditadura argentina (1976-1983).

Mais informações sobre a mostra podem ser obtidas no site do Centro MariAntônia.

Fonte: Agência Brasil

Temporal inunda ABC e 96 mil domicílios ficam sem energia

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Um forte temporal atingiu a região do Grande ABC e das zonas leste e sul da capital São Paulo na tarde desta segunda-feira (31). Vários pontos de alagamento foram registados pela Defesa Civil do estado. O município de Santo André foi o mais atingido, com vários pontos de inundação, principalmente na zona central.

De acordo com dados da concessionária Enel, 96 mil domicílios da região metropolitana ficaram sem o fornecimento de energia elétrica com as chuvas desta tarde.

Com os estragos, a Defesa de Civil prorrogou o término da Operação Chuvas de Verão, que terminaria hoje, para 15 de abril. A operação tem caráter preventivo, de socorro assistencial e de recuperação de danos causados pelas tempestades.

Os moradores de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano e Mauá receberam alerta severo da Defesa Civil por volta das 14h40.

Dados da Defesa Civil mostram que as chuvas nas últimas três horas atingiram volumes de 131 milímetros (mm) na cidade de Mauá, 84 mm em Santo André e 52 mm em São Bernardo.

A região central de Santo André, nas proximidades do Paço Municipal, ficou alagada, com vários veículos inundados.  O mesmo aconteceu nos bairros próximos ao Estádio Municipal Bruno José Daniel. A Avenida dos Estados ficou completamente inundada com o transbordamento do Córrego Guarará e do Rio Tamanduateí.

A linha 10-Turquesa, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi prejudicada por causa dos alagamentos. Conforme a companhia, os trens da linha 10-turquesa estão em operação parcial entre as estações São Caetano do Sul – pref. Walter Braido e Rio Grande da Serra.

O Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) acionou 30 ônibus para o trecho interrompido entre o bairro de Utinga, em Santo André, e Mauá.

A estação de trem Prefeito Celso Daniel, no centro de Santo André, ficou tomada pelas águas. Um veículo chegou a ser levado pelas águas na intersecção da Avenida dos Estados e da Rua Itapaiva, no Jardim João Ramalho.

Em São Bernardo, os alagamentos interromperam o trânsito na avenida Kennedy. A tempestade veio acompanhada de fortes rajadas de vento.

Uma residência no bairro Zaíra, em Mauá, desabou. Não há informações sobre vítimas.

Devido às movimentações das nuvens, toda a cidade de São Paulo está em estado de atenção, informou a Defesa Civil. O Córrego dos Meninos, na Estrada das Lágrimas, no Ipiranga, transbordou. Em Itaquera, a água do rio Verde subiu nas proximidades da Rua Cunha Porã. Pelo menos 10 árvores caíram na capital.

Fonte: Agência Brasil

MPF arquiva investigação contra Bolsonaro sobre importunação de baleia

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O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo arquivou nesta segunda-feira (31) a investigação que apurava se o ex-presidente Jair Bolsonaro cometeu crime ambiental ao pilotar um jet ski próximo a uma baleia jubarte, em junho de 2023, em São Sebastião, no litoral paulista.

O MPF arquivou o inquérito por entender que não foram reunidas provas para comprovar a intenção de Bolsonaro de molestar o animal, fato decisivo para enquadrar o caso como crime ambiental.

Vídeos que foram publicados nas redes sociais mostraram que, de jet ski e com o motor ligado, Bolsonaro se aproximou de uma baleia jubarte no momento em que ela aparecia na superfície da água.

O ex-presidente chegou a ficar a menos de 15 metros de distância do animal. Uma portaria do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no entanto, proíbe embarcações com motor ligado a menos de 100 metros de qualquer baleia.

De acordo com o Ministério Público, por tratar-se de questão administrativa, o arquivamento da investigação criminal não tem impacto na decisão do Ibama que multou o ex-presidente em R$ 2,5 mil pela importunação da baleia.

Defesa

Pelas redes sociais, o advogado Paulo Cunha Bueno, representante de Bolsonaro, declarou que a defesa sempre afirmou que a apuração era um “absurdo”.

“A eminente procuradora da República, subscritora do parecer, acolheu as razões que articulamos como linha de defesa durante as diligências da Polícia Federal e que, ao final, evidenciaram, a um só tempo, o absurdo daquela apuração e a mobilização da máquina estatal na direção de um episódio nitidamente sem qualquer repercussão jurídica, mas que, no entretanto, foi amplamente explorado pelo ambiente político”, disse.

O advogado também afirmou que vai insistir na defesa do arquivamento de outras investigações. “A defesa continuará envidando todos os esforços para que as demais imputações tenham endereçamento análogo, perseguindo o divórcio entre questões jurídicas e questões políticas”, completou.

Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou a investigação aberta contra Bolsonaro sobre a fraude nos cartões de vacinação. No entanto, em outro processo, Bolsonaro e mais sete acusados se tornaram réus no Supremo pela trama golpista. 

Fonte: Agência Brasil

“Evasão escolar: sonho interrompido” é tema do Caminhos da Reportagem

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O programa Caminhos da Reportagem que a TV Brasil exibe nesta segunda-feira revela que a evasão escolar é um dos grandes desafios da educação no país. A atração jornalística da emissora pública vai ao ar às 23h.

Em 2023, mais de 9 milhões de jovens abandonaram os estudos antes de concluir a educação básica. A maior parte das pessoas que não terminou a escola tem entre 18 e 24 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A necessidade de trabalhar foi o principal motivo apontado para o abandono escolar.

Professora adjunta da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), Catarina Santos explica que o abandono escolar não é uma questão de escolha. “É uma questão da estrutura que nós não oferecemos, do conjunto de condições que não damos.” Ou seja, algo faz com que esses estudantes não permaneçam no sistema escolar, segundo a pesquisadora.

No caso de Maria Almeida, que saiu da Paraíba para morar em Brasília aos 13 anos de idade, foi a necessidade de trabalhar que a tirou da escola. Aos 17 anos, ela voltou a estudar, mas novamente precisou interromper para trabalhar e cuidar dos dois filhos. Passaram-se 39 anos até ela ter a oportunidade de retornar para a sala de aula. Hoje, aos 65 anos, ela estuda na educação de jovens e adultos (EJA), se prepara para o vestibular da UnB e pretende fazer o curso de serviço social. “Eu me considero um exemplo e eu acho que todo mundo tinha que conhecer a importância que é o estudo. Não importa o tempo”, afirma Maria.

Uma das estratégias para diminuir a evasão escolar é o programa Busca Ativa Escolar, desenvolvido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), que busca contribuir com governos para apoiá-los no enfrentamento da exclusão escolar. “A Busca Ativa Escolar, ao longo desses anos, contribuiu para a identificação de mais de 600 mil casos de crianças e adolescentes que estão fora da escola ou em risco de abandono e, efetivamente, já contribuiu para a rematrícula de quase 300 mil crianças e adolescentes”, afirma Julia Ribeiro, especialista em educação no Unicef Brasil.

Em Águas Lindas de Goiás, a equipe do Caminhos da Reportagem conheceu a história da adolescente Monalisa Brito, que foi resgatada pelo projeto Evasão Zero, de combate à desistência escolar no município. A cidade também aderiu ao programa do Unicef, e jovens como Monalisa receberam apoio para continuar os estudos. A mãe da jovem precisou acionar a Secretaria de Educação para garantir vaga para a filha em escolas próximas de casa. “Se eu tivesse abandonado a escola, acho que não teria tantos sonhos e oportunidades. Acho que já estaria trabalhando”, conta Monalisa.

A professora Edileuza Fernandes, coordenadora do Observatório da Educação Básica (ObsEB), ressalta que pessoas com deficiências, indígenas, quilombolas e estudantes de áreas rurais estão entre os mais vulneráveis à evasão.

Entre os principais motivos para o abandono escolar estão, além da necessidade de trabalhar, a gravidez na adolescência, a dificuldade de acesso à escola (seja pela distância, seja por não ter dinheiro para o transporte) e a repetência, que afeta a autoestima dos estudantes. Segundo Catarina Santos, “repetir muitos anos a mesma série leva ao desestímulo e também à evasão.”

Outra iniciativa para conter a evasão escolar é o programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação (MEC). Um dos pilares do programa é o apoio financeiro, um incentivo para que os jovens permaneçam na escola e não faltem às aulas. “A gente precisa lembrar que no Brasil, todos os anos, quase 500 mil jovens abandonam o ensino médio. Isso é uma realidade muito dura, a gente está falando de meio milhão de jovens brasileiros que deixam de sonhar, deixam de acreditar no próprio potencial e abandonam a escola”, afirma o diretor de Políticas e Diretrizes da Educação Básica do MEC, Alexandre do Nascimento Santos.

Sobre o programa

Produção jornalística semanal da TV Brasil, o Caminhos da Reportagem leva o telespectador para uma viagem pelo país e pelo mundo atrás de pautas especiais, com uma visão diferente, instigante e complexa de cada um dos assuntos escolhidos.

No ar há mais de uma década, o Caminhos da Reportagem é uma das atrações jornalísticas mais premiadas não só do canal, como também da televisão brasileira. Para contar grandes histórias, os profissionais investigam assuntos variados e revelam os aspectos mais relevantes de cada assunto.

Saúde, economia, comportamento, educação, meio ambiente, segurança, prestação de serviços, cultura e outros tantos temas são abordados de maneira única. As matérias temáticas levam conteúdo de interesse para a sociedade pela telinha da emissora pública.

Questões atuais e polêmicas são tratadas com profundidade e seriedade pela equipe de profissionais do canal. O trabalho minucioso e bem executado é reconhecido com diversas premiações importantes no meio jornalístico.

Exibido às segundas, às 23h, o Caminhos da Reportagem tem horário alternativo na madrugada para terça, às 4h30. A produção disponibiliza as edições especiais no site http://tvbrasil.ebc.com.br/caminhosdareportagem e no YouTube da emissora pública. As matérias anteriores também estão no aplicativo TV Brasil Play, disponível nas versões Android e iOS, e no site http://tvbrasilplay.com.br.

Fonte: Agência Brasil

QUE PENA! (29.03.25)

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Luiz Carlos Costa
Juvenal, meu alter ego, acompanhou mais um desastre do Brasil, agora no futebol, quando a nossa seleção (seleção?) perdeu de 4 a 1 para a Argentina, levando um baile dos hermanos. A péssima fase pela qual o país vem passando na política, na economia, na escassesz e no preço dos alimentos, chega, agora, ao futebol, a paixão nacional. Que pena!
Juvenal não torce pela Argentina, mas torce pelo Milei que está mostrando que governar com o pensamento da direita será sempre melhor que o já envelhecido pensamento da esquerda. E aquele Presidente tem feito golaços administrando seu país e parece que seu entusiasmo e o sucesso de sua gestão chegou também ao futebol, para nos deixar com cara de `”comemierda” (besta, trouxa). Que pena!

DEBORA DOS SANTOS X ALEXANDRE “DEUS MORAES”

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Luiz Carlos Costa

A cabeleireira Débora, que é “dos Santos”, condenada a 14 anos de cadeia pelo Alexandre “Deus Moraes” e alguns dos seus “anjinhos amestrados”, só porque pixou uma estátua na Praça dos 3 Poderes usando um batom, já está cumprindo a pena em casa, ao lado dos 2 filhos menores de quem ficou afastada por 2 anos.
Para Débora, que é “dos Santos”, desejo que passe por este triste momento de sua vida com coragem e, quem sabe, virar uma modelo para anunciar batons pela internet (alô, alô indústrias da beleza, façam anúncios de oportunidade) e será aplaudida por onde passar.
Débora, que é “dos Santos”, pode também se compensar de sua dor por ter a certeza de que o Alexandre “Deus Moraes” e seus “anjinhos amestrados” já vivem, desde alguns anos, em uma prisão domiciliar de onde só podem ir às ruas, acompanhados de seguranças e debaixo de muitas vaias.
Para você, Débora, que é “dos Santos” sugiro, como ato de grandeza, fazer orações para que a estada do “Alexandre Deus Moraes” e alguns de seus “anjinhos amestrados” no inferno seja suportável.
E que você reconheça o posicionamento correto e corajoso do Juiz Luiz Fux, o mais preparado Ministro do STF, que está à léguas de distância dos `”anjinhos amestrados do “Alexandre Deus Moraes.”

Haddad diz que Brasil e França convergem em tributação de super-ricos

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No primeiro dia da viagem à França, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou a sintonia do Brasil e do país europeu na agenda de tributação dos super-ricos. O ministro participou de uma conferência na universidade Science Po sobre os desafios para os governos enfrentarem a mudança climática.

“Na defesa da tributação dos super-ricos, um imperativo moral diante do avanço das oligarquias dentro das democracias, França e o Brasil mostraram o caminho da coordenação Norte-Sul que pode ajudar o sistema internacional a sair do impasse”, disse o ministro.

Haddad lembrou que a proposta de tributação global de até 2% da renda dos super-ricos foi elaborada pelo economista francês Gabriel Zucman e teve o apoio da vencedora do Prêmio Nobel de Economia de 2019, a também francesa Esther Duflo. A proposta foi uma das bandeiras da presidência brasileira no G20 (grupo das 19 maiores economias do planeta, mais União Europeia e União Africana) no ano passado.

Haddad também mencionou o papel da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança no Clima (COP30) no resgate do multilateralismo, a articulação multilateral entre os países para a resolução de conflitos e temas comuns. O ministro disse esperar que a França repita o apoio ao Brasil em outras questões.

“Sem o apoio de intelectuais como Gabriel Zucman e Esther Duflo, o primeiro passo para uma tributação coordenada dos super-ricos não teria sido alcançado com a Declaração sobre Cooperação Tributária Internacional e o documento final da Cúpula do G20 no Rio, em novembro passado. Esperamos poder reeditar essa parceria franco-brasileira na COP com outras bandeiras”, acrescentou Haddad.

O ministro ressaltou que Brasil e França podem constituir uma frente de resgate ao multilateralismo após as recentes mudanças no governo norte-americano. Para Haddad, o mundo mudou muito desde a última reunião de cúpula do G20, em novembro do ano passado no Rio de Janeiro.

“A melhor resposta à crise no multilateralismo é ousarmos ainda mais no multilateralismo”, declarou o ministro.

Clima e inovação

De acordo com Haddad, os mecanismos de financiamento internacional devem estar “no coração do debate” sobre a mudança climática. Segundo ele, a COP30 será “a COP da implementação”, em que as ideias apresentadas nos últimos anos devem começar a sair do papel. “O Brasil tem de liderar por meio do exemplo, promovendo uma agenda climática inclusiva e focada na implementação de soluções concretas”, declarou.

Em seu discurso, Haddad citou como inovadoras as seguintes iniciativas do governo brasileiro: Mecanismo de Financiamento para Florestas Tropicais (TFFF, na sigla em inglês), fundo de US$ 125 bilhões com recursos de governos e de empresas privadas, e a construção de um marco regulatório robusto do mercado de carbono. “A campanha permanente pela inovação na governança no plano nacional e internacional é a melhor forma de enfrentar a maré da desinformação que polui o debate público”, declarou.

Viagem

A viagem de Haddad a Paris servirá como preparativo para a viagem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará à França em junho. As conversas estão concentradas no Plano de Transformação Ecológica e na reforma do G20.

No primeiro dia, o ministro participou da conferência na Science Po e foi homenageado com um jantar na mesma instituição. Nesta terça (1º), Haddad se reúne com o ministro da Economia francês, Éric Lombard, às 11h30 (horário local). Em seguida, almoçará com empresários franceses e, às 13h30, discursará na cerimônia de abertura dos Diálogos Econômicos Brasil-França. Haddad embarca às 15h30 (horário local) e chega a Brasília na madrugada de quarta-feira (2).

Fonte: Agência Brasil

Dólar fecha a R$ 5,70 e cai 3,57% em março

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Em um dia misto no mercado financeiro, o dólar despencou e a bolsa de valores também caiu. Em meio à cautela com a entrada em vigor do tarifaço do governo de Donald Trump, a moeda norte-americana caiu mais de 3% no mês. Apesar da queda desta segunda-feira (31), a bolsa subiu cerca de 6% e teve o melhor desempenho mensal desde agosto do ano passado.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,706, com queda de R$ 0,054 (-0,94%). A cotação chegou a abrir em alta, mas passou a cair após a abertura dos mercados norte-americanos. Na mínima do dia, por volta das 15h30, aproximou-se de R$ 5,69.

A moeda norte-americana está no valor mais baixo desde o último dia 20, quando tinha fechado em R$ 5,67. A divisa caiu 3,57% em março e acumula baixa de 7,67% em 2025.

Diferentemente do câmbio, o mercado de ações teve um dia mais turbulento. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 130.259 pontos, com queda de 1,25%. A queda desta segunda foi parcialmente motivada pela realização de lucros, quando investidores vendem papéis para embolsarem ganhos recentes. O indicador subiu 6,08% em março e acumula alta de 8,29% em 2025.

Fatores internos e externos influenciaram o mercado financeiro nesta segunda-feira. No Brasil, a formação da taxa Ptax, câmbio médio no último dia útil do mês que corrige a parcela da dívida do governo em dólar, reforçou a queda do dólar, à medida que muitos estrangeiros reduziram as apostas contra o real nas últimas semanas. Isso fez o real descolar-se de outras moedas emergentes, que se depreciaram hoje.

No cenário internacional, investidores avaliam que o Brasil será menos afetado que outros países com a imposição de tarifas recíprocas pelo governo de Donald Trump. A partir de quarta-feira (2), os Estados Unidos taxarão as importações com a mesma tarifa que os países cobram sobre os produtos deles. No mesmo dia, entrará em vigor a tarifa de 25% sobre a importação de automóveis nos Estados Unidos.

*Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil