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Juristas acusam Trump e Bukele de crimes por prisão de venezuelanos

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A Associação Americana de Juristas (AAJ) acusou os governos dos presidentes Donald Trump, nos Estados Unidos (EUA), e Nayib Bukele, em El Salvador, de crimes contra humanidade pela detenção e transferência forçada de 252 imigrantes venezuelanos para megaprisão de supostos “terroristas” de El Salvador.

“Cidadãos venezuelanos foram detidos e expulsos de forma arbitrária, forçada e humilhante, em violação ao direito à revisão judicial nos EUA, à lei constitucional dos EUA e aos pactos e convenções de direito público internacional e direitos humanos”, diz a declaração publicada nesta quinta-feira (28) pela AAJ.

A organização não governamental (ONG) AAJ foi fundada em 1975, reúne juristas de todos os países das Américas, com sede no Panamá, e atua com denúncias de violações de direitos humanos nos órgãos das Nações Unidas (ONU).

Segundo a Associação, Trump e Bukele seriam corresponsáveis por crimes de lesa humanidade previstos no artigo 7º do Estatuto de Roma, entre eles: deportação ou transferência forçada de uma população; prisão em violação das normas fundamentais do direito internacional; desaparecimento forçado de pessoas; e perseguição de grupo ou coletividade por motivos políticos.

“As violações do devido processo legal, as transferências forçadas e a falta de comunicação com advogados são agravadas pela ocultação prévia de sua identidade e pela falta de informações sobre suas condições médicas”, afirma a organização.

A AAJ diz ainda que o governo Trump violou as emendas quinta e sexta da Constituição estadunidense. Esses dispositivos afirmam que nenhuma pessoa será obrigada a responder a um delito se não em virtude de uma acusação por um jurado, e que os acusados devem ter direito a um julgamento imparcial.

Entenda

No início de março, cerca de 250 imigrantes venezuelanos foram transferidos à força para prisão de segurança máxima de El Salvador acusados de integrarem uma organização criminosa da Venezuela chamada Tren de Aragua.

Trump evocou uma Lei de Inimigos Estrangeiros de 1798, usada apenas em tempos de guerra, para deportar os imigrantes sem direito a um processo legal. O uso da legislação acabou suspensa temporariamente pela Corte Suprema dos EUA diante das denúncias de irregularidades feitas por organizações de direitos humanos do país norte-americano.

Famílias dos imigrantes venezuelanos alegam que eles não eram criminosos e muitos foram associados à organização Tren de Aragua unicamente por terem tatuagens. O governo da Venezuela denunciou o caso à Comissão de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, e pede a devolução dos presos em El Salvador.

Na última semana, após mais de um mês sem responder aos apelos do governo de Caracas, Bukele manifestou que trocaria os presos venezuelanos por supostos “presos políticos” da Venezuela. A sugestão causou indignação do governo de Nicolas Maduro, que recusou a oferta.

Para Associação Americana de Juristas, a repercussão do caso demonstra haver uma agenda política por trás das prisões. “A detenção de venezuelanos nas prisões de El Salvador, no contexto de uma negociação anterior em prol de direitos humanos e da subsequente oferta de troca por supostos presos políticos na Venezuela, demonstra uma agenda política, gerando graves violações de direitos humanos”.

Ainda segundo a organização, esse caso lembra os campos de concentração da Alemanha nazista e alerta para o risco de “o tráfico de pessoas se espalhar para outros países da nossa região”.

Trump e Bukele


U.S. President Donald Trump signs an executive order in the Oval Office of the White House in Washington, U.S., February 10, 2025. Reuters/Kevin Lamarque/Proibida reprodução
U.S. President Donald Trump signs an executive order in the Oval Office of the White House in Washington, U.S., February 10, 2025. Reuters/Kevin Lamarque/Proibida reprodução

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – REUTERS/Kevin Lamarque/Proibida reprodução

O presidente dos EUA, Donald Trump, alega que os serviços de segurança e inteligência verificaram que todos os imigrantes eram membros de organização criminosa. Além disso, justificou que não seria possível realizar julgamentos de tantos casos de “criminosos estrangeiros” e que estaria fazendo o que “foi eleito para fazer”.

“Não podemos dar a todos um julgamento, porque isso levaria, sem exagero, 200 anos. Precisaríamos de centenas de milhares de julgamentos para as centenas de milhares de ilegais que estamos enviando para fora do país”, disse em uma rede social após a Corte Suprema suspender o uso da Lei de Inimigos Estrangeiros para transferir imigrantes. 

Já o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, recebeu os presos em troca de recursos financeiros e de ajuda com “inteligência” do governo dos EUA. O presidente centro-americano também sustenta que respeita os direitos humanos.

“Nós não temos presos políticos. Todos os venezuelanos que temos sob custódia foram detidos como parte de uma operação contra gangues como a Operação Trem de Aragua, nos Estados Unidos (EUA)”, justificou Bukele.

O presidente de El Salvador governa há mais de três anos por meio de decretos de Estado de Exceção, com suspensão de direitos individuais, é acusado por organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional, de prisões arbitrárias e prática sistemática de tortura no Centro de Confinamento de Terroristas (Cecot), onde milhares de presos não teriam direito a defesa e seriam submetidos a julgamentos em massa.

Fonte: Agência Brasil

Conab estima produção de 663,4 milhões de toneladas de cana

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As condições climáticas desfavoráveis na Região Sudeste influenciaram negativamente as previsões para a produção de cana-de-açúcar no país no ciclo 2025/26, reduzindo em 2% o volume na comparação com o resultado obtido no ciclo anterior.

A expectativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de que sejam colhidas 663,4 milhões de toneladas, segundo o 1º Levantamento da Safra de Cana-de-Açúcar 2025/26 divulgado nesta terça-feira (29), em Brasília.

Segundo o estudo, a área destinada para a cultura deve se manter “relativamente estável” em relação a 2024/25, com um “ligeiro aumento” de 0,3%, totalizando 8,79 milhões de hectares.

A produtividade média dos canaviais está estimada em 75.451 quilos por hectare, resultado que representa queda de 2,3% na comparação com a última safra. “Essa redução se deve às condições climáticas desfavoráveis durante as fases de desenvolvimento das lavouras em 2024”, explica a Conab.

Sudeste

Se confirmada a queda esperada para a principal região produtora de cana, a colheita na Região Sudeste ficará 4,4% menor na comparação com o ciclo anterior, somando 420,2 milhões de toneladas.

“A região Sudeste registrou uma condição climática desfavorável durante o desenvolvimento das lavouras, sobretudo, em São Paulo, onde, além das baixas pluviosidades [chuvas] e altas temperaturas, foram registrados focos de incêndios afetando parte dos canaviais”, informou a Conab.

O cenário tende, portanto, a influenciar negativamente a produtividade média em 3,3%, o que deverá ter como resultado final uma colheita de 77.573 quilos por hectare (kg/ha). É também esperada redução de área colhida na região.

Sul e Centro-Oeste

Na região Sul, a expectativa é de que a produtividade se mantenha estável, em cerca de 69 mil quilos por hectare. É esperada elevação em termos de área destinada ao plantio – de 2,3% – totalizando 497,1 mil hectares; e uma produção de 34,4 milhões de toneladas.

Segunda maior região produtora de cana-de-açúcar no país, a Centro-Oeste deverá, segundo a Conab, produzir 148,4 milhões de toneladas nesta safra.

Este volume é 2,1% maior do que o obtido no ciclo 2024/25. O resultado se deve a um aumento de 3,4% da área cultivada, chegando a 1,91 milhão de hectares.

“Esse incremento compensa a perda esperada na produtividade média de 1,2%, projetada em 77.574 quilos por hectare, decorrente de condições climáticas menos favoráveis durante a fase evolutiva das lavouras”, justifica a Conab.

Norte e Nordeste

São esperados cenários semelhantes nas regiões Norte e Nordeste. No caso da Região Norte, a expectativa é de aumento em termos de área destinada ao setor sucroenergético; e de melhora na produtividade, estimada em 82.395 kg/ha. A produção deverá ser de 4,2 milhões de toneladas.

Com lavouras na fase de crescimento e previsão de colheita a partir de agosto, o Nordeste deverá ter crescimento em termos de área destinada à produção de cana. Espera-se aumento de 3,6% na produtividade, e uma colheita de 56,3 milhões de toneladas.

Subprodutos e mercado

“Mesmo com a redução na safra de cana no atual ciclo, a expectativa é de um incremento na produção de açúcar, podendo chegar a 45,9 milhões de toneladas. Caso o volume se confirme ao final do ciclo, esta será a maior fabricação do produto na série histórica”, projeta a Conab.

Para ela, a produção de etanol – somados os derivados da cana-de-açúcar e do milho – deve ter seu desempenho reduzido em 1% na mesma base de comparação. É esperada a produção de 36,82 bilhões de litros.

“Quando se analisa apenas o combustível oriundo do esmagamento da cana-de-açúcar, a diminuição chega a 4,2%, [resultado] influenciado pela menor estimativa de colheita da matéria-prima. Essa queda é compensada pelo aumento da fabricação do etanol a partir do milho, que deverá ser acrescida em 11%”, explicou a companhia.

Apesar da influência negativa do cenário climático, as expectativas para a safra 2025/26 são positivas, uma vez que a competitividade brasileira no mercado internacional se mantém elevada, com custos de produção relativamente baixos e possibilidade de menor oferta em outros grandes produtores. Neste panorama, a manutenção dos embarques em patamar robusto é esperada”, informou a Conab. 

No caso da produção de etanol, nos últimos anos tem sido observado aumento do combustível obtido a partir do milho.

“O setor tem expandido a capacidade de processamento do cereal, diversificando a matriz de combustíveis renováveis e garantindo maior estabilidade de preços”, detalhou a Conab ao lembrar que – para a safra 2025/26 – espera-se que essa expansão persista, de forma a suprir a demanda interna.

Fonte: Agência Brasil

Lula parabeniza primeiro-ministro do Canadá por vitória nas eleições

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, pela vitória do Partido Liberal nas eleições legislativas desta segunda-feira (28). “O Brasil deseja um novo ciclo de prosperidade para o povo irmão do Canadá. Vamos trabalhar pelo fortalecimento das relações bilaterais e de nossas democracias”, escreveu Lula, em nota divulgada nesta terça-feira (29).

“Queremos aprofundar nossa cooperação em áreas de interesse mútuo, como a promoção e a proteção dos direitos humanos e o combate à mudança do clima. Temos interesse em avançar nas negociações de um acordo comercial entre o Mercosul e o Canadá para diversificar e expandir nosso intercâmbio”, acrescentou.

Em 2024, a corrente de comércio entre Brasil e Canadá totalizou US$ 9,1 bilhões e os dois países também possuem relação de investimentos sólida e de longa data. Brasil e Canadá mantêm diversos mecanismos bilaterais e a cooperação educacional tem-se destacado como um dos segmentos mais dinâmicos dessa relação. O Canadá é o país que mais recebe estudantes brasileiros no exterior.

Mark Carney, de 60 anos, é o atual primeiro-ministro do país norte-americano e assumiu o cargo após a renúncia de Justin Trudeau. O então líder dos liberais ficou no cargo por nove anos, desde novembro de 2015, sendo reeleito duas vezes, tornando-se um dos primeiros-ministros mais longevos do Canadá. Mas sua popularidade começou a cair há dois anos em meio aos preços altos e à escassez de moradias, e nunca se recuperou.

As projeções da votação indicam que o chefe do governo terá a maior fatia dos 343 lugares do Parlamento, mas ainda não é claro se os liberais conseguirão maioria, o que lhes permitiria aprovar legislações sem precisar de alianças.

O Partido Liberal venceu o pleito após uma campanha centrada nas ameaças feitas pelos Estados Unidos. Há alguns meses, o caminho parecia claro para o político Pierre Poilievre conduzir o Partido Conservador de volta ao poder, após os anos de comando de Trudeau. Mas o retorno de Donald Trump à Casa Branca e sua ofensiva contra o Canadá, com tarifas e ameaças de anexação, mudaram a situação e provocaram uma onda de patriotismo que aumentou o apoio a Mark Carney.

Fonte: Agência Brasil

INSS identificou descontos irregulares em setembro de 2024

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Ao menos 8 meses antes da Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU) fazerem uma operação conjunta para aprofundar as investigações de um esquema de descontos não autorizados em benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (Inss), a Auditoria-Geral da  autarquia já tinha identificado inconsistências e irregularidades em parte dos acordos assinados com organizações da sociedade civil.

O Acordo de Cooperação Técnica (ACT) é o instrumento legal com que o INSS autoriza o desconto das mensalidades associativas diretamente dos benefícios previdenciários e o repasse integral dos valores a associações, confederações ou entidades representativas de aposentados e pensionistas que concordem com a cobrança.

“Exames permitiram identificar que os procedimentos de formalização e operacionalização dos ACTs firmados pelo INSS para permitir o desconto de mensalidade associativa em benefícios previdenciários não atenderam integralmente os requisitos”, afirma o relatório de uma inspeção que a Auditoria-Geral fez na Diretoria de Benefícios e Relacionamentos com o Cidadão.

A auditoria foi feita a pedido do então presidente da autarquia, Alessandro Stefanutto, no início de maio de 2024, ou seja, quase 1 ano antes da PF e da CGU fazerem a operação que levou o governo federal a suspender todos os ACT e, consequentemente, os descontos automáticos, mesmo que autorizados pelos aposentados e pensionistas.

A Diretoria de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão é uma das áreas do INSS alvo da Operação Sem Desconto. Diante das suspeitas, Stefanutto e o então responsável pela diretoria, Vanderlei Barbosa dos Santos, que estava no cargo desde julho do ano passado, além de outros três dirigentes da autarquia, foram afastados de suas funções. Stefanutto foi exonerado do cargo.

Cancelamentos

O INSS ainda não sabe quantos aposentados e pensionistas foram prejudicados, nem o montante cobrado irregularmente. Mas só entre janeiro de 2023 e maio de 2024, o instituto recebeu mais de 1,163 milhão de pedidos de cancelamento de cobranças. A maioria, com a justificativa de que não tinham sido autorizados pelos beneficiários ou por seus representantes legais.

“Do total de 1.163.455 tarefas [pedidos] de exclusão de descontos, 73.848 referem-se a descontos autorizados; 33.317 sem informação no tocante à autorização e 1.056.290, o que corresponde a aproximadamente 90,78% [do total], apresentaram indicação de não autorização dos descontos associativos”, aponta o relatório, destacando que a maioria dos beneficiários alegava desconhecer as entidades para as quais os valores estavam sendo transferidos.

Do total de pedidos de exclusão de descontos, a Auditoria-Geral selecionou, aleatoriamente, 603 requerimentos para checar se as entidades tinham cópia dos documentos que comprovassem que os aposentados e pensionistas autorizaram o débito em folha.

“Em 329 dos 603 casos da amostra, não houve apresentação dos documentos necessários à comprovação das regularidades dos descontos. E dos 274 casos em que houve apresentação de documentos, insta salientar que a aparente regularidade formal do processo não implica, necessariamente, na comprovação da real intenção do segurado em autorizar o desconto em seu benefício, conforme comprova a expressiva quantidade de requerimentos com manifestação de repúdio para exclusão de mensalidade apresentado ao INSS”, destaca o relatório.

Cooperação

O desconto das mensalidades associativas em favor de entidades autorizadas pelo INSS é possível desde 1991, quando entrou em vigor a Lei dos Benefícios da Previdência Social. Os valores movimentados por meio do sistema de cooperação entre o INSS e as organizações da sociedade civil cresceram ano após ano.

Em 2016, R$ 413 milhões foram descontados dos benefícios previdenciários para pagamento de mensalidades associativas. Em 2017, R$ 460 milhões. Em 2018, R$ 617 milhões. Em 2019, R$ 604 milhões. Em 2020, em meio à pandemia da covid-19, o valor caiu para R$ 510 milhões. Em 2021, o total voltou a subir, atingindo R$ 536 milhões. Em 2022, foram R$ 706 milhões. Em 2023, R$ 1,2 bilhão. E, no ano passado, R$ 2,8 bilhões.

Considerando os mais de 1,163 milhão de pedidos de cancelamento de cobranças que o instituto recebeu entre janeiro de 2023 e maio de 2024, os auditores calcularam que, no período, o desconto médio foi de cerca de R$ 39,74, cifra que, em alguns casos, pode ser muito maior, já que os valores descontados variam conforme o percentual estabelecido em cada um dos ACT.

“As irregularidades apontadas pelos beneficiários em relação aos ACT indicam que a conveniência e o interesse público na manutenção das parcerias não foram asseguradas sob a perspectiva de custos e de impacto no atendimento ao cidadão pelo INSS”, aponta o relatório, concluindo que os descontos não autorizados impactaram também a fila do INSS, já que os pedidos para cancelamento das cobranças aumentou o volume de trabalho dos servidores do instituto.

O relatório, divulgado na segunda-feira (28), faz nove recomendações, principalmente à Diretoria de Benefícios e Relacionamentos com o Cidadão. Entre elas, a reavaliação do processo de implantação dos descontos associativos; a verificação das autorizações de cobranças e a análise da conveniência de não permitir novos descontos até que todo o processo fosse revisto, o que não foi feito.

Nesta segunda-feira (28), durante a reunião do Conselho Nacional da Previdência Social, o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, informou que a pasta e o INSS iniciaram “a verificação das denúncias em junho de 2023”. Segundo Lupi, em março de 2024, antes mesmo da conclusão da auditoria na Diretoria de Benefícios, o ministério e o INSS instituíram novas regras para o desconto das mensalidades associativas, chegando a suspender novas operações. 

“Em nenhum momento me omiti. Muito pelo contrário, agimos para tentar conter as fraudes”, declarou Lupi.

Fonte: Agência Brasil

Moraes dá 48 horas para defesa de Collor apresentar íntegra de exames

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu nesta terça-feira (29) novo prazo de 48 horas para que a defesa do ex-presidente Fernando Collor apresente a íntegra dos exames que comprovam o estado de saúde dele, incluindo exames de imagem.

Moraes determinou ainda que a defesa explique a inexistência de exames realizados de 2019 a 2022 relativos à doença de Parkinson. A ordem foi proferida depois dos advogados encaminharem ao Supremo os primeiros documentos para comprovar as doenças do ex-presidente.

“Em complementação aos documentos juntados, DETERMINO que a Defesa do custodiado, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, junte a integra dos exames realizados, inclusive os exames de imagens, bem como esclareça a inexistência de exames realizados no período de 2019 a 2022, indicativos e relacionados à Doença de Parkinson”, escreveu Moraes nesta terça.

Relator da execução penal do ex-presidente, Moraes havia aberto na segunda-feira (28) um primeiro prazo de 48 horas para que fossem prestadas mais informações sobre o estado de saúde de Collor, como a apresentação de prontuário médico completo.

Prisão domiciliar humanitária

Os despachos de Moraes foram assinados depois da defesa ter solicitado o regime de prisão domiciliar humanitária em razão de doenças graves e da idade avançada (75 anos).

Por meio de atestado do neurologista Rogério Tuma, a defesa alegou que o ex-presidente possui doenças que precisam de acompanhamento contínuo e equipamentos especiais, o que só poderia ocorrer em regime domiciliar. 

As patologias informadas foram doença de Parkinson, apneia obstrutiva do sono e transtorno afetivo bipolar.

Cabe a Moraes a primeira análise sobre o pedido de prisão domiciliar, mas o ministro-relator também pode remeter a questão diretamente para julgamento pelo plenário. 

Antes disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda deve se manifestar sobre a solicitação.

Entenda

Collor foi preso na última sexta-feira (25) por determinação de Moraes. O ministro determinou o cumprimento imediato da pena de 8 anos e 10 meses de reclusão em regime inicial fechado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O ex-presidente, ex-governador e ex-senador por Alagoas foi condenado em maio de 2023 em um processo derivado da Operação Lava Jato. 

Por unanimidade, o plenário do Supremo decidiu que ele, como antigo dirigente do PTB, foi responsável por indicações políticas para a BR Distribuidora, empresa subsidiária da Petrobras, e recebeu R$ 20 milhões em vantagens indevidas em contratos da empresa. Segundo a denúncia, os crimes ocorreram entre 2010 e 2014.

Moraes determinou a prisão imediata após entender que um último recurso do ex-presidente teria caráter “protelatório”, ou seja, foi apresentado somente para adiar a prisão. 

Em sessão virtual extraordinária encerrada nesta segunda (28), a maioria dos ministros do Supremo decidiu, por 6 votos a 4, manter a decisão do relator.

Collor está preso no presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira, em Maceió. Por ser ex-presidente, ele cumpre a pena em uma ala especial.

Fonte: Agência Brasil

Inscrições para vagas remanescentes do Fies acabam hoje

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Termina hoje (29) o prazo de inscrição para as vagas remanescentes do processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Os candidatos interessados nas vagas ainda não preenchidas durante as etapas regulares, relativas ao certame do primeiro semestre de 2025, devem acessar o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior do Fies do Ministério da Educação (MEC).

O Fies concede financiamento a estudantes para cursos de graduação em instituições de educação superior privadas que aderiram ao programa federal e têm avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

O resultado da ordem de classificação e da pré-seleção será divulgado em 6 de maio, com chamada única e lista de espera.

Caso seja pré-selecionado, o estudante deverá comparecer à instituição de ensino superior entre 7 e 8 de maio, no horário de atendimento, para comprovar as informações declaradas no ato da inscrição, como a condição de deficiência ou a renda familiar mensal bruta per capita.

Condições

Pode se inscrever no processo seletivo do Fies e do Fies Social o candidato que atenda às seguintes condições:

· Ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010, com nota no exame válida até o momento anterior à abertura das inscrições;

· Ter obtido pontuação igual ou superior a 450 pontos na média aritmética das notas alcançadas nas cinco provas do Enem e nota superior a zero na prova de redação;

· Não ter participado do exame como treineiro;

· Ter condições de atingir a frequência mínima exigida para o semestre letivo referente ao primeiro semestre de 2025, no curso, turno e local de oferta da instituição de ensino superior onde deseja estudar.

. Ter renda familiar mensal bruta per capita de até três salários mínimos (R$ 4.554, em 2025) para o Fies;

· No caso do Fies Social, inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 758, em 2025).

Fies Social e cotas

De acordo com o edital, 50% das vagas remanescentes serão reservadas para os candidatos do Fies Social. Segundo o MEC, esses candidatos serão identificados automaticamente, com base em dados do CadÚnico, fornecidos ao MEC pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

Como determinam as regras do Fies Social, lançado em 2024, os pré-selecionados pela modalidade poderão solicitar a contratação de financiamento de até 100% dos encargos educacionais cobrados pelas instituições.

Já para os candidatos autodeclarados pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência (PCD), serão reservadas vagas em percentual proporcional à população na unidade da federação onde está instalada a instituição de ensino.

Inconsistências

Caso a comissão da faculdade privada identifique inconsistência referente à renda familiar declarada, poderá ser exigida documentação complementar para comprovação.

No caso das vagas destinadas às pessoas com deficiência, os candidatos deverão comprovar tal situação por meio de laudo médico, atestando a espécie e o grau da deficiência com expressa referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doenças (CID).

Fies terá 112 mil vagas

Em 2025, o Ministério da Educação ofertará mais de 112 mil vagas para o Fies, das quais 67.301 são para o primeiro semestre. As demais serão oferecidas no processo seletivo do segundo semestre, inclusive aquelas eventualmente não preenchidas após o final da convocação das vagas remanescentes do primeiro semestre.

Fonte: Agência Brasil

Confirmadas atrações musicais do Arraiá do Bem 2025

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Cantor Leonardo se apresenta no Arraiá do Bem 2025 no sábado (07/06) (Fotos: Divulgação)

Grandes nomes da música brasileira, como Hugo e Guilherme, João Bosco e Vinícius, Leonardo, Calcinha Preta, Xand Avião e Tarcísio do Acordeon, estão confirmados para o Arraiá do Bem 2025. Realizado pelo Governo de Goiás, por meio do Goiás Social e da Secretaria da Retomada, o festival junino solidário será realizado nos dias 06, 07 e 08 de junho, no estacionamento do Estádio Serra Dourada, em Goiânia.

A expectativa é receber 180 mil pessoas e a entrada é 100% solidária – basta levar 1 kg de alimento não perecível para garantir o acesso.

“É um evento para colocar Goiás de vez no mapa das grandes festas juninas do Brasil. Somos a terra da música sertaneja, das quadrilhas animadas e agora vamos reunir tudo isso em um grande Arraiá, com propósito social e geração de renda para o nosso povo”, afirma o secretário da Retomada, César Moura.

Goiás Social e Retomada confirmam atrações do Arraiá do Bem 2025Goiás Social e Retomada confirmam atrações do Arraiá do Bem 2025
Dupla Hugo e Guilherme também animará o público no primeiro dia do evento, sábado (06/06) (Fotos: Divulgação)

Economia criativa nas barracas

Cerca de 50 barraquinhas serão montadas para a venda de comidas típicas. Micro e pequenos empreendedores do setor de alimentos podem participar por meio de edital que será publicado em breve.

Uma parte das barracas será reservada aos contemplados do Crédito Social, que se capacitaram pelo Colégio Tecnológico de Goiás e montaram o próprio negócio com o incentivo do Programa Goiás Social.

Goiás Social e Retomada confirmam atrações do Arraiá do Bem 2025Goiás Social e Retomada confirmam atrações do Arraiá do Bem 2025
Tarcísio do Acordeon também tem presença confirmada, e sobe ao palco no sábado (07/06) (Fotos: Divulgação)

Oportunidade para patrocínio

Já está publicado edital para empresas interessadas em patrocinar o Arraiá do Bem. As propostas devem ser entregues presencialmente até 07 de maio, das 8 às 17 horas, na sede da Secretaria da Retomada (Avenida 85, nº 22, Setor Sul, Goiânia).

A abertura dos envelopes será no dia 08 de maio, às 9 horas, na sede da pasta. O edital completo está disponível em: goias.gov.br/retomada.

Programação prévia

Sexta-feira – 06 de junho
Calcinha Preta
Hugo e Guilherme

Sábado – 07 de junho
Tarcísio do Acordeon
Leonardo
Humberto e Ronaldo

Domingo – 08 de junho
João Bosco e Vinicius
Xand Avião

Saiba mais

Arraiá do Bem reúne mais de 1,7 mil pessoas

Secretaria de Estado da Retomada – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Brasileira está entre as vítimas de atropelamento no Canadá

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Um motorista atropelou, em Vancouver, Canadá, mais de 30 pessoas, matando 11. Entre os mortos está a brasileira Kira Salim, de 34 anos. O motorista, Kai-Ji Adam Lo, 30 anos, tem antecedentes policiais e problemas de saúde mental, segundo autoridades policiais canadenses.

O motorista teria jogado o carro em alta velocidade contra bancas de comida durante o festival filipino Lapu Lapu Day, que costuma atrair multidões. Isso teria ocorrido na noite de sábado (26) por volta das 20h, no horário local – zero hora de domingo, no horário de Brasília.

De acordo com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, não há qualquer “ameaça ativa aos canadenses”, o que levou a polícia a descartar, pelo menos inicialmente, alguma relação entre Kai-Ji Adam Lo e grupos terroristas.

Em Brasília, o Itamaraty informou ter recebido “com profunda tristeza e consternação”, a notícia do incidente ocorrido durante as celebrações do festival filipino Lapu Lapu Day. Em nota, expressou “profundas condolências às famílias das vítimas” e desejou “rápida e plena recuperação” a todos os feridos.

“Confirmamos a morte de pessoa de nacionalidade brasileira no incidente ocorrido no Canadá. O Consulado-Geral do Brasil em Vancouver está em contato com a família da vítima e presta a assistência consular cabível”, informou a diplomacia brasileira ao ressaltar que, por questões legais, não fornece informações pessoais de cidadãos brasileiros.

Vítima nasceu no Rio

Kira Salim nasceu no Rio de Janeiro. Sua mãe é argentina e seu pai é natural do Rio Grande do Sul. Ela é formada em música pela Unirio e com mestrado na Espanha.

A mudança para o Canadá foi em 2022 para acompanhar o marido. A musicista tinha registro de conselheira clínica e, desde 2024, atuava como conselheira escolar na Fraser River Middle School, cidade localizada em New Westminster.

Nas redes sociais, ela dizia que sua missão era “facilitar e orientar jovens e comunidades marginalizadas para prosperarem em suas vidas”.

*Com informações da Reuters

*Matéria alterada às 10h54 para  acréscimo de informações

 

Fonte: Agência Brasil

DR com Demori: jornalista detalha investigação sobre família Bolsonaro

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A jornalista Juliana Dal Piva é a convidada desta terça-feira do programa DR com Demori, da TV Brasil. Ela falou sobre os bastidores de suas investigações envolvendo a família Bolsonaro e os desafios enfrentados ao longo do processo. Durante a conversa, ela também apresentou seu novo livro, que trata do assassinato de Rubens Paiva durante a ditadura militar e discutiu a importância da responsabilização por crimes contra a humanidade.

Conhecida por seu trabalho investigativo, Juliana foi responsável por reportagens que deram origem ao podcast A Vida Secreta de Jair e ao livro O Negócio do Jair. Ao conversar com o jornalista Leandro Demori, ela afirmou que o material reunido revelou a existência de um esquema de desvio de salários envolvendo gabinetes da família Bolsonaro desde os anos 1990. “Era um esquema único em que o pai botou os filhos na política para enriquecer e criar tanto um poder político quanto um poder financeiro”, afirmou.

A investigação, que começou com o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), sobre Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, revelou uma estrutura mais ampla. Segundo Juliana, ao menos 286 funcionários passaram pelos gabinetes da família ao longo de 30 anos. “A ex-cunhada dele, a Andréa Siqueira Valle […] ficou 20 anos como funcionária fantasma entre o gabinete do Bolsonaro, do Flávio e do Carlos, devolvendo 80%, 90% do salário dela durante todos esses 20 anos.”

Segundo Juliana, o uso de dinheiro em espécie era uma prática constante nos esquemas envolvendo os gabinetes da família. “A família Bolsonaro tem alergia ao sistema bancário”, afirmou, em tom crítico.

“Nosso querido Pix, embora diga que criou – o que não é verdade -, mas tem alergia. TED, Pix, não chega, não gosta, dá urticária, entendeu?”

 De acordo com a jornalista, imóveis e outros bens eram adquiridos com grandes quantias em dinheiro vivo, numa tentativa de driblar os sistemas de controle financeiro e dificultar o rastreamento das operações.

 


São Paulo SP 02/04/2025 Jornalista Juliana Dal Piva, convidada do programa DR com Demori na Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo SP 02/04/2025 Jornalista Juliana Dal Piva, convidada do programa DR com Demori na Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

As denúncias também geraram reações. Juliana contou que passou a sofrer ameaças após a publicação de reportagens, incluindo mensagens ofensivas, processos judiciais e ataques em redes sociais. Em 2022, uma decisão judicial censurou temporariamente uma reportagem assinada por ela sobre os bens da família Bolsonaro. “Ele só pede a censura, a retirada das matérias do ar”, disse, ao comentar a ação do senador Flávio Bolsonaro. A decisão foi revertida pelo Supremo Tribunal Federal.

Juliana relatou um dos episódios mais graves enfrentados por ela no ano passado, quando teve sua imagem usada em uma montagem forjada. “Forjaram conversas, usando a minha imagem, como se fosse uma conversa minha com uma pessoa que eu sequer identifico”, contou.

A montagem circulou por três meses e, segundo ela, gerou uma onda de incitação ao ódio. “Recebi mensagem de gente dizendo que me via perto da minha casa, incitando o suicídio, esse tipo de coisa.”

Para Juliana, as consequências vão além do impacto profissional. “Esse tipo de coisa é uma situação que nunca é só você, é você e sua família. […] Vai cansando, você só quer trabalhar, eu só queria trabalhar em paz, fazer meu trabalho.”

Ela afirma que segue tomando medidas legais. “Aos criminosos, a lei. Eles foram denunciados, estão sendo investigados, também estou processando boa parte dessas pessoas por dano moral. Mas tudo isso também te toma tempo, te toma energia.”

Além das reportagens sobre a família Bolsonaro, Juliana também se dedicou à cobertura do assassinato da vereadora Marielle Franco. Ao comentar as investigações, Juliana Dal Piva afirmou que o caso expôs falhas estruturais no sistema de segurança pública do Rio de Janeiro.

Segundo ela, a condução inicial da apuração demonstrou sinais claros de contaminação e omissão. “O fato dessa investigação não ter conseguido esclarecer desde o início mostra a contaminação dela em si”, disse.

Juliana destacou ainda que, já à época do crime, havia conhecimento público de que a Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro não investigava determinados assassinatos ligados a bicheiros e milicianos. “Eles eram tratados como heróis”, afirmou, referindo-se a figuras como Ronnie Lessa e Adriano da Nóbrega.

A jornalista também lembrou que foi a partir da investigação do caso Marielle que vieram à tona informações sobre o “escritório do crime”, grupo de ex-policiais militares acusados de execuções por encomenda. Para ela, o caso funcionou como uma porta de entrada para revelações mais amplas sobre uma rede de crimes sustentada por agentes públicos.

No final da conversa, Juliana apresentou seu novo livro, Crime sem castigo – Como os militares mataram Rubens Paiva, publicado pela Matrix Editorial. A obra reconstrói as quatro décadas de busca da família Paiva por justiça, revelando documentos até então inéditos sobre a repressão durante a ditadura militar.

Segundo a jornalista, o caso é emblemático por ser o primeiro homicídio do período ditatorial a ser processado judicialmente no Brasil e pode abrir caminho para reinterpretações da Lei da Anistia. “Pode abrir agora justamente a possibilidade da discussão do alcance da lei de anistia, para que realmente os torturadores possam ser julgados por crimes que não devem ser anistiados”, afirmou.

Juliana ressaltou que a discussão deve ir além do desaparecimento forçado, considerado um crime permanente. A jornalista defendeu que o Supremo Tribunal Federal amplie o entendimento para incluir todos os crimes contra a humanidade, como assassinatos, estupros e tortura. “Todos os graves crimes de violações de direitos humanos […] sejam todos passíveis de julgamento”, concluiu.

O programa DR com Demori vai ao toda terça-feira, às 23h, na TV Brasil, no aplicativo TV Brasil Play e no YouTube da emissora pública. Também é veiculado nas rádios Nacional FM e MEC

Fonte: Agência Brasil

Mendonça diverge em julgamento e vota pela soltura de Collor

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta segunda-feira (28) a favor da soltura do ex-presidente Fernando Collor.

O voto do ministro foi proferido no julgamento no qual o plenário virtual da Corte decide se referenda a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a prisão do ex-presidente, condenado em um dos processos da Operação Lava Jato.

Apesar do voto de Mendonça, o Supremo já formou maioria de votos para manter a prisão. O placar é de 6 votos 1.

Em sua manifestação, o ministro entendeu que a defesa de Collor tem direito a mais um recurso para tentar reverter a condenação a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

“Entendo que, havendo ao menos quatro divergências, são cabíveis os embargos divergentes também em relação à pena, pelo que o recurso em exame não se afigura meramente protelatório, mas integrante legítimo de seu direito à ampla defesa, e deve ser conhecido”, decidiu Mendonça.

Em 2023, Collor foi condenado pelo STF. Conforme a condenação, o ex-presidente e ex-senador, como antigo dirigente do PTB, foi responsável por indicações políticas para a BR Distribuidora, empresa subsidiária da Petrobras, e recebeu R$ 20 milhões em vantagens indevidas em contratos da empresa. Segundo a denúncia, os crimes ocorreram entre 2010 e 2014.

Na quinta-feira (24) ao determinar a prisão, Moraes entendeu que os recursos da defesa de Collor para derrubar a condenação são protelatórios para evitar a condenação.

Collor está preso no presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira, em Maceió. Por ser ex-presidente, ele cumpre a pena em uma ala especial. 

Após a prisão, os advogados fizeram um pedido de prisão domiciliar

O julgamento continua para a tomada dos votos dos demais ministros. A votação será finalizada às 23h59. 

Fonte: Agência Brasil