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Tênis de mesa: Calderano e Takahashi avançam à 3ª rodada do Mundial

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Os brasileiros Hugo Calderano e Bruna Takahashi voltaram a vencer nesta terça-feira na disputa de simples e avançaram à terceira rodada do Mundial de Tênis de Mesa em Doha (Catar). Em boa fase, o carioca, número 3 do mundo, aplicou 4 sets a 0 no tunisiano Wassim Essid (124º no ranking), com parciais de 1/5, 11/3, 11/5 e 11/4.  Nesta quarta (21), Calderano enfrentará o cazaque Kirill Gerassimenko (59º) por uma vaga nas  oitavas de final.

“Desde o início da carreira eu consegui evoluir a cada ano, é um dos meus pontos fortes. Ter resiliência nos momentos difíceis para encontrar soluções e evoluir. Com o título da Copa do Mundo, esse ano está sendo muito especial para mim. Em 2024 joguei em altíssimo nível também. É uma evolução constante, continuar trabalhando dia a dia para me manter entre os melhores”, afirmou Calderano, após o segundo triunfo em Doha.

 Já a paulista Bruna Takhahashi (16ª) jogou duas partidas hoje: primeiro derrotou a norte-americanana Sally Moyland (116ª) por 4 sets a 2 (11/3, 9/11, 12/14, 9/11, 13/11 e 11/5.  Na sequência, Bruna sobrou diante da turca Sibel Altinkaya (117ª), ganhando por 4 sets a 1 (11/6, 11/7, 11/3, 6/11, 11/9) e assegurando presença nas oitavas. A próxima adversária será a chinesa Xingtong Chen, número 3 do mundo. O jogo será nesta quarta (21), em horário ainda a ser definido pelos organizadores.

Outros resultados

Nas duplas mistas, os brasileiros Guiherme Teodoro e Giulia Takahashi deram adeus ao Mundial, após derrota por 3 sets a 1 para a parceria de Hong Kong formada por Wong Chun Ting e Doo Hoi Kem.  Quem também se despediu da competição foi Laura Watanabe no torneio de simples feminino. Ela foi superada por 4 sets a 0 pela chinesa Manyu Wang, vice-líder do ranking mundial.



Fonte: Agência Brasil

Israel autoriza entrada em Gaza de 100 caminhões de ajuda da ONU

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A ONU foi autorizada por Israel a levar “cerca de 100” caminhões de ajuda humanitária para o território palestino da Faixa de Gaza, anunciou hoje o porta-voz do Gabinete de Assuntos Humanitários da organização, Jens Laerke.

Segundo adiantou o porta-voz em coletiva de imprensa, a autorização para as Nações Unidas também permitirá que organização recupere os primeiros cinco caminhões de ajuda enviados desde que o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu anunciou que autorizaria a entrada de uma “quantidade básica de alimentos” para evitar a fome em Gaza.

Desde o dia 2 de março nenhuma ajuda humanitária foi autorizada a entrar no território, provocando, segundo as agências da ONU e organizações não-governamentais (ONG) que trabalham em Gaza, a escassez de alimentos, água potável, combustível e medicamentos no território palestino, em guerra há mais de 19 meses.

A situação indignou várias organizações internacionais, como o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), cujo dirigente, Tom Fletcher, classificou a quantidade de ajuda autorizada hoje como “lamentável”.

Bombardeios

Também a agência da ONU para os refugiados palestinos, a UNRWA (na sigla em inglês) denunciou nesta terça-feira que “a única coisa que entra em Gaza são bombas”, em uma referência às dificuldades de entrada de ajuda humanitária apesar de Israel ter levantado o bloqueio.

“A intensificação dos bombardeios israelenses por via aérea, terrestre e marítima causou centenas de vítimas e deslocamento em massa. Durante 11 semanas, as autoridades israelenses bloquearam deliberadamente todos os mantimentos para Gaza”, lembrou a UNRWA em comunicado.

Segundo o informe, “a Faixa de Gaza enfrenta provavelmente a sua pior crise humanitária desde outubro de 2023”, quando teve início a ofensiva de Israel em resposta aos ataques de 7 de outubro de 2023 realizados pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e outras facções palestinas.

Da mesma forma a Oxfam Intermón – a filial espanhola da confederação de combate à pobreza – considerou que “o fluxo limitado” de ajuda para Gaza “não representa qualquer progresso” e apelou para a abertura de “corredores seguros” para permitir uma resposta humanitária “completa e adequada”.

A organização pediu ainda o fim dos “bombardeios incessantes” para que a situação não siga se agravando.

Lembrando que há mais de 70 dias Israel priva a população palestina de alimentos, água, medicamentos e mantimentos essenciais, ao mesmo tempo que intensifica a campanha de bombardeios, o líder da Osfam Intermón, Wassem Mushtaha, afirmou que dois milhões de pessoas estão à beira da fome.

As pessoas “estão famintas, e também traumatizadas, doentes e deslocadas das suas casas”, alertou.

Por isso, acrescentou, “o fluxo limitado de ajuda para Gaza não pode ser confundido com um progresso significativo, especialmente tendo em conta a expansão da brutal campanha de bombardeios de Israel na Faixa de Gaza”.

Esta autorização de acesso de alguns caminhões com ajuda “não é um ponto de virada, mas sim, na melhor das hipóteses, uma pequena concessão que parece refletir a crescente pressão internacional”, acrescentou.

Israel bloqueou a entrada de qualquer ajuda humanitária ao território palestino em 2 de março, quando quebrou o cessar-fogo que estava em curso entre Telavive e o Hamas.

Fonte: Agência Brasil

Contratos de trabalho por hora em supermercados aumentam precarização

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Supermercado contrata: 

Cinco vagas para operador de caixa registradora, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense.
Pode ter que desempenhar outras funções, como repor mercadorias, limpeza e arrumação.
Salário a partir de R$ 1.600, vale transporte e refeição no local. Expediente na escala 6×1.

O anúncio está em um site popular de empregos e, assim como esse, é fácil encontrar outras vagas semelhantes por todo o país em termos de salário, escala de trabalho e funções exigidas.

Há uma semana, empresários do setor de supermercados reunidos em São Paulo disseram ter dificuldades para preencher 35 mil postos no estado

Segundo eles, os jovens querem modernidade e flexibilidade. A solução seria adotar o regime de trabalho por hora, também chamado de intermitente.

Representantes sindicais e pesquisadores da área do trabalho ouvidos pela Agência Brasil discordam da proposta. Dizem que a mudança aumenta a precarização do trabalhador: há riscos de redução do salário e de perda de direitos trabalhistas.

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Realidade atual

Uma constatação, a partir da matemática básica, é de que os salários médios oferecidos em supermercados são insuficientes para cobrir as despesas mensais. 

O exemplo da vaga citada no início do texto oferece pouco mais de um salário mínimo – que é de R$ 1.518. Já o valor do mínimo com descontos previdenciários (INSS, 7,5% do bruto) é estimado em R$ 1.404.

Uma busca rápida por aluguel de apartamento no centro de Nova Iguaçu, onde o emprego é anunciado, custa a partir de R$ 900 para um imóvel de 50 metros quadrados (m²) e 1 quarto. 

O custo de uma cesta básica considerada ideal para alimentação saudável é de R$ 432 por pessoa, segundo levantamento do Instituto Pacto Contra a Fome. 

Despesa média de luz, segundo Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), fica entre R$ 100 e R$ 200 por domicílio.

Nesta estimativa rápida, a renda mensal fica comprometida em pelo menos R$ 1.432. Valor que já está acima do salário líquido. 

Isso tudo sem levar em consideração outros itens comuns como plano de celular, internet residencial, itens de farmácia, cuidados pessoais como corte de cabelo, vestuário, educação e lazer.

“As pessoas que trabalham nessas condições enfrentam o endividamento ou precisam complementar a renda. Nesse último caso, por conta da escala 6×1, usam o único dia de folga no trabalho. É uma espiral de precarização”, analisa a doutora em Psicologia Social do Trabalho e professora na Universidade Federal Fluminense (UFF), Flávia Uchôa de Oliveira.

“Estou com uma pesquisa, ainda em desenvolvimento, que mostra a percepção desses trabalhadores sobre a escala 6×1. O que eu posso adiantar é que eles percebem essas condições como determinantes para o adoecimento físico e mental. É muito preocupante o número dos que usam medicamentos ansiolíticos, antidepressivos e analgésicos para suportar o dia a dia”, complementa.

Trabalho por hora

A modalidade de contrato intermitente foi inserida na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) pela reforma trabalhista de 2017. A descrição e as regras estão no Artigo 452-A. 

Em 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a constitucionalidade da nova modalidade.

No contrato de trabalho intermitente, o trabalhador tem vínculo formal com a empresa por meio da assinatura da carteira. Mas nem jornada, nem salário mensal são fixos. 

O empregador decide quando convocar o funcionário para o trabalho. A remuneração é calculada de acordo com as horas trabalhadas.

Direitos trabalhistas – como férias, 13º salário, FGTS, INSS e outros benefícios – são proporcionais ao tempo trabalhado. 

Todas as profissões e atividades podem ser enquadradas nesse modelo de contrato. A exceção são os aeronautas, regidos por legislação própria.

A doutora em Economia e membro do Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-sociais (Cepes), da Universidade Federal de Uberlândia, Alanna Santos de Oliveira, entende que o contrato por hora fragiliza o trabalhador: ele fica sujeito à convocação do empregador, sem previsibilidade, jornada e rendimentos mínimos garantidos.

“Para um trabalhador intermitente ganhar mais do que um não intermitente ele teria que assumir pelo menos três contrato em média, o que é muito difícil de ocorrer. É uma modalidade que teve baixíssimo engajamento no Brasil. E, apesar do discurso de que possa assumir vários contratos ao mesmo tempo, o trabalhador precisa estar disponível em algum momento”, diz Oliveira.

Além da questão econômica, a intermitência pode gerar um risco de vulnerabilidade social.

“Não há garantia de que o trabalhador vá conseguir alcançar o mínimo mensal exigido pelo INSS. Ele teria que fazer aportes para complementar esse mínimo. Em outros casos, nem teria essa prerrogativa, como o seguro desemprego e o abono salarial. A previsibilidade compromete ainda o orçamento do trabalhador e o planejamento econômico. Como fica à espera de ser convocado e não sabe quantas horas vai trabalhar, não sabe quanto vai ganhar”, explica Oliveira.

Precarização


Brasília (DF), 20/05/2025 -  Allana Santos de Oliveira, economista do Cepes, da Universidade Federal de Uberlândia.
Trabalho por hora em supermercado aumenta precarização.
Foto: Allana Santos/Arquivo pessoal
Brasília (DF), 20/05/2025 -  Allana Santos de Oliveira, economista do Cepes, da Universidade Federal de Uberlândia.
Trabalho por hora em supermercado aumenta precarização.
Foto: Allana Santos/Arquivo pessoal

Mesmo regulamentado por lei e reforçado como constitucional pelo STF, o contrato de trabalho intermitente é visto como precarizado pelos pesquisadores. A economista da UFU explica o porquê dessa caracterização negativa.

“A ideia de precarização está relacionada com insegurança, instabilidade, baixas remunerações, proteção social limitada, direitos trabalhistas reduzidos, imprevisibilidade de rendimento, acesso limitado à seguridade social, dificuldade de organização sindical e negociação coletiva”, diz Allana Oliveira. 

“Por isso, entendo que a intermitência é uma forma de precarização do trabalho”.

A psicóloga social do trabalho da UFF destaca armadilhas por trás dos discursos que defendem “flexibilização”, “modernização” e “empreendedorismo”. Segundo ela, são termos com sentido vago empregados para favorecer a desregulamentação do trabalho e a retirada de direitos.

“A juventude se encontra em uma grande encruzilhada da precariedade. Uma das vias é a de fragilização do emprego regulado, à beira de se tornar um ‘horista’. A outra é a ideia de arriscarem tudo no empreendedorismo. Não estamos falando de grandes empreendedores que conseguem crédito dos bancos, investimento, planejamento, especialização e qualificação para fazer o seu negócio. E sim de trabalhadores, a maioria da população brasileira, que vão encontrar formas de ‘empreender’ muito precárias. Esses jovens são incitados a escolher entre dois projetos de sociedade que não fazem sentido”, diz Flávia Uchôa de Oliveira.

Fim da escala 6×1

Entidades que representam os trabalhadores do comércio, o que inclui o setor de supermercados, são enfaticamente contrárias à aplicação do contrato de trabalho por hora. 

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), Luiz Carlos Motta, reforça que a bandeira da categoria é a redução da jornada semanal de trabalho, ou seja, sem redução salarial.

“Acabar com a escala 6×1 é [medida] bem-vinda principalmente para trazer qualidade de vida às trabalhadoras e aos trabalhadores, que a ela estão submetidos. Os setores onde essa escala poderá ser adotada, se aprovada, tendem a ganhar em produtividade, uma vez que os trabalhadores vão trabalhar mais motivados. Com o fim da escala 6×1 todos ganham”, diz Motta.

Presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro e diretor da Central das Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil (CTB), Márcio Ayer diz que a escala de trabalho intermitente torna o trabalhador refém da empresa, com o risco de receber menos que um salário mínimo ao fim do mês.


Brasília (DF), 20/05/2025 -  Márcio Ayer, diretor da Central das Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil (CTB).
Trabalho por hora em supermercado aumenta precarização.
Foto: Márcio Ayer/Arquivo pessoal
Brasília (DF), 20/05/2025 -  Márcio Ayer, diretor da Central das Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil (CTB).
Trabalho por hora em supermercado aumenta precarização.
Foto: Márcio Ayer/Arquivo pessoal

“A juventude trabalhadora não aguenta mais a escravidão moderna da escala 6×1. Não suporta mais receber um salário de fome, pouco acima do mínimo – como os pisos miseráveis dos supermercados – para trabalhar dez horas por dia, incluindo horas extras, e ainda enfrentar um transporte público caótico”, diz Ayer.

“A juventude quer trabalhar com dignidade: ter a oportunidade de estudar, ter tempo de qualidade para a família e os amigos, para o lazer e para o descanso. Precisamos valorizar quem leva nas costas a economia deste país”, complementa.

A argumentação de que o país poderia quebrar e de que os empresários teriam prejuízos grandes com o fim da escala 6×1 não levam em conta as questões sociais do bem estar, os efeitos na produtividade e não teriam respaldo nos números.

“Ano passado, os supermercados cresceram quase o dobro do que cresceu a economia brasileira. O PIB cresceu 3,4%. Os supermercados cresceram cerca de 6,5%. Claro, não estamos falando dos pequenos mercados que estão sendo absorvidos ou expulsos do setor, mas das grandes redes”, contextualiza Allana. 

“Nesse caso, justificativas de prejuízos ou dificuldades nas contas em função da redução da jornada são pouco razoáveis, considerando que esse setor que tem perspectiva de movimentação ainda maior esse ano”, conclui.

Fonte: Agência Brasil

Lula: dívida do Brasil com a África pode ser paga com agricultura

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil tem uma dívida com a África que pode ser paga com solidariedade, transferência de tecnologia e assistência para o desenvolvimento da agricultura local. Para Lula, a experiência brasileira na produção de alimentos precisa ser compartilhada, como instrumento contra a fome e a pobreza no mundo.

“Nós devemos 350 anos em que este país explorou uma grande parte do povo africano. E eu tenho consciência que o Brasil não pode pagar isso em dinheiro e também porque isso não pode ser mensurado em dinheiro. O Brasil pode pagar em solidariedade, em transferência de tecnologia, para que vocês possam produzir parte daquilo que nós produzimos”, disse o presidente a ministros da agricultura de países da União Africana.

Lula participou, nessa segunda-feira (19), da abertura do 2º Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural. O evento ocorre até a próxima quinta-feira (22), em Brasília, e visa fortalecer as relações do Brasil com países africanos e promover a cooperação baseada na solidariedade e no desenvolvimento sustentável.

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Ainda, o encontro busca identificar oportunidades de investimento no setor agropecuário e discutir políticas públicas eficazes contra a fome e a pobreza. Durante seu discurso, Lula falou sobre a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, aprovada durante a presidência brasileira no G20, no ano passado.

“A fome não é por conta da natureza ou por conta de qualquer outro evento. Muitas vezes a fome é causada pela irresponsabilidade de quem governa os países, que não coloca a fome como prioridade para ser resolvida no seu país”, disse, argumentando que é preciso “parar com altos discursos e com baixa execução de programas”.

>>Representantes da África apontam liderança do Brasil no combate à fome

“[A aliança] é uma tentativa de fazer com que a gente possa não apenas produzir os alimentos e as coisas que necessitam para as pessoas, mas que a gente possa tentar sensibilizar o resto do mundo”, acrescentou Lula, lembrando do seu interesse no continente africano e nas cooperações que promoveu durante seus mandatos.

O encontro reúne mais de 40 delegações de países africanos, além de representantes de organismos internacionais, de bancos multilaterais de desenvolvimento, instituições de pesquisa, organizações e cooperativas da agricultura familiar e entidades do setor privado.

A programação prevê visitas de campo no entorno de Brasília, abordando temas como agricultura familiar, sistemas de integração, saúde do solo, acervo genético de hortaliças, bioinsumos, reuso de esgoto e comercialização; e em Petrolina, no Vale do São Francisco, sobre tecnologias para convivência com a seca, rebanho resistente, agricultura irrigada e fruticultura tropicalizada.

Fonte: Agência Brasil

Voa Brasil registra 40 mil reservas nos últimos 10 meses

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O programa Voa Brasil atingiu a marca de 40 mil reservas feitas por beneficiários. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (20) pelo Ministério de Portos e Aeroportos. A iniciativa oferece passagens aéreas de até R$ 200 a aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que nunca utilizaram o transporte aéreo ou que estão sem utilizá-lo há pelo menos 12 meses.

“Considerando que o Voa Brasil utiliza assentos ociosos oferecidos pelas companhias aéreas, o número seria suficiente para lotar 300 aeronaves de aposentados desde o início do programa, criado no final de julho do ano passado”, informou a pasta em nota, ao ressaltar a importância do programa para a política de inserção de novos passageiros no modal aéreo.

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Principais destinos

Os principais destinos dos aposentados ao longo dos últimos quase 10 meses estão concentrados nas regiões Sudeste (42,5%) e Nordeste (40%). A cidade de São Paulo lidera a relação, seguida pelo Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza, Brasília, Salvador, João Pessoa, Maceió, Belo Horizonte e Natal. Ao todo, o programa movimentou aeroportos de 84 cidades.

Entenda

As passagens do Voa Brasil são comercializadas exclusivamente pelo site do programa, sem necessidade de cadastro ou pagamento de taxas. A única restrição é que o aposentado não tenha utilizado o transporte aéreo ao longo dos últimos 12 meses. Ao escolher data e destino, ele é direcionado para o site da companhia aérea, que conclui o processo de compra.

“A maior movimentação de passageiros, especialmente em rotas com ociosidade, pode gerar um impacto positivo na economia local, como aumento do consumo e a geração de empregos em hotéis, restaurantes e outros serviços”, avaliou o ministério no comunicado.

Fonte: Agência Brasil

Mais de 5,3 milhões de eleitores terão título cancelado, informa TSE

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta terça-feira (20) que deve cancelar mais de 5,3 milhões de títulos eleitorais de pessoas que faltaram às três últimas eleições sem apresentar justificativa ou pagar as multas necessárias.

O prazo para regularizar a situação do título se encerrou na segunda (19). Esses eleitores, contudo, ainda têm uma última chance de regularizar sua inscrição eleitoral. Para isso, é necessário comparecer a um cartório eleitoral ou acessar o autoatendimento na internet e fazer um requerimento até 29 de maio.

Caberá ao juízo eleitoral decidir se afasta ou não o cancelamento, baseado na documentação anexada ao processo.

O TSE informa ainda que o cancelamento não será comunicado individualmente. O eleitor pode verificar se teve o título cancelado consultando sua situação eleitoral no site do TSE.

“Quem não tiver quitado seus débitos deverá fazê-lo, mas a quitação não impedirá o cancelamento”, alerta a Justiça Eleitoral. “Será necessário, além de pagar os débitos, requerer a regularização do título”.

A partir de 30 de maio, quem não tiver tomado nenhuma providência terá o título cancelado, ficando impedido de votar ou ser votado.

Fonte: Agência Brasil

CLDF debate crise de alimentação nos institutos federais do DF

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Nesta terça-feira (20), a Câmara Legislativa Do Distrito Federal reuniu estudantes, gestores e representantes educacionais para debater a falta de alimentação nos Institutos Federais de Brasília (IFBs). Durante o encontro, presidido pelo vice-presidente da Casa, deputado Ricardo Vale (PT), os presentes discutiram alternativas para tentar solucionar o impasse.

Atualmente, o custeio da alimentação escolar nos Institutos Federais depende de emendas parlamentares eventuais, o que dificulta o acesso a refeições adequadas de mais de 70% dos estudantes em situação de vulnerabilidade social que estão matriculados nas unidades educacionais. “Eu não consigo acreditar que um aluno sem alimentação possa ter um ensino de qualidade. Os alunos que estudam em horário integral devem estar sofrendo mais”, enfatizou Vale.

O parlamentar ressaltou a importância da participação da Secretaria de Estado de Educação (SEE-DF) na discussão e se comprometeu a convocar representes do Governo do Distrito Federal para articular medidas emergenciais que atenuem a situação. “Enquanto a questão orçamentária não pode ser resolvida em âmbito federal, vamos ver como o GDF pode ajudar os estudantes das IFs”, disse Vale.

Infraestrutura

Segundo a reitora do Instituto Federal de Brasília (IFB), Veruska Machado, a criação dos IFs em 2008, pela lei federal 11.892, foi inicialmente pensada para oferecer cursos de qualificação profissional de curta duração, de forma que os espaços não foram planejados para oferecer ensino integral aos estudantes, o que começou a acontecer por volta de 2014.

“A questão da alimentação começa de fato, a emergir, como uma grande preocupação dentro do IFB, a partir de 2017 e 2018, porque antes disso tínhamos cursos que não mantiam os alunos integralmente na instituição”, explicou a reitora. “Quando os institutos federais estavam sendo construídos, em termos de infraestrutura, contavam com salas de aula, laboratório, parte administrativa, biblioteca, auditório e ginásio. A parte de alimentação e restaurante, não estava na primeira leva da infraestrutura dos campi do Distrito Federal.”

De acordo com a reitora, uma das medidas que amenizava a situação era uma bolsa de alimentação disponibilizada aos estudantes de baixa renda. No entanto, o auxílio foi suspenso, agravando o problema. Veruska Machado destacou, ainda, que ao longo de quase dez anos houve redução no investimento dos IFs, o que inviabilizou a construção de estruturas necessárias, como cantinas e refeitórios.

“Houve um momento que ocorreria a consolidação dessa infraestrutura, mas tivemos queda no investimento dessa política pública que aconteceu a partir de 2016”, relatou Veruska Machado. “Desse período até 2022, não tivemos investimento de fato e precisamos do apoio dos parlamentares para fazer algumas consolidações. Assim começaram as parcerias com a Câmara dos Deputados e o Senado.”

“Os IFs são uma das políticas educacionais mais acertadas, porque democratizaram, expandiram e territorializaram conhecimento e formação, tanto técnica quanto superior. É por isso que continuamos na defesa dos Instituto Federais, porque sabemos que esses espaços mudam a nossa vida e do nosso território também. Temos pensado em uma política de segurança e assistência estudantil que supere os auxílios alimentares, porque a gente sabe que o IFB não consegue sobreviver de emenda parlamentar, isso é insuficiente. Precisamos de um orçamento robusto que garanta investimentos nos IF.” — Laura Gisler, representante da União Nacional dos Estudantes (UNE).

 

Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF

 

Investimento

Charles Okama, representante da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação e diretor de Desenvolvimento da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (EPCT), destacou a expansão dos IFs pelo país, que atualmente soma mais de 100 unidades, um processo que envolveu um investimento de mais de R$ 2 bilhões.

Okama enfatizou, também, que o Governo Federal disponibilizou recursos para reforma das instituições já existentes, um investimento de mais de R$ 1 bilhão. Na avaliação do diretor, tão importante quanto o investimento inicial para a construção de novas unidades é o financiamento contínuo para a manutenção e aprimoramento da infraestrutura vigente.

“Temos, hoje, a nova política nacional de assistência estudantil, implementada em 2024. Esta politica estabelece uma série de programas e inclui a rede federal junto as questões de assistência”, explicou Okama. “Atrelado a isso, já está no congresso o projeto de lei que visa buscar recursos para financiar a assistência estudantil. Nós temos, também, outro projeto de lei que visa mais financiamento para as políticas, seja nacional da alimentação escolar, bem como também da política do transporte escolar.”

A audiência pública desta terça-feira (20) foi transmitida pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 09 da Vivo, e pode ser reassistida no canal da CLDF no YouTube.

Fonte: Agência CLDF

Ipasgo Saúde prorroga vencimento das coparticipações de 2024 para sexta-feira

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O Ipasgo Saúde alterou a data de pagamento da primeira parcela das coparticipações do segundo semestre de 2024 para a próxima sexta-feira (23/05). A medida atendeu a uma demanda dos beneficiários que pediram mais tempo para emitir o boleto e realizar o pagamento. 

“O Ipasgo Saúde realizou o parcelamento automático dos valores da coparticipação referente ao segundo semestre de 2024. Porém ainda há alguns beneficiários que não realizaram o download ou pagamento da primeira parcela. Decidimos alterar o prazo para garantir que estas pessoas possam realizar o pagamento sem incidência de multas e juros”, informa o presidente do Ipasgo Saúde, Bruno D’Abadia. 

Com a alteração, os beneficiários possuem mais quatro dias para conferir os extratos de coparticipação e optar pela forma de pagamento (pagamento integral ou parcelamento dos valores), com parcela mínima de R$ 100,00, com as opções da tabela em anexo.

Ipasgo Saúde prorroga data de vencimento das coparticipações/2024
Ipasgo Saúde cobra contribuição fixa de 30% do valor gasto, conforme normativa da ANS (Fonte: Ipasgo Saúde)

O boleto está disponível no site do Ipasgo, no Portal do Beneficiário, menu “Situação Financeira/Parcelamento de Coparticipação Retroativo/Boleto”. Caso opte pelo parcelamento, é só selecionar a primeira parcela e gerar o boleto, caso escolha o pagamento à vista, em boleto único, selecione a opção “todos” e depois em gerar boleto. 

Caso a opção de coparticipação seja por meio de débito em conta, as parcelas seguintes do parcelamento serão encaminhadas para desconto na conta corrente cadastrada.

Coparticipação

A coparticipação é uma contribuição de parte dos custos de consultas, exames e procedimentos realizados. No Ipasgo Saúde, o valor cobrado pelo beneficiário é fixado em 30% do valor gasto. A normativa é regulamentada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão do governo federal que regula os planos de saúde do Brasil. 

Em 2023, o Ipasgo Saúde deixou de ser uma autarquia e se tornou um Serviço Social Autônomo (SSA), personalidade jurídica de direito privado e sem fins lucrativos. Com a mudança, passou a ser obrigatório que a instituição se submeta às regras que a ANS impõe ao mercado de saúde suplementar, pois, em termos legais, o plano de saúde não pode operar no mercado brasileiro sem regulação da agência.

O pagamento das coparticipações estava suspenso desde agosto de 2024, por causa da migração para um novo sistema. A mudança foi necessária para atender às normas da ANS, que agora regula o Ipasgo.

Em março deste ano, o Ipasgo Saúde retomou a cobrança das coparticipações. Os valores das referências março e abril de 2025 já foram emitidos e cobrados, com vencimentos no dia 10 de cada mês, garantindo a normalidade mensal de coparticipação de acordo com as normas da ANS.

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Fonte: Portal Goiás

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS final 2 nesta terça

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A Caixa Econômica Federal paga, nesta terça-feira (20), a parcela de maio do novo Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 2.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 667,49. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 20,46 milhões de famílias, com gasto de R$ 13,64 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Os beneficiários de 168 cidades receberam o pagamento na segunda-feira (19), independentemente do NIS. A medida beneficiou moradores de sete estados, afetados por chuvas ou por estiagens ou com povos indígenas em situação de vulnerabilidade: Amazonas, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo e Sergipe.

A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Desde o ano passado, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). 

O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Regra de proteção

Cerca de 3,02 milhões de famílias estão na regra de proteção em maio. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Para essas famílias, o benefício médio ficou em R$ 366,07.

A partir do próximo mês, o tempo de permanência na regra de proteção será reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrangerá as novas famílias que entrarem na fase de transição. Quem se enquadrou na regra até maio deste ano continuará a receber metade do benefício por dois anos.

Auxílio Gás

Neste mês não haverá o pagamento do Auxílio Gás, que beneficia famílias cadastradas no CadÚnico. Como o benefício só é pago a cada dois meses, o pagamento voltará em maio.

Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). 

A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.
 


Calendário Bolsa Família 2025 - maio
Calendário Bolsa Família 2025 - maio

 

Fonte: Agência Brasil

Cedae paralisa Sistema Guandu para obras de modernização

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A produção de água tratada no Sistema Guandu, no Rio de Janeiro, ficará paralisada até as 20h desta terça-feira (20) pela Companhia Estadual de Águas (Cedae) para obras de modernização. O abastecimento fica interrompido na cidade do Rio de Janeiro e nos municípios de Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti, na Baixada Fluminense. .

O Sistema Guandu responde pelo abastecimento de 80% da água consumida na região metropolitana do Rio, que tem cerca de 11 milhões de habitantes. A estação tem capacidade de tratar 43 mil litros de água por segundo.

De acordo com a companhia, a interrupção é para obras de modernização, melhorias operacionais, ajustes técnicos, além de reparos e intervenções estruturais que buscam aumentar a eficiência e a segurança do sistema.

“Esses serviços são essenciais para assegurar a continuidade da operação plena do sistema de produção de água. Com eles, conseguimos identificar e corrigir falhas de forma preventiva, além de aferir com mais precisão o volume de água fornecido pela companhia às concessionárias”, disse o diretor de Saneamento e Grande Operação da Cedae, Daniel Okumura.

Recomendações

A normalização do fornecimento de água tratada terá início assim que a Cedae restabelecer 100% da produção no Sistema Guandu. No entanto, a recuperação do abastecimento é gradual e poderá levar 72 horas ou mais, especialmente em áreas elevadas, situadas nas pontas do sistema de distribuição ou afetadas por eventuais ocorrências durante a etapa de regularização do serviço.

A concessionária Águas do Rio orienta os moradores do centro, zonas norte e sul e Baixada Fluminense a se prepararem para o período, armazenando água para necessidades básicas e adiando tarefas que demandem alto consumo até a regularização do sistema. O abastecimento emergencial por caminhão-pipa é priorizado para unidades de saúde, como hospitais e clínicas de urgência e emergência. A distribuição de água nas localidades atendidas é de responsabilidade das concessionárias Águas do Rio, Iguá e Rio+Saneamento, de acordo com as respectivas áreas de atuação.

Fonte: Agência Brasil