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“Nós vamos beber essa água”, alertam especialistas sobre a poluição do Rio Melchior

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“Se esse rio está contaminado, muitos de nós podemos estar sendo contaminados”, concluiu a deputada Paula Belmonte (Cidadania), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito do Rio Melchior. Nessa quinta-feira (15), a CPI ouviu a apresentação de um estudo sobre a situação ambiental do corpo hídrico. A pesquisa foi realizada em 2023, pela Unidade de Desenvolvimento Urbano, Rural e de Meio Ambiente da Câmara Legislativa.

“Essa água do Rio Melchior — e todos esses efluentes que são lançados, se não devidamente tratados — indiretamente nós vamos beber essa água. Porque o Rio Melchior, o exutório [escoamento] dele é no Rio Descoberto, que abastece o reservatório do Descoberto, que é a fonte de abastecimento de água para 60% da população do Distrito Federal”, respondeu a consultora legislativa Moíra Nogueira, quando perguntada pela deputada Belmonte sobre o impacto da poluição para o cidadão brasiliense.

O Rio Melchior está localizado entre Samambaia e Ceilândia. Ele recebe efluentes das estações de tratamento de esgoto Melchior e Samambaia, de chorume tratado do aterro sanitário de Brasília e de um abatedouro de aves. O rio também é vítima de despejos clandestinos.

 

Foto: Rinaldo Morelli/ Agência CLDF

Necessidade de reclassificação do rio

Em 2014, o Rio Melchior foi enquadrado na classe 4 pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente, a pior categoria de uso das águas e, consequentemente, de nível de qualidade. As classes definem a destinação do rio e não necessariamente a condição atual. “A classe 4 permite o uso apenas para navegação e harmonia paisagística. Não pode ser utilizado de forma alguma pela população, pois já é previsto que aquela água vai estar poluída”, explicou a consultora legislativa Daniela Adamek.

“Na prática isso representa renúncia ao uso nobre das águas, como abastecimento da população, recreação e preservação ecológica. Essa decisão é um reflexo administrativo da decisão que foi tomada em conjunto com a sociedade à época, baseada em limitações operacionais, urbanísticas, mas que precisa ser reavaliada com urgência”, opinou Daniela.

A consultora também apontou que, apesar de a classe 4 ser mais permissiva, ela ainda impõe restrições para evitar danos severos ao meio ambiente, como controle do pH da água, do cheiro, da aparência, da quantidade de efluentes, entre outros pontos.

 

A consultora legislativa Daniela Adamek. Foto: Rinaldo Morelli/ Agência CLDF

 

“O enquadramento é como se fosse um zoneamento dos recursos hídricos. Define qual curso hídrico pode ser utilizado para qual atividade. É como se fosse um plano diretor da cidade, que permite uso comercial em um lugar, residencial no outro”, comparou o consultor legislativo André Felipe da Silva. “Ali no Lago Paranoá é classe 1, vai poder ter recreação, abastecimento humano; ele vai poder ser usado para nadar em atividades que a gente corra o risco de ingerir água”, exemplificou.

Ao todo, existem 5 classes: a melhor é a especial e a pior é a classe 4. O estudo sugere o reenquadramento do Rio Melchior na classe 3, que permite o uso para irrigação e, após tratamento, para consumo humano. A reclassificação exigiria mais cuidados com a qualidade das águas.

Desafio da ocupação urbana

O estudo apontou que a degradação do Rio Melchior começou ainda nos anos 80, com o aumento populacional na região. Diversos problemas e riscos ecológicos foram identificados, tais como desmatamento das margens, assoreamento e contaminação das águas e do subsolo. O rio está localizado em uma área de aquífero, ou seja, de armazenamento de água abaixo do solo.

“A expansão urbana desordenada, ou até mesmo a expansão ordenada, impermeabiliza o solo, com calçamento e asfaltamento. Isso impede que a água da chuva, ou a água superficial, infiltre no solo e faça recarga desses aquíferos subterrâneos, que são importantes sobretudo em épocas de escassez hídrica”, destacou o consultor André Felipe.

 

O consultor legislativo André Felipe. Foto: Rinaldo Morelli/ Agência CLDF

 

A pesquisa também citou a vulnerabilidade da população local, com déficit da infraestrutura de saneamento e habitação. O deputado Iolando (MDB) ressaltou a importância de conscientizar os cidadãos. “Há uma certa participação da comunidade em jogar os resíduos no rio. O avanço das invasões está gerando também essa contaminação”, afirmou o parlamentar. 

A reunião completa da CPI está disponível no canal do Youtube da TV Câmara Distrital. 

Fonte: Agência CLDF

Tesouro paga R$ 820,78 milhões em dívidas de estados e municípios

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A União pagou, em abril, R$ 820,78 milhões em dívidas atrasadas de estados e municípios, segundo o Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias, divulgado nesta quinta-feira (15) pelo Tesouro Nacional. No acumulado do ano, já são R$ 3,32 bilhões de débitos honrados de entes federados.

Em 2024, o valor chegou a R$ 11,45 bilhões de dívidas garantidas pela União.

Do total pago no mês passado, R$ 345,33 milhões são débitos não quitados pelo estado do Rio de Janeiro; R$ 317,26 milhões de Minas Gerais; R$ 82,12 milhões do Rio Grande do Sul; R$ 73,32 milhões de Goiás; R$ 2,67 milhões do Rio Grande do Norte;  R$ 73,12 mil do município de Santanópolis (BA).

Dos R$ 3,32 bilhões de dívidas de entes federados honradas pela União em 2025, R$ 1,52 bilhão são de Minas Gerais; R$ 884,6 milhões do Rio de Janeiro; R$ 503,49 do Rio Grande do Sul; R$ 296,18 milhões de Goiás; R$ 116,93 milhões do Rio Grande do Norte; R$ 2,47 milhões do município de Iguatu (CE); e R$ 280 mil de Santanópolis (BA).

Desde 2016, a União pagou R$ 78,76 bilhões em dívidas garantidas. Além do relatório mensal, o Tesouro Nacional disponibiliza os dados no Painel de Garantias Honradas.

As garantias representam os ativos oferecidos pela União – representada pelo Tesouro Nacional – para cobrir eventuais calotes em empréstimos e financiamentos dos estados, municípios e outras entidades com bancos nacionais ou instituições estrangeiras, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Como garantidora das operações, a União é comunicada pelos credores de que não houve a quitação de determinada parcela do contrato.

Recuperação de garantias

Caso o ente não cumpra suas obrigações no prazo estipulado, o Tesouro compensa os calotes, mas desconta o valor coberto de repasses federais ordinários – como receitas dos fundos de participação e compartilhamento de impostos, além de impedir novos financiamentos. Sobre as obrigações em atraso incidem ainda juros, mora e outros encargos previstos nos contratos de empréstimo, também pagos pela União.

Há casos, entretanto, de bloqueio na execução das contragarantias pela adoção de regimes de recuperação fiscal, por meio de decisões judiciais que suspenderam a execução ou por legislações de compensação das dívidas. Dos R$ 78,76 bilhões honrados pela União, cerca de R$ 72 bilhões se enquadram nessas situações.

Desde 2016, a União recuperou R$ 5,78 bilhões em contragarantias. Os maiores valores são referentes a dívidas pagas pelos estados do Rio de Janeiro (R$ 2,77 bilhões) e de Minas Gerais (R$ 1,45 bilhão), além de outros estados e municípios. Em 2025, a União já recuperou R$ 126,11 milhões em contragarantias.

Fonte: Agência Brasil

Ladrão entrou no INSS no governo Bolsonaro, diz ministro no Senado

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Convidado para dar explicações no Senado sobre a fraude contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o novo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz Maciel, defendeu, nesta quinta-feira (15), que o esquema de desvio de pensões e aposentadorias foi consolidado no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, destacando que a fraude foi descoberta e encerrada na atual administração.

“Entre 2019 e 2022 é que o ladrão entra na casa. Por que eu digo que o ladrão entra na casa? Porque o fim da revalidação [das autorizações para os descontos associativos], e a expectativa anterior de que houvesse a revalidação, fez com que cerca de 11 empresas novas se credenciassem. Dessas empresas, que mais tarde descobrimos, agora, durante a operação, que eram 100% fraudulentas, a maior parte se estabeleceu nesse período”, afirmou Wolney.

O ministro participa, nesta quinta-feira (15), de sessão da Comissão de Fiscalização e Controle do Senado. Ele assumiu o cargo no lugar do Carlos Lupi, que saiu da pasta após a revelação da fraude. 

Wolney Queiroz disse que a Medida Provisória (MP) 1.007, de 2019, transformada na Lei 14.438, de 2022, foi fundamental para o aumento dos descontos indevidos. A MP teria sido editada por recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) após indícios de irregularidades no INSS verificadas ainda em 2019.

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A MP previa novos controles sobre descontos em aposentadorias, mas foi alterada pelo Congresso Nacional e sancionada sem vetos por Bolsonaro. Com as mudanças, foi excluída a previsão de revalidação anual das autorizações para os descontos do INSS.

“Essa lei pôs fim ao instituto da revalidação que vinha sendo gestado dentro do Congresso, a partir de 2019, para que houvesse uma revalidação de cada um daqueles que autorizavam o desconto. Isso foi sepultado por essa MP e por essa lei, em 2022”, completou o ministro.

Para Wolney, o fim da revalidação dos descontos deixou as empresas à vontade para aumentar as fraudes, o “que fez esse número subir exponencialmente em 2023 e 2024. Nós só detectamos depois da operação da AGU [Advocacia-Geral da União], em abril de 2025”.

Em entrevista exclusiva ao Portal UOL, o ex-presidente Jair Bolsonaro comentou o escândalo de corrupção no INSS e disse que “tem que investigar” o caso inclusive na sua gestão.

A Controladoria-Geral da União (CGU) informou que, entre 2017 e 2019, foi registrado um aumento no número dos descontos e das reclamações de aposentados de que não haviam autorizado os descontos nas mensalidades

Combate à fraude

O ministro da Previdência fez questão de frisar que foram os órgãos do atual governo que revelaram e acabaram com a fraude, acrescentando que recebeu a recomendação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de apurar o caso “até às últimas consequências”.

“Essas fraudes não começaram agora, mas terminaram neste governo. Foi o nosso governo, do presidente Lula, que mandou chamar a polícia, que deflagrou a operação, que desbaratou essa gangue que roubava os aposentados”, afirmou.

Ainda segundo Wolney Queiroz, o governo está atuando para ressarcir todos os aposentados com descontos irregulares, tendo bloqueado já R$ 2,5 bilhões das entidades suspeitas para promover esse ressarcimento.

Oposição

Senadores da oposição que solicitaram a audiência com o ministro da Previdência tentaram atribuir à atual gestão a responsabilidade pela fraude. O senador Sérgio Moro (União-PR) acusou Wolney, que era secretário executivo da pasta antes da saída de Lupi, de ter sido omisso no combate às irregularidades.  

“Além dos descontos subirem durante o governo Lula exponencialmente, há indícios veementes de pagamento de suborno a altos funcionários do INSS, que foram nomeados, inclusive, pelo ministro Carlos Lupi e durante o período que vossa excelência era o secretário-executivo”, acusou.

O ministro negou que tenha relação com os nomes citados pelo senador, disse que não era sua atribuição nomear esses cargos e lembrou que Moro foi ministro da Justiça em 2020, quando já havia indícios de irregularidades.

“Houve uma denúncia de um servidor em 2020, que denunciou à Polícia Federal que havia descontos indevidos, que havia fraude. Parece que vossa excelência era o ministro da Justiça nessa época. Fez alguma coisa para coibir essas fraudes?”, retrucou.

Moro disse que não tomou conhecimento da denúncia enquanto era ministro e, em seguida, questionou por que a operação só foi deflagrada em 2025, dois anos após o início do governo.  

Segundo Wolney, antes de 2025 o governo só sabia do caso pela imprensa, com poucas informações, e aguardava o resultado da investigação da CGU.

“Essa investigação durou praticamente dois anos. Se fosse uma coisa simples de ser detectada, essa ação teria sido deflagrada pela CGU e pela Polícia Federal ainda em 2023. É uma coisa que demanda responsabilidade, serenidade, tempo, buscas e investigação”, justificou.

Ainda segundo o ministro, o Ministério da Previdência recebia informações do INSS de que as medidas para endurecer o controle sobre os descontos estavam sendo tomadas, “que as modalidades estavam sendo mais rigorosas, que as reclamações estavam diminuindo. Então, essas eram as informações que chegavam do INSS para o Ministério da Previdência”, finalizou.

Fonte: Agência Brasil

INSS alerta população sobre perfil falso em rede social

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O perfil falso com o nome assistencia_inss, na rede social Instagram, está usando de forma indevida o nome do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a identidade visual (marca) e informações do instituto, o que pode induzir o internauta a entender por engano que aquela conta na rede social seria verdadeira. Não é!

O alerta de perfil falso foi feito pelo próprio INSS, que ressalta que o uso indevido de sua marca e identidade visual é crime, passível de punição.


perfil_fake_inss
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A conta falsa foi denunciada pela autarquia do governo federal à rede social Instagram, por ser um perfil que finge ser de outra instituição. Em nota pública, o INSS pediu a colaboração da sociedade para denunciar páginas como essas na internet. Até o fechamento desta reportagem, o perfil fictício ainda estava ativo.

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Postagens

As nove postagens do perfil falso tratam, em sua maioria, das notificações sobre os descontos associativos em benefícios de aposentados e pensionistas da previdência social. Algumas imagens da conta falsa são cópias espelhadas de postagens do perfil oficial do INSS.

O INSS acrescenta que, no perfil falso mencionado, as postagens espelhadas dos canais oficiais “sugerem facilidades para resolver pendências ou acelerar a liberação de valores referentes aos descontos associativos, para a aplicação de golpes.”

“O INSS tem alertado que não realiza atendimento por meio de redes sociais como Instagram, Facebook ou WhatsApp, e tampouco solicita o envio de documentos pessoais, fotos, senhas ou dados bancários por estes canais de comunicação”, disse em nota o INSS.

Canais oficiais

O INSS orienta a população que desconfie de promessas fáceis relacionadas, por exemplo, à liberação de reembolso de descontos não autorizados de mensalidades associativas feitos diretamente em aposentadoria ou pensão.

A instituição enfatiza que apenas os canais oficiais devem ser usados para se informar sobre essa situação e para qualquer outra solicitação. São eles: o aplicativo e o site Meu INSS, o telefone 135 ou sites oficiais do governo, disponíveis no site Gov.br.

Os internautas também devem conferir se a conta do Instagram é um perfil verificado, que possui um selo de verificação azul ao lado do nome de usuário. Este selo redondo indica que o Instagram confirmou que a conta pertence autenticamente à entidade, figura pública, celebridade ou marca global.

Agência Brasil explica o passo a passo para os aposentados e pensionistas confirmarem se os descontos de valores relativos à mensalidade de associações foram autorizados ou não.

Fonte: Agência Brasil

Em São Paulo, eleitores com títulos irregulares passam de 1,3 milhão

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Cerca de 1,3 milhão de pessoas estão com o título de eleitor pendente de regularização no estado de São Paulo em razão de terem deixado de votar por três turnos consecutivos. O prazo para corrigir a irregularidade encerra-se na próxima segunda-feira (19).   

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), nos últimos dois meses, apenas 26 mil pessoas procuraram a Justiça Eleitoral para regularizar o título. Quem não fizer a regularização pode ter o título cancelado. 

“Caso perca o prazo para a regularização, o eleitor que deixou de votar nas três últimas eleições terá o documento cancelado automaticamente. Quem não está com o título em dia pode não conseguir, por exemplo, regularizar o CPF, emitir passaporte, fazer matrícula em instituições públicas de ensino e tomar posse em cargo público, entre outros impedimentos”, diz comunicado do TRE-SP.

Para regularizar o título, é necessário que o eleitor pague uma multa no valor de R$ 3,51 por turno em que deixou de votar ou de justificar a ausência. O eleitor pode ver a situação do título pela página do TSE (https://www.tse.jus.br/servicos-eleitorais/autoatendimento-eleitoral#/atendimento-eleitor, Opção 7, ou pelo aplicativo e-Título, clicando em “Mais opções” na barra inferior da tela. Caso tenha multa, o pagamento pode ser feito inclusive por Pix. 

No estado de São Paulo, os eleitores podem ser atendidos presencialmente em qualquer cartório eleitoral, independentemente da zona eleitoral à qual o título esteja vinculado.

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Fonte: Agência Brasil

Desmatamento em Goiás tem queda de 71,9%

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Goiás é o estado que mais reduziu desmatamento em 2024
Informação consta no Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD 2024) (Foto: Semad)

Goiás é o estado que mais reduziu o desmatamento em 2024, de acordo com dados divulgados na manhã desta quinta-feira (15/5) pela rede Mapbiomas. A informação consta no Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD 2024). A queda na supressão de vegetação nativa em território goiano foi de 71,9% na comparação com o ano anterior.

Em números absolutos, o RAD mostra que os alertas de desmatamento relativos a Goiás caíram de 3.519 em 2023 para 659 no ano passado, e a área alcançada por eles passou de 69,3 mil hectares para 19,4 mil hectares no período seguinte.

Na sequência do ranking, atrás de Goiás, aparecem outros estados que alcançaram bons resultados , como Paraná (-65%), Espírito Santo (-62%), Bahia (-54%) e Roraima (-50%). Na outra ponta da tabela, registraram alta no desmatamento o Rio de Janeiro (+94%), o Rio Grande do Sul (+70%) e o Ceará (+23%).

Sobre o Rio Grande do Sul, cabe ressaltar que a tragédia climática do ano passado causou, por si só, uma perda de quase 3 mil hectares de vegetação nativa. O Rio de Janeiro sofreu do mesmo problema.

O relatório ainda chamou atenção para o fato de que, pela primeira vez desde o início da validação e publicação de alertas de desmatamento no Brasil, em 2019, cinco dos seis biomas brasileiros tiveram redução no desmatamento. A exceção foi a Mata Atlântica, que se manteve praticamente estável em relação a 2023.

O Cerrado foi o bioma em que houve a maior redução em números absolutos, saindo de 1,1 milhão de hectares desmatados em 2023 para 652 mil hectares no ano seguinte (diferença de 41,2%).

Nos demais biomas, o recuo foi de 377.708 hectares na Amazônia (16,8%), 174.511 na Caatinga (13,4%,) 23.295 no Pantanal (58,6%) e 896 no Pampa (42,1%).

Já na Mata Atlântica, houve um ligeiro aumento do desmatamento no período, saindo de 13.212 hectares em 2023, para 13.472 em 2024, uma oscilação de 2% de alta.

A titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Andréa Vulcanis, celebrou o resultado apresentado pelo MapBiomas e lembrou que a meta é zerar o desmatamento ilegal em Goiás até 2030.

“Os números são resultados de uma construção coletiva, e que começou há seis anos. O Estado e o setor produtivo estão unidos no propósito de garantir com que Goiás se desenvolva de forma sustentável”, disse.

Desmatamento ilegal zero

Em setembro de 2023, o governador Ronaldo Caiado e a titular da Semad assinaram, com representantes do setor produtivo, um pacto em que todos assumiram o compromisso de acabar com a supressão de vegetação feita à margem da lei até o fim da década.

Em paralelo, o governo abriu concurso para Semad, deu posse a cerca de 100 novos servidores e investiu na tecnologia usada em monitoramento remoto, que se soma ao trabalho de campo realizado por fiscais.

Vulcanis afirma que, no primeiro semestre de 2024, Goiás conseguiu pela primeira vez recepcionar, revisar e atribuir responsabilização administrativa (multa e embargos) a 100% dos alertas de desmatamento recebidos.

Mapbiomas

O Mapbiomas, que divulgou o RAD 2024 nesta quinta-feira, é uma rede de colaboração que envolve ONGs, universidades, colaboradores técnicos. Surgiu em 2018 com necessidade de usar dados que já existiam e precisavam ser organizados de melhor forma, para que tivessem mais impacto.

Desde então, empreende esforços para que os alertas cubram todos os biomas, sejam entregues em alta resolução e estejam publicados em uma única plataforma.

A rede compila alertas de fontes como Deter/Inpe, SAD/Imazon, SAD Caatinga, Sirad-X, SAD Mata Atlântica, SAD Pantanal, SAD Pampa, SAD Cerrado, e da Universidade de Maryland.

O RAD 2024, que trouxe os dados acima, é a consolidação de tudo que foi enxergado no ano anterior no formato de um relatório, que possa dar uma visão do conjunto do que aconteceu, e a evolução desde 2019 (quando foi feito o primeiro relatório). Ele mostra, por exemplo, que nos últimos seis anos o Brasil perdeu 9,8 milhões de hectares de vegetação nativa.

Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

MEC prorroga até sexta inscrições de cursinhos populares

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Os cursinhos populares e comunitários podem inscreverem suas propostas para a Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP) até esta sexta-feira (16).  Propostas salvas como rascunho deverão ser finalizadas e enviadas até essa data. O prazo terminaria nesta quarta-feira (14) e foi prorrogado pela segunda vez pelo Ministério da Educação (MEC).

O objetivo da política pública de apoio é garantir suporte técnico e financeiro aos cursinhos pré-vestibulares para garantir a preparação dos estudantes da rede pública socialmente desfavorecidos e que querem ingressar no ensino superior.

O foco da iniciativa está nos alunos que estão saindo ensino médio público, além de baixa renda, negros, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência (PCD). 

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Inscrições

As inscrições dos cursinhos populares e comunitários devem ser feitas exclusivamente na plataforma virtual de seleção Prosas.

Podem participar do processo tantos os pré-universitários populares formalmente instituídos, com Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), como os informais. No caso dos não formalizados, os cursinhos devem se inscrever por meio de uma instituição operadora com tenham firmado acordo de parceria.

Esta instituição operadora será responsável por inscrever e apoiar a gestão das propostas dos cursinhos populares informais. Cada apoiadora poderá ter até dez propostas de cursinhos populares apoiadas.

As propostas dos cursinhos deverão estar alinhadas às Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio e também aos editais anuais do Enem. Outra exigência é que os cursinhos tenham carga horária mínima de 20 horas semanais.

Os planos também precisam oferecer atividades complementares de promoção da saúde e da cidadania; de formação antirracista e anticapacitista, ou seja, contra o preconceito e a discriminação direcionado a pessoas com deficiência (PCD).

Para facilitar o processo de inscrição, a plataforma disponibilizou tutoriais com orientações sobre passo a passo  aos interessados, que também podem entrar em contato com o suporte técnico da Prosas pelo e-mail cooperacaosocial@fiocruz.br .

Seleção

Conforme edital lançado em abril pelo Ministério da Educação (MEC) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), serão selecionadas até 130 instituições que preparam gratuitamente estudantes para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e para outros vestibulares de ingresso no ensino superior.

Terão prioridade na seleção das propostas aqueles cursinhos populares que não recebem apoio financeiro direto ou indireto de entidades públicas ou privadas.

Resultado

O processo de seleção das proposições dos cursinhos populares ocorre em três etapas: análise de documentos; análise técnica, pontuação e classificação das propostas; e seleção da proposição. 

Conforme o edital, os resultados de cada uma das três fases serão divulgados nos sites das seguintes instituições: Ministério da Educação (MEC); Fiocruz, Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec) e Prosas.

Por fim, os cursos selecionados serão conhecidos em 6 de junho. A previsão para que as instituições assinem o termo de adesão para início de concessões de bolsas é 19 de junho.

Apoio financeiro

A partir da assinatura de termo de adesão à rede, o apoio técnico e financeiro aos cursinhos populares selecionados será de sete meses e de, no máximo, R$ 163,2 mil.

 De acordo com a chamada pública, neste valor está incluso o auxílio permanência aos estudantes e, ainda, para custeio de materiais didáticos gratuitos para a preparação dos alunos, formação e capacitação de professores e gestores.

Ao todo, o investimento inicial do governo federal será de R$ 24,8 milhões, no ciclo 2025-2026, para a rede de cursinhos e devem ser beneficiados, já no primeiro ano, cerca de 5,2 mil estudantes do Brasil.

O MEC calcula que até 2027, o valor global chegará a R$ 99 milhões, com aproximadamente 324 cursinhos populares apoiados. 

Estudantes

Especificamente sobre o auxílio permanência aos estudantes, este será concedido em seis parcelas no valor de R$ 200 cada uma delas. Os recursos serão transferidos diretamente pelas instituições de ensino aos estudantes.

O auxílio permanência deve ser concedido a, no mínimo, 20 e, no máximo, a 40 estudantes.

Ao longo do período de execução da proposta, os estudantes beneficiários poderão ser substituídos e deverá ser entregue a segunda lista comprobatória de frequência.

 

Fonte: Agência Brasil

Câmara Legislativa presta homenagem aos 216 anos da Polícia Militar do DF

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O aniversário de 216 anos de fundação da Polícia Militar do Distrito Federal, criada em 1809 no Rio de Janeiro, então capital federal, foi comemorado hoje (15) em sessão solene realizada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal. A iniciativa da homenagem partiu do deputado Hermeto (MDB), que é policial militar da reserva. 

 

“Se não fosse a Polícia Militar eu nem estaria sentado aqui hoje. Sou de família muito humilde, nasci em 1965 no interior do Ceará. Entrei na polícia há 37 anos e ali me formei, fiz pós-graduação, fiz a minha vida. Quero parabenizar a minha corporação pelo seu aniversário”, discursou o deputado na solenidade. 
 

Participaram da sessão policiais militares, seus amigos e familiares, além de autoridades do Governo do Distrito Federal. A comandante da PMDF, coronel Ana Paula Barros Habka, parabenizou a corporação pelo seu aniversário e ressaltou a importância da polícia para a sociedade. “A Polícia Militar está em todo lugar, à mostra com sua farda, para servir a sociedade. Só temos qualidade de vida se pudermos sair de nossas casas com segurança, e isso é garantido por esta corporação. Tenho o compromisso de manter a PMDF cada vez mais moderna, cada vez mais preparada e, acima de tudo, cada vez mais humana”, afirmou.  

Representando a Secretaria de Segurança Pública do DF, o coronel Angelis enalteceu o trabalho da PMDF. “O Distrito Federal tem uma população que corresponde a um terço da de Portugal. Nosso efetivo é equivalente ao de três estados do Nordeste. Nós somos uma grande polícia. A Polícia Militar do DF tem uma tremenda responsabilidade estratégica para o país”, elogiou.

 

Subcomandante da PMDF, o coronel Fabrício Boechat Camargos ressaltou a importância de se garantir que os policiais do DF estejam bem equipados. “Todos os dias a gente sai de casa com o objetivo de garantir que os soldados da PM estejam na viatura com o equipamento apropriado para cumprir o seu dever”, observou. Para o coronel Nelson Pires Filho, chefe da Casa Militar do DF, a polícia é formada por heróis. “A nossa polícia está em todo lugar a todo tempo. São heróis de verdade que trabalham 24 horas em prol da sociedade”, afirmou. 

Já o secretário de Relações Parlamentares da Casa Civil do DF, Maurício Antônio do Amaral Carvalho, elogiou a formação dos policiais militares do DF. “Ser policial aqui demonstra a relevância e a magnitude da formação de uma pessoa que é responsável pela estabilidade nas ruas”, disse. Ao final da solenidade, foram entregues moções de louvor para policiais militares que se destacaram no cumprimento de suas missões. 

 

Fonte: Agência CLDF

Ataques israelenses matam dezenas em Gaza enquanto Trump visita região

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Ataques militares israelenses mataram pelo menos 60 pessoas na Faixa de Gaza nesta quinta-feira (15) , disseram médicos palestinos, enquanto os Estados Unidos e os mediadores árabes pressionam por um acordo de cessar-fogo, e o presidente dos EUA, Donald Trump, visita o Oriente Médio.

A maioria das vítimas, incluindo mulheres e crianças, foi morta em Khan Younis, no Sul de Gaza, em ataques aéreos que atingiram casas e barracas, disseram eles.

Entre os mortos estava o jornalista local Hassan Samour, que trabalhava para a estação de rádio Aqsa, administrada pelo Hamas, e foi morto junto com 11 membros da família quando sua casa foi atingida, segundo os médicos.

Os militares israelenses não comentaram a morte do jornalista. Eles intensificaram a ofensiva em Gaza enquanto tentam erradicar o Hamas, em retaliação aos ataques mortais que o grupo militante palestino realizou contra Israel em outubro de 2023.

Em comunicado, o Hamas disse que Israel estava fazendo uma “tentativa desesperada de negociar sob a cobertura de fogo”, à medida que conversações indiretas de cessar-fogo ocorriam entre Israel e o Hamas, envolvendo enviados de Trump e mediadores do Catar e do Egito em Doha.

Israel realizou os últimos ataques no dia em que os palestinos marcam a Nakba, ou catástrofe, quando centenas de milhares de pessoas fugiram ou foram forçadas a fugir de suas cidades natais e vilarejos durante a guerra de 1948 no Oriente Médio, que deu origem ao Estado de Israel.

Com a maioria dos 2,3 milhões de pessoas em Gaza deslocadas internamente, alguns residentes do pequeno enclave dizem que o sofrimento é maior agora do que na época da Nakba.

“O que estamos vivenciando agora é ainda pior do que a Nakba de 1948”, afirmou Ahmed Hamad, um palestino da Cidade de Gaza que foi deslocado várias vezes.

“A verdade é que vivemos em um estado constante de violência e deslocamento. Onde quer que vamos, enfrentamos ataques. A morte nos cerca por toda parte.”

As autoridades de saúde palestinas dizem que os ataques israelenses aumentaram desde que Trump iniciou uma visita na terça-feira (13) aos Estados do Golfo da Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos, que muitos palestinos esperavam que ele usasse para pressionar por uma trégua.

Ontem, os ataques israelenses ao enclave mataram pelo menos 80 pessoas, segundo autoridades de saúde locais.

Fonte: Agência Brasil

Coronel do CBMDF Mônica Miranda recebe título de cidadã benemérita de Brasília

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A Câmara Legislativa entrega, nesta quinta-feira (15) às 19h, o título de cidadã benemérita para Mônica de Mesquita Miranda, coronel da reserva do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.

A homenagem, de iniciativa do deputado João Cardoso (Avante), reconhece a trajetória da homenageada, pioneira na corporação e referência nacional em liderança, cuidado com a saúde mental dos militares e valorização das mulheres na segurança pública.

A Coronel Mônica foi a primeira mulher a assumir o posto máximo do CBMDF. Natural de Brasília, dedicou sua vida ao serviço público, atuando em funções estratégicas com competência e espírito público.
 

“Essa é uma justa homenagem a quem tanto fez – e continua fazendo – pelo nosso Distrito Federal. A Coronel Mônica é um exemplo de dedicação, liderança e sensibilidade no comando”, declarou João Cardoso.

A solenidade contará com a presença de autoridades civis e militares, entre elas o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar; o 1º vice-presidente do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), desembargador Roberval Casemiro Belinati; o presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB); e a comandante-geral da Polícia Militar do DF, coronel Ana Paula Barros Habka.

A cerimônia será realizada no Plenário da CLDF, com transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital (Canal 9.3) e pelo canal oficial no YouTube da Casa.
 

 

* Com informações da assessoria de imprensa do deputado João Cardoso

Fonte: Agência CLDF