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Brasília é a capital com maior inflação na cesta básica em 6 meses

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Brasília registrou a maior alta no custo da cesta básica de novembro de 2024 a abril de 2025. A alta no período foi 7,4%, de R$ 785,68 para R$ 844,01. Nos seis meses, registraram elevação no preço da cesta básica as capitais Curitiba (3,3%), São Paulo (3,1%), Belo Horizonte (1,9%) e Fortaleza (0,07%).

Salvador, Rio de Janeiro e Manaus tiveram deflação, no período, de 0,9%, 3,6%, e 5,8%, respectivamente. São Paulo continua a liderar o ranking da cesta básica mais cara do país, pelo segundo mês consecutivo (R$ 991,80).

Os dados são da plataforma Cesta de Consumo Neogrid & FGV IBRE, que monitora a variação dos preços nas oito maiores capitais brasileiras em população – Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Nos últimos seis meses, os produtos com as maiores variações de preços foram café, com alta em todas as oito capitais pesquisadas, com destaque para São Paulo (+28%); frutas (elevação nas oito capitais, com destaque para Brasília, +32,1%); pão (alta em seis capitais, destaque para Brasília, +31,8%); óleo (alta em seis capitais, destaque para Brasília, +20%); e ovos (alta em sete capitais, com destaque para Fortaleza, +13,1%). 

Já o arroz, no período, apresentou queda generalizada, com reduções de dois dígitos em Belo Horizonte (-13,7%), Rio de Janeiro (-10,5%), Curitiba (-10,2%) e Manaus (-10,1%). A farinha de mandioca teve queda de 21,9% em Manaus e de 10,2% em Salvador, no acumulado dos últimos seis meses.

Fonte: Agência Brasil

"Financiamento climático não é caridade", diz diretora da COP30

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O II Fórum de Finanças Climáticas e de Natureza (FFCN) começou nesta segunda-feira (26) no Rio de Janeiro para debater estratégias que conciliem desenvolvimento socioeconômico e sustentabilidade.

A diretora executiva da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), Ana Toni, destacou os esforços feitas pela presidência brasileira para engajar os países mais ricos no financiamento da descarbonização global.

“Conseguir um maior fluxo de financiamento dos países desenvolvidos para os países em desenvolvimento não é boa ação, bondade, caridade. O interesse em mobilizar até 1,3 trilhão de dólares para os países em desenvolvimento deveria ser dos desenvolvidos, que não estão liberando esse recurso”, disse Ana Toni.

“Se o recurso não vier para os países em desenvolvimento, a gente não vai ter como contribuir na descarbonização. Deveria ser interesse de todos isso. É uma responsabilidade de todos: países, bancos multilaterais, bancos privados, setor privado. Se não, a gente não vai conseguir”, complementou.

O evento, que terá mais debates na terça-feira (27), é organizado por sete instituições da sociedade civil — Instituto Arapyaú, Instituto AYA, Instituto Clima e Sociedade (iCS), Instituto Igarapé, Instituto Itaúsa, Open Society Foundations e Uma Concertação pela Amazônia.

A proposta é reunir representantes do setor público, iniciativa privada, instituições financeiras, agências multilaterais, academia, organizações da sociedade civil e imprensa. A segunda edição do Fórum pretende criar ambientes institucionais e regulatórios que favoreçam o investimento em tecnologias e práticas sustentáveis.

Entre as linhas de ação está debater financiamento de projetos que unam clima, natureza, desenvolvimento e econômico, com retorno positivo para sociedade e investidores.

Uma das contribuições ao debate veio de Marcele Oliveira, escolhida pelo governo brasileiro como “Campeã Climática da Juventude”. A função envolve liderar a participação dos jovens nas políticas climáticas e na negociação de ações concretas de combate ao aquecimento global.

“Não dá para falar de TFFF [Fundo Florestas Tropicais para Sempre], sem falar das juventudes que estão nas florestas. Não dá para falar de novos acordos, dos 10 anos do Acordo de Paris, sem considerar as pessoas que estão esperando os resultados dessas agendas nos seus territórios. Não faz sentido”, disse Marcele Oliveira.

“Discutir o sistema financeiro é importante, mas precisamos pensar que o financiamento de verdade é aquele que se mostra verdadeiramente eficiente, transparente, equitativo, participativo e considera as juventudes locais”, complementou.

Fonte: Agência Brasil

Petrobras vai contratar 48 embarcações com conteúdo nacional

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A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, detalhou nesta segunda-feira (26) que a estatal vai contratar 48 embarcações que terão conteúdo nacional na fabricação. Para isso, a companhia vai investir R$ 118 bilhões nas contratações, que devem gerar 180 mil postos de trabalho. As informações foram divulgadas ao participar do painel “Iniciativas do Setor Produtivo e Transição Verde”, no Fórum Nova Indústria Brasil, promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na sede da instituição, no centro do Rio de Janeiro.

“Estamos falando em um investimento no Brasil de R$ 118 bilhões no âmbito dessas 48 embarcações. Estamos falando também em 180 mil postos de trabalho novos gerados com estes investimentos. Não estou falando em empregos, estou falando em postos de trabalho. Não estou falando de investimento total, estou falando de investimento no Brasil. São 18 bilhões no Brasil para estas 48 embarcações e 180 mil postos de trabalho. Embarcações que serão contratadas, ou terão seus editais lançados até 31 de dezembro de 2026”.

Preço dos combustíveis

Magda Chambriard disse também que a empresa acompanha a movimentação do mercado internacional e que, se houver queda de preço do petróleo, não descarta a redução dos valores de combustíveis no Brasil. De acordo com Magda Chambriard, o acompanhamento é uma constante na companhia e realizado a cada 15 dias. Nesse processo, a empresa busca eliminar a volatilidade do mercado.

“A gente tem visto os preços do petróleo caírem, e o real se valorizar. Por óbvio, acompanhamos também o market share (participação no mercado) dos nossos produtos. Tanto a gasolina quanto o diesel estão abaixo do preço da paridade internacional, então, por enquanto, estamos acompanhando. E, se cair mais o preço do petróleo, de certo, vamos reduzir os preços dos combustíveis”, disse em entrevista a jornalistas depois do painel no BNDES.

“Não estou falando só da gasolina, não. Estou falando da gasolina, do diesel, do QAV (querosene de aviação), do GLP (gás de cozinha). O que nós fazemos é um acompanhamento constante. Tenho dito isso. Nesse momento, estamos confortáveis com o preço da gasolina e do diesel, o que não quer dizer que não vamos seguir acompanhando e verificando as tendências de aumento e de diminuição e o fornecimento dos nossos produtos em todas as refinarias brasileiras”, completou.

Querosene de aviação

A executiva da Petrobras explicou que o único combustível que a empresa reajusta todo mês é o querosene de aviação. “É uma questão contratual. Não fiz a conta ainda, mas se o preço do brent [petróleo vendido no mercado internacional] baixou e se o câmbio se valorizou, tem tudo para ser reajustado. Não fiz essa conta ainda”, apontou sem revelar o tipo de movimento que haveria no reajuste.

Braskem

A presidente disse também que a Braskem é hoje a sexta maior empresa petroquímica do mundo e, por isso, é um ativo muito importante para a Petrobras.

Magda reconheceu que existe uma questão societária a ser resolvida pela empresa petroquímica com a Petrobras, mas tem expectativa de que possa ser solucionada após a proposta de controle da Braskem apresentada pelo empresário Nelson Tanure.

“A petroquímica [Braskem] tem hoje uma questão com a Petrobras que é societária. A Braskem tem uma questão societária que a gente precisa resolver, e a proposta do Tanure vem na direção dessa solução, como também uma movimentação de bancos vinha em torno dessa direção dessa solução. O máximo que posso dizer é que espero que qualquer que seja a solução, de certo terá o apoio da Petrobras. Vamos, sim, restaurar a Petroquímica no Brasil e voltar a botar a Petroquímica do Brasil no patamar que ela merece”, completou.

“Quando a gente fala em descarbonização, quando a gente fala em redução do combustível fóssil, a gente tem uma certeza: o combustível fóssil ainda será muito utilizado nas próximas muitas décadas para uso petroquímico. A gente fala de um gás para petroquímica, uma nafta, mais gás, a gente fala de uma Petrobras que produz óleo e o gás associado, e não podemos largar de mão, de jeito nenhum”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

Após acidente com morte, Justiça de SP suspende mototáxis novamente

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A Justiça de São Paulo determinou uma nova suspensão dos serviços de mototáxi na cidade prestados pelas plataformas de aplicativos 99 Tecnologia e Uber. A decisão acontece dois dias após um acidente que resultou na morte de uma passageira do serviço, na avenida Tiradentes, no centro de São Paulo.

Na decisão, proferida nesta segunda-feira (26), o desembargador e relator Eduardo Gouvêa determina também a aplicação de uma multa diária de R$ 30 mil em caso de desobediência.

Em nota, a 99 Tecnologia afirmou que suspenderá temporariamente o serviço do 99Moto na cidade de São Paulo em respeito à decisão que determinou a interrupção da atividade. 

“A 99 ressalta a urgência do debate sobre a inconstitucionalidade do decreto de proibição que precisa ser definitivamente decidido pelo Tribunal de Justiça e segue adotando todas as medidas legais para assegurar os direitos da empresa, de seus usuários e motociclistas parceiros em São Paulo, mantendo o compromisso que já promoveu mais de 1 milhão de corridas à população paulistana”, diz o comunicado da empresa. 

A Uber também informou que suspenderá temporariamente o funcionamento de Uber Moto no município de São Paulo, “enquanto aguarda a análise do tema pelas instâncias competentes”. 

“A decisão atual abre caminho para que demais empresas continuem operando com serviços clandestinos e sem as camadas de segurança oferecidas pela Uber”, informou a empresa. 

A plataforma de serviço de mototáxi lembra que já obteve mais de 20 decisões judiciais favoráveis relacionadas ao modal pelo Brasil, “reconhecendo a legalidade da atividade e o entendimento de que os municípios não podem impedir a utilização de motocicletas para o transporte de passageiros”.

Acidente e morte

A decisão da Justiça acontece dois dias depois do registro do acidente entre um mototáxi da 99 e um carro, também de aplicativo, no sábado (24) à noite em São Paulo. O acidente resultou na morte da jovem Larissa Barros Máximo Torres, de 23 anos,  passageira do mototáxi.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, Larissa teria sido atingida pela porta de um carro, que foi aberta por um dos ocupantes do veículo. O mototáxi e a jovem vinham pela faixa das motocicletas e, com o choque, foram arremessados para a pista e a passageira da moto foi atropelada por um outro veículo na via. 

A vítima e o mototaxista foram levados para o Hospital da Santa Casa de São Paulo, onde foi confirmado o óbito da passageira. O caso foi registrado como homicídio culposo no Segundo Distrito Policial da cidade, no Bom Retiro, que vai apurar o caso.

Sobre o acidente, em nota, a 99 lamentou a morte da passageira: 

“A empresa se solidariza com os familiares e esclarece que está acompanhando de perto o caso e já está oferecendo suporte integral aos envolvidos – como cobertura pelo seguro, apoio psicológico e auxílio funeral. Além disso, a 99 segue à disposição das autoridades para contribuir com as investigações”.

Disputa judicial 

A prefeitura e as plataformas de aplicativos travam uma disputa judicial sobre a permissão do serviço na cidade. Enquanto as plataformas recorrem a uma lei federal que autoriza a prestação do serviço do país, a prefeitura contrapõe tal liberação justificando os riscos aos usuários.

A prefeitura de São Paulo, em nota, ressaltou novamente os riscos do transporte de passageiros em motos por aplicativo. 

“Somente em 2024, a cidade gastou cerca de R$ 35 milhões na linha de cuidado ao trauma com pacientes vítimas de acidentes de moto e foram 4.084 internações hospitalares na rede municipal de saúde em decorrência de motociclistas em acidentes de trânsito. Até março de 2025, são 1.026 internações”, diz o comunicado. 

Fonte: Agência Brasil

Acaba hoje prazo para validação de informações das inscrições do Fies

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O prazo para que candidato convocado na lista de espera das vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) 2025 comprove as informações declaradas no ato da inscrição termina nesta segunda-feira (26).

A convocação dos candidatos pré-selecionados pela lista de espera ocorreu entre 14 e 22 de maio, no Portal Acesso Único do Fies.

O pré-selecionado deve entrar em contato com a instituição de ensino superior onde possui matrícula ativa no curso superior neste primeiro semestre de 2025, no horário de atendimento da instituição. 

Na faculdade, a Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento do Fies (CPSA) é a responsável pela análise da documentação.

A entrega dos documentos poder ser no formato físico ou digital. 

O candidato deve, ainda, ter condição de atingir a frequência mínima exigida para este semestre, no curso onde está matriculado.

Próximos passos

Após a aprovação da inscrição pela comissão permanente, os candidatos terão dez dias para validar suas informações em um agente financeiro, que é o banco responsável por operar o Fies, por exemplo, a Caixa Econômica Federal.

Estes estudantes devem fazer a entrega física ou digital da documentação exigida e especificada no edital do Fies 2025. Entre os documentos relacionados estão comprovantes da identidade, renda familiar per capita, escolaridade, entre outros dados.

Caso a comissão identifique inconsistências entre as informações, poderá exigir nova apresentação de documentação para comprovar a renda familiar.

O banco vai checar se os documentos apresentados correspondem aos dados informados no sistema do Fies.

Para mais informações, o candidato pode acessar o Portal Acesso Único do Fies e conferir se foi pré-selecionado.

Fies

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) é um programa do Ministério da Educação (MEC) que concede financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos.

As instituições de ensino superior privadas que participam do programa devem ter avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

 

Fonte: Agência Brasil

Extrema-direita confronta palestinos em marcha anual em Jerusalém

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Uma grande manifestação em Jerusalém para marcar a tomada do leste da cidade por Israel na guerra de 1967 transformou-se em caos nesta segunda-feira (26), quando judeus israelenses de extrema-direita confrontaram e agrediram palestinos, israelenses e jornalistas, relataram testemunhas.

A Marcha da Bandeira é um evento anual e atraiu milhares de pessoas que cantavam, dançavam e agitavam bandeiras israelenses logo após a visita do ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, de extrema-direita, ao complexo da mesquita de Al-Aqsa, ponto de tensão entre israelenses e palestinos há muito tempo.

Segundo testemunha da Reuters, a violência eclodiu na murada Cidade Velha de Jerusalém Oriental pouco depois do meio-dia, quando jovens manifestantes começaram a assediar os poucos lojistas palestinos que ainda não haviam fechado suas lojas antes da manifestação.

Os extremistas, em sua maioria jovens israelenses que vivem em assentamentos na Cisjordânia ocupada por Israel, começaram então a atacar ativistas israelenses de esquerda e jornalistas que observavam a manifestação.

Eles gritavam slogans nacionalistas e pediam violência contra os palestinos, cantando “morte aos árabes”.

Um grupo de jovens colonos cuspiu em uma mulher palestina e jornalistas, e a polícia israelense que estava por perto não interveio, afirmou a testemunha da Reuters.

As autoridades policiais não responderam a um pedido de comentário. Nenhuma prisão foi registrada até o final da tarde.

Relatos

Um policial no local disse que os jovens extremistas israelenses não poderiam ser presos porque eram menores de 18 anos.

Moshe, um colono israelense de 35 anos da Cisjordânia e apoiador do atual governo de direita, caminhou por um bairro palestino da Cidade Velha com um rifle e sua filha nos ombros. 

Foi um “dia muito feliz” porque toda Jerusalém estava “sob o governo de Israel”, disse ele, recusando-se a informar seu sobrenome.

O líder da oposição de esquerda, Yair Golan, ex-comandante adjunto das Forças Armadas, descreveu as imagens de violência na Cidade Velha como “chocantes”. 

Em um comunicado, ele afirmou que “amar Jerusalém não se parece com isso. O ódio, o racismo e o bullying é que se parecem com isso”.

“Manteremos Jerusalém unida, íntegra e sob a soberania israelense”, disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em uma reunião de gabinete realizada em Jerusalém Oriental no início desta segunda-feira.

Um porta-voz da presidência palestina sediada na Cisjordânia condenou a marcha e a visita de Ben Gvir a Al-Aqsa.

“[A guerra em Gaza,] as repetidas incursões no complexo da mesquita de Al-Aqsa e os atos de provocação, como o hasteamento da bandeira israelense na Jerusalém ocupada, ameaçam a estabilidade de toda a região”, disse Nabil Abu Rudeineh em um comunicado.

Os confrontos se intensificaram durante todo o dia quando ativistas israelenses de esquerda intervieram para escoltar os palestinos para longe dos jovens judeus israelenses de extrema-direita que ameaçavam os transeuntes.

Jornalistas que cobriam a manifestação foram repetidamente assediados e, em alguns casos, agredidos, disse a testemunha da Reuters.

Visita polêmica

Mais cedo, Ben Gvir visitou o complexo da mesquita Al-Aqsa na Cidade Velha murada, conhecida pelos judeus como Monte do Templo e pelos árabes como o Nobre Santuário — terceiro local mais sagrado do Islã.

Em um vídeo filmado no complexo, Ben Gvir disse que o local estava sendo inundado pelos judeus. “Hoje, graças a Deus, já é possível orar no Monte do Templo”, disse ele.

Sob um acordo de décadas, o complexo é administrado por um fundo islâmico jordaniano. Os judeus, que consideram o complexo como local de dois templos antigos, têm permissão para visitá-lo, mas não para orar.

Ben Gvir, cuja visita foi condenada pela Autoridade Palestina e pela Jordânia, vem pressionando, junto com integrantes da extrema-direita em Israel, pelo direito de oração dos judeus no local.

A Flag March deste ano coincidiu novamente com a guerra em Gaza, agora em seu 20º mês, e com a escalada das operações militares israelenses contra militantes palestinos na Cisjordânia, onde ataques de colonos contra residentes palestinos estão se intensificando.

A marcha frequentemente eleva a tensão à medida que judeus ultranacionalistas entram em áreas palestinas da Cidade Velha murada de Jerusalém a caminho do Muro das Lamentações, um dos locais mais sagrados do judaísmo, ao lado do complexo da mesquita.

A manifestação de 2021 levou a uma breve guerra entre Israel e o grupo militante islâmico palestino Hamas, que desencadeou a atual guerra em Gaza com seu ataque de outubro de 2023 às comunidades do Sul de Israel.

Entenda

Israel conquistou Jerusalém Oriental – incluindo a Cidade Velha – da Jordânia na guerra do Oriente Médio de 1967. Os palestinos buscam estabelecer Jerusalém Oriental como a capital de um futuro Estado que incluiria a Cisjordânia e Gaza.

A maioria dos países considera Jerusalém Oriental um território ocupado e não reconhece a soberania israelense sobre ele. Já Israel considera Jerusalém como sua capital eterna e indivisível.

Em 2017, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu toda Jerusalém como a capital de Israel e transferiu a embaixada dos EUA de Tel Aviv para lá.

No domingo, o embaixador dos EUA Mike Huckabee, um cristão evangélico, parabenizou Israel pelo que chamou de reunificação da cidade há 58 anos.

Reportagem adicional de Lee Marzel

Fonte: Agência Brasil

Cerca de 10 milhões ainda não declararam Imposto de Renda em 2025

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A quatro dias do fim do prazo, cerca de 10 milhões de contribuintes ainda não acertaram as contas com o Leão. Até as 18h desta segunda-feira (26), 32.581.999 contribuintes enviaram a Declaração Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) à Receita Federal. O número equivale a 76,48% do total esperado para este ano.

Segundo a Receita Federal, 61,5% das declarações entregues até agora terão direito a receber restituição, enquanto 20,6% terão que pagar Imposto de Renda e 17,8% não têm imposto a pagar nem a receber. A maioria dos documentos foi preenchida a partir do programa de computador (83,5%), mas 11,1% dos contribuintes recorrem ao preenchimento online, que deixa o rascunho da declaração salvo nos computadores do Fisco (nuvem da Receita), e 5,4% declaram pelo aplicativo Meu Imposto de Renda para smartphones e tablets.

Um total de 48,9% dos contribuintes que entregaram o documento à Receita Federal usaram a declaração pré-preenchida, por meio da qual o declarante baixa uma versão preliminar do documento, bastando confirmar as informações ou retificar os dados. A opção de desconto simplificado representa 56,2% dos envios.

Desde 1º de abril, a declaração pré-preenchida passou a ser baixada com todos os dados disponíveis. O abastecimento dos dados da declaração pré-preenchida atrasou neste ano por causa da greve dos auditores fiscais da Receita.

O prazo para entregar a declaração começou em 17 de março e termina às 23h59 do dia de 30 de maio. O programa gerador da declaração está disponível desde 13 de março.

A Receita Federal espera receber 46,2 milhões de declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física este ano, o que representará um acréscimo de quase 7%, na comparação com 2024, quando foram entregues 43,2 milhões de declarações.

As pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888, assim como aquelas que obtiveram receita bruta da atividade rural acima de R$ 169.440, são obrigadas a declarar. As pessoas que receberam até dois salários mínimos mensais durante 2024 estão dispensadas de fazer a declaração, salvo se se enquadrarem em outro critério de obrigatoriedade.

Fonte: Agência Brasil

Com crise de labirintite, Lula faz exames em hospital em Brasília

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou exames de imagem e de sangue na tarde desta segunda-feira (26) após apresentar um quadro de vertigem, com diagnóstico de labirintite. 

Segundo boletim médico divulgado pelo Hospital Sírio-Libanês, de Brasília, todos os resultados dos exames estão dentro da normalidade. 

De acordo com a nota, o presidente já está no Palácio da Alvorada, onde deve permanecer em repouoso ao longo do dia. Lula é acompanhado pelas equipes médicas lideradas pelo Dr. Roberto Kalil Filho e pela Dra Ana Helena Germoglio. 

Na tarde de hoje, Lula tinha compromissos com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, da CIência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. 

Para amanhã, está prevista a participação de Lula na comemoração do Dia do Diplomata, no Itamaraty.

Em janeiro deste ano, Lula fez exames de imagem da cabeça, após procedimentos a que foi submetido devido ao acidente doméstico que sofreu em outubro de 2024.

Fonte: Agência Brasil

Roubo de veículos caiu 24% em abril no Rio de Janeiro, diz ISP

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Dados divulgados nesta segunda-feira (26) pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro mostram que o roubo de veículos caiu 24% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado. 

Foram 1.579 ocorrências no período analisado, 490 a menos que em abril de 2024, quando houve 2.069 registros. Com esses dados, o quarto mês do ano apresentou o menor número de roubos para o mês desde 2011. No acumulado do ano, entre janeiro e abril, houve 8.160 registros de roubo de veículos, contra 8.361 no mesmo período de 2024, uma redução de 2%.

“Esse resultado é fruto das ações que as forças de segurança vêm realizando em todo o estado. Os indicadores estratégicos estão melhorando, mas vamos atrás de resultados ainda melhores”, afirmou o governador Cláudio Castro.

Outros crimes também caíram no mês de abril: foram 205 vítimas de homicídio doloso, 23 casos a menos (10%) que em abril de 2024, que registrou 228 mortes. De janeiro a abril, agentes de segurança retiraram das ruas 2.185 armas, alta de 7,3% em relação ao mesmo período de 2024, equivalente a uma média de 18 por dia.

As apreensões de fuzis também cresceram em abril: foram 263 no período analisado em 2025, aumento de 10% em comparação com os 239 registrados no ano passado. Houve ainda crescimento nas apreensões de drogas, que somaram 8.242 ocorrências — aumento de 6% em relação a 2024, com média de quase 69 por dia. As prisões em flagrante subiram 2%, com 14.344 ocorrências no período, o equivalente a uma média diária de 119 registros.

Para a diretora-presidente do ISP, Marcela Ortiz, a redução no roubo de veículos e o aumento nas apreensões de armas, fuzis, drogas e prisões em flagrante demonstra o compromisso das instituições com o enfrentamento qualificado da criminalidade. 

“Esses resultados positivos, aliados à queda nos índices de crimes violentos como homicídios dolosos, reforçam a importância do monitoramento constante dos dados”, disse Marcela.

Fonte: Agência Brasil

Unesp remarca prova de vestibular de inverno após falta de energia

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A prova da primeira fase do Vestibular da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Meio de Ano 2025, que seria realizada neste domingo (25), foi cancelada e será aplicada no dia 8 de junho, segundo a Unesp e a Fundação Vunesp, responsável pela seleção.

A prova de ontem foi adiada após problemas técnicos no fornecimento de energia no prédio da Etec Parque da Juventude, na capital, onde parte dos 2,5 mil candidatos fez o exame. 

O novo local de prova pode ser consultado a partir de 2 de junho, no site da Fundação Vunesp

Conhecida por ser a universidade estadual paulista com vagas mais dispersas pelo território do estado, a Unesp centralizou a primeira fase de seu vestibular de inverno em cinco cidades: 

  • São Paulo (1.111 candidatos), 
  • Bauru (555), 
  • Ilha Solteira (262), 
  • São José do Rio Preto (475), 
  • São José dos Campos (161) 

As provas terão questões de múltipla escolha das áreas de Linguagens e suas Tecnologias, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias.

Segundo os organizadores, o calendário será mantido para as provas da segunda fase, divulgação do resultado e matrículas. A data de realização da segunda fase do exame, com questões discursivas e uma redação, está mantida para os dias 21 e 22 de junho. O resultado final está previsto para o dia 11 de julho. 

Fonte: Agência Brasil