Início Site Página 1079

Metade dos brasileiros quer comprar ovos de Páscoa, diz pesquisa

0

A maior parte dos brasileiros – 52% – tem intenção de comprar ovos de Páscoa este ano. Os gastos médios com os chocolates em geral, devem ficar em R$ 59,00. Em média, cada consumidor deseja comprar três produtos. Os dados são da pesquisa “A paixão do brasileiro pelo chocolate”, feita pela Nexus e divulgada nesta sexta-feira (11), em São Paulo.

Um dado curioso do estudo é que quatro em cada dez brasileiros (43%) nunca compraram sequer um ovo de Páscoa. Paralelamente, 37% disseram adquiriram sempre o produto e outros 19%, às vezes.

O preço alto foi o principal motivo apontado para não comprar ovos ou outros tipos de chocolate para 36% dos entrevistados. O valor do produto foi o dado mais relevante entre os mais jovens (43% na faixa etária de 18 a 24 anos).

A pesquisa mostrou, ainda, que o hábito de consumir ovos de chocolate todos os anos é mais comum entre moradores da região Sudeste (40%), com idades entre 35 e 40 anos (44%), renda familiar acima de cinco salários mínimos (49%) e filhos menores de 18 anos (50%).

Pico das compras será até dia 20

O levantamento revela, também, que 18% entre aqueles 52% que desejam comprar ovos de Páscoa neste ano já foram ao comércio. Os que ainda vão às compras até o domingo de Páscoa (20 de abril) somaram 34%. 

Uma curiosidade do estudo é que 21% das pessoas com renda familiar até um salário mínimo já compraram seus produtos. E 45% entre os com maior renda (acima de cinco salários mínimos) ainda não adquiriram nem ovos ou chocolates para a Páscoa.

Além disso, a pesquisa mostra, ainda, que 45% entre os que desistiram de comprar ovos este ano, quase metade (21%) tenciona adquirir outros tipos de chocolate, sendo que 27% não planejam nenhuma aquisição do tipo.

A pesquisa consultou duas mil pessoas em todo o país, com idades a partir de 18 anos, entre os dias 27 e 31 de março de 2025. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Fonte: Agência Brasil

Lula apoia Dinamarca contra anexação da Groenlândia pelos EUA

0

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou, nesta sexta-feira (11), apoio e solidariedade à Dinamarca na questão da anexação da Groenlândia pelo Estados Unidos. O presidente americano, Donald Trump, manifesta reiteradamente o desejo de anexar o território autônomo dinamarquês no Ártico ao país norte-americano.

Lula recebeu telefonema da primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, com quem conversou sobre o contexto geopolítico atual e outros temas de interesse dos dois países.

Sobre a Groenlândia, a Dinamarca já reafirmou que o território não está aberto à anexação e líderes regionais já denunciaram a “interferência estrangeira”

Em meados de março, Trump afirmou que a anexação pelos Estados Unidos acabará por acontecer para promover a segurança internacional.

O território autônomo procura obter a soberania, mas continua financeiramente dependente da Dinamarca. Embora todos os principais partidos da Groenlândia sejam favoráveis à independência do território a mais ou menos longo prazo, nenhum deles apoia a ideia de uma ligação aos Estados Unidos.

A ilha ártica, com 2 milhões de quilômetros quadrados, 80% dos quais cobertos de gelo, tem população de apenas 56 mil habitantes. A região é importante do ponto de vista geoestratégico. Os Estados Unidos mantêm uma base militar no norte da ilha, como parte de um amplo acordo de defesa assinado em 1951 entre Copenhague e Washington.

Além da localização estratégica no Ártico, a Groenlândia é cobiçada por seus recursos naturais, embora a prospecção de petróleo e a extração de urânio sejam proibidas.

Política internacional

Outro assunto do telefonema entre Lula e Frederiksen  foram as alterações tarifárias em curso no cenário internacional, iniciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 

“Ambos concordaram com a importância da defesa dos princípios do multilateralismo, especialmente no que diz respeito ao livre comércio”, diz nota da Presidência.

Na conversa, que durou cerca de 40 minutos, os líderes manifestaram a determinação de trabalhar juntos pela finalização do acordo comercial Mercosul-União Europeia, negociado há mais de 20 anos. 

No segundo semestre, o Brasil estará na presidência do bloco sul-americano e a Dinamarca na presidência rotativa do Conselho da União Europeia.

O presidente Lula reforçou, ainda, o convite para que a primeira-ministra dinamarquesa visite o Brasil no segundo semestre, tanto para participar da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em novembro, em Belém, quanto da Cúpula Brasil-União Europeia, cuja data ainda será definida.

Fonte: Agência Brasil

Fundo Amazônia financia reflorestamento em terras indígenas

0

A terceira chamada pública do projeto Restaura Amazônia foi lançada nesta sexta-feira (11) durante a programação do Abril Indígena e vai selecionar 90 ações de restauração florestal em Terras Indígenas (TI). Serão destinados R$ 150 milhões do Fundo Amazônia para iniciativas de restauração ecológica com espécies nativas, sistemas agroflorestais e produção de alimentos.

O edital alcança três macrorregiões, sendo a primeira constituída pelos estados do Amazonas, Acre e de Rondônia, a segunda por Mato Grosso e Tocantins e a terceira formada pelo Pará e Maranhão. Cada uma terá R$ 46 milhões.

Segundo a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, o objetivo é atuar na recuperação de seis milhões de hectares de floresta na principal área de desmatamento na Amazônia, que passará a ser conhecida como Arco da Restauração e também alcança terras indígenas.

“Temos feito seguidamente editais como, por exemplo, o aporte de recursos para fortalecer o Corpo de Bombeiros para que possamos enfrentar incêndios ou restaurar aquilo que foi destruído”, explicou.

Poderão ser inscritas propostas que alcancem áreas de 50 a 200 hectares com valores entre R$ 1,5 milhão a R$ 9 milhões e que tenham a participação obrigatória de indígenas no projeto. As inscrições vão até o dia 19 de julho.

Durante o lançamento do edital, a ministra destacou que todos os esforços que têm sido feitos para a redução do desmatamento e consequente diminuição das emissões de gases do efeito estufa contribuem para o avanço na captação de mais doações de outros países para o Fundo Amazônia.

“Nesses dois últimos anos, nós reduzimos algo em torno de 450 milhões de toneladas de CO2, o que fez com que a gente pudesse fazer uma captação que dobrou os recursos do Fundo Amazônia”, observou.

Saúde indígena

O projeto Saúde e Território também foi contemplado pelo Fundo Amazônia, com um desembolso de R$ 31,7 milhões, e é a primeira iniciativa de apoio estruturado à saúde.

A iniciativa irá além da Amazônia Legal e atenderá 19 terras indígenas no Vale do Ribeira paulista e no litoral do Paraná, na região do complexo estuarino-lagunar de Iguape-Cananéia-Paranaguá, que contém os principais trechos de floresta de alta integridade da Mata Atlântica.

Somando projetos em outros setores, o Fundo Amazônia destinou R$ 467 milhões aos povos originários.

Valores

O programa Restaura Amazônia lançou o primeiro edital em dezembro de 2024, no valor de R$ 92 milhões, tendo como foco prioritário a restauração das unidades de conservação.

A segunda chamada pública da série foi lançada em março, também no valor de R$ 150 milhões, tendo como foco prioritário em assentamentos da reforma agrária.

Fonte: Agência Brasil

Enfermeiros obstetras são homenageados na CLDF

0

Responsáveis pelos cuidados especializados durante o trabalho de parto, os enfermeiros obstetras do Distrito Federal foram homenageados na manhã de hoje (11) em sessão solene realizada pela Câmara Legislativa. A iniciativa da solenidade partiu da deputada e enfermeira obstetra Dayse Amarilio (PSB), que prestou homenagem às suas ex-professoras e colegas e deixou um recado aos que estão em formação. “Gostaria de dizer aos residentes em enfermagem obstétrica que as coisas são conquistadas com conhecimento. Com um início saudável, podemos ter um futuro de esperança”, disse a deputada.

A parlamentar saudou a disseminação do parto humanizado no DF e também defendeu uma pauta importante para a categoria, que é a regulamentação da mudança de especialidade na Secretaria de Saúde para que os profissionais possam atuar nas áreas em que estão qualificados. Outro ponto abordado pela deputada é o combate à violência obstétrica. “Estamos lutando para que a violência obstétrica seja um evento de notificação obrigatória. A violência obstétrica existe, está definida, mas ninguém sabe onde está acontecendo. Sem dados não se faz política pública”, afirmou Dayse Amarilio.

 

Foto: Rinaldo Morelli/ Agência CLDF

Mudança de especialidade – Em relação à regulamentação da mudança de especialidade, a diretora de enfermagem da Secretaria de Saúde, Gabriela Noleto, garantiu que em breve a reivindicação será atendida. “Já elaboramos a minuta da portaria de mudança de especialidade. Vamos de fato organizar essa parte para que a assistência possa continuar sendo prestada”, declarou.

Para a enfermeira obstetra aposentada Gerusa Amaral de Medeiros, houve avanços significativos na forma como são realizados os partos no DF. “No ano 2000 tivemos a primeira conferência sobre parto humanizado. Antes disso as mães eram muito violentadas. O parto humanizado, que era um sonho, hoje é realidade. Eu sempre digo que é um privilégio muito grande poder trabalhar como enfermeira obstetra e poder ajudar uma mulher num momento tão delicado”, disse Gerusa.

Residentes

A coordenadora de residência da Secretaria de Saúde, Kelly da Silva Cavalcante Ribeiro, deu a dimensão do quadro atual de enfermeiros obstetras residentes atuando na rede de saúde pública. “Atualmente nós instituímos a assistência mínima de 120 partos por residente durante seu período de residência, e isso representa uma assistência a 1.800 mulheres por ano. Hoje nós temos uma média de 15 novos enfermeiros obstetras formados por ano e ao longo dos últimos 25 anos já formamos 300 desses profissionais”, explicou.

Kelly da Silva também listou as conquistas para as mulheres em trabalho de parto que foram alcançadas graças às lutas dos enfermeiros obstetras. “Os enfermeiros obstetras contribuíram para as práticas realizadas ao buscar garantir um tempo adequado para partejar com a mulher, ao lutar pela implementação de uma dieta específica dentro do centro obstétrico para as mulheres, ao permitir a presença do acompanhante, inclusive com uma cadeira dentro do centro cirúrgico para que possa assistir ao parto e ao lutar pelos recursos facilitadores do parto”, observou.

 

Foto: Rinaldo Morelli/ Agência CLDF

Números

O quadro atual da enfermagem obstétrica foi completado pela gerente de enfermagem obstetra e neonatal da Secretaria de Saúde, Gabriele Oliveira Medeiros de Mendonça. “Temos hoje 172 enfermeiros obstetras concursados, aproximadamente 50 enfermeiros generalistas que atuam como enfermeiros obstetras e esperamos que todos façam a adesão à mudança de especialidade. Foram feitos 6 mil partos com enfermeiros obstetras no ano passado. Antes disso, não passavam de 300 que eram realizados pela Casa de Parto de São Sebastião”, detalhou.

Falando em nome da Casa de Parto de São Sebastião, a gerente Luciana Moreira Moura Vilefort defendeu o trabalho realizado pela instituição, que presta apoio às mulheres que desejam ter parto natural. “É preciso muita sabedoria e conhecimento para deixar o processo do parto ocorrer naturalmente. Hoje temos um serviço estruturado. Temos indicadores que comprovam nossa qualidade e segurança. A quem me pergunta se é seguro nascer na Casa de Parto, eu mostro números que comprovam o serviço de excelência que é prestado”, disse Luciana.

A presidenta da seção do Distrito Federal da Associação Brasileira de Enfermagem, Karine Rodrigues Fonseca, lembrou que é fundamental que a categoria se mantenha unida em defesa dos seus direitos. “Aos jovens que estão se formando eu digo que não basta estudar e perseguir a melhor prática, é necessário também se organizar e se fortalecer para defender tanto os interesses das mulheres, mas também os interesses da profissão, que é composta em sua maioria também por mulheres”, aconselhou.

Fonte: Agência CLDF

Deputada Célia Xakriabá denuncia violência policial durante marcha

0

A deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG) protocolou nesta sexta-feira (11) uma representação criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o Governo do Distrito Federal e órgãos de Segurança Pública . A parlamentar denuncia que houve atos de violência policial durante manifestação indígena de integrantes do Acampamento Terra Livre (ATL) em frente ao Congresso Nacional, na noite de ontem, e que foi agredida.

O ATL reúne em Brasília mais de sete mil indígenas de todas as regiões do país. Nesta quinta-feira (10), os ativistas fizeram uma marcha programada pelo acampamento intitulada A Resposta Somos Nós, em direção ao Congresso Nacional, contra a Lei 14.701, a Lei do Marco Temporal para a demarcação de terras indígenas e a Câmara de Conciliação do STF. Nas proximidades do Congresso, a marcha foi reprimida pela polícia.

A deputada relata que a ação contra a manifestação pacífica dos indígenas foi desproporcional. Célia conta que foi atingida por gás de pimenta e gás lacrimogêneo lançados por integrantes da Polícia Legislativa do Congresso Nacional e da Polícia Militar do Distrito Federal (DF). Além de ter sido atingida por gás lacrimogêneo, Célia diz que foi impedida pelos agentes de segurança de acessar o Congresso Nacional, mesmo após se identificar como parlamentar.

Entre os crimes alegados na representação estão racismo, por impedir o acesso da parlamentar indígena ao Congresso; violência política e de gênero, por ataques direcionados a uma mulher indígena no exercício do mandato; lesão corporal, pelos ferimentos causados; e omissão de socorro, já que o Corpo de Bombeiros teria negado atendimento imediato a indígenas feridos.

“Não é apenas sobre mim. É sobre o que significa, para o Estado, ver uma mulher indígena exercendo seu mandato ao lado de seu povo. E é sobre como esse mesmo Estado reage quando a democracia é vivida do nosso jeito: com reza, canto e resistência”, afirmou Célia, em entrevista à imprensa nesta sexta-feira.

O documento cita ainda uma reunião prévia da Secretaria de Segurança Pública do DF onde um participante identificado como “iPhoneDeca” teria dito “Deixa descer logo… Deixa descer e mete o cacete se fizer bagunça”. A gravação foi anexada ao processo como prova de incitação à violência.

Na representação, Célia pede ao STF a investigação e punição dos responsáveis, além do acesso às gravações das operações policiais e um pedido público de desculpas do GDF.

Apoio

A ação policial repercutiu entre parlamentares, integrantes do governo e lideranças indígenas. A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, se manifestou em uma rede social e disse repudiar o episódio de violência.

“O ATL é a maior mobilização indígena do mundo, e acontece em Brasília justamente para mostrar a todas as esferas de poder a mensagem dos povos indígenas. Meu repúdio total à inaceitável violência que vimos hoje no Congresso. Os povos indígenas merecem respeito!”, escreveu.

A deputada federal e ex-ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário (PT-RS), também se solidarizou com Célia Xacriabá e os manifestantes.

“A marcha dos povos indígenas sofreu grave repressão hj em Brasília. Nada justifica as cenas ao redor da Câmara dos Deputados. Nesta semana, o Acampamento Terra Livre foi homenageado no Plenário. Toda solidariedade à Deputada @celiaxakriaba e a todas as pessoas atingidas”, disse.

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) criticou a ação policial, afirmando que o acesso ao Congresso Nacional virou armadilha para deixar indígenas expostos à violência das bombas

Em nota, o Cimi disse que a manifestação ocorre num momento em que a vida dos povos indígenas está sendo ameaçada e agredida diariamente em seus territórios.

“Os povos receberam mais uma vez a resposta da repressão e das bombas de gás lacrimogêneo. Várias pessoas ficaram desacordadas ou com falta de ar e precisaram de atendimento médico. O acesso à Alameda dos Estados, que não tinha sido impedido em um primeiro momento, tornou-se uma espécie de armadilha para ficarem expostos à violência das bombas”, diz a nota.

O Conselho apontou que houve uso desnecessário e desmedido de substâncias químicas e da força policial e cobrou a a responsabilização dos autores.

“Manifestamos nossa solidariedade com os povos indígenas do Brasil, com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e com a deputada federal Célia Xakriabá, que também foi alvo da violência. Reafirmamos nosso compromisso com os povos originários, em sua legítima luta pela vida e por seus direitos fundamentais, contribuição imprescindível para a defesa da democracia em nosso país”, diz o Cimi.

Correligionárias de Célia Xacriabá, as deputadas Talíria Petroni (PSOL-RJ) e Erika Hilton (PSOL-SP) também criticaram a ação policial e cobraram providências dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

“Como disse Celia, ser mulher indígena no Parlamento é resistir diariamente ao apagamento e à violência. Reprimir povos originários e suas lideranças é atacar a democracia! Todo nosso repúdio!”, escreveu Talíria 

“Essa agressão pela própria Polícia do Congresso contra uma parlamentar e contra os povos indígenas reivindicando seus direitos não passará impune. E exigimos respostas de Davi Alcolumbre, Presidente do Senado, e Hugo Motta, Presidente da Câmara”, criticou Erika Hilton.

Congresso

A assessoria da Câmara disse, por meio de nota, que os indígenas romperam a linha de defesa da PM-DF, derrubaram os gradis, invadindo o gramado do Congresso.

“As Polícias Legislativas Federais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal usaram agentes químicos para conter a invasão e impedir a entrada no Palácio do Congresso”, diz a nota.

Já a assessoria do Senado disse que a dissuasão foi realizada exclusivamente por meios não letais e que “a ordem foi restabelecida”.

“A Presidência do Congresso Nacional reforça seu respeito aos povos originários e a toda e qualquer forma de manifestação pacífica. No entanto, é indispensável que seja respeitada a sede do Congresso Nacional e assegurada a segurança dos servidores, visitantes e parlamentares”, diz a nota.

Fonte: Agência Brasil

Redes de ensino têm até dia 17 para aderir à Prova Nacional Docente

0

As redes públicas de ensino municipais, estaduais e do Distrito Federal interessadas em usar os resultados da Prova Nacional Docente (PND) para selecionar futuros professores da educação básica devem aderir ao exame até 17 de abril.

A prova tem o objetivo de induzir o aumento de professores efetivos nas redes de ensino do Brasil, por meio da realização de concursos públicos.

Na primeira edição, a PND usará como referência a prova do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas, anualmente aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), de forma descentralizada, em todo o território nacional, sempre no último trimestre do ano.

Os resultados da prova terão validade de três anos.

O Inep estima que, em 2025, o país terá cerca de 250 mil formandos em licenciaturas, “potenciais candidatos a ocupar cargos e posições nas secretarias de educação”, diz nota do instituto.

Como aderir

O processo de adesão voluntária ao chamado de Enem dos Docentes é feito online pela Secretaria de Educação municipal, estadual ou do Distrito Federal pelo site do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), com login no portal de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.

Em seguida, no módulo Prova Nacional Docente (PND), o gestor da área de educação deve selecionar a aba Adesão, no menu principal, e responder ao questionário.

Nesse momento, os entes federativos deverão informar a previsão de realização de processos seletivos para professores da educação básica em sua rede. Por fim, o responsável deverá assinar eletronicamente termo de adesão.

Editais próprios

A Prova Nacional Docente não substitui o processo seletivo das redes. Por isso, após a confirmação da adesão pelo Inep, a respectiva secretaria de educação deverá cadastrar o próprio edital de seleção até 25 de junho, no mesmo Simec, indicando o uso da nota da Prova Nacional Docente como parte da seleção.

O Ministério da Educação (MEC) preparou um guia prático para apoiar estados e municípios na adoção da PND em seus processos seletivos, principalmente, na elaboração dos seus editais de seleção.

Em 30 de junho, o Inep deverá divulgar os editais e as vagas disponíveis.

Autonomia

Mesmo com a adesão voluntária ao exame unificado, o gestor de educação não é obrigado a usar os resultados em todos os seus processos seletivos.

Porém, se o gestor de educação decidir usar os resultados da PND, estes poderão ser aproveitados em concursos públicos ou processo seletivo simplificado, como mecanismo único ou complementar de seleção dos docentes.

Nesse caso, os estados, municípios e o Distrito Federal podem estabelecer outros critérios de recrutamento, como prova prática ou de títulos.

Mais Professores

A Prova Nacional Docente é um dos eixos do Programa Mais Professores para o Brasil, lançado em janeiro deste ano.

Além de contribuir para que os entes federativos selecionem profissionais mais qualificados para suas redes de ensino, o exame tem o objetivo de ajudar a União, os estados, os municípios e o Distrito Federal a formular e avaliar as políticas públicas de formação inicial e continuada de professores e permitir a autoavaliação dos participantes da prova.

O governo federal calcula que o programa atenderá 2,3 milhões de docentes em todo o país com as seguintes iniciativas, além da PND: Pé-de-Meia Licenciaturas, Bolsa Mais Professores, Portal de Formação e ações de valorização em parceria com bancos públicos e outros ministérios. 

Fonte: Agência Brasil

Goiás vai devolver ICMS cobrado sobre energia solar

0
Governo vai devolver R$ 31 milhões em ICMS cobrado sobre energia solar
Caiado afirma que Estado vai devolver 100% do ICMS sobre energia solar: estímulo à produção de energia limpa (Foto: Rômullo Carvalho)

Após o Estado deixar de cobrar, em janeiro deste ano, o Imposto sobre Circulação de Bens e Serviços (ICMS), aplicado aos geradores de energia solar pelo uso da estrutura da rede de distribuição, o governador Ronaldo Caiado afirmou, nesta sexta-feira (11/4), que todo o valor anteriormente pago será restituído.

A medida vai beneficiar 256.782 mil contribuintes com a devolução de R$ 31 milhões.

“Não deixamos apenas de cobrar, estamos dando um passo a mais: a devolução do dinheiro. É uma diminuição da conta de energia do gerador, que pagou um valor a mais em dezembro. Ele terá esse crédito até que seja quitado 100% do valor”, explicou o governador. “Essa ação valoriza cada vez mais a utilização da energia fotovoltaica, fonte limpa de energia, que deve ser ampliada no dia a dia”, acrescentou.

Energia solar

A medida vale ainda para os retroativos dos meses de novembro, outubro e setembro, cobrados junto com a conta de dezembro. O objetivo é evitar que esses geradores sejam penalizados com a cobrança excessiva de tributos e fortalecer o segmento.

“Estamos atentos no sentido de, cada vez mais, construir um ambiente favorável para esses investimentos aqui no estado”, disse o vice-governador Daniel Vilela.

Desde dezembro de 2024, o governo vinha recolhendo o ICMS por força da Lei Federal nº 14.300/2022, conhecida como Marco Legal da Microgeração e Minigeração Distribuída, mecanismo que obrigava a cobrança. No entanto, uma ação judicial movida pelos partidos União Brasil e MDB resultou em uma liminar, no Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), garantindo a suspensão do imposto a partir deste ano.

O argumento levado ao Judiciário é de que não há transação comercial na utilização da rede da concessionária, uma vez que a mesma é feita apenas para armazenamento da produção excedente. O secretário Geral de Governo (SGG), Adriano da Rocha Lima, informou que embora o Estado deixe de arrecadar, haverá compensação com o ganho para os produtores residenciais e empresariais, gerando emprego e renda no setor.

Para o presidente da Frente Goiana de Geração Distribuída, João Felipe Prado, a iniciativa torna o Estado um exemplo no Brasil. “O Governo de Goiás escutou nossa reivindicação, com atendimento imediato. Para todo o setor, é uma ação muito importante e única, pois em nenhum outro Estado o governo teve tanta participação para suspender o tributo cobrado de forma indevida”, ressaltou.

Diversos estados brasileiros realizam a cobrança do ICMS sobre a energia solar. A alíquota é aplicada sobre a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD), equivalente ao custo do uso da rede de distribuição de energia, que inclui postes, transformadores e subestações. Regulada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), possui como agente arrecadador, em Goiás, a concessionária Equatorial.

Crescimento

Conforme informações da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Goiás conta hoje com 1.867,8 GW de potência instalada em sistemas solares fotovoltaicos, posicionando-se em sexto lugar no ranking nacional. Em 2022, o Estado era o sétimo do Brasil. Já Goiânia ocupa atualmente a quinta posição no país em produção de energia solar.

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Dois torcedores do Colo-Colo morrem antes de jogo contra Fortaleza

0

Dois adolescentes torcedores do Colo-Colo – uma menina de 13 anos e um garoto de 18 – morreram nas proximidades do Estádio Monumental em Santiago (Chile), em meio à confusão antes do início da partida contra o Fortaleza, na noite de quinta-feira (10), pela Copa Libertadores. De acordo com a imprensa local, houve tumulto e confronto com a polícia na entrada do estádio após tentativa de invasão por torcedores do time chileno, pouco depois do início da partida, válida pela segunda rodada da fase de grupos. Do lado de dentro do estádio, torcedores invadiram o campo, em protesto pela mortes, forçando a suspensão do jogo.  

“O que se sabe é que uma das barras esmagou esses dois jovens com um peso maior”, disse o promotor Francisco Mores à imprensa local. “Está sendo investigado se um carro da polícia esteve envolvido na morte.”

A Conmebol cancelou oficialmente a partida após 73 minutos do início do jogo. A Associação Nacional de Futebol Profissional do Chile (ANFP) lamentou as mortes e pediu às autoridades chilenas que adotem medidas para enfrentar a “atual crise de segurança” no futebol do país.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, também expressou pesar pela morte dos adolescentes e reprovou a violência.

“Estou profundamente consternado ao saber dos trágicos incidentes ocorridos antes da partida da CONMEBOL Libertadores entre Colo Colo e Fortaleza em Santiago do Chile”, publicou Infantino nas redes sociais, “A FIFA condena decididamente os atos de violência ocorridos no âmbito da mencionada partida. Como já dissemos muitas vezes, a violência não deve ter lugar no futebol”.


nota de pesar, Gianni INfantino, Fifa, Colo-Colo, torcedores, mortes
nota de pesar, Gianni INfantino, Fifa, Colo-Colo, torcedores, mortes

Reprodução Instagram / Gianni Infantino

Em nota oficial, a CBF lamentou “profundamente a morte dos dois torcedores chilenos” e afirmou que enviou ao diretor de competições da Conmebol Fred Fernandes um pedido de concessão de vitória ao Fortaleza, por 3 a 0, devido à responsabilidade do clube mandante da partida, o Colo-Colo, como previsto no Código Disciplinar (artigo 6, item 3, “g” e 24). Além disso, na manha de hoje (11), a CBF enviou denúncia aos Órgãos Judiciais da Conmebol, solicitando que o Fortaleza seja declarado o vencedor da partida.

O Fortaleza publicou nota oficial, lastimando as mortes e os episódios de violência no estádio, e reiterou que o “departamento jurídico do clube está trabalhando com o intuito que haja as punições previstas no regulamento da competição, para que, de maneira pedagógica, incidentes como esse não se repitam’.

* Com informações da Reuters.

Fonte: Agência Brasil

Terminais Padre Pelágio e Praça A começam a ser reformados

0
Estrutura provisória, montada nas proximidades do terminal Praça A, possui diversos locais de embarque e desembarque (Fotos: Edina Ferreira)

As obras para modernizar os terminais Padre Pelágio e Praça A, em Goiânia, começam neste sábado (12/04). As melhorias incluem novas plataformas, banheiros, câmeras de segurança, iluminação em LED e áreas comerciais. A expectativa é beneficiar mais de 95 mil passageiros com ambientes mais seguros e confortáveis.

A iniciativa integra o projeto Nova Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (Nova RMTC), coordenado pela Secretaria-Geral de Governo.

“Essa é uma das etapas importantes na entrega de um novo modelo de transporte. Os investimentos por meio do subsídio da tarifa vão resultar em um serviço de referência internacional”, destaca o secretário Adriano da Rocha Lima.

Obras no Terminal Padre Pelágio começam neste sábado

Após 27 anos sem reformas, o terminal Padre Pelágio, localizado na saída para Trindade, começa a ser revitalizado. A operação dos ônibus seguirá normalmente, com os pontos de embarque e desembarque realocados dentro do próprio terminal.

A estrutura terá três novos acessos, três plataformas para linhas alimentadoras e uma central para o BRT Leste-Oeste. As melhorias incluem ainda iluminação em LED e sistemas modernos de monitoramento, sonorização e comunicação.

Terminal Praça A será totalmente reconstruído

Também neste sábado (12/04), o terminal Praça A será desativado temporariamente. O atendimento aos passageiros será feito em uma estrutura provisória ao lado, perto da Estação Hemocentro, com bilheteria, banheiros, catracas, segurança e acessibilidade.

Na nova estrutura, o terminal contará com cinco plataformas — uma para o BRT e quatro para linhas alimentadoras. Também estão previstas salas administrativas, espaço para a Polícia Militar, vestiários, refeitório, gerador e usina fotovoltaica.

Fonte: Portal Goiás

Hospitais de Base e Regional de Santa Maria recebem novos leitos para atendimento pediátrico

0

Atendendo a uma solicitação da Secretaria de Saúde (SES-DF), o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) está abrindo novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTI Pediátrica) no Hospital de Base (HBDF) e leitos de Unidade de Cuidados Intermediários Pediátricos (Ucip) no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). A iniciativa tem o propósito de atender a alta demanda por conta da sazonalidade infantil para síndromes respiratórias.

“Todo o processo de mudança e ajuste dos aparelhos foi estrategicamente montado para garantir a segurança, o conforto e o bom tratamento dos pacientes”

Guilherme Porfírio, superintendente do HBDF

No Hospital de Base, que já contava com 20 leitos de UTI Pediátrica, foram criados mais dez leitos exclusivos para atender casos mais graves de crianças com síndromes respiratórias.

“O Hospital de Base sempre está a postos para atender as necessidades da Secretaria de Saúde do DF; diante disso, estamos fazendo uma ação temporária, enquanto durar a sazonalidade das síndromes respiratórias”, afirma o superintendente do HBDF, Guilherme Porfírio.

Para que fosse possível adquirir esses novos leitos, o HBDF recebeu o empréstimo de berços pediátricos do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) e monitores do Hospital da Criança de Brasília (HCB). “Todo o processo de mudança e ajuste dos aparelhos foi estrategicamente montado para garantir a segurança, o conforto e o bom tratamento dos pacientes”, explica Guilherme.

Reforço

O esforço para a criação de novos leitos vem para que seja possível ajudar a população do Distrito Federal a enfrentar com menor impacto e mais qualidade a sazonalidade infantil de síndromes respiratórias. “A ideia é deixar esses leitos para o atendimento pediátrico enquanto durar a sazonalidade”, complementa o médico.

Já no Hospital Regional de Santa Maria, está sendo organizada a abertura de 15 leitos de Ucip que são considerados como semi-intensivos. “São leitos destinados a pacientes semicríticos que precisam de cuidados intensos, porém de gravidade intermediária, que necessitam de monitorização e avaliação contínua”, detalha a superintendente do HRSM, Eliane Abreu.

Os 15 novos leitos de Ucip do HRSM ficarão localizados no primeiro andar da unidade, onde já funcionam as enfermarias de pediatria e a Unidade de Cuidados Prolongados Pediátricos (UCPPed). “Foi feita uma compra emergencial, e estamos aguardando a chegada dos itens necessários para montar a Ucip”, afirma Eliane. “Estamos unindo todos os esforços para garantir o atendimento de todas as crianças que buscam atendimento médico em nossas unidades”.

*Com informações do IgesDF

Fonte: Agência Brasília