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Evangélicos crescem e representam mais de um quarto da população

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A proporção de evangélicos na população brasileira continua crescendo, segundo dados do Censo 2022, divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostra que 26,9% dos brasileiros, ou seja, mais de um quarto da população, se identificavam como seguidores dessa denominação religiosa.

O Censo incluiu no levantamento apenas pessoas com 10 anos ou mais de idade.

O grupo dos evangélicos foi o que mais cresceu entre 2010 e 2022 (5,3 pontos percentuais), segundo o IBGE, já que, segundo o Censo anterior, de 2010, eles representavam 21,6% dos brasileiros, um pouco mais de um quinto da população.

“Os evangélicos estão se impondo mais na sociedade, colocando mais seus valores, suas ideias, sua fé”, afirma a pesquisadora da IBGE Maria Goreth Santos.

Apesar disso, o instituto mostrou que o ritmo de crescimento dessa religião caiu. De 2000 para 2010, por exemplo, a alta havia sido de 6,5 pontos percentuais (de 15,1% para 21,6%). De 1991 para 2000, o avanço tinha sido de 6,1 pontos percentuais (de 9% para 15,1%).

Os sem religião, que incluem qualquer pessoa que não se identifica com nenhuma denominação e aquelas que não têm qualquer fé (ateus e agnósticos), também cresceram, de 7,9%, em 2010, para 9,3%, em 2022.

“Se a pessoa se declara sem religião, a gente registra que é sem religião, mas não tem uma pergunta que busque especificar por que motivo a pessoa se declarou sem religião”, afirma o também pesquisador do IBGE Bruno Perez.

Outro fenômeno percebido pela pesquisa foi o crescimento das religiões de matriz africana, como umbanda e candomblé, que passaram de 0,3% em 2010 para 1% em 2022.

“Um movimento tem sido feito nos últimos contra a intolerância religiosa. E essas pessoas estão se colocando como umbandistas, candomblecistas, estão se voltando para essa religiosidade. A gente pode ter também uma migração das pessoas [que já seguiam essas religiões, mas] que se declaravam como espíritas ou como católicas, em função do medo ou da vergonha de se declararem como umbandistas ou candomblecistas”, destaca Maria Goreth.

Católicos

Por outro lado, os católicos apostólicos romanos recuaram no país, de 65%, em 2010, para 56,7%, em 2022. A queda da participação dos católicos no total da população do Brasil vem sendo registrada em toda a série histórica do levantamento, iniciada em 1872.

Naquele ano, por exemplo, eles representavam a quase totalidade da população (99,7%). Em 2000, passaram a ser três quartos da população (74,1%), chegando a dois terços em 2010 e se aproximando da metade, em 2022.

O Nordeste e o Sul eram as regiões com maior participação de católicos, em 2022: 63,9% e 62,4%, respectivamente. Já o Norte tinha a menor participação: 50,5%. No Centro-Oeste e no Sudeste, os percentuais eram de 52,6% e 52,2%, respectivamente.

Os católicos ainda eram maioria em 4.881 municípios brasileiros. Em 20 deles, dos quais 14 estão no Rio Grande do Sul, os católicos superavam 95%. As maiores proporções estavam naqueles locais gaúchos com imigração italiana e/ou polonesa: Montauri, Centenário, União da Serra e Vespasiano Corrêa.

Entre aqueles municípios com mais de 100 mil habitantes, Crato (CE) tinha a maior proporção de católicos em 2022 (81,3%).

Analisando-se as unidades da federação, a maior proporção de católicos apostólicos romanos foi observada no Piauí (77,4%), enquanto a menor foi registrada em Roraima (37,9%).

De acordo com o Censo, a proporção de católicos aumenta de acordo com a idade, a partir 30 anos. Entre os que têm 20 a 29 anos, por exemplo, 51,2% diziam seguir essa denominação. Na população com 80 anos ou mais, o percentual chegava a 72%.

Evangélicos

A distribuição dos evangélicos por faixa etária é mais uniforme, mas é um pouco maior entre as faixas etárias mais jovens. Entre aqueles que têm de 10 a 14 anos, por exemplo, 31,6% declararam ter essa religião, em 2022.

O percentual varia entre 27,5% e 28,9%, na faixa de 15 a 49 anos. A partir daí, os evangélicos têm ligeira queda conforme a idade avança, chegando à parcela de 19% entre aqueles com 80 anos ou mais.

A Região Norte possuía maior proporção de evangélicos na população (36,8%), seguida pelo Centro-Oeste (31,4%). Sudeste e Sul tinham, respectivamente, 28% e 23,7%. O Nordeste apresentava a menor proporção: 22,5%.

Entre os estados com maior população de evangélicos, destaca-se o Acre (44,4%). Piauí tinha a menor proporção de seguidores dessa denominação na sua população (15,6%).

Os evangélicos eram maioria da população em apenas 58 municípios, com destaque para aqueles de colonização alemã/pomerana: Arroio do Padre (RS), Arabutã (SC) e Santa Maria de Jetibá (ES). Em 244 municípios, eles não eram maioria, mas representavam a principal religião. Manacapuru (AM) era o município com mais de 100 mil habitantes que registrou a maior proporção de evangélicos (51,8%).

Outras denominações

O Censo mostrou ainda o crescimento de pessoas que declaram ter outras religiosidades (como judaísmo, islamismo, budismo, tradições esotéricas ou várias religiões), que passaram de 2,7%, em 2010, para 4%, em 2022; e tradições indígenas (de 0 para 0,1% no período).

Os espíritas, por outro lado, reduziram sua presença na matriz religiosa brasileira, passando de 2,1% para 1,8%, entre os dois censos.

Em 2022, Roraima era o estado com maior proporção de pessoas com tradições indígenas na população (1,7%), de outras religiosidades (7,8%) e sem religião (16,9%). Neste último caso, o posto é dividido com o Rio de Janeiro, que também possuía 16,9% de pessoas sem religião. O Rio também tinha a maior proporção de espíritas na população (3,5%).

Já o Rio Grande do Sul apresentou a maior proporção de praticantes de umbanda, candomblé e outras religiões de matriz africana (3,2%).

 

RELIGIÕES NO BRASIL 2010 2022
Católica apostólica romana 65% 56,7%
Evangélicas 21,7% 26,9%
Espírita 2,1% 1,8%
Umbanda e candomblé 0,3% 1%
Tradições indígenas 0 0,1%
Outras religiosidades 2,7% 4%
Sem religião 7,9% 9,3%
Não sabe/sem declaração 0,1% 0,2%

 Fonte: IBGE

Cor e sexo

De acordo com o IBGE, as mulheres eram maioria em quase todos os grupos de religiões, em 2022, com exceção das pessoas sem religião, em que os homens representavam 56,2%, e de tradições indígenas, onde os homens eram 50,9%.

No catolicismo, elas representavam 51% do total dos seguidores desta religião, percentual inferior à participação feminina na população total com mais de 10 anos (51,8%).

O grupo com maior percentual de mulheres é o de espíritas, em que elas representavam 60,6% do total. Em seguida, aparece o grupo umbanda e candomblé, em que elas eram 56,7%. Entre os evangélicos, elas respondiam por 55,4% do total de fiéis.

Em 2022, o catolicismo predominou em todas as categorias de cor ou raça. Dentre os que se declararam brancos, 60,2% se identificavam como católicos apostólicos romanos, 23,5% como evangélicos e 8,4% como sem religião. 

Entre as pessoas que se declararam pretas, 49% eram católicas, 30% evangélicas e 12,3% sem religião. Já entre os pardos, as proporções eram de 55,6% de católicos, 29,3% de evangélicos e 9,3% sem religião.

O Censo mostrou que a população com maior percentual de evangélicos são os indígenas (32,2%). Entre eles, 42,7% são católicos e apenas 7,6% seguem as tradições religiosas indígenas.

Escolaridade

No recorte de escolaridade, o Censo observou que, entre aqueles com 15 anos ou mais, a maior taxa de analfabetismo foi observada naqueles que seguem tradições indígenas (24,6%) e nos católicos (7,8%). Entre os evangélicos, que aparecem em terceiro lugar, a taxa era de 5,4%.

Nos demais grupos, a taxa era de 5,3% para os sem religião, de 3% para outras religiosidades, de 2,4% para umbanda e candomblé e 1% para os espíritas.

Analisando-se a escolaridade da população com 25 anos ou mais, o Censo constatou que o grupo religioso com maior número de pessoas com ensino superior completo era o de espíritas (48%), seguido por umbanda e candomblé (25,5%), outras religiosidades (23,6%) e sem religião (20,5%).

Entre os católicos, o percentual era de 18,4%, enquanto que, entre os evangélicos, era de 14,4%. No grupo daqueles que declararam seguir tradições indígenas, 12,2% tinham ensino superior completo.

As proporções de pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto em cada grupo de religião foram: espíritas (11,3%), umbanda e candomblé (19,9%), outras religiosidades (23,6%), sem religião (30,1%), evangélicos (34,9%), católicos (38%) e tradições indígenas (53,6%).

Fonte: Agência Brasil

STF julga recurso de Carla Zambelli para anular condenação

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta sexta-feira (6) o recurso apresentado pela defesa da deputada Carla Zambelli (PL-SP) contra a decisão que a condenou a dez anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.

O julgamento está previsto para começar às 11h e será realizado de forma virtual pelos ministros da Primeira Turma da Corte. O colegiado é formado pelo relator do caso, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Cristiano Zanin. A votação ficará aberta até às 23h59.

Também será analisado recurso do hacker Walter Delgatti, condenado a 8 anos e 3 meses de prisão no mesmo processo. Segundo as investigações, a invasão eletrônica foi executada por Delgatti e ocorreu a mando de Zambelli.

O recurso foi protocolado no STF antes de Carla Zambelli fugir para a Itália para evitar o cumprimento da pena. No início desta semana, ela saiu do Brasil com destino aos Estados Unidos. Na manhã de ontem (4), a deputada chegou em Roma, onde deve permanecer. Ela tem dupla cidadania.

Repercussão

Caso o recurso seja rejeitado pela maioria dos ministros, Moraes poderá determinar a execução da condenação da deputada. Dessa forma, a prisão de Zambelli deixaria de ser preventiva e passaria a ser motivada para o cumprimento da pena.

Além disso, a perda do mandato pode ser decretada em função da condenação, e a Câmara dos Deputados não vai precisar decidir se a deputada deve ser presa ou não. 

De acordo com a Constituição, os membros do Congresso Nacional não podem ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável, que é o caso de Zambelli. No caso de prisão preventiva, a palavra final seria dos deputados. 

A prisão para cumprimento de pena também deve minimizar as alegações de perseguição política contra a deputada e facilitar o embasamento jurídico para um eventual pedido de extradição.

Em casos semelhantes, a Justiça italiana autorizou a extradição de cidadãos de dupla nacionalidade, como o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão.

Recurso

No recurso, a defesa pede a absolvição da deputada e afirma que houve cerceamento de defesa pela falta de acesso a todas as provas produzidas durante a investigação.

Os advogados também contestaram a condenação de Zambelli ao pagamento de R$ 2 milhões em danos coletivos.

“Não há critérios objetivos que possam quantificar e precisar, ainda que grosseiramente, o prejuízo sofrido pela administração da justiça, de modo que a fixação de indenização em patamar milionário decorre de discricionariedade do julgador sem amparo em critérios objetivos”, afirmaram os advogados.

Após a fuga, o advogado Daniel Bialski deixou a defesa da deputada. Moraes determinou que a defesa seja feita pela Defensoria Pública da União (DPU). 

Fonte: Agência Brasil

Mais quatro cidades históricas encenam as Cavalhadas

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Mais quatro cidades históricas goianas sediam Cavalhadas
Cavalhadas de Jaraguá completam 192 anos de tradição: evento engloba procissão e missa solene e tem o acompanhamento da Banda Santa Cecília (Foto: Michelly Matos)

Santa Cruz de Goiás, Posse, Jaraguá e Pirenópolis recebem, deste sábado a terça-feira (7 a 10), as tradicionais Cavalhadas, festas que unem fé, cultura e história em encenações populares que atravessam os séculos.

Milhares de turistas são esperados para prestigiar o evento, que envolve diretamente as comunidades locais e valoriza um dos maiores patrimônios culturais do Estado.

As apresentações integram o Circuito das Cavalhadas 2025, que contempla 15 municípios goianos ao todo, com apoio do Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult). Neste ano, são investidos R$ 4 milhões em infraestrutura, divulgação, valorização e ações de preservação da memória cultural.

A secretária de Estado da Cultura, Yara Nunes, reforça o impacto social e econômico dos eventos em um dos fins de semana mais intensos da programação do Circuito das Cavalhadas.

“A festa movimenta a economia local, fortalece o turismo, gera renda e amplia o sentimento de pertencimento nas comunidades”, completa.

Cavalhadas: inspiração histórica

As Cavalhadas são inspiradas nos torneios medievais europeus, que simulavam batalhas entre cristãos (de azul) e mouros (de vermelho). As encenações são baseadas na obra “Carlos Magno e os Doze Pares da França”, que narra a saga dos cavaleiros fiéis ao lendário imperador franco.

No Brasil, a tradição remonta ao século XVII, associada à Festa do Divino Espírito Santo, sobretudo nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Confira a programação e conheça um pouco da tradição de cada município

Santa Cruz de Goiás
Quando: 7 e 8 de junho, a partir das 15h
Onde: Centro Cultural Tio Negrinho

Na cidade dos casarões históricos e das belezas naturais, as Cavalhadas completam 209 anos. A encenação teve início em 1816, quando houve o pedido de permissão do vigário Gouvêa de Sá Albuquerque para realizar a encenação durante a Festa do Divino Espírito Santo no Largo da Matriz.

Os cavaleiros foram treinados por Haspasiano Dagomano. As Cavalhadas de Santa Cruz inspiraram outras cidades da região da Estrada de Ferro a também darem início à tradição.

Posse
Quando: 7 e 8 de junho, a partir das 15h
Onde: Estádio Serra das Araras

Conhecida por suas belezas naturais, como o Poço Azul, Posse integra as Cavalhadas à tradicional Festa do Divino Espírito Santo. O primeiro dia traz o teatro do “Rapto da Princesa no Castelo Cristão”. No segundo dia, ocorre a simbólica batalha entre mouros e cristãos no campo das Cavalhadas.

Jaraguá
Quando: 8 e 9 de junho, a partir das 14h
Onde: Clube das Cavalhadas de Jaraguá

Com 192 anos de tradição, as Cavalhadas de Jaraguá surgiram com a Paróquia Nossa Senhora da Penha, em 1833. Além da encenação, os cavaleiros acompanham a Coroa do Divino em procissão e missa solene. A tradicional Banda Santa Cecília participa do desfile e das batalhas, preservando a musicalidade histórica do evento.

Pirenópolis
Quando: 8, 9 e 10 de junho, a partir das 13h
Onde: Módulo Esportivo de Pirenópolis

A charmosa cidade goiana realiza suas Cavalhadas desde 1826, tradição iniciada pelo padre Manuel Amâncio da Luz. O evento segue a Festa do Divino Espírito Santo e inclui o giro da Folia do Divino, levantamento do mastro e distribuição dos doces tradicionais — alfenins e verônicas.

Apresentações como o grupo Pastorinhas e personagens como o Velho Simão e o pastorzinho Benjamim integram o auto natalino incorporado em 1923.

Nos intervalos da batalha, os mascarados, vestidos de bois, onças e personagens irreverentes, invadem o campo e as ruas, promovendo brincadeiras e interações com o público. Ao final, há a tradicional corrida das argolinhas, a despedida dos cavaleiros com os lenços e o desfile até a Igreja do Bonfim, com salva de tiros e agradecimentos, acompanhados pela centenária Banda Phoenix.

Leia ainda:

Luziânia dá início ao Circuito das Cavalhadas 2025 em grande estilo

Governo divulga programação do Circuito das Cavalhadas 2025

Secretaria da Cultura – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Inscrições para o Enem 2025 terminam nesta sexta-feira

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O prazo para as inscrições no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025 se encerra às 23h59 (horário de Brasília) desta sexta-feira (6). Candidatos devem se inscrever exclusivamente na Página do Participante, no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável por todas as etapas das provas.

Em sua rede social, o Inep publicou um vídeo com o tutorial de como fazer a inscrição. 

Inscrições

Os participantes que tiveram os pedidos de isenção da taxa de inscrição e as justificativas de ausência em 2024 aprovados pelo Inep precisam se inscrever no exame.

Os estudantes do 3º ano do ensino médio em escola pública, mesmo com a inscrição pré-preenchida automaticamente, precisam atualizar os dados solicitados e confirmar a inscrição para garantir a participação nesta edição. Esses candidatos não pagarão a taxa de inscrição. A medida pretende estimular a participação desse público no Enem e facilitar o processo de inscrição.

Em 2025, o Enem tem outra novidade: voltará a ser opção para obter o certificado de conclusão do ensino médio ou a declaração parcial de proficiência. Para essa finalidade podem se inscrever:

·         – candidatos com mais de 18 anos que não terminaram essa etapa dos estudos;

·         – os que alcançaram, em cada área do conhecimento da prova, a pontuação mínima (igual ou maior que 450 pontos);

·         – quem tirou pelo menos 500 pontos na prova de redação.

O exame ainda representa oportunidade para o participante “treineiro” testar seus conhecimentos. O Inep define como “treineiro” aquele que concluirá o ensino médio após o ano letivo de 2025;  que não está cursando ou não concluiu o ensino médio e quer se autoavaliar.

O prazo para solicitação de atendimento especializado e tratamento por nome social também termina hoje. As duas situações devem ser assinaladas no processo de inscrição no Enem.

Acessibilidade

As pessoas interessadas em solicitar atendimento especializado no Enem 2025 devem enviar, por meio da Página do Participante, a documentação que comprove a condição que motiva esse tipo de atendimento. 

O Ministério da Educação (MEC) explica que o participante que teve a documentação desse tipo aprovada pelo Inep nas edições do Enem de 2021 a 2024 não precisará anexar nova documentação.

Agência Brasil detalha aqui os documentos aceitos e as situações previstas, conforme descrito no edital.

Pessoas com deficiência auditiva ou surdez também podem consultar o edital do Enem 2025 na Língua Brasileira de Sinais (Libras) com todas as regras e prazos do processo seletivo.

O vídeo com o conteúdo completo do edital está disponível no canal do Inep no YouTube.

Inclusão

Sobre o nome social, esse tratamento é exclusivo de participantes travestis, transexuais ou transgêneros que se identificam e querem ser reconhecidos socialmente conforme a identidade de gênero.

O nome social deve ser o mesmo cadastrado na Receita Federal e será apresentado em todos os documentos e materiais administrativos do Enem, como no cartão de confirmação de inscrição e nas provas.

Taxa de inscrição

Para garantir a inscrição, os candidatos não isentos precisam pagar a taxa até a próxima quarta-feira (11).

Os candidatos que tiveram a solicitação de isenção da taxa de inscrição reprovada pelo Inep ou que a justificativa de ausência nas provas de 2024 não foi aceita pela autarquia também precisam pagar o valor de R$ 85, por meio da Guia de Recolhimento da união (GRU Cobrança) para assegurar a participação no exame.

Após finalizar o processo de inscrição, o boleto ficará disponível na tela inicial da Página do Participante. O pagamento poderá ser feito por Pix, cartão de crédito, débito em conta corrente ou poupança. Para pagar por Pix, basta acessar o QR Code que consta no boleto.

O sistema não gera boleto para duas situações, mesmo que o candidato ainda não tenha solicitado isenção da taxa de inscrição:

1. o estudante concluinte do ensino médio, em 2025, matriculado em qualquer modalidade de ensino (regular ou EJA), em escola da rede pública;

2.  quem informar na inscrição que usará os resultados do Enem 2025 para tentar conseguir o certificado de conclusão do ensino médio ou declaração parcial de proficiência e que esteja inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Provas

As provas do Enem 2025 serão aplicadas em todos os estados e no Distrito Federal nos dias 9 e 16 de novembro.

As exceções são os municípios de Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará, onde os candidatos farão provas em 30 de novembro e 7 de dezembro, devido à realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), na capital paraense, no período.

O Enem 2025 mantém o formato de quatro provas objetivas (com 45 questões cada) e uma redação.

No primeiro dia, serão aplicadas as provas de redação, língua portuguesa, literatura, língua estrangeira (inglês ou espanhol) e o Enem terá 5 horas e 30 minutos de duração.

No segundo dia, com provas com 5 horas de duração, o exame nacional avaliará os conhecimentos de química, física e biologia e matemática.

O exame

O Enem é considerado a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).



Fonte: Agência Brasil

Lucro da Caixa sobe 71,5% e chega a R$ 4,9 bilhões no 1º trimestre

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O lucro líquido da Caixa Econômica Federal na somatória dos três primeiros meses de 2025 atingiu R$ 4,9 bilhões, montante 71,5 % superior ao registrado pelo banco no mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (5) pela Caixa.

As despesas administrativas e de pessoal totalizaram R$ 10,9 bilhões nos três primeiros meses do ano, 4,9% a menos em comparação ao mesmo período de 2024 e 8,2% inferior ao registrado no quarto trimestre do ano passado. O resultado foi impactado principalmente, segundo a Caixa, pelas diminuições de 15,5% em “outras despesas administrativas” e de 4,6% em “despesas de pessoal”.

Carteira de crédito

A carteira de crédito da Caixa encerrou março de 2025 com saldo de R$ 1,26 trilhão, crescimento de 10,7% em relação ao mesmo mês de 2024 e de 2,4% quando comparado a dezembro do ano passado. O destaque, segundo o banco, foram os aumentos, nos últimos doze meses, de 12,7% no setor imobiliário; de 9,9%, no agronegócio; e de 6,7%, no saneamento e infraestrutura.

No acumulado dos três primeiros meses de 2025, foram concedidos R$ 151,5 bilhões em créditos totais pelo banco, aumento de 5,7% na comparação com o mesmo período de 2024. O índice de inadimplência da carteira de crédito da Caixa encerrou março de 2025 em 2,19%, aumento de 0,15 pontos percentuais (p.p.) em relação a março de 2024 e de 0,07 p.p. quando comparado a dezembro do ano passado.

Crédito imobiliário

O crédito imobiliário da Caixa manteve-se na liderança do mercado no segmento imobiliário, responsável por 66,8% dos financiamentos imobiliários totais, além de principal operador do Minha, Casa Minha Vida, respondendo por mais de 99% dos financiamentos do programa. O índice de inadimplência da carteira do crédito imobiliário fechou em 1,42% ao final de março de 2025, redução de 0,3 p.p. na comparação com março de 2024.

Já o saldo da carteira imobiliária da Caixa finalizou março de 2025 com o valor de R$ 850,4 bilhões, crescimento de 12,7% em relação a março de 2024 e de 2,2% quando comparado a dezembro do ano passado. No primeiro trimestre do ano, foram R$ 49,3 bilhões em contratações (considerando recursos Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), redução de 4,6% em relação ao mesmo período de 2024 e aumento de 4,6% quando comparado ao último trimestre do ano passado.

Fonte: Agência Brasil

Ministério Público apura ameaças direcionadas a deputadas de São Paulo

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O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, designou um promotor de Justiça para acompanhar as investigações sobre as ameaças feitas a todas as deputadas estaduais da Assembleia Legislativa de São Paulo.

No último sábado (31), todas as deputadas receberam e-mail com ameaças de morte e de estupro. A mensagem tinha teor violento e ofensivo e citava nominalmente algumas das parlamentares, embora  tenham sido direcionadas para todas as 24 deputadas que compõem a Casa Legislativa de São Paulo.

Na última segunda-feira (2), a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que está investigando um suspeito, de 28 anos de idade, que teve computador e telefone celular apreendidos. Segundo o Ministério Público, o autor da mensagem se identifica como “masculinista” e diz que enviou o e-mail com “criptografia militar”, que está no “esgoto da Grande SP” e que só irá para superfície quando for praticar atos de terrorismo contra seus alvos.

Conforme explicou a deputada Beth Sahão (PT), o autor é identificado nos próprios e-mails. “Ele coloca o nome e o CPF dele. Mas ele nega [ter feito as ameaças], dizendo ter sido usado. Apreenderam o celular e o computador dele para perícia, mas agora é aguardar para ver se há evidências de que ele é o culpado ou se agiu sozinho ou se não é ele. Há instrumentos hoje para se chegar aos culpados. Única coisa que não vale hoje é a impunidade. Por isso estamos acompanhando com muita atenção o desenrolar dessas investigações”, disse ela.

Por causa dessas ameaças, a deputada fez uma solicitação para que a Polícia Federal também investigue o caso. “Eu encaminhei o e-mail que recebi à Polícia Federal e eles abriram um inquérito”, disse. 

“Não deixa de ser um cenário de horror quando deputadas da principal assembleia estadual da América Latina recebem esse tipo de ameaça. Isso nos assusta, nos preocupa e temos agora que pressionar de todos os lados para que tenhamos uma série de mudanças não só internamente, na Assembleia, com medidas mais enérgicas do ponto de vista da segurança, como também fora dela”.

Neste último caso, ela destacou como importante a discussão sobre a regulamentação das redes. “A rede não pode ser um espaço de ninguém, onde as pessoas falam aquilo que elas querem”, destacou.

Para a parlamentar, todas essas ameaças são consequência “da violência política de gênero que tem sido muito recorrente país afora, nas várias instâncias de poder”.

“Para além disso, você tem todo o machismo estrutural, que acaba se desenvolvendo nessa misoginia, nesse preconceito e nessa violência”, defendeu. “Trabalho com essa temática há muitos anos e isso é decorrente, em primeiro lugar, desse discurso disseminado de ódio nas redes sociais, associado ao fato de não termos políticas públicas, inclusive nas escolas, que possam mitigar um pouco essas questões”,concluiu.

Fonte: Agência Brasil

Dólar atinge menor valor em oito meses com conversa de Trump e Jinping

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Em um dia de alívio no mercado global, o dólar fechou abaixo de R$ 5,60 e atingiu o menor valor em oito meses após os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, conversarem por telefone. A bolsa de valores caiu, pressionada por ações de bancos e pelo mercado internacional.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (5) vendido a R$ 5,586, com recuo de R$ 0,059 (-1,05%). A cotação operou em queda durante toda a sessão. Na mínima do dia, por volta das 14h15, encostou em R$ 5,57.

A moeda norte-americana está no menor nível desde 8 de outubro, quando estava em R$ 5,53. A divisa cai 2,36% em junho e acumula queda de 9,64% em 2025.

O alívio no mercado de câmbio não se repetiu na bolsa de valores. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 136.226 pontos, com recuo de 0,57%. Em baixa pela segunda vez seguida, o indicador está no menor nível desde 8 de maio.

Ações de bancos despencaram durante a tarde, com o aumento da expectativa de que o Banco Central (BC) eleve a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 0,25 ponto percentual neste mês. As apostas de uma última alta antes de uma pausa subiram após a divulgação de que o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas) cresceu mais que o previsto no primeiro trimestre.

Além disso, a bolsa brasileira refletiu a queda das bolsas norte-americanas, afetadas principalmente pelas empresas de tecnologia. Os desentendimentos entre Donald Trump e o bilionário Elon Musk agravaram-se nesta quinta-feira, fazendo as ações da Tesla, companhia do empresário, caírem 16,42% apenas hoje, afetando o mercado de ações dos Estados Unidos.

Quanto ao dólar, a conversa entre Trump e Xi Jinping provocou uma valorização de moedas de países emergentes, que exportam commodities (bens primários com cotação internacional) à China. Além disso, a divulgação de que o número de pedidos de auxílio-desemprego aumentou nos Estados Unidos, o que indica desaceleração da atividade, aumentou as chances de corte de juros na maior economia do planeta.

*Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

Princesa japonesa inicia viagem ao Brasil

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Como parte das celebrações dos 130 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e o Japão, a princesa Kako, membro da família imperial japonesa, iniciou hoje (5) uma visita oficial ao Brasil. A convite do governo brasileiro, ela permanecerá no Brasil por dez dias e visitará São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Maringá (PR), Rolândia (PR), Londrina (PR), Campinas (SP), Foz do Iguaçu (PR), Campo Grande (MS) e Brasília (DF).

Na tarde desta quinta-feira (5), a princesa, que é sobrinha do atual imperador Naruhito, visitou o Pavilhão Japonês e o monumento em homenagem aos pioneiros da imigração japonesa falecidos, localizados no Parque Ibirapuera.

O pavilhão japonês foi doado a São Paulo em 1954, durante a comemoração do IV centenário de fundação da cidade. Ele é o monumento que simboliza a aproximação dos dois países após terem estado em lados divergentes na segunda guerra mundial.

“Esse pavilhão aqui tem 71 anos. É um pavilhão que foi construído na época do quarto centenário e foi construído no Japão, desmontado, transportado de navio e montado aqui na inauguração do Parque Ibirapuera. Este é o primeiro laço entre Brasil e Japão quanto ao município. A comunidade japonesa assumiu o compromisso de administrar e manter [o pavilhão]”, explicou Roberto Yoshihiro Nishio, presidente da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Bunkyo), que acompanhou a visita da princesa Kako na tarde de hoje ao Ibirapuera.

Em 1967, o pavilhão Japonês foi visitado pelo então casal de príncipes herdeiros Akihito e Michiko, avós da princesa Kako. Já em 2015 foram os pais da princesa, Fuminito e Kiko, que estiveram no local e plantaram ali um ipê branco.

Sakura é plantada

Agora, ao lado desse ipê branco, a princesa Kako (foto) plantou uma sakura, mais conhecida no Brasil como cerejeira. “Ela me falou que gostaria de voltar ao Brasil na época em que a sakura, a cerejeira, florescer. Eu falei que daqui a uns três anos nós vamos comemorar os 120 anos da imigração japonesa no Brasil e que, desde já, ela está convidada [a retornar aqui]”, disse Nishio.

130 anos de relações diplomáticas

O Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre o Japão e o Brasil, que estabeleceu relações diplomáticas entre os dois países, foi assinado no dia 5 de novembro de 1895. Segundo informações do Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Japão abriga a quinta maior comunidade brasileira no exterior, com cerca de 211 mil pessoas. Já a comunidade nipodescendente ou nikkei no Brasil é formada por mais de dois milhões de pessoas, o que representa a maior população de origem nipônica no mundo fora do Japão.

O Japão, que é uma das maiores economia mundiais, é um dos principais investidores do Brasil, com US$ 22,8 bilhões em estoque. Os investimentos japoneses, informa o Itamaraty, são diversificados e incluem setores como automotivo, materiais elétricos e siderurgia. As exportações brasileiras para o Japão compõem-se, na maior parte, de produtos como minério de ferro, frango, café, alumínio e milho, enquanto as importações do Japão correspondem, em sua quase totalidade, a produtos manufaturados, a exemplo de autopeças, compostos químicos, instrumentos de medição e controle e circuitos integrados.

Abertura de mercado

Em março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou o Japão. Na época, ele disse que pretende recuperar os US$ 6 bilhões de balança comercial que Brasil e Japão perderam na última década e avançar na abertura de mercado para a carne bovina brasileira.

No próximo dia 11 de junho, a Câmara dos Deputados deve realizar uma sessão solene em homenagem ao aniversário das relações entre o Brasil e o Japão.

Fonte: Agência Brasil

Bolsonaro diz que deu R$ 2 milhões para custear filho que está nos EUA

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O ex-presidente Jair Bolsonaro disse hoje (5) que depositou R$ 2 milhões para ajudar a custear as despesas de seu filho Eduardo Bolsonaro que está nos Estados Unidos e é alvo de inquérito pela suspeita de incitar o governo norte-americano a adotar medidas contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e outras autoridades brasileiras.

Bolsonaro chegou na sede da Polícia Federal, em Brasília, pouco depois das 14h30. O depoimento sobre o inquérito que investiga seu filho estava marcado para as 15h.

Na saída, ao ser questionado por jornalistas, o ex-presidente disse que o repasse foi feito a pedido de Eduardo e que o dinheiro veio dos R$ 17,2 milhões recebidos via Pix em sua conta pessoal nos primeiros seis meses de 2023.

“Vocês sabem que, lá atrás, eu não fiz campanha, mas foram depositados na minha conta R$ 17 milhões. Eu botei R$ 2 milhões na conta dele [Eduardo]. Lá fora, tudo é mais caro. Eu tenho dois netos, repito, um de 4 e o outro de 1 ano de idade. Ele [Eduardo] está lá fora, eu não quero que ele passe dificuldades. É muito? É bastante dinheiro. Lá nos Estados Unidos pode ser nem tanto, dá uns 350 mil dólares, mas eu quero o bem-estar dele”, argumentou Bolsonaro.

Crimes de coação

A investigação foi aberta a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que vê na atuação de Eduardo Bolsonaro o cometimento de crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigações sobre organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito.

O depoimento de Bolsonaro foi autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que foi escolhido relator do caso por também atuar no comando das ações da trama golpista e no inquérito das fake news. Moraes quer esclarecimentos sobre Bolsonaro ser “diretamente beneficiado” pelas ações de seu filho.

Aos jornalistas, o ex-presidente negou qualquer tipo de lobby ou ação de Eduardo para que o governo dos Estados Unidos adote sanções contra autoridades brasileiras.

“Eu converso com o meu filho de vez em quando. O trabalho que ele faz lá é por democracia no Brasil. Não existe sancionamento de qualquer autoridade, aqui ou no mundo, por parte do governo americano por lobby. É tudo por fatos, então não adianta ninguém querer jogar para cima dele”, disse.

Bolsonaro afirmou, ainda, ser perseguido. “Para mim a perseguição continua”, afirmou. O ex-presidente disse que não vê irregularidade na conduta do filho. “É uma perseguição, no meu entender. Se meu filho estivesse cometendo qualquer ato irregular lá, parte do parlamento americano [com quem] ele mantém contato, estaria cometendo um crime também”, acentuou.

Depoimento

Questionado sobre o depoimento que deve prestar diretamente a Alexandre de Moraes, marcado para a próxima semana, Bolsonaro afirmou que está feliz com o encontro.

“Eu acho que é excelente a ideia de, ao vivo, nós falarmos sobre golpe de Estado. Excelente. Estou muito feliz [porque] teremos a oportunidade de esclarecer o que aconteceu naquele momento. O senhor vai responder, senhor. Sem problema nenhum”, disse.

Bolsonaro salientou, ainda, não ter relação com a deputada federal Carla Zambelli e que não enviou dinheiro para ela, que teve o nome incluído na lista da Interpol após fugir do Brasil.

“Eu vi pela imprensa que estou no inquérito também [sobre Zambelli]. Mas esse assunto não foi tratado. Não tenho nada a ver com a Carla Zambelli, não botei dinheiro no Pix dela, tá certo? Realmente acompanhei pela imprensa o caso dela”, finalizou.

Fonte: Agência Brasil

Brasil joga mal e fica no 0 a 0 com o Equador na estreia de Ancelotti

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O Brasil não jogou bem e empatou sem gols com o Equador, na noite desta quinta-feira (5) no estádio Monumental Isidro Romero Carbo, em Guaiaquil, na partida que marcou o início da era Carlo Ancelotti no comando da seleção brasileira. A Rádio Nacional transmitiu a partida válida pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo.

Com o resultado, a equipe canarinho chegou aos 22 pontos, mantendo a 4ª posição da classificação, mas tendo a possibilidade de cair para a 5ª colocação caso a Colômbia, que tem 20 pontos, derrote o Peru na próxima sexta-feira (6).

Atuação burocrática

Os primeiros minutos da seleção brasileira sob o comando de Ancelotti não foram animadores. Com um Brasil guardando posição na defesa, o Equador assumiu o comando das ações. A equipe da casa trocava passes buscando espaços para entrar em uma defesa brasileira que não fazia muita pressão.

A dinâmica do confronto começou a mudar um pouco a partir dos 15 minutos, quando o Brasil passou a mostrar um pouco da proposta de jogo do técnico italiano, baseada em transições em velocidade pelas pontas para tentar superar a defesa adversária. A primeira boa jogada saiu dos pés de Vinicius Júnior pela ponta esquerda, quando driblou um adversário e cruzou para a área, onde a zaga equatoriana conseguiu cortar.

Aos 24 quem chutou a gol foi o Equador, quando Caicedo recuperou a bola e tocou para Yeboah, que bateu de longa distância para boa defesa do goleiro Alisson. Antes do intervalo o Brasil ainda criou boas oportunidades com o lateral Vanderson, aos 30 minutos, e com o volante Casemiro, aos 32. Mas quem criou a oportunidade mais cristalina para abrir o marcador foi a equipe da casa, em cabeçada de Yeboah, aos 37 minutos, que acabou indo para fora.

Na etapa final o Brasil voltou a mostrar dificuldades de assumir o controle da partida, em especial por conta da fraca atuação dos jogadores de meio de campo. Mas em boa jogada criada por seus dois ponteiros, Estêvão e Vinicius Júnior, o Brasil chegou com perigo aos 7 minutos com Richarlison, que finalizou para fora.

A partir daí a partida fica muito truncada, e as melhores oportunidades foram criadas pelo Equador, em especial por Yeboah, aos 21 minutos, e por Estupiñán, aos 31. Porém, nenhuma das duas equipes foi competente para alterar o marcador.

Após o apito final ficou claro que Ancelotti conseguiu dar um pouco mais de segurança à defesa brasileira, mas ainda há muito trabalho a ser feito no setor do ataque.

Próximo compromisso

O Brasil volta a entrar em ação pelas Eliminatórias na próxima terça-feira (10), quando mede forças com o Paraguai a partir das 21h45 (horário de Brasília) em Itaquera, São Paulo.



Fonte: Agência Brasil