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Encontro debate atendimento ao paciente com TEA em hospitais

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O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) foi palco do II Encontro de Conscientização no Atendimento ao paciente com Transtorno do Espectro Autista (TEA), nesta quinta-feira (3). No evento, especialistas debateram o assunto e trocaram experiências com os profissionais que atuam com pacientes autistas e com outras deficiências.

“O atendimento ao paciente autista é um desafio diário. Temos que buscar condições de suavizar e melhorar as condições de atendimento para que eles consigam receber o atendimento necessário. É uma atualização constante e, por isso, precisamos nos reunir para discutir esse tema e as possibilidades de humanizar ainda mais o serviço com quem lida diariamente no cuidado destes pacientes”, afirma a chefe do serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial do HRSM, Érika Maurienn.

Representando a Diretoria de Atenção à Saúde do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Adriana Gonçalves destacou a importância de realizar um evento com um tema tão importante e atual para a sociedade.

“O autismo não é uma pauta só da saúde, mas também da educação, da assistência social, de todos, pois devemos respeitar e incluir essas pessoas. Temos que pensar no futuro delas, quem cuidará dessas crianças e adultos autistas que um dia se tornarão adultos idosos e os pais não estarão mais aqui para cuidar. É um debate de todos”, enfatiza.

Debatendo o autismo

Apresentando uma palestra sobre os Transtornos de Integração Sensorial, a cirurgiã dentista e professora da Universidade Católica de Brasília (UCB), Laís Amaral, destacou as principais estratégias de acomodação sensorial que podem ser utilizadas no dia a dia dentro de um consultório odontológico. Além disso, falou da necessidade de sedação ou anestesia geral nos pacientes que possuem maior sensibilidade, ressaltando que cada paciente é único e tem particularidades. Por isso, no consultório ela costuma utilizar objetos que acalmam os pacientes, cobertores sensoriais, musicoterapia, entre outros recursos.

“Temos que mostrar, não só para os dentistas, mas para outros profissionais, algumas técnicas, algumas ferramentas, algumas coisas que a gente pode utilizar para acomodar esse paciente sensorialmente, para ser possível a gente trazer a qualidade de vida e promover a saúde dessa população, tanto a saúde bucal e como a saúde geral”, explica.

A neuropediatra do Hospital da Criança de Brasília (HCB), Ellen Siqueira, ministrou a palestra sobre os níveis de suporte ao paciente com TEA, ressaltando que cada indivíduo é único e pode apresentar características diferentes. Além disso, o nível de suporte pode variar ao longo da vida.

Os cirurgiões dentistas que atendem no ambulatório de Odontologia PCD do HRSM, Diego Sindeaux e Dryelle Flores, falaram sobre o atendimento humanizado no HRSM, destacando os desafios diários e o esforço da equipe em prestar um atendimento de excelência, respeitando os limites de cada paciente e a parceria com a equipe do Centro Cirúrgico da unidade.

“Os pacientes autistas têm um manejo diferenciado e não é possível fazer o tratamento de maneira tão rápida, tendo em vista que a maioria deles possui hipersensibilidade a som, luz, toque e sabor”

Diego Sindeaux, cirurgião dentista

“Os pacientes autistas têm um manejo diferenciado e não é possível fazer o tratamento de maneira tão rápida, tendo em vista que a maioria deles possui hipersensibilidade a som, luz, toque e sabor, que são coisas intensas durante o tratamento odontológico. Por isso, alguns casos são necessários para fazer o tratamento odontológico dentro do centro cirúrgico, sob efeito de anestesia geral”, explica Sindeaux.

Vinícius Reis é musicólogo e musicalizador infantil, estudante de terapia ccupacional e esteve no HRSM para falar um pouco a respeito de atendimento humanizado “Eu acredito profundamente que capacitar os profissionais da saúde para uma vivência inclusiva é de extrema relevância. Espero que o dia de hoje tenha ajudado e continue agregando para que a gente possa crescer juntos, não apenas como área de conhecimento, mas também como sociedade”, avalia.

*Com informações do IgesDF

Fonte: Agência Brasília

Bebês internados no HRSM ganham ensaio temático de Páscoa

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O clima de Páscoa já chegou na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Os bebês internados foram clicados em vários ângulos diferentes e com vários looks de coelhinhos, encantando a equipe e as mamães. As fotos foram feitas pela fotógrafa voluntária Tati Araújo, que há quatro anos costuma fazer este trabalho voluntário no HRSM em diversas épocas do ano.

“É uma gratificação muito grande no coração, poder levar um pouquinho de amor para essas mães que ficam aqui na incerteza de quando vão embora com seus bebês. E a Páscoa é um momento onde nós podemos retratar esse amor, retribuir um pouco do amor de Deus, o amor que Deus nos entrega. Então, acho ótimo conseguir retribuir um pouquinho doando meu trabalho para essas mamães”, afirma Tati Araújo.

“Achei esse ensaio maravilhoso, gostei muito das fotos. Será uma lembrança boa que vai ficar dessa fase”

Kevely Alves, mãe de Helena, um dos bebês fotografados

Com várias roupinhas, orelhinhas de coelho, os bebês foram fotografados e esbanjaram fofura. Os que não puderam sair do leito por conta do oxigênio, a equipe conseguiu arrumar o ambiente para não ficar ninguém de fora.

A mãe Kevelyn Alves, de 16 anos, ficou encantada com as fotos da filha, a pequena Helena, de apenas 9 dias. “Achei esse ensaio maravilhoso, gostei muito das fotos. Será uma lembrança boa que vai ficar dessa fase, pois nem imaginava que minha bebê fosse nascer prematura”, relata.

A chefe do serviço de Enfermagem da Utin, Lorena Mendes, destaca que sua equipe sempre se esforça para registrar e fazer fotos temáticas dos bebês que ficam internados na unidade, pois isso leva conforto, esperança, acolhimento e humanização para as mães durante o processo doloroso de internação hospitalar.

“Fazemos tudo com muito amor e carinho para que essas famílias tenham um momento de respiro em meio a dias desafiadores. Para nós, profissionais, é gratificante poder promover esses ensaios. Fazemos tudo com muito amor e carinho para cada pequeno paciente que fica aqui”, explica.

*Com informações do IgesDF

 

Fonte: Agência Brasília

UBS 1 de Santa Maria aprimora atendimento a pacientes com autismo

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A Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 de Santa Maria apresentou, nesta semana (2), um plano inovador para aprimorar o fluxo de atendimentos a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O objetivo é capacitar a equipe no acolhimento a esse grupo e seus familiares, entendendo todas as etapas que a assistência envolve.

“Muitos usuários – e até servidores – desconhecem a existência do atendimento prioritário garantido por lei. A partir da qualificação, queremos tornar a receptividade mais humanizada, proporcionando aos pacientes um percurso mais claro dentro da UBS”, explica a enfermeira da unidade de Santa Maria e uma das idealizadoras do projeto, Amanda Lopes.

O novo plano vem ao encontro do Dia Mundial de Conscientização do Autismo, lembrado em 2 de abril, e reforça a importância de obter informações sobre o TEA. “Com um olhar mais atento, conseguimos, por exemplo, encaminhar a criança para avaliação e intervenção adequadas o quanto antes, o que faz toda a diferença no desenvolvimento dela”, ressalta a fonoaudióloga da UBS 1 de Santa Maria, Beatriz Cerqueira.

A ação desenvolvida pela unidade também abordou outros pontos sobre o tema como as principais características do TEA e o diagnóstico precoce. Além disso, os presentes puderam conhecer os direitos dos autistas, incluindo o uso do crachá de identificação e a Carteira de Identificação da Pessoa com TEA (CIPTEA) – documento que pode ser solicitado na Secretaria da Pessoa com Deficiência (SEPD-DF) para garantir atendimento prioritário.

Participante da iniciativa, Helder José Alves, 41, pai de Daniel Abner, 6, diagnosticado com TEA nível 3, apoia o atendimento estruturado. “Quando os profissionais estão bem preparados, conseguimos o diagnóstico de forma mais rápida e um suporte melhor. Meu filho é autista não verbal, então tenho que entender tudo o que ele quer sem que diga uma palavra. Cada dia é um novo aprendizado e esse tipo de iniciativa ajuda muito as famílias”, avalia.

A capacitação dos profissionais da UBS 1 de Santa Maria foi desenvolvida pela equipe J da unidade, com apoio médico, de gestão, demais servidores, residentes e internas de medicina do Centro Universitário de Brasília (Ceub).

Referência em telemedicina

A UBS 1 de Santa Maria é referência no uso da telemedicina, sendo uma das 13 unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF) com esse serviço. Em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, oferece consultas remotas com especialistas, incluindo neuropediatras, psiquiatras e pediatras.

“Realizamos cerca de 30 teleconsultas por semana em 12 especialidades. Quando identificamos sinais de TEA, encaminhamos o paciente para avaliação com médicos do Einstein, que nos auxiliam na definição do diagnóstico e direcionam o tratamento”, detalha a médica de Família e Comunidade da SES-DF Natália Souza.

Nos casos de suspeita de TEA, as UBSs são a porta de entrada. Após a avaliação inicial, se identificado o transtorno, o paciente é encaminhado às intervenções necessárias.

*Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

Fonte: Agência Brasília

Centrais sindicais e patronais criticam tarifaço de Trump

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O “tarifaço” anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pode impactar em 10% o preço das exportações brasileiras ao país da América do Norte provocou reação de entidades de trabalhadores e patronais brasileiras.

As entidades Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e Pública Central do Servidor divulgaram nota na qual dizem que a sobretaxa imposta aos produtos exportados pelo Brasil terá impactos negativos sobre a produção e o emprego, e elogiam a Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional e que, após sancionada, permitirá ao governo brasileiro reagir à medida dos Estados Unidos.

Em outro trecho da nota, as entidades apontam que “em vez de conter a decadência do império norte-americano, como promete o chefe da Casa Branca, o protecionismo agravará os problemas que afetam a economia mundial, desencadeando uma guerra comercial que pode resultar em uma nova depressão e alimentando o nacionalismo xenófobo”

As centrais sindicais defendem que o país se “proteja” e se “prepare” para responder à iniciativa unilateral de Trump. “Nesse sentido, em nome da classe trabalhadora brasileira, as centrais sindicais manifestam apoio à Lei da Reciprocidade, aprovada por unanimidade no Senado, que autoriza o governo federal a retaliar países ou blocos que imponham barreiras comerciais a produtos brasileiros”, afirma a nota.

Por fim, as centrais destacam também que apoiam o fortalecimento da indústria nacional, o incentivo à produtividade e a geração de empregos de qualidade. Além disso, defendem ainda o fortalecimento do BRICS e os tratados internacionais vigentes.

Indústria

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) disse que a nova tarifa adotada pelos EUA não é positiva ao Brasil, mas “precisa ser analisada com mais profundidade”.

“O impacto dependerá de como nossos concorrentes diretos foram tarifados. Se enfrentarem taxas ainda mais altas, pode haver uma vantagem competitiva para o Brasil, já que o custo adicional será repassado ao consumidor americano”, afirma Flávio Roscoe, presidente da FIEMG.

Agro

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, afirmou que “o governo americano deveria negociar, conversar, dialogar antes de tomar decisões como essa, porque acaba atrapalhando todo o comércio já estruturado.”  O dirigente ressaltou que a Organização Mundial do Comércio (OMC) perdeu força e atitudes como essa mexem em toda a balança comercial global.

“Sabemos que os Estados Unidos têm uma dívida interna muito grande, como muitos outros países, e é um problema que não pode ser trabalhado da noite para o dia, com uma mudança tão radical. Se não houver diálogo, haverá um estrangulamento da economia global”, completou o dirigente.

Ontem (2), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) também soltou uma manifestação defendendo a necessidade de diálogo para preservar uma relação bilateral histórica e complementar entre o Brasil e Estados Unidos.

Já a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio), afirmou que a decisão dos Estados Unidos pode se tornar uma oportunidade ao comércio exterior do Brasil. A entidade também aposta no aproveitamento da conjuntura para “fechar acordos bilaterais, diminuir tarifas e facilitar mecanismos aduaneiros”.

Fonte: Agência Brasil

Mulheres vítimas de violência podem ter reconstrução dentária pelo SUS

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que garante, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), tratamento odontológico para reconstrução e reparação dentária de mulheres vítimas de agressões que tenham causado danos à sua saúde bucal. O texto foi publicado nesta quinta-feira (3) no Diário Oficial da União.

Estão incluídos procedimentos de:

  • Reconstrução
  • Próteses
  • Tratamentos estéticos e ortodônticos, entre outros serviços.

O atendimento odontológico previsto na Lei nº 15.116/2025 será garantido, prioritariamente, em clínicas e hospitais públicos ou conveniados ao SUS.

Para acesso ao Programa de Reconstrução Dentária para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica, a mulher deverá apresentar documentos que comprovem a situação de violência. Os critérios de acesso ao programa ainda serão definidos em regulamentação pelo governo federal.

A lei também permite parcerias com instituições de ensino e pesquisa, sempre que necessário, para aprimorar os serviços oferecidos.

O programa, segundo o governo, além de proporcionar atendimento prioritário e gratuito para a recuperação da saúde bucal, tem o objetivo de “devolver o mínimo de dignidade às vítimas”. O texto foi aprovado no início de março pelo Congresso Nacional.

“Estudos indicam que em mais de 60% dos casos de agressão contra a mulher no âmbito doméstico, a face é o principal alvo. As sequelas deixadas no rosto, e sobretudo na boca, causam impactos que ultrapassam os danos físicos. Os efeitos dessas agressões encontram reflexos no campo emocional da vítima, atingindo sua autoestima e minando a confiança necessária para a reestruturação social e profissional”, explicou o governo, em comunicado.

Fonte: Agência Brasil

Gov.br: validação biométrica de conta ouro dificulta ação de golpistas

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O portal de serviços digitais do governo federal, o gov.br registrou, nesta quinta-feira (3), 67,55 milhões de contas de brasileiros com nível ouro de segurança.   

Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), é a primeira vez que este número ultrapassa a quantidade de contas de nível bronze (67,53 milhões de brasileiros). O último nível de confiabilidade da conta é obtido automaticamente logo que o cidadão preenche um formulário simples no aplicativo gov.Br e tem seus dados validados na Receita Federal ou no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

Ao todo, são 166 milhões de usuários dos três níveis: ouro, prata e bronze da plataforma de serviços digitais do governo federal.

A conta gov.br é gratuita e está disponível para todos os brasileiros. A ferramenta foi desenvolvida para facilitar a vida das pessoas e evitar deslocamentos desnecessários a locais físicos, quando o acesso a serviços pode ser feito no formato digital. 

Três níveis

A conta gov.br possui três níveis de segurança: ouro, prata e bronze. Quanto maior a segurança da validação dos dados do usuário, maior o nível da conta.  

Os níveis são diferenciados pelas seguintes características:

·         grau de segurança do processo de validação dos dados do usuário ao criar a conta.

·         tipos de serviços públicos digitais que podem ser acessados; e

·         transações digitais que podem ser realizadas.

Serviços

Dentro da estratégia de governança digital, foram disponibilizados mais de 4,5 mil serviços públicos digitais no Gov.br. Confira onde usar a conta Gov.Br aqui. Somente os usuários com a conta ouro podem acessar todos os serviços.


Plataforma do Gov.Br, aplicativo Plataforma do Gov.Br
Plataforma do Gov.Br, aplicativo Plataforma do Gov.Br

Plataforma Gov.Br pode ser acessada por 166 milhões de usuários – Foto – Marcello Casal jr/Arquivo-Agência Brasil

Entre eles, por exemplo, a pessoa pode assinar documentos digitais em processos eletrônicos, fazer a prova de vida, em meio digital; baixar certidões, usar a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda e consultar pendências fiscais, entre outros serviços públicos.

Na plataforma, é possível também pesquisar os serviços digitais por perfil, como empreendedor, trabalhador, aposentado, estudante ou turista.

Conta ouro

A conta ouro tem o nível máximo de segurança na validação de dados dos usuários, o que protege as informações pessoais e pode evitar fraudes.  Este nível exige reconhecimento facial.

No momento em que se faz a biometria facial, usando a câmera de seu celular ou de um computador para confirmar a identidade, a foto precisa ser comparada com uma base de dados para haver o reconhecimento facial.

No gov.br, a comparação é feita com o conjunto de informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE); pelo QR Code da Carteira de Identidade Nacional (CIN) ou, ainda, a partir de um certificado digital compatível com o ICP-Brasil (Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira). Este último sistema permite a emissão de certificados digitais para pessoas físicas e jurídicas.

Entre os serviços que tratam de dados mais sensíveis e, por isso, precisam de segurança reforçada de nível ouro estão: consulta de informações fiscais na Receita Federal; acesso a carteira digital de trânsito; ao Sistema de Valores a Receber (SVR) do Banco Central; assinatura Eletrônica gov.br, Meu INSS, Meu SUS Digital, Enem, Fies, Carteira de Trabalho Digital e Carteira Digital de Trânsito.

Cadastro

Há duas formas para uma pessoa ter uma conta gov.br: criá-la na internet ou pelo aplicativo gov.br.

O cadastro a partir do download do aplicativo no smartphone ou tablet deve ser feito da seguinte forma: digite o seu CPF e clique em “continuar” para criar ou alterar sua conta; faça o cadastro com o preenchimento do formulário com dados que podem ser validados na Receita Federal ou no INSS. O nível de conta Bronze é concedido imediatamente.

Como aumentar o nível da conta

Para subir do nível bronze para o prata é preciso fazer o reconhecimento facial para conferência da fotografia capturada com a foto registrada na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Também é possível validar os dados em um dos 14 bancos credenciados pelo gov.br.

E para ter uma conta Ouro é necessário fazer o reconhecimento facial com base nos dados da Justiça Eleitoral ou pelo QR Code da Carteira de Identidade Nacional (CIN) ou, ainda, a partir de um Certificado Digital compatível com a ICP-Brasil.

Para tirar dúvidas sobre a conta Gov.Br, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos disponibiliza o site.

Fonte: Agência Brasil

STF estabelece medidas contra violência em operações policiais do Rio

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O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu nesta quinta-feira (3) medidas para combater a letalidade policial durante operações da Polícia Militar contra o crime organizado nas comunidades do Rio de Janeiro.

As medidas foram definidas durante o julgamento definitivo da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635, conhecida como a ADPF das Favelas.

A decisão da Corte foi anunciada pelo presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, após a definição de um voto de consenso apresentado em nome dos 11 ministros da Corte.

Conforme a decisão do tribunal,  o governo do Rio deverá seguir diversas regras nessas operações, como o uso proporcional da força policial, câmeras nas viaturas, elaboração de um plano de reocupação de territórios invadidos pelas organizações criminosas, além da entrada da Polícia Federal nas investigações contra milícias e tráfico de drogas interestadual e internacional. 

Medidas adotadas

Câmeras nas viaturas – Em 180 dias, o estado do Rio deverá comprovar a instalação de câmeras nas viaturas das polícias Militar e Civil, exceto nos casos de uso para atividades de investigação. Os equipamentos já são usados nas fardas dos policiais. 

Proporcionalidade no uso da força – As polícias deverão planejar antecipadamente as operações e fazer uso proporcional da força em cada ocasião;

Operações nas proximidades de escolas e hospitais – Devem respeitar o uso da força, principalmente, no horário de entrada e saída das aulas;

Reocupação territorial – Os ministros também determinaram que o governo do Rio elabore um plano de reocupação de áreas dominadas pelas organizações criminosas;

Morte de policiais e de civis – Os agentes que atenderem a ocorrência devem preservar o local do crime até a chegada de um delegado responsável. O Ministério Público também deverá ser comunicado imediatamente;

Ambulâncias em operações policiais – Acompanhamento obrigatório de ambulâncias nas operações;

Policia Federal – O STF determinou a abertura de inquérito para apuração de crimes interestaduais e internacionais cometidos pelas organizações criminosas que atuam no Rio. O trabalho será para combater as milícias, tráfico de armas e drogas e lavagem de dinheiro;

Corregedorias das polícias – Esses órgãos, que devem acompanhar as ocorrências de mortes, terão prazo de 60 dias para finalizar o eventual processo disciplinar; 

Buscas domiciliares – Somente durante o dia, exceto em situações de flagrante, não sendo admitido o ingresso forçado de policiais, se não for nessa circunstância;

Acompanhamento psicológico de policiais – Obrigatoriedade de participação de policiais envolvidos em operações com mortes em programas de assistência psicológica;

Relatórios de operações policiais – A polícia deverá elaborar um relatório das operações e encaminhar ao Ministério Público; 

Críticas

Durante o julgamento, o ministro Edson Fachin, relator do caso, rebateu críticas feitas às restrições da atuação da polícia que foram determinadas pelo STF e disse que as medidas contribuíram para redução dos índices de letalidade policial e de vítimas por disparos da polícia.

“Diante de qualquer narrativa de imputar a decisões do STF a responsabilidade de problemas graves e pré-existente à ADPF, problemas que tanto afligem a população do estado, hão de falar mais alto os fatos”, afirmou. 

Fonte: Agência Brasil

Projeto questiona os limites da tecnologia e propõe abordagem alternativa

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As redes sociais foram tomadas nos últimos dias por versões em animação de fotografias pessoais, nas quais usuários puderam ver e compartilhar como seriam caso fossem personagens do Studio Ghibli, um estúdio de animação japonês fundado em 1985. A funcionalidade foi disponibilizada gratuitamente pelo Chat GPT, ferramenta desenvolvida pela Open AI, empresa e laboratório de pesquisa para inteligência artificial situada nos Estados Unidos.

A inteligência artificial (IA) tem se consolidado como uma das tecnologias mais impactantes da atualidade, mas também gera debates sobre seus desafios e limitações. Em meio a esse cenário, um projeto da Universidade de Brasília (UnB) propõe uma abordagem inovadora para repensar a IA e explorar alternativas baseadas na interpretação humana e na colaboração.

Com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), o estudo envolve uma ampla colaboração entre estudantes da UnB e da Universidade de Troyes, na França. Os pesquisadores franceses desenvolvem novas funcionalidades para a ferramenta TraduXio, enquanto o grupo brasileiro testa e avalia a aplicabilidade.

A tecnologia, baseada na plataforma Hyperglosae, promove a assistência à avaliação e à decisão, distanciando-se da ideia de que a IA deva necessariamente operar por meio de previsão e automatização. Caso os testes confirmem a viabilidade para uso cotidiano, o projeto será considerado um sucesso.

“A inteligência artificial tem um enorme potencial, mas seu uso precisa ser constantemente avaliado à luz de seus impactos sociais, éticos e culturais”

Marco Antônio Costa Júnior, presidente da FAPDF

Com um olhar para o futuro, os pesquisadores esperam que os resultados da pesquisa possam influenciar a regulação da IA e inspirar novas abordagens tecnológicas em diversas áreas. “A inteligência artificial tem um enorme potencial, mas seu uso precisa ser constantemente avaliado à luz de seus impactos sociais, éticos e culturais. Esse projeto representa um passo importante na construção de abordagens mais colaborativas e inclusivas para o futuro da IA”, afirma o presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior.

A pesquisa se baseia na análise das tecnologias de tradução, área que historicamente impulsionou o desenvolvimento da IA. Desde 2006, os pesquisadores envolvidos no projeto trabalham na ferramenta TraduXio, sistema digital colaborativo que propõe um modelo alternativo às soluções tradicionais baseadas em cálculo e previsão. “Nosso objetivo é demonstrar que a noção de conjectura pode ser entendida não como simples cálculo do provável, mas como uma interpretação refinada do plausível”, explica um dos coordenadores do estudo, Philippe Claude.

Soluções alternativas

O projeto se debruça sobre questões éticas e legais associadas ao uso da IA, incluindo vieses algorítmicos e questões de propriedade intelectual. De acordo com os pesquisadores, as tecnologias tradicionais frequentemente ignoram questões como direitos autorais e tornam invisível o trabalho humano. Um exemplo disso foi observado no episódio envolvendo o uso das imagens do Estúdio Ghibli, em que um dos cofundadores, Hayao Miyazaki, declarou que seria um “insulto à própria vida” uma animação feita com inteligência artificial.

A proposta do projeto é, portanto, sensibilizar formuladores de políticas e a comunidade científica sobre a existência de alternativas tecnológicas que priorizam a colaboração humana. “Tecnologia não precisa significar apenas automatização. Podemos desenvolver ferramentas que auxiliam na interpretação e na tomada de decisão, fortalecendo a inteligência coletiva”, destacou Philippe.

Direitos autorais

Sobre a questão envolvendo direitos autorais e o Estúdio Ghibli, Philippe acredita que é um dos casos em que há violação. “É preciso diferenciar várias coisas, como na constituição e formação da IA, os algoritmos são treinados sobre o web comum. Mas por ser comum, no sentido de comumente acessível, não é necessariamente do domínio público. Por exemplo, a Wikipedia é utilizada, mas a enciclopédia é protegida por uma licença. Os produtos derivados são autorizados, na condição de utilizar a mesma licença”, explica o especialista.

No caso observado, com a viralização das ilustrações, Philippe reforça a necessidade de impor restrições legais: “Quando uma IA utiliza esses dados para treinar, ela faz uma obra derivada, mas não respeita a licença. De maneira geral, as IA não respeitam os direitos autorais: daí o risco para várias profissões como dublagem, tradução, entre outras”.

*Com informações da FAPDF

Fonte: Agência Brasília

Obras biográficas do pintor surdo Marcos Anthony chegam à CLDF

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Depois de ser apreciada por milhares de visitantes no Museu Nacional da República, a mostra “Do Silêncio, Fez-se Arte”, que reúne telas biográficas do mineiro Marcos Anthony, chega ao Espaço Cultural Athos Bulcão da Câmara Legislativa, onde permanecerá em cartaz até o dia 30 de abril. Nos quadros do artista – que é surdo –, são perceptíveis aspectos consagrados pela história da arte, com um toque de contemporaneidade, devido à possibilidade de visualização das obras por meio de Realidade Aumentada, numa experiência interativa.

 

 

Entre os trabalhos, a maioria realizada em anos recentes, chama a atenção o óleo sobre tela intitulado “Onde Tudo Começou…”. Em meio ao conjunto de obras de colorido intenso, que assinalam sua maturidade artística, a pequena pintura figurativa, datada de 1983, quando tinha sete anos de idade, marca o início da carreira de Anthony, nascido na cidade de Timóteo (MG). Aos nove anos, ele teve quadros expostos no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, onde passou a residir.

Atualmente, morando em Brasília, Marcos Anthony – que tem formação em arquitetura – é o primeiro pintor surdo a expor individualmente na cidade. Foi também pioneiro, com uma exposição solo na capital de seu estado natal. E é considerado o primeiro artista surdo brasileiro a realizar exposições individuais internacionais. Na sua trajetória, constam ainda mostras coletivas em importantes instituições. Sua obra foi reunida em um livro homônimo ao nome do artista.

Na abertura da exposição, na tarde desta quinta-feira (3), na CLDF, o deputado Robério Negreiros (PSD), além de exaltar a carreira do artista, falou da dedicação do Legislativo local à causa da deficiência. Já Marcos Anthony enfatizou que “o amor” guia a sua trajetória. E, Jane Marrocos, em nome do Conselho Curador de Cultura da Casa, evidenciou a “eloquência” dos trabalhos fazendo um contraponto ao “recôndito silêncio” descrito pelo artista.

Do Silêncio, Fez-se Arte
Pinturas de Marcos Anthony
Visitação: até 30 de abril
Horário: 9h às 19h, segunda a sexta-feira
Local: Espaço Cultural Athos Bulcão – CLDF
Entrada franca

Fonte: Agência CLDF

Aluguel Social anuncia mais 4 mil vagas em Goiânia

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Aluguel Social abre 4 mil vagas em Goiânia
Agehab abre novo período de inscrição do Aluguel Social para Goiânia: beneficiário vai receber R$ 350 durante 18 meses (Foto: Octacílio Queiroz e Edgard Soares)

O Goiás Social anuncia a abertura de mais quatro mil vagas para o Aluguel Social. A Agência Goiana de Habitação (Agehab) publicou um novo edital do Programa Para Ter Onde Morar – Aluguel Social para Goiânia. As inscrições começam na próxima terça-feira (8/4) e vão até 31 de maio próximo.

Para participar do processo de seleção do programa, os interessados devem se inscrever, exclusivamente, por meio do endereço eletrônico aluguelsocial.agehab.go.gov.br ou pelo aplicativo “Aluguel Social”, disponível para Android e iOS.

Os principais critérios para receber o benefício são: cadastro atualizado no CadÚnico, morar há pelo menos três anos no município e não ter imóvel próprio. O candidato também precisa atender a pelo menos um dos requisitos específicos, como superendividamento, moradia improvisada, gasto excessivo com aluguel, ser idoso, deficiente, entre outros.

Aluguel Social

De acordo com a coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, o papel do Estado é apoiar as pessoas que mais precisam com políticas públicas eficientes.

“As despesas com o aluguel consomem grande parte da renda das famílias. Com essa ajuda, elas podem abrir espaço para realizar outros sonhos”, afirma.

Beneficiário que tiver a inscrição aprovada recebe R$ 350 durante 18 meses.

“Desde a criação do Programa Aluguel Social, em 2021, mais de 12,5 mil famílias goianienses já foram contempladas com o subsídio. Nossa intenção é ampliar cada vez mais esta abrangência”, enfatiza o presidente da Agehab, Alexandre Baldy.

O secretário da Infraestrutura, Adib Elias, por sua vez, lembra que o programa foi criado justamente para atender mais rapidamente às necessidades de famílias que engrossam as fileiras do déficit habitacional. “Já superamos a marca de 73 mil famílias atendidas com Aluguel Social em Goiás”, arremata.

Serviço:

Assunto: Agehab abre inscrição do Aluguel Social para Goiânia
Onde: No site www.goias.gov.br/agehab ou no aplicativo Aluguel Social
Quando: de 8 de abril a 31 de maio de 2025

Agência Goiana de Habitação (Agehab) – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás