Início Site Página 1025

Goiás cria 6,3 mil empregos formais em março

0
Goiás cria 6,3 mil empregos formais em março
Resultado de março coloca Goiás na quinta posição entre os estados que mais geraram empregos no país (Foto: Secom/SIC)

Goiás gerou 6.340 novos postos formais de trabalho em março de 2025. Com o resultado, o estado alcançou a marca de 1,615 milhão de pessoas com emprego formal, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).

O saldo positivo é fruto de 87.970 admissões e 81.630 desligamentos, consolidando a liderança de Goiás na geração de empregos na Região Centro-Oeste. O estado mantém desempenho positivo em todos os meses de 2025.

“Nos três primeiros meses do ano, já tivemos dados impactantes na geração de empregos, o que demonstra que o Governo de Goiás está no caminho certo, buscando investimentos, indústrias e incentivos para gerar emprego e renda para o povo goiano”, comemora o titular da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), Joel de Sant’Anna Braga Filho.

Empregos

O resultado de março coloca Goiás na quinta posição entre os estados que mais geraram empregos no país, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O estado também obteve a maior taxa de crescimento de empregos formais na região Centro-Oeste, com variação relativa de 0,39%.

Todos os setores da economia goiana registraram saldo positivo na geração de empregos. A agropecuária e a indústria foram os destaques do mês, com 2.036 e 1.343 novas vagas criadas, respectivamente. Em seguida vêm os setores da construção (1.222), serviços (884) e comércio (855).

Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Trump ordena tarifa de 100% sobre filmes produzidos no exterior

0

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou nesse domingo (4) uma tarifa de 100% sobre os filmes produzidos fora do país,. Para ele, a indústria cinematográfica norte-americana está tendo uma “morte muito rápida” devido aos incentivos que outros países estão oferecendo para atrair cineastas.

“Esse é um esforço conjunto de outras nações e, portanto, uma ameaça à segurança nacional. Além de tudo o mais, trata-se de mensagens e propaganda”, disse Trump na rede Truth Social.

O presidente norte-americano afirmou ainda que está autorizando os órgãos governamentais relevantes, como o Departamento de Comércio, a iniciar imediatamente o processo de imposição de uma tarifa de 100% sobre todos os filmes produzidos no exterior que são enviados para os Estados Unidos. “Queremos filmes produzidos na América de novo”!

O secretário de Comércio, Howard Lutnick, disse no X que está cuidado disso. Nem Lutnick nem Trump forneceram detalhes sobre como as tarifas serão implementadas.

Não ficou claro se as tarifas serão aplicadas a filmes em serviços de streaming, bem como àqueles exibidos nos cinemas, ou se serão calculadas com base nos custos de produção ou na receita de bilheteria. Os executivos de Hollywood tentaram esclarecer os detalhes na noite de domingo. A Motion Picture Association, que representa os principais estúdios, não fez comentários imediatos.

Em janeiro, Trump nomeou os veteranos de Hollywood Jon Voight, Sylvester Stallone e Mel Gibson para trazer Hollywood de volta “maior, melhor e mais forte do que nunca”.

A produção cinematográfica e televisiva tem saído de Hollywood há anos, indo para locais com incentivos fiscais que tornam as filmagens mais baratas.

Os governos de todo o mundo aumentaram os créditos e os descontos em dinheiro para atrair produções e capturar uma parcela maior dos US$ 248 bilhões que a Ampere Analysis prevê que serão gastos globalmente em 2025 para produzir conteúdo.

Todas as principais empresas de mídia, incluindo a Walt Disney, a Netflix e a Universal Pictures, filmam no exterior, em países como o Canadá e Reino Unido.

Hoje, os líderes da Austrália e da Nova Zelândia reagiram ao anúncio da tarifa de Trump, dizendo que defenderão seus setores locais. Alguns filmes de super-heróis da Marvel foram filmados na Austrália, enquanto a Nova Zelândia foi o cenário dos filmes “O Senhor dos Anéis”.

Em 2023, cerca de metade dos gastos dos produtores dos EUA em projetos de cinema e TV, com orçamentos de mais de US$ 40 milhões, foi para fora dos EUA, de acordo com a empresa de pesquisa ProdPro.

A produção de filmes e televisão caiu quase 40% na última década em Los Angeles, onde está Hollywood, de acordo com a FilmLA, uma organização sem fins lucrativos que acompanha a produção da região.

*(Reportagem adicional de Jasper Ward e Lisa Richwine)

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

 

Fonte: Agência Brasil

Mercado espera última alta da Selic em 2025: 14,75% ao ano

0

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam que a taxa básica de juros, a Selic, seja elevada a 14,75% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que ocorre nesta terça (6) e quarta-feira (7). A cada 45 dias, o colegiado do BC reúne-se, em Brasília, para definir os juros básicos da economia. A expectativa do mercado é que esta seja a última alta da Selic este ano.

A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (5), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC sobre os principais indicadores econômicos. Em sua última reunião, em março, o Copom elevou a taxa pela quinta vez consecutiva para 14,25% ao ano .

Política monetária

A alta consolida um ciclo de contração na política monetária. Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto e três de 1 ponto percentual. Agora, a expectativa é que ela suba 0,5 ponto.

Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2025 em 14,75% ao ano. Para o fim de 2026, a estimativa é de que a taxa básica caia para 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente, para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

A taxa básica é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação. Em comunicado, o Copom informou que a economia brasileira está aquecida, apesar de sinais de moderação na expansão. Segundo o BC, a inflação cheia e os núcleos – medida que exclui preços mais voláteis, como alimentos e energia – continuam em alta.

O órgão alertou que existe o risco de que a inflação de serviços permaneça alta e informou que continuará a monitorar a política econômica do governo. Na reunião de março, Copom informou que elevará a taxa Selic “em menor magnitude” na reunião desta semana, mas não deixou pistas para o que acontecerá depois disso.

Inflação

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Nesta edição do Focus, a previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 5,55% para 5,53% este ano. Para 2026, a projeção da inflação foi mantida em 4,51%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,8%, respectivamente.

A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Em março, a inflação fechou em 0,56%, pressionada principalmente pelos preços dos alimentos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar dessa pressão, o IPCA perdeu força em relação a fevereiro, quando marcou 1,31%. No acumulado em 12 meses, a inflação soma 5,48%.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permanece em 2%. Para 2026, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) também ficou em 1,7%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2%, para os dois anos.

Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,86 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,91.

Fonte: Agência Brasil

TV Brasil: Caminhos da Reportagem debate impacto de arranha-céus

0

Com o título Cidades Verticais: o impacto dos arranha-céus, o programa Caminhos da Reportagem aborda pontos positivos e negativos deste tipo de construção nesta segunda-feira (5), às 23h, na TV Brasil. A atração jornalística do canal público debate questões associadas à sustentabilidade, mudanças climáticas e aspectos sociais. O conteúdo fica disponível no app TV Brasil Play e no YouTube da emissora.


Rio de Janeiro (RJ) 05/05/2025 - Com o título
Rio de Janeiro (RJ) 05/05/2025 - Com o título

Para debater as consequências do crescimento vertical das cidades, com prédios cada vez mais altos, a produção percorre duas das cidades do país com o maior número de arranha-céus: Balneário Camboriú, em Santa Catarina, conhecida como a Dubai brasileira, e São Paulo.

A edição inédita do programa Caminhos da Reportagem também consulta especialistas para analisar a tendência de elevação das edificações. A matéria jornalística traz depoimentos de moradores que refletem sobre a dinâmica das transformações e os efeitos na vida dos habitantes.

Referências no exterior

Arranha-céu é a palavra utilizada no país para designar prédios muito altos. O termo em inglês, skyscraper, foi inventado no final do século 19 para se referir às edificações com mais de 10 andares que começavam a despontar nos céus das metrópoles.


Rio de Janeiro (RJ) 05/05/2025 - Com o título
Rio de Janeiro (RJ) 05/05/2025 - Com o título

Hoje em dia, no mundo todo, prédios cada vez mais altos são erguidos. Segundo o Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH), na lista dos dez mais altos, sete estão no sudeste asiático, cinco na China. Atualmente, o mais alto do mundo é o Burj Khalifa, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A edificação tem 163 andares e 828 metros de altura.

Dubai brasileira

Balneário Camboriú, ou simplesmente BC, no litoral de Santa Catarina, é a cidade com alguns dos prédios mais altos do país. A marca levou o município a ser conhecido como a Dubai brasileira. De acordo com o CTBUH, dos dez mais altos do Brasil, sete estão na cidade catarinense.

A arquitetura dos edifícios e as belezas naturais fizeram de Balneário Camboriú um dos destinos turísticos mais procurados do país. De acordo com a Secretaria de Turismo do município, no último verão, dois milhões de turistas visitaram a cidade litorânea.

A equipe de reportagem da TV Brasil visitou Balneário Camboriú para conhecer de perto alguns destes empreendimentos. O programa mostra um apartamento de luxo naquele que hoje é o prédio mais alto do Brasil, o Yachthouse, que conta com duas torres, cada uma com 81 andares e 294 metros de altura.

Para o especialista em imóveis de luxo Guilherme Pilger, a cidade é um dos melhores lugares para quem deseja trabalhar como corretor de imóveis.

“Aqui é a melhor região, porque é um alto padrão. Então, qualquer venda que um corretor fizer aqui, ele realmente pode mudar de vida”, explica o especialista.

O Censo do IBGE de 2022 indica que Balneário Camboriú é a segunda cidade do país com a maior proporção de habitantes morando em apartamentos: 57% da população de 140 mil pessoas. Para quem mora na cidade, nem sempre é fácil alugar um apartamento bom e barato. É o caso do motorista Teillor Edgar Kleinebing, que precisou se mudar com a família para Itajaí, cidade próxima de BC, devido ao alto valor dos aluguéis na cidade.

“Nós morávamos em Balneário há 10 anos, no mesmo lugar. Então, o aluguel era um pouco mais em conta por causa do tempo em que residíamos no apartamento. E o dono resolveu vender o imóvel, até porque valorizou demais. Ele vendeu, e nós tivemos 30 dias para sair. Um imóvel que vimos lá em Balneário Camboriú estava com preço exorbitante”, disse.

Capital paulista

São Paulo é também conhecida pelo skyline dos prédios altos. Apesar de vários edifícios do centro da cidade chamarem atenção pela altura, como o Edifício Itália, com 165 metros; o Altino Arantes, atual Farol Santander, com 161; e o Mirante do Vale, com 170; atualmente, o prédio mais alto da capital paulista fica na zona leste. O Platina 220 tem 50 andares e 172 metros de altura.

Há dois anos, o produtor musical Ricardo Lira mora no edifício, em um apartamento alugado. Devido às comodidades, já pensa em comprar.

“Se eu não precisar sair de casa é melhor. E, então, se eu trago o cliente para cá, atendo no lobby do hotel ou atendo no Vila Café, para mim é maravilhoso.”

A metrópole paulista tem a mais forte expansão vertical do país. Dados do Secovi-SP mostram que, em 2024, foram lançados cerca de 104 mil imóveis em São Paulo, um crescimento de 43% em relação ao ano anterior. Quatro em cada cinco são imóveis de até 45 metros quadrados. E 66% dos lançamentos estão concentrados nos distritos mais valorizados e centrais.

O crescimento vertical tem trazido diversas outras questões. Em Pinheiros, bairro da zona oeste da cidade, moradores se mobilizam para manter o modo de vida e as casas que formam o Quadrilátero Vilas do Sol. Em 2021, solicitaram o tombamento de toda a área à prefeitura. O parecer provisório favorável saiu dois anos depois, mas, em fevereiro deste ano, a maior parte das solicitações de tombamento foi arquivada e nove casas foram demolidas. No local, deve ser erguido um prédio de 26 andares.


Rio de Janeiro (RJ) 05/05/2025 - Com o título
Rio de Janeiro (RJ) 05/05/2025 - Com o título

Em frente à casa da publicitária Rosanne Brancatelli estão os tapumes da obra do novo prédio. Ela e outros moradores fazem parte do Movimento Pró-Pinheiros.

“Enquanto conseguimos uma zona predominantemente residencial, eles conseguiram protocolo para construir um prédio da altura de 30 andares, 85 metros de altura, diz a publicitária.

Para o arquiteto e urbanista Valter Caldana, os prédios altos “têm efeitos positivos no sentido do adensamento, da economia, mas hoje se sabe que eles têm efeitos nocivos importantes: ventilação, iluminação, questões de salubridade, impactos nos biomas, na vegetação, na fauna e na flora. São impactos muito fortes, proporcionais ao seu tamanho. Ou seja, se concentra  energia na verticalização, mas há investimentos que deveriam ser estruturais e não acontecem”, afirma.

Sobre o programa

Produção jornalística semanal da TV Brasil, o Caminhos da Reportagem leva o telespectador para uma viagem pelo país e pelo mundo atrás de pautas especiais, com uma visão diferente, instigante e complexa de cada um dos assuntos escolhidos.

No ar há mais de uma década, o Caminhos da Reportagem é uma das atrações jornalísticas mais premiadas não só do canal, como também da televisão brasileira. Para contar grandes histórias, os profissionais investigam assuntos variados e revelam os aspectos mais relevantes de cada assunto.

Saúde, economia, comportamento, educação, meio ambiente, segurança, prestação de serviços, cultura e outros tantos temas são abordados de maneira única. As matérias temáticas levam conteúdo de interesse para a sociedade pela telinha da emissora pública.

Questões atuais e polêmicas são tratadas com profundidade e seriedade pela equipe de profissionais do canal. O trabalho minucioso e bem executado é reconhecido com diversas premiações importantes no meio jornalístico.

Exibido às segundas, às 23h, o Caminhos da Reportagem tem horário alternativo na madrugada para terça, às 4h30. A produção disponibiliza as edições especiais no site do programa e no YouTube da emissora pública.

As matérias anteriores também estão no aplicativo TV Brasil Play, disponível nas versões Android e iOS, e no site.

Fonte: Agência Brasil

Corpo de Bombeiros recebe R$ 16 milhões em viaturas e equipamentos

0
Em cerimônia no Quartel do Comando Geral, Gracinha Caiado entrega viaturas e equipamentos para o Corpo de Bombeiros de Goiás: “Nos momentos mais difíceis, os bombeiros são aqueles que chegam primeiro para ajudar” (Foto: Romullo Carvalho)

A coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, entregou, nesta segunda-feira (05/05), 30 novas viaturas ao Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO). A cerimônia, realizada no Quartel do Comando Geral, no Jardim América, em Goiânia, marcou também o repasse de equipamentos para melhorar a capacidade operacional da corporação.

A aquisição demandou um investimento total de mais de R$ 16 milhões, entre recursos do Fundo de Proteção Social do Estado de Goiás (Fundo Protege), cerca de R$ 8 milhões, de emendas parlamentares federais e estaduais e da União.

Em seu discurso, Gracinha destacou que os recursos do Fundo Protege são voltados ao amparo de pessoas em situação de vulnerabilidade e, neste sentido, citou o trabalho realizado pelo Corpo de Bombeiros.

“Nos momentos mais difíceis, como enchentes e incêndios, os que mais sofrem são as pessoas carentes. E vocês, bombeiros militares, são aqueles que chegam primeiro para ajudar”, reconheceu.

Gracinha Caiado entrega viaturas e equipamentos avaliados em R$ 16 milhões para Corpo de BombeirosGracinha Caiado entrega viaturas e equipamentos avaliados em R$ 16 milhões para Corpo de Bombeiros
Gracinha Caiado entrega viaturas e equipamentos avaliados em R$ 16 milhões para Corpo de Bombeiros (Foto: Romullo Carvalho)

A primeira-dama lembrou ainda que o Governo de Goiás se empenha para melhorar cada vez mais a capacidade operacional da corporação.

“Os bombeiros de Goiás se movem pelo desafio, são estimulados pela dificuldade e nunca, jamais, desistem do seu objetivo. Realizam o seu trabalho sem perder o olhar sensível aos mais vulneráveis e a capacidade de estender a mão a quem mais precisa”, exaltou Gracinha.

“Vocês são o braço forte do Estado em todos os cantos de Goiás, sempre presentes nos momentos em que o cidadão mais precisa de ajuda. Sem o trabalho dos bombeiros, Goiás não seria o estado mais seguro do Brasil e não teria o mais bem avaliado programa de superação da pobreza”, complementou ela, fazendo referência ao Goiás Social.

Entregas

Corporação recebeu 6 caminhonetes, 13 unidades de resgate, 3 viaturas, 2 caminhões, 8 veículos e um posto de comando móvel (Foto: Romullo Carvalho)

Durante a cerimônia foram entregues seis camionetes de salvamento, 13 unidades de resgate pré-hospitalar, três viaturas administrativas, dois caminhões de combate a incêndio e salvamento, oito veículos utilitários de combate a incêndio (UTV) e um posto de comando móvel, além de equipamentos de mergulho, atendimento pré-hospitalar e salvamento em altura.

“Esses veículos serão distribuídos praticamente por todo o estado, nos principais parques, para que a gente possa proteger as comunidades mais vulneráveis, as pessoas que ali realmente dependem do governo, levando alimento e levando também dignidade e salvamento”, disse o coronel e comandante-geral da corporação, Washington Vaz Júnior, sem esquecer de quem vai estar nas linhas de frente.

“Essa conquista é de todos integrantes da corporação, que no dia a dia encara com bravura os desafios da nossa missão. Vocês são a alma do Corpo de Bombeiros”, acrescentou.

Corpo de BombeirosCorpo de Bombeiros
Corporação recebeu 6 caminhonetes, 13 unidades de resgate, 3 viaturas, 2 caminhões, 8 veículos e um posto de comando móvel (Foto: Romullo Carvalho)

Ainda sobre as novas viaturas e equipamentos, Washington considerou como avanços na evolução dos serviços prestados pelo CBMGO. “Implementamos a ampliação e descentralização dos atendimentos, fortalecendo a capacidade operacional em todo o Estado”, afirmou.

Ele também reconheceu que a atuação “sensível e dedicada” de Gracinha tem sido fundamental para aproximar ainda mais o Corpo de Bombeiros da comunidade, especialmente das famílias em situação de vulnerabilidade. “É mais uma prova de comprometimento do governo com as causas sociais, com a valorização das forças de segurança”, comentou.

Outras aquisições

Em 2024, foram adquiridos outros sete automóveis para a frota do Corpo de Bombeiros, também com recursos do Fundo Protege.

Na oportunidade, os veículos incorporados à frota da corporação foram duas caminhonetes de salvamento, dois caminhões de combate a incêndios florestais, um ônibus (transporte de tropa), um caminhão baú (transporte de cargas) e um repetidor de sinais digitais transportável. O investimento chegou a R$ 4,8 milhões.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSPGO), o CBMGO realizou 199.957 atendimentos em 2024, o que representou um aumento de 2,3% em relação ao ano anterior. A corporação também contabilizou 100.679 resgates no ano passado (+3,9% em comparação com 2023), além de 16.419 ações de combate a incêndios urbanos e florestais (+31,8%) e 343 ações de transporte aéreo (+26,1%).

“O Corpo de Bombeiro do Estado de Goiás é um dos mais modernos e mais bem equipados do país. Somos referência em segurança pública e os Bombeiros não ficariam atrás”, salientou o titular da SSPGO, Renato Brum. “Estamos equipando os postos avançados no interior e modernizando a prestação do serviço de emergência e prevenção, que é um trabalho muito bem feito”, observou.

Saiba mais

Bombeiros fazem 2.413 atendimentos na Operação Semana Santa

Posto Avançado do Corpo de Bombeiros é inaugurado em Luziânia

Fonte: Portal Goiás

Golpe: STF julga nesta semana núcleo acusado de espalhar desinformação

0

O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar nesta terça-feira (6) mais um trecho da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre uma trama golpista existente durante o governo do presidente Jair Bolsonaro.

Desta vez, os cinco ministros que compõem a Primeira Turma do Supremo – Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux – julgam se recebem a parte da denúncia relativa a sete acusados do núcleo 4 do golpe.

Conforme o fatiamento da denúncia feito pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, os integrantes do núcleo 4 foram responsáveis por ações estratégicas de desinformação, com o objetivo de desacreditar as urnas eletrônicas e o processo eleitoral, bem como constranger membros das Forças Armadas a aderirem ao complô golpista.

Uma das suspeitas é de que a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e do Palácio do Planalto tenham sido utilizadas para avançar nos objetivos golpistas de gerar instabilidade social e intimidar quem se colocasse como contrário ao plano.

Todos respondem por cinco crimes:

  • organização criminosa armada,
  • tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito,
  • golpe de Estado,
  • dano qualificado pela violência,
  • grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Fazem parte deste núcleo os seguintes investigados:

  • Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército),
  • Ângelo Martins Denicoli (major da reserva),
  • Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente),
  • Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel),
  • Reginaldo Vieira de Abreu (coronel),
  • Marcelo Araújo Bormevet (policial federal),
  • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do presidente do Instituto Voto Legal)

Pelo regimento interno do Supremo, cabe às duas turmas do tribunal julgar ações penais. Como o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, faz parte da Primeira Turma, a acusação é julgada por este colegiado.

Se a maioria dos ministros aceitar a denúncia, os acusados viram réus e passam a responder a uma ação penal no STF, na qual as defesas poderão ter acesso mais amplo ao material utilizado pela acusação e pedir a produção de novas provas, bem como apontar testemunhas.

Em 25 março, a Primeira Turma aceitou por unanimidade o trecho da denúncia relativo ao núcleo 1, tornando réus oito denunciados apontados como responsáveis por encabeçar a trama, incluindo Bolsonaro e generais da reserva do Exército que foram integrantes do alto escalão de seu governo.

Em 22 de abril, o colegiado, também por unanimidade, aceitou a parte da denúncia contra seis envolvidos do núcleo 2, que reúne os acusados de terem prestado o assessoramento jurídico e intelectual para o golpe.

O fatiamento da denúncia em seis núcleos foi autorizado pelos ministros da Primeira Turma. O procurador-geral, Paulo Gonet, justificou o procedimento como um meio de facilitar a tramitação do caso sobre o golpe, que tem como alvo, ao todo, 34 pessoas.

Fonte: Agência Brasil

Três em cada 10 brasileiros são analfabetos funcionais 

0

Três em cada dez brasileiros com idade entre 15 e 64 anos ou não sabem ler e escrever ou sabem muito pouco a ponto de não conseguir compreender pequenas frases ou identificar números de telefones ou preços. São os chamados analfabetos funcionais. Esse grupo corresponde a 29% da população, o mesmo percentual de 2018.

Os dados são do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgado nesta segunda-feira (5), e acendem um alerta sobre a necessidade e importância de políticas públicas voltadas para reduzir essa desigualdade entre a população.

O Inaf traz ainda outro dado preocupante. Entre os jovens, o analfabetismo funcional aumentou. Enquanto em 2018, 14% dos jovens de 15 a 29 anos estavam na condição de analfabetos funcionais, em 2024, esse índice subiu para 16%. Segundo os pesquisadores responsáveis pelo estudo, o aumento pode ter ocorrido por causa da pandemia, período em que as escolas fecharam e muitos jovens ficaram sem aulas.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Teste

O indicador classifica as pessoas conforme o nível de alfabetismo com base em um teste aplicado a uma amostra representativa da população. Os níveis mais baixos, analfabeto e rudimentar, correspondem juntos ao analfabetismo funcional. O nível elementar é, sozinho, o alfabetismo elementar e, os níveis mais elevados, que são o intermediário e o proficiente correspondem ao alfabetismo consolidado.

Seguindo a classificação, a maior parcela da população, 36%, está no nível elementar, o que significa que compreende textos de extensão média, realizando pequenas interferências e resolve problemas envolvendo operações matemáticas básicas como soma, subtração, divisão e multiplicação.

Outras 35% estão no patamar do alfabetismo consolidado, mas apenas 10% de toda a população brasileira estão no topo, no nível proficiente.

Limitação grave

Segundo o coordenador da área de educação de jovens e adultos da Ação Educativa, uma das organizações responsáveis pelo indicador, Roberto Catelli, não ter domínio da leitura e escrita gera uma série de dificuldades e é “uma limitação muito grave”.

Ele defende que são necessárias políticas públicas para garantir maior igualdade entre a população.

“Um resultado melhor só pode ser alcançado com políticas públicas significativas no campo da educação e não só da educação, também na redução das desigualdades e nas condições de vida da população. Porque a gente vê que quando essa população continua nesse lugar, ela permanece numa exclusão que vai se mantendo e se reproduzindo ao longo dos anos”.

A pesquisa mostra ainda que mesmo entre as pessoas que estão trabalhando, a alfabetização é um problema: 27% dos trabalhadores do país são analfabetos funcionais, 34% atingem o nível elementar de alfabetismo e 40% têm níveis consolidados de alfabetismo.

Até mesmo entre aqueles com alto nível de escolaridade, com ensino superior ou mais, 12% são analfabetos funcionais. Outros 61% estão na outra ponta, no nível consolidado de alfabetização. 

Desigualdades

Há também diferenças e desigualdades entre diferentes grupos da população. Entre os brancos, 28% são analfabetos funcionais e 41% estão no grupo de alfabetismo consolidado. Já entre a população negra, essas porcentagens são, respectivamente, 30% e 31%. Entre os amarelos e indígenas, 47% são analfabetos funcionais e a menor porcentagem, 19%, tem uma alfabetização consolidada.

Segundo a coordenadora do Observatório Fundação Itaú, Esmeralda Macana, entidade parceira na pesquisa, é preciso garantir educação de qualidade a toda a população para reverter esse quadro que considera preocupante. Ela defende ainda o aumento do ritmo e da abrangência das políticas públicas e ações:

“A gente vai precisar melhorar o ritmo de como estão acontecendo as coisas porque estamos já em um ambiente muito mais acelerado, em meio a tecnologias, à inteligência artificial”, diz. “E aumentar a qualidade. Precisamos garantir que as crianças, os jovens, os adolescentes que estão ainda, inclusive, no ensino fundamental, possam ter o aprendizado adequado para a sua idade e tudo aquilo que é esperado dentro da educação básica”, acrescenta.

Indicador

O Inaf voltou a ser realizado depois de seis anos de interrupção. Esta edição contou com a participação de 2.554 pessoas de 15 a 64 anos, que realizaram os testes entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, em todas as regiões do país, para mapear as habilidades de leitura, escrita e matemática dos brasileiros. A margem de erro estimada varia entre dois e três pontos percentuais, a depender da faixa etária analisada, considerando um intervalo de confiança estimado de 95%.

Este ano, pela primeira vez, o Inaf traz dados sobre o alfabetismo no contexto digital para compreender como as transformações tecnológicas interferem no cotidiano. 

O estudo foi coordenado pela Ação Educativa e pela consultoria Conhecimento Social. A edição de 2024 é correalizada pela Fundação Itaú em parceria com a ⁠Fundação Roberto Marinho, ⁠Instituto Unibanco, Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Fonte: Agência Brasil

Nota Fiscal Goiana tem R$ 331 mil em prêmios à espera dos ganhadores

0

Ganhadores de 290 prêmios do programa Nota Fiscal Goiana, da Secretaria da Economia, ainda não solicitaram o resgate dos valores sorteados em 2025. Ao todo, R$ 331 mil aguardam os vencedores, incluindo premiações de R$ 50 mil, R$ 10 mil, R$ 5 mil, R$ 1 mil e R$ 500,00 (valores brutos). Os cadastros são de 43 municípios.

Entre os consumidores que ainda não resgataram o prêmio, 60 ganhadores do sorteio nº 98, realizado em janeiro, podem fazer o requerimento até a próxima quarta-feira (07/05). Depois desse prazo, eles perdem o direito ao dinheiro.

Conforme o regulamento do programa, o contemplado tem 90 dias, contados a partir da homologação do sorteio no Diário Oficial do Estado de Goiás, para solicitar o resgate.

Confira os prêmios

Para verificar se possui algum prêmio aguardando solicitação de recebimento, basta acessar o link https://nfgoiana.economia.go.gov.br/nfg/cidadao/consultarGanhador e consultar o CPF. Outra opção é conferir as listas públicas de ganhadores dos últimos sorteios em Relação dos Sorteios – Nota Fiscal Goiana.

Além da edição nº 98, vencedores dos três meses seguintes também têm prêmios a resgatar. Para o sorteio nº 99, realizado em fevereiro, 69 participantes têm até 30 de junho para fazer o resgate, inclusive de dois prêmios de R$ 10 mil.

O prazo para 66 contemplados em março (nº 100) termina em 7 de julho e, no caso de 95 sortudos de abril (nº 101), em 30 de julho. O consumidor que levou o prêmio máximo de R$ 50 mil no mês passado está entre os que ainda não solicitaram o resgate.

Como resgatar

O procedimento para solicitar o resgate é feito on-line, no site oficial do Nota Goiana (Nota Fiscal Goiania – Nota Fiscal Goiana). Após fazer login na área restrita, o ganhador deve informar os dados bancários na área Premiação.

O coordenador do programa, Leonardo Vieira de Paula, ressalta que a Secretaria da Economia envia e-mails informando o consumidor sorteado, mas nenhum dado pessoal é solicitado por telefone, e-mail ou mensagem.

“Também não é cobrado qualquer valor para garantir o resgate do prêmio, então cuidado com as tentativas de golpe. Todas as informações estão disponíveis no site oficial da Nota Goiana”, alerta o gestor.

A dica é conferir se os seus dados estão atualizados na área restrita do site, assim como acompanhar os resultados dos sorteios mensais.

Quem ainda não é inscrito no programa pode fazer o cadastro em Nota Fiscal Goiania – Nota Fiscal Goiana . Depois, basta pedir o CPF na nota em compras feitas em Goiás para concorrer aos sorteios, que distribuem 158 prêmios mensalmente. Os participantes do programa também podem ganhar até 10% de desconto no IPVA.

Verifique se foi sorteado: https://nfgoiana.economia.go.gov.br/nfg/cidadao/consultarGanhador

Saiba mais

Consumidores e clubes de futebol ganham R$ 1,2 milhão no Nota Fiscal Goiana

Morador de Aparecida recebe R$ 50 mil no 1º sorteio de 2025 do Nota Fiscal Goiana

Fonte: Portal Goiás

Irmãos Clodo, Climério e Clésio são reverenciados em noite musical nesta segunda-feira (5)

0

Clodo, Climério e Clesio, os irmãos Ferreira, entraram há anos para a história da música popular brasileira. Nesta segunda-feira (5/5), os três entram para o rol de Cidadãos Honorários de Brasília – cidade em que construíram sólido legado musical – com sessão solene a partir das 19h, no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal. 

Proposta pelo deputado Chico Vigilante (PT), a homenagem terá, além de uma solenidade formal, apresentações musicais. Estão confirmadas as presenças de Climério, o único remanescente da tríade; de Mano Ferrera, filho de Clésio (1944-2010), e de Pedro e João Ferreira, filhos de Clodo (1951-2024). Autoridades e representantes da cena cultural de Brasília, como a cantora Márcia Tauil, também vão prestigiar o evento.

“Essa cerimônia será uma oportunidade única de celebrarmos não apenas a história desses artistas, mas também o impacto profundo que eles tiveram na cultura musical de Brasília e do Brasil”, afirma Vigilante em convite para a sessão solene de hoje em suas redes sociais.

Irmãos Ferreira

 

 

Clodomir (Clodo), Climério e Clésio Ferreira nasceram no Piauí e vieram para Brasília no início da década de 1960. Na capital, consolidaram suas vidas pessoais e profissionais e escreveram seus nomes na história da MPB.

Segundo o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, eles despontaram nacionalmente em 1976, na voz de Ednardo, com a música “Enquanto engomo a calça” (de Climério e Ednardo): 

“Arrepare não, mas enquanto engoma a calça eu vou lhe contar
Uma história bem curtinha, fácil de cantar
Porque cantar parece com não morrer
É igual a não se esquecer
Que a vida é que tem razão”.

Foi Ednardo, também, quem produziu o primeiro LP dos irmãos Ferreira, intitulado “São Piauí” (1977). 

Em 1978, uma composição de Clodo e Clésio, “Revelação”, transformou Raimundo Fagner em sucesso radiofônico e ajudou a consagrá-lo junto ao grande público: 

“Quando a gente tenta 
De toda maneira
Dele se guardar 
Sentimento ilhado 
Morto, amordaçado 
Volta a incomodar”.

 

Fagner assina a produção do segundo disco do trio: “Chapada do Corisco”. 

O sanfoneiro, cantor e compositor Dominguinhos, parceiro dos irmãos em várias composições (entre elas, “Caxinguelê” e “Dia Claro”), produziu o terceiro LP do trio: “Ferreira”.

Clodo, Climério e Clésio ainda lançaram, juntos, outros três LPs em vinil, bem como o CD “Tiro Certeiro”. Eles trilharam, também, carreiras solo.

Além disso, o trio tem mais de 150 músicas gravadas por intérpretes de variados estilos, como Amelinha, Ângela Maria, Elba Ramalho, Fafá de Belém, Nara Leão, Os Cariocas e Tim Maia.

Curiosidade

Nara Leão compôs, em parceria com Fagner e Fausto Nilo, a música “Cli-Clé-Clô”, em homenagem aos três irmãos Ferreira. A canção integra seu LP “Romance Popular” (1981).

Além da música

Os homenageados também têm importantes contribuições em outras áreas. Clodo era professor da Universidade de Brasília (UnB), onde ministrava aulas no curso de Publicidade da Faculdade de Comunicação (FAC). Clésio, por sua vez, era professor de língua portuguesa. Já Climério é formado em Jornalismo e professor aposentado da UnB. Ele segue escrevendo poemas.

Fonte: Agência CLDF

Alto nível de alfabetização facilita tarefas no mundo digital

0

Pessoas com níveis mais altos de compreensão de leitura e escrita têm menos dificuldade para realizar tarefas no ambiente digital, como comprar um par de tênis online, trocar mensagens, enviar fotos ou preencher formulários na internet. Mesmo assim, entre aqueles considerados alfabetizados proficientes, quase a metade, 40%, apresenta médio ou baixo desempenho digital.

Os dados são do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgado nesta segunda-feira (5). A pesquisa mapeia as habilidades de leitura, escrita e matemática dos brasileiros. Este ano, pela primeira vez, o Inaf traz dados sobre o alfabetismo no contexto digital para compreender como as transformações tecnológicas interferem no cotidiano.

O Inaf classifica as pessoas conforme o nível de alfabetismo com base em teste aplicado a uma amostra representativa da população. Os entrevistados  são distribuídos em cinco níveis: analfabeto,  rudimentar, elementar, intermediário e proficiente.

Para medir o alfabetismo digital, as pessoas foram convidadas a realizar algumas tarefas no celular, entre elas comprar um par de tênis a partir de um anúncio publicitário em uma rede social e se inscrever em um evento por meio de formulário online. Com base nas respostas foram classificadas em três níveis: baixo, médio ou alto.

Os resultados mostraram que quase todos os analfabetos, 95%, estão no nível baixo, ou seja, conseguem realizar apenas um número limitado de tarefas no contexto digital.

No nível elementar, a maioria, 67%, está no nível médio de alfabetismo digital. Para 17% dos alfabetizados nesse patamar, o ambiente digital ajuda em suas tarefas. Mas, para 18% dos alfabetizados em nível elementar, o digital traz, na verdade, desafios adicionais.

No nível mais alto, o proficiente, 60% estão no nível alto de alfabetização digital. Mesmo nesse nível, 37% estão no nível de desempenho digital médio e 3%, no baixo.  

Segundo a coordenadora do Observatório Fundação Itaú, Esmeralda Macana, as habilidades digitais não são supérfluas, mas são importantes para que as pessoas estejam inseridas na sociedade.

“Para mim, foi um alerta de que a gente vai precisar fazer formações para que as pessoas se apropriem dessas formas mais tecnológicas, porque o mundo está cada vez mais digital. A gente já acessa serviços digitais como Pix, como marcar uma consulta médica. Acessar inclusive os programas de transferência de renda, de carteira de trabalho, documentos, identidade. Então, tudo é por meio digital. Se uma pessoa não tem essa habilidade para poder minimamente ter esse acesso, a políticas públicas inclusive, então, é muito preocupante”, diz.

Segundo a pesquisa, considerando a idade, os mais jovens são aqueles que se situam no nível mais alto de desempenho digital, com maior número de acertos no teste proposto, especialmente aqueles entre 20 e 29 anos (38% no nível alto) e, em seguida, aqueles entre 15 e 19 anos (31%).

Segundo o coordenador da área de educação de jovens e adultos da Ação Educativa, Roberto Catelli, as desigualdades identificadas na educação e na alfabetização são replicadas quando se trata do desempenho digital. Então, não se pode focar apenas em um letramento digital.

“Acho que um uma constatação, mais do que uma descoberta, mas importante, é que não adianta a gente ficar achando que só o mundo digital vai ser a solução para todos. Ao contrário, na verdade, o que fica evidente é que as mesmas desigualdades para aqueles que não que têm baixa escolaridade se reproduzem no contexto digital, porque também são pessoas que vão ter menos acesso”, diz.

Inaf

O Inaf voltou a ser realizado depois de seis anos de interrupção. Esta edição contou com a participação de 2.554 pessoas de 15 a 64 anos, que realizaram os testes entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, em todas as regiões do país, para mapear as habilidades de leitura, escrita, matemática e digitais dos brasileiros. A margem de erro estimada varia entre dois e três pontos percentuais, a depender da faixa etária analisada considerando um intervalo de confiança estimado de 95%.

O estudo foi coordenado pela Ação Educativa e pela consultoria Conhecimento Social. A edição de 2024 é correalizada pela Fundação Itaú, em parceria com a ⁠Fundação Roberto Marinho, ⁠Instituto Unibanco, Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Fonte: Agência Brasil