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Polícia investiga crimes de estupro e tortura em nove estados

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Policiais civis fazem, nesta segunda-feira (30), operação contra um grupo criminoso acusado de estupros e tortura de mulheres, além da divulgação das imagens pela internet. Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos no Rio de Janeiro e em outras oito unidades da Federação: Distrito Federal, São Paulo, Amazonas, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Piauí e Santa Catarina.

Até as 6h45, quatro pessoas tinham sido presas pela polícia. A Operação Abraccio começou a partir de uma investigação da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, depois que uma mãe procurou a unidade para relatar que imagens íntimas de sua filha estavam sendo divulgadas.

A investigação constatou a existência de um grupo criminoso que se organizava por meio da rede social Discord e que fez dezenas de vítimas, das quais seis foram identificadas. Os atos violentos eram transmitidos online ou gravados, para serem divulgados posteriormente.

Entre as violências cometidas pelo grupo estava forçar vítimas a se mutilar com navalhas, fazendo-as escrever nomes dos criminosos na própria pele. Também são investigados crimes de misoginia e racismo.

No mês passado, uma das pessoas suspeitas de integrar o grupo foi presa. A partir da perícia de 80 mil imagens, áudios e vídeos encontrados em dispositivos eletrônicos, os policiais conseguiram chegar aos demais envolvidos.

Fonte: Agência Brasil

Pé-de-Meia: nascidos em setembro e outubro recebem parcela de R$ 200

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Os participantes do programa Pé-de-Meia de 2025 nascidos nos meses de novembro e dezembro recebem nesta segunda-feira (30) o pagamento da quarta parcela.

O valor de R$ 200 corresponde ao incentivo-frequência às aulas e é destinado aos estudantes da rede pública que estão matriculados no ensino médio regular ou na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Para ter direito ao benefício, eles devem ter presença mínima de 80% nas aulas.

Pagamento escalonado

Os pagamentos do incentivo-frequência ocorrem conforme o mês de nascimento dos alunos que  estão matriculados em uma das três séries do ensino médio na rede pública de ensino.

Confira o calendário:

– nascidos em janeiro e fevereiro recebem em 23 de junho;

– nascidos em março e abril, em 24 de junho;

– nascidos em maio e junho, em 25 de junho;

– nascidos em julho e agosto, em 26 de junho;

– nascidos em setembro e outubro recebem em 27 de junho;

– nascidos em novembro e dezembro, em 30 de junho.

De acordo com a Caixa Econômica Federal, responsável pela gestão dos recursos repassados pelo Ministério da Educação (MEC), nesta etapa, ao todo, cerca de 3,2 milhões de estudantes de escolas públicas receberão o benefício.

Depósitos

A quarta parcela da “poupança do ensino médio” de 2025 está sendo depositada em uma conta poupança da Caixa Econômica, aberta automaticamente em nome dos estudantes.

O valor pode ser movimentado ou sacado imediatamente, se o participante desejar. Basta acessar o aplicativo Caixa Tem, se o aluno tiver 18 anos ou mais.

No caso de menor de idade, será necessário que o responsável legal autorize a movimentação da conta. Esse consentimento poderá ser feito no próprio aplicativo ou em uma agência da Caixa.

O participante poderá consultar no aplicativo Jornada do Estudante, do MEC, o status de pagamentos (rejeitados ou aprovados), as informações escolares e regras do programa.

As informações relativas ao pagamento também podem ser consultadas no aplicativo Caixa Tem ou no aplicativo Benefícios Sociais.

Confira os prazos do calendário do Pé-de-Meia 2025 para o ensino regular.


Calendário Pé-de-Meia - Ensino regular
Calendário Pé-de-Meia - Ensino regular

Confira os demais prazos do calendário do Pé-de-Meia para o EJA relativo ao primeiro semestre.


Calendário pé-de-meia - EJA - primeiro semestre
Calendário pé-de-meia - EJA - primeiro semestre

Incentivos

A chamada Poupança do Ensino Médio tem quatro tipos de incentivos:

– por matrícula registrada no início do ano letivo, valor pago uma vez por ano, no valor de R$ 200;

– por frequência mínima escolar de 80% do total de horas letivas. Para o ensino regular, são nove parcelas durante o ano de R$ 200.

– por conclusão e com aprovação em cada um dos três anos letivos do ensino médio e participação em avaliações educacionais, no valor total de R$ 3 mil. O saque depende da obtenção de certificado de conclusão do ensino médio;

– paga após a participação nos dois dias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), assim que o estudante conclui o 3º ano do ensino médio. Os R$ 200 são pagos em parcela única.

A soma do incentivo financeiro-educacional pode alcançar R$ 9,2 mil por aluno, no fim do ensino médio.

Pé-de-Meia

O programa do governo federal é voltado a estudantes de baixa renda do ensino médio da rede pública.  A iniciativa funciona como uma poupança para promover a permanência e a conclusão escolar nessa etapa de ensino.

Saiba aqui quais são os requisitos para ser inserido no programa

O MEC esclarece que não há necessidade de inscrição. Todo aluno que se encaixa nos critérios do programa é incluído automaticamente.

Fonte: Agência Brasil

Caixa conclui pagamento da parcela do Bolsa Família de junho

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A Caixa Econômica Federal conclui o pagamento da parcela de junho do Bolsa Família. Recebem nesta segunda-feira (30) os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 0.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 666,01. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançou 20,49 milhões de famílias, com gasto de R$ 13,63 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Os beneficiários de 30 cidades receberam o pagamento no último dia 16, independentemente do NIS. A medida beneficiou moradores de seis estados, afetados por chuvas ou por estiagens ou com povos indígenas em situação de vulnerabilidade: Alagoas (5 municípios), Amazonas (4), Paraná (6), Roraima (1), São Paulo (município de Diadema) e Sergipe (8).

A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Desde o ano passado, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Regra de proteção

Cerca de 3,02 milhões de famílias estão na regra de proteção em junho. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Para essas famílias, o benefício médio ficou em R$ 365,04.

A partir deste mês, quem ingressar na regra de proteção terá o tempo de permanência reduzido de dois para um ano. Quem se enquadrou na regra até maio deste ano continuará a receber metade do benefício por dois anos.

Auxílio Gás

O Auxílio Gás também será pago nesta segunda-feira às famílias cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com NIS final 0. O valor foi mantido em R$ 108 neste mês.

Com duração prevista até o fim de 2026, o programa beneficia 5,36 milhões de famílias. Com a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, no fim de 2022, o benefício foi mantido em 100% do preço médio do botijão de 13 kg.

Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.

 


Calendário Bolsa Família 2025 - junho
Calendário Bolsa Família 2025 - junho

 

Fonte: Agência Brasil

PF prende, no Rio, homem que vendia remédios sem licença

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A Polícia Federal (PF) realizou, no Rio de Janeiro, a operação Anabolic Express para reprimir práticas de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins medicinais ou terapêuticos, como anabolizantes.

Agentes da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (Delefaz) cumpriram, nessa sexta-feira (27), um mandado de busca e apreensão na residência do investigado, na Barra da Tijuca.

Os policiais encontraram medicamentos e fármacos sem licença da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que resultou na prisão em flagrante do investigado, de 34 anos de idade. A identidade do preso ainda não foi informada. Um notebook e celulares do preso também foram apreendidos e passarão por perícia técnica criminal.

Flagrante

O preso foi encaminhado à Superintendência Regional da PF no Rio, onde assinou o auto de prisão em flagrante e, em seguida, foi encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça. Ele responderá pela prática do crime hediondo de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais.

As investigações tiveram início em novembro de 2021, após a apreensão de anabolizantes que eram transportados por um homem no estado do Espírito Santo.

A partir das apurações, foi constatado que ele fazia parte de uma organização criminosa responsável pela comercialização desses produtos por meio dos Correios, com distribuição em todo o território nacional.

Fonte: Agência Brasil

Especialista avalia que Brasil não quer que o Brics seja antiocidental

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Dentro de exatamente uma semana, o Rio de Janeiro será a capital do Brics, o grupo de países emergentes formado inicialmente por Brasil, Rússia, Índia e China e que se ampliou a ponto de reunir 11 países-membros e dez parceiros. A reunião de cúpula, que durará dois dias, é o ponto alto da presidência rotativa do grupo, ocupada pelo Brasil este ano.

O fato de o país liderar formalmente os debates entre os chefes de Estado e de Governo que estarão no domingo (6) e na segunda-feira (7) no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, com vista privilegiada para a Baía de Guanabara, faz com que o Brasil possa dar o contorno das discussões.

Na avaliação do especialista em relações internacionais Feliciano de Sá Guimarães, o Brasil não deve permitir que o Brics seja um bloco antiocidental, se afastando dos Estados Unidos e da Europa, apesar de que, sim, o Brics se propõe a ser uma nova ordem mundial.

Feliciano Guimarães é professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP) e diretor acadêmico e pesquisador sênior do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), um centro de estudos independente, sediado no Rio de Janeiro.

“O Brasil jamais vai deixar isso acontecer. O nosso objetivo não é entrar em conflito com o Ocidente”, diz.

O professor pondera ainda que a ampliação do Brics dá mais poder ao grupo, mas ressalva, no entanto, que em um primeiro momento pode diluir a relevância do Brasil.

“Agora isso está diluído porque você tem novos membros plenos, como Irã, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia, e você tem os associados, que são vários”, explica.

Em entrevista à Agência Brasil, o professor, também editor associado da revista Foreign Policy Analysis e editor-chefe da Cebri-Revista, aponta como o Brasil deve tratar a opção de moedas nacionais, em vez do dólar americano, no comércio entre os países-membros.

De acordo com Feliciano Guimarães, juntamente com a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) e o G20, grupo de 19 países mais as uniões Europeia e Africana, a presidência brasileira no Brics é uma forma de recuperar prestígio internacional e sair do isolamento promovido em quatro anos do último governo. 

O professor trata ainda de temas como inteligência artificial e do banco do Brics, “o mais importante produto de sucesso que o Brics criou”, que atrai até países de fora do grupo, avalia. 

Agência Brasil: Qual o papel atual do Brics no mundo e qual a importância de a cúpula de líderes acontecer no Brasil?

Feliciano Guimarães: O Brics é um grupo de países que se sentia sub-representado, principalmente nas instituições econômicas e financeiras, lá nos anos 2000 e 2009, quando o Brics foi criado, e que, nos últimos 15 anos, se tornou um grande grupo de reforma da ordem internacional, de melhora do relacionamento entre os membros. Se você nota o relacionamento do Brasil e da China, do Brasil e da Índia, do Brasil e da Rússia, antes e pós-Brics, você nota a melhora do adensamento desse relacionamento. O Brics serve como um catalisador disso. Não é à toa que você tem 30 países que querem entrar no Brics. E também construir outras instituições internacionais que representam o melhor interesse desses países, como o New Development Bank [NDB, Novo Banco de Desenvolvimento, também conhecido como Banco do Brics], liderado pela ex-presidente Dilma [Rousseff] e o CRA [Acordo de Reserva Contingente, na sigla em inglês], um tratado internacional que favorece esses países, caso eles tenham crises macroeconômicas. Então, o Brics tem esse papel de representar uma ordem internacional reformada.

Agência Brasil: Nos últimos anos, o grupo, que tinha cinco integrantes, optou pela ampliação de membros e países parceiros. Qual a leitura que você faz desse movimento?

Feliciano Guimarães: De um modo geral, o aumento significa a força do Brics. O Brics tem uma incrível força de atração, muitos países querem entrar e ainda tem uma lista de países esperando. O G7 [formado por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, Japão, França e Itália] é um grupo exclusivista, fechado, ninguém sabe como faz para entrar no G7, o máximo que os países do G7 fazem é convidar esporadicamente um presidente ou outro, como foi o [convite ao presidente] Lula, ao primeiro ministro da Índia, nas reuniões, mas ninguém sabe qual é o método para você pedir para virar membro do G7. O Brics, pelo contrário, mostra a força e a flexibilidade. Por outro lado, para o Brasil, aumentar o número de membros é negativo no curto e no médio prazos porque faz com que o privilégio que o Brasil tem de participar de um grupo de cinco países cujos três membros – Índia, Rússia e China – são grandes potências ou, se não grandes potências, países muito importantes na ordem internacional, como no caso da Índia, agora isso está diluído, porque você tem novos membros plenos, como Irã, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia, e você tem os associados, que são vários. Então você tem um novo equilíbrio, existe um novo Brics, um Brics antes e depois dessa ampliação. Ainda é muito cedo para dizer se é muito bom para o Brasil, se é bom, ou se é ruim. Em um primeiro momento, é mais negativo que positivo, mas é positivo no longo prazo porque aumenta a força do Brics como um grupo.

Agência Brasil: Existe a tentativa de formar uma nova ordem mundial calçada no multilateralismo?

Feliciano Guimarães: O Brics é a representação de uma nova ordem internacional. Não uma ordem que substitui a ordem liberal antiga, mas uma que procura reformar a ordem liberal liderada pelos Estados Unidos durante todas essas últimas décadas, para se tornar uma ordem cada vez mais inclusiva e que tenha mais representatividade dos países em desenvolvimento, do Sul Global, mas também do Norte Global, baseado na ideia de igualdade, equilíbrio de poder e tudo mais. O Brics representa uma tentativa, um grupo que tenta reformar as outras instituições internacionais vigentes, sistema das Nações Unidas, FMI [Fundo Monetário Internacional], Banco Mundial, OMC [Organização Mundial do Comércio] e criar instituições paralelas como o NDB, o CRA e talvez outras no futuro.

Agência Brasil: O crescimento de relevância do Brics é uma ameaça à hegemonia de potências ocidentais ou apenas um equilíbrio de forças em prol de mais cooperação internacional?

Feliciano Guimarães: É a segunda parte. Não há dúvida de que países dentro do Brics, principalmente com a entrada do Irã agora, ou mesmo a Rússia, em certos momentos querem que o Brics se torne um grupo antiocidental, mas o Brasil jamais vai deixar isso acontecer, vai sempre lutar para que isso não aconteça. Somos um país próximo do Ocidente, muita gente no Brasil se considera parte do Ocidente, e o nosso objetivo não é entrar em conflito com o Ocidente, do ponto de vista político ou geopolítico. A ideia do Brics é melhorar a cooperação entre os países que se sentiam sub-representados na ordem internacional liderada pelos Estados Unidos e pelos europeus.

Agência Brasil: Rússia e Irã fazem parte do Brics. Os dois países têm conflitos regionais. Irã com Israel [com recente cessar-fogo]; Rússia com a Ucrânia. O Brics pode ser um espaço para a busca da paz nessas regiões ou o fato de Ucrânia e Israel estarem de fora inutiliza esse fórum?

Feliciano Guimarães: O Brasil não busca transformar o Brics em uma plataforma geopolítica e isso aumenta muito os riscos e os custos. As prioridades da presidência brasileira são cooperação Sul-Sul, cooperação na área de saúde, investimentos, mudança climática. Não envolve questões de segurança e defesa. É claro que na hora em que você coloca o Irã, que acabou de ser atacado por Israel, e Rússia, em guerra com a Ucrânia, esses países trazem essas questões geopolíticas. A reunião dos ministros de Relações Exteriores que aconteceu no Rio de Janeiro há alguns meses já mostrou essa dificuldade, porque envolvia a discussão, dentro da ideia de reforma da ordem, a reforma do Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas. Com novos membros, como Egito, aí já entra em conflito com a África do Sul, porque tem a posição africana em relação à reforma do CS, então gera um monte de dificuldades. O Brasil lançou uma nota condenando o ataque israelense [contra o Irã] muito dura e depois o Brics lançou uma nota condenando o ataque israelense, também muito dura, porque o Irã agora é um membro. Isso mostra as dificuldades que o Brasil terá daqui para diante em relação ao Brics, porque essas questões de segurança e defesa que o Brasil não quer tratar no Brics são automaticamente trazidas para o grupo.

Agência Brasil: O Brics tem quase metade da população mundial e robusta corrente de comércio entre os países. Há espaço para fazer transações comerciais fora do guarda-chuva do dólar, uma vez que os Estados Unidos não fazem parte do grupo? O presidente americano, Donald Trump, já se mostrou contrário a movimentos nesse sentido. 

Feliciano Guimarães: O Brasil tem diminuído a ênfase nesse debate porque sabe da sensibilidade desse debate na Europa e, principalmente, nos Estados Unidos, porque é a moeda americana que está sendo questionada. O que o Brasil faz é continuar os debates, mas focado na discussão de trocas comerciais e não de formação de reserva de moeda estrangeira. O que são trocas comerciais? É você tentar fazer com que o chamado R5, as cinco moedas originais do grupo, que começam com a letra R – real [Brasil], rublo [Rússia], rupia [Índia], renminbi [China] e rand [África do Sul] -, transacionarem mais entre elas no comércio. O Brasil já faz uma parte do seu comércio com a China entre real e renminbi, sem passar pelo dólar. Há especulação de que uma parte importante do comércio entre Brasil e Rússia tenha passado entre real e rublo, sem passar pelo dólar, ou passando pelo renminbi no meio. Então isso tem aumentado, e para isso aumentar, você tem que passar por um conjunto de mudanças legislativas dentro do Brasil e no outro país para que os bancos reconheçam a moeda um do outro, porque eles estão acostumados e tradicionalmente usam o dólar. Mas nós não podemos fazer um debate agressivo da desdolarização porque as nossas reservas internacionais, de US$ 360 bilhões [cerca de R$ 2 trilhões], que são fundamentais para proteção macroeconômica do Brasil, são 75% delas baseadas no dólar americano, em títulos da dívida americana. O enfraquecimento abrupto do dólar no mercado internacional afeta a nossa própria reserva. Não podemos fazer isso. Temos que lentamente diversificar as nossas reservas.

Agência Brasil: O encontro de chanceleres do Brics em abril, também no Rio de Janeiro, fechou posição contrária ao protecionismo desencadeado pela guerra tarifária promovida por Trump. Essa pauta deve ainda permear o encontro da semana que vem?

Feliciano Guimarães: Essa questão da guerra tarifária com o Trump vai, obviamente, fazer parte dos debates da declaração final do Brics e vai ser um debate crítico, porque o Trump está atacando todos os países. Então o Brics está em posição conjunta. Seria interessante se coordenasse as suas ações em relação a como responder o Trump. Dá muito mais força aos países do Brics. É uma coisa sensível, mas seria interessante.

Agência Brasil: O Brics tem poder de persuasão para apontar caminhos para temas em voga, como transição energética e regulamentação de big techs e da inteligência artificial (IA)?

Feliciano Guimarães: Com certeza. Esses três temas fazem parte da agenda oficial do Brasil. O Brics é uma forma de concertação política, ou seja, os atores escutam uns aos outros, tomam posições, emitem declarações de soft law, não têm poder mandatório. Depois, essas declarações têm que ser, caso você queira mudar alguma coisa, internalizada, transformada e mudar as leis internas dos países. Então, o nosso debate sobre IA que tem no Congresso brasileiro é levado para uma discussão de uma forma ou de outra pela delegação brasileira, e aí você tem as discussões gerais sobre o Brics em relação à IA. O documento que sair de lá pode servir de base para influenciar o nosso debate aqui interno.

Agência Brasil: Qual o papel do banco do Brics (NDB), presidido pela ex-presidente Dilma Rousseff?

Feliciano Guimarães: O NDB é ótimo, é o mais importante produto de sucesso que o Brics criou. Os cinco países originários têm cada um 15% das cotas, o que controla totalmente de forma igualitária. Cada país põe 15% desse orçamento geral, tem que tirar do seu orçamento nacional, em dólar, que é a moeda. Depois isso é distribuído entre os países-membros conforme os pedidos de projetos. Esses projetos de infraestrutura, transição energética, têm que ser sempre green, ou seja, de baixo impacto de carbono. Então, é o banco que tenta ter parâmetros de dispêndios de empréstimos dentro da nova tendência internacional de green investment, o investimento verde. Precisa ter mais orçamento no NDB, mas sempre tem essa limitação, e agora você nota que tem novos membros entrando. A Colômbia entrou, Uruguai, Bangladesh, esses países nem são membros plenos do Brics, mas podem ser membros do NDB.

Agência Brasil: O Brasil sediou a reunião do G20 no ano passado, também no Rio, agora faz a Cúpula do Brics e prepara a COP30, em Belém, em novembro. A liderança nesses encontros almeja quais objetivos?

Feliciano Guimarães: O objetivo geral é a reposição do Brasil no cenário internacional depois de quatro anos de [governo do ex-presidente Jair] Bolsonaro [2019-2022], em que o nosso prestígio internacional declinou muito, entramos em um período de isolamento político muito forte. O Brasil teve a chance de organizar essas três grandes conferências e recolocar o Brasil no centro de discussões de temas centrais para nós. O G20 trata de todos os temas da ordem internacional, menos defesa e segurança; a COP30 é a mudança climática, nosso tema fundamental, onde temos um poder maior na discussão. É um pouco isso, a recuperação das credenciais internacionais do Brasil e o uso dessas plataformas para atingir objetivos para o desenvolvimento brasileiro.

Entenda o Brics

O Brics é formado por 11 países-membros: África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Índia, Irã e Rússia. Essas nações representam 39% da economia mundial e 48,5% da população do planeta.

Os países que têm status de parceiros são Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã, que anunciou a adesão no início de junho.

O grupo não chega a ser uma organização internacional ou um bloco formal. Por exemplo, não tem um orçamento próprio ou secretariado permanente.

Fundado em 2006, o grupo era Bric, iniciais de Brasil, Índia, Rússia e China. Em 2011, o acrônimo ganhou o s, de South Africa (África do Sul, em inglês).

Em 2023, o grupo passou a incluir Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita – ainda no processo de formalização – e Emirados Árabes Unidos. A Argentina chegou a ser convidada, mas sob a presidência de Javier Milei, recusou o ingresso. Em 2024, a Indonésia passou a fazer parte do grupo.

Os países-membros se alternam ano a ano na presidência do bloco. O Brasil será sucedido pela Índia em 2026.

Fonte: Agência Brasil

Hoje é Dia: programa Sem Censura e campanha Julho Amarelo em destaque

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Começamos esta edição do Hoje é Dia com comemoração na EBC. O programa Sem Censura completa 40 anos no dia 1º de julho. A atração estreou em 1985, na antiga TVE do Rio de Janeiro, e depois foi incorporada pela TV Brasil. Na época de sua estreia chegava ao fim a ditadura militar no Brasil, e o programa aproveitou o início da redemocratização para abordar os assuntos mais relevantes para a sociedade, sempre com seu formato já consagrado, com uma apresentadora, entrevistados de prestigio e participação de debatedores. Tudo ao vivo.

O Sem Censura estreou sob o comando de Tetê Muniz. Em seguida, por muitos anos teve o rosto de Leda Nagle. Depois Vera Barroso e, a partir de 2024, é apresentado por Cissa Guimarães. Ao longo de seus 40 anos de existência, o programa ganhou prêmios como o “Melhores do Ano na Telinha 2024”, “Prêmio F5”, “Prêmio Área VIP Melhores da Mídia” e, este ano, o prêmio de Melhor Programa de Televisão pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), um dos mais tradicionais e respeitados do país. Esse reconhecimento foi destacado nesta reportagem da Agência Brasil e nesta da Radioagência Nacional. Os 40 anos do programa foram destaque desta edição do Repórter Brasil, da TV Brasil

Nesta semana as festividades juninas se encerram, no dia 29 de junho, com o Dia de São Pedro, homenagem ao primeiro apóstolo de Jesus. Padroeiro dos pescadores, São Pedro foi tema desta edição do História Hoje, da Rádio Nacional, em 2014. A história do santo foi contada também em edições do Repórter Brasil e do Repórter Maranhão, jornais da TV Brasil, em 2016. 

Direitos humanos

O Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial é celebrado em 3 de julho. A data foi criada para relembrar a aprovação da Lei n° 1.390, conhecida como Lei Afonso Arinos, aprovada pelo Congresso em 1951. Esta reportagem do Repórter Brasil, da TV Brasil, veiculada em 2021, abordou esta que foi a primeira legislação criada para combater o racismo no país. Dados recentes do Ministério da Igualdade Racial mostram que 85% da população preta ou parda no Brasil afirma já ter sofrido preconceito, como mostra esta reportagem da Agência Brasil. O assunto também foi tema de uma entrevista no Tarde Nacional, da Rádio Nacional, em 2021. 

Saúde 

No próximo dia 1º de julho começa a campanha Julho Amarelo, mês de luta contra as hepatites virais, doenças que podem evoluir para cirrose hepática e câncer de fígado. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que um milhão de pessoas tenha hepatite B e 520 mil brasileiros a hepatite C, os tipos mais comuns no país. Os sintomas, a importância do diagnóstico e do tratamento adequado foram amplamente abordados pelos veículos da EBC, com nesta reportagem da Radioagência Nacional, veiculada em 2021, pela Agência Brasil (2023), a Agência Gov (2024), o Tarde Nacional, da Rádio Nacional (2024), e nos jornais Brasil em Dia (2021) e Repórter Brasil Tarde (2022), da TV Brasil. 

Há cinco anos, no dia 3 de julho de 2020, foi sancionada a Lei nº 14.019, que tornava obrigatório o uso de máscaras em espaços públicos como forma de prevenir o contágio pela covid-19, fato que foi noticiado pela Agência Brasil naquele ano. Apesar da lei federal só vir em julho, os governos dos estados já vinham adotando a medida em decretos e leis estaduais, como mostra esta outra reportagem da Agência

Meio ambiente

As mudanças climáticas intensificaram as secas no Brasil e, com elas, os incêndios florestais cresceram de forma nunca antes vista. O aumento da devastação começou a ser sentido com mais força há cinco anos. No dia 1º de julho de 2020, o balanço das autoridades ambientais já contabilizava mais de 21 mil focos de fogo no Pantanal, que destruíram 30% do bioma, como noticiou a Agência Brasil e a Radioagência Nacional na época. Os esforços para combater os incêndios – boa parte deles iniciados de forma criminosa – foram o tema de várias reportagens da TV Brasil, como esta do Repórter Brasil e esta do Brasil em Dia

Tecnologia

A internet móvel 5G começou a ser testada no Brasil no dia 1º de julho de 2020. A Agência Brasil deu destaque ao início do funcionamento da nova tecnologia nesta reportagem, e explicou mais detalhadamente como ela funciona neste outro texto. Passados cinco anos, o 5G está disponível a usuários de mais de 800 municípios, incluindo todas as capitais do país. A previsão do governo é de que 84% da população seja beneficiada até 2030. Em 2024, o podcast Ajudante Digital, da Radiogência Nacional, tirou as dúvidas dos ouvintes sobre como aproveitar a tecnologia. E a forma como o 5G promete revolucionar as nossas comunicações, inclusive na chamada Internet das Coisas, foi abordada nesta edição do programa Ciência é Tudo, da TV Brasil, exibida em 2021.

Cultura 

Sancionada em 29 de junho de 2020, a Lei Aldir Blanc (LAB) é uma das legislações mais importantes da área cultural dos últimos anos. Criada para ajudar o setor a superar os desafios impostos pela pandemia de covid-19, a lei determinou o repasse de R$ 3 bilhões a estados, municípios e o Distrito Federal, como explica esta edição do jornal Brasil em Dia, da TV Brasil, de 2020, e esta reportagem da Agência Gov, de 2023. Naquele ano (2023), a LAB deu origem à Política Nacional Aldir Blanc, de caráter permanente, com investimento de R$ 15 bilhões no setor cultural até 2027, como detalha esta reportagem da Radioagência Nacional.

O Dia Nacional do Bumba-Meu-Boi é comemorado no dia 30 de junho, em homenagem à manifestação popular que se tornaria Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, como mostra esta reportagem do Brasil em Dia, da TV Brasil, veiculada em 2019. O espetáculo, que mistura dança, folclore, música, religião e teatro, tem em São Luís o seu maior palco. Esta reportagem da Agência Brasil, publicada em 2024, mostra o projeto que mapeou cerca de 100 grupos de bumba-meu-boi no estado do Maranhão.

O Dia Mundial da Capoeira é comemorado no dia 5 de julho. A manifestação, que mistura luta, dança e movimento de resistência, se tornou um símbolo do Brasil no mundo inteiro. Ela nasceu como uma forma de os negros escravizados – vindos principalmente de Angola – se defenderem da violência dos senhores de engenho, como explica esta reportagem do Repórter Brasil Tarde, de 2014, e esta edição do programa Expedições, de 2016, ambos da TV Brasil

Confira a relação completa de datas do Hoje é Dia de 29 de Junho a 5 de Julho de 2025.

Junho / Julho de 2025

29

      

Morte do político alagoano Floriano Peixoto (130 anos)

      

Sancionada a Lei Aldir Blanc (LAB), criada para ajudar o setor cultural a superar os desafios impostos pela pandemia de covid-19 (5 anos)

      

Dia de São Pedro

      

Instalação do Museu de Arte Sacra de São Paulo (55 anos)

30

      

Morte da pianista e compositora paulista Magdalena Pesce Vitale, a Lina Pesce (30 anos)

      

Início da primeira viagem do Papa João Paulo II ao Brasil (45 anos)

      

Dia Nacional do Bumba meu Boi

      

Chegada do Papa João Paulo II a Brasília (45 anos)

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Intensificação dos incêndios que destroem área do Pantanal (5 anos) – mais de 21 mil focos de fogo devastaram quase um terço da área do bioma

Operadoras de telefonia celular começam testes no Brasil da tecnologia de quinta geração 5G (5 anos)

Primeiro recorde mensal de mortes, por Covid-19, no Brasil (5 anos)

Julho Amarelo – Mês de luta contra as hepatites virais

Primeira greve nacional dos entregadores de aplicativos, movimento se autodenominou “Breque dos Apps” (5 anos)

Nascimento do poeta repentista pernambucano Rogaciano Leite (105 anos)

Morte do compositor e pianista francês Éric Alfred Leslie Satie, o Erik Satie (100 anos) – foi o precursor de movimentos artísticos como minimalismo, música repetitiva e teatro do absurdo

Nascimento do violonista e compositor fluminense Guilherme Bauer (85 anos) – participou da Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio MEC

Morte do cantor português Alberto Fortuna Vieira de Azevedo, o Albertinho Fortuna (30 anos) – estreou ainda menino na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Em 1940, ingressou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, emissora na qual integrou o “Trio Melodia”, formado para o lançamento do programa “Um milhão de melodias”, atuando ao lado de Nuno Roland e Paulo Tapajós

Morte do sambista e bicheiro fluminense Luizinho Drumond (5 anos) – presidiu a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro e a escola de samba Imperatriz Leopoldinense

Estreia do programa “Sem Censura” na TVE Brasil, atual TV Brasil (40 anos)

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Criação do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (ICr/HCFMUSP) (55 anos)

Congresso Nacional oficializa o adiamento das eleições municipais de 2020 em meio a pandemia do novo coronoavírus (5 anos)

Publicação da Lei nº 14.019, que determinou o uso obrigatório de máscaras em espaços públicos e privados, como forma de combater a pandemia de covid-19 (5 anos)

Desastre na mina de jade de Hpakant em Myanmar (5 anos) – considerado o acidente mais mortal da industria do setor, pois um deslizamento de terra matou pelo menos 172 pessoas em um local de mineração

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Sancionada a Lei nº 14.019/2020, que tornou obrigatório o uso de máscaras em espaços públicos (5 anos)

Morte do ator paulista Leonardo Villar (5 anos) – conhecido internacionalmente pelo filme “O Pagador de Promessas (1962)”

Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial – celebra a aprovação da Lei n° 1.390, a Lei Afonso Arinos, de 1951

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Morte da primeira Miss Brasil e modelo baiana Martha Rocha (5 anos) – segundo lugar do Miss Universo, sendo que jornalistas brasileiros se uniram na divulgação da lenda que ela teria perdido porque tinha duas polegadas a mais nos quadris

Lançamento da obra clássica “Alice no país das maravilhas”, pelo britânico Charles Lutwidge Dodgson, o Lewis Carrol (160 anos)

Consagração, pelo Papa João Paulo II, da Catedral Basílica Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, na cidade de Aparecida (SP) (45 anos)

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Morte do escritor e dramaturgo paulista Antônio Bivar (5 anos) – ganhador do Prêmio Molière de melhor autor com a peça “Abre a Janela”, “Deixa Entrar o Ar Puro” e “O Sol da Manhã”

Dia Internacional das Cooperativas – data reconhecida pela ONU, sempre ocorre no primeiro sábado de julho

Dia Mundial da Capoeira – comemoração internacional, prevista no Artigo 10 da Convenção Internacional de Capoeira

*As datas são selecionadas pela equipe de pesquisadores do Projeto Efemérides, da Gerência de Acervo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que traz temas relacionados à cultura, história, ciência e personalidades, sempre ressaltando marcos nacionais e regionais. A Gerência de Acervo também atende aos pedidos de pesquisa do público externo. Basta enviar um e-mail para centraldepesquisas@ebc.com.br.

 


Fonte: Agência Brasil

PSG goleia Inter Miami e avança às quartas de final da Copa de clubes

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O Paris Saint-Germain, atual campeão da Liga dos Campeões da Europa, confirmou o favoritismo e goleou o Inter Miami por 4 a 0, neste domingo (29), pelas oitavas de final da Copa do Mundo de clubes da Fifa.

Com o resultado, conquistado com gols marcados todos no primeiro tempo, a equipe francesa aguarda pelo vencedor do duelo entre Flamengo e Bayern de Munique, ainda neste domingo, para saber quem enfrentará na próxima fase. João Neves (2), Aviles (contra) e Hakimi marcaram os gols do PSG.

O duelo, realizado em Atlanta, foi dominado pelo PSG desde o começo. Logo aos cinco minutos, o português João Neves abriu o placar de cabeça, completando falta cobrada pelo lado esquerdo do ataque do time francês.

O próprio Neves ampliou aos 38, após erro na saída de bola da equipe norte-americana. Fabian Ruiz apenas rolou para o português completar para o gol.

O terceiro veio logo depois, aos 43. Doué cruzou com força pela direita, e Aviles não conseguiu evitar o desvio para o próprio gol, marcando contra.

O PSG ainda marcou mais um nos acréscimos, quando Hakimi pegou rebote do próprio chute no travessão e estufou as redes do Inter Miami.

Na segunda etapa, com o jogo já resolvido, as atrações ficaram por conta do craque argentino Lionel Messi, tentando marcar um gol de honra, e a entrada de Ousmane Dembélé, que chegou lesionado aos Estados Unidos e ainda não havia estreado na competição. Ele entrou em campo aos 16 minutos, no lugar de João Neves.

 

Fonte: Agência Brasil

Bayern vence Flamengo por 4 a 2 e marca encontro com o PSG

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O Bayern de Munique teve atuação segura e derrotou o Flamengo por 4 a 2 neste domingo (29), eliminando a equipe brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de clubes da Fifa. O destaque dos bávaros em Miami foi o centroavante inglês Harry Kane, autor de dois gols. Pulgar (contra) e Goretzka fizeram os outros gols do Bayern. Gerson e Jorginho (de pênalti) marcaram para o Flamengo. Com o resultado, a equipe alemã avança para enfrentar o PSG, campeão europeu, nas quartas de final do torneio.

O Bayern entrou em campo determinado a deixar o time brasileiro desconfortável. Empregando uma pressão ainda no campo de defesa do Flamengo, o time criou dificuldades na saída de bola e pulou na frente logo no começo.

Aos 6 minutos, após uma série de escanteios para o time alemão, a bola foi levantada pela esquerda e Pulgar, inadvertidamente, acabou desviando de cabeça para a própria meta, matando o goleiro Rossi. 1 a 0 Bayern.

O Flamengo mal teve tempo para respirar e sofreu outro golpe. Aos 9, após pressionar na saída de bola, o Bayern retomou a posse e a bola chegou a Harry Kane na intermediária. O artilheiro inglês avançou e chutou de fora da área. A bola desviou de leve em Léo Ortiz e entrou no canto de esquerdo de Rossi. Aos 10 minutos de jogo, o Bayern impôs uma desvantagem de dois gols ao Flamengo.

No entanto, o time carioca não se abateu. Após jogada pela direita, Luiz Araújo finalizou na pequena área e o goleiro Neuer fez defesa espetacular.

O Rubro-Negro seguiu pressionando e conseguiu seu primeiro gol aos 33. Após jogada pela esquerda, a bola sobrou para Gerson dentro da área e o camisa 8 fuzilou a meta de Neuer, que não teve tempo de reação suficiente.

Num primeiro tempo repleto de emoções, a equipe alemã logo respondeu. Aos 41, após bola mal afastada pela defesa do Flamengo, Goretzka dominou e chutou colocado no canto direito de Rossi para voltar a estabelecer a diferença de dois gols.

Após o intervalo, precisando de dois gols para igualar o placar, o Flamengo partiu para cima e conseguiu um pênalti aos 10 minutos. Olise usou os braços para se proteger e desviou a bola dentro da área. Jorginho cobrou, deslocando Neuer e diminuindo a desvantagem novamente.

Após um breve período de estudo, o Bayern acabou respirando novamente. Mantendo-se fiel à estratégia de pressionar a saída de bola adversária, o time recuperou a bola no campo adversário aos 28. Harry Kane foi lançado dentro da área e tocou na saída de Rossi para marcar seu segundo na partida.

O Flamengo, desanimado por não conseguir a igualdade, não conseguiu mais impor dificuldades.

Bayern e PSG agora brigam por uma vaga na semifinal no próximo sábado, dia 5, em Atlanta.

Fonte: Agência Brasil

Família de Juliana Marins reclama de descaso de aérea no traslado

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A família da publicitária Juliana Marins utilizou as redes sociais neste domingo (29) para denunciar descaso no traslado do corpo da jovem de 26 anos para o Brasil. Juliana morreu na semana passada, ao cair enquanto fazia uma trilha no Monte Rinjani, um vulcão na ilha de Lombok, na Indonésia.

Em uma primeira publicação no perfil de Instagram criado para fornecer informações sobre o caso de Juliana, a família reclama que não conseguia confirmar o voo que levará o corpo de Bali, na Indonésia, até o aeroporto internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.

“É descaso do início ao fim. Precisamos da confirmação do voo da Juliana urgente. Precisamos que a Emirates se mexa e traga Juliana para casa!”, diz o texto.

Em seguida, por volta das 15h, horário de Brasília (2h da manhã na Indonésia), a família acrescenta que “já estava tudo certo com o voo, já estava confirmado, mas a Emirates em Bali não quer trazer minha irmã para casa. Do nada o bagageiro do voo ficou ‘lotado’”.

Há dias, o pai da publicitária, Manoel Marins, está na Indonésia para trazer o corpo de volta ao Brasil.

Agência Brasil pediu um posicionamento à companhia aérea Emirates, que informou que o caso estava sendo apurado.

Relembre o caso

Juliana fazia uma trilha no Monte Rinjani, no sábado (21), quando caiu em um penhasco do vulcão. Desde então, houve grande expectativa sobre o resgate dela, que só era vista por imagens feitas por um drone. Em uma das tomadas, ela ainda se mexia.

Apenas na terça-feira (24), equipes de socorro confirmaram a morte da moradora de Niterói, cidade da região metropolitana do Rio de Janeiro.

Durante o intervalo entre a notícia da queda e o resgate, a família reclamou da demora em iniciar os trabalhos de busca. O corpo só foi resgatado na quarta-feira (25). Para a família, houve “negligência” no esforço de resgate.

Segundo a Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia, a brasileira não foi resgatada a tempo por conta das condições meteorológicas, terreno complicado e problemas na logística das operações de socorro.

Causa da morte

Uma autópsia realizada por profissionais da Indonésia concluiu que a turista brasileira morreu em decorrência de hemorragia, provocada por danos a órgãos internos e fraturas ósseas. Segundo os legistas, os ferimentos foram provocados por traumas por contusão, ocorridos algumas horas antes do resgate do corpo.

O laudo explica que depois do início da hemorragia, a morte levou menos de 20 minutos para ocorrer. A equipe também descartou morte por hipotermia, porque não há sinais de lesões teciduais nos dedos.

Traslado

A comoção com o caso fez com que a prefeitura de Niterói se dispusesse a pagar pelo traslado do corpo. Foi repassado à família o valor de R$ 55 mil. Em forma de homenagem, a prefeitura rebatizou de Juliana Marins uma trilha e um mirante da cidade.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou ao Ministério das Relações Exteriores que preste todo o apoio à família. Um decreto publicado nesta sexta-feira (27) no Diário Oficial da União permite o custeio, pelo governo federal, do traslado de corpos de brasileiros mortos no exterior.

>> Entenda novas regras sobre traslado de brasileiros mortos no exterior

Fonte: Agência Brasil

Ato em SP reúne apoiadores de Bolsonaro contra julgamento no STF

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Com o mote de “Justiça Já”, uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu apoiadores do ex-presidente da República Jair Bolsonaro. O ato protesta principalmente contra o julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), no qual o ex-chefe do Executivo é acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado em 2022. Há apenas dois dias, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, abriu prazo para as alegações finais do processo que investiga a trama golpista.

Durante o ato realizado na tarde deste domingo (29), os manifestantes também exibiram faixas pedindo anistia aos condenados pelo STF pelos ataques de 8 de janeiro às sedes dos Três Poderes, além de bandeiras de apoio a Israel e aos Estados Unidos.

Eles também criticaram as mudanças do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) propostas em decreto do governo federal e as fraudes no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) descobertas pela Polícia Federal.

Além de Bolsonaro, o ato contou com a presença do pastor evangélico Silas Malafaia, principal organizador do ato, e dos governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo), Romeu Zema (Minas Gerais) e Jorginho Mello (Santa Catarina). Todos eles subiram ao caminhão de som que foi posicionado ao lado do Parque Trianon, no cruzamento entre a Avenida Paulista e a Rua Peixoto Gomide.

Vestidos de verde e amarelo, os apoiadores do ex-presidente estiveram concentrados na tarde deste domingo em apenas um quarteirão da Avenida Paulista, em frente ao Parque Trianon, entre a Rua Peixoto Gomide ─ onde estava o caminhão com as autoridades ─ e o Museu de Arte de São Paulo (Masp). Havia também uma concentração de apoiadores em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Conforme o Monitor do Debate Político do Cebrap e a ONG More in Common, o ato contou com 12,4 mil pessoas. O cálculo é feito por imagens capturadas por drones e softwares de inteligência artificial, que calculam a quantidade de manifestantes. O mesmo método foi utilizado no ato anterior do ex-presidente, em 6 de abril, quando foi registrada a presença de 44,9 mil pessoas na avenida Paulista. 

Discursos

Saudado com gritos de “mito”, o ex-presidente subiu ao palco para pedir aos seus apoiadores que ajudem a eleger 50% da Câmara e do Senado nas eleições de 2026 para “mudar o Brasil”. Segundo o ex-presidente, se a direita quer que o “nosso time seja campeão, temos que investir e acreditar” e entender que “as coisas não acontecem de uma hora para outra”.

Em seu discurso, o ex-presidente também defendeu a anistia aos manifestantes condenados pelos atentados do 8 de janeiro. “Apelo aos três poderes da República para pacificar o Brasil. Liberdade para os inocentes do 8 de janeiro”, falou. Segundo ele, a anistia “é um remédio previsto na Constituição” e o caminho para a pacificação.

Antes de Bolsonaro, também discursaram o pastor Silas Malafaia e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o mais aplaudido pelo público durante o ato.

Em seu discurso, Malafaia criticou as prisões determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes durante o processo que investiga a tentativa de golpe no dia 8 de janeiro e chamou o ministro de ditador. Ele também criticou o fato de a investigação sobre Bolsonaro estar baseada em delações do ex-ajudante de Bolsonaro, o coronel Mauro Cid.

“Ele [Moraes] pensou rápido: se eu prender o coronel [Mauro] Cid, a delação dele cai, e se a delação dele cai, toda a sustentação da denúncia do PGR [Procurador-Geral da República] Paulo Gonet, que está jogando a reputação dele na lata do lixo, está sustentada na delação fajuta do coronel Cid”, disse Malafaia.

o governador de São Paulo defendeu a anistia aos condenados pelos ataques contra as sedes do Legislativo, Executivo e Judiciário, no 8 de janeiro, e centrou críticas no governo do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Estamos aqui para pedir justiça, anistia, pacificação e para orar pela esperança e pelo futuro”, disse ele. “Em dois anos e sete meses, [o atual governo] destruiu tudo. O Brasil não aguenta mais. O Brasil não aguenta mais o gasto desenfreado, a corrupção, o governo gastador e o juro alto. O Brasil não aguenta mais o PT”, falou o governador.

Para o governador, a missão de Bolsonaro “não acabou” e ele ainda vai fazer diferença no país. “Volta, Bolsonaro”, disse Tarcísio. Bolsonaro, no entanto, foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral e declarado inelegível até 2030 por abuso de poder.

Alegações finais

O julgamento de Bolsonaro e dos outros integrantes no núcleo 1 do processo entrou no período de alegações finais a partir de despacho do Ministro Alexandre de Moraes, publicado na última sexta-feira.

Pelo despacho, a partir da intimação, a Procuradoria-Geral da República (PGR) terá o prazo de 15 dias para apresentar sua versão final dos fatos investigados. Após esse tempo, o delator do complô golpista, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, terá o mesmo tempo para apresentar suas próprias alegações finais.

Por último, as defesas dos outros sete réus da Ação Penal 2.668 terão também 15 dias para apresentar ao Supremo sua última manifestação antes do julgamento do caso pela Primeira Turma, composta por cinco ministros: além de Moraes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Todos os oito réus, incluindo o próprio Bolsonaro, foram denunciados pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, pelos mesmos cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolir violentamente o Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. Somadas, as penas podem ultrapassar os 40 anos de prisão. 

Fonte: Agência Brasil