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Flamengo vence Fluminense nos pênaltis e fatura tricampeonato carioca

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O Flamengo levou a melhor sobre o Fluminense por 5 a 4 na cobrança de pênaltis e conquistou pela terceira vez consecutiva o título do Campeonato Carioca, na noite deste domingo (8), no Estádio Jornalista Mário Filho (Maracanã). Após empate em 0 a 0 nos 90 minutos, brilhou a estrela do goleiro argentino Augustín Rossi, que defendeu as cobranças de Guga (a terceira penalidade) e Otávio (a quinta nas cobranças alternadas). A partida foi transmitida ao vivo pela Rádio Nacional.

A conquista do 40º troféu do Cariocão na história do clube é a primeira do recém-contratado técnico português Leonardo Jardim, que estreou hoje no comando do time, após demissão de Filipe Luís na última terça-feira (3). O Rubro-Negro segue como o maior campeão do Cariocão, seguido por Fluminense (33 títulos) e Vasco (24). Além da taça, o Flamengo recebeu premiação de R$ 10 milhões. Já o Tricolor foi contemplado pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) com R$ 5 milhões. 

No primeiro tempo sobrou cautela em campo.  Ambos os times marcaram bem, mas pouco criaram ofensivamente. Foram raras as finalizações: Aos 16 minutos, Pedro teve a primeira chance de abrir o placar para o Flamengo, mas chutou fraco e goleiro Fábio defendeu. Dois minutos depois, foi a vez do Tricolor: Lucho Acosta rolou para Senra que arriscou de dentro da área, mas a bola desviou no lateral rubro-negro Varela e saiu. O jogo seguiu morno. Aos 45 minutos, Léo Pereira quase marcou o primeiro gol de cobertura do Fla ao cabecear, mas o goleiro Fábio andou para trás e conseguiu defender em cima da linha. 

Depois do intervalo não faltou emoção. Logo aos três minutos, o Tricolor quase abre o placar com Lucho Acosta: o meio-campista chegou a tabelar com Hércules antes de chutar de canhota. Atento, Rossi espalmou e evitou o gol tricolor. Mas o time das Laranjeiras seguiu pressionando. Aos 11 minutos, dentro da grande área, Serna desferiu um bola venenosa, que passou por fora, rente à trave esquerda. A melhor chance do Flamengo só surgiu aos 32 minutos, com cruzamento de Alex Sandro para Arrascaeta cabecear dentro da área, mas a bola foi para fora por cima do travessão. Três minutos depois, Plata cruzou para dentro da área, a bola bateu em Léo Ortiz e no bate-rebate sobrou nos pés de Léo Pereira. O zagueiro chutou fraco, e a bola passou rente à trave direita do goleiro Fábio.

Penalidades

O volante Jorginho converteu a primeira cobrança do Flamengo e, na sequência, Ganso também marcou para o Flu. Depois Luiz Araújo desperdiçou, cobrando no meio e facilitando a defesa do goleiro Fábio. Na sequência, Savarino chutou certeiro no ângulo esquerdo do gol de Rossi, sem chances para o argentino defender. O Flamengo perdia por 2 a 1, quando Everton Cebolinha marcou o terceiro do Rubro-Negro. Em seguida, Guga chutou à meia altura e o goleiro Rossi agarrou, deixando tudo igual no placar (2 a 2).

Na quarta cobrança, Léo Pereira converteu para o Fla e Guilherme Arana para o Flu. Na sequência, Lucas Paquetá acertou a quarta penalidade para o Rubro-Negro, e John Kennedy chutou bem e manteve o empate. A definição do título carioca saiu na primeira cobrança alternada: o zagueiro Léo Ortiz acertou o fundo da rede e, em seguida, o goleiro Rossi saiu como herói da final ao defender a cobrança do volante tricolor Otávio. 



Fonte: Agência Brasil

Filho de Ali Khamenei é o novo Líder Supremo do Irã

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A assembleia dos Especialistas (ou dos Peritos) do Irã definiu que o novo líder supremo do país é o aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, morto em um ataque dos Estados Unidos, no final de fevereiro.

A informação de que o novo líder havia sido escolhido havia sido adiantada por um dos representantes da assembleia, Mohsen Heidari Alekasir, no início deste domingo (8). “A opção mais adequada, aprovada pela maioria da Assembleia de Especialistas, foi escolhida”. O nome, no entanto, não havia sido revelado.

Seyyed Mojtaba Khamenei é o segundo filho de Ali Khamenei e tem 56 anos. A escolha indica uma decisão da Assembleia de manter a linha já adotada pelo antecessor.

Mojtaba acumulou poder sob o comando de seu pai como uma figura sênior próxima às forças de segurança e ao vasto império de negócios que elas controlam. Ele se opôs aos reformadores que buscam se envolver com o Ocidente, que tenta restringir o programa nuclear do Irã.

Líder supremo

No cargo de líder supremo há 36 anos, Ali Khamenei estava no topo da estrutura de Poder da República Islâmica do Irã que, além do Executivo, do Parlamento e do Judiciário, conta com o Conselho dos Guardiões, formado por seis indicados do próprio Aiatolá Khamenei e seis indicados pelo Parlamento.

Outro órgão político típico da República Islâmica é a Assembleia dos Especialistas, ou dos Peritos, formada por 88 religiosos eleitos pelo voto popular. Essa assembleia é responsável por eleger o aiatolá que será o líder supremo do Irã. Apesar de o cargo ser vitalício, a Assembleia dos Especialistas pode destituí-lo.

Israel promete assassinar escolhido

Na última quarta-feira (4), o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que o próximo líder Supremo do Irã será assassinado.

“Será um alvo inequívoco para eliminação. Não importa qual seja o nome dele ou onde ele se esconda”, disse em uma rede social.

Estima-se que a guerra de Israel e dos EUA contra o Irã já tenha custado a vida de, pelo menos, 1.332 civis, segundo autoridade iraniana. Entre as vítimas dos ataques, esteve uma escola de meninas, onde 168 crianças foram mortas, expondo os horrores que o conflito pode produzir.

* com informações da agência Reuters

Fonte: Agência Brasil

Pela vida das mulheres: atos do 8 de março ocupam ruas pelo Brasil

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O 8 de março de 2026 – o Dia Internacional da Mulher – será marcado no Brasil com atos espalhados pelas cinco regiões no país. A denúncia da violência contra as mulheres está no centro das manifestações.

As marchas das mulheres também incluem na agenda, entre outro temas, críticas ao imperialismo, tendo em vista as ações dos Estados Unidos (EUA) no mundo; a defesa da soberania; da democracia e pelo fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1), que atualmente está em debate no Parlamento.

A Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), uma das organizações por trás dos atos, afirma que estará nas ruas para denunciar a violência contra as mulheres.

“Estamos nas ruas para exigir o fim da violência contra nossos corpos e a proteção de nossas vidas. Pelo fim do feminicídio”, escreveu a AMB em manifesto.

“O capitalismo, aliado ao patriarcado e ao racismo, mantém a exploração e o sofrimento das mulheres. Mulheres no Brasil, em Gaza, em Cuba, na Venezuela e em tantos outros lugares enfrentam guerras, ameaças à soberania, avanço da extrema direita e a retirada de direitos básico”, completa o manifesto da AMB.

Confira os locais e horários de atos em todo o Brasil:

📍 Norte

AM – Manaus | 15h – Praça da Polícia
PA – Belém | 09h – Escadinha da Doca
PA – Bragança | 16h – Praça das Bandeiras
PA – Marabá | 8h – Feira da Folha 28
PA – Santarém | 17h – Pça da Matriz
RR – Boa Vista | 18h – Portal do Milênio/Centro

📍 Nordeste

AL – Maceió | 9h – Praça Sete Coqueiros
BA – Salvador | 9h – Morro do Cristo
CE – Cariri/Crato | 8h – Prefeitura do Crato
CE – Fortaleza | 14h – Projeto 4 Varas (Barra do Ceará)
MA – São Luís | 09h – Largo do Carmo (Feirinha)
PB – João Pessoa | 15h – Biblioteca Anayde Beiriz (Parque das Três Ruas)
PI – Teresina | 8h30 – Pça Pedro II
RN – Mossoró | 16h – Pça do Teatro Dix-Huit Rosado
RN – Natal | 8h – Caju da Redinha
SE – Aracaju | 8h – Feira Livre do Bugio

📍 Centro-Oeste

DF – Brasília | 13h – Funarte em Marcha até Palácio do Buriti
GO – Goiânia | 9h – Pça do Trabalhador
MT – Cuiabá | 7h30 – Em frente à Feira do CPA II

📍 Sudeste

ES – Vitória | 8h – Parque Moscoso
MG – Belo Horizonte | 9h30 – Pça Raul Soares
SP – Araraquara | 9h – Parque Infantil
SP – Cajamar | 10h – Pça Ginásio de Esportes do Polvilho
SP – Campinas | 9h – Largo do Rosário
SP – Diadema | 9h – Pça da Matriz (Ato ABCDRR)
SP – Santos | 9h – Pça das Bandeiras/Gonzaga
SP – São João da Boa Vista | 15h – Pça Coronel José Pires
SP – São Paulo | 14h – MASP
SP – Tatuí | 15h – Casa das Práxis
RJ – Rio de Janeiro | 10h – Posto 3 Copacabana

📍 Sul

PR – Curitiba | 9h – Pça Santos Andrade
PR – Guaratuba | 14h – Letreiro da Praia Central
PR – Maringá | 9h – Praça Rocha Pombo
PR – Matinhos | 14h – Mercado do Peixe
RS – Caxias do Sul | 10h – Largo da Estação Férrea
RS – Porto Alegre | 9h30 – Ponte da Pedra
RS – Imbé | 14h – Pça do Braço Morto
SC – Balneário Camboriú | 9h – Pça Almirante Tamandaré
SC – Blumenau | 8h – Escadaria da Igreja Matriz
SC – Caçador | 15h – Parque Central
SC – Chapecó | 9h – Pça Coronel Bertaso
SC – Garopaba | 10h – Pça Governador Ivo Silveira
SC – Guaratuba | 14h – Letreiro da Praia
SC – Joinville | 14h30 – Pça da Biblioteca

Fonte: Agência Brasil

Flamengo vence Fluminense nos pênatis e fatura tricampeonato carioca

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O Flamengo levou a melhor sobre o Fluminense por 5 a 4 na cobrança de pênaltis e conquistou pela terceira vez consecutiva o título do Campeonato Carioca, na noite deste domingo (8), no Estádio Jornalista Mário Filho (Maracanã). Após empate em 0 a 0 nos 90 minutos, brilhou a estrela do goleiro argentino Augustín Rossi, que defendeu as cobranças de Guga (a terceira penalidade) e Otávio (a quinta nas cobranças alternada). A partida foi transmitida ao vivo pela Rádio Nacional.

A conquista do 40º troféu do Cariocão na história do clube é a primeira do recém-contratado técnico português Leonardo Jardim, que estreou hoje no comando do time, após demissão de Filipe Luís na última terça-feira (3). O Rubro-Negro segue como o maior campeão do Cariocão, seguido por Fluminense (33 títulos) e Vasco (24). Além da taça, o Flamengo recebeu premiação de R$ 10 milhões. Já o Tricolor foi contemplado pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) com R$ 5 milhões. 

No primeiro tempo sobrou cautela em campo.  Ambos os times marcaram bem, mas pouco criaram ofensivamente. Foram raras as finalizações: Aos 16 minutos, Pedro teve a primeira chance de abrir o placar para o Flamengo, mas chutou fraco e goleiro Fábio defendeu. Dois minutos depois, Lucho Acosta rolou para Senra Serna que arriscou de dentro da área, mas a bola desviou em Varela e saiu. O jogo seguiu morno. Aos 45 minutos, Léo Pereira quase marcou o primeiro gol de cobertura ao cabecear, mas o goleiro tricolor andou para trás e conseguiu defender em cima da linha. 

Depois do intervalo não faltou emoção. Logo aos três minutos, o Tricolor quase abre o placar com Lucho Acosta: o meio-campista chegou a tabelar com Hércules antes de chutar de canhota. Atento, Rossi espalmou e evitou o gol tricolor. Mas o time das Laranjeiras seguiu pressionando. Aos 11 minutos, dentro da grande área, Serna desferiu um bola venenosa, que rente à trave esquerda. A melhor chance do Flamengo só surgiu aos 32 minutos, com cruzamento de Alex Sandro para Arrascaeta cabecear dentro da área, mas a bola foi para fora por cima do travessão. Três minutos depois, Plata cruzou para dentro da área, a bola bateu em Léo Ortiz e no bate-rebate sobrou nos pés de Léo Pereira. O zagueiro chutou fraco, e a bola passou rente à trave direita do goleiro Fábio.

Penalidades

O volante Jorginho converteu a primeira cobrança do Flamengo e, na sequência, Ganso também marcou para o Flu. Depois Luiz Araújo desperdiçou, cobrando no meio e facilitando a defesa do goleiro Fábio. Na sequência, Savarino chutou certeiro no ângulo esquerdo do gol de Rossi, sem chances para o goleiro argentino. O Flamengo perdia por 2 a 1, quando Everton Cebolinha marcou o terceiro do Rubro-Negro. Em seguida, Guga chutou à meia altura e o goleiro Rossi defendeu, deixando tudo igual no placar (2 a 2).

Na quarta cobrança, Léo Pereira converteu para o Fla e Guilherme Arana para o Flu. Na sequência, Lucas Paquetá acertou a quarta penalidade para o Rubro-Negro, e John Kennedy empatou para o Flu. A definição do título carioca saiu na primeira cobrança alternada: o zagueiro Léo Ortiz acertou o fundo da rede e, em seguida, o goleiro Rossi saiu como herói da final ao defender a cobrança do volante tricolor Otávio.



Fonte: Agência Brasil

Novo líder Supremo do Irã é escolhido, mas nome não é divulgado

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Um dos representantes da Assembleia dos Especialistas (ou dos Peritos) do Irã, Mohsen Heidari Alekasir, informou à agência iraniana de notícias Isna que o novo líder Supremo do país foi escolhido. O nome ainda não foi divulgado.   

“A opção mais adequada, aprovada pela maioria da Assembleia de Especialistas, foi escolhida”, disse Alekasir, clérigo representante da província Khuzistão. Ele acrescentou que, devido nas circunstâncias atuais, não foi possível se reunir presencialmente para escolher o novo representante do Estado iraniano.   

A pessoa eleita por essa Assembleia, formada por 88 membros, deve substituir o aiatolá Ali Khamenei, assassinado por ataques de Israel e Estados Unidos (EUA) ainda no primeiro dia da guerra.  

Outra agência de notícias iraniana, a Mehr, citou fala de outro membro da assembleia, Hojjatoleslam Mahmoud Rajabi, dizendo que os membros do colegiado trabalharam “dia e noite” para definição do novo líder Supremo do país.   

“A notícia final será comunicada através do Secretariado da Assembleia de Peritos e da Mesa Diretora”, diz o comunicado do Rajabi.   

Trump quer definir líder Supremo 

O presidente dos EUA, Donald Trump, que busca uma “mudança de regime” no Irã com a guerra, afirmou que deveria participar da escolha do novo líder Supremo da República Islâmica.    

“Preciso estar envolvido na nomeação”, disse Trump à agência de notícias Axios, acrescentando que não aceitaria a nomeação do filho do Khamenei, o Mojtaba Khamenei, que tem sido apontado como provável sucessor.

Em entrevista à rede dos EUA NBC News, o ministro das relações exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que ninguém vai interferir nos assuntos internos do país persa.   

“Esta é uma questão para o povo iraniano. Eles já elegeram a Assembleia de Peritos, e esta assembleia é responsável por eleger o líder. Esta é uma questão puramente interna do povo iraniano e não tem nada a ver com mais ninguém”.  

Israel promete assassinar escolhido

Na última quarta-feira (4), o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que o próximo líder Supremo do Irã será assassinado. 

“Será um alvo inequívoco para eliminação. Não importa qual seja o nome dele ou onde ele se esconda”, disse em uma rede social.   

Estima-se que a guerra de Israel e dos EUA contra o Irã já tenha custado a vida de, pelo menos, 1.332 civis, segundo autoridade iraniana. Entre as vítimas dos ataques, esteve uma escola de meninas, onde 168 crianças foram mortas, expondo os horrores que o conflito pode produzir.  

Líder supremo  

No cargo de líder supremo há 36 anos, Khamenei estava no topo da estrutura de Poder da República Islâmica do Irã que, além do Executivo, do Parlamento e do Judiciário, conta com o Conselho dos Guardiões, formado por seis indicados do próprio Aiatolá Khamenei e seis indicados pelo Parlamento.  

Outro órgão político típico da República Islâmica é a Assembleia dos Especialistas, ou dos Peritos, formada por 88 religiosos eleitos pelo voto popular. Essa assembleia é responsável por eleger o aiatolá que será o líder supremo do Irã. Apesar de o cargo ser vitalício, a Assembleia dos Especialistas pode destituí-lo. 

Fonte: Agência Brasil

Presidente Lula faz check-up em hospital de São Paulo

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, esteve no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, na manhã deste domingo (8), para realizar seu check-up anual.

De acordo com o boletim médico do hospital, divulgado por volta das 13h15, todos os exames realizados pelo presidente “estão dentro da normalidade”.

O hospital não divulgou até quando Lula deverá permanecer no local, mas informou que o presidente seguirá em acompanhamento médico e que não há, neste momento, previsão de que ele tenha que ser submetido a novos exames.

Em suas redes sociais neste domingo, o presidente destacou a celebração do Dia Internacional das Mulheres. Tal qual fez em seu pronunciamento na noite desse sábado (7), ressaltou que a violência contra a mulher é crime e que é preciso sim “meter a colher” para denunciar casos de agressão e de violência.

“A regra é clara: quem agride mulher não pode andar por aí como se nada tivesse acontecido”, escreveu o presidente.

Também em suas redes sociais, Lula informou ter sancionado hoje o projeto de lei que assegura a presunção absoluta de vulnerabilidade das crianças menores de 14 anos e que são vítimas de estupro.

“Com essa mudança em nosso Código Penal, agora não há mais brechas para relativizações, nem chances para que abusadores tentem se livrar das penas, alegando, por exemplo, que as relações foram consentidas ou que não resultaram em gravidez”, disse o presidente.

Fonte: Agência Brasil

Chuva em SP provoca alagamentos e deixa zona leste em estado de alerta

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As fortes chuvas que caíram sobre a capital paulista na tarde deste domingo (8) provocaram diversos pontos de alagamento, quedas de árvores e deixou parte da zona leste e da zona sul paulistana em estado de alerta.

O estado de alerta, o de maior gravidade, foi decretado para a região do Ipiranga e para as regiões da Vila Prudente, Santo Amaro e Guaianazes, onde ocorreu transbordamento de córregos.

Segundo o Corpo de Bombeiros, entre o meio-dia e as 17h deste domingo, foram registradas 15 chamadas de quedas de árvores, duas chamadas para desabamentos e 180 chamadas para enchentes na capital e na região metropolitana de São Paulo. Até este momento, não houve informações sobre vítimas.

Também houve fortes chuvas em diversas outras cidades do estado. Em Botucatu, por exemplo, uma mulher acabou caindo com um veículo em uma ribanceira. Segundo a Defesa Civil, a vítima foi socorrida com vida e encaminhada para um hospital da região.

Ontem (7), duas pessoas morreram em decorrência das chuvas. Desde que a Operação SP Sempre Alerta-Chuvas teve início, em dezembro de 2025, o estado paulista já contabiliza 21 óbitos em decorrência das chuvas.

Para os próximos dias, a expectativa é de chuva e ligeiro declínio da temperatura máxima na capital paulista, informou o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE). Para a tarde desta segunda-feira (9) estão previstas chuvas de forte intensidade, que podem provocar alagamentos.

Fonte: Agência Brasil

Com mais 2 pódios, Brasil encerra Grand Prix de judô com 6 medalhas

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O Brasil assegurou mais duas medalhas e encerrou o Grand Prix de judô na Áustria neste domingo (8) com seis pódios. Giovanna Santos faturou prata após revés contra a atual vice-campeã olímpica, a israelense Raz Hershko, na final da categoria acima dos 78 quilos. Já Giovani Ferreira arrematou o bronze ao derrotar o húngaro Zsombor Veg no último embate dos 100 kg.

Primeiro Grand Prix da temporada, o torneio na Áustria conta pontos no ranking mundial que classifica para a Olimpíada de Los Angeles 2028. Apenas os 17 melhores em cada categoria e gênero, até 17 de julho de 2028, garantirão vaga direta no megaevento olímpico.

A peso-pesado Giovanna Santos, a Gigi Santos, somou três vitórias para chegar a sua primeira final no circuito mundial organizado pela Federação Internacional de Judô (IJFm na sigla em inglês). Antes a brasileira já fora bronze duas vezes em edições de Grand Prix – Áustria (2023) e Guadalajara (2025).

Na estreia hoje, Gigi Santos derrotou com um yuko Rochele Nunes – compatriota naturalizada portuguesa – e, na sequência, despachou Emma-Melis Aktas (Estônia) para a repescagem, também com yuko. Na semifinal, a brasileira voltou a vencer, ao aplicar novo yuko contra a primeira adversária israelense do dia, Alma Mishiner. Depois,a brasileira brasileira travou um duelo equilibrado, mas deixou escapar o ouro no fim, ao levar uma chave de braço da israelense Hershko.

O segundo brasileiro a subir ao pódio hoje foi Giovani Ferreira, conhecido pelo apelido de Pezão. O brasileiro venceu três lutas seguidas na disputa dos 100 kg – o tcheco Frantisek Lhotzky, o eslovaco Peter Zilka e o português Jorge Fonseca, medalhista olímpico e ex-campeão mundial – antes de cair na semifial para o ucraniano Anton Savytskiy, que mais tarde foi campeão na categoria. Na decisão do bronze, Pezão chegou a sofrer três yukos do húngaro Zsombor Veg, mas se recuperou a tempo de desferir um waza-ari (golpe com pontuação superior ao yuko) para garantir o bronze.

Outros dois brasileiros ficaram perto do pódio. Rafael Macedo jterminou em quinto lugar na categoria até 90 kg. Ele somou três lutas vitórias, antes de ser superado na semifinal pelo atual campeão , o georgiano Tato Grigalashvili. Depois, na luta pelo bronze, Macedo foi superado pelo japonês Shunta Nakamura. Beatriz Freitas também encerrou o Grand Prix na quinta posição dos 78 kg. Venceu na estreia, caiu nas quartas, passou pela repescagem, mas sucumbiu na luta pelo bronze contra a eslovena Metka Lobnik.

O Brasil abriu o primeiro dia de Grand Prix, na última sexta-feira (8), com prata de Ronald Lima (-66kg) e o bronze de Gabriela Conceição (-52kg). No sábado, somou outros dois pódios, com ouro da carioca Rafaela Silva (- 63 kg) e bronze do gaúcho Daniel Cargnin (-73 kg).

O próximo compromisso do Brasil no circuito mundial será o Grand Slam de Tbilisi (Geórgia), entre 20 e 22 de março.



Fonte: Agência Brasil

EUA formam coalizão militar com 12 países da América Latina

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O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, recebeu nesse sábado (7), em Miami, presidentes de 12 países latino-americanos para formalizar a criação de uma coalizão militar chamada “Escudo das Américas”.  

O objetivo seria o de combater os cartéis de drogas na região, além de afastar do continente os “adversários” de Washington “de fora do Hemisfério”, em uma referência indireta a concorrentes como China e Rússia.  

“Neste dia histórico, nos reunimos para anunciar uma nova coalizão militar para erradicar os cartéis criminosos que assolam nossa região”, disse Trump.

 O presidente estadunidense comparou a novo acordo ao trabalho dos EUA no Oriente Médio.  

“Assim como formamos uma coalizão para erradicar o ISIS [grupo considerado terrorista] no Oriente Médio, devemos agora fazer o mesmo para erradicar os cartéis em nossos países”, completou.  

Estavam presentes os presidentes de Argentina, El Salvador, Paraguai, Equador, Panamá, Honduras, Guiana, Bolívia, Trinidad e Tobago, Costa Rica, República Dominicana e Chile. A cerimônia não transmitiu falas dos presidentes latino-americanos.  

Na semana passada, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ameaçou “agir sozinho” nos países latino-americanos “se necessário”, para supostamente combater cartéis, o que violaria a soberania nas nações da região sob o próprio território.   

A Casa Branca publicou, também nesse sábado, uma proclamação do presidente Trump sobre a Coalização das Américas contra os Cartéis.   

“Os Estados Unidos treinarão e mobilizarão os militares das nações parceiras para alcançar a força de combate mais eficaz necessária para desmantelar os cartéis”, diz o documento.  

Além das organizações ligadas ao comércio de drogas, o documento cita o combate à influência de potências estrangeiras de fora do hemisfério, o que tem sido interpretado como parte da guerra comercial dos EUA contra a China.  

“Os Estados Unidos e os seus aliados devem manter as ameaças externas afastadas, incluindo as influências estrangeiras malignas provenientes de fora do Hemisfério Ocidental”, diz o documento oficial.  

Segurança dos EUA 

Para fazer a interlocução com os 12 países latino-americanos, o governo de Donald Trump nomeou a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, responsável pelas fronteiras do país norte-americano.  

Segundo argumentou Noem, como as fronteiras dos EUA já estariam seguras, o governo Trump espera se concentrar na segurança dos “vizinhos” no combate aos cartéis e à influência “estrangeira”.  

“Vamos combater e reverter essas influências estrangeiras nocivas que se infiltraram em muitos de nossos negócios, nossas tecnologias e que vimos se infiltrar em diferentes áreas do nosso modo de vida”, disse Noem. 

México  

Durante o lançamento da coalizão, o presidente Trump citou o México, que não participou do acordo militar liderado pelos EUA. Ele disse que “tudo entra pelo México”, que, segundo Trump, estariam “controlado” pelos cartéis.  

“Não podemos permitir isso. Muito perto de nós”, disse, acrescentando que “gosta muito” da presidente mexicana. “Eu disse [ao México]: deixe-me erradicar os cartéis”, comentou Trump. 

A presidenta do México, Cláudia Sheinbaum, vem defendendo que o combate às drogas, em parceria com Washington, deve ser feito com “coordenação e sem subordinação, como iguais”, e tem rejeitado operações militares dos EUA dentro do território mexicano por questão de soberania.  

Venezuela e Cuba 

O mandatário estadunidense ainda elogiou o governo da chavista Delcy Rodríguez, na Venezuela, dizendo que eles estão conseguindo “trabalhar juntos” com Caracas, e voltou a ameaçar Cuba.  

“À medida que alcançamos uma transformação histórica na Venezuela, também aguardamos com expectativa a grande mudança que em breve chegará a Cuba. Cuba está no fim da linha”, completou. 

Fonte: Agência Brasil

Fim da escala 6×1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres

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O governo federal defende o debate público com a sociedade – trabalhadores, empregadores, pequenos empreendedores – e com o Congresso Nacional sobre a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais no Brasil, junto com o fim da escala de seis dias de trabalho a cada um de descanso, a escala 6×1.

A intenção ao revisar o modelo de trabalho e chegar à jornada de cinco dias de trabalho a cada dois de folga (5×2) é dar mais qualidade de vida à população, com aumento do tempo de descanso e lazer dos trabalhadores.


Brasília (DF), 05/03/2026 - A cobradora Denise Ulisses dá entrevista à Agência Brasil sobre o impacto da escala de trabalho 6x1. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 05/03/2026 - A cobradora Denise Ulisses dá entrevista à Agência Brasil sobre o impacto da escala de trabalho 6x1. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A cobradora de ônibus do Distrito Federal, Denise Ulisses, de 46 anos, conhece bem a realidade dura do 6×1. Há 15 anos, ela trabalha seis horas corridas por dia de segunda-feira a sábado e folga somente aos domingos.

Se por um lado, Denise se divide entre o itinerário repetitivo do transporte coletivo, liberação da catraca e conferência do troco aos passageiros, a outra parte da vida dela é ocupada pelas tarefas de casa e o acompanhamento dos dois filhos, atualmente, com 18 e 22 anos. “Quando as crianças eram pequenas, foi bem pesado.”

Denise Ulisses faz planos para quando tiver mais tempo livre, caso a redução da jornada 6×1 passe no Congresso Nacional.

“Eu sairia na sexta-feira à noite para o sítio e só voltaria no domingo à noite. Então, este seria um tempo bom de folga: dois dias.”

Peso da dupla jornada

A pauta do fim da escala 6×1 é considerada prioritária pelo governo federal. Desde 2025, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Gleisi Hoffmann, explica que carga de trabalho da escala 6×1 recai, principalmente, sobre os ombros das mulheres devido à dupla jornada, ou seja, para aquelas que trabalham para ganhar dinheiro, mas que também são responsáveis pelo trabalho doméstico não remunerado.

O entendimento é confirmado pelos dados de 2022 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que mostram as mulheres dedicadas, em média, 21,3 horas semanais aos afazeres domésticos e cuidados de pessoas, enquanto os homens dedicam 11,7 horas.

A diferença de 9,6 horas semanais evidencia quase o dobro do tempo de dedicação feminina. Quando consideradas somente as mulheres pretas e pardas, o trabalho doméstico não remunerado é 1,6 hora a mais por semana, se comparado ao de mulheres brancas.


Brasília (DF), 06/03/2026 - Entrevista com a secretária nacional de Articulação Institucional do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 06/03/2026 - Entrevista com a secretária nacional de Articulação Institucional do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A secretária Nacional de Articulação Nacional, Ações Temáticas e Participação Política do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy, explica que a primeira questão a ser enfrentada para reduzir a sobrecarga das mulheres com a dupla jornada é estrutural: a sociedade precisa rever a desigualdade de gênero.

“Na soma entre o trabalho doméstico e o trabalho formal, nós trabalhamos muito mais do que os homens”, destaca Sandra.

Para a representante do Ministério das Mulheres, o fim da jornada máxima 6×1 pode impactar positivamente na divisão de tarefas em casa.

“O cuidado tem que ser compartilhado entre homens e mulheres. Isso não é uma questão só cultural. É também de os homens terem mais tempo em casa para compartilharem o cuidado.”

A secretária entende que as mulheres estão adoecendo mais por serem afetadas pela dupla jornada.

“A gente tem menos tempo para estudar, para se qualificar, tem muito menos tempo para conciliar o trabalho pessoal com o trabalho social. O adoecimento é evidente.”

Tempo e dinheiro


Brasília (DF), 05/03/2026 - A auxiliar de serviços gerais Tiffane Raany dá entrevista à Agência Brasil sobre o impacto da escala de trabalho 6x1. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 05/03/2026 - A auxiliar de serviços gerais Tiffane Raany dá entrevista à Agência Brasil sobre o impacto da escala de trabalho 6x1. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A jovem Tiffane Raane sente no corpo e no bolso o excesso de trabalho. Contratada como auxiliar de serviços gerais em uma rede de academias do Distrito Federal, ela trabalha das 7h às 18h, com uma hora de almoço, de segunda a sexta-feira, e se somam ao dia a dia o sábado ou o domingo alternadamente a cada semana. No tempo fora do emprego, Tiffane se desdobra nos cuidados com a casa e com o filho de 7 anos.

“Eu pago R$ 350 por mês a uma cuidadora para ficar com meu filho no tempo em que está fora da escola. Ele sente mais falta por eu não conseguir ajudá-lo todos os dias nas atividades escolares. Eu chego tarde do trabalho. Estou cansada e ele também.”

Com a rotina, Tiffane Raane tem adiado o desejo de retomar a faculdade de educação física para tentar alcançar uma melhor remuneração. O curso foi trancado no quarto semestre.

Articulação de mulheres

Na quinta-feira (5), a Articulação Nacional de 8 de Março – apoiada por mais de 300 organizações de movimentos sociais do Brasil em defesa dos direitos das mulheres – entregou ao Ministério das Mulheres o Manifesto Nacional do 8 de Março Unificado 2026: Pela vida das mulheres: contra o imperialismo, por democracia, soberania e pelo fim da escala 6×1. (foto em destaque)

O documento explica o que motiva a luta.

“Esse modelo rouba o tempo, adoece corpos e aprofunda desigualdades. Defender o fim da escala 6×1 é defender o direito de viver com dignidade, enfrentando a lógica neoliberal que transforma a vida em mercadoria.”

O manifesto foi elaborado a partir das decisões da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, em 2025, na capital federal.

Aprovação popular

Uma pesquisa de opinião da Nexus (janeiro/fevereiro de 2026) revela que cerca de 84% dos brasileiros defendem ao menos dois dias de descanso semanal. O levantamento aponta ainda que 73% dos entrevistados apoiam o fim da escala 6×1, desde que os salários sejam mantidos.

A opinião de Jeisiane Magalhães Faria reforça as estatísticas. Há cinco anos, ela é balconista de uma farmácia no Plano Piloto, em Brasília, e trabalha na escala 6×1. Jeisinane relembra que já perdeu a conta de quantos eventos familiares não esteve presente devido ao emprego. 

A balconista faz graduação em farmácia e gostaria de ter mais tempo para se dedicar aos estudos e a outros aspectos de sua vida. 

O descanso, para Jeisiane, longe de ser uma perda de tempo, pode gerar um impacto positivo também no rendimento laboral. “Você pode trabalhar melhor, porque tem dias que realmente é cansativo devido, por exemplo, ao transtorno de passar muito tempo no ônibus lotado para vir trabalhar.”

Embate econômico

Apesar do apoio popular, setores da indústria e do comércio contestam a ideia e projetam consequências negativas em caso de aprovação do fim da jornada 6×1.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a medida pode aumentar o custo empresarial em até R$ 267 bilhões ao ano, com empregados formais na economia, o equivalente a um acréscimo de até 7% na folha de pagamentos. E vai além, “caso as horas não sejam repostas, a redução do limite semanal [de horas trabalhadas] resultará em queda da atividade econômica”, diz a CNI.

Outro estudo apresentado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) explica os efeitos da redução da jornada de trabalho podem impactar na preservação de 631 mil empregos formais e na competitividade.

Segundo a entidade, a diminuição do limite constitucional atual (44 horas semanais) para 40 horas de trabalho, com o fim da escala 6×1, pode elevar o preço dos produtos consumidos pela população em até 13%. Outra conclusão do estudo é que a mudança na legislação resultará na elevação de custos na ordem de R$ 122,4 bilhões por ano, no comércio. A CNC defende que as possíveis alterações sejam feitas a partir de negociação coletiva.

Bem-estar social

A secretária do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy, contesta os posicionamentos dos empregadores e destaca que, ao longo da história, as trabalhadoras e os trabalhadores sempre enfrentaram esse tipo de argumento quando querem melhorar as vidas.

“Imagine quando tínhamos as cargas horárias de 12, 14, 16 horas. Obviamente que quem representa os interesses do capital no Congresso usa uma narrativa que é uma falácia, quando associa a melhor qualidade de vida do trabalhador ao aumento do desemprego.”

O estudo O Brasil está pronto para trabalhar menos: a PEC da redução da jornada e o fim da escala 6×1, do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (Cesit/Unicamp) , respalda o entendimento da secretária.

A pesquisa projeta um cenário distinto dos dimensionados pela CNC e pela CNI. Com base na PNAD Contínua do IBGE, caso o fim da escala 6 x 1 seja aprovado no Congresso Nacional, pelo menos 37% dos trabalhadores brasileiros serão afetados beneficamente.

A pesquisadora do Cesit/Unicamp, a economista Marilane Teixeira, estima que a mudança pode gerar 4,5 milhões de empregos e elevar a produtividade no país.

Tramitação no Legislativo

Atualmente a questão está em debate na Câmara dos Deputados. Em fevereiro deste ano, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, o tema deve seguir para uma comissão especial. Motta considera viável a votação da proposta em maio pelo plenário da Câmara.

O governo federal tem pressa. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, já afirmou que o Executivo poderá enviar um projeto de lei com urgência para o Congresso Nacional, para unificar as diversas propostas que já tramitam no parlamento, caso as discussões que tratam do tema não caminhem na “velocidade desejada”.

Mobilização e política

Uma petição pública online  criada em setembro de 2023 pelo Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) e endereçada ao Congresso Nacional, ganhou repercussão nacional ao pedir um modelo mais flexível de trabalho.

O texto sugere a reavaliação das práticas de trabalho que afetam a saúde e o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. “Trabalhadores saudáveis e satisfeitos são mais produtivos e contribuem para o desenvolvimento sustentável do país”, diz o documento. O abaixo-assinado conta com quase 3 milhões de assinaturas.

Fonte: Agência Brasil