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PGR pede ao Supremo prisão de Carla Zambelli

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta terça-feira (3) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP).

A solicitação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes após a parlamentar informar na manhã desta terça-feira (3) que deixou o Brasil. Em entrevista a um canal no YouTube, Zambelli disse que saiu do país para fazer um tratamento de saúde e que vai pedir licença do mandato. Ela disse que deve permanecer na Europa, mas não informou o local exato.

No STF, Carla Zambelli foi condenada a dez anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023. A deputada também terá que pagar R$ 2 milhões em danos coletivos. O processo está em fase de recurso.

De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado  e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.

Eleições

Carla Zambelli responde a outro processo criminal no STF. Em agosto de 2023, Zambelli virou ré no Supremo pelo episódio em que ela sacou uma arma de fogo e perseguiu o jornalista Luan Araújo às vésperas do segundo turno das eleições de 2022.

A perseguição começou após Zambelli e Luan trocarem provocações durante um ato político no bairro dos Jardins, em São Paulo.

Até o momento, o Supremo registrou placar de 6 votos a 0 para condenar a parlamentar a cinco anos e três meses de prisão em regime semiaberto. No entanto, um pedido de vista do ministro Nunes Marques adiou a conclusão do julgamento.

Líder do PT na Câmara

Mais cedo, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou uma representação na PGR. O líder do PT na Câmara dos Deputados quer que o principal órgão de cúpula do Ministério Público Federal (MPF) adote as providências necessárias para que o Poder Judiciário determine a prisão da deputada federal Carla Zambelli.

“Protocolei representação à PGR com pedido de decretação de prisão preventiva da deputada federal”, informou Farias, em suas redes sociais. Na mesma publicação, o petista afirma ter requisitado que, além de pedir ao STF a prisão preventiva de Zambelli, a PGR solicite a inclusão do nome da parlamentar no alerta global da Interpol.

Farias também pediu que a PGR inicie os procedimentos de extradição de Zambelli; o bloqueio de valores pertencentes à deputada e que oficie o Ministério das Relações Exteriores para que revogue o passaporte diplomático dela.

Defesa

Após Zambelli informar que saiu do Brasil, o advogado Daniel Bialski deixou a defesa da deputada.

“Eu fui apenas comunicado pela deputada que estaria fora do Brasil para dar continuidade a um tratamento de saúde. Todavia, por motivo de foro íntimo, estou deixando a defesa da deputada”, disse o advogado.

*Colaborou Alex Rodrigues

Fonte: Agência Brasil

Deputado Roosevelt propõe assentos prioritários ao lado das janelas para mulheres no transporte público

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O deputado Roosevelt justifica que o projeto representa um passo importante para a construção de um ambiente mais seguro, respeitoso e digno para todas as mulheres que utilizam o transporte público no DF

Em resposta ao alarmante número de casos de assédio no transporte coletivo do Distrito Federal, o deputado Roosevelt apresentou o Projeto de Lei nº 1735/2025, que propõe a reserva prioritária dos assentos localizados ao lado das janelas para mulheres. O objetivo é prevenir situações de assédio e assegurar a dignidade, integridade e segurança das passageiras.

“A reserva prioritária dos assentos junto à janela, aliada a campanhas, canais de denúncia e protocolos policiais, constituirá uma barreira protetiva eficaz, garantindo a integridade física e psíquica das passageiras, valorizando a dignidade da mulher e contribuindo para a construção de um transporte público mais seguro”, destacou o parlamentar. 

O PL determina que os assentos ao lado das janelas terão prioridade para mulheres durante todo o horário de operação dos veículos, e que outros passageiros deverão ceder os assentos sempre que solicitados, exceto pessoas com prioridade legal, como idosos e pessoas com deficiência.

A proposta surgiu a partir de uma sugestão do bombeiro militar veterano Major Cleônio, do Corpo de Bombeiros Militar do DF, e foi construída com base em experiências nacionais e internacionais que demonstram a eficácia de medidas direcionadas à proteção feminina no transporte público.

 

Assédio no transporte coletivo

De acordo com pesquisa divulgada pelo Correio Braziliense em abril de 2025, 37% das mulheres relataram já ter sofrido assédio em ônibus do DF. Muitas não denunciam por medo, constrangimento ou por falta de confiança na resposta institucional.

Um estudo nacional do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2024) reforça esse cenário: 56% das brasileiras afirmaram ter sido vítimas de assédio no transporte coletivo e 89% delas não formalizaram denúncia. A ausência de mecanismos de proteção adequados compromete diretamente a mobilidade, saúde mental e qualidade de vida das mulheres.

“O nosso projeto de lei representa um passo importante para a construção de um ambiente mais seguro, respeitoso e digno para todas as mulheres que utilizam o transporte público no DF”, ressaltou o deputado Roosevelt.

* Com informações da assessoria de imprensa do deputado Roosevelt

Fonte: Agência CLDF

ONG pede doação para inscrições do Enem de candidatos de baixa renda

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O prazo para se inscrever no Exame Nacional do Ensino Médio de 2025 termina às 23h59 (horário de Brasília) desta sexta-feira (6) na Página do Participante. A taxa de inscrição do Enem de R$ 85, que confirma a participação, deve ser paga até 11 de junho.

Para apoiar estudantes de baixa renda e de periferias das grandes cidades que não conseguiram a isenção da taxa de inscrição, a organização não governamental (ONG) Movimento Amplia promove, em suas redes sociais, a quinta edição da campanha Amplia Enem até esta sexta-feira (6).

A entidade conecta inscritos no Enem aos apoiadores do projeto com o objetivo de quitar a taxa de inscrição de quem não tem condições de arcar com o valor. A mobilização pretende aumentar a participação no Enem, sobretudo, de jovens pretos e indígenas de baixa renda e, com isso, promover a equidade racial e social por meio da educação.

“Milhares de jovens sonham com uma vaga na universidade, mas muitas dessas pessoas esbarram em um obstáculo simples: não conseguem pagar a taxa de inscrição. No Amplia, acreditamos que o acesso à educação não pode ser privilégio. Por isso, estamos de volta com a campanha que conecta quem pode doar com quem precisa realizar o Enem”, reforça a publicação.

Nesta edição da campanha anual, a meta é que contribuições de voluntários garantam as inscrições de, pelo menos, 400 estudantes.

A diretora de Projetos do Movimento Amplia, Thaís Lima, explica que a taxa de R$ 85, que pode parecer pouco para muitas pessoas, para muitos candidatos representa uma barreira de acesso ao ensino superior.

“Nesses últimos anos, temos visto muitos estudantes preparados, mas não ter dinheiro para pagar [a taxa de inscrição], o que é a principal barreira para entrada no ensino superior.”

Muitas pesquisas dizem que, no Brasil, ainda hoje, a forma de ascensão social, de transformação social, é por meio do ensino superior.  “Então, entendemos que eliminar essa barreirazinha, que é um boleto, transforma e traz grandes impactos para a vida destes estudantes”, defende a diretora do Amplia, Thaís Lima.

Precisa de ajuda para pagar o boleto?

Os candidatos de baixa renda que querem receber o apoio dos doadores do Movimento Amplia devem, primeiramente, fazer a inscrição online no Enem diretamente na Página do Participante com cadastro de Pessoa Física (CPF) e senha cadastrados no site Gov.br, até sexta-feira (6), no horário limite das inscrições.

O próximo passo para se candidatar no Movimento Amplia é preencher o formulário virtual disponível no link, enviar o comprovante de renda; a cópia de um documento de identificação com foto; e o boleto de pagamento da taxa de sua inscrição do Enem.

Quer apoiar e pagar o boleto do Enem?

Para custear uma inscrição ou mais do Enem, os voluntários têm duas opções:

1. fazer o Pix para a chave contato@movimentoamplia.org.br, no valor mínimo de R$ 85. Para facilitar a checagem, o voluntário deve adicionar na descrição do pagamento instantâneo a seguinte mensagem: “Amplia Enem 2024”; ou

2. preencher o mesmo formulário online com o número de boletos que deseja pagar diretamente e seguir as instruções para recebimento do documento e para envio do comprovante.

A ONG pede o envio do formulário para ter o contato do doador para envio de e-mail para agradecimento pelo apoio recebido e para futuras campanhas de financiamento ao acesso ao ensino superior.

Oportunidades viabilizadas

Desde 2020, o Movimento Amplia estima que cerca de 5 mil estudantes, de diversas regiões do país, já foram impactados pelas campanhas de apoio ao pagamento de inscrições do Enem e de outros vestibulares.

No Enem de 2024, 80% dos estudantes apoiados pela ONG se autodeclaram pretos e indígenas.

Uma dessas estudantes é a Rafaela da Silva Souza, de 24 anos, moradora do bairro da Liberdade, em Salvador, que toda a vida estudou na rede pública de ensino com incentivo da família para se dedicar aos aprendizados.

 


Brasília (DF), 03/06/2025 - Beneficiada pelo oviemnto Amplia.
Rafaela da Silva Souza,  24 anos, estudante de medicina na Universidade Federal da Bahia. Moradora de  Salvador.
Foto:  Rafaela da Silva Souza/Arquivo pessoal
Brasília (DF), 03/06/2025 - Beneficiada pelo oviemnto Amplia.
Rafaela da Silva Souza,  24 anos, estudante de medicina na Universidade Federal da Bahia. Moradora de  Salvador.
Foto:  Rafaela da Silva Souza/Arquivo pessoal

Em 2023, ela recorreu ao Amplia para pagar a taxa de inscrição do Enem. À época, ela não exercia qualquer atividade remunerada devido à dedicação aos estudos para tentar ingressar no curso de medicina.

“Chegou o mês de pagar o boleto do Enem e eu lembro que, realmente, eu não tinha nada na conta. Foi meio desesperador! Eu lembrei do Amplia. Então, eu lancei o boleto já em cima do prazo e torci: ‘tomara que vejam esse e-mail e esse formulário’. Graças a Deus, me responderam. Quando chegou o dia da confirmação, apareceu que o boleto estava pago. Eu fiquei muito feliz”, recordou.

Naquele ano, Rafaela fez as provas do Enem e foi aprovada para medicina na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atualmente, cursando no quarto semestre do curso, ela é grata ao Movimento Amplia e aos doadores que pagaram os boletos.

“Algo [o boleto] que parece pequeno para uns pode impedir que um jovem talentoso e dedicado tenha acesso a outras oportunidades. Pagar o boleto de alguém para um concurso ou para entrar na universidade é realmente um ato grande. Um dia, espero retribuir isso e incentivar financeiramente a vida de diversas pessoas para que tenham acesso também à universidade”, diz a universitária.

 

 

Histórico

O Movimento Amplia surgiu em 2020, no primeiro ano da pandemia de covid-19, quando um grupo de estudantes da Universidade de São Paulo (USP) se uniu para ajudar candidatos daquela edição do Enem que não tinham condições de pagar a taxa de inscrições.

A organização sem fins lucrativos é mantida 100% por doações. 
Desde o início, a estratégia tem feito a ponte entre estudantes e voluntários que tinham a intenção de custear este valor. E os números dos estudantes pelas cinco edições da campanha Amplia Enem são os seguintes:

● 2020: 120 estudantes;

● 2021: 835 estudantes;

● 2022: 975 estudantes;

● 2023: 490 estudantes;

● 2024: 647 estudantes.

Além do pagamento de boletos do Enem, o Movimento Amplia realiza: campanhas para custeio das taxas de outros vestibulares como o da Fuvest [Fundação Universitária para o Vestibular] para ingresso na Universidade de São Paulo (USP); mobilizações para doação de equipamentos eletrônicos; e compartilhamento de oportunidades de bolsas de estudos e mentorias.

Para mais informações sobre a campanha Amplia Enem 2025 acesse o material explicativo

O canal exclusivo para atender apoiadores e os inscritos no Enem é o e-mail: vestibulares@movimentoamplia.org.br .



Fonte: Agência Brasil

Alunas são ouro, prata e bronze na Olimpíada Brasileira de Geopolítica

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Alunas conquistam medalhas na Olimpíada Brasileira de Geopolítica
Além de Gabriella com ouro, a estudante Nicole dos Santos conseguiu a medalha de prata e Vitória Santos Aguiar foi premiada com medalha de bronze (Foto: Seduc)

A estudante Gabriella Soares de Almeida Gentil, da 3ª série do Colégio Estadual Murillo Braga, em Goiânia, alcançou um importante conquista nacional: uma medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Geopolítica (OBGP).

A competição desafia alunos e educadores de todo o país a explorarem as complexas relações entre nações, analisando aspectos geográficos, políticos, econômicos e culturais que influenciam decisões e eventos globais.

“Eu amei participar da Olimpíada de Geopolítica! Achei uma experiência incrível e super enriquecedora. É o tipo de atividade que realmente faz a diferença na escola, porque além de testar o nosso conhecimento, ela também agrega muito ao nosso estudo”, comemorou Gabriella.

Ela ainda destacou como a iniciativa amplia o interesse e a motivação dos estudantes. “Atividades como essa são essenciais na escola, porque despertam nosso interesse, nos motivam a aprender e mostram que o conhecimento vai muito além da prova e do livro”.

Medalhas de prata e bronze

Além de Gabriella, a estudante Nicole dos Santos conseguiu a medalha de prata e Vitória Santos Aguiar, também aluna da 3ª série do Ensino Médio do Colégio Murillo Braga, foi premiada com a medalha de bronze na competição.

Para Vitória, participar da olimpíada foi um momento de realização. “Tive a honra de participar da prova de Geopolítica e colocar em prática tudo que já aprendi. Foi inexplicável o sentimento de saber que tudo o que aprendemos está sendo colocado em prática em nossas escolas”.

A OBGP é promovida pela Seleta Educação, uma iniciativa de empreendedorismo social que, desde 2021, organiza olimpíadas nacionais com o objetivo de compartilhar conhecimento e reconhecer talentos em todo o Brasil. O evento visa estimular o pensamento crítico e a compreensão global entre os jovens, preparando-os para serem cidadãos mais informados e conscientes do mundo ao seu redor.

Na competição, os alunos são convidados a refletir sobre temas que vão desde conflitos e alianças internacionais até questões relacionadas ao comércio e ao meio ambiente, aprofundando sua visão sobre o papel do Brasil e de outros países no cenário mundial.

Secretaria da Educação – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Gracinha Caiado apresenta novo Pacote Social do Estado na Alego

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Gracinha Caiado apresenta novo Pacote Social do Estado na Alego
Primeira-dama e coordenadora do Goiás Social, Gracinha Caiado, é recebida por deputados estaduais na sala da presidência da Assembleia Legislativa (Foto: Romullo Carvalho)

Com ações voltadas à proteção social, inclusão e incentivo ao esporte, a coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, apresentou, nesta terça-feira (03/06), na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o novo Pacote Social do Estado.

Composto por dois projetos de lei, o pacote prevê investimento de R$ 122 milhões ainda neste ano, contemplando desde crianças com deficiência e atletas até a reforma de unidades que prestam atendimento social nos municípios.

A primeira-dama enfatizou que as propostas aperfeiçoam iniciativas já existentes e irão ampliar a rede de proteção local.

“Vim entregar pessoalmente devido à importância desses dois projetos”, explicou a primeira-dama durante reunião com o presidente da Alego, Bruno Peixoto, e demais deputados. “Nosso dever e nossa obrigação é apoiar as pessoas”, completou Gracinha, que estava acompanhada dos secretários de Estado Rudson Guerra (Esporte e Lazer) e Wellington Matos (Desenvolvimento Social).

Novo Pacote Social do Estado

Gracinha Caiado apresenta novo Pacote Social do Estado na AlegoGracinha Caiado apresenta novo Pacote Social do Estado na Alego
Pacote tem ações voltadas à proteção social, inclusão e incentivo ao esporte (Foto: Romullo Carvalho)

Uma das ações previstas é a criação do Goiás + Inclusivo, que prestará auxílio mensal de R$ 500 a famílias de crianças e adolescentes com deficiência.

“Estamos falando de 6 mil famílias, sendo que somente 411 recebem o BPC [Benefício de Prestação Continuada]. Precisamos enfrentar essa situação e apoiar essas famílias. Temos o Protege, que é exatamente para combater a pobreza e tratar da desigualdade; das crianças, adultos e idosos que vivem em Goiás”, mencionou Gracinha sobre a fonte de recursos do programa.

O Estado deve investir R$ 17,1 milhões na assistência aos beneficiários neste ano. A previsão é aplicar R$ 29,3 milhões anuais no programa a partir de 2026.

Os contemplados no Goiás + Inclusivo serão selecionados de acordo com os critérios do Cadastro Único (CadÚnico), do governo federal. Famílias beneficiadas pelo Mães de Goiás, que atendam aos critérios do novo programa, receberão um complemento mensal de R$ 200.

O novo Pacote Social também cria o Equipa Social, que contemplará a infraestrutura dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas).

Serão repassados R$ 100 milhões para a reforma de todos as mais de 400 unidades de assistência social nos 246 municípios goianos. A medida visa suprir a defasagem histórica nos repasses federais, que têm inviabilizado as melhorias estruturais.

“Muitos Cras e Creas estão em total precariedade. E todos os programas sociais que fazemos em Goiás são realizados por meio do CadÚnico, que é lá na ponta, nos Cras, onde as pessoas são encontradas”, disse Gracinha.

“Vamos garantir que essas unidades possam ter uma melhoria na qualidade de atendimento, no sentido físico. Essa é a porta de entrada para todos os programas sociais e merece boa estrutura para receber as pessoas com dignidade e conforto”, sublinhou a primeira-dama.

Incentivo ao esporte

Primeira-dama e coordenadora do Goiás Social, Gracinha Caiado, é recebida por deputados estaduais na sala da presidência da Assembleia Legislativa (Foto: Romullo Carvalho)Primeira-dama e coordenadora do Goiás Social, Gracinha Caiado, é recebida por deputados estaduais na sala da presidência da Assembleia Legislativa (Foto: Romullo Carvalho)
Programa Pró-Atleta passa a se chamar Pró-Goiás Atleta (Foto: Romullo Carvalho)

Outro projeto de lei trata da ampliação e aperfeiçoamento do programa Pró-Atleta, que passará a ser chamado de Pró-Goiás Atleta. As bolsas terão reajuste nos valores, criação de novas categorias e aumento no número de beneficiários, que dobrará de R$ 600 para R$ 1,2 mil, divididos em quatro modalidades de bolsas.

As novidades são a bolsa internacional (R$ 2.100), voltada a atletas que possuem resultados expressivos em competições fora do país, e a Bolsa Goiás Social (R$ 500), destinada a estudantes da rede pública vinculados a projetos de iniciação esportiva.

As bolsas estadual e nacional terão reajuste de 100%, passando de R$ 250 e R$ 500 para R$ 500 e R$ 1.000, respectivamente. O investimento será de R$ 5,5 milhões em 2025, chegando a R$ 11 milhões por ano nos exercícios seguintes.

Celeridade na tramitação

O presidente da Alego, Bruno Peixoto, garantiu à primeira-dama que a Casa de Leis vai tratar o novo Pacote Social com celeridade.

“Vamos trabalhar para que os relatórios sejam entregues hoje e votados na comissão mista”, assegurou. “Que esse projeto seja aprovado o mais rápido possível”, finalizou Peixoto.

Vídeo

Gracinha Caiado explica que os beneficiários dos novos programas sociais do Estado serão selecionados de acordo com os critérios do CadÚnico.

Fonte: Portal Goiás

Vicentinos recebem homenagem da Frente Parlamentar Católica

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“Esta homenagem não enaltece pessoas isoladas, mas reconhece um ideal: o ideal vicentino da caridade, da fraternidade, da justiça social e do serviço abnegado aos mais necessitados”, definiu Renato de Oliveira, presidente do Conselho Central do Divino Espírito Santo da Asa Norte. O conselho é uma das unidades administrativas da Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP), organização católica que realiza trabalhos sociais em diversos países. Nesta terça-feira (3), a Câmara Legislativa realizou sessão solene para homenagear o empenho dos vicentinos do Conselho da Asa Norte, que completa 40 anos no dia 8 de junho.

O evento foi promovido pela Frente Parlamentar Católica, por meio do seu presidente, deputado João Cardoso (Avante). “A Câmara Legislativa tem o dever de reconhecer e incentivar ações como a Sociedade de São Vicente de Paulo”, disse Cardoso. “Agradeço a todos os vicentinos pelo trabalho incansável que vocês realizam. E convido também a sociedade, especialmente a juventude, a se engajar nesse trabalho”, agradeceu.
 

Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF

 

“Como presidente da frente parlamentar, eu reforço o meu compromisso em apoiar a caridade e a inclusão social, sempre com base na fé, na justiça social, naquilo que estiver ao nosso alcance”, afirmou. Cardoso também destacou a importância da caridade respeitosa, que evita expor pessoas em situação de vulnerabilidade com realização de fotos e vídeos.

Sobre o Conselho

O Conselho Central Divino Espírito Santo da Asa Norte atua em regiões como Asa Norte, Vila Planalto, Cruzeiro, Sobradinho, Paranoá, Itapoã, Estrutural, Lago Oeste, Fercal, entre outras. Atualmente, o Distrito Federal recebe o trabalho de sete conselhos, que contemplam diferentes locais. “São quatro décadas de atuação ininterrupta de atuação do nosso conselho central, organizando e fortalecendo dezenas de conferências vicentinas, orientando obras assistenciais, projetos sociais de empreendedorismo, e mobilizando corações generosos para aliviar o sofrimento dos que mais precisam”, destacou o presidente do conselho, Renato de Oliveira.

Ele ressaltou a atuação de dois confrades (como se definem os participantes da SSVP) em pontos cruciais da história do conselho. O primeiro foi Antônio Pereira dos Anjos, que sugeriu o desmembramento do Conselho Central de Brasília para a criação do Conselho da Asa Norte, devido à grande demanda de trabalhos sociais no Distrito Federal. O segundo foi o confrade Roberto Pereira, primeiro presidente e considerado o fundador do Conselho Central do Divino Espírito Santo da Asa Norte.
 

Renato de Oliveira, presidente do Conselho Central do Divino Espírito Santo da Asa Norte (Foto: Ângelo Pignaton)

“Esse gesto da Câmara Legislativa do Distrito Federal não só nos orgulha, mas também nos encoraja a seguir em frente, perseverantes e fiéis, peregrinos na esperança — servindo na esperança, como diz a nossa bandeira —, especialmente nesses tempos tão difíceis, em termos sociais, morais, espirituais e econômicos”, avaliou Oliveira.

Fonte: Agência CLDF

Em reunião pública no Capão Comprido, moradores apresentam demandas à CAS

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Representando a Comissão de Assuntos Sociais (CAS), o deputado Rogério Morro da Cruz (PRD) reuniu-se, nesta terça-feira (03), com moradores do Núcleo Rural Capão Comprido, em São Sebastião, e escutou as demandas locais mais urgentes em diversas áreas, como saúde, educação, regularização fundiária e mobilidade urbana. O encontro foi acompanhado por representantes do GDF, da Defensoria Pública do DF e do Poder Judiciário.

Para o distrital, o contato e o trabalho de escuta direta entre a Câmara Legislativa e população é fundamental para o estabelecimento correto das políticas públicas e para o fortalecimento do caráter democrático da atuação parlamentar.
 

Deputado Rogério Morro da Cruz (Foto:Ângelo Pignaton/Agência CLDF)

Morro da Cruz fez um balanço de iniciativas do Poder Executivo que estão prestes a serem executadas em benefício da população do Capão Comprido e região. Uma delas é a construção do Hospital Regional de São Sebastião, que está em fase de licitação e terá capacidade para 100 leitos ao custo de R$ 180 milhões. “O bom governo não destrói, ele constrói uma sociedade justa e igualitária a todos. Esse hospital é fruto de muita luta e representará um grande benefício para a população”, pontuou.

Outra medida foi anunciada pelo defensor público-geral, Celestino Chupel: a construção de um novo Núcleo de Assistência Jurídica (NAJ) da Defensoria Pública do DF em São Sebastião, com previsão de conclusão em julho de 2026. “Essa unidade é uma resposta a uma demanda crescente. Estamos aqui para saber as necessidades do povo, resolver as matérias mais urgentes. Isso mostra disponibilidade do governo”, avaliou o defensor.

Demandas

Moradores da região compareceram à audiência e expuseram diversas carências da comunidade, como a necessidade de uma creche pública no Capão Comprido; a sinalização correta das vias com implementação de faixas de pedestre em locais de grande fluxo; a construção de calçadas e pontos de ônibus para maior segurança de pedestres e a regularização fundiária do bairro.

O subsecretário de terminais da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob), Valdemar Medeiros, afirmou que a pasta está concluindo a implantando de novos abrigos de ônibus, que atenderão a toda a região de São Sebastião.
 

O Administrador de São Sebastião Roberto Medeiros (Ângelo Pignaton/Agência CLDF)

Sobre a regularização fundiária, o administrador regional de São Sebastião, Roberto Medeiros, afirmou que há tratativas para que diversas localidades ainda irregulares da Região Administrativa sejam classificadas como área urbana na revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), que deverá ser votado na Câmara Legislativa este ano.

Morro da Cruz pontuou que está empenhado para que a CLDF aprove a expansão do PDOT beneficiando os diversos bairros da região, mas destacou que o processo será feito sempre respeitando as orientações dos órgãos técnicos para que não haja comprometimento do meio ambiente no local.

A diretora regional de atenção primária à saúde, Danielle Gonçalves Figueiredo, pontuou que a pasta planeja ações voltadas para a região, que, segundo ela, está em franca expansão populacional e precisa de ações concretas do poder público para atender a esse crescimento.

Uma dessas ações de médio prazo é o estabelecimento de uma equipe de atenção primária para atuar dentro do Capão Comprido. Segundo informou, já há um estudo na secretaria sobre essa possibilidade. Outra ação em estudo, pensando no longo prazo, é a construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para atender exclusivamente o Capão Comprido.

O deputado Morro da Cruz afirmou que vai protocolar ofícios as órgãos do GDF levando todas as demandas apresentadas durante a reunião.

 

Cartilha

Durante o encontro, foi lançada e entregue aos moradores a cartilha “Seu direito foi negado? Saiba como agir!”, elaborada pela CAS. O material ensina o passo a passo para quem teve um direito negado, desde anotar informações do atendimento, manter o respeito ao servidor público, tentar alternativas de agendamento, até recorrer à Defensoria Pública, à Ouvidoria do GDF e à própria CAS.
 

Ângelo Pignaton/Agência CLDF

Um exemplo ilustrativo mostra como uma cidadã conseguiu garantir seu acesso ao CadÚnico e ao Bolsa Família após seguir os canais adequados. A cartilha destaca que o cidadão tem papel ativo na fiscalização e pode contribuir com dados que ajudam o Legislativo a cobrar melhorias do Executivo.

O documento apresenta diversos canais de atendimento, como telefone, e-mail e formulários online, para registrar denúncias e buscar apoio. Também incentiva a participação coletiva por meio de conselhos de políticas públicas, associações de moradores e movimentos sociais.
 

“É um serviço de utilidade pública para essas pessoas que buscam informação precisa. O intuito é auxiliar aquela mãe que vai ao CRAS ou à UBS e não recebe o atendimento, por exemplo”, explicou o presidente da CAS. O documento pode ser acessado na página da comissão no site oficial da CLDF.

Fonte: Agência CLDF

Reino Unido decide apoiar plano do Marrocos para Saara Ocidental

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O governo do Reino Unido mudou sua posição histórica em relação à disputa sobre o território do Saara Ocidental, no Magreb africano, e anunciou apoio ao plano do governo do Marrocos de autonomia limitada sobre a área que vive uma guerra de cinco décadas com o grupo armado Frente Polisário, que luta pela independência da desértica região ocupada pelo povo saraauí. 

Em viagem à Rabat, capital do Marrocos, nesse domingo (1º), o ministro das Relações Exteriores britânico, David Lammy, informou sobre a decisão de apoiar o plano marroquino, seguindo a posição que os Estados Unidos (EUA), a França e a Alemanha adotaram nos últimos anos.

“Aproximando-se o 50º aniversário do conflito, é vital que aproveitemos esta janela de oportunidade para garantir uma solução duradoura para a disputa, que proporcione um futuro melhor para o povo do Saara Ocidental”, informou a diplomacia inglesa.

Até então, o Reino Unido apoiava a solução de um referendo que seria realizado sob o controle da Nações Unidas(ONU). Previsto desde 1991, o referendo nunca ocorreu por falta de acordo sobre suas regras.

A nova posição coincidiu com o anúncio de planos de investimentos em infraestrutura para a Copa do Mundo de 2030, que será na Espanha, em Portugal e no Marrocos, simultaneamente. Segundo o Reino Unido, serão pagos a empresas inglesas 33 bilhões de euros em compras públicas nos próximos três anos.

A vizinha Argélia, que apoia a luta pela independência do Saara Ocidental, criticou a decisão do governo de Londres .

“Ao longo dos seus 18 anos de existência, esse plano nunca foi submetido ao povo saarauí como base para negociação, nem foi levado a sério pelos sucessivos enviados da ONU. Todos estes enviados notaram a natureza vazia da iniciativa de autonomia marroquina e a sua incapacidade de fornecer uma solução séria e credível para o conflito do Saara Ocidental”, disse comunicado da chancelaria argelina.

O governo de Argel acrescentou que, apesar do anúncio, não houve reconhecimento do Reino Unido da soberania do Marrocos sobre o Saara Ocidental. “Portanto, não endossa a ocupação ilegal desse território não autônomo sob a legitimidade internacional”, disse em nota. 

Cresce apoio ao Marrocos

Em dezembro de 2020, os Estados Unidos (EUA), durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump, costuraram um acordo com o rei marroquino Mohammad VI. Em troca do reconhecimento do Saara Ocidental como parte do Marrocos, a monarquia constitucional de maioria árabe firmou acordo de reconhecimento com Israel, por meio dos Acordos de Abraão. 

Em 2022, a Espanha passou a apoiar a proposta do Marrocos de um plano de autonomia limitada para o Saara Ocidental. Em 2023, a Alemanha anunciou apoio ao plano da monarquia africana. Em 2024, foi a vez de a França aceitar o plano de autonomia limitada.

Entenda

Com cerca de 266 mil quilômetros quadrados, semelhante ao tamanho do Piauí, o Saara Ocidental é ocupada pelo povo saarauí. A guerra, atualmente considerada de baixa intensidade, desestabiliza toda a região do Magreb africano, afetando os cerca de 600 mil habitantes da região, segundo dados das Nações Unidas (ONU).

Apoiada pela União Africana (UA), o grupo pró-independência acusa o Marrocos de manter, no norte da África, a última colônia do continente. O conflito começou nos últimos anos da colonização espanhola, em 1973.


Conflito no Saara Ocidental
Conflito no Saara Ocidental

Conflito no Saara Ocidental – Arte/Dijor

Em 1976, após as últimas tropas espanholas deixarem o Saara Ocidental, o Marrocos assumiu o controle da região. A Frente Polisário autoproclamou a República Árabe Saarauí Democrática (RASD), tendo início o conflito que durou por 16 anos, até 1991, quando foi assinado um acordo de cessar-fogo com a intermediação da ONU.

Ficou acordado que um referendo seria realizado para saber se a região seria independente ou ficaria sob controle marroquino. Porém, a consulta nunca foi realizada por falta de consenso sobre as regras para a votação e sobre quem teria direito de votar. 

Em 2020, o secretário-geral da Frente Polisário e comandante do Exército de Libertação Saarauí, Brahim Ghali, anunciou a retomada da luta armada após incursões militares do Marrocos na zona tampão, criada por trás do gigantesco muro de 2,7 mil km de extensão. Construído a partir de 1980 pela monarquia marroquina, o muro visou a conter o Exército Saarauí.

A ONU estima que o conflito expulsou, ao menos, 173 mil pessoas que vivem em cinco campos de refugiados próximos à cidade de Tindouf, na Argélia.

Fonte: Agência Brasil

Produção de óleo e gás do pré-sal bate recorde em abril

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A produção nacional de petróleo e gás natural atingiu, em abril deste ano, um volume recorde de 3,734 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) de petróleo e gás natural.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o volume é 0,5% maior que o registrado em março e 18,3% superior ao observado em abril de 2024.

Considerando-se apenas o petróleo, a produção diária chegou a 2,895 milhões de barris em abril deste ano, ou seja, 0,4% acima de março deste ano e 16,4% a mais que em abril de 2024. Já a produção de gás natural chegou a 133,33 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), superior em 0,8% ao mês anterior e em 25,6% ao mesmo período do ano passado.

Números

A produção total de petróleo e gás do Brasil, considerando-se campos do pré-sal, pós-sal e em terra, chegou a 4,689 milhões de barris de óleo equivalente por dia. Ou seja, a produção do pré-sal representou 79,6% do total da produção nacional destes hidrocarbonetos.

A produção total de petróleo chegou 3,632 milhões de barris por dia, um aumento de 0,3% na comparação com o mês anterior (março) e de 13,7% em relação ao mesmo mês de 2024. A média diária de gás natural em todos os campos do país chegou a 168,01 milhões de m³/d, altas de 1,5% ante março e de 22,9% em relação a abril de 2024.

O aproveitamento de gás natural foi de 97,1%. Do total extraído do subsolo, 4,98 milhões de m³/d foram queimados sem ser aproveitados, 13,6% a menos que em março deste ano. Na comparação com abril do ano passado, no entanto, houve aumento de 25,5%.

Em abril deste ano, os campos operados pela Petrobras – sozinha ou em consórcio com outras empresas – foram responsáveis por 89,76% do total produzido. O campo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, foi o maior produtor do país, com média diária de 783,91 mil barris de petróleo (21,6% do total) e 39,81 milhões de m³/d de gás natural (23,2% do total). 

Fonte: Agência Brasil

Lula diz que atritos internos são naturais na economia e meio ambiente

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que vê com naturalidade a ocorrência de atrito entre diferentes pastas do governo, em especial quando envolvem processos que requerem cuidados especiais, como nas áreas ambiental e econômica.

A afirmação foi feita em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira (3), em resposta após um pedido de avaliação do projeto de lei (PL) que cria um marco para o licenciamento ambiental no país.

O PL 2.159 é chamado também de PL da Devastação por aqueles que são contra sua aprovação. Os que são favoráveis ao projeto dizem que ele dará celeridade às licenças ambientais.

O texto aprovado no Senado – e já encaminhado à Câmara dos Deputados – prevê a dispensa de licenciamento para atividades que não ofereçam risco ambiental ou que precisem ser executados por questão de soberania nacional ou de calamidade pública.

Além disso, o PL isenta de licenciamento os empreendimentos agropecuários para cultivo de espécies de interesse agrícola, bem como de pecuária extensiva, semiextensiva e intensiva de pequeno porte.

Atrito

Lula disse que não conhece de forma detalhada as regras previstas no projeto em tramitação no Legislativo.

“Quando chegar [à Presidência], eu digo se concordo ou não com as regras aprovadas”, afirmou.

Na avaliação do presidente, é natural que haja atritos, inclusive entre membros de sua equipe, em questões relevantes que envolvem os mais diversos interesses.

“Foi assim nos meus mandatos; nos governos do Fernando Henrique Cardoso, do José Sarney e de todo mundo. Sempre haverá atrito e divergências entre as pessoas que concedem e as pessoas que querem receber. Isso vale também para crédito bancário; vale para liberação de orçamento.”

Ibama

No caso específico do que seria a demora para os licenciamentos ambientais concedidos pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis, o presidente lembrou que, se o Ibama der uma autorização precipitada, quem vai para cima dele é o Ministério Público.

“Então eles também têm preocupações porque têm muitas responsabilidades. É por isso que, muitas vezes, eles são muito exigentes”, disse Lula.

“Claro que, se você fosse ministro dos Transportes, tendo o compromisso de fazer uma quantidade de obras, e um dos motivos do atraso seja o Ibama, obviamente que vai discutir com o Ibama. Se é [algo do interesse de] uma hidrelétrica, o ministro vai discutir primeiro com o Ibama. Sempre haverá atrito”, disse. “E vai continuar sendo motivo de atrito”, ponderou.

Lula lembrou que, quando reassumiu a Presidência da República, em 2023, o Ibama tinha 700 funcionários a menos do que tinha ao final de seu segundo mandato no Executivo, em 2010.

A diminuição do número de servidores é, segundo o presidente, um dos fatores que explicam eventuais atrasos.

“Muitas vezes, a morosidade do Ibama não é por má-fé, mas por falta de especialistas ou por exigências de capacitação técnica para fazer as coisas. Se você não tem todas as pessoas [de] que você precisa, você demora mais”, argumentou.

 

 

Fonte: Agência Brasil