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Enem 2025 tem 5,5 milhões de candidatos inscritos

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A edição deste ano do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem cerca de 5,5 milhões de inscritos, em todo o Brasil, informou o ministro da Educação, Camilo Santana. “Mais um recorde! É um aumento de mais de 30%, quando comparado a 2022”, comemorou o ministro, em publicação nas redes sociais.

As inscrições para o Enem terminaram na sexta-feira (13). O balanço foi realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC) responsável por todas as etapas do exame nacional.

O número ainda pode ser alterado, pois depende da confirmação do pagamento da taxa de inscrição pelos não isentos, até 27 de junho.

Enem em números

O número de inscritos em 2025 supera o de 2024, quando 4.325.960 pessoas se inscreveram. Também é o mais elevado desde 2020, quando o total chegou 5.783.357 e houve a aplicação do Enem impresso e do Enem Digital.

Após a pandemia da covid-19, o número de inscritos diminuiu. Na edição de 2021, foram 4,004 milhões e, em 2022, 3,39 milhões.

A busca pelo exame nacional voltou a crescer em 2023, quando alcançou 3.933.970 de registros. De acordo com dados do Inep, o número recorde de inscritos em uma edição do Enem foi em 2014, com 9.490.952 de inscrições realizadas e 8.722.290 inscritos efetivamente confirmados.

Em suas redes sociais, o ministro Camilo Santana também ressaltou a ampliação do prazo de pagamento da taxa de inscrição.  “Tudo para que nossos jovens tenham ainda mais oportunidade de garantir a participação no exame, que abre portas e transforma vidas”, escreveu.

Logo após a confirmação da inscrição, os boletos para pagamento foram gerados na Página do Participante, a plataforma oficial do Enem. O pagamento do valor de R$ 85 também pode ser feito por Pix, cartão de crédito, débito em conta-corrente e poupança. Para pagar por Pix, basta acessar o QR Code que consta no boleto.

Para o Enem 2025, os seguintes grupos de candidatos não devem pagar a taxa de inscrição porque são isentos:

Provas

As provas do Enem 2025 serão aplicadas pelo Inep nos dias 9 e 16 de novembro, nas 27 unidades da federação. Nos municípios de Belém, Ananindeua e Marituba (Pará), excepcionalmente, os candidatos farão as provas em 30 de novembro e 7 de dezembro, devido à realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), no período da aplicação regular do exame.

A divulgação do resultado final está agendada para 16 de janeiro de 2026.

Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. O Enem é considerado a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A nota individual no exame pode, ainda, ser aproveitada nos processos seletivos de instituições de ensino de Portugal que possuem convênio com o Inep.

Além do acesso ao ensino superior, em 2025, o Enem voltou a ser uma opção aos candidatos com mais de 18 anos que querem obter o certificado de conclusão do ensino médio ou a declaração parcial de proficiência



Fonte: Agência Brasil

Câmara Legislativa vai debater atuação de fotógrafos em espaços públicos do DF

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A proposta da audiência é ouvir todos os envolvidos: fotógrafos profissionais, frequentadores dos espaços, gestores públicos, juristas e representantes da sociedade civil

Com o objetivo de promover um debate equilibrado sobre os direitos e deveres dos fotógrafos em espaços públicos, o deputado distrital Martins Machado (Republicanos) realizará uma audiência pública nesta quarta-feira (18), às 9h30, para discutir a regulamentação da atividade em locais como o Parque da Cidade e demais áreas abertas do Distrito Federal.

O tema ganhou destaque após relatos de frequentadores do Parque da Cidade que se sentiram incomodados ao serem fotografados sem consentimento durante ensaios fotográficos. A situação gerou polêmica e levou a suspensões temporárias das atividades por parte da administração do parque, até que novos critérios fossem estabelecidos.

A proposta da audiência é ouvir todos os envolvidos: fotógrafos profissionais, frequentadores dos espaços, gestores públicos, juristas e representantes da sociedade civil. O intuito é construir um diálogo transparente que respeite a liberdade de expressão e o direito ao trabalho, ao mesmo tempo em que garante a privacidade e a proteção da imagem dos cidadãos, conforme previsto pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
 

“Nosso compromisso é com o equilíbrio. Sabemos da importância da fotografia como expressão artística e fonte de renda, mas também precisamos garantir que o uso dos espaços públicos aconteça de forma respeitosa para todos. Essa escuta mútua é essencial para buscarmos soluções viáveis e justas”, destacou o deputado Martins Machado.

A audiência pública será aberta ao público e contará com representantes da Secretaria de Esporte e Lazer e associações de fotógrafos.

* Com informações da assessoria de imprensa do deputado Martins Machado

Fonte: Agência CLDF

CLDF presta homenagem aos 65 anos do Hospital Militar de Área de Brasília

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O Distrito Federal e o Hospital Militar de Área de Brasília (HMAB) fazem parte da mesma geração. Ambos foram inaugurados em 1960, desbravando o Planalto Central. “O HMAB é um hospital emblemático, que começou junto com essa capital. Imagina fazer saúde no meio do nada. Fizeram história”, definiu o deputado Jorge Vianna (PSD). Ele promoveu uma sessão solene em homenagem ao aniversário de 65 anos do HMAB. O evento ocorreu nesta terça-feira (17) na Câmara Legislativa.

Em 29 de junho de 1960, foi construída a primeira estrutura do que futuramente seria o HMAB. “De forma a apoiar as tropas aqui instaladas, foi criado o embrião de nosso hospital, nomeado posto médico de Brasília. Atuando como centro de saúde da guarnição, destinou-se ao apoio médico dos pioneiros do Exército Brasileiro em Brasília”, relatou o diretor do HMAB, general de brigada Rodrigo Brum Toledo.
 

Deputado Jorge Vianna (Ângelo Pignaton/CLDF)

Ao longo dos anos, o hospital foi gradativamente ampliado e aprimorado. “Hoje o HMAB conta com um corpo técnico altamente qualificado, multidisciplinar e integralmente comprometido com a saúde dos nossos militares. A instituição virou sinônimo de excelência médica e referência de acolhimento e dedicação ao serviço público”, ressaltou o deputado Jorge Vianna.
 

General de brigada Rodrigo Toledo recebe moção de louvor (Ângelo Pignaton/CLDF)

 

O general Toledo incentivou os militares presentes na solenidade, afirmando: “Nos integrantes do Hospital Militar de Área de Brasília, temos a mão amiga que ameniza o sofrimento e o braço forte que carrega os feridos. Do passado que nos honra ao futuro que nos inspira, a missão continua”.

O evento completo pode ser assistido no canal do Youtube da TV Câmara Distrital.

Fonte: Agência CLDF

CLDF inaugura exposição Kwibuka31, em memória às vítimas do genocídio contra os Tutsi

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Sob o lema “Lembrar, unir e renovar”, a exposição Kwibuka31, em memória às vítimas do genocídio de 1994 contra os Tutsi em Ruanda, foi inaugurada nesta quarta-feira (17) no Espaço Cultural Athos Bulcão da Câmara Legislativa do Distrito Federal. A exibição não apenas recorda a tragédia, mas também destaca histórias de resiliência do povo ruandês e iniciativas para restaurar a paz no país. Aberta ao público, a mostra pode ser visitada até 27 de junho.

A narrativa da exposição remonta à chegada dos colonizadores europeus em Ruanda, no final do século XIX, que alterou o convívio entre os três principais grupos étnicos da sociedade ruandesa — Hutu, Tutsi e Twa. Durante décadas, politicas externas estimularam discriminação e discurso de ódio contra os Tutsi, culminando na trágica erupção de violência em 1994. Durante um período de aproximadamente 100 dias, mais de 1 milhão de pessoas, predominantemente Tutsi, foram massacradas.

 

Por meio de painéis ilustrados com imagens e relatos de sobreviventes, a mostra convida o público a refletir sobre valores universais como paz e justiça, oferecendo inspiração e alerta para o presente e o futuro. Kwibuka, que significa “lembrar” em quiniaruanda, idioma falado em Ruanda, é o nome dado às cerimônias e ao compromisso do país africano de recordar o genocídio contra os Tutsis e promover a memória, a unidade e a renovação.

Durante a abertura da exposição, o embaixador de Ruanda, Lawrence Manzi, reforçou que a mensagem central da mostra é de esperança e resistência. “Hoje, a paz é a nossa escolha, algo que não só afeta nosso povo, mas todo mundo individualmente. Essa exposição mostra a história verdadeira de um país que escolheu relembrar, unir e renovar. Nós vemos resiliência, reconstrução e desenvolvimento como um país”, destacou.

 

Esta é a segunda vez que a Câmara Legislativa sedia a exposição Kwibuka31. Em abril deste ano, a tragédia de Ruanda também foi lembrada em solenidade no plenário da Casa. O evento reuniu diplomatas africanos, autoridades brasileiras, pesquisadores e sobreviventes do massacre que enfatizaram a importância de rememorar o genocídio para evitar tragédias futuras.

Amanda Gonçalves, estagiária sob supervisão de Mário Espinheira/Agência CLDF

Fonte: Agência CLDF

Padilha: Brics ampliado significa maior potencial de transformação

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Ao abrir a 15ª Reunião de Ministros da Saúde do Brics nesta terça-feira (17), o chefe da pasta no Brasil, Alexandre Padilha, avaliou que a configuração ampliada do bloco, com 11 países-membros e 10 parceiros, significa maior representatividade, diversidade cultural e potencial de transformação.

Durante a abertura do encontro, no Palácio Itamaraty, em Brasília, Padilha destacou que a reunião acontece em meio a um “contexto global desafiador de crises sobrepostas”, citando ameaças à segurança, instabilidade política e enfraquecimento do multilateralismo, “que não poupam o setor saúde”.

“Ao processo saúde-doença e seus determinantes, somam-se impensáveis ataques a trabalhadores e instalações sanitárias em territórios em combate, que o Brasil reprova com veemência”, disse, se referindo a ataques recentes a trabalhadores da saúde em regiões de conflito, incluindo a Faixa de Gaza.

“O resultado de repetidos ataques, saques e ocupações de instalações médicas e hospitais é a escassez de pessoal, de financiamento e de suprimentos médicos. Somam-se a isso os bloqueios do acesso de ajuda humanitária, agravando ainda mais as crises sanitárias”, afirmou o ministro.

Padilha lembrou ainda, sem citar o nome do presidente americano, a decisão recente de Donald Trump, de retirar o país da lista de Estado-membro da Organização Mundial da Saúde (OMS), o que provocou uma das maiores interrupções no financiamento global da saúde de toda a história.

“Enquanto alguns presidentes cortam investimentos e cancelam contratos de pesquisa e produção de vacina, temos que ser capazes de liderar um mundo que aposta na ciência, na transferência de tecnologias, em salvar vidas”, defendeu. 

“Neste cenário, a cooperação entre nossos países se torna mais que desejável, torna-se indispensável”.

Brics

O Brics é composto por África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Índia, Irã e Rússia. Em termos populacionais, o bloco representa aproximadamente 48,5% da população do planeta.

Na semana passada, o Vietnã foi anunciado o mais novo país parceiro do Brics, juntamente com Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão. A categoria de país parceiro foi criada na 16ª Cúpula realizada em Kazan, na República do Tartaristão, em outubro de 2024.

Fonte: Agência Brasil

Atividade econômica brasileira cresce 0,2% em abril

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Pelo quarto mês seguido, a atividade econômica brasileira apresentou alta, de acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,2% em abril em relação ao mês anterior, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período).

Na comparação com abril de 2024, houve crescimento de 2,5%, sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais. No acumulado do ano, o indicador ficou positivo em 3,5% e, em 12 meses, registrou aumento de 4%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica do país e ajuda o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade de setores da economia – indústria, comércio e serviços e agropecuária –, além do volume de impostos.

A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida. e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas ajudam a redução da inflação, mas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Inflação

Em maio, a inflação oficial fechou em 0,26%, puxada, principalmente, pelo grupo da habitação, seguido da alta na energia elétrica residencial. O resultado mostra desaceleração após o IPCA ter marcado 0,46% em abril.

No acumulado em 12 meses, o índice divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) soma 5,32%.

A alta do preço dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o BC aumentar mais uma vez os juros em 0,5 ponto percentual na última reunião, em maio, no sexto aumento seguido da Selic em um ciclo de contração na política monetária.

Em comunicado, o Copom não deu pistas sobre o que deve ocorrer na próxima reunião, a ser realizada nesta semana. O colegiado afirmou, apenas, que o clima de incerteza permanece alto e exigirá prudência da autoridade monetária, tanto em eventuais aumentos futuros como no período em que a Selic deve ficar em 14,75% ao ano.

Produto Interno Bruto

Divulgado mensalmente, o IBC-Br emprega metodologia diferente da utilizada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador oficial da economia brasileira divulgado pelo IBGE. Segundo o BC, o índice “contribui para a elaboração de estratégia da política monetária” do país, mas “não é exatamente uma prévia do PIB.”

O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Puxada pela agropecuária, no primeiro trimestre de 2025 a economia brasileira cresceu 1,4%, segundo o IBGE.

Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

Fonte: Agência Brasil

Polícia prende suspeito de participar da morte de médica da Marinha

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A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (16), o traficante Emerson Edgleises da Conceição Silveira, envolvido na morte da capitão de mar e guerra e médica Gisele Mendes de Souza e Mello.

No dia 10 de dezembro do ano passado, a médica de 55 anos participava de uma cerimônia no Hospital Naval Marcílio Dias, quando foi alvejada na cabeça durante uma operação do Comando da Coordenadoria da Polícia Pacificadora no Conjunto de Favelas do Lins, na zona norte do Rio. 

De acordo com policiais da delegacia da Barra da Tijuca, responsáveis pela prisão do traficante, o suspeito foi localizado e preso no bairro de Pilares, também na zona norte, no momento em que deixava a residência da namorada, onde passou a noite para se deslocar até a Comunidade do Gambá, no Complexo do Lins.

Segundo a investigação, o criminoso é integrante da facção Comando Vermelho, que controla a comunidade do Gambá. 

O crime

Na ocasião do crime, traficantes do Morro do Gambá atacaram policiais militares, que realizavam uma ação na região. Para desviar o foco da ação, os criminosos atiraram do alto de uma laje, em direção ao hospital.

De acordo com a perícia, dois tiros atingiram a parede do Centro de Saúde da Marinha, onde a médica era lotada.

Gisele foi atendida no próprio hospital, no qual atuava como superintendente de Saúde. Ela precisou passar por um procedimento cirúrgico de urgência, mas não resistiu à gravidade do ferimento.

https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-12/fuzileiros-ocupam-entorno-de-hospital-onde-medica-foi-morta-no-rio

 

 

Fonte: Agência Brasil

Justiça pede prisão de envolvidos na morte de policial civil

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O Juízo da 17ª Vara Criminal do Rio deferiu 27 mandados de prisão contra uma quadrilha que que atua no tráfico de drogas na Comunidade dos Tabajaras, em Copacabana, na zona sul do Rio, ligada à fação criminosa Comando Vermelho. O pedido foi feito pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que ofereceu denúncia à Justiça. Parte do grupo também foi denunciada por latrocínio consumado e atentado contra o policial civil da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), João Pedro Marquini, e sua mulher, a juíza titular do 3º Tribunal do Júri do Rio, Tula Corrêa de Mello.

No dia 30 de março deste ano, um grupo de criminosos fez uma falsa blitz à noite, na Estrada da Grota Funda, na zona oeste, quando o casal voltava para casa em carros separados. Ao notar a presença dos criminosos, Marquini avisou à juíza pelo celular sobre o perigo e desceu do carro, quando foi atingido por cinco disparos de fuzil e morreu na hora. A juíza, que tinha curso de direção defensiva, deu marcha a ré e conseguiu escapar dos criminosos. Um tiro ainda chegou a atingir a lataria do veículo, que era blindado.

De acordo com as investigações, o grupo operava de maneira estruturada, com hierarquia definida, divisão de tarefas e uso de armamento pesado, incluindo fuzis e artefatos explosivos, para garantir o controle do território e a segurança dos pontos de venda de drogas. As ações criminosas ocorriam nas proximidades de creches, hospitais e áreas de lazer, colocando em risco a população local.

Entre os denunciados estão responsáveis pelo abastecimento e “controle de qualidade” das drogas, pela contabilidade do tráfico, segurança armada dos pontos de venda, logística e até entregadores (delivery) de entorpecentes. A atuação da organização envolvia ainda, ataques a comunidades dominadas por milícias rivais.

Quatro integrantes do grupo – Walace Andrade de Oliveira, Jefferson Rosa dos Reis, Alexandre Costa de Oliveira e Antônio Augusto D’Angelo da Fonseca – também foram denunciados por latrocínio consumado contra o policial civil João Pedro Marquini Santana e por tentativa de latrocínio contra a juíza Tula Corrêa de Mello,

Nessa segunda-feira (16), policiais da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) realizaram uma operação para cumprir mandados de prisão preventiva contra investigados por crimes de latrocínio e associação ao tráfico de drogas. A ação ocorreu na Comunidade dos Tabajaras. Na ação, seis criminosos foram presos e um morto em confronto com a polícia.

De acordo com as investigações, os alvos atuam em uma organização criminosa responsável pela distribuição de drogas e controle territorial armado da comunidade.

Fonte: Agência Brasil

Ações afirmativas mudaram “cara da universidade no Brasil”, diz estudo

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País com 112,7 milhões de pessoas pretas e pardas, os negros, que são 55,2% da população, e de 0,8% de indígenas, mais 1,6 milhão, o Brasil custou a ver reconhecida, entre os rostos dos estudantes universitários, a sua diversidade etnorracial. Mas nos últimos 20 anos, as ações afirmativas mudaram o perfil da universidade brasileira para corrigir uma limitação e transformar positivamente os espaços responsáveis pelo conhecimento e pela formação de novas gerações, na avaliação dos sociólogos Luiz Augusto Campos e Márcia Lima.

Campos e Márcia são os organizadores do livro “Impacto das Cotas: duas décadas de ação afirmativa no ensino superior brasileiro“, que faz um balanço detalhado da política e aponta desafios, como a permanência dos estudantes nas instituições.

Na obra, eles reuniram 35 artigos que revisam a política desde os primórdios, quando o então deputado Abdias Nascimento, em 1987, ao voltar do exílio nos Estados Unidos, apresenta um projeto de lei para aplicar ação afirmativa na educação.


Rio de Janeiro - Luiz Augusto Campos, do Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa da UERJ, participa de evento do Fórum Permanente Pela Igualdade Racial (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - Luiz Augusto Campos, do Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa da UERJ, participa de evento do Fórum Permanente Pela Igualdade Racial (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

De lá para cá, o país viu um setor dominado por jovens brancos, de classes média e alta, até o final dos anos 1990, incluir uma maioria de estudantes pretos, pardos e indígenas, que chegaram a 52,4% dos matriculados nas universidades públicas, em 2021, frente aos 31,5% em 2001. No mesmo período, a presença de alunos das classes D e E saltou de 20% para 52%, evidenciando a dimensão econômica da mudança.

Esses avanços são esmiuçados no livro. Os pesquisadores mostram que a política de cotas transformou um dos espaços mais elitizados da sociedade brasileira, a universidade, democratizando seu acesso e redefinindo sua função social.

No prefácio da obra, Nilma Lino Gomes, professora e primeira mulher negra a comandar uma universidade brasileira, lembrou que a política confrontou o Congresso Nacional e setores conservadores da sociedade, até a aprovação da Lei 12.711, em 2012, com respaldo do Supremo Tribunal Federal.

A partir de então, observou Lino, “elas não apenas ampliaram o acesso à universidade, como provocaram mudanças nas práticas pedagógicas e curriculares, desestabilizando estruturas excludentes no sistema educacional”, afirmou a educadora.

“Após a adoção das ações afirmativas, em especial na modalidade cotas, as instituições federais de educação superior passaram a se posicionar mais firmemente diante das desigualdades – não apenas em discursos, mas em práticas concretas na gestão acadêmica, nos currículos, nas políticas de permanência, na criação de Pró-reitorias de Ações Afirmativas, nos critérios de distribuição de recursos, nas normas disciplinares, na pesquisa, na extensão, na internacionalização, no combate a violações de direitos, no enfrentamento do racismo, da LGBTfobia e do machismo”, disse.

A Lei 12.711, de 2012, conhecida como Lei de Cotas, estabeleceu a destinação de metade das vagas das instituições de ensino federal a alunos da rede pública, a partir do perfil etnorracial e socioeconômico. A lei foi atualizada em 2023, reforçando a prioridade dos cotistas para receber auxílios fundamentais para a permanência nas universidades, como bolsas e moradia, que podem ajuda-los a se manter.

O livro resgata ainda, de forma transversal, o papel da sociedade civil na adoção da medida. Além de citar Abdias, ativista dos direitos humanos, lembra a Marcha Zumbi dos Palmares, na década de 1990, e a Conferência Mundial das Nações Unidas (ONU) contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Intolerância, na África do Sul, em 2001. Pela ótica das universidades privadas, cita o papel de impacto do Programa Universidade para Todos (Prouni), em 2005, que concedeu bolsas de graduação em troca de benefícios fiscais e contribuiu para a mudança no perfil do estudante.

Mitos que marcaram o início da política, como o alegado baixo desempenho dos cotistas, que rebaixaria o nível das universidades, também são retomados e refutados. Os textos mostram que, embora cotistas possam ingressar com notas ligeiramente menores no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o desempenho deles é igual ao dos demais alunos. A performance foi medida por notas semestrais. “Diferentes medidas mostram que cotistas e não cotistas tendem a ter desempenho universitário muito similar, bem como taxas próximas de evasão.”, afirmam Luiz Augusto e Márcia Lima.

A pesquisa também faz um mapeamento detalhado da adoção das cotas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que foi pioneira, na Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A obra é fruto da colaboração entre oito centros de pesquisa espalhados pelo país, sob a coordenação do Afro Cebrap e do Grupo de Estudos Multidisciplinar da Ação Afirmativa (Gemaa), vinculado à Uerj — a primeira a adotar sistema de cotas para ingresso de estudantes.

Lei abaixo os principais trechos da entrevista.

Agência Brasil – Qual o valor da diversidade nas universidades? Por que ela é importante? Em termos éticos e materiais?

Márcia Lima – Formar pessoas e produzir conhecimento são objetivos cruciais da universidade. Nesse sentido, a diversidade contribui de forma inequívoca para agregar qualidade ao conhecimento científico. Diversidade também diz respeito à justiça social e equidade. Instituições de ensino, em especial instituições públicas, têm o dever de garantir acesso a diferentes grupos. O grande impacto das cotas é a transformação dos espaços responsáveis pelo conhecimento e pela formação das novas gerações.

Agência Brasil – Em entrevista à Folha de S. Paulo, Luiz Augusto Campos teria dito que a universidade pública está “à deriva”, sofrendo com o abandono das elites e das classes populares Isso ocorre porque o grosso da elite não está mais nas universidades públicas?

Luiz Augusto Campos –  Para a Folha, tentei deixar claro que é mito a ideia de que as elites não dependem mais da universidade pública. O grosso das elites brasileiras não têm recursos para pagar as caras universidades estrangeiras e, por isso, ainda recorrem à universidade pública e gratuita para obter diplomas e reproduzir seu estatuto de classe. O que mudou nesse quesito é que essa elite não vê mais a universidade pública como sua propriedade exclusiva, em grande medida por conta do advento das cotas e, por isso, não está mais disposta a defendê-la como antes. Ao mesmo tempo, ainda que a inclusão tenha aumentado, a maior parte das classes populares permanece fora da universidade pública que, por isso, fica sem defesa no debate político.

Agência Brasil – Neste momento da política de cotas, em que pesquisadores sugerem ações de apoio à permanência, diante do contingenciamento de recursos das federais, a política de cotas ainda é sustentável, capaz de promover mudanças?

Márcia Lima – A política de permanência [nas universidades] foi esvaziada no governo anterior e tem sido retomada – ainda que com limitações orçamentárias – na gestão atual. Mesmo com esse desafio, a política de cotas já tem promovido enorme transformação no perfil discente e docente das universidades. A ausência de investimento afeta toda e qualquer política educacional. Não seria diferente com as ações afirmativas. É importante lembrar o que aconteceu nas gestões de Michel Temer e Jair Bolsonaro. Assim como em outras políticas, coube ao atual governo recomeçar e revisar a lei. A nova lei de cotas procura avançar nas limitações identificadas no estudo.

Agência Brasil – Por que é necessário defender as cotas, diante de racismo no mercado, no qual pessoas negras ainda ganham menos e estão em menos postos de comando?

Luiz Augusto Campos – É falso dizer que a ascensão social pela educação é um mito. A rigor, a maior parte dos estudos de mobilidade social mostra que a ascensão social vem, em grande medida, da educação em geral e, mais especificamente, da educação superior. É claro que a expansão do número de pessoas com ensino superior reduz, com o tempo, o valor do diploma, mas esse estrato da população ainda é pequeno no Brasil, menos por exemplo do que em países similares como Chile, Estados Unidos e Coreia do Sul. Isso não exclui, contudo, a persistência do racismo no mercado de trabalho, mesmo quando olhamos as oportunidades sociais de negros diplomados. Daí a importância de combinarmos ações afirmativas na educação superior e no mercado de trabalho.

Agência Brasil – A doutora Cida Bento, diretora do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades e uma das pensadoras sobre o racismo no Brasil, também levanta o conceito do Pacto Narcísico da Branquitude. As cotas conseguem romper esse pacto, em algum momento?

Márcia Lima – A diversidade racial das universidades brasileiras, sem dúvida, colocou em xeque e expôs a imensa desigualdade racial no acesso ao ensino superior. A chegada de um público mais diverso social e racialmente impactou o debate público sobre o papel da universidade, ampliou temas de pesquisa. Em algumas áreas de conhecimento vemos um questionamento crescente sobre a ausência de autoras e autores negros. Portanto, a universidade deixou de ser um espaço majoritariamente branco onde esse pacto era constantemente validado.

Agência Brasil – Qual a chance de o desconforto criado pelas cotas nas universidades despertarem um debate racial real sobre o racismo na construção do Estado brasileiro e os benefícios e a herança que proporcionou à população branca no Brasil?

Luiz Augusto Campos – As cotas já remodelaram o debate sobre raça no Brasil. Antes delas, na década de 1990, o tema era um tabu. O Brasil era encarado como uma democracia racial, livre de racismo e com uma população totalmente mestiça. Hoje, o cenário é outro. O racismo é objeto de debates e todos os círculos sociais e as políticas públicas antirracistas são uma realidade. Isso não foi suficiente, porém, para evitar retrocesso. À direita e à esquerda do espectro político, emergiu a crítica ao chamado “identitarismo”, conceito pouco claro, mas que vem sendo usado para limitar as conquistas recentes. A ideia de meritocracia também continua forte, seja pela valorização dos privilégios herdados de uma elite branca, seja pela difusão desse discurso pelos chamados novos empreendedores. De todo modo, cabe ao futuro e à luta política determinarem se esse debate irá ou não se aprofundar.

Fonte: Agência Brasil

PIB goiano cresce 7,7% no primeiro trimestre de 2025

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PIB de Goiás cresce 7,7% no primeiro trimestre de 2025
Produção de soja impulsiona crescimento do PIB goiano no primeiro trimestre de 2025 (Fotos: IMB/SGG)

O Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás cresceu 7,7% no primeiro trimestre de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado foi influenciado pela agropecuária, que teve alta de 17,4%, impulsionada principalmente pelas boas estimativas de produção de soja, que atingirá o seu maior volume de produção em 2025.

Os dados constam no boletim sobre a Conjuntura Econômica de Goiás, divulgado pelo Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB), nesta segunda-feira (16/06). O documento também mostra que a indústria cresceu 1,6% no mesmo período, com destaque para as atividades de construção civil (5,3%) e indústria de transformação (1,4%). Já os serviços apresentaram recuo de 0,6%.

Na análise com ajuste sazonal, na comparação com o quarto trimestre de 2024, o PIB goiano também apresentou resultado positivo com crescimento de 3,6%. Entre os setores, a agropecuária e os serviços tiveram resultados positivos com aumento de 47,7% e 1,2%, respectivamente.

“O resultado do PIB de Goiás para o primeiro trimestre do ano consolida o bom momento da nossa economia, impulsionada por fatores sazonais da agropecuária e pela recuperação de segmentos industriais estratégicos”, pontuou o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima.

Acesse o boletim na íntegra em: goias.gov.br/imb.

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Fonte: Portal Goiás